• Sem categoria 20.05.2020 No Comments

    Entidade foi questionada sobre as novas orientações do Ministério da Saúde que sugere o uso do medicamento contra a doença, apesar de não haver evidências científicas de que eles funcionem. Substância é normalmente usada contra malária e doenças autoimunes, como lúpus.

    O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, disse nesta quarta-feira (20) que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem causar efeitos colaterais e que não têm eficácia comprovada no tratamento da Covid-19. Ele também afirmou que as substâncias só devem ser usadas contra a Covid-19 em ensaios clínicos.

    “Todas as nações, particularmente aquelas com autoridades reguladoras, estão em posição de aconselhar seus cidadãos sobre o uso de qualquer droga. Entretanto, sobre a hidroxicloroquina e a cloroquina, que já são licenciadas para muitas doenças, eu diria que, até esse estágio, nem a cloroquina nem a hidroxicloroquina têm sido efetivas no tratamento da Covid-19 ou nas profilaxias contra a infecção pela doença. Na verdade, é o oposto”, disse Ryan.

    “Muitos avisos foram emitidos por muitas autoridades sobre os efeitos colaterais potenciais das drogas. E muitos países limitaram o uso dela para ensaios clínicos, sob supervisão de médicos em hospitais — especificamente para a Covid-19, por causa de um número de efeitos colaterais potenciais que ocorreram e podem ocorrer. Dito isso, novamente, cabe a cada autoridade nacional avaliar as evidências a favor e contra essa droga”, completou.

    As declarações foram feitas depois de a entidade ser questionada sobre o documento divulgado pelo governo brasileiro. Com o título “Orientações do Ministério da Saúde para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19”, o governo recomenda no texto que os medicamentos sejam usados no tratamento contra a doença desde o primeiro dia de sinais e sintomas, apesar de não haver evidências científicas de que eles funcionem. As substâncias são normalmente usadas contra a malária e doenças autoimunes, como o lúpus.

    “Nós temos agora ensaios [clínicos] do Solidarity [iniciativa internacional em busca de tratamentos para a Covid-19] em vários países, nos quais a cloroquina e a hidroxicloroquina estão incluídas. Como OMS, nós recomendamos que, para a Covid-19, essas drogas sejam reservadas para uso dentro desses ensaios”, afirmou Ryan.

    Mais de 3 mil pacientes estão cadastrados em ensaios clínicos em 17 países, segundo a OMS.

    Ministério da Saúde divulga orientações

    O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (20) o documento com orientações para que a cloroquina e hidroxicloroquina seja receitada mesmo em casos leves de Covid-19. Até então, os remédios só tinham uso liberado em casos graves e com pacientes hospitalizados.

    A mudança era um desejo do presidente Jair Bolsonaro, defensor da cloroquina no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. Não há comprovação científica de que a cloroquina é capaz de curar a Covid-19. Estudos internacionais não encontraram eficácia no remédio e a Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda o uso.

    O texto mantém a necessidade de o paciente autorizar o uso da medicação e de o médico decidir sobre a aplicar ou não o remédio. A cloroquina não está disponível para a população em geral.

    O termo de consentimento, que deve ser assinado pelo paciente, ressalta que “não existe garantia de resultados positivos” que “não há estudos demonstrando benefícios clínicos”.

    O documento afirma ainda que o paciente deve saber que a cloroquina pode causar efeitos colaterais que podem levar à “disfunção grave de órgãos, ao prolongamento da internação, à incapacidade temporária ou permanente, e até ao óbito”.

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  • Sem categoria 30.04.2020 No Comments

    Por Bill Gates

    Uma das perguntas que mais me fazem nos dias de hoje é quando o mundo poderá voltar ao que era em dezembro, antes da pandemia de coronavírus. Minha resposta é sempre a mesma: quando temos um medicamento quase perfeito para tratar COVID-19, ou quando quase todas as pessoas no planeta foram vacinadas contra o coronavírus.

    É improvável que o primeiro aconteça tão cedo. Precisávamos de um tratamento milagroso que fosse pelo menos 95% eficaz para interromper o surto. A maioria dos candidatos a drogas no momento não é nem de longe tão poderosa. Eles poderiam salvar muitas vidas, mas não são suficientes para voltar ao normal.

    O que nos deixa com uma vacina.

    A humanidade nunca teve uma tarefa mais urgente do que criar ampla imunidade ao coronavírus. Realisticamente, se vamos voltar ao normal, precisamos desenvolver uma vacina segura e eficaz. Precisamos fazer bilhões de doses, precisamos distribuí-las para todas as partes do mundo e precisamos que tudo isso aconteça o mais rápido possível.

    Isso parece assustador, porque é. Nossa fundação é a maior financiadora de vacinas do mundo, e esse esforço supera tudo o que já trabalhamos antes. Isso exigirá um esforço cooperativo global como o mundo nunca viu. Mas eu sei que isso será feito. Simplesmente não há alternativa.

    Aqui está o que você precisa saber sobre a corrida para criar uma vacina COVID-19.

    O mundo está criando esta vacina em um cronograma historicamente rápido.

    Anthony Fauci disse que acha que levará cerca de dezoito meses para desenvolver uma vacina contra o coronavírus. Eu concordo com ele, embora possa demorar menos de 9 meses ou até dois anos.

    Embora dezoito meses possam parecer muito tempo, este seria o mais rápido que os cientistas criaram uma nova vacina. O desenvolvimento geralmente leva cerca de cinco anos. Depois de escolher uma doença para atingir, você deve criar a vacina e testá-la em animais. Então você começa a testar a segurança e a eficácia em humanos.

    Segurança e eficácia são os dois objetivos mais importantes para cada vacina. Segurança é exatamente o que parece: a vacina é segura para dar às pessoas? Alguns efeitos colaterais menores (como febre leve ou dor no local da injeção) podem ser aceitáveis, mas você não deseja inocular as pessoas com algo que as deixe doentes.

    A eficácia mede o quão bem a vacina o protege de ficar doente. Embora o ideal seja que você queira que uma vacina tenha 100% de eficácia, muitas não. Por exemplo, a vacina contra a gripe deste ano é cerca de 45% eficaz.

    Para testar a segurança e a eficácia, todas as vacinas passam por três fases de testes:

    • A primeira fase é o teste de segurança. Um pequeno grupo de voluntários saudáveis ??recebe a vacina candidata. Você tenta dosagens diferentes para criar a resposta imunológica mais forte com a menor dose eficaz sem efeitos colaterais sérios.
    • Depois de escolher uma fórmula, você passa para a fase dois , que mostra como a vacina funciona nas pessoas que a pretendem. Desta vez, centenas de pessoas tomam a vacina. Essa coorte deve incluir pessoas de diferentes idades e status de saúde.
    • Então, na fase três , você o oferece a milhares de pessoas. Essa é geralmente a fase mais longa, porque ocorre nas chamadas “condições naturais de doenças”. Você o apresenta a um grande grupo de pessoas que provavelmente já correm o risco de infecção pelo patógeno alvo e depois espera e verifica se a vacina reduz o número de pessoas que ficam doentes.

    Depois que a vacina passa nas três fases do teste, você começa a construir as fábricas para fabricá-la e ela é submetida à OMS e a várias agências governamentais para aprovação.

    Esse processo funciona bem para a maioria das vacinas, mas o cronograma normal de desenvolvimento não é bom o suficiente no momento. Todos os dias, podemos cortar esse processo fará uma enorme diferença para o mundo em termos de salvar vidas e reduzir trilhões de dólares em danos econômicos.

    Portanto, para acelerar o processo, os desenvolvedores de vacinas estão comprimindo a linha do tempo. 

    No processo tradicional, as etapas são seqüenciais para abordar questões-chave e incógnitas. Isso pode ajudar a mitigar o risco financeiro, pois a criação de uma nova vacina é cara. Muitos candidatos fracassam, e é por isso que as empresas esperam para investir na próxima etapa até saberem que a etapa anterior foi bem-sucedida.

    Para o COVID-19, o financiamento do desenvolvimento não é um problema. Governos e outras organizações (incluindo nossa fundação e uma aliança incrível chamada Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias ) deixaram claro que apoiarão o que for necessário para encontrar uma vacina. Portanto, os cientistas podem economizar tempo executando várias etapas de desenvolvimento ao mesmo tempo. Por exemplo, o setor privado, os governos e nossa fundação começarão a identificar instalações para fabricar diferentes vacinas em potencial. Se algumas dessas instalações acabarem sem uso, tudo bem. É um preço pequeno a pagar por avançar na produção.

    Felizmente, compactar a linha do tempo do teste não é a única maneira de executar um processo que normalmente leva cinco anos e o realiza em 18 meses. Outra maneira de fazer isso é testando várias abordagens diferentes ao mesmo tempo.

    Existem dezenas de candidatos

    Em 9 de abril, havia 115 candidatos a vacina COVID-19 diferentes no processo de desenvolvimento. Eu acho que oito a dez desses parecem particularmente promissores. (Nossa fundação vai ficar de olho em todos os outros para ver se perdemos algum que tenha algumas características positivas.)

    Os candidatos mais promissores adotam uma variedade de abordagens para proteger o organismo contra o COVID-19. Para entender o que exatamente isso significa, é útil lembrar como o sistema imunológico humano funciona.

    Quando um patógeno da doença entra em seu sistema, seu sistema imunológico responde produzindo anticorpos. Esses anticorpos se ligam a substâncias chamadas antígenos na superfície do micróbio, que envia um sinal para o seu corpo atacar. Seu sistema imunológico mantém um registro de todos os micróbios que já derrotou, para que possa reconhecer e destruir rapidamente os invasores antes que eles adoeçam.

    As vacinas contornam todo esse processo, ensinando seu corpo a derrotar um patógeno sem nunca ficar doente. Os dois tipos mais comuns – e com os quais você provavelmente está mais familiarizado – são inativados e vivem vacinas. As vacinas inativadas contêm patógenos que foram mortos. As vacinas vivas, por outro lado, são feitas de patógenos vivos que foram enfraquecidos (ou “atenuados”). Eles são altamente eficazes, mas mais propensos a efeitos colaterais do que seus equivalentes inativados.

    As vacinas inativadas e vivas são o que consideramos abordagens “tradicionais”. Existem vários candidatos à vacina COVID-19 de ambos os tipos e por boas razões: eles estão bem estabelecidos. Nós sabemos como testá-los e fabricá-los.

    A desvantagem é que eles consomem muito tempo. Há uma tonelada de material em cada dose de uma vacina. A maior parte desse material é biológica, o que significa que você precisa cultivá-lo. Isso leva tempo, infelizmente.

    É por isso que estou particularmente empolgado com duas novas abordagens adotadas por alguns dos candidatos: vacinas de RNA e DNA . Se uma dessas novas abordagens se concretizar, provavelmente seremos capazes de enviar vacinas para o mundo inteiro muito mais rapidamente. (Por uma questão de simplicidade, só vou explicar as vacinas de RNA. As vacinas de DNA são semelhantes, apenas com um tipo diferente de material genético e método de administração.)

    Nossa fundação – tanto por meio de nosso próprio financiamento quanto por meio do CEPI – apoia o desenvolvimento de uma plataforma de vacinas para RNA há quase uma década. Estávamos planejando usá-lo para fabricar vacinas para doenças que afetam os pobres, como a malária, mas agora parece uma das opções mais promissoras para o COVID. O primeiro candidato a iniciar testes em humanos foi uma vacina de RNA criada por uma empresa chamada Moderna.

    Eis como funciona uma vacina de RNA:

    Em vez de injetar o antígeno de um patógeno em seu corpo, você fornece ao corpo o código genético necessário para produzir o antígeno em si. Quando os antígenos aparecem do lado de fora das células, o sistema imunológico os ataca – e aprende a derrotar futuros invasores no processo. Você essencialmente transforma seu corpo em sua própria unidade de fabricação de vacinas.

    Como as vacinas de RNA permitem que seu corpo faça a maior parte do trabalho, elas não exigem muito material. Isso os torna muito mais rápidos de fabricar. Porém, existe um problema: ainda não sabemos ao certo se o RNA é uma plataforma viável para vacinas. Como o COVID seria a primeira vacina de RNA a sair, precisamos provar que a plataforma funciona e cria imunidade. É um pouco como construir seu sistema de computador e seu primeiro software ao mesmo tempo.

    Mesmo que uma vacina de RNA continue mostrando promessas, ainda devemos continuar buscando outras opções. Ainda não sabemos como será a vacina COVID-19. Até que o façamos, temos que ir a todo vapor em tantas abordagens quanto possível.

    Pode não ser uma vacina perfeita ainda – e tudo bem.

    A vacina contra a varíola é a única vacina que varreu uma doença inteira da face da terra, mas também é bastante brutal de receber. Deixou uma cicatriz no braço de quem a pegou. Uma em cada três pessoas teve efeitos colaterais ruins o suficiente para mantê-los em casa da escola ou do trabalho. Um número pequeno – mas não insignificante – desenvolveu reações mais sérias.

    A vacina contra a varíola estava longe de ser perfeita, mas conseguiu o trabalho. A vacina COVID-19 pode ser semelhante.

    Se projetássemos a vacina perfeita, gostaríamos que ela fosse completamente segura e 100% eficaz. Deve ser uma dose única que ofereça proteção ao longo da vida e deve ser fácil de armazenar e transportar. Espero que a vacina COVID-19 tenha todas essas qualidades, mas, dada a linha do tempo em que estamos, pode não ter.

    As duas prioridades, como mencionei anteriormente, são segurança e eficácia . Como talvez não tenhamos tempo para realizar estudos plurianuais, teremos de realizar testes de segurança de fase 1 robustos e garantir que tenhamos boas evidências no mundo real de que a vacina é completamente segura.

    Temos um pouco mais de espaço de manobra com eficácia. Suspeito que uma vacina que seja pelo menos 70% eficaz seja suficiente para interromper o surto. Uma vacina com 60% de eficácia é utilizável, mas ainda podemos ver alguns surtos localizados. É improvável que algo abaixo de 60% crie imunidade suficiente para interromper o vírus.

    O grande desafio será garantir que a vacina funcione bem em idosos. Quanto mais velho você é, menos eficazes são as vacinas. Seu sistema imunológico – como o resto do seu corpo – envelhece e é mais lento para reconhecer e atacar invasores. Esse é um grande problema para a vacina COVID-19, já que as pessoas mais velhas são as mais vulneráveis. Precisamos garantir que eles estejam protegidos.

    A vacina contra as telhas – que também é direcionada às pessoas mais velhas – combate isso aumentando a força da vacina. É possível que façamos algo semelhante para o COVID, embora possa ter mais efeitos colaterais. As autoridades de saúde também podem solicitar que pessoas acima de uma certa idade obtenham uma dose adicional.

    Além da segurança e eficácia, existem alguns outros fatores a serem considerados:

    • Quantas doses serão? Uma vacina que você recebe apenas uma vez é mais fácil e rápida de administrar. Mas podemos precisar de uma vacina com doses múltiplas para obter eficácia suficiente.
    • Quanto tempo isso dura? Idealmente, a vacina oferece proteção duradoura. Mas podemos acabar com uma que apenas o impede de ficar doente por alguns meses (como a vacina contra a gripe sazonal, que protege você por cerca de seis meses). Se isso acontecer, a vacina a curto prazo pode ser usada enquanto trabalhamos em uma mais durável.
    • Como você o armazena? Muitas vacinas comuns são mantidas a 4 graus Celsius. Isso é aproximadamente a temperatura do seu refrigerador comum, portanto é fácil armazenar e transportar. Mas as vacinas de RNA precisam ser armazenadas em temperaturas muito mais baixas – até -80 graus C -, o que tornará mais difícil alcançar certas partes do mundo.

    Minha esperança é que a vacina que tivermos daqui a 18 meses seja o mais “perfeita” possível. Mesmo que não seja, continuaremos trabalhando para melhorá-lo. Depois que isso acontecer, suspeito que a vacina COVID-19 se torne parte do cronograma de imunização de recém-nascidos.

    Uma vez que temos uma vacina, no entanto, ainda temos grandes problemas a resolver. Isso é porque…

    Precisamos fabricar e distribuir pelo menos 7 bilhões de doses da vacina.

    Para parar a pandemia, precisamos disponibilizar a vacina para quase todas as pessoas no planeta. Nunca entregamos algo para todos os cantos do mundo antes. E, como mencionei anteriormente, as vacinas são particularmente difíceis de fabricar e armazenar.

    Não podemos descobrir muito sobre a fabricação e distribuição da vacina até sabermos exatamente com o que estamos trabalhando. Por exemplo, seremos capazes de usar as fábricas de vacinas existentes para fabricar a vacina COVID-19?

    O que podemos fazer agora é construir diferentes tipos de fábricas de vacinas para preparar. Cada tipo de vacina requer um tipo diferente de fábrica. Precisamos estar prontos com instalações que possam produzir cada tipo, para que possamos começar a fabricar a vacina final (ou vacinas) o mais rápido possível. Isso custará bilhões de dólares. Os governos precisam encontrar rapidamente um mecanismo para disponibilizar o financiamento para isso. Atualmente, nossa fundação está trabalhando com o CEPI, a OMS e os governos para descobrir o financiamento.

    Parte dessas discussões se concentra em quem receberá a vacina quando. A realidade é que nem todos poderão receber a vacina ao mesmo tempo. Levará meses – ou até anos – para criar 7 bilhões de doses (ou possivelmente 14 bilhões, se for uma vacina com várias doses), e devemos começar a distribuí-las assim que o primeiro lote estiver pronto.

    A maioria das pessoas concorda que os profissionais de saúde devem receber a vacina primeiro. Mas quem será o próximo? Pessoas mais velhas? Professores? Trabalhadores em trabalhos essenciais?

    Penso que os países de baixa renda devem ser os primeiros a recebê-lo, porque as pessoas correm um risco muito maior de morrer nesses lugares. O COVID-19 se espalhará muito mais rapidamente nos países pobres porque medidas como o distanciamento físico são mais difíceis de serem adotadas. Mais pessoas têm problemas de saúde subjacentes, o que os torna mais vulneráveis ??a complicações, e sistemas de saúde fracos dificultam o recebimento dos cuidados de que precisam. A retirada da vacina em países de baixa renda poderia salvar milhões de vidas. A boa notícia é que já temos uma organização com experiência em como fazer isso na Gavi, a Vaccine Alliance .

    Com a maioria das vacinas, os fabricantes assinam um acordo com o país em que suas fábricas estão localizadas, para que o país obtenha o primeiro crack das vacinas. Não está claro se é o que acontecerá aqui. Espero que encontremos uma maneira de divulgá-lo de maneira equitativa para o mundo inteiro. A OMS e as autoridades nacionais de saúde precisarão desenvolver um plano de distribuição assim que entendermos melhor com o que estamos trabalhando.

    Eventualmente, no entanto, vamos ampliar essa coisa para que a vacina esteja disponível para todos. E então, poderemos voltar ao normal – e, com sorte, tomar decisões que nos impeçam de estar nessa situação novamente.

    Pode ser um pouco difícil de ver agora, mas há uma luz no fim do túnel. Estamos fazendo as coisas certas para obter uma vacina o mais rápido possível. Enquanto isso, peço que você continue seguindo as diretrizes definidas pelas autoridades locais. Nossa capacidade de superar esse surto dependerá de todos que fizerem sua parte para se manterem seguros.

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  • Sem categoria 27.04.2020 No Comments

    A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discutirá nesta terça-feira (28), em reunião ordinária pública, a possibilidade da realização de testes rápidos para covid-19 em farmácias e drogarias.

    Esta autorização seria em caráter temporário e excepcional devido à pandemia do novo coronavírus. O kit vendido vendido nos estabelecimentos será do método imunocromatográfico, mais indicado para exames a partir do sétimo dia do início dos sintomas.

    O exame é feito com amostras de sangue, soro ou plasma. Neste caso, ocorre uma geração de cor a partir de uma reação química entre antígeno (substância estranha ao organismo) e anticorpo (elemento de defesa do organismo).

    Para a medida, a autarquia suspenderia a resolução de diretoria colegiada (RDC) 44, de 17 de agosto de 2009, liberando outros exames clínicos. Atualmente, as farmácias e drogarias só têm autorização para fazer os testes de ponta de dedo para medir a glicose no sangue.

    Segundo a pauta da reunião do colegiado que começará às 9h em Brasília, esta medida dispensa a análise de impacto regulatório e de concorrência pública devido ao alto grau de urgência.

    Diante deste cenário, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) enviou na última sexta-feira ofícios à Anvisa e ao Ministério da Saúde demonstrando preocupação com a realização dos testes rápidos pelos estabelecimentos comerciais.

    Em nota ao Valor, a Abramed disse que “para evitar resultados errados, com possíveis ameaças à saúde dos pacientes […] é imprescindível assegurar a realização de exames com qualidade e segurança”.

    As entidades Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM), a Confederacão Nacional de Saúde (CNSaúde), a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) também assinam o documento.

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  • Um número crescente de medicamentos falsos vinculados ao coronavírus está à venda nos países em desenvolvimento, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

     

    Uma investigação da BBC News descobriu remédios falsificados à venda na África, com falsificadores explorando crescentes lacunas no mercado.

    A OMS disse que tomar esses medicamentos pode ter “efeitos colaterais sérios”.

    Um especialista alertou para “uma pandemia paralela, de produtos abaixo do padrão e falsificados”.

    Em todo o mundo, as pessoas estão estocando medicamentos básicos. No entanto, com os dois maiores produtores mundiais de suprimentos médicos – China e Índia – presos, a demanda agora supera o suprimento e a circulação de medicamentos falsificados perigosos está aumentando.

    Na mesma semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o coronavírus uma pandemia no mês passado, a Operação Pangea, unidade global de combate à criminalidade farmacêutica da Interpol, realizou 121 prisões em 90 países em apenas sete dias, resultando na apreensão de produtos farmacêuticos perigosos no valor de mais de US $ 14 milhões (11 milhões de libras).

    Da Malásia a Moçambique, policiais confiscaram dezenas de milhares de máscaras falsificadas e remédios falsos, muitos dos quais alegaram ser capazes de curar o coronavírus.

     

    No mês passado, a Interpol apreendeu 34.000 máscaras cirúrgicas falsas e abaixo do padrão – GETTY IMAGES

    “O comércio ilícito de produtos médicos falsificados durante uma crise de saúde pública mostra total desconsideração pela vida das pessoas”, disse o secretário geral da Interpol, Jurgen Stock.

    Segundo a OMS, o comércio mais amplo de medicamentos falsificados, que inclui medicamentos que podem estar contaminados, contêm o ingrediente ativo errado ou inexistente ou pode estar desatualizado, vale mais de US $ 30 bilhões em países de baixa e média renda.

    “Na melhor das hipóteses, eles [medicamentos falsos] provavelmente não tratarão a doença para a qual foram destinados”, disse Pernette Bourdillion Esteve, da equipe da OMS que lida com produtos médicos falsificados.

    “Mas, na pior das hipóteses, eles causam danos ativamente, porque podem estar contaminados com algo tóxico“.

    A cadeia de suprimentos

    A indústria farmacêutica global vale mais de US $ 1 trilhão. As vastas cadeias de suprimentos abrangem desde fabricantes-chave em lugares como China e Índia, até armazéns de embalagens na Europa, América do Sul ou Ásia e distribuidores que enviam remédios para todos os países do mundo.

    “Provavelmente não há nada mais globalizado que a medicina”, disse Esteve. No entanto, à medida que o mundo entra em confinamento, a cadeia de suprimentos já começa a se desacoplar.

    Várias empresas farmacêuticas na Índia disseram à BBC que agora estão operando com 50-60% de sua capacidade normal. Como as empresas indianas fornecem 20% de todos os medicamentos básicos para a África, os países estão sendo desproporcionalmente afetados.

    Ephraim Phiri, farmacêutico na capital da Zâmbia, Lusaka, disse que já estava sentindo a tensão.

    “Os medicamentos já estão acabando e não os estamos reabastecendo. Não há nada que possamos fazer. Tem sido muito difícil conseguir suprimentos … especialmente medicamentos essenciais como antibióticos e antimaláricos“.

    Produtores e fornecedores também estão lutando, já que os ingredientes crus para fabricar comprimidos agora são tão caros que algumas empresas simplesmente não podem se dar ao luxo de continuar.

    Um produtor do Paquistão disse que costumava comprar os ingredientes crus para um medicamento antimalárico chamado hidrocloroquina por cerca de US $ 100 o quilo. Hoje, porém, o custo aumentou para 1.150 dólares o quilo.

    Com um número crescente de países entrando em bloqueio, não é apenas a redução da produção que é problemática, mas também o aumento da demanda, pois as pessoas ao redor do mundo estocam ansiosamente medicamentos básicos.

    É essa combinação instável de oferta reduzida e aumento da demanda que levou a OMS a alertar sobre um aumento perigoso na produção e venda de medicamentos falsificados.

    “Quando a oferta não atende à demanda”, disse Esteve, da OMS, “ele cria um ambiente em que medicamentos de baixa qualidade ou falsos tentam atender a essa demanda”.

    Medicina falsa

    Falando com farmacêuticos e empresas farmacêuticas em todo o mundo, o fornecimento global de antimaláricos está agora ameaçado.

    Desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, começou a se referir ao potencial da cloroquina e um derivado relacionado, a hidroxicloroquina, nos briefings da Casa Branca, houve um aumento global na demanda por esses medicamentos, que normalmente são usados ??para combater a malária.

    A OMS afirmou repetidamente que não há evidências definitivas de que a cloroquina ou a hidroxicloroquina possam ser usadas contra o vírus que causa o Covid-19. No entanto, em uma coletiva de imprensa recente, enquanto se referia a esses antimaláricos, o Presidente Trump disse: “O que você tem a perder? Aceite.”

    À medida que a demanda aumentou, a grandes quantidades de cloroquina falsa em circulação na República Democrática do Congo e Camarões. A OMS também encontrou medicamentos falsificados à venda no Níger.

    A cloroquina antimalárica é normalmente vendida por cerca de US $ 40 por um pote de 1.000 comprimidos. Mas os farmacêuticos da RDC os venderam por até US $ 250.

    O medicamento vendido foi supostamente fabricado na Bélgica pela “Brown and Burk Pharmaceutical limited”. No entanto, Brown e Burk, uma empresa farmacêutica registrada no Reino Unido, disseram que “não tinham nada a ver com este medicamento. Nós não fabricamos este medicamento, é falso”.

    Fármacos antimaláricos falsificados descobertos em circulação na RDC

    Enquanto a pandemia de coronavírus continua, o professor Paul Newton, especialista em medicamentos falsos da Universidade de Oxford, alertou que a circulação de medicamentos falsos e perigosos só aumentaria a menos que governos de todo o mundo apresentassem uma frente unida.

    “Arriscamos uma pandemia paralela, de produtos abaixo do padrão e falsificados, a menos que todos garantamos que exista um plano global coordenado para produção coordenada, distribuição equitativa e vigilância da qualidade dos testes, medicamentos e vacinas. Caso contrário, os benefícios da medicina moderna … será perdido “.

     

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  • Sem categoria 19.03.2020 No Comments

    Comprimido revestido 500 mg

    Azitromicina Di-Hidratada é indicado em infecções causadas por organismos suscetíveis, em infecções do trato respiratório inferior incluindo bronquite e pneumonia, em infecções da pele e tecidos moles, em otite média aguda e infecções do trato respiratório superior incluindo sinusite e faringite/tonsilite. (A penicilina é o fármaco de escolha usual no tratamento de faringite devido à Streptococcus pyogenes, incluindo a profilaxia da febre reumática. A Azitromicina Di-Hidratada geralmente é efetiva na erradicação do estreptococo da orofaringe; porém dados que estabelecem a eficácia da Azitromicina Di-Hidratada e a subsequente prevenção da febre reumática não estão disponíveis no momento).

    Nas doenças sexualmente transmissíveis no homem e na mulher, Azitromicina Di-Hidratada é indicado no tratamento de infecções genitais não complicadas devido à Chlamydia trachomatis. É também indicado no tratamento de cancro devido à Haemophilus ducreyi, e em infecções genitais não complicadas devido à Neisseria gonorrhoeae sem resistência múltipla. Infecções concomitantes com Treponema pallidum devem ser excluídas.

    Liofilizado para Solução injetável 500 mg
    Azitromicina Di-Hidratada IV (Azitromicina Di-Hidratada) é indicado para o tratamento de pneumonia adquirida na comunidade causada por organismos susceptíveis, incluindo Legionella pneumophila, em pacientes que requerem tratamento intravenoso inicial.

    Azitromicina Di-Hidratada IV também é indicado para o tratamento de doença inflamatória pélvica causada por organismos susceptíveis (Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Mycoplasma hominis), em pacientes que requerem tratamento intravenoso inicial.

    Quais as contraindicações do Azitromicina?

    Azitromicina Di-Hidratada é contraindicado a indivíduos com hipersensibilidade à Azitromicina Di-Hidratada, eritromicina, a qualquer antibiótico macrolídeo, cetolídeo ou a qualquer componente da fórmula.

    Como usar o Azitromicina?

    Comprimido revestido 500 mg
    O Azitromicina Di-Hidratada deve ser administrado em dose única diária. O período de doseamento em relação à infecção é dado abaixo.

    Os comprimidos de Azitromicina Di-Hidratada podem ser tomados com ou sem alimentos.

    Liofilizado para Solução injetável 500 mg
    Instruções para Reconstituição
    Preparar a solução inicial de Azitromicina Di-Hidratada IV, adicionando 4,8 mL de água para injetáveis ao frasco de 500 mg e agitar até completa dissolução. Uma vez que os frascos-ampola de Azitromicina Di-Hidratada IV, são embalados à vácuo, recomenda-se o uso de uma seringa convencional de 5 mL (não-automática) para assegurar a aplicação da quantidade exata de 4,8 mL de água para injeção. Cada mL da solução reconstituída contém 100 mg de Azitromicina Di-Hidratada.

    A estabilidade química e física “em uso” do produto reconstituído foi demonstrada durante 24 horas quando armazenado abaixo de 30°C. Quando diluída de acordo com as instruções, a solução diluída é química e fisicamente estável durante 24 horas quando armazenada abaixo de 30°C, ou durante 7 dias se armazenada sob refrigeração a 5°C.

    Do ponto de vista microbiológico, o produto deve ser utilizado imediatamente. Se não for utilizado imediatamente, o período e as condições de armazenamento “em uso” são de responsabilidade do usuário e normalmente não devem exceder 24 horas quando armazenado entre 2 e 8°C, a menos que a reconstituição e a diluição tenham ocorrido em condições assépticas controladas e validadas.

    Diluir essa solução imediatamente antes da administração de acordo com as “Instruções para Diluição”.

    Instruções para Diluição
    Para obter uma faixa de concentração de 1,0–2,0 mg/mL de Azitromicina Di-Hidratada, transferir 5 mL da solução de Azitromicina Di-Hidratada (100 mg/mL) para a quantidade apropriada de qualquer dos diluentes relacionados a seguir:

    A solução reconstituída pode ser diluída em:

    Solução Salina Normal (cloreto de sódio a 0,9%).
    Solução Salina Normal 1/2 (cloreto de sódio a 0,45%).
    Dextrose a 5% em Água.
    Solução de Ringer Lactato.
    Dextrose a 5% em Salina Normal 1/2 (cloreto de sódio a 0,45%) com 20 mEq de cloreto de potássio.
    Dextrose a 5% em Solução de Ringer Lactato.
    Dextrose a 5% em Salina Normal 1/3 (cloreto de sódio a 0,3%).
    Dextrose a 5% em Salina Normal 1/2 (cloreto de sódio a 0,45%).
    Normosol® – M em Dextrose 5%.
    Normosol® – R em Dextrose 5%.
    Os medicamentos para administração parenteral devem ser inspecionados visualmente quanto à presença de micropartículas antes da administração. Se houver evidência de micropartículas nos líquidos reconstituídos, a solução deve ser descartada.

    Incompatibilidades
    Outras substâncias, aditivos ou medicações para administração intravenosa não devem ser adicionados a Azitromicina Di-Hidratada iv, nem administrados simultaneamente por infusão na mesma linha intravenosa.

    Posologia do Azitromicina Di-Hidratada

    Uso em Pacientes Idosos
    A mesma dose utilizada em pacientes adultos pode ser utilizada em pacientes idosos. Pacientes idosos podem ser mais susceptíveis ao desenvolvimento de arritmias Torsades de Pointes do que pacientes mais jovens.

    Uso em Pacientes com Insuficiência Renal
    Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal leve a moderada (taxa de filtração glomerular 10 – 80 mL/min). No caso de insuficiência renal grave (taxa de filtração glomerular < 10 mL/min), Azitromicina Di-Hidratada IV deve ser administrado com cautela.

    Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática
    As mesmas doses que são administradas a pacientes com a função hepática normal podem ser utilizadas em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada

    Exclusivo Comprimido revestido 500 mg
    Uso em Adultos
    Para o tratamento de doenças sexualmente transmissíveis causadas por Chlamydia trachomatis, Haemophilus ducreyi ou Neisseria gonorrhoeae suscetível, a dose é de 1000 mg em dose oral única.

    Para todas as outras indicações nas quais é utilizada a formulação oral, uma dose total de 1500 mg deve ser administrada em doses diárias de 500 mg, durante 3 dias.

    Uso em Crianças
    A dose máxima total recomendada para qualquer tratamento em crianças é de 1500 mg.

    Azitromicina Di-Hidratada comprimidos revestidos deve ser administrado somente em crianças pesando mais que 45 kg.

    Em geral, a dose total em crianças é de 30 mg/kg. No tratamento para faringite estreptocócica pediátrica deveria ser administrada sob diferentes esquemas posológicos (vide a seguir).

    A dose total de 30 mg/kg deve ser administrada em dose única diária de 10 mg/kg, durante 3 dias.

    Uma alternativa para o tratamento de crianças com otite média aguda é dose única de 30 mg/kg.

    Para o tratamento da faringite estreptocócica em crianças: foi demonstrada a eficácia da Azitromicina Di-Hidratada administrada em dose única diária de 10 mg/kg ou 20 mg/kg por 3 dias; entretanto, não se deve exceder a dose diária de 500 mg. Em estudos clínicos comparativos, utilizando esses dois regimes de dose, foi observada uma eficácia clínica similar. Porém, a erradicação bacteriológica foi maior e mais evidente com a dose de 20 mg/kg/dia. Entretanto, a penicilina é geralmente o fármaco escolhido para o tratamento da faringite causada pelo Streptococcus pyogenes, incluindo a profilaxia da febre reumática.

    Posologia para pacientes que iniciaram tratamento com Azitromicina Di-Hidratada IV – Substituição do tratamento intravenoso pelo tratamento oral

    Pneumonia adquirida na comunidade

    A dose recomendada de Azitromicina Di-Hidratada IV, pó para solução para infusão, para o tratamento de pacientes adultos com pneumonia adquirida na comunidade causada por organismos sensíveis é de 500 mg, em dose única diária, por via intravenosa, durante no mínimo, 2 dias.

    O tratamento intravenoso deve ser seguido por Azitromicina Di-Hidratada, via oral, em dose única diária de 500 mg até completar um ciclo terapêutico de 7 a 10 dias. A substituição do tratamento
    intravenoso pelo tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a resposta clínica.

    Doença inflamatória pélvica
    A dose recomendada de Azitromicina Di-Hidratada IV é de 500 mg, em dose única diária, por via intravenosa, durante 1 ou 2 dias. A substituição do tratamento intravenoso para o tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a resposta clínica.

    Exclusivo Liofilizado para Solução injetável 500 mg

    Para o tratamento de pacientes adultos com pneumonia adquirida na comunidade causada por organismos sensíveis, a dose recomendada de Azitromicina Di-Hidratada IV é de 500 mg em dose única diária, por via intravenosa durante, no mínimo, 2 dias. O tratamento intravenoso deve ser seguido por Azitromicina Di-Hidratada, via oral, em dose única diária de 500 mg até completar um ciclo terapêutico de 7 a 10 dias. A substituição do tratamento intravenoso para o tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a resposta clínica.

    Para o tratamento de pacientes adultas com doença inflamatória pélvica causada por organismos sensíveis, a dose recomendada de Azitromicina Di-Hidratada IV é de 500 mg em dose única diária, por via intravenosa, durante 1 ou 2 dias. A substituição do tratamento intravenoso para o tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a resposta clínica.

    Caso haja suspeita da presença de microrganismos anaeróbios na infecção, um antimicrobiano anaerobicida pode ser administrado em associação à Azitromicina Di-Hidratada.

    Administração intravenosa: após reconstituição e diluição, a via de administração recomendada para Azitromicina Di-Hidratada IV é apenas infusão intravenosa. Não administrar como injeção intravenosa em “bolus” ou injeção intramuscular.

    A concentração da solução para infusão e a velocidade de infusão de Azitromicina Di-Hidratada IV devem ser equivalentes a 1 mg/mL durante 3 horas ou 2 mg/mL durante 1 hora. Uma dose intravenosa de 500 mg de Azitromicina Di-Hidratada deve ser infundida em no mínimo 1 hora.


    Comprimido revestido 500 mg

    Dose omitida

    Caso o paciente esqueça de administrar Azitromicina Di-Hidratada no horário estabelecido, deve fazê-lo assim que lembrar.

    Entretanto, se já estiver perto do horário de administrar a próxima dose, deve desconsiderar a dose esquecida e utilizar a próxima. Neste caso, o paciente não deve utilizar a dose duplicada para compensar doses esquecidas. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

    Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

    Liofilizado para Solução injetável 500 mg
    Dose omitida
    O plano de tratamento é definido pelo médico que acompanha o caso. Se o paciente não receber uma dose deste medicamento, o médico deve redefinir a programação do tratamento. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

    Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Azitromicina?

    Azitromicina Di-Hidratada é bem tolerado, apresentando baixa incidência de efeitos colaterais.

    Em estudos clínicos foram relatados os seguintes efeitos indesejáveis:
    Distúrbios do Sistema Sanguíneo e Linfático
    Episódios transitórios de uma leve redução na contagem de neutrófilos foram ocasionalmente observados nos estudos clínicos.

    Distúrbios do Ouvido e Labirinto
    Disfunções auditivas, incluindo perda de audição, surdez e/ou tinido, foram relatados por pacientes recebendo Azitromicina Di-Hidratada. Muitos desses eventos foram associados ao uso prolongado de altas doses em estudos clínicos. Nos casos em que informações de acompanhamento estavam disponíveis, foi observado que a maioria desses eventos foi reversível.

    Distúrbios Gastrintestinais
    Náusea, vômito, diarreia, fezes amolecidas, desconforto abdominal (dor/cólica) e flatulência.

    Distúrbio Hepatobiliar
    Disfunção hepática.

    Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo
    Reações alérgicas incluindo rash e angioedema.

    Em experiência pós-comercialização, foram relatados os seguintes efeitos indesejáveis:
    Infecções e Infestações
    Monilíase e vaginite.

    Distúrbios Sanguíneos e do Sistema Linfático
    Trombocitopenia.

    Distúrbio do Sistema Imunológico
    Anafilaxia (raramente fatal).

    Distúrbio do Metabolismo e Nutrição
    Anorexia.

    Distúrbios Psiquiátricos
    Reação agressiva, nervosismo, agitação e ansiedade.

    Distúrbios do Sistema Nervoso
    Tontura, convulsões, cefaleia, hiperatividade, hipoestesia, parestesia, sonolência e desmaio. Casos raros de distúrbio de paladar/olfato e/ou perda foram relatados.

    Distúrbios do Ouvido e Labirinto
    Surdez, zumbido, alterações na audição, vertigem.

    Distúrbios Cardíacos
    Palpitações e arritmias incluindo taquicardia ventricular foram relatadas. Há relatos raros de prolongamento QT e Torsades de Pointes.

    Distúrbio Vascular
    Hipotensão.

    Distúrbios Gastrintestinais
    Vômito/diarreia (raramente resultando em desidratação), dispepsia, constipação, colite pseudomembranosa, pancreatite e raros relatos de descoloração da língua.

    Distúrbios Hepatobiliares
    Hepatite e icterícia colestática foram relatadas, assim como casos raros de necrose hepática e insuficiência hepática, a qual resultou em morte.

    Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo
    Reações alérgicas incluindo prurido, rash, fotossensibilidade, edema, urticária e angioedema. Foram relatados raros casos de reações dermatológicas graves, incluindo eritema multiforme, Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA), síndrome de Stevens Johnson (SSJ), Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) e reações adversas a medicamentos com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS – Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms).

    Distúrbio Músculoesquelético e Tecido Conjuntivo
    Artralgia.

    Distúrbios Renais e Urinário
    Nefrite intersticial e disfunção renal aguda.

    Distúrbios Gerais e no Local da Aplicação Azitromicina Di-Hidratada Di-Hidratada
    Astenia, cansaço, mal-estar.

    Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Azitromicina com outros remédios?

    Antiácidos
    Um estudo de farmacocinética avaliou os efeitos da administração simultânea de antiácidos e Azitromicina Di-Hidratada, não sendo observado qualquer efeito na biodisponibilidade total; embora o pico de concentração plasmática fosse reduzido em aproximadamente 24%. Em pacientes que estejam recebendo Azitromicina Di-Hidratada e antiácidos, os mesmos não devem ser administrados simultaneamente.

    Cetirizina
    Em voluntários sadios, a coadministração de Azitromicina Di-Hidratada em um regime de 5 dias com 20 mg de cetirizina no estado de equilíbrio não resultou em interação farmacocinética nem em alterações significativas no intervalo QT.

    Didanosina (dideoxinosina)
    A coadministração de 1200 mg/dia de Azitromicina Di-Hidratada com 400 mg/dia de didanosina em 6 indivíduos HIV-positivos parece não ter afetado a farmacocinética do estado de equilíbrio da didanosina, quando esta foi comparada ao placebo.

    Digoxina e colchicina

    Tem sido relatado que a administração concomitante de antibióticos macrolídeos incluindo Azitromicina Di-Hidratada com substratos de P-glicoproteína, tais como digoxina e colchicina, resultam em um aumento dos níveis séricos do substrato P-glicoproteina. Portanto, se a Azitromicina Di-Hidratada e substratos P-gp, como digoxina, são administrados concomitantemente, deve ser considerada a possibilidade de elevadas concentrações de digoxina no soro. São necessárias a monitoração clínica dos níveis de digoxina no soro durante o tratamento com Azitromicina Di-Hidratada e após a sua descontinuação.

    Ergô
    Existe uma possibilidade teórica de interação entre Azitromicina Di-Hidratada e derivados do ergô.

    Zidovudina
    Doses únicas de 1000 mg e doses múltiplas de 1200 mg ou 600 mg de Azitromicina Di-Hidratada tiveram um pequeno efeito na farmacocinética plasmática ou na excreção urinária da zidovudina ou de seu metabólito glicuronídeo. Entretanto, a administração de Azitromicina Di-Hidratada aumentou as concentrações do metabólito clinicamente ativo, a zidovudina fosforilada, nas células mononucleares do sangue periférico. O significado clínico deste resultado ainda não foi elucidado, porém pode beneficiar os pacientes.

    A Azitromicina Di-Hidratada não interage significativamente com o sistema do citocromo P450 hepático. Acredita-se que não há participação da Azitromicina Di-Hidratada nas interações farmacocinéticas medicamentosas como observado com a eritromicina e outros macrolídeos. A indução ou inativação do citocromo P450 hepático via complexo citocromo-metabólito não ocorre com a Azitromicina Di-Hidratada.

    Foram conduzidos estudos farmacocinéticos entre a Azitromicina Di-Hidratada e os seguintes fármacos conhecidos por participarem significativamente no metabolismo mediado pelo citocromo P450:
    Atorvastatina

    A coadministração de atorvastatina (10 mg diários) e Azitromicina Di-Hidratada (500 mg diários) não alterou as concentrações plasmáticas da atorvastatina (baseado em testes de inibição de HMG-CoA redutase). No entanto, em experiência pós-comercialização tem sido relatados casos de rabdomiólise em pacientes recebendo Azitromicina Di-Hidratada com estatinas.

    Carbamazepina

    Em um estudo de interação farmacocinética em voluntários sadios, não foram observados efeitos significativos nos níveis plasmáticos da carbamazepina ou de seus metabólitos ativos em pacientes que receberam Azitromicina Di-Hidratada concomitantemente.

    Cimetidina
    Foi realizado um estudo de farmacocinética para avaliar os efeitos de dose única de cimetidina administrada duas horas antes da Azitromicina Di-Hidratada, neste estudo não foram observadas quaisquer alterações na farmacocinética da Azitromicina Di-Hidratada.

    Anticoagulantes orais do tipo cumarínicos
    Em um estudo de interação farmacocinética, a Azitromicina Di-Hidratada não alterou o efeito anticoagulante de uma dose única de 15 mg de varfarina, quando administrada a voluntários sadios. No período pós-comercialização foram recebidos relatos de potencialização da anticoagulação, subsequente à coadministração de Azitromicina Di-Hidratada e anticoagulantes orais do tipo cumarínicos. Embora uma relação causal não tenha sido estabelecida, deve-se levar em consideração a frequência com que é realizada a monitoração do tempo de protrombina quando a Azitromicina Di-Hidratada é utilizada em pacientes recebendo anticoagulantes orais do tipo cumarínicos.

    Ciclosporina
    Em um estudo de farmacocinética com voluntários sadios que receberam doses orais de 500 mg/dia de Azitromicina Di-Hidratada, por 3 dias e, então dose única oral de 10 mg/kg de ciclosporina, a Cmáx resultante de ciclosporina e a AUC0-5 foram considerados significativamente elevados. Consequentemente, deve-se ter cuidado antes de considerar o uso concomitante destes fármacos. Se for necessária a coadministração, os níveis de ciclosporina devem ser monitorados e a dose deve ser ajustada adequadamente.

    Efavirenz
    A coadministração de uma dose única de 600 mg de Azitromicina Di-Hidratada e 400 mg diários de efavirenz durante 7 dias não resultou em interações farmacocinéticas clinicamente significativas.

    Fluconazol
    A coadministração de uma dose única de 1200 mg de Azitromicina Di-Hidratada não alterou a farmacocinética de uma dose única de 800 mg de fluconazol. A exposição total e a meia-vida da Azitromicina Di-Hidratada não foram alteradas pela coadministração de fluconazol, porém foi observada uma diminuição clinicamente insignificante na Cmáx (18%) da Azitromicina Di-Hidratada.

    Indinavir
    A coadministração de uma dose única de 1200 mg de Azitromicina Di-Hidratada não produziu efeito clinicamente significativo na farmacocinética do indinavir quando administrado em doses de 800 mg, 3 vezes ao dia, durante 5 dias.metilprednisolona: em um estudo de interação farmacocinética em voluntários sadios, a Azitromicina Di-Hidratada não produziu efeito significativo na farmacocinética da metilprednisolona.

    Midazolam
    Em voluntários sadios, a coadministração de Azitromicina Di-Hidratada 500 mg/dia por 3 dias não causou alterações clinicamente significativas na farmacocinética e na farmacodinâmica de uma dose única de 15 mg de midazolam.

    Nelfinavir
    A coadministração de Azitromicina Di-Hidratada (1200 mg) e nelfinavir no estado de equilíbrio (750 mg, a cada 3 vezes ao dia) resultou num aumento da concentração de Azitromicina Di-Hidratada. Nenhum evento adverso clinicamente significativo foi observado e nenhum ajuste de dose foi necessário.

    Rifabutina
    A coadministração da Azitromicina Di-Hidratada com a rifabutina não afetou as concentrações séricas dos fármacos.

    Foi observada neutropenia em indivíduos tratados com Azitromicina Di-Hidratada e rifabutina concomitantemente. Embora a neutropenia tenha sido relacionada ao uso da rifabutina, uma relação causal não foi estabelecida para o uso da combinação da rifabutina com a Azitromicina Di-Hidratada.

    Sildenafila
    Em voluntários masculinos normais e sadios não houve evidência de efeito da Azitromicina Di-Hidratada (500 mg diários por 3 dias) na AUC e na Cmáx da sildenafila ou do seu principal metabólito circulante.

    Terfenadina
    Estudos farmacocinéticos não demonstraram evidência de interação entre a Azitromicina Di-Hidratada e a terfenadina. Foram relatados raros casos em que a possibilidade dessa interação não poderia ser totalmente excluída; contudo, não existem evidências consistentes de que tal interação tenha ocorrido.

    Teofilina
    Não há evidência de interação farmacocinética clinicamente significativa quando a Azitromicina Di-Hidratada e a teofilina são coadministradas em voluntários sadios.

    Triazolam
    Em 14 voluntários sadios, a coadministração de Azitromicina Di-Hidratada 500 mg no dia 1 e 250 mg no dia 2 com 0,125 mg de triazolam no dia 2, não produziu efeito significativo em qualquer variável farmacocinética do triazolam comparada ao triazolam e placebo.

    Trimetoprima/sulfametoxazol
    A coadministração de trimetoprima e sulfametoxazol (160 mg/800 mg) durante 7 dias com 1200 mg de Azitromicina Di-Hidratada administrada no 7º dia de tratamento não produziu efeito significante nos picos de concentrações, na exposição total ou excreção urinária tanto de trimetoprima quanto de sulfametoxazol no 7° dia de tratamento. As concentrações séricas de Azitromicina Di-Hidratada foram similares àquelas observadas em outros estudos.

    Quais cuidados devo ter ao usar o Azitromicina?

    Hipersensibilidade
    Assim como ocorre com a eritromicina e outros macrolídeos, foram relatadas reações alérgicas graves incluindo angioedema e anafilaxia (raramente fatal), e reações dermatológicas incluindo Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA), Síndrome de Stevens Johnson (SSJ), Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) (raramente fatal) e reações adversas a medicamentos com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS – Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms). Algumas destas reações observadas com o uso da Azitromicina Di-Hidratada resultaram em sintomas recorrentes e necessitaram de um período maior de observação e tratamento.

    Se ocorrer alguma reação alérgica, o uso do medicamento deve ser descontinuado e deve ser administrado tratamento adequado. Os médicos devem estar cientes que os sintomas alérgicos podem reaparecer quando o tratamento sintomático é descontinuado.

    Hepatoxicidade
    Uma vez que a principal via de eliminação da Azitromicina Di-Hidratada é o fígado, a Azitromicina Di-Hidratada deve ser utilizado com cautela em pacientes com disfunção hepática significativa.

    Foram relatadas alteração da função hepática, hepatite, icterícia colestática, necrose hepática e insuficiência hepática, algumas das quais resultaram em morte. A Azitromicina Di-Hidratada deve ser descontinuada imediatamente se ocorrerem sinais e sintomas de hepatite.

    Estenose hipertrófica pilórica infantil
    Estenose pilórica hipertrófica infantil vem sendo relada após o uso de Azitromicina Di-Hidratada em neonatos (tratamento em até 42 dias de vida). Parentes e cuidadores devem ser informados para entrar em contato com o médico caso ocorra vômito ou irritabilidade decorrente da alimentação.

    Derivados de ergotamina
    Em pacientes recebendo derivados do ergot, o ergotismo tem sido acelerado pela coadministração de alguns antibióticos macrolídeos. Não há dados a respeito da possibilidade de interação entre ergô e Azitromicina Di-Hidratada.

    Entretanto, devido à possibilidade teórica de ergotismo, Azitromicina Di-Hidratada e derivados do ergô não devem ser coadministrados.

    Superinfecção
    Assim como com qualquer preparação de antibiótico, é recomendável a constante observação dos sinais de crescimento de organismos não suscetíveis, incluindo fungos.

    Diarreia associada a Clostridium difficile
    Foi relatada diarreia associada à Clostridium difficile com a maioria dos agentes antibacterianos, incluindo Azitromicina Di-Hidratada, que pode variar de diarreia leve a colite fatal. O tratamento com agentes antibacterianos altera a flora normal do cólon permitindo o crescimento de C difficile.

    A C. difficile produz toxinas A e B que contribuem para o desenvolvimento de diarreia associada. Hipertoxinas produzidas por cepas de C. difficile causaram aumento da morbidade e mortalidade, uma vez que estas infecções podem ser refratárias a tratamento antimicrobiano e podem necessitar de colectomia. A diarreia associada a C. difficile deve ser considerada em todos os pacientes que apresentam diarreia seguida do uso de antibióticos.

    Houve relatos de diarreia associada a C. difficile até 2 meses após a administração de agentes antibacterianos, assim é necessária uma história médica cuidadosa. Nestes casos é necessário cuidado médico.

    Insuficiência renal
    Em pacientes com insuficiência renal grave (taxa de filtração glomerular < 10 mL/min) foi observado um aumento de 33% na exposição sistêmica à Azitromicina Di-Hidratada.

    Prolongamento do Intervalo QT

    Repolarização cardíaca e intervalo QT prolongados, levando a risco de desenvolvimento de arritmia cardíaca e Torsades de Pointes foram observados nos tratamentos com macrolídeos incluindo Azitromicina Di-Hidratada.

    O médico deverá considerar o risco de prolongamento do intervalo QT, que pode ser fatal, ao pesar os riscos e benefícios de Azitromicina Di-Hidratada para grupos de risco, incluindo:

    Pacientes com prolongamento do intervalo QT documentado ou congênito;
    Pacientes atualmente recebendo tratamento com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT, tais como antiarrítmicos das classes IA e III, agentes antipsicóticos, antidepressivos e fluoroquinolonas;
    Pacientes com distúrbios eletrolíticos, principalmente em casos de hipocalemia e hipomagnesemia;
    Pacientes com bradicardia, arritmia cardíaca ou insuficiência cardíaca clinicamente relevante;
    Pacientes idosos podem ser mais suscetíveis aos efeitos droga-associados no intervalo QT.

    Miastenia gravis

    Exacerbações dos sintomas de miastenia gravis foram relatadas em pacientes em tratamento com Azitromicina Di-Hidratada.

    Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas

    Não há evidências de que Azitromicina Di-Hidratada possa afetar a habilidade do paciente de dirigir ou operar máquinas.

    Uso Durante a Gravidez e Lactação

    Gravidez
    Estudos reprodutivos em animais foram realizados com doses até a concentração moderadamente tóxica para a mãe. Nestes estudos não foram encontradas evidências de danos ao feto devido à Azitromicina Di-Hidratada. No entanto, não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Como os estudos de reprodução em animais não podem sempre prever a resposta humana, Azitromicina Di-Hidratada só deve ser usado durante a gravidez se houver clara necessidade.

    Lactação

    A informação limitada disponível na literatura publicada indica que a Azitromicina Di-Hidratada está presente no leite humano com uma dose diária média estimada de 0,1 a 0,7 mg/kg/dia. Não foram observados efeitos adversos graves da Azitromicina Di-Hidratada nos lactentes amamentados.

    Deve ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapia com Azitromicina Di-Hidratada, levando em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

    Fertilidade

    Em estudos de fertilidade realizados em ratos, foram observados redução das taxas de gravidez após a administração de Azitromicina Di-Hidratada. A relevância desta descoberta para os seres humanos é desconhecida.

    Azitromicina Di-Hidratada é um medicamento classificado na categoria B de risco na gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.

    Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.

    Exclusivo Liofilizado para Solução injetável 500 mg

    Administração Intravenosa

    Azitromicina Di-Hidratada IV deve ser reconstituído e diluído conforme orientação e administrado por infusão intravenosa durante um período não inferior a 1 hora.

    Não administrar como injeção em “bolus” ou injeção intramuscula.

    Qual a ação da substância Azitromicina?
    Resultados de Eficácia

    Comprimido revestido 500 mg
    Uso Pediátrico

    A partir da perspectiva de avaliar ensaios clínicos pediátricos, dados dos Dias 11-14 são fornecidos para orientação clínica.
    Avaliações dos dias 24-32 foram consideradas o desfecho do teste primário de cura.

    Otite média aguda
    Eficácia utilizando Azitromicina Di-Hidratada por 5 dias (10mg/kg no Dia 1 seguido por 5 mg/kg nos Dias 2 – 5)1
    Protocolo 01

    Em um estudo controlado, duplo-cego, de otite média aguda realizado nos Estados Unidos, a Azitromicina Di-Hidratada (10 mg/kg no Dia 1, seguido por 5 mg/kg nos Dias 2-5) foi comparada a amoxicilina/clavulanato de potássio (4:1).

    Entre os 553 pacientes que foram avaliados quanto à eficácia clínica, a taxa de sucesso clínico no Dia 11 foi de 88% para Azitromicina Di-Hidratada e de 88% para o agente controle.

    Entre os 521 pacientes avaliados na visita do Dia 30, a taxa de sucesso foi de 73% para Azitromicina Di-Hidratada e de 71% para o agente controle.

    Protocolo 02

    Em um estudo clinico e microbiológico não comparativo realizado nos Estados Unidos, onde foram encontradas taxas significativas de produção de organismos beta-lactamase (35%), 131 pacientes foram avaliados para eficácia clínica. Na visita do dia 11, a taxa de sucesso clínico combinado (ou seja, cura e melhoria) foi de 84% para Azitromicina Di-Hidratada. Para os 122 pacientes que foram avaliados no dia 30 da visita, a taxa de sucesso clínico foi de 70% para Azitromicina Di-Hidratada.

    As determinações microbiológicas foram feitas na visita pré-tratamento. A microbiologia não foi reavaliada em visitas posteriores.

    As seguintes taxas de sucesso clínico foram obtidas a partir do grupo avaliado:

    Protocolo 03

    Em outro estudo clínico biológico, comparativo, controlado de otite média realizado nos Estados Unidos, de Azitromicina Di-Hidratada (10 mg/kg no dia 1, seguido por 5 mg/kg nos dias 2-5) comparado com amoxicilina/clavulanato de potássio (4:1). Este estudo utilizou dois dos mesmos investigadores do Protocolo 02 (acima), e esses dois investigadores inscreveram 90% dos pacientes no Protocolo 03.

    Assim, o Protocolo 3 não foi considerado um estudo independente. Foram encontrados resultados significativos de produção de organismos beta-lactamase (20%). Noventa e dois pacientes foram avaliados para eficácia clínica e microbiológica. A taxa de sucesso clínico combinado (ou seja, cura e melhora) dos pacientes com baseline patógena na visita do dia 11 foi de 88% para Azitromicina Di-Hidratada versus 100% para o controle.

    Na visita do dia 30, a taxa de sucesso clínico foi de 82% para Azitromicina Di-Hidratada versus 80% para o grupo de controle.

    As determinações microbiológicas foram feitas na visita de pré-tratamento. A microbiologia não foi reavaliada em visitas posteriores.

    Nos dias de visita 11 e 30, as seguintes taxas de sucesso clínico foram obtidas a partir do grupo avaliado:

     

    Eficácia utilizando Azitromicina Di-Hidratada por 3 dias (10 mg/kg/dia)2

    Protocolo 04

    Em um estudo duplo-cego, controlado e randomizado de otite média aguda em crianças de 6 meses a 12 anos, Azitromicina Di-Hidratada (10 mg/kg por dia, durante 3 dias) foi comparada a amoxicilina/clavulanato de potássio (7:1) a cada 12 horas, por 10 dias. Cada criança recebeu medicação e placebo para a comparação.

    Entre os 366 pacientes avaliados, a taxa de eficácia clínica (por exemplo, cura e melhora) após 12 dias do tratamento, foi de 83% para Azitromicina Di-Hidratada e 88% para o agente controle. Entre os 362 pacientes avaliados após 24-28 dias de tratamento, a taxa de sucesso clínico foi de 74% para Azitromicina Di-Hidratada e 69% para o agente de controle.

    Eficácia utilizando Azitromicina Di-Hidratada 30 mg/kg administrada em dose única3

    Protocolo 05

    Em um estudo duplo-cego, controlado e randomizado foi performado em nove centros clínicos. Pacientes pediátricos de 6 meses a 12 anos de idade receberam em tratamento 1:1 com Azitromicina Di-Hidratada (fixado em 30 mg/kg como dose única no Dia 1) ou amoxicilina/clavulanato de potássio (7:1) dividido a cada 12 horas, por 10 dias.

    Cada criança recebeu medicação e placebo para a comparação.

    A resposta clínica (cura, melhora, falha) foi avaliada ao final da terapia (Dia 12 – 16) e teste de cura (Dia 28-32).

    A segurança foi avaliada durante todo o andamento do estudo para todos os indivíduos. Para os 321 indivíduos que foram avaliados ao fim do tratamento, a taxa de sucesso clínico (cura e melhora) foi de 87% para Azitromicina Di-Hidratada e 88% para o controle. Para os 305 indivíduos que foram avaliados no teste de cura, a taxa de sucesso clínico foi de 75% para ambos, Azitromicina Di-Hidratada e controle.

    Protocolo 06

    Em um estudo clínico microbiológico não comparativo, 248 pacientes a partir dos 6 meses de idade até 12 meses com otite média aguda documentada, foram dosados com uma dose oral única de Azitromicina Di-Hidratada (30 mg/kg no dia 1).

    Para os 240 pacientes que foram avaliados para clínica modificada intenção de tratar (MITT), a taxa de sucesso clínico (ou seja, da cura e melhora) no dia 10 foi de 89% e para os 242 pacientes avaliados entre os dias 24 e 28, a taxa de sucesso clínico foi de 85%.

    Faringite/Tonsilite4

    Em três estudos controlados, duplo-cegos, conduzidos nos Estados Unidos, a Azitromicina Di-Hidratada (12 mg/kg, 1 vez ao dia, por 5 dias) foi comparada à penicilina V (250 mg, 3 vezes ao dia, por 10 dias) no tratamento de faringite associada ao Grupo A streptococci beta-hemolitico (GABHS – estreptococos beta-hemolíticos do grupo A – ou S. pyogenes). A Azitromicina Di-Hidratada foi estatisticamente superior clinicamente e micobiologicamente à penicilina nos parâmetros clínico e microbiológico no Dia 14 e Dia 30, com o seguinte sucesso clínico (por ex. Cura e melhora) e taxas de eficácia bacteriológica (para a combinação de pacientes avaliada documentada na GABHS).

    Três estudos americanos em faringite Azitromicina Di-Hidratada vs penicilina V

    Aproximadamente 1% de S. pyogenes Azitromicina Di-Hidratada-susceptíveis isolados foram resistentes à Azitromicina Di-Hidratada no tratamento seguinte.

    Uso Adulto

    Exacerbação bacterial aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

    Em um estudo controlado, randomizado, duplo-cego de exacerbação bacteriana aguda de bronquite crônica, Azitromicina Di-Hidratada (500 mg, 1 vez ao dia, por 3 dias) foi comparada à claritromicina (500 mg, 2 vezes ao dia, por 10 dias). O principal endpoint deste estudo foi a taxa de cura clínica do Dia 21-24. Entre os 304 pacientes analisados na Intenção de Tratar Modificada (In The Modified Intent To Treat Analysis) nas visitas do Dia 21-24, a taxa de cura clínica para 3 dias de Azitromicina Di-Hidratada foi 85% (125/147) comparado a 82% (129/157) para 10 dias de claritromicina.

    Os seguintes dados foram as taxas de cura clínica nas visitas dos Dias 21-24 dos pacientes avaliados bacteriologicamente por patógeno:

    Sinusite bacteriana aguda

    Em um estudo clínico duplo cego controlado randomizado de sinusite bacteriana aguda, a Azitromicina Di-Hidratada (500 mg uma vez ao dia por 3 dias) foi comparada com amoxicilina + clavulanato (500/ 125 mg três vezes ao dia por 10 dias). As avaliações das respostas clínicas foram realizadas nos dias 10 e 28. O primeiro endpoint deste estudo foi prospectivamente definido na taxa de cura clínica do dia 28. Para os 594 pacientes analisados na intenção modificada de tratamento na visita do dia 28, a taxa clínica de cura para os 3 dias de Azitromicina Di-Hidratada foi de 71,5% (213/298) comparada com 71,5% (206/288) com uma confiança de 97,5% do intervalo de – 8,4 a 8,3, para 10 dias de amoxicilina/clavulanato.

    Em um estudo clínico aberto não comparativo requerendo baseline punções de sinosite transantral, os seguintes resultados foram as taxas de sucesso clínico as visitas no dia 7 e no dia 28 para intenção de tratar pacientes administrando 500 mg de Azitromicina Di-Hidratada uma vez por dia durante três dias para os seguintes patógenos.

    Índice de sucesso clínico de Azitromicina Di-Hidratada (500 mg por dia durante 3 dias):

    Tratamento de Doença Inflamatória Pélvica

    Os resultados de um estudo aberto indicam que três esquemas terapêuticos Azitromicina Di-Hidratada/metronidazol versus doxiciclina, metronidazol, cefoxitina e probenecida) foram comparáveis em termos de eficácia e segurança para o tratamento de mulheres com doença inflamatória pélvica aguda. Os dados originados desse estudo mostram um índice de sucesso clínico global (cura + melhora) maior ou igual a 97% em todos os grupos terapêuticos ao final do tratamento, com 96% ou mais dos patógenos erradicados. No acompanhamento, um número equivalente ou maior que 90% dos patógenos foram erradicados.

    Referências

    1. Azithromycin in the treatment of acute otitis media in children. A multicenter open-label trial employing amoxycillin/clavulanate potassium (Augmentin) as a comparative agent;
    2. Dunne MW, Latiolais T, Lewis B, Pistorius B, Bottenfield G, Moore WH, Garret A, Stewart TD, Aoki J, Spiegel C, Boettger D, Shemer A. Randomized, double-blind study of the clinical efficacy of 3 days of azithromycin compared with co-amoxiclav for the treatment of acute otitis media. J.Antimicrob Chemother. 2003 Sep; 52(3):469-72. Epub 2003 Jul 29;
    3. A double-blind, double-dummy, multicenter, randomized trial of single-dose azithromycin versusamoxicillin/clavulanate in the treatment of acute otitis media in children ages 6 months to 12 years;
    4. Azithromycin in the Treatment of Streptococcal Pharyngitis in Children. a Multicenter Double-Blind Trial Employing Penicillin V (V-Cillin K) as a Comparative Agent
    5. Swanson RN, Lainez-Ventosilla A, De Salvo MC, Dunne MW, Amsden GW. Once-daily azithromycin for 3 days compared with clarithromycin for 10 days for acute exacerbation of chronic bronchitis:a multicenter, Double-blind, randomized study. Treat Respir Med. 2005;4(1):31-9.
    6. Bevan CD, Ridgway GL, Rothermel CD, Efficacy and Safety of Azithromycin as Monotherapy or Combined with Metronidazole Compared with Two Standard Multidrug Regimens for the Treatment of Acute Pelvic. J Int Med Res2003; 31: 45-54.

    Liofilizado para Solução injetável 500 mg

    Tratamento da Pneumonia Adquirida na Comunidade

    Em um estudo aberto, não comparativo, os pacientes receberam Azitromicina Di-Hidratada por infusão IV (durante 2 a 5 dias), seguida por Azitromicina Di-Hidratada por via oral (até completar um ciclo terapêutico de 7 a 10 dias) para o tratamento de pneumonia adquirida na comunidade. O índice de sucesso clínico (cura + melhora) em 10–14 dias após o tratamento foi de 88% (74/84) e em 4–6 semanas foi de 86% (73/85) entre os pacientes avaliados.

    Em um estudo aberto, comparativo, randomizado, envolvendo a Azitromicina Di-Hidratada (IV seguida por tratamento oral) versus cefuroxima (IV seguida por tratamento oral, associada à eritromicina, conforme a necessidade) para o tratamento de pneumonia adquirida na comunidade, não foram observadas diferenças estatísticas entre esses tratamentos.1

    Esses dois estudos indicaram uma frequência global de cura de 84% (16/19) para pacientes sorologicamente positivos para Legionella pneumophila. Além disso, em um estudo aberto, não comparativo, os pacientes diagnosticados como positivos para Legionella pneumophila (sorogrupo 1), por meio de um teste urinário específico para detecção de antígenos, foram tratados com Azitromicina Di-Hidratada por via IV, seguida por Azitromicina Di-Hidratada oral.

    Após 10–14 dias, 16 dos 17 pacientes avaliáveis estavam clinicamente curados e, após 4–6 semanas, 20 de 20 pacientes avaliáveis estavam clinicamente curados.2

    A Azitromicina Di-Hidratada mostrou-se tão efetiva quanto a associação entre ácido clavulânico/amoxicilina para o tratamento de infecções do trato respiratório inferior. A dose de Azitromicina Di-Hidratada foi de 500 mg no primeiro dia, seguida de 250 mg nos 4 dias seguintes; a dose de ácido clavulânico/amoxicilina de 125/500 mg a cada 8 horas. A taxa de resposta clínica foi de 92% e 87%, respectivamente. A diferença não foi estatisticamente significativa.3

    A Azitromicina Di-Hidratada (500 mg/dia no primeiro dia e 250 mg/dia nos 4 dias seguintes) mostrou-se tão efetiva quanto cefaclor (500 mg, 3 vezes ao dia, por 10 dias) para o tratamento de bronquite, pneumonia e exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crônica. Em um estudo realizado com 272 pacientes com pneumonia, que foram randomizados, observou-se cura clínica em 96% com Azitromicina Di-Hidratada e 94% com cefaclor. H. influenzae foi significativamente melhor tratado com Azitromicina Di-Hidratada (94,5% vs 61,1%).4

    Tratamento de Doença Inflamatória Pélvica

    Os resultados de um estudo aberto indicam que três esquemas terapêuticos Azitromicina Di-Hidratada/metronidazol versus doxiciclina, metronidazol, cefoxitina e probenecida) foram comparáveis em termos de eficácia e segurança para o tratamento de mulheres com doença inflamatória pélvica aguda Os dados originados desse estudo mostram um índice de sucesso clínico global (cura + melhora) maior ou igual a 97% em todos os grupos terapêuticos ao final do tratamento, com 96% ou mais dos patógenos erradicados. No acompanhamento, um número equivalente ou maior que 90% dos patógenos foram erradicados.5

    Referências

    1. Plouffe J., et al. Clinical efficacy of intravenous followed by oral azithromycin monotherapy in hospitalized patients with community-acquired pneumonia. Antimicrob Agents Chemother 2000; 44(7): 1796-1802.

    2. Plouffe J., et al. Azithromycin in the treatment of Legionella pneumonia requiring hospitalization. Clin Infect Dis, 2003; 37)11): 1475-1480.

    3. Blames P, et al. Comparative study of azithromycin and amoxicillin/clavulanic acid in the treatment of lower respiratory tract infections. Eur J Clin Microbiol Infect Dis 1991; 10(5): 437-439.

    4. Dark, D. Multicenter evaluation of azithromycin and cefaclor in acute lower respiratory tract infections. Am J Medicine 1991; 91(3):S31-S35.

    5. Bevan CD, Ridgway GL, Rothermel CD, Efficacy and Safety of Azithromycin as Monotherapy or Combined with Metronidazole Compared with Two Standard Multidrug Regimens for the Treatment of Acute Pelvic. J Int Med Res2003; 31: 45-54.

    Características Farmacológicas

    Propriedades Farmacodinâmicas

    Grupo farmacoterapêutico: macrolideos, código ATC J01FA.

    Modo de ação

    A Azitromicina Di-Hidratada é o primeiro antibiótico da subclasse dos macrolídeos, conhecida como azalídeos, e é quimicamente diferente da eritromicina. É obtida através da inserção de um tomo de nitrogênio no anel lactônico da eritromicina A. O nome químico da Azitromicina Di-Hidratada é 9-deoxi-9a-aza-9a-metil-9a-homoeritromicina A. O peso molecular é 749,0.

    A Azitromicina Di-Hidratada liga-se ao 23S rRNA da subunidade ribossômica 50S. Desta forma, bloqueia a síntese proteica pela inibição do passo de transpeptidação/translocação da síntese proteica e pela inibição da montagem da subunidade ribossômica 50S.

    Eletrofisiologia cardíaca

    O prolongamento do intervalo QTc foi estudado em um ensaio paralelo, controlado por placebo e randomizado em 116 indivíduos saudáveis, que receberam cloroquina (1000 mg) isoladamente ou em combinação com Azitromicina Di-Hidratada (500 mg, 1000 mg e 1500 mg uma vez ao dia). A coadministração da Azitromicina Di-Hidratada aumentou o intervalo QTc de maneira dependente da dose e da concentração.

    Em comparação à cloroquina isoladamente, as médias máximas (95% de limite superior de confiança) do aumento de QTcF foram 5 (10) ms, 7 (12) e 9 (14) ms com coadministração de Azitromicina Di-Hidratada 500 mg, 1000 mg e 1500 mg, respectivamente.

    Mecanismo de resistência

    Os dois mecanismos de resistência aos macrolídeos encontrados mais frequentemente, incluindo a Azitromicina Di-Hidratada, são modificação de alvo (na maioria das vezes por metilação do 23S rRNA) e de efluxo ativo. A ocorrência destes mecanismos de resistência varia de espécie para espécie e, dentro de uma espécie, a frequência de resistência varia conforme a localização geográfica.

    A modificação ribossômica mais importante que determina a ligação reduzida dos macrolídeos é póstranscricional (N6)-dimetilação de adenina no nucleotídeo A2058 (sistema de numeração Escherichia coli) do 23S rRNA pelas metilases codificadas pelos genes erm (eritromicina ribossomo metilase). Frequentemente, as modificações ribossômicas determinam a resistência cruzada (fenótipo MLSB) para outras classes de antibióticos, cujos locais de ligação ribossômica se sobrepõem à dos macrolídeos: as lincosamidas (incluindo a clindamicina), e as estreptograminas B (que incluem, por exemplo, o componente quinupristina de quinupristina /dalfopristina). Diversos genes erm estão presentes em diferentes espécies bacterianas, em particular, nos estreptococos e estafilococos. A susceptibilidade aos macrolídeos também pode ser afetada por alterações mutacionais encontradas menos frequentemente nos nucleotídeos A2058 e A2059, e em algumas outras posições de 23S rRNA, ou nas grandes subunidades ribossômicas das proteínas L4 e L22.

    As bombas de efluxo ocorrem em diversas espécies, incluindo as bactérias Gram-negativas, tais como Haemophilus influenzae (onde podem determinar a concentração inibitória mínima [CIMs] intrinsecamente mais elevada) e os estafilococos. Nos estreptococos e enterococos, uma bomba de efluxo que reconhece membros 14 – e 15- macrolídeos (que incluem, respectivamente, a eritromicina e Azitromicina Di-Hidratada) é codificada por genes mef(A).

    Metodologia para a determinação da susceptibilidade in vitro de bactérias à Azitromicina Di-Hidratada

    Os testes de susceptibilidade devem ser realizados utilizando métodos laboratoriais padronizados, tais como aqueles descritos pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI). Estes incluem os métodos de diluição (determinação CIM) e métodos de susceptibilidade de disco. Ambos, o CLSI e o Comitê Europeu para Testes de Susceptibilidade Antimicrobiana (EUCAST) fornecem critérios interpretativos para estes métodos.

    Com base numa série de estudos, recomenda-se que a atividade in vitro da Azitromicina Di-Hidratada seja testada no ar ambiente, para garantir um pH fisiológico do meio de crescimento. As tensões elevadas de CO2, muitas vezes usadas para estreptococos e anaeróbios, e, ocasionalmente, para outras espécies, resultam em uma redução do pH do meio. Isto tem um efeito adverso maior sobre a potência aparente da Azitromicina Di-Hidratada do que sobre a de outros macrolídeos.

    Os valores limite de suscetibilidade CLSI, com base na microdiluição em caldo ou testes de diluição em Agar, com incubação no ar ambiente, se encontram na tabela abaixo.

    Critérios interpretativos CLSI de suscetibilidade de diluição:

    a Inclui Streptococcus pneumoniae, estreptococos ?-hemolíticos e estreptococos viridans.
    b A ausência atual de dados sobre cepas resistentes impede a definição de qualquer categoria diferente dos suscetíveis. Se as cepas alcançam resultados CIM diferentes de susceptível, devem ser enviadas a um laboratório de referência para testes adicionais.
    Incubação no ar ambiente.
    CLSI = Clinical and Laboratory Standards Institute; CIM = Concentração inibitória mínima. Fonte: CLSI M45, 2015; CLSI M100, 2018.

    A susceptibilidade também pode ser determinada pelo método de difusão em disco, medindo os diâmetros da zona de inibição após incubação no ar ambiente. Os discos de suscetibilidade contêm 15 ?g de Azitromicina Di-Hidratada.

    Os critérios de interpretação para as zonas de inibição, estabelecidos pelo CLSI com base em sua correlação com as categorias de susceptibilidade MIC, estão listados na tabela abaixo:

    a Inclui Streptococcus pneumoniae, estreptococos ?-hemolítico e estreptococos viridans. Incubação no ar ambiente.
    CLSI = Clinical and Laboratory Standards Institute.
    mm = milímetros.
    Fonte: CLSI M45, 2015. CLSI M100, 2018.

    A validade de ambos os métodos de teste de diluição e difusão de disco deve ser verificada usando cepas de controle de qualidade (CQ), como indicado pelo CLSI.

    Os limites aceitáveis para o teste de Azitromicina Di-Hidratada contra esses organismos estão listados na tabela abaixo:

    Incubação no ar ambiente.
    CLSI = Clinical and Laboratory Standards Institute; CIM = Concentração inibitória mínima;
    mm = milímetros.
    Fonte: CLSI M100, 2018.
    O Comitê Europeu em Testes de Susceptibilidade Antimicrobiana (EUCAST) também tem valores limite de suscetibilidade estabelecidos para Azitromicina Di-Hidratada, com base na determinação do CIM.

    Os critérios de susceptibilidade EUCAST estão listados na tabela abaixo:
    Valores limite de susceptibilidade EUCAST para a Azitromicina Di-Hidratada

    a Inclui os Grupos A, B, C, G.
    EUCAST = Comitê Europeu para Testes de Susceptibilidade Antimicrobiana; CIM = Concentração inibitória mínima.
    Fonte: site EUCAST. EUCAST Clínica Breakpoint Tabela v 8.0, válido 2018-01-01.

    Espectro antibacteriano

    A prevalência da resistência adquirida pode variar geograficamente e com tempo para espécies selecionadas e informações locais sobre a resistência são desejáveis, particularmente no tratamento de infecções graves. Se necessário o especialista deve ser avisado quando a prevalência local de resistência é tão grande que a utilidade do agente em pelo menos alguns tipos de infecções é questionável.

    A Azitromicina Di-Hidratada demonstra resistência cruzada com isolados Gram-positivos resistentes à eritromicina. Como anteriormente discutido, algumas modificações ribossômicas determinam a resistência cruzada com outras classes de antibióticos cujos locais de ligação ribossômica se sobrepõem à dos macrolídeos: as lincosamidas (incluindo a clindamicina), e estreptograminas B (que incluem, por exemplo, o componente quinupristina de quinupristina / dalfopristina). Foi observada a diminuição da susceptibilidade do macrolídeo ao longo do tempo, em particular para Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus, e também foi observado em estreptococos viridans e em Streptococcus agalactiae.

    Os organismos que comumente são sensíveis à Azitromicina Di-Hidratada incluem:

    Bactérias aeróbicas e facultativas gram-positivas (isolados sensíveis à eritromicina)

    S. aureus, Streptococcus agalactiae*, S. pneumoniae* e Streptococcus pyogenes*, outros estreptococos ?-hemolíticos (Grupos C, F, G), e estreptococos viridans. Isolados resistentes aos macrolídeos são encontrados com relativa frequência entre as bactérias aeróbicas e facultativas gram-positivas, em particular entre S. aureus resistente à meticilina (MRSA) e S. pneumoniae resistente à penicilina (PRSP).

    Bactérias aeróbicas e facultativas gram-negativas

    Bordetella pertussis, Campylobacter jejuni, Haemophilus ducreyi*, Haemophilus influenzae*, Haemophilus parainfluenzae* Legionella pneumophila, Moraxella catarrhalis*, e Neisseria gonorrhoeae*. As Pseudomonas spp. e a maioria das Enterobacteriaceae são inerentemente resistentes à Azitromicina Di-Hidratada, embora a Azitromicina Di-Hidratada tenha sido utilizada para tratar infecções por Salmonella enterica.

    Anaeróbios

    Clostridium perfringens, Peptostreptococcus spp. e Prevotella bivia.

    Outras espécies bacterianas

    Borrelia burgdorferi, Chlamydia trachomatis, Chlamydophila pneumoniae*, Mycoplasma pneumoniae*, Treponema pallidum e Ureaplasma urealyticum.

    Patógenos oportunistas associados com infecção pelo HIV

    MAC*, e os microorganismos eucarióticos Pneumocystis jirovecii e Toxoplasma gondii.
    * A eficácia da Azitromicina Di-Hidratada contra as espécies indicadas tem sido demonstrada em estudos clínicos.

    Propriedades Farmacocinéticas
    Distribuição

    Em estudos animais, foram observadas altas concentrações de Azitromicina Di-Hidratada nos fagócitos. Em modelos experimentais, maiores concentrações de Azitromicina Di-Hidratada são liberadas durante a fagocitose ativa do que pelos fagócitos não estimulados. Em modelos animais, isto resulta em altas concentrações de Azitromicina Di-Hidratada sendo liberadas para os locais de infecção.

    Os estudos de farmacocinética em humanos demonstraram níveis acentuadamente maiores de Azitromicina Di-Hidratada nos tecidos do que no plasma (até 50 vezes a concentração máxima observada no plasma), indicando que o fármaco se liga fortemente aos tecidos. A concentração nos tecidos-alvo, assim como pulmões, amígdalas e próstata excede a CIM90 para a maioria dos patógenos após dose única de 500 mg.

    Eliminação

    A meia-vida plasmática de eliminação terminal reflete bem a meia-vida de depleção tecidual de 2 a 4 dias.

    Aproximadamente 12% da dose administrada intravenosamente é excretada na urina em até 3 dias como fármaco inalterado, sendo a maior parte nas primeiras 24 horas. A excreção biliar constitui a principal via de eliminação da Azitromicina Di-Hidratada como fármaco inalterado após a administração oral. Concentrações muito altas de Azitromicina Di-Hidratada inalterada foram encontradas na bile de seres humanos, juntamente com 10 metabólitos formados por N- e O-desmetilação, por hidroxilação dos anéis de desosamina e aglicona e pela clivagem do conjugado de cladinose. A comparação das análises cromatográficas (HPLC) e microbiológicas nos tecidos sugere que os metabólitos não participam da atividade microbiológica da Azitromicina Di-Hidratada.

    Farmacocinética em Pacientes do Grupo de Risco

    Idosos

    Em voluntários idosos (> 65 anos) foi observado um leve aumento nos valores da área sob a curva (AUC) após um regime de 5 dias quando comparado ao de voluntários jovens (< 40 anos), mas este aumento não foi considerado clinicamente significativo, sendo que neste caso o ajuste de dose não é recomendado.

    Insuficiência Renal
    A farmacocinética da Azitromicina Di-Hidratada em indivíduos com insuficiência renal leve a moderada (taxa de filtração glomerular 10 – 80 mL/min) não foi afetada quando administrada em dose única de 1 g de Azitromicina Di-Hidratada de liberação imediata. Diferenças estatisticamente significativas na AUC0-120 (8,8 ?g.h/mL vs 11,7 ?g.h/mL), Cmáx (1,0 ?g/mL vs 1,6 ?g/mL) e clearance renal (2,3 mL/min/kg vs 0,2 mL/min/kg) foram observadas entre o grupo com insuficiência renal grave (taxa de filtração glomerular < 10 mL/min) e o grupo com função renal normal.

    Insuficiência Hepática
    Em pacientes com insuficiência hepática de grau leve (classe A) a moderado (classe B), não há evidência de uma alteração acentuada na farmacocinética sérica da Azitromicina Di-Hidratada quando comparada a pacientes com a função hepática normal. Nestes pacientes o clearance de Azitromicina Di-Hidratada na urina parece estar aumentado, possivelmente para compensar o clearance hepático reduzido.

    Dados de Segurança Pré-Clínicos
    Foi observada fosfolipidose (acúmulo intracelular de fosfolípides) em vários tecidos (por ex. olhos, gânglios da raiz dorsal, fígado, bexiga, rins, baço e/ou pâncreas) de ratos, camundongos e cachorros após doses múltiplas de Azitromicina Di-Hidratada. A fosfolipidose foi observada em um grau similar nos tecidos de ratos e cachorros neonatos. Foi demonstrado que o efeito é reversível após descontinuação do tratamento com Azitromicina Di-Hidratada. A significância da descoberta para animais e para humanos não é conhecida.

    Exclusivo Comprimido revestido 500 mg
    Macrolideos, código ATC J01FA.

    Absorção
    Após a administração oral em humanos, a Azitromicina Di-Hidratada é amplamente distribuída pelo corpo; a biodisponibilidade é de aproximadamente 37%. A Azitromicina Di-Hidratada administrada sob a forma de cápsulas após uma refeição substanciosa tem a biodisponibilidade reduzida no mínimo em 50%. O tempo necessário para alcançar os picos de concentração plasmática é de 2 a 3 horas.

    Distribuição
    Após administração oral de doses diárias de 600 mg de Azitromicina Di-Hidratada a Cmáx foi de 0,33 ?g/mL e 0,55 ?g/mL nos dias 1 e 22, respectivamente. O pico médio de concentração observado em leucócitos, no maior local de disseminação da Mycobacterium avium-intracellulare, foi de 252 ?g/mL (± 49%) e acima de 146 ?g/mL (± 33%) em 24 horas no estado de equilíbrio.

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  • Ibuprofeno 

     

    Oral e Gotas 
    Febre e dores leves a moderadas, associadas a gripes e resfriados comuns, dor de garganta, cefaleia, dor de dente, dorsalgia, dismenorreias e mialgias.

    Comprimido Revestido / Cápsula
    Ibuprofeno está indicado em todos os processos reumáticos (artrite reumatoide (AR), osteoartrite (OA), reumatismo articular) e nos traumas do sistema musculoesquelético, quando estiverem presentes componentes inflamatórios e dolorosos.

    Ibuprofeno está indicado ainda no alívio da dor após procedimentos cirúrgicos em Odontologia, Ginecologia, Ortopedia, Traumatologia e Otorrinolaringologia.

    Exclusivo Comprimido Revestido: Ibuprofeno possui atividade antipirética.

    Quais as contraindicações do Ibuprofeno?

    Suspensão Oral e Gotas
    Ibuprofeno não deverá ser administrado a pacientes com antecedentes de hipersensibilidade prévia ao Ibuprofeno ou a qualquer componente da formulação. Não utilizar em indivíduos com úlcera péptica ativa, sangramento gastrintestinal ou em casos em que o ácido acetilsalicílico, iodeto e outros anti-inflamatórios não esteroides tenham induzido asma, rinite, urticária, pólipo nasal, angioedema, broncoespasmo e outros sintomas de reação alérgica ou anafilática.

    Não utilizar Ibuprofeno concomitante com bebidas alcoólicas.

    Ibuprofeno é contraindicado a pacientes com úlcera gastroduodenal ou sangramento gastrintestinal.

    Ibuprofeno é contraindicado para menores de 6 meses.

    Comprimido Revestido / Cápsula
    Ibuprofeno é contraindicado em:

    • Pacientes que apresentam hipersensibilidade ao Ibuprofeno, ou a qualquer de seus excipientes. Existe potencial de sensibilidade cruzada com ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Pacientes que apresentam a tríade do ácido acetilsalicílico (asma brônquica, rinite e intolerância ao ácido acetilsalicílico). Nesses pacientes foram registradas reações anafilactoides e reações asmáticas fatais.
    • No tratamento da dor perioperatória de cirurgia de revascularização do miocárdio (by pass).
    • Em pacientes com insuficiência renal grave.
    • Em pacientes com insuficiência hepática grave.
    • Em pacientes com insuficiência cardíaca grave.

    Como usar o Ibuprofeno?

    Suspensão Oral e Gotas
    Uso oral.

    Agite antes de usar.

    Não precisa diluir.

     

    Suspensão 30mg/mL
    A posologia recomendada para crianças a partir de 6 meses deve seguir o quadro 1, conforme o peso da criança, em intervalos de 6 a 8 horas, ou seja, de 3 a 4 vezes ao dia, não excedendo o máximo de 7mL por dose. Pacientes pediátricos com mais de 30Kg não devem exceder a dose máxima de 7mL.

    Em adultos, a posologia habitual do Ibuprofeno 30mg/mL como antipirético é de 7mL, podendo ser repetida por, no máximo, 4 vezes em um período de 24 horas.

    Ibuprofeno 30mg/mL vem acompanhado de uma seringa dosadora.

    Veja as instruções de uso da seringa e adaptador de frasco:

    1.Abrir o frasco do medicamento e desembalar a seringa dosadora e o adaptador de frasco. Colocar o adaptador no bocal do frasco com firmeza.

    2. Adaptar a seringa dosadora no adaptador de frasco.

    Virar o frasco e aspirar a medida desejada. Puxar cuidadosamente o êmbolo, medindo a quantidade exata em mL, conforme a posologia recomendada pelo seu médico.

    Retirar a seringa dosadora.

    Esvaziar a seringa lentamente na boca, com a cabeça inclinada para trás.

    Tampar o fiasco sem retirar o adaptador.

    Lavar bem a seringa dosadora com água corrente.

    Observações: O adaptador e a seringa dosadora são de uso exclusivo para administração de Ibuprofeno suspensão por via oral.

    O manuseio da seringa dosadora deve ser feito somente por adultos.

    Suspensão Gotas 50mg/mL

    A posologia recomendada para crianças a partir de 6 meses pode variar de 1 a 2 gotas/kg de peso, em intervalos de 6 a 8 horas, ou seja, de 3 a 4 vezes ao dia, não excedendo o máximo de 40 gotas por dose.

    Pacientes pediátricos, menores de 12 anos, não devem exceder a dose máxima de 40 gotas (200mg) por dose e 160 gotas (800mg) por um período de 24 horas (vide quadro 1).

    Em adultos, a posologia habitual do Ibuprofeno 50mg/mL como antipirético é de 40 gotas (200mg) a 160 gotas (800mg), podendo ser repetida por, no máximo, 4 vezes em um período de 24 horas.

    A dose máxima permitida por dia em adultos é de 640 gotas (3.200mg).

    Suspensão Gotas 100mg/mL

    A posologia recomendada para crianças a partir de 6 meses é de 1 gota/kg de peso, em intervalos de 6 a 8 horas, ou seja, de 3 a 4 vezes ao dia, não excedendo a dose máxima recomendada de 20 gotas por dose.

    Pacientes pediátricos com mais de 30Kg não devem exceder a dose máxima de 20 gotas (200mg) por dose e a dose máxima permitida por dia é de 80 gotas (800mg).

    Para adultos, a posologia recomendada pode variar de 20 gotas (200mg) a 80 gotas (800mg), podendo ser repetida por, no máximo, 4 vezes por dia.

    A dose máxima permitida por dia em adultos é de 320 gotas (3.200mg).

    Quadro 1. Posologia recomendada, para crianças a partir de 6 meses, de acordo com o peso (administração de, no máximo, 4 vezes ao dia):

    Comprimido Revestido / Cápsula

    Efeitos indesejáveis podem ser minimizados usando-se a menor dose eficaz de Ibuprofeno dentro do menor tempo necessário para controlar os sintomas.

    Não se deve exceder a dose diária total de 3.200mg. Na ocorrência de distúrbios gastrintestinais, administrar Ibuprofeno com as refeições ou leite. Em condições crônicas, os resultados terapêuticos de Ibuprofeno são observados no prazo de alguns dias a uma semana, porém na maioria dos casos esses efeitos são observados em duas semanas de administração.

    A dose recomendada é de 600mg 3 ou 4 vezes ao dia. A posologia de Ibuprofeno deve ser adequada a cada caso clínico, e pode ser diminuída ou aumentada a partir da dose inicial sugerida, dependendo da gravidade dos sintomas, seja no início da terapia ou de acordo com a resposta obtida.

    Ibuprofeno não deve ser partido, aberto ou mastigado.

    Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Ibuprofeno?

    Suspensão Oral e Gotas
    Ao classificar a frequência das reações, utilizamos os seguintes parâmetros:

    Reação muito comum (>1/10).
    Reação comum (>1/100 e <1/10).
    Reação incomum (>1/1.000 e <1/100).
    Reação rara (>1/10.000 e <1.000).
    Reação muito rara (<1/10.000).

    Reações comuns

    Sistema nervoso central:

    Tontura.

    Pele:
    Rash cutâneo.

    Sistema gastrintestinal:
    Epigastralgia; náuseas.

    Reações incomuns
    Pele:
    Prurido.

    Sistema gastrintestinal:
    Dispepsia; obstipação intestinal; anorexia; vômitos; diarreia; flatulência.

    Sistema geniturinário:
    Retenção de sódio e á gua.

    Sistema nervoso central:
    Cefaleia; irritabilidade; zumbido.

    Reações raras

    Pele:
    Alergia; eritema multiforme; necrólise epidérmica tóxica; síndrome de Stevens-Johnson; urticária; síndrome “lupus-like”; doença do soro; equimoses; fotosensibilidade.

    Sistema nervoso central:

    Depressão; ansiedade; meningite asséptica; confusão mental; alucinações; alterações de humor; insônia.

    Sistema nervoso periférico:
    Parestesia.

    Sistema gastrintestinal:
    Icterícia; úlcera esofágica; úlcera péptica gástrica; úlcera duodenal; hepatite medicamentosa; pancreatite aguda; sangramento digestivo.

    Sistema geniturinário:
    Insuficiência renal; necrose tubular aguda; necrose de papila renal; cistite; hematúria; poliúria.

    Sangue:
    Anemia hemolítica; pancitopenia; hipoplasia medular; anemia; trombocitopenia; leucopenia; agranulocitose; eosinofilia.

    Visão:
    Diplopia; redução de acuidade visual; hiperemia ocular; xeroftalmia.

    Ouvido, nariz e garganta:
    Diminuição da acuidade auditiva; inflamação da mucosa nasal; epistaxe; edema de glote; xerostomia.

    Sistema cardiovascular:
    Aumento de pressão arterial; infarto agudo do miocárdio; arritmia cardíaca; taquicardia; palpitações; insuficiência cardíaca congestiva; acidente vascular cerebral; vasculite.

    Sistema respiratório:
    Broncoespasmo; sibilância; dispneia; dor torácica.

    Em casos de eventos adversos, notifique ao sistema de Notificação em Vigilância Sanitária NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    Comprimido Revestido / Cápsula
    A probabilidade de relação causal com o Ibuprofeno existe para as seguintes reações adversas:
    Infecções e infestações:

    Cistite e rinite.

    Distúrbios do sangue e do sistema linfático:
    Agranulocitose, anemia aplástica, eosinofilia, anemia hemolítica (algumas vezes Coombs positivo), neutropenia, pancitopenia, trombocitopenia com ou sem púrpura.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Inibição da agregação plaquetária.

    Distúrbios do sistema imune:
    Reações anafilactoides e anafilaxia.

    Distúrbios metabólicos e nutricionais:
    Redução do apetite e retenção de líquidos (geralmente responde prontamente à descontinuação do medicamento).

    Distúrbios psiquiátricos:
    Confusão, depressão, labilidade emocional, insônia e nervosismo.

    Distúrbios do sistema nervoso:
    Meningite asséptica com febre e coma, convulsões, tontura, cefaleia, sonolência.

    Distúrbios visuais:
    Ambliopia, visão embaçada e/ou diminuída, escotoma e/ou alterações na visão de cores e olhos secos.

    Distúrbios do ouvido e labirinto:
    Perda da audição e zumbido.

    Distúrbios cardíacos:
    Insuficiência cardíaca congestiva em pacientes com função cardíaca limítrofe e palpitações.

    Distúrbios vasculares:
    Hipotensão.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Hipertensão.

    Distúrbios respiratórios, torácico e mediastinal:
    Broncoespasmo e dispneia.

    Distúrbios gastrintestinais:
    Cólicas ou dores abdominais, desconforto abdominal, constipação, diarreia, boca seca, duodenite, dispepsia, dor epigástrica, sensação de plenitude do trato gastrintestinal (eructação e flatulência), úlcera gástrica ou duodenal com sangramento e/ou perfuração, gastrite, hemorragia gastrintestinal, úlcera gengival, hematêmese, indigestão, melena, náuseas, esofagite, pancreatite, inflamação do intestino delgado ou grosso, vômito.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Úlcera no intestino delgado e grosso e perfuração do intestino delgado e grosso.

    Distúrbio hepatobiliar:
    Insuficiência hepática, necrose hepática, hepatite, síndrome hepatorrenal, icterícia.

    Distúrbios da pele e tecido subcutâneo:
    PEGA, alopecia, DRESS, eritema multiforme, dermatite esfoliativa, síndrome de Lyell (necrólise epidérmica tóxica), reações de fotossensibilidade, prurido, rash (inclusive do tipo maculopapular), síndrome de Stevens-Johnson, urticária e erupções vesículo-bolhosas.

    Distúrbios renais e urinários:
    Insuficiência renal aguda em pacientes com significativa disfunção renal preexistente, azotemia, glomerulite, hematúria, poliúria, necrose papilar renal, necrose tubular.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Nefrite túbulo-intersticial, síndrome nefrótica e glomerulonefrite de lesão mínima.

    Distúrbios gerais e no local de administração:
    Edema.

    Laboratorial:
    Pressão sanguínea elevada, diminuição da hemoglobina e hematócrito, diminuição do clearance de creatinina, teste de função hepática anormal.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Tempo de sangramento prolongado.

    Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    Riscos do Ibuprofeno

    Não use este medicamento em casos de úlcera, gastrite, doença dos rins ou se você já teve reação alérgica a anti-inflamatórios.

    Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Ibuprofeno com outros remédios?

    Suspensão Oral e Gotas
    Interações medicamento-medicamento
    O uso do Ibuprofeno e de outros analgésicos e antipiréticos concomitantemente com corticosteroides aumenta o risco de úlceras gástricas. O uso concomitante de medicamentos à base de furosemida e tiazídicos diminui o efeito diurético dessas drogas. O uso do produto concomitantemente com medicamentos à base de probenecida aumentará o efeito terapêutico do Ibuprofeno. Durante a terapia com o Ibuprofeno, deve-se evitar a administração de hormônios tireoidianos. O Ibuprofeno pode aumentar o efeito dos anticoagulantes orais (heparina), a concentração sanguínea de lítio e a atividade antiaglutinante plaquetária, desaconselhando-se, portanto, a administração simultânea de Ibuprofeno e tais substâncias.

    O uso concomitante de qualquer AINE com os seguintes fármacos deve ser evitado, especialmente nos casos de administração crônica:

    Ácido acetilsalicílico, paracetamol, colchicina, iodetos, medicamentos fotossensibilizantes, outros anti inflamatórios não esteroides, corticosteroides, corticotrofina, uroquinase, hipoglicemiantes orais ou insulina, anti-hipertensivos e diuréticos, ácido valpróico, plicamicina, sais de ouro, ciclosporina, lítio, probenecida, inibidores da ECA, agentes anticoagulantes ou trombolíticos, inibidores de agregação plaquetária, cardiotônicos digitálicos, digoxina e metotrexato.

    Interação medicamento-exame laboratorial
    Poderá ocorrer diminuição dos níveis de hemoglobina e do hematócrito. Se houver sangramento gastrintestinal devido ao uso do Ibuprofeno, haverá positividade na pesquisa de sangue oculto nas fezes.

    Poderá causar diminuição da glicemia. Não existe interferência conhecida com outros exames.

    Comprimido Revestido
    Anticoagulantes
    Diversos estudos controlados de curto prazo não conseguiram demonstrar que Ibuprofeno afeta significativamente o tempo de protrombina ou uma variedade de outros fatores de coagulação quando administrado a indivíduos sob tratamento com anticoagulantes do tipo cumarínicos.

    No entanto, foi relatado sangramento quando Ibuprofeno foi administrado a pacientes em uso de anticoagulantes do tipo cumarínicos. Deve-se ter cautela quando se administrar Ibuprofeno a pacientes em terapia com anticoagulantes.

    Anti-hipertensivos incluindo diuréticos, inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA), tais como captopril e enalapril, antagonistas da angiotensina II (AIIA) como losartana e valsartana
    Os AINEs podem reduzir a eficácia dos diuréticos e outros fármacos anti-hipertensivos incluindo inibidores da ECA, antagonistas da angiotensina II e betabloqueadores.

    Em pacientes com função renal prejudicada (por ex.: pacientes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal), a coadministração de um inibidor da ECA ou um antagonista da angiotensina II e/ou diuréticos com um inibidor da cicloxigenase pode aumentar a deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que geralmente é reversível. A ocorrência dessas interações deve ser considerada em pacientes usando Ibuprofeno com inibidores da ECA ou um antagonistas da angiotensina II e/ou diuréticos.

    Portanto, a administração concomitante desses fármacos deve ser feita com cautela, especialmente em pacientes idosos. Os pacientes devem ser hidratados adequadamente e a necessidade de monitorar a função renal deve ser avaliada no início do tratamento concomitante e periodicamente.

    Ácido acetilsalicílico
    O uso crônico e concomitante de Ibuprofeno e ácido acetilsalicílico não é recomendado.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    O Ibuprofeno interfere no efeito antiplaquetário do ácido acetilsalicílico em baixa dosagem e pode, assim, interferir no tratamento profilático de doença CV.

    Corticosteroides
    Aumento do risco de ulceração gastrintestinal ou sangramento.

    Ciclosporina
    Devido aos efeitos sobre as prostaglandinas renais, os AINEs como o Ibuprofeno podem aumentar o risco de nefrotoxicidade com ciclosporina.

    Diuréticos
    Estudos clínicos, bem como observações randômicas, mostraram que o Ibuprofeno pode reduzir o efeito natriurético da furosemida, tiazidas ou outros diuréticos em alguns pacientes. Essa atividade foi atribuída à inibição da síntese renal de prostaglandina por Ibuprofeno e outros AINEs. Portanto, quando Ibuprofeno for adicionado ao tratamento de pacientes recebendo furosemida, tiazida ou outros diuréticos, ou quando a furosemida, tiazida ou outros diuréticos forem adicionados ao tratamento de pacientes recebendo Ibuprofeno, os pacientes devem ser cuidadosamente observados para se determinar se foi obtido o efeito desejado do diurético.

    Lítio
    O Ibuprofeno produziu uma elevação clinicamente significativa dos níveis plasmáticos de lítio e uma redução no clearance renal do lítio, em um estudo com 11 voluntários normais. A concentração média mínima de lítio aumentou 15% e o clearance renal do lítio foi significativamente mais baixo durante o período de administração simultânea dos medicamentos. Esse efeito foi atribuído à inibição da síntese renal de prostaglandina. Portanto, quando Ibuprofeno e lítio são administrados simultaneamente, os pacientes devem ser cuidadosamente observados para detecção de sinais de toxicidade por lítio (Devese atentar para as informações para prescrição do lítio, antes do uso com terapia atual).

    Antagonistas H2
    Em estudos com voluntários humanos, a coadministração de cimetidina ou ranitidina não alterou significativamente a concentração sérica do Ibuprofeno.

    Metotrexato
    Deve-se ter cautela quando metotrexato é administrado concomitantemente com AINEs, incluindo Ibuprofeno, porque a administração de AINEs pode resultar em aumento dos níveis plasmáticos de metotrexato, especialmente em pacientes recebendo altas doses de metotrexato.

    Tacrolimo
    Possível aumento do risco de nefrotoxicidade quando AINEs são administrados com tacrolimo.

    Quais cuidados devo ter ao usar o Ibuprofeno?

    Suspensão Oral e Gotas
    O uso de Ibuprofeno em crianças com menos de 2 anos deve ser feito sob orientação médica.

    Deve-se ter cuidado na administração do Ibuprofeno ou de qualquer outro agente analgésico e antipirético em pacientes desidratados ou sob risco de desidratação (com diarreia, vômitos ou baixa ingestão de líquidos), em pacientes com história atual ou prévia de úlcera péptica, gastrites ou desconforto gástrico e em pacientes que apresentaram ou apresentam reações alérgicas, independente da gravidade, com agentes analgésicos e antitérmicos.

    Uso em idosos
    Utilizar com cautela em pacientes idosos, iniciando o tratamento com doses reduzidas. A idade avançada exerce mínima influência na farmacocinética do i buprofeno. Alterações relacionadas à idade, na fisiologia renal, hepática e do sistema nervoso central assim como com orbidades e medicações concomitantes, devem ser consideradas antes do início da terapia com Ibuprofeno. Em todas as indicações, a dose deve ser ajustada individualmente e a menor dose administrada. Monitoração cuidadosa e educação do paciente idoso são essenciais.

    Uso durante a gravidez e amamentação
    A administração de Ibuprofeno não é recomendada durante a gravidez ou a lactação.

    O uso de AINEs no terceiro trimestre está associado a malformações cardíacas como fechamento prematuro do ductus arteriosus e prolongamento do trabalho de parto e deverá ser evitado após a 30a semana de gestação.

    Categoria de risco no primeiro e segundo trimestres da gravidez – B:
    Os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas não há estudos controlados em mulheres grávidas. A prescrição de Ibuprofeno depende da avaliação do risco/benefício para a paciente.

    Categoria de risco no terceiro trimestre da gravidez – D:
    Ibuprofeno demonstrou evidências positivas de risco fetal humano. A prescrição de Ibuprofeno depende da avaliação do risco/benefício para a paciente.

    Ibuprofeno não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

    Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

    Durante o período de aleitamento materno ou doação de leite humano, só utilize medicamentos com o conhecimento do seu médico ou cirurgião-dentista, pois alguns medicamentos podem ser excretados no leite humano, causando reações indesejáveis no bebê.

    Comprimido Revestido / Cápsula
    Deve-se evitar o uso concomitante de Ibuprofeno com AINEs sistêmicos não ácido acetilsalicílico, incluindo inibidores da ciclooxigenase 2 (COX-2). O uso concomitante de um AINE sistêmico com outro AINE sistêmico pode aumentar a frequência de úlceras gastrintestinais e sangramento.

    Efeitos cardiovasculares (CV)
    Os AINEs podem causar um aumento no risco de eventos trombóticos CV graves, infarto do miocárdio e derrame, que podem ser fatais. O risco pode aumentar com a duração do uso. O aumento relativo deste risco parece ser semelhante naqueles com ou sem doença CV conhecida ou fatores de risco CV. Contudo, pacientes com doença CV conhecida ou fatores de risco CV podem estar sob um risco maior em termos de incidência absoluta, devido ao aumento da taxa basal. A fim de minimizar o risco potencial para um evento CVem pacientes tratados com Ibuprofeno, a menor dose eficaz deve ser usada pelo menor tempo possível. Médicos e pacientes devem estar alertas para o desenvolvimento de tais eventos, mesmo na ausência de sintomas CV prévios. Os pacientes devem ser informados sobre os sinais e/ou sintomas de toxicidade CV grave e as medidas a serem tomadas se isso ocorrer.

    Retenção de líquido e edema
    Assim como com outros fármacos conhecidos por inibir a síntese de prostaglandinas, foram observados retenção de líquidos e edema em alguns pacientes usando AINEs, incluindo o Ibuprofeno. Portanto, o Ibuprofeno deve ser usado com cautela em pacientes com função cardíaca comprometida e outras condições que a predisponham, ou piorem pela retenção de líquidos. Os pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC) preexistente ou hipertensão devem ser cuidadosamente monitorados.

    Efeitos gastrintestinais (GI)
    Os AINEs, incluindo o Ibuprofeno, podem causar eventos gastrintestinais (GI) graves incluindo inflamação, sangramento, ulceração e perfuração do estômago, intestino delgado ou grosso, que podem ser fatais. Quando sangramento ou ulceração gastrintestinal ocorre em pacientes recebendo o Ibuprofeno, o tratamento deve ser descontinuado. A maioria dos pacientes sob risco de desenvolver esses tipos de complicações gastrintestinais com AINEs são os idosos, pacientes com doença CV, pacientes usando concomitante corticosteroide , medicamento antiplaquetário (como ácido acetilsalicílico concomitante, corticosteroides, inibidores seletivos de recaptação de serotonina, pacientes que ingiram álcool ou pacientes com história prévia de, ou com doença gastrintestinal ativa, tais como ulceração, sangramento gastrintestinal ou condições inflamatórias. Portanto, o Ibuprofeno deve ser administrado com cautela nesses pacientes.

    Efeitos hepáticos
    Da mesma forma que com outros anti-inflamatórios não esteroidais, podem ocorrer elevações limítrofes em um ou mais testes laboratoriais hepáticos em até 15% dos pacientes. Essas anormalidades podem progredir, permanecer essencialmente inalteradas ou serem transitórias com a continuidade do tratamento.

    Pacientes com sinais e/ou sintomas sugerindo disfunção hepática ou com testes hepáticos anormais, devem ser avaliados quanto a evidências de desenvolvimento de reações hepáticas mais graves durante terapia com o Ibuprofeno. Foram relatadas reações hepáticas graves, inclusive icterícia e casos de hepatite fatal, com o uso de Ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroidais. Embora tais reações sejam raras, caso os testes hepáticos anormais persistam ou piorem, caso se desenvolvam sinais e sintomas clínicos consistentes com doença hepática, ou se ocorrerem manifestações sistêmicas (por ex.: eosinofilia, rash cutâneo), o tratamento com o Ibuprofeno deve ser suspenso.

    Efeitos oftalmológicos
    Foram relatados diminuição da acuidade visual e/ou visão turva, escotomas e/ou alterações na “visão em cores”. Se o paciente desenvolver quaisquer dessas reações durante o tratamento com o Ibuprofeno, o medicamento deve ser descontinuado e o paciente submetido a um exame oftalmológico que inclua testes de campo visual central e visão de cores.

    Reações cutâneas
    Reações cutâneas graves, algumas delas fatais, incluindo reação ao medicamento com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS), dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, foram relatadas muito raramente em associação com o uso de AINEs, incluindo o Ibuprofeno. Os pacientes parecem estar sob um risco maior de desenvolverem esses eventos no início do tratamento, com o início do evento ocorrendo, na maioria dos casos, dentro do primeiro mês de tratamento. O Ibuprofeno deve ser descontinuado ao primeiro sinal de rash cutâneo, lesões na mucosa ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.

    Efeitos renais
    Em raros casos, os AINEs, incluindo o Ibuprofeno, podem causar nefrite intersticial, glomerulite, necrose papilar e síndrome nefrótica. Os AINEs inibem a síntese de prostaglandinas renais que atuam como auxiliares na manutenção da perfusão renal em pacientes cujo fluxo sanguíneo renal e volume sanguíneo são reduzidos. Nesses pacientes, a administração de um AINE pode precipitar uma descompensação renal evidente, que é tipicamente seguido pela recuperação, retornando-se ao estado pré tratamento com a descontinuação do tratamento de AINEs.

    Os pacientes que correm maior risco são aqueles com insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática, síndrome nefrótica e doença renal evidente. Tais pacientes devem ser cuidadosamente monitorados durante o tratamento com AINEs.

    Como o Ibuprofeno é eliminado principalmente pelos rins, pacientes com função renal significativamente prejudicada devem ser cuidadosamente monitorados e uma redução na dose deve ser antecipada para evitar acúmulo do fármaco. Os pacientes com alto risco de desenvolverem disfunção renal com o uso crônico de Ibuprofeno devem ter a função renal avaliada periodicamente.

    Precauções gerais
    Hipersensibilidade:
    Cerca de 10% dos pacientes asmáticos podem ter asma sensível ao ácido acetilsalicílico. O uso de ácido acetilsalicílico em pacientes com asma sensível a esse medicamento foi associado ao broncoespasmo grave, que pode ser fatal. Uma vez que foi relatada reatividade cruzada, incluindo broncoespasmo, entre ácido acetilsalicílico e outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais em pacientes com sensibilidade ao ácido acetilsalicílico, o Ibuprofeno não deve ser administrado a pacientes com esse tipo de sensibilidade ao ácido acetilsalicílico e deve ser usado com cautela em todos os pacientes com asma preexistente.

    Podem ocorrer reações anafilactoides mesmo em pacientes sem exposição prévia ao Ibuprofeno.

    O Ibuprofeno,como outros agentes anti-inflamatórios não esteroidais, pode inibir a agregação plaquetária, embora esse efeito seja quantitativamente menor e tenha menor duração que o observado com o ácido acetilsalicílico. Foi demonstrado que o Ibuprofeno prolonga o tempo de sangramento (porém dentro dos limites normais) em indivíduos normais. Como esse efeito pode ser mais acentuado em pacientes com distúrbios hemostáticos subjacentes, o Ibuprofeno deve ser usado com cautela em indivíduos com defeitos intrínsecos da coagulação e naqueles utilizando anticoagulantes.

    A atividade antipirética e anti-inflamatória do Ibuprofeno pode reduzir a febre e a inflamação, diminuindo assim a utilidade desses sinais como meio de diagnóstico na detecção de complicações de presumíveis condições dolorosas não infecciosas e não-inflamatórias.

    Relatou-se, raramente, meningite asséptica com febre e coma em pacientes em terapia com o Ibuprofeno. Embora sua ocorrência seja mais provável em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico e doenças do tecido conjuntivo relacionadas, ela foi relatada em pacientes que não apresentavam doença crônica subjacente. Se forem observados sinais ou sintomas de meningite em um paciente em tratamento com o Ibuprofeno, deve-se considerar a possibilidade de relação com o tratamento.

    Anormalidades em testes laboratoriais
    Foi observada diminuição da hemoglobina em 1g ou mais em aproximadamente 20% dos pacientes recebendo até 2.400mg de Ibuprofeno por dia. Achados similares foram observados com outrosfármacos AINEs; o mecanismo é desconhecido.

    Precauções em populações especiais
    Uso em Idosos:
    A idade avançada exerce mínima influência na farmacocinética do Ibuprofeno. Pacientes idosos ou debilitados toleram menos a ulceração e sangramento do que outros indivíduos, e a maioria dos relatos espontâneos de eventos gastrintestinais fatais ocorreu na população geriátrica. Alterações, relacionadas à idade, na fisiologia hepática, renal e do SNC, assim como condições de comorbidades e medicações concomitantes devem ser consideradas antes do início da terapia com o Ibuprofeno.

    Monitoração cuidadosa e educação do paciente idoso são essenciais.

    Gravidez:
    Não se recomenda a administração de Ibuprofeno durante a gravidez. Estudos de reprodução em animais não mostraram evidências de anormalidades no desenvolvimento. Contudo, esses estudos não são sempre preditivos da resposta humana. Não existem estudos adequados e bem controlados em pacientes grávidas. Devido aos efeitos conhecidos dos AINEs sobre o sistema CV fetal (fechamento do canal arterial), devese evitar seu uso durante o período tardio da gravidez.

    Trabalho de Parto:
    Da mesma forma que ocorre com outros fármacos que inibem a síntese de prostaglandinas, ocorreu um aumento da incidência de distocia e parto retardado em ratas. Não se recomenda o uso de Ibuprofeno durante o trabalho de parto.

    Lactação:
    Em número limitado de estudos com um método de detecção de até 1mcg/mL não se mostrou a presença de Ibuprofeno no leite de nutrizes. Entretanto, devido à natureza limitada desses estudos e dos possíveis efeitos adversos dos fármacos inibidores de prostaglandinas em neonatos, o Ibuprofeno não é recomendado no período de amamentação.

    Exclusivo Comprimido:
    A inibição da síntese das prostaglandinas pode afetar negativamente a gravidez.

    Dados de estudos epidemiológicos sugerem um risco aumentado de aborto espontâneo após o uso de inibidores da síntese de prostaglandinas no início da gravidez. Em animais, a administração de inibidores da síntese de prostaglandinas tem mostrado o aumento da perda de pré e pós-implantação.

    Se usado durante o segundo ou terceiro trimestre da gravidez, os AINEs podem causar disfunção renal fetal que pode resultar na redução do volume de líquido amniótico ou oligoidrâmnio em casos graves.

    Tais efeitos podem ocorrer logo após o início do tratamento e são geralmente reversíveis. As mulheres grávidas utilizando Ibuprofeno devem ser cuidadosamente monitoradas quanto ao volume de líquido amniótico.

    Primeiro e segundo trimestre de gravidez:
    Ibuprofeno é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez. Portanto, Ibuprofeno não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

    Terceiro trimestre de gravidez:
    Ibuprofeno é um medicamento classificado na categoria D de risco de gravidez. Portanto, Ibuprofeno não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Fertilidade:
    Com base no mecanismo de ação, o uso de AINEs, pode retardar ou impedir a ruptura dos folículos ovarianos, o que tem sido associado com a infertilidade reversível em algumas mulheres. Em mulheres que têm dificuldade em engravidar ou que estão realizando estudos de infertilidade, a retirada de AINEs, incluindo o Ibuprofeno deve ser considerada.

    Exclusivo Cápsula:
    Uso em Crianças:
    Não foram realizados estudos clínicos controlados para avaliar a segurança e eficácia do Ibuprofeno em crianças.

    Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas
    O efeito de Ibuprofeno na habilidade de dirigir e operar máquinas não foi estudado.

    Exclusivo Comprimido Revestido
    Hipertensão
    Tal como acontece com todos os AINEs, o Ibuprofeno pode levar ao aparecimento de hipertensão nova ou agravamento da hipertensão preexistente, qualquer um desses pode contribuir para o aumento da incidência de eventos CV. Os AINEs, incluindo o Ibuprofeno, devem ser usados com precaução em pacientes com hipertensão.

    No sub-estudo do PRECISION-ABPM (avaliação randomizada prospectiva da segurança integrada de celecoxibe versus Ibuprofeno ou naproxeno – Monitoramento ambulatorial da pressão arterial), no mês 4, os resultados demonstraram que a prescrição do Ibuprofeno (600-800mg 3 vezes ao dia) aumentou significativamente a média da PAS (pressão arterial sistólica) de 24 horas em relação ao celecoxibe, mas não comparado ao naproxeno.A pressão arterial deve ser cuidadosamente monitorada durante o início do tratamento com Ibuprofeno e em todo o decorrer da terapia.

    Uso com Anticoagulantes Orais
    O uso concomitante de AINEs, incluindo Ibuprofeno, com anticoagulantes orais aumenta o risco de sangramento gastrintestinal (GI) e não gastrintestinal (não GI) e deve ser administrado com cautela.

    Anticoagulantes orais incluem varfarina/tipo cumarina e modernos anticoagulantes orais (p. ex., apixabana, dabigatrana e rivaroxabana). A anticoagulação/INR deve ser monitorada em pacientes utilizando anticoagulante varfarina/tipo cumarina.

    Qual a ação da substância Ibuprofeno?
    Resultados de Eficácia

    Suspensão Oral e Gotas
    O estudo PAIN (Paracetamol, Aspirin, lbuprofen new tolerability) foi um estudo randomizado e cego, delineado para comparar três analgésicos no tratamento da dor aguda. Um total de 8.677 adultos foram randomizados para tratamento com Ibuprofeno (1.200mg/d), paracetamol (3g/d) e aspirina (3g/d). As principais indicações foram dor musculoesquelética (31-33%), resfriado comum (19-20%), dorsalgia (15 17%) e cefaleia (10-11%). Observou-se maior incidência de eventos adversos com aspirina (10, 1%) em comparação com Ibuprofeno (7,0%, P < 0,001) ou paracetamol (7,8%). Eventos adversos gastrintestinais ocorreram em menor frequência nos pacientes tratados com i buprofeno (4,0%) em comparação com aspirina (7,1%, P < 0,001) ou paracetamol (5,3%, p = 0,025).1

    O Boston University Fever Study envolveu 84.192 crianças com idade entre seis meses e 12 anos, com doença febril. As crianças foram randomizadas para tratamento com paracetamol (12mg/kg por dose a cada 4-6 horas) ou Ibuprofeno (5 10mg/kg por dose a cada 4-6 horas). O desfecho primário foi a ocorrência de eventos adversos graves como sangramento gastrintestinal, insuficiência renal aguda ou anafilaxia. O desfecho secundário foi a ocorrência de internação hospitalar por outras complicações.

    Não se observou diferença estatisticamente significativa entre as duas medicações quanto à necessidade de internação hospitalar por evento adverso, ou qualquer alteração significativa da função renal nos pacientes tratados com Ibuprofeno. Por outro lado, as crianças que foram tratadas com Ibuprofeno apresentaram menor risco de consultas médicas por asma (3,0%; IC95% 2,1-4, 1%) do que aquelas tratadas com paracetamol (5,1%; IC95% 3,5-7,1%), P = 0,02.2.

    Magni e colaboradores realizaram um estudo multicêntrico, aberto e randomizado para avaliar a atividade antipirética e a tolerabilidade de doses orais únicas de Ibuprofeno versus dipirona em lactentes e crianças febris. Cento e vinte e dois pacientes de ambos os sexos, com idade entre 6 meses e 8 anos, com temperatura axilar ? 38,0°C foram randomizados (1:1) para Ibuprofeno (10mg/kg) ou dipirona (l5mg/kg), administrados em doses orais únicas. A temperatura axilar e os eventos adversos foram avaliados após 10, 20, 30 e 45 minutos e, a seguir, de 1 em 1 hora, durante 8 horas após a administração. As médias de temperatura foram significativamente menores nos pacientes que receberam Ibuprofeno, em relação aos que receberam dipirona, nos grupos de febre alta entre (>39,1°C) e baixa (38,0°C e 39,1°C) (p = 0,04). Após 1, 2 e 4 horas da administração das drogas, o valor absoluto da soma ponderada das diferenças de temperatura a partir dos valores basais foi significativamente menor no grupo de febre alta da dipirona, quando comparado ao grupo de febre alta do Ibuprofeno, o que significa maior efeito para este último. Houve diferenças estatisticamente significativas no tempo para normalização da temperatura (<37,2°C) entre o Ibuprofeno e a dipirona nos grupos de temperatura baixa (3,1 ± 2,04 vs. 4,5 ± 3,06 horas, p = 0,01) e alta (2.7 ± 1,68 vs. 5,4 ± 3,15 horas, p = 0,003). A diferença do tempo de persistência do efeito antipirético foi também estatisticamente significativa para o grupo de temperatura alta, a favor do Ibuprofeno (3,4 ± 2,03 vs. 1,8 ± 1,89 hora, p = 0,01). As duas drogas apresentaram perfis de tolerabilidade comparáveis. Os autores concluíram que uma dose oral única de Ibuprofeno demonstrou proporcionar antipirese mais rápida, potente e por um tempo mais longo do que uma dose oral única de dipirona, especialmente na presença de febre alta.3 Autret e colaboradores conduziram um estudo randomizado, aberto, multicêntrico e comparativo entre Ibuprofeno (7,5mg/kg), paracetamol (10mg/kg) e aspirina (10mg/kg), que envolveu 351 crianças com idade entre 6 e 24 meses com febre (temperatura retal > 39°C). A temperatura foi avaliada após 1, 4 e 6 horas da administração. Observou-se maior queda da temperatura nas crianças tratadas com Ibuprofeno em comparação com aquelas tratadas com aspirina ou paracetamol. A avaliação do conforto das crianças através de escala visual mostrou superioridade do Ibuprofeno frente aos outros tratamentos.4

    Bibliografia

    1. Moore N, van Ganse E, Le Pare JM. The PAIN study: paracetamol, aspirin and ibuprofen new tolerability study: a large-scale, randomized clinical trial comparing the tolerability of aspirin, ibuprofen and paracetamol for short-term analgesia. Clin Drug lnvest. 1999; 18:89-98.
    2. Lesko SM, Mitchell AA. An assessment of the safety of pediatric ibuprofen: a practitionerbased randomized clinical trial. JAMA. 1995;273(12):929-33.
    3. Magni AM, Rosário N, Murahovschi J, et al. Efeito antipirético e tolerabilidade do Ibuprofeno versus a dipirona, em dose oral única, em pacientes pediátricos – estudo aberto, randomizado, multicêntrico brasileiro. Ped Mod. 2007;43(1):32-40.
    4. Autret E, Reboui-Marty J, Henry-Launois B, et al. Evaluation of ibuprofen versus aspirin and paracetamol on efficacy and comfort in children with fever. Eur J Clin Pharmacol. 1997;51(5):367-71.

    Comprimido Revestido
    Estudos

    Eficácia antipirética e analgésica de 600mg de Ibuprofeno mostraram-se comparáveis à dose de 600mg de ácido acetilsalicílico.1,2

    Em outro estudo, 600mg de Ibuprofeno se mostraram superiores a 750mg de ácido mefenâmico e comparáveis a 800mg de fenilbutazona.2

    Referências

    1-David F. Salo, MD, PhD, Robert Lavery, MA, MICP, Vikram Varma, MD, Jennifer Goldberg, MS, PA-C, Tara Shapiro, DO, Alan Kenwood, MDA Randomized, Clinical Trial Comparing Oral Celecoxib 200 mg, Celecoxib 400mg, and Ibuprofen 600mg for Acute Pain. ACAD EMERG MED • January 2003, Vol. 10, Nº. 1.
    2- John R Lewis, Evaluation of Ibuprofen (Motrin) A NEW RHEUMATIC AGENT, JAMA, July 1975 365-367.

    Cápsula
    Um estudo com 26 voluntários foi realizado comparando a biodisponibilidade do Ibuprofeno 600mg na forma farmacêutica de cápsulas gelatinosas moles com o comprimido revestido de mesma concentração. Os medicamentos foram administrados com água a temperatura ambiente, em jejum. Não houve eventos adversos graves durante o estudo, sendo as medicações bem toleradas. Ambas as formulações foram equivalentes, contudo a cápsula gelatinosa mole demonstrou uma absorção mais rápida que o comprimido revestido.

    Referências:

    Estudo cruzado, randomizado, de dois tratamentos, dois períodos, duas sequências e dose única para comparar a biodisponibilidade de duas formulações de 600mg de Ibuprofeno: cápsulas de gelatina mole e comprimidos revestidos, em voluntários sadios de ambos os sexos em condições de jejum. Centro: Biocrom. 2008.

    Características Farmacológicas

    Suspensão Oral e Gotas
    Farmacodinâmica

    Ibuprofeno contém Ibuprofeno, um derivado do ácido fenilpropânico, inibidor da síntese das prostaglandinas, tendo propriedades analgésicas e antipiréticas. Os antipiréticos e analgésicos inibem a ação da cicloxigenase, diminuindo a formação de precursores das prostaglandinas e dos tromboxanos a partir do ácido araquidônico, diminuindo a ação destes mediadores no termostato hipotalâmico e nos receptores de dor (nociceptores).

    Farmacocinética
    O Ibuprofeno apresenta boa absorção oral, com aproximadamente 80% da dose absorvida no trato gastrintestinal, havendo diferença quando da administração em jejum ou após refeição, pois a presença de alimentos diminui a absorção. O início de ação ocorre em aproximadamente 15 a 30 minutos. A taxa de ligação proteica é alta (99%) e a concentração plasmática máxima é atingida em 1,2 a 2,1 horas, tendo duração de 4 a 6 horas, com meia-vida de eliminação de 1,8 a 2 horas. A biotransformação é hepática e a excreção praticamente se completa em 24 horas após a última dose, sendo menos de 1% excretado na forma inalterada.

    Comprimido Revestido
    Propriedades Farmacodinâmicas
    O Ibuprofeno tem ação farmacológica de um agente anti-inflamatório não esteroidal.

    Estudos clínicos:
    Avaliação randomizada prospectiva da segurança integrada de celecoxibe versus Ibuprofeno ou naproxeno.

    PRECISION foi um estudo duplo-cego de segurança cardiovascular em 24.081 pacientes com OA ou AR com doença cardiovascular (DCV) ou com alto risco de DCV comparando celecoxibe (200-400mg por dia) com naproxeno (750-1000mg por dia) e Ibuprofeno (1800 -2400mg por dia) durante o tratamento de 42 meses mais 1 mês de acompanhamento após a descontinuação do tratamento. O desfecho primário, a colaboração antiplaquetária de participantes (APTC), foi um composto de morte cardiovascular (incluindo morte hemorrágica), julgado independentemente, infarto do miocárdio não fatal ou acidente vascular cerebral não fatal. Além disso, houve um sub-estudo de 4 meses em 444 pacientes com foco nos efeitos das três drogas na pressão arterial, conforme medido pelo monitoramento ambulatorial.

    No que diz respeito ao parâmetro final do CV primário, o tempo para o primeiro evento APTC, demonstrou que o celecoxibe era estatisticamente significantemente não inferior ao Ibuprofeno e não inferior ao naproxeno, e o Ibuprofeno demonstrou ser estatisticamente significantemente não inferior ao naproxeno. A taxa de evento APTC foi de 2,7% no grupo Ibuprofeno, versus 2,3% no grupo celecoxibe e 2,5% no grupo naproxeno na análise ITT, e foi de 1,9% versus 1,7% e 1,8%, respectivamente, na análise MITT. Verificou-se a partir do estudo que, entre os indivíduos com OA ou AR com DCV ou com alto risco de DCV, o tratamento com celecoxibe apresentava um risco de CV semelhante ou menor quando comparado ao Ibuprofeno ou ao naproxeno, o Ibuprofeno apresentava risco de CV semelhante ao naproxeno.

    Durante o tratamento, o MACE (eventos cardiovasculares adversos principais, definidos como eventos APTC, revascularização coronária ou hospitalização por angina instável ou ataque isquêmico transitório) ocorreu mais frequentemente no grupo Ibuprofeno (3,6%) em relação ao grupo celecoxibe (3,1%) e naproxeno (3,2%). O aumento do risco de Ibuprofeno comparado ao celecoxibe definido como tempo para MACE foi estatisticamente significante. Os eventos gastrintestinais clinicamente significativos (0,7%, 0,3% e 0,7% para Ibuprofeno, celecoxibe e naproxeno, respectivamente) e anemia ferropriva de origem gastrintestinal clinicamente significativa (0,7%, 0,3% e 0,8% para Ibuprofeno, celecoxibe e naproxeno, respectivamente) ocorreram de forma semelhante nos grupos de Ibuprofeno e naproxeno, mas com menor frequência no grupo celecoxibe; os aumentos de risco em relação ao celecoxibe foram estatisticamente significativos. O composto de eventos renais clinicamente significativos ou internação por ICC ou hipertensão no grupo Ibuprofeno foi semelhante ao grupo naproxeno (1,7% vs. 1,5%), mas foi mais frequente em relação ao grupo celecoxibe (1,7% vs. 1,1%). O aumento do risco foi conduzido principalmente por eventos renais adjudicados (0,9% vs.0,5%).

    O sub-estudo ABPM mostrou, no mês 4, que os indivíduos tratados com Ibuprofeno apresentaram aumento de 3,7mmHg na pressão arterial sistólica (PAS) ambulatorial de 24 horas, enquanto que os indivíduos tratados com celecoxibe apresentaram diminuição de 0,3mmHg e os indivíduos tratados com naproxeno apresentaram aumento de 1,6mmHg. A diferença de 3,9mmHg entre Ibuprofeno e celecoxibe foi estatisticamente significativa e clinicamente significativa. O Ibuprofeno não foi estatisticamente diferente do naproxeno na magnitude da alteração na PAS de 24 horas no mês 4.

    Propriedades Farmacocinéticas
    O Ibuprofeno é absorvido do trato gastrintestinal e o pico de concentração plasmática ocorre cerca de 1 a 2 horas após a ingestão. O Ibuprofeno é amplamente ligado às proteínas plasmáticas e tem uma meia-vida de aproximadamente 2 horas. Ele é rapidamente excretado na urina principalmente como metabólito e seus conjugados. Aproximadamente 1% é excretado na urina como Ibuprofeno inalterado e cerca de 14% como Ibuprofeno conjugado.

    Dados de Segurança Pré-Clínicos
    Estudos de reprodução conduzidos em ratos e coelhos em doses um pouco menores do que a dose máxima clínica não demonstraram qualquer evidência de desenvolvimento anormal. Como não houve estudos bem controlados em mulheres grávidas, este fármaco deve ser usado durante a gravidez somente se claramente necessário. Devido aos efeitos conhecidos dos fármacos anti-inflamatórios não esteroidais sobre o sistema cardiovascular (CV) fetal (fechamento do canal arterial), deve-se evitar seu uso durante a gravidez avançada. Assim como com outros fármacos conhecidos por inibir a síntese de prostaglandinas, um aumento na incidência de distocia e atraso no parto ocorreram em ratas.

    Cápsula
    Propriedades Farmacodinâmicas
    O Ibuprofeno tem ação farmacológica de um agente anti-inflamatório não-esteroide e possui atividades antiinflamatória, analgésica e antipirética. Age, provavelmente, inibindo a síntese de prostaglandinas.

    Propriedades Farmacocinéticas
    O Ibuprofeno é absorvido do trato gastrintestinal e o pico de concentração plasmática ocorre cerca de 1-2 horas após a ingestão. O Ibuprofeno é amplamente ligado às proteínas plasmáticas e tem uma meia-vida de aproximadamente 2 horas. Ele é rapidamente excretado na urina principalmente como metabólito e seus conjugados. Aproximadamente 1% é excretado na urina como Ibuprofeno inalterado e cerca de 14% como Ibuprofeno conjugado. O Ibuprofeno é rapidamente metabolizado e eliminado pela urina; a excreção é praticamente completa 24 horas após a última dose.

    Dados de Segurança Pré-Clínicos
    Estudos de reprodução conduzidos em ratos e coelhos em doses um pouco menores do que a dose máxima clínica não demonstraram qualquer evidência de desenvolvimento anormal. Como não houve estudos bem controlados em mulheres grávidas, este fármaco deve ser usado durante a gravidez somente se estritamente necessário. Devido aos efeitos conhecidos dos fármacos anti-inflamatórios não esteroides sobre o sistema cardiovascular fetal (fechamento do canal arterial), deve se evitar seu uso durante a gravidez avançada. Assim como com outros fármacos conhecidos por inibir a síntese de prostaglandinas, um aumento na incidência de distocia e atraso no parto ocorreram em ratas.

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  • Caso de homem que esteve na Itália foi relatado nesta terça e contraprova também deu positivo; há 20 casos suspeitos no país, 11 deles no estado de SP

    O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (26) em coletiva de imprensa o primeiro caso de coronavírus no Brasil e na América Latina e o segundo no Hemisfério Sul, depois da Argélia.

    Há 20 casos suspeitos no país, 11 deles no estado de São Paulo além de Minas Gerais (2), Rio de Janeiro (2), Santa Catarina (2), Paraíba (1), Pernambuco (1) e Espírito Santo (1). Outros 59 casos suspeitos já foram descartados até o momento.

    Na tarde desta terça-feira (25), o primeiro caso de teste positivo foi relatado pelo Hospital Israelita Albert Einstein. O segundo teste, feito pelo Instituto Adolfo Lutz, confirmou o diagnóstico.

    Trata-se de um homem de 61 anos que esteve no norte da Itália, onde há dezenas de casos da doença, e fez uma conexão na França. Ele retornou de viagem na última sexta-feira (21) e recebeu a visita de cerca de 30 familiares no sábado. Todos estão sendo acompanhados.

    O paciente apresentou sintomas compatíveis com a doença (febre, tosse seca, dor de garganta e coriza) e procurou o sistema de saúde.

    O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o paciente está em isolamento em sua casa em São Paulo, em bom estado, e retornará à vida normal assim que deixar de apresentar sintomas.

    Ele explicou que este é o protocolo técnico recomendado pela Organização Mundial de Saúde no caso. A quarentena, realizada com as dezenas de brasileiros que chegaram da região epicentro da doença na China, não faria sentido neste caso, nem trazê-lo para um ambiente hospitalar.

    Mandetta disse, ainda, que a confirmação do caso não altera o status sanitário do Brasil, já que o governo já havia declarado emergência de saúde de interesse nacional para realizar os preparativos da quarentena de brasileiros repatriados da China e que foram liberados no fim de semana.

    “Agora é que vamos ver como este vírus vai se comportar em um país tropical, durante o verão”, disse Mandetta. Ele destacou que medicina não é uma ciência exata e que não é possível antecipar como será o padrão de disseminação da doença no hemisfério sul.

    No mundo, os dados apontam para 80.239 casos confirmados e 2.700 mortes, ou seja, um índice de letalidade de 3,4%. Fora da China, o porcentual é de 1,4%.

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  • Sem categoria 22.01.2020 No Comments

    Cloridrato de Ranitidina, para o que é indicado e para o que serve?

    Comprimido/Xarope

    Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) é indicado no tratamento de úlcera duodenal e úlcera gástrica benigna, incluindo aquelas associadas a agentes anti-inflamatórios não esteroidais.

    Também é usado na prevenção de úlceras duodenais associadas a agentes antiinflamatórios não esteroidais, incluindo ácido acetilsalicílico, especialmente em pacientes com história de doença ulcerosa péptica, úlcera duodenal relacionada à infecção por H. pylori, úlcera pós-operatória, esofagite de refluxo, alívio dos sintomas de refluxo gastroesofágico, síndrome de Zollinger-Ellison e dispepsia episódica crônica, caracterizada por dor (epigástrica ou retroesternal) que está associada às refeições ou distúrbios do sono mas não associada às condições citadas anteriormente.

    Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) é indicado, ainda, nas situações em que é desejável a redução da produção de ácido: profilaxia da úlcera de estresse em pacientes gravemente enfermos, profilaxia da hemorragia recorrente em pacientes com úlcera péptica e prevenção da síndrome de aspiração ácida (síndrome de Mendelson).

     

    Gotas

    Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) Gotas é indicado para:

    • Tratamento de úlceras gástricas ou duodenais;
    • Tratamento da esofagite por refluxo gastroesofágico e suas manifestações associadas;
    • Prevenção de úlceras causadas por estresse em pacientes graves.

    Quais as contraindicações do Cloridrato de Ranitidina?

    Comprimido/Xarope

    Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula.

    Gotas
    Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) Gotas não deve ser utilizado em pacientes que tenham histórico de hipersensibilidade à medicação ou medicações que pertencem à mesma classe de medicamentos (cimetidina e famotidina) e também aos componentes de sua formulação.

    Em pacientes com insuficiência renal severa (clearance de creatinina abaixo de 50 ml/min) poderá ocorrer acúmulo de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), como resultado de elevadas concentrações plasmáticas.

    A hemodiálise reduz os níveis circulantes de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa). Recomenda-se uma dose diária de 150 mg, à noite, por quatro a oito semanas. Em pacientes sob diálise peritoneal crônica ambulatorial ou hemodiálise crônica que estejam fazendo o uso de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), 150 mg do medicamento devem ser tomados imediatamente após a diálise.

    Este medicamento é contraindicado para menores de 1 mês de idade.

    Como usar o Cloridrato de Ranitidina?

    Caso uma dose seja esquecida, deve ser tomada o quanto antes, prosseguindo-se com o horário normal das demais doses.

    Comprimido
    Os comprimidos de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) devem ser administrados com um copo de água.

    Xarope
    Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) xarope não deve ser misturado nem diluído com nenhuma outra preparação líquida.

    Instruções de uso da seringa dosadora
    A seringa dosadora em kg está graduada considerando a posologia recomendada de 4 mg/kg.

    A seringa dosadora em kg refere-se ao peso corpóreo da criança.

    1 – Encaixar a seringa dosadora no adaptador do frasco.

    2 – Virar o frasco e aspirar a medida desejada puxando cuidadosamente o êmbolo até a medida da quantidade exata em kg, conforme a posologia recomendada pelo médico.

    3 – Retirar a seringa dosadora do adaptador.

    4 – Esvaziar o conteúdo da seringa dosadora no canto da boca da criança lentamente e com a cabeça inclinada para trás.

    5 – Tampar o frasco.

    6 – Lavar bem a seringa dosadora com água corrente e fechá-la com a sua respectiva tampa.

     

    Manter o frasco de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) xarope bem fechado e ao abrigo da luz durante toda a sua utilização, pois este produto pode sofrer variação em sua coloração, apresentando leve escurecimento.

    Gotas

    1 – Retirar a tampa para abrir o frasco.

    Inserir o conta-gotas no frasco.
    Pressionar o bulbo do conta-gotas para que o medicamento entre na cânula do mesmo.

    Direcionar o conta-gotas para o canto da boca do paciente, contando o número de gotas a serem administradas.

    Caso permaneça produto na cânula, volte o conta-gotas para o frasco e pressione o bulbo até esvaziar totalmente a cânula.
    Fechar o frasco.
    Posologia do Cloridrato de Ranitidina
    Comprimido/Xarope
    Adultos
    Úlcera duodenal e úlcera gástrica benigna
    Tratamento agudo: a dose padrão usual para o tratamento agudo de úlcera gástrica benigna e úlcera duodenal é de 150 mg, duas vezes ao dia, ou dose única de 300 mg à noite. Na maioria dos casos de úlcera duodenal e úlcera gástrica benigna, a cicatrização ocorre dentro de quatro semanas. Em alguns pacientes, esse período pode se estender até oito semanas.

    Na úlcera duodenal, com 300 mg duas vezes ao dia durante quatro semanas, obtêmse taxas de cicatrização maiores do que com 150 mg, duas vezes ao dia (ou 300 mg à noite), durante quatro semanas. O aumento da dose não tem sido associado à maior incidência de efeitos colaterais.

    Tratamento de longo prazo
    No tratamento de longo prazo, a dose geralmente utilizada é de 150 mg à noite. O tabagismo está relacionado à maior frequência de reincidência de úlcera duodenal. Em pacientes fumantes que não conseguem evitar fumar durante o tratamento, uma dose de 300 mg à noite proporciona benefício terapêutico adicional sobre o regime de doses de 150 mg.

    Úlcera péptica associada ao uso de anti-inflamatórios não esteroidais
    Tratamento agudo
    No caso de úlceras que se desenvolvem durante a terapia com anti-inflamatórios não esteroidais ou associadas ao uso continuado dessas drogas, podem ser necessárias de oito a doze semanas de tratamento com Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), administrando 150 mg, duas vezes ao dia, ou 300 mg à noite.

    Prevenção
    Para a prevenção de úlceras duodenais associadas ao uso de antiinflamatórios não esteroidais, podem ser administrados concomitantemente 150 mg de Ranitidina (substância ativa) duas vezes ao dia.

    Úlcera duodenal associada à infecção por Helicobacter pylori
    A dose de 300 mg à noite (ou 150 mg, duas vezes ao dia) de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) pode ser administrada em associação com 750 mg de amoxicilina oral três vezes ao dia e 500 mg de metronidazol três vezes ao dia, por duas semanas. Terminado esse período, a terapia deve ser continuada por mais duas semanas apenas com Cloridrato de Ranitidina (substância ativa). Esse regime reduz significativamente a recidiva de úlcera duodenal.

    Úlcera pós-operatória
    O regime padrão é de 150 mg, duas vezes ao dia. Na maioria dos casos, a cicatrização ocorre dentro de quatro semanas, mas em alguns pacientes esse período pode se estender até oito semanas.

    Refluxo gastroesofágico
    Tratamento agudo
    Na esofagite de refluxo, recomenda-se 150 mg, duas vezes ao dia, ou 300 mg, à noite, durante oito semanas. O período do tratamento pode se estender até 12 semanas, se necessário. Em pacientes com esofagite moderada ou grave, a dose pode ser aumentada para 150 mg, quatro vezes ao dia, por até 12 semanas.

    Tratamento de longo prazo
    A dose oral recomendada é de 150 mg, duas vezes ao dia.

    Alívio dos sintomas
    Recomenda-se 150 mg, duas vezes ao dia, durante duas semanas. O tratamento pode ser continuado por mais duas semanas nos pacientes que não respondem adequadamente à terapia inicial.

    Síndrome de Zollinger-Ellison
    A dose inicial recomendada é de 150 mg, três vezes ao dia, e pode ser aumentada, se necessário. Doses diárias de até 6 g têm sido bem toleradas.

    Dispepsia episódica crônica
    A dose padrão recomendada é de 150 mg, duas vezes ao dia, por até seis semanas.

    Qualquer paciente que não responda à terapia ou que tenha recidiva logo após o tratamento deve ser investigado.

    Profilaxia da síndrome de Mendelson (pneumonite por broncoaspiração)
    Deve-se utilizar a dose de 150 mg duas horas antes da anestesia e, preferivelmente, 150 mg na noite anterior. Alternativamente, o uso de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) injetável pode ser considerado. Em pacientes em trabalho de parto, a dose recomendada é de 150 mg a cada seis horas. Porém, se for necessária anestesia geral, recomenda-se que, adicionalmente, seja administrado um antiácido (por exemplo, citrato de sódio).

    Profilaxia da hemorragia decorrente de estresse em pacientes gravemente enfermos/profilaxia de hemorragia recorrente em pacientes com sangramento devido à ulceração péptica
    O uso da dose de 150 mg por via oral, duas vezes ao dia, deve ser substituído por Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) injetável até que o paciente possa ingerir alimentos normalmente.

    Crianças
    A dose oral recomendada para o tratamento de úlcera péptica em crianças é de 2 a 4 mg/kg, duas vezes ao dia. Pode-se chegar ao máximo de 300 mg de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) por dia.

    Pacientes acima de 50 anos de idade
    Não existe a necessidade de ajuste de dose em pacientes idosos.

    Insuficiência renal
    Pode ocorrer acúmulo de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), resultando em elevadas concentrações plasmáticas, nos pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina abaixo de 50 mL/min). Nestes casos, a dose diária de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) deve ser de 150 mg.

    Pacientes sob diálise peritoneal crônica ambulatorial ou hemodiálise crônica devem ingerir 150 mg de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) imediatamente após a diálise.

    Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

    Gotas
    Úlcera duodenal
    A dose recomendada de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) para cicatrização em crianças a partir de 1 mês de idade, com úlceras duodenais ativas é de 2 a 4 mg/Kg de 12 em 12 horas. A dose máxima é 300 mg/dia.

    Tratamento de manutenção de úlcera duodenal
    A dose recomendada de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) para o tratamento de manutenção de cicatrização de úlceras duodenais em crianças a partir de 1 mês de idade é de 2 a 4 mg/Kg em dose única diária. A dose máxima é 150 mg/dia.

    Esofagite erosiva e Doença do Refluxo Gastroesofágico
    Embora os estudos sejam limitados para tais condições em pacientes pediátricos, com base nos dados da literatura, a dose recomendada para o tratamento destas condições é 2,5 a 5 mg/kg de 12 em 12 horas.

    Úlcera gástrica
    A dose recomendada de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) para cicatrização em crianças com úlceras gástricas é de 2 a 4 mg/kg de 12 em 12 horas. A dose máxima é 300 mg/dia.

    Tratamento de Manutenção de úlcera gástrica
    A dose recomendada de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) para o tratamento de manutenção de cicatrização de úlceras gástricas em crianças é de 2-4 mg/kg em dose única diária. A dose máxima é 150 mg/dia.

     

    Insuficiência renal
    Em pacientes com insuficiência renal severa (clearance de creatinina abaixo de 50 ml/min) poderá ocorrer acúmulo de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), como resultado de elevadas concentrações plasmáticas. Recomenda-se uma dose diária de 150 mg, à noite. Em pacientes sob diálise peritoneal crônica ambulatorial ou hemodiálise crônica, 150 mg de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) devem ser tomados imediatamente após a diálise.

    Insuficiência hepática
    Em pacientes com cirrose hepática compensada, as alterações de biodisponibilidade, distribuição e meia-vida do Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) são mínimas, não sendo necessário ajuste de doses, contudo deve ser monitorizada a função hepática com dosagem de transaminases. No caso de aumento de níveis de transaminases durante o tratamento com Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), a medicação deverá ser descontinuada.

    Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Cloridrato de Ranitidina?
    Comprimido/Xarope
    As reações adversas estão classificadas segundo o sistema orgânico e a frequência:
    Muito comum (>1/10);
    Comum (>1/100, <1/10); Incomum (>1/1.000, <1/100); Rara (>1/10.000, <1/1.000);
    Muito rara (<1/10.000). Os eventos adversos foram estimados com base em relatos espontâneos pós-comercialização. Reações raras (>1/10.000 e <1/1.000):
    Reações de hipersensibilidade (urticária, edema angioneurótico, febre, broncoespasmo, hipotensão e dor no peito). Conforme relatos, esses eventos ocorreram após uma única dose;
    Mudanças transitórias e reversíveis nos exames de função hepática. Esses sintomas são normalmente reversíveis;
    Erupções cutâneas.
    Reações muito raras (<1/10.000):
    Leucopenia e trombocitopenia, geralmente reversíveis; agranulocitose ou pancitopenia, algumas vezes com hipoplasia ou aplasia medulares;
    Choque anafilático. Conforme relatos, esses eventos ocorreram após uma única dose;
    Confusão mental, depressão e alucinação reversíveis. Esses sintomas foram relatados predominantemente por pacientes gravemente enfermos e por idosos;
    Cefaleia (às vezes, grave), vertigem e movimentos involuntários reversíveis;
    Visão turva reversível. Esse sintoma é sugestivo de alteração de acomodação visual;
    Como ocorre com outros antagonistas do receptor H2, bradicardia, bloqueio atrioventricular e assistolia (apenas quando se usa a apresentação injetável);
    Vasculite;
    Pancreatite aguda, diarreia;
    Hepatite (hepatocelular, hepatocanalicular ou mista), com ou sem icterícia. Esses sintomas são normalmente reversíveis;
    Eritema multiforme, alopecia;
    Artralgia e mialgia;
    Nefrite aguda intersticial;
    Impotência reversível e alterações nas mamas (como ginecomastia e galactorreia).
    Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    Gotas
    O uso de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) Gotas em geral é bem tolerado. Caso ocorram manifestações sugestivas de hipersensibilidade, como: inchaço de pálpebras, face, lábios, boca ou língua, erupções cutâneas ou fissuras na pele, febre, dispneia (com ou sem sibilos), o tratamento deverá ser suspenso. Da mesma forma, caso ocorram sinais e sintomas sugestivos de hepatite como náuseas, vômitos, perda de apetite, icterícia e colúria, recomenda-se interromper o tratamento e solicitar exames para avaliar a função hepática.

    A seguir são listadas, as principais reações adversas de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) Gotas, conforme a frequência de sua ocorrência:
    Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
    Sistema Nervoso Central
    Prostração, tontura, sonolência, insônia, vertigem, visão borrada e distúrbios reversíveis da coordenação motora. Foram relatados casos raros de confusão mental agitação e depressão em pacientes idosos com doenças sérias.

    Cardiovasculares
    Taquicardia, bradicardia, bloqueio átrio-ventricular e extrassístoles ventriculares.

    Gastrintestinais
    Pancreatite, colestase hepatocelular e hepatite.

    Musculoesqueléticas
    Artralgias e mialgias.

    Dermatológicas
    Rash cutâneo, incluindo casos de eritema multiforme, alopecia e vasculite. Reações anafiláticas com edema angioneurótico.

    Respiratórias
    Broncoespasmo.

    Nefrológicas
    Nefrite aguda intersticial e elevações discretas de creatinina plasmática.

    Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):
    Hematológicas
    Leucopenia, granulocitopenia e trombocitopenia, em geral reversíveis.

    Reação com incidência não determinada:
    Gastrintestinal
    Constipação, diarreia, náuseas/vômitos e desconforto abdominal/dor.

    Atenção: este produto é um medicamento que possui nova concentração no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Cloridrato de Ranitidina com outros remédios?
    Comprimido/Xarope
    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) tem o potencial de afetar a absorção, o metabolismo e a excreção renal de outros medicamentos. A farmacocinética alterada pode exigir ajuste na dosagem do medicamento afetado ou a interrupção do tratamento.

    As interações ocorrem por vários mecanismos, como:
    Inibição do sistema oxigenase de função mista associado ao citocromo P450
    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), nas doses terapêuticas usuais, não potencializa a ação dos fármacos inativados por esse sistema de enzimas, como diazepam, lidocaína, fenitoína, propranolol e teofilina.

    Houve relatos de alteração no tempo de protrombina com o uso de anticoagulantes de cumarina (por exemplo, varfarina). Devido ao índice terapêutico estreito, é recomendada monitoração cuidadosa da elevação ou da redução do tempo de protrombina durante o tratamento concomitante com o Cloridrato de Ranitidina (substância ativa).

    Competição pela secreção tubular renal
    Uma vez que o Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) é parcialmente eliminada pelo sistema catiônico, ela pode afetar a eliminação de outros medicamentos por essa rota. Doses altas de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) (como as usadas no tratamento da síndrome de Zollinger-Ellison) podem reduzir a excreção de procainamida e N-acetilprocainamida, o que resulta em níveis plasmáticos elevados desses fármacos.

    Alteração do pH gástrico
    A biodisponibilidade de certos fármacos pode ser afetada. Ou seja, a absorção pode ser aumentada (caso de triazolam, midazolam, glipizida) ou reduzida (caso de cetoconazol, atazanavir, delaviridina, gefitinibe).

    Não há evidências de interação do Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) com amoxicilina e metronidazol.

    Quando altas doses (2 g) de sucralfato são administradas concomitantemente com Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), a absorção desta pode ser reduzida. Tal efeito não é observado caso o sucralfato seja tomado duas horas após o Cloridrato de Ranitidina (substância ativa).

    O uso simultâneo com cetoconazol pode resultar na redução da absorção do cetoconazol. Os pacientes devem receber o Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) duas horas após o uso do cetoconazol.

    Gotas
    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), usada até 400 mg/dia, não inibe o citocromo hepático P450 relacionado ao sistema oxigenase de função mista. Consequentemente, o Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) não potencializa as ações de medicamentos que são inativados por este sistema enzimático, como por exemplo: diazepam, lidocaína, fenitoína, propranolol, teofilina e varfarina.

    A administração conjunta de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) e antiácidos ou doses altas de sucralfato pode reduzir a absorção do Cloridrato de Ranitidina (substância ativa). Este efeito não é observado caso o sucralfato seja tomado após um intervalo de 2 horas.

    A administração conjunta de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) e cetoconazol diminui a absorção deste último. Deve-se usar o Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) 2 horas após a administração de cetoconazol.

    Na relação a seguir são listadas as principais interações relacionadas ao uso de Label Gotas, de acordo com sua gravidade
    Interações Medicamento – Medicamento
    Severidade Maior

    Quais cuidados devo ter ao usar o Cloridrato de Ranitidina?
    Comprimido/Xarope
    O tratamento com Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) pode mascarar sintomas relacionados ao carcinoma gástrico e, assim, retardar o diagnóstico da doença. Diante de suspeita de úlcera gástrica, deve ser excluída a possibilidade de patologia maligna antes de se instituir a terapia com Cloridrato de Ranitidina (substância ativa).

    Como o Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) é excretada por via renal, é esperado que os níveis plasmáticos aumentem ou se prolonguem diante de insuficiência renal. Na vigência de insuficiência renal, recomenda-se ajuste posológico, de acordo com o clearance.

    Deve-se evitar o uso de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) em pacientes com história de porfiria aguda, visto que há relatos, embora raros, de crises dessa doença precipitadas pelo Cloridrato de Ranitidina (substância ativa). É recomendado o monitoramento regular dos pacientes que estão em terapia concomitante com anti-inflamatórios não esteroidais e Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), especialmente dos idosos e daqueles com histórico de úlcera péptica.

    Em idosos, pacientes com doença pulmonar crônica, diabetes ou imunodeprimidos, pode haver aumento do risco de desenvolver pneumonia comunitária. Em um grande estudo epidemiológico, observou-se risco relativo ajustado de 1,63 (95% IC, 1,07-2,48) em usuários de drogas antagonistas do receptor H2, em comparação a pacientes que interromperam o tratamento.

    Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas
    Não há efeitos reportados relacionados ao uso de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa).

    Fertilidade
    Não há dados sobre o efeito do Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) na fertilidade humana. Não houve efeitos na fertilidade masculina ou feminina em estudos realizados em animais.

    Gravidez e lactação
    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) atravessa a barreira placentária e é secretada no leite materno. Como qualquer droga, o medicamento só deve ser usado durante a gravidez e o aleitamento caso seja essencial.

    Categoria de risco na gravidez: B.

    Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

    Exclusivo xarope
    Não contém açúcar.

    Gotas
    O tratamento com cloridrato de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) pode mascarar sintomas associados com carcinoma do estômago e por essa razão, retardar o diagnóstico da doença. Consequentemente, quando houver suspeita de úlcera gástrica, a possibilidade de malignidade deve ser excluída antes de iniciar o tratamento.

    O uso de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) deve ser evitado em pacientes com história de porfiria, visto que há raros relatos de crises de porfiria aguda precipitados pelo uso de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa).

    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) é excretada por via renal. Em pacientes com insuficiência renal severa (clearance de creatinina abaixo de 50 ml/min) poderá ocorrer acúmulo de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa), como resultado de elevadas concentrações plasmáticas.

    Em pacientes com cirrose hepática compensada, as alterações de biodisponibilidade, distribuição e meia-vida do Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) são mínimas, não sendo necessário ajuste de doses, contudo deve ser monitorizada a função hepática com dosagem de transaminases. No caso de aumento de níveis de transaminases durante o tratamento com Ranitidina (substância ativa), a medicação deverá ser descontinuada.

    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) atravessa a barreira placentária e é também excretado no leite materno, que pode possivelmente, suprimir a acidez gástrica, inibir o metabolismo do Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) e causar estimulação do sistema nervoso central do bebê.

    Portanto, não se recomenda a utilização de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) na gravidez e lactação, embora doses terapêuticas administradas a pacientes obstétricas em trabalho de parto ou que iriam se submeter à cesariana não provocaram qualquer efeito adverso durante o trabalho de parto ou período neonatal.

    É recomendada a regular supervisão de pacientes com úlcera péptica que estejam utilizando medicamentos antiinflamatórios não esteroidais, especialmente idosos.

    O produto deve ser administrado com cautela em pacientes portadores de disfunções hepáticas e discrasias sanguíneas.

    Categoria de risco na gravidez: B.

    Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

    Este medicamento não contém açúcar.

    Qual a ação da substância Cloridrato de Ranitidina?
    Resultados de Eficácia
    Comprimido/Xarope
    Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) proporcionou cura da úlcera duodenal em 83% dos pacientes, comparado com 32% do grupo placebo, após quatro semanas de tratamento. Pacientes com úlcera gástrica tratados por 12 semanas alcançaram a cura em 89% dos casos, comparados com 72% do grupo placebo. Taxas de cura para esofagite erosiva foram 83 e 81%, respectivamente, para os grupos que usaram 150 e 300 mg de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) (grupo placebo = 58%).

    JOHNSON, JA; et al. Ranitidine 300 mg at bedtime is effective for gastric ulcers: a 12-wk, multicenter, randomized, double-blind, placebo-controlled comparison. The Ranitidine 300 mg HS Gastric Ulcer Study Group. Am J Gastroenterol. [S.l.], v. 88, n. 7, p. 1071-75, 1993.
    ROUFAIL, W; et al. A study of two hundred and eight patients in premature labour treated with orally administered Ranitidine for erosive oesophagitis: a double-blind, placebo-controlled study. Glaxo Erosive Esophagitis Study Group. Aliment Pharmacol Ther. [S.l.], v. 6, n. 5, p. 597-607, 1992.
    LEE, FI. Comparison of twice-daily ranitidine and placebo in the treatment of duodenal ulcer – a multicentre study in the United Kingdom. [S.l.], v. 29, n. 3, p. 127-129, 1982.

    Gotas
    Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)
    Em estudo clínico aberto, não controlado, prospectivo e consecutivo em 49 crianças e adolescentes de 1 ano e 1 mês a 17 anos e 3 meses (mediana = 7 anos e 8 meses) de ambos os sexos com esofagite de refluxo, administrou-se Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) (4 mg/kg) em 2 doses durante 8 semanas, associada à terapia postural e dietética. Após o diagnóstico endoscópico de esofagite, os pacientes foram avaliados clinicamente antes e durante o tratamento: após 8, 15, 30 e 60 dias.

    Foi realizada endoscopia de controle após 60 dias. Do total de 49 pacientes, 40 completaram o estudo. A eficácia foi avaliada através da evolução clínica e dos achados endoscópicos. Houve regressão total ou parcial dos sintomas em 96% dos pacientes e melhora ou cura endoscópica em 81,5%; porém levando-se em consideração o grau de esofagite, o tratamento foi eficaz em 86% da esofagite grau I comparados a 43% da esofagite grau II. Do total de 38 pacientes, 50% foram considerados curados, 45% melhorados e 5% inalterados.

    Em estudo com 58 pacientes com diferentes doenças relacionadas à hipersecreção e refluxo gastroesofágico, incluindo DRGE (n = 20); úlcera gástrica e duodenal (n = 10) e gastrite e duodenite (n = 7), utilizou-se Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) tanto em forma de solução oral (dose de ataque de 10 mg/kg por 8 semanas seguida por 5 mg/kg/ dia como terapia de manutenção por 1 ano). Dos 20 pacientes com DRGE, 14 foram avaliados com métodos complementares de diagnóstico histológico e endoscópico, 4 foram avaliados clinicamente e 2 mantiveram-se em acompanhamento clínico após o término do estudo. Observou-se uma taxa global de cicatrização de 85%, sendo o tratamento considerado eficaz e bem tolerado.

    Em um estudo duplo-cego, cruzado e controlado por placebo realizado durante quatro semanas em 37 crianças e adolescentes (idade média de 14 anos) com asma brônquica, foram utilizadas doses de 300 mg de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) (150 mg quando o peso era inferior a 40 kg), administrada em dose única noturna, durante quatro semanas. Em avaliações anteriores 18 dos 37 pacientes haviam tido diagnóstico de DRGE com pHmetria esofágica de 24 horas e os restantes 19 pacientes com DRGE serviram como controle para os possíveis efeitos do Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) sobre a asma, não relacionadas com a redução do quadro de refluxo.

    Observou-se redução estatisticamente significativa (30%) dos sintomas de asma noturna, relacionada à ação das Ranitidinass em pacientes com DRGE com asma comparada àqueles com DRGE sem asma. Houve correlação significativa entre a melhora dos sintomas da asma e do grau de refluxo ácido.

    Prevenção de úlceras com risco de sangramento
    Durante o período de 1 ano, 165 pacientes com um ou mais fatores de risco para hemorragia digestiva alta foram randomizados em quatro grupos. Um total de 140 pacientes completou o estudo, com 35 pacientes em cada grupo.

    Os grupos foram divididos em: controle, almagate 25-5 mL/kg a cada 2 horas por sonda nasogástrica; Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) 1,5 mg/kg a cada 6 horas endovenosa (EV) e sucralfato 0,5 a 1 g cada 6 horas por sonda nasogástrica. Foram determinados o pH intragástrico e hemorragias macroscópicas a cada 2 horas em todos os pacientes até o final do estudo.

    A taxa de ocorrência de hemorragia digestiva alta foi maior (20%) no grupo controle do que no resto dos grupos (5,7%), p < 0,01. Não houve diferenças entre os outros grupos (almagate 5,7%, Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) 8,5% e sucralfato 2,8%). A profilaxia com almagate, Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) ou sucralfato reduziu a taxa de ocorrência de hemorragia digestiva clinicamente importante.

    Tratamento de úlceras gástricas ou duodenais
    Em estudo com 12 crianças, foram avaliados os parâmetros farmacocinéticos e farmacodinâmicos do Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) em pacientes com úlcera gástrica ou duodenal documentadas. Inicialmente, a medicação foi administrada por via EV, para avaliar a concentração sérica necessária para obter-se a supressão gástrica em pelo menos 90% e posteriormente foram calculadas as doses orais correspondentes, as quais foram administradas em dias separados da formulação endovenosa.

    As concentrações séricas necessárias para a inibição da secreção gástrica em pelo menos 90% variou de 40 a 60 ng/mL. Durante as 6 semanas do tratamento oral não foram observados efeitos adversos clínicos ou bioquímicos e a reavaliação endoscópica mostrou completa cicatrização das úlceras.

    Referências:

    Kawakami, E. et al. Avaliaçäo da eficácia da ranitidina na esofagite de refluxo em crianças e adolescentes/ Evaluation of efficacy of ranitidine in reflux esophagitis in children and adolescents. Folha Med; 117(2): 165-70, set.-out. 1998.
    Scorza, A et al. Ranitidine in children with peptic ulcer and patients with pancreatic cystic fibrosis. Int J Clin Pharmacol Res; 10(3): 179-82, 1990.
    Gustafsson, P.M.; Kjellman, N.I.; Tibbling, L. A trial of ranitidine in asthmatic children and adolescents with or without pathological gastro-oesophageal reflux. Eur Respir J; 5(2): 201-6, 1992.
    Lopez-Herce, J. Frequency and prophylaxis of upper gastrointestinal hemorrhage in critically ill children: a prospective study comparing the efficacy of almagate, ranitidine, and sucralfate. The Gastrointestinal Hemorrhage Study Group. Crit Care Med; 20(8): 1082-9, 1992.
    Blumer, J.L. et al. Reed M. Pharmacokinetic determination of ranitidine pharmacodynamics in pediatric ulcer disease. J Pediatr;107(2):301-6, 1985.

    Características Farmacológicas
    Comprimido/Xarope
    Propriedades farmacodinâmicas
    Mecanismo de ação
    O princípio ativo de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) é um antagonista do receptor histamínico H2 dotado de alta seletividade e rápido início de ação. Inibe a secreção basal e a secreção estimulada de ácido gástrico, reduzindo tanto o volume quanto o conteúdo de ácido e de pepsina da secreção.

    Efeitos Farmacodinâmicos
    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) tem, relativamente, ação de longa duração. Portanto, a dose única de 150 mg inibe de forma eficaz a secreção ácida gástrica por 12 horas. Evidências clínicas demonstraram que a combinação do Cloridrato de Ranitidina oral com a amoxicilina e o metronidazol é capaz de erradicar o Helicobacter pylori em aproximadamente 90% dos pacientes.

    Essa terapia combinada mostrou ser capaz de reduzir significativamente a recorrência de úlcera duodenal. A infecção por H. pylori ocorre em cerca de 95% dos pacientes com úlcera duodenal, e em 80% daqueles com úlcera gástrica.

    Propriedades farmacocinéticas
    Absorção
    Após a administração oral de 150 mg de Cloridrato de Ranitidina, as concentrações plasmáticas máximas (300 a 550 ng/mL) ocorreram após 1-3 horas. Dois picos distintos ou um platô na fase de absorção resultam da reabsorção da droga excretada para o intestino.

    A biodisponibilidade absoluta do Cloridrato de Ranitidina é de 50-60%, e as concentrações plasmáticas aumentam de maneira proporcional ao aumento da dose até 300 mg.

    Distribuição
    Cloridrato de Ranitidina não mostra ligação extensa a proteínas plasmáticas (15%), mas exibe um grande volume de distribuição variando de 96 a 142 litros.

    Metabolismo
    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) não é extensivamente metabolizada. Seu metabolismo após a administração oral é similar ao observado após o uso intravenoso. Cerca de 6% da dose são excretados na urina como N-óxido, 2% como S-óxido, 2% como desmetil-ranitidina e 1% a 2% como análogo do ácido furoico.

    Eliminação
    A concentração plasmática diminui de maneira biexponencial, com uma meia-vida terminal de duas a três horas. A principal via de eliminação é a renal. Após administração oral de 150 mg de 3H-ranitidina, 96% da dose foi recuperada, 26% nas fezes e 70% na urina, dos quais 35% consistiam na droga original inalterada. Menos de 3% da dose é excretada na bile. O clearence renal é de aproximadamente 500 mL/min, o que excede a fitração glomerular, indicando secreção renal tubular.

    Pacientes acima de 50 anos de idade
    Em pacientes com mais de 50 anos de idade, a meia-vida é prolongada (3 a 4 horas) e o clearance é reduzido, o que é compatível com a diminuição da função renal relacionada à idade. No entanto, a exposição sistêmica e o acúmulo são 50% maiores.

    Essa diferença excede o efeito da função renal em declínio e indica aumento da biodisponibilidade nesse grupo de pacientes.

    Gotas
    Farmacodinâmica
    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) é um antagonista do receptor H2 da histamina e caracteriza-se pela elevada seletividade e rápido início de ação. O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) inibe a secreção de suco gástrico basal, diurna e noturna, tanto quanto a estimulada por alimentos, betazol, cafeína, insulina, pentagastrina e reflexo fisiológico vagal. Seu efeito reduz o volume e a concentração de ácido e pepsina. O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) não afeta, diretamente, a secreção de pepsina, que é reduzida proporcionalmente ao volume de suco gástrico.

    Farmacocinética
    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) é rapidamente absorvida pelo trato gastrintestinal atingindo picos de concentração plasmática em aproximadamente 2 a 3 horas após a administração oral.

    Os alimentos não afetam a absorção de maneira significativa. A biodisponibilidade da Ranitidina (substância ativa) após administração oral é de cerca de 50%.

    A meia-vida de eliminação é de cerca de 2 a 3 horas, aumentando nos casos de insuficiência renal. Uma pequena parte da Ranitidina (substância ativa) é metabolizada no fígado formando metabólitos ativos, no entanto, a proporção desses metabólitos é de apenas 4 a 6% da dose administrada.

    Cerca de 30% da dose oral administrada é excretada na forma inalterada na urina em 24 horas, primariamente por secreção tubular ativa, embora haja também uma parcela de excreção fecal.

    O Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) cruza a barreira placentária e é distribuída no leite materno.

    A concentração mínima no leite materno após uso de múltiplas doses ocorre entre 1 a 2 horas após a administração da dose e a concentração máxima no leite ocorre por volta do final de 12 horas de intervalo após a dose.

    Em alguns indivíduos pode ser observado um segundo pico de concentração plasmática devido à circulação enterohepática, contudo, estudos demonstraram que apenas 0,35 a 1,0% da dose de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) (300 mg) foi excretada pela bile após 24 horas.

    Em neonatos, devido à limitação de função renal no primeiro mês de vida, é esperado que ocorra redução do clearence de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa).

    Amostras de sangue colhidas após uma única dose intravenosa (IV) de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) (2,4 mg/kg) em 27 recém-nascidos a termo, sem insuficiência renal ou hepática, revelaram os seguintes dados farmacocinéticos: meia-vida de eliminação = 3,45 horas; volume total de distribuição = 1,52 litros/kg; depuração plasmática total = 5,02 mL/kg/minuto.

    A análise descritiva dos valores obtidos em estudo realizado com 34 voluntários sadios com administração de dose única de solução oral de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) 40 mg/mL, com desenho Crossover 2×2 padrão, comparando-se aos valores obtidos com a administração de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) xarope 150 mg/10 mL, com amostras coletadas no intervalo de 0 hora até 12 horas, visando avaliar os parâmetros farmacocinéticos de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) Gotas solução oral, está resumida na tabela abaixo.

    Média e Desvio Padrão dos parâmetros Farmacocinéticos de Cloridrato de Ranitidina (substância ativa) solução oral 40 mg/mL

  • Ao menos duas farmacêuticas iniciaram o recolhimento de alguns lotes de medicamentos usados no tratamento de úlcera gástrica por conta de uma possível contaminação com substância de potencial cancerígeno.

    Nesta segunda-feira (20), a Medley anunciou o recall de lotes de remédios a base de cloridrato de ranitidina, que podem estar contaminados com N-nitrosodimetilamina (NDMA). Em dezembro do ano passado, a Aché suspendeu a comercialização e a fabricação de medicamentos com este composto.

    A NDMA é uma molécula do grupo das nitrosaminas. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), elas são impurezas que, a longo prazo, podem aumentar o risco de câncer. A agência alertou em um comunicado que esta impureza pode ser formada em laboratório durante a sintetização de alguns produtos a base de nitritos.

    A Anvisa pediu que empresas adotem medidas de precaução para a produção de medicamentos livres desta contaminação. Segundo a Anvisa, a suspensão de medicamentos contaminados com NDMA é uma medida preventiva, porque estudos em animais classificaram a molécula como um potencial agente cancerígeno.

    Em nota publicada na terça-feira (14), a Anvisa recomendou “fortemente” que as empresas reavaliem os métodos de processamento para evitar a contaminação. Em setembro do ano passado, a agência suspendeu a importação de ranitidina fabricada por um laboratório indiano por conta da detecção de NDMA na composição.

    O que vai ser recolhido?
    Foi anunciado o recolhimento de medicamentos de dois laboratórios brasileiros. A Medley, unidade de negócios de genéricos no Brasil do laboratório francês Sanofi, faz o recolhimento voluntário de Ranitidina 150 mg e 300 mg. (Veja abaixo a lista com os lotes dos medicamentos recolhidos pela farmacêutica).

    A empresa recomendou que os pacientes entrem em contato com o SAC da empresa pelo telefone 0800 729 8000 de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

    Já o Aché Laboratórios Farmacêuticos disse em nota que o recolhimento dos medicamentos Label comprimidos, Label xarope e os genéricos de cloridrato de ranitidina foi protocolado na Anvisa em dezembro do ano passado.

    A empresa disse que segue as solicitações da agência e que acompanha as discussões sobre os riscos da NDMA. A farmacêutica reforçou que os pacientes com estes medicamentos devem entrar em contato com a central de atendimento no telefone 0800-701-6900 ou pelo e-mail cac@ache.com.br.

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  • Sem categoria 03.12.2019 No Comments

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu por unanimidade, nesta terça-feira, regulamentar o registro de medicamentos à base de cannabis. A norma entrará em vigor 90 dias após a publicação e deverá ser revista três anos após a publicação no Diário Oficial.

    A diretoria da agência decidiu, no entanto, arquivar a proposta de resolução que previa autorizar o plantio de maconha por empresas para fins medicinais. A proposta do relator foi rejeitada por três votos a um. O único conselheiro a votar a favor foi o diretor-presidente William Dib.

    A discussão sobre o tema começou em 2014 na Agência, mas só chegou ao plenário da Diretoria Colegiada neste ano. O debate foi concluído após interrupção temporária depois que dois conselheiros, Fernando Mendes e Antonio Barra, pediram vista. Relator das propostas, William Dib já havia votado a favor da regulamentação desses temas.

    Durante os três anos ao longo dos quais a regra estará valendo, os compostos feitos com cannabis serão enquadrados em uma classificação especial chamada “produtos à base de cannabis“, sujeitos à regulação da Anvisa.

    Segundo a Agência, eles ainda não podem ser definidos como “medicamentos”, porque não há comprovações científicas suficientes sobre a eficácia e a segurança desses produtos

    O diretor Fernando Mendes propôs um texto substitutivo para a medida de regulamentação incluindo esse modelo alternativo para a classificação desses produtos com o objetivo de evitar a fragilização no processo de autorização de outros tipos de medicamentos.

    Mendes argumentou que os medicamentos à base de cannabis atendem aos critérios exigidos para os demais medicamentos, mas, como os produtos à base da planta ainda não foram objeto de estudos clínicos consistentes, classificá-los nesse grupo poderia acabar abrandando os critérios para autorização de outros tipos de remédios.

    Pela proposta, as empresas devem continuar a realização de pesquisas científicas para comprovar a eficácia e segurança dos produtos à base da planta.

    THC abaixo de 0,2%

    De acordo com a proposta aprovada pela Anvisa, os medicamentos produzidos à base da planta devem ter percentual abaixo de 0,2% de THC. Esses medicamentos só poderão ser comprados com receita médica.

    No caso de produtos com percentual de THC acima de 0,2%, a prescrição é autorizada somente a pacientes terminais “que tenham esgotado as alternativas terapêuticas”.

    As empresas produtoras devem apresentar plano de gerenciamento de risco e estudos clínicos sobre o produto com apresentação de resultados positivos. A norma impede a produção de cosméticos, alimentos e cigarros do rol de produtos permitidos.

    — A atuação da Anvisa na garantia do acesso da população a medicamentos de qualidade, eficazes e seguras, passa por analise técnica, a partir da realização de pesquisa clínicas e análise da segurança e eficácia (do medicamento) — afirmou Mendes.

    Para terem registro autorizado, as empresas interessadas em produzir esse tipo de remédio deverão garantir, segundo a resolução, controle de qualidade. É necessário ainda que haja base técnica e científica para justificar a formulação do medicamento.

    Os produtos só poderão ser comercializados em farmácias, com exceção das de manipulação, e deverão ser vendidos por um farmacêutico. Para produzir os medicamentos, as empresas poderão importar a cannabis “semielaborada”, ou seja, não será permitida a importação da planta e sim o substrato da cannabis.

    Além disso, os estabelecimentos devem estar registrados no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

    A proposta prevê que a Anvisa implementará um programa especial de monitoramento desses produtos. Caso ocorra algum incidente relacionado ao medicamento, a empresa produtora do remédio deve informar a Anvisa em até 72 horas. A embalagem dos produtos também será submetida a regras específicas.

    Esses produtos deverão ter uma faixa preta horizontal. No caso de medicamentos com índice inferior de 0,2% de THC, a caixa deverá trazer os dizeres “Venda sob prescrição médica”e “só pode ser vendido com retenção de receita”. Para os produtos com percentual superior a 0,2%, além da exigência de prescrição, a caixa deve conter a mensagem “Uso desse produto pode causar dependência física ou psíquica”.

    Fonte: Globo

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