• Ivermectina, para o que é indicado e para o que serve?

    Este medicamento é destinado ao tratamento de:

    • Estrongiloidíase intestinal: infecção causada por parasita nematoide Strongyloides stercoralis;
    • Oncocercose: infecção causada por parasita nematoide Onchocerca volvulus.
      Nota: a ivermectina não possui atividade contra parasitas Onchocerca volvulus adultos. Os parasitas adultos residem em nódulos subcutâneos, frequentemente não palpáveis. A retirada cirúrgica desses nódulos (nodulotomia) pode ser considerada no tratamento de pacientes com oncocercose, já que esse procedimento elimina os parasitas adultos que produzem microfilárias.
    • Filariose: infecção causada por parasita Wuchereria bancrofti;
    • Ascaridíase: infecção causada por parasita Ascaris lumbricoides;
    • Escabiose: infestação da pele causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei;
    • Pediculose: dermatose causada pelo Pediculus humanus capitis.

    Quais as contraindicações do Ivermectina?

    Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com hipersensibilidade à Ivermectina ou aos demais componentes deste medicamento.
    Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com meningite ou outras afecções do Sistema Nervoso Central que possam afetar a barreira hematoencefálica, devido aos seus efeitos nos receptores GABA-érgicos do cérebro.
    Este medicamento é contraindicado para uso por crianças com menos de 15 kg ou menores de 5 anos.

    Como usar o Ivermectina?

    Os comprimidos de Ivermectina devem ser ingeridos com água.

    Estudos mostraram doses entre 150 mcg/kg a 200 mcg/kg por dia, dose única, oral, dependendo do agente etiológico.

    Estrongiloidíase – Filariose – Ascaridíase – Escabiose – Pediculose

    A dosagem recomendada de Ivermectina para o tratamento destas afecções numa única dose oral visa fornecer aproximadamente 200 mcg de Ivermectina por kg de peso corporal. Consulte a Tabela 1 para orientar-se em relação à dosagem. Em geral, não são necessárias outras doses. Contudo, devem ser feitos exames de fezes para acompanhamento (estrongiloidíase) e avaliações clínicas (demais afecções), para verificar a eliminação da infecção.

    Tabela 1. Orientação de dosagem de Ivermectina para estrongiloidíase, filariose, ascaridíase, escabiose e pediculose

    Oncocercose
    A dosagem recomendada de Ivermectina para o tratamento da oncocercose é uma dose oral única que visa fornecer aproximadamente 150 mcg de Ivermectina por quilo de peso corporal. Consulte a Tabela 2 para orientar-se em relação à dosagem. Em campanhas de distribuição em massa, inseridas em programas de tratamento internacional, o intervalo entre doses usado de forma mais comum foi de doze meses. No tratamento individual de pacientes, pode-se reconsiderar uma nova dosagem em intervalos de três meses.

    Tabela 2. Orientação de dosagem de Ivermectina para a oncocercose

    Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Ivermectina?

    As reações adversas são, em geral, de natureza leve e transitória. Durante o tratamento com Ivermectina podem ocorrer raramente as seguintes reações: diarreia e náusea, astenia, dor abdominal, anorexia, constipação e vômitos.

    Relacionadas ao sistema Nervoso Central podem ocorrer:
    Tontura, sonolência, vertigem e tremor.

    As reações epidérmicas incluem:
    Prurido, erupções e urticária.

    As reações do tipo Mazzotti e oftálmicas, associadas ao tratamento da oncocercose ou à própria doença, não devem ser esperadas em pacientes com estrongiloidíase tratados com Ivermectina.

    Estas reações são de frequência desconhecida.

    Oncocercose
    As reações de hipersensibilidade resultantes da morte das microfilárias após o tratamento com Ivermectina provocam sintomas de reação do tipo Mazzotti: artralgia/sinovite, dor abdominal, aumento e sensibilidade dos nódulos linfáticos, principalmente os nódulos axilares, cervical e inguinal; prurido, edema, erupções, urticária e febre.

    Reações oftálmicas durante o tratamento da oncocercose são raras e podem estar ligadas à doença. Estes efeitos secundários após o tratamento com Ivermectina, podem ser: sensação de anormalidades nos olhos, edema de pálpebra, uveíte anterior, conjutivite, limbite, queratite e coriorretinite ou coroidite. Raramente elas podem tornar-se graves ou são associadas com perda de visão e, de forma geral, são resolvidas sem a necessidade de tratamento com corticosteroides.

    Gerais
    As seguintes reações adversas foram relatadas com o uso da droga:
    Edema facial e periférico, hipotensão ortostática e taquicardia. Cefaleia e mialgia relacionadas à droga ocorreram em menos de 1% dos pacientes.

    A hipotensão (principalmente a hipotensão ortostática) e a exacerbação da asma brônquica foram relatadas desde a comercialização da droga em vários países.

    Alterações em testes de laboratório
    Foram relatadas as seguintes anormalidades em testes de laboratório durante as experiências com o medicamento: eosinofilia transitória, elevação das transaminases e aumento da hemoglobina (1%). Leucopenia e anemia foram verificadas em um paciente.

    Dados de um estudo multicêntrico, realizado dentro do Programa de Controle da Oncocercose, o qual tratou 50.929 pacientes, com dose única de Ivermectina, acompanhados por 72 horas pós tratamento; mostrou 2,4% de reações adversas moderadas e 0,24 % de reações severas (93 casos). As reações severas mais frequentes foram hipotensão postural sintomática e dispneia severa. Não houve nenhum caso de morte pós tratamento.

    Dentro das reações adversas mais comuns, relatou-se: cefaleia, dor muscular, dispneia, dores pelo corpo, febre, reações cutâneas, náusea, anorexia, vômitos, edema face e membros.

    Podemos dizer que as reações adversas severas são classificadas nesta população como: Infrequentes (incomuns) (? 1/1000 e ? 1/100 casos).

    Referência:

    Sole G, Remme J, Awadzi Ket al. Adverse reactions after large-scale treatment of onchocerciasis with ivermectin: combined results from eight community trials. Bull World Health Organ. 1989;67(6):707-19. PMID: 2633886

    Em casos de eventos adversos, notifique à empresa e ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos – Vigimed, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Ivermectina maior do que a recomendada?

    Foi observada letalidade significativa em camundongos e ratos após doses orais únicas de 25 a 50 mg/kg e de 40 a 50 mg/kg de ivermectina, respectivamente. Não foi observada letalidade significativa em cães após doses orais únicas de até 10 mg/kg. Nessas dosagens, observaram-se os seguintes sinais relacionados ao tratamento: ataxia, bradipneia, tremores, ptose, redução de atividade, vômitos e midríase. Na intoxicação acidental ou na exposição significativa a quantidades desconhecidas de formulações veterinárias de ivermectina em humanos, seja por ingestão, inalação, injeção ou exposição de áreas do corpo, os seguintes efeitos adversos foram relatados com maior frequência: erupção cutânea, edema, dor de cabeça, tontura, astenia, náusea, vômito e diarreia.

    Entre outros efeitos adversos relatados estão convulsões, ataxia, dispneia, dor abdominal, parestesia e urticária. Massi, D. et al. publicaram um relato de caso na literatura africana em 2017 com paciente que, após dosagem repetida 15 dias após a dosagem de 150mcg/Kg, apresentou encefalopatia, obnubilação e cegueira bilateral. Em casos de intoxicação acidental, a terapia de apoio, quando indicada, deve incluir a administração parenteral de fluidos e eletrólitos, assistência respiratória (oxigênio e ventilação mecânica, quando necessário) e agentes hipertensores nos casos de hipotensão clinicamente significativa. Pode ser indicada a indução de vômitos e/ou lavagem gástrica o mais rápido possível, seguida de laxantes e outras medidas anti-envenenamento rotineiras, quando necessário, para evitar a absorção do produto ingerido.

    Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

    Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Ivermectina com outros remédios?

    Não há relatos sobre interações medicamentosas com a Ivermectina; no entanto, deve ser administrada com cautela a pacientes em uso de drogas que deprimem o Sistema Nervoso Central.

    Quais cuidados devo ter ao usar o Ivermectina?

    Após o tratamento com drogas microfilaricidas, os pacientes com oncodermatite hiperreativa (sowda) podem apresentar maior probabilidade que outros de sofrer reações adversas severas, especialmente edemas e agravamento da oncodermatite.

    Estrongiloidíase
    O paciente deve ser lembrado da necessidade de submeter-se a exames de fezes repetidos para comprovar a ausência do parasita Strongyloides stercoralis.

    Oncocercose
    O paciente deve ser lembrado de que o tratamento com Ivermectina não elimina os parasitas Onchocerca adultos e, portanto, normalmente é necessário repetir o acompanhamento, podendo ser requisitado um novo tratamento.

    Filariose
    O paciente deve ser advertido de que a medicação elimina apenas as microfilárias e, portanto, não haverá reversão das alterações clínicas já existentes decorrentes dos parasitas adultos.

    Ascaridíase
    O paciente deve ser lembrado da necessidade de submeter-se a exames de fezes para acompanhamento e certificação de cura.

    Pediculose e Escabiose
    O paciente deverá ser reavaliado no intervalo de 1 a 2 semanas para certificar-se da cura. Nesses casos também devem ser tratados os contactantes infestados.

    Dados históricos demonstram que as drogas microfilaricidas como citrato de dietilcarbamazina (DEC), podem causar reações cutâneas e/ou sistêmicas de variada gravidade (reações de Mazzotti) e reações oftálmicas em pacientes com oncocercose. Essas reações provavelmente se devem a respostas alérgicas e inflamatórias à morte das microfilárias. Pacientes com oncocercose tratados com a Ivermectina podem sofrer essas reações, além de possíveis reações adversas relacionadas com a própria droga.

    O tratamento de severas reações de Mazzotti não foi submetido a estudos clínicos controlados. Hidratação oral, repouso, soluções salinas intravenosas e/ou corticosteroides parenterais foram usados no tratamento da hipotensão postural. Anti-histamínicos e/ou ácido acetilsalicílico foram usados na maioria dos casos leves a moderados.

    Estrongiloidíase em hospedeiros imunocomprometidos
    Em pacientes imunocomprometidos (incluindo os portadores de HIV) em tratamento de estrongiloidíase intestinal, pode ser necessário repetir a terapia. Estudos clínicos adequados e bem controlados não foram conduzidos nesses pacientes para a determinação da dosagem ótima. Vários tratamentos, com intervalos de duas semanas, podem ser necessários e a cura pode não ser conseguida. O controle de estrongiloidíase não intestinal nesses pacientes é difícil e pode ser útil a terapia supressiva, isto é, uma vez por mês.

    Sarna crostosa em hospedeiros imunocomprometidos
    Em pacientes imunocomprometidos (incluindo os portadores de HIV) em tratamento de sarna crostosa, pode ser necessário repetir a terapia.

    Uso em idosos
    As recomendações para pacientes idosos são semelhantes às destinadas aos pacientes adultos.

    Uso em crianças
    Como ainda não se dispõe de dados clínicos suficientes referentes ao tratamento de crianças menores de 5 anos ou com menos de 15 kg, o uso deste medicamento por pacientes desta faixa etária não deve ser realizado. Não foram estabelecidas a segurança e eficácia em crianças com menos de 15 kg ou menores de 5 anos.

    Gravidez
    Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas.

    Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. A Ivermectina está enquadrada na categoria de risco C.

    Amamentação
    A Ivermectina é excretada no leite materno em baixas concentrações. O tratamento de mães que planejam amamentar somente deve ser feito quando o risco de retardar o tratamento da mãe superar o possível risco para o lactente.

    Carcinogenicidade, mutagenicidade e teratogenicidade
    Não foram realizados estudos em longo prazo com animais para avaliar o potencial carcinogênico da Ivermectina. A Ivermectina não evidenciou sinais de genotoxicidade no ensaio de Ames para verificação de mutagenicidade microbiana in vitro com Salmonella typhimurium, variedades TA1535, TA1537, TA98 e TA100, com e sem ativação de sistema enzimático de fígado de rato, bem como em ensaios de citotoxicidade e mutagenicidade empregando linfoma de camundongo linhagem L5178Y e em ensaio de síntese de DNA com fibroblastos humanos.

    A Ivermectina demonstrou ser teratogênica em camundongos, ratos e coelhos quando administrada em doses repetidas de 0,2; 8,1 e 4,5 vezes a dose máxima recomendada para humanos, respectivamente (baseada em mg/m2 /dia). A teratogenicidade foi caracterizada nas três espécies testadas por fissuras palatinas. Observou-se também deformação das patas dianteiras em coelhos. Esses efeitos foram obtidos somente com doses iguais ou próximas aos níveis tóxicos para as fêmeas prenhes. Portanto, a Ivermectina não parece ser seletivamente tóxica para o feto em desenvolvimento. A Ivermectina não teve efeitos adversos sobre a fertilidade de ratos em estudos com doses repetidas de até três vezes a dose máxima recomendada para humanos, de 200 mcg/kg (baseada em mg/m2 /dia).

    Para evitar futuras infestações por parasitas, orientar o paciente a adotar as seguintes medidas:

    • Manter limpas as instalações sanitárias e lavar as mãos após utilizá-las;
    • Evitar andar descalço;
    • Cortar e manter limpas as unhas;
    • Beber água filtrada ou fervida;
    • Lavar e cozinhar bem os alimentos;
    • Manter os alimentos e depósitos de água cobertos;
    • Combater os insetos;
    • Lavar as mãos antes das refeições;
    • Lavar os utensílios domésticos;
    • De forma cuidadosa para se evitar queimaduras, ferver roupas íntimas,de cama e banho (lençóis, fronhas e toalhas) do paciente e troca-las diariamente. Utensílios e acessórios (escovas de cabelo, pentes, presilhas de cabelo e bonés) devem ser higienizados da mesma forma Estas medidas se estendem a todos os membros da família;
    • Não compartilhar objetos de uso pessoal, tais como pentes e bonés;
    • Evitar contato direto com outras pessoas durante o tratamento (infectadas ou não);
    • Todas as pessoas da família devem verificar se estão infestadas. Em caso positivo, procurar orientação médica para o correto tratamento simultâneo de todos os infestados para evitar-se a re-infestação cruzada entre os membros da família.

    Qual a ação da substância Ivermectina?
    Resultados de Eficácia

    Estrongiloidíase
    A estrongiloidíase é uma infecção parasitária que pode desenvolver quadros clínicos graves e que, além do comprometimento intestinal, pode causar lesões cutâneas, broncopulmonares, hepáticas, biliares, miocárdicas e mesentéricas.

    A eficácia da ivermectina no tratamento da estrongiloidíase tem sido demonstrada em vários estudos1-3 . Marty et al4 demonstraram eficácia superior da ivermectina em comparação com o albendazol no tratamento da estrongiloidíase e Torres et al5 demonstraram a eficácia da ivermectina no tratamento da estrongiloidíase em pacientes imunodeprimidos.

    Oncocercose
    A oncocercose é uma filariose que compromete a pele e o aparelho visual, causada por Onchocerca volvulus. É transmitida através de um vetor, o díptero simulídeo, conhecido popularmente como “pium” ou “borrachudo”.

    A eficácia da Ivermectina no tratamento da oncocercose tem sido demonstrada em vários estudos6-11, já tendo sido demonstrado que a Ivermectina tem maior eficácia que a dietilcarbamazina no tratamento da oncocercose 12.

    Filariose
    A filariose linfática humana, conhecida também como elefantíase no Brasil, é causada pelo helminto Wuchereria bancrofti e transmitida por mosquitos do gênero Culex, nos quais as microfilárias se desenvolvem e atingem o estágio infectante. Os vermes adultos vivem nos linfonodos e vasos linfáticos, e as microfilárias são encontradas no sangue periférico. No tratamento e controle da disseminação da filariose, a dietilcarbamazina apresenta resultados relativamente fracos, associados ao elevado índice de reações adversas em relação à Ivermectina.

    A eficácia da Ivermectina no tratamento da filariose tem sido demonstrada por vários estudos13-18.

    Filariose

    A filariose linfática humana, conhecida também como elefantíase no Brasil, é causada pelo helminto Wuchereria bancrofti e transmitida por mosquitos do gênero Culex, nos quais as microfilárias se desenvolvem e atingem o estágio infectante. Os vermes adultos vivem nos linfonodos e vasos linfáticos, e as microfilárias são encontradas no sangue periférico. No tratamento e controle da disseminação da filariose, a dietilcarbamazina apresenta resultados relativamente fracos, associados ao elevado índice de reações adversas em relação à Ivermectina.

    A eficácia da Ivermectina no tratamento da filariose tem sido demonstrada por vários estudos13-18.

    Ascaridíase

    A ascaridíase é causada por um parasita helmíntico denominado Ascaris lumbricoides. A prevalência desta doença dá-se em regiões de ambiente quente com condições sanitárias precárias em que os parasitas encontrem-se presentes e, em casos de contaminação de alimentos e fontes de água.

    A eficácia da Ivermectina no tratamento da ascaridíase tem sido demonstrada por diversos estudos 1,3,4,19,20,39,40.

    Escabiose

    A escabiose ou sarna humana é uma dermatose de alta incidência no Brasil, produzida pelo ácaro Sarcoptes scabiei. A sarna crostosa ou norueguesa tem tido um aumento de incidência, principalmente em pacientes imunodeprimidos.

    A eficácia da Ivermectina via oral no tratamento da escabiose foi demonstrada em vários estudos23-26.

    Atualmente existe consenso na literatura científica sobre a importância da Ivermectina no tratamento da escabiose26-28. Além disso, também foi demonstrada a eficácia da Ivermectina via oral no tratamento da escabiose em imunodeprimidos29 e durante a ocorrência de surtos em instituições 27.

    A eficácia da Ivermectina no tratamento da sarna norueguesa ou crostosa também foi demonstrada por diversos estudos30-34.

    Pediculose

    A pediculose é uma dermatose de alta incidência no Brasil, produzida pelo Pediculus humanus capitis, que pode ser tratada com dose única de Ivermectina, cuja administração por via oral apresenta vantagens em relação aos tratamentos tópicos alternativos.

    A eficácia da Ivermectina via oral no tratamento da pediculose, incluindo os casos resistentes, foi demonstrada em vários estudos 35-40.

    Referências bibliográficas

    A ascaridíase é causada por um parasita helmíntico denominado Ascaris lumbricoides. A prevalência desta doença dá-se em regiões de ambiente quente com condições sanitárias precárias em que os parasitas encontrem-se presentes e, em casos de contaminação de alimentos e fontes de água.

    A eficácia da Ivermectina no tratamento da ascaridíase tem sido demonstrada por diversos estudos 1,3,4,19,20,39,40.

    Escabiose
    A escabiose ou sarna humana é uma dermatose de alta incidência no Brasil, produzida pelo ácaro Sarcoptes scabiei. A sarna crostosa ou norueguesa tem tido um aumento de incidência, principalmente em pacientes imunodeprimidos.

    A eficácia da Ivermectina via oral no tratamento da escabiose foi demonstrada em vários estudos23-26.

    Atualmente existe consenso na literatura científica sobre a importância da Ivermectina no tratamento da escabiose26-28. Além disso, também foi demonstrada a eficácia da Ivermectina via oral no tratamento da escabiose em imunodeprimidos 29 e durante a ocorrência de surtos em instituições 27.

    A eficácia da Ivermectina no tratamento da sarna norueguesa ou crostosa também foi demonstrada por diversos estudos30-34.

    Pediculose
    A pediculose é uma dermatose de alta incidência no Brasil, produzida pelo Pediculus humanus capitis, que pode ser tratada com dose única de Ivermectina, cuja administração por via oral apresenta vantagens em relação aos tratamentos tópicos alternativos.

    A eficácia da Ivermectina via oral no tratamento da pediculose, incluindo os casos resistentes, foi demonstrada em vários estudos 35-40.

    Referências bibliográficas

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    10- PACQUE, M.C. et al. Community-based treatment of onchocerciasis with ivermectin: acceptability and early adverse reactions. Bulletin of the World Health Organization, v. 67, n. 6, p. 721-730, 1989.
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    15- DREYER, G.; ADDISS, D.; SANTOS, A.; et al. Direct assessment in vivo of the efficacy of combined single-dose ivermectin and diethylcarbamazine against adult Wuchereria bancrofti. Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, v. 92, p. 219-222, 1998.
    16- DREYER, G.; NOROES, J.; AMARAL, F.; et al. Direct assessment of the adulticidal efficacy of a single dose of ivermectin in bancroftian filariasis. Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, v. 89, p. 441-443, 1995.
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    33- DOURMISHEV, A. L.; SERAFIMOVA, D. K.; DOURMISHEV, L. A.; et al. Crusted scabies of the scalp in dermatomyositis patients: three cases treated with oral ivermectin. International Journal of Dermatology, v. 37, p. 231-234, 1998.
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    Características Farmacológicas

    Ivermectina contém Ivermectina, um antiparasitário de amplo espectro, derivado das avermectinas, uma classe isolada de produtos de fermentação do Streptomyces avermitilis.

    A Ivermectina é uma mistura que contém no mínimo 90% de 5-O-dimetil-22,23-diidroavermectina A1a e menos de 10% de 5-O-dimetil-25-di(1-metilpropil)-22,23-diidro-25-(1-metiletil)avermectina A1a, geralmente conhecidos como 22,23 diidroavermectina B1a e B1b ou H2B1a e H2B1b, respectivamente.

    Farmacodinâmica
    A Ivermectina imobiliza os vermes induzindo uma paralisia tônica da musculatura.

    A paralisia é mediada pela potencialização e/ou ativação direta dos canais de Cl- sensíveis às avermectinas, controlados pelo glutamato. Esses canais estão presentes somente nos nervos e células musculares dos invertebrados e uma vez potencializados, acarretam um aumento da permeabilidade da membrana celular aos íons cloreto, com hiperpolarização dos nervos ou células musculares, resultando em paralisia e morte do parasita. Os compostos desta classe podem também interagir com canais de Cl- mediados por outros neurotransmissores como o ácido gama-aminobutírico (GABA).

    Os canais de Cl- controlados pelo glutamato provavelmente servem como um dos locais de ação da Ivermectina também nos insetos e crustáceos. A falta de receptores com alta afinidade para as avermectinas em cestodos e trematodos pode explicar porque estes helmintos não são sensíveis à Ivermectina. Nos casos de infestações por Onchocerca, a Ivermectina afeta as larvas em desenvolvimento e bloqueia a saída das microfilárias do útero dos vermes fêmeas adultos. Sua atividade contra Strongyloides stercoralis é limitada aos estágios intestinais. A atividade seletiva dos compostos desta classe pode ser atribuída ao fato de que nos mamíferos, os canais iônicos mediados pelo GABA só estão presentes no cérebro e a Ivermectina não atravessa a barreira hematoencefálica em situações normais; além disso, os nervos e as células musculares dos mamíferos não apresentam canais de Cl- controlados por glutamato.

    Farmacocinética
    Após a administração oral da Ivermectina, as concentrações plasmáticas são aproximadamente proporcionais à dose. A concentração plasmática máxima é atingida em aproximadamente quatro horas após a ingestão. A meia-vida plasmática é de 22 a 28 horas nos adultos, e o volume aparente de distribuição é de aproximadamente 47 litros. A metabolização é hepática e a maior concentração tissular é encontrada no fígado e no tecido adiposo. Níveis extremamente baixos são encontrados no cérebro, apesar da lipossolubilidade da droga. Isto se deve ao fato de a Ivermectina não atravessar a barreira hematoencefálica dos mamíferos em situações normais.

    A Ivermectina e/ou os seus metabólitos são excretados quase exclusivamente nas fezes em um período estimado de 12 dias, sendo que menos de 1% da dose administrada é excretada na urina na forma conjugada ou inalterada. Os efeitos da alimentação na disponibilidade sistêmica da Ivermectina não foram estudados.

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  • Sem categoria 17.06.2020 No Comments

    Dexametasona, para o que é indicado e para o que serve?

    Este medicamento é destinado ao tratamento de condições nas quais os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores dos corticosteróides são desejados, especialmente para tratamento intensivo durante períodos mais curtos.

    Indicações específicas
    Prova Diagnóstica da Hiperfunção Adrenocortical.

    Alergopatias
    Controle de afecções alérgicas graves ou incapacitantes, não suscetíveis às tentativas adequadas de tratamento convencional em: rinite alérgica sazonal ou perene, asma, dermatite de contato, dermatite atópica, doença do soro, reações hipersensibilidade a medicamentos.

    Doenças reumáticas
    Como terapia auxiliar na administração a curto prazo durante episódio agudo ou exacerbação de: artropatia psoriásica, artrite reumatóide, incluindo artrite reumatóide juvenil (casos selecionados podem requerer terapia de manutenção de baixa dose), espondilite anquilosante, bursopatia aguda e subaguda, tenossinovite aguda não especificada, artrite gotosa aguda, artrose pós-traumática, sinovite ou artrose, epicondilite.

    Dermatopatias
    Pênfigo, dermatite herpetiforme bolhosa, eritema polimorfo (eritema multiforme) grave (síndrome de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa, micose fungóide, psoríase grave, dermatite seborréica grave.

    Oftalmopatias
    Processos alérgicos e inflamatórios graves, agudos e crônicos, envolvendo o olho e seus anexos tais como: conjuntivite aguda atópica, ceratite, úlceras marginais corneanas alérgicas, herpes zoster oftálmico, irite e iridociclite, inflamação coriorretiniana, inflamação do segmento anterior do olho, uveíte e coroidite posteriores difusas, neurite óptica, oftalmia simpática.

    Endocrinopatias
    Insuficiência adrenocortical primária ou secundária (hidrocortisona ou cortisona como primeira escolha; análogos sintéticos devem ser usados em conjunção com mineralocorticóides onde aplicável; na infância, a suplementação mineralocorticóide é de particular importância), hiperplasia adrenal congênita (transtornos adrenogenitais congênitos associados à deficiência enzimática), tireoidite não-supurativa (tireoidite subaguda), distúrbio do metabolismo do cálcio associado ao câncer.

    Pneumopatias
    Sarcoidose sintomática, pneumonia de Loeffler não-controlável por outros meios, beriliose, tuberculose pulmonar fulminante ou disseminada, quando simultaneamente acompanhada de quimioterapia antituberculosa adequada, pneumonia aspirativa (pneumonite devido a alimento ou vômito).

    Hemopatias
    Púrpura trombocitopênica idiopática em adulto, trombocitopenia secundária em adultos, anemia hemolítica adquirida (auto-imune), eritroblastopenia, anemia hipoplástica congênita (eritróide).

    Doenças Neoplásicas
    No tratamento paliativo de leucemias e linfomas do adulto e leucemia aguda da infância.

    Estados Edematosos
    Para induzir diurese ou remissão da proteinúria na síndrome nefrótica sem uremia, do tipo idiopático ou devido ao lupus eritematoso.

    Edema Cerebral
    Este medicamento pode ser usado para tratar pacientes com edema cerebral de várias causas. Os pacientes com edema cerebral associado a tumores cerebrais primários ou metastáticos podem beneficiar-se da administração oral deste medicamento. Também pode ser utilizado no pré-operatório de pacientes com aumento da pressão intracraniana secundário a tumores cerebrais ou como medida paliativa em pacientes com neoplasias cerebrais inoperáveis ou recidivantes e no controle do edema cerebral associado com cirurgia neurológica. Alguns pacientes com edema cerebral causado por lesão cefálica ou pseudotumores do cérebro podem também se beneficiar da terapia com este medicamento por via oral. O uso deste medicamento no edema cerebral não constitui substituto de cuidadosa avaliação neurológica e controle definitivo, tal como neurocirurgia ou outros tratamentos específicos.

    Doenças Gastrintestinais
    Para auxílio durante o período crítico de colite ulcerativa e doença de Crohn (enterite regional).

    Várias / Outras patologias
    Meningite tuberculosa ou com bloqueio subaracnóide ou bloqueio de drenagem, quando simultaneamente acompanhado por adequada quimioterapia antituberculosa. Triquinose com comprometimento neurológico ou miocárdico. Durante a exacerbação ou como tratamento de manutenção em determinados casos de lupus eritematoso e cardite aguda reumatóide.

    Quais as contraindicações do Dexametasona?

    Infecções fúngicas sistêmicas, hipersensibilidade a sulfitos ou a qualquer outro componente do medicamento e administração de vacinas de vírus vivo.

    Como usar o Dexametasona?

    A segurança e eficácia de Dexametasona somente é garantida na administração por via oral.

    O tratamento é regido pelos seguintes princípios gerais: as necessidades posológicas são variáveis e individualizadas segundo a gravidade da moléstia e a resposta do paciente. A dose inicial usual varia de 0,75 a 15 mg por dia, dependendo da doença que está sendo tratada (para os lactentes e demais crianças as doses recomendadas terão, usualmente, de ser reduzidas, mas a posologia deve ser ditada mais pela gravidade da afecção que pela idade ou peso corpóreo).

    A terapia corticosteróide é adjuvante, e não-substituta à terapia convencional adequada, que deve ser instituída segundo a indicação.

    Deve-se reduzir a posologia ou cessar gradualmente o tratamento, quando a administração for mantida por mais do que alguns dias.

    Em afecções agudas em que é urgente o alívio imediato, são permitidas grandes doses e podem ser imperativas por um curto período. Quando os sintomas tiverem sido suprimidos adequadamente, a posologia deve ser mantida na mínima quantidade capaz de proporcionar alívio sem excessivos efeitos hormonais.

    Afecções crônicas são sujeitas a períodos de remissão espontânea. Quando ocorrerem estes períodos, deve-se suspender gradualmente o uso dos corticosteróides.

    Durante tratamento prolongado deve-se proceder, em intervalos regulares, a exames clínicos de rotina tais como o exame de urina, a glicemia duas horas após refeição, a determinação da pressão arterial e do peso corpóreo, e a radiografia do tórax.

    Quando se utilizam grandes doses são aconselháveis determinações periódicas do potássio sérico.

    Com adequado ajuste posológico, os pacientes podem mudar de qualquer outro glicocorticóide para Dexametasona comprimidos/elixir.

    Os seguintes equivalentes em miligramas facilitam mudar de outros glicocorticóides para Dexametasona elixir / comprimido:

    Em relação à dosagem, miligrama por miligrama, a dexametasona é aproximadamente equivalente à betametasona, 4 a 6 vezes mais potente que a metilprednisolona e a triancinolona, 6 a 8 vezes mais potente que a prednisolona e a prednisona, 25 a 30 vezes mais potente que a hidrocortisona, e cerca de 35 vezes mais potente que a cortisona. Em doses anti-inflamatórias equipotentes, a dexametasona é quase completamente destituída da propriedade retentora de sódio da hidrocortisona e derivados da hidrocortisona intimamente ligados a ela.

    Populações especiais
    Nas doenças crônicas, usualmente não fatais, incluindo distúrbios endócrinos e afecções reumáticas crônicas, estados edematosos, doenças respiratórias e gastrintestinais, algumas doenças dermatológicas e hematológicas, inicie com dose baixa (0,5 a 1 mg por dia) e aumente gradualmente a posologia até a menor dose capaz de promover o desejado grau de alívio sintomático.

    As doses podem ser administradas duas, três ou quatro vezes por dia.

    Na hiperplasia supra-renal congênita, a dose usual diária é 0,5 a 1,5 mg.

    Nas doenças agudas não-fatais, incluindo estados alérgicos, doenças oftálmicas e afecções reumáticas agudas e subagudas, a posologia varia entre 2 e 3 mg por dia; em alguns pacientes, contudo, necessitamse de doses mais altas. Uma vez que o decurso destas afecções é autolimitado, usualmente não é necessária terapia de manutenção prolongada.

    Terapia Combinada
    Nos distúrbios alérgicos agudos e autolimitados ou nas exacerbações agudas dos distúrbios alérgicos crônicos (por exemplo, rinite aguda alérgica, ataques agudos de asma brônquica alérgica sazonal, urticária medicamentosa e dermatoses de contato) sugere-se o seguinte esquema posológico, combinando as terapias parenteral e oral:

    1º dia
    Uma injeção intramuscular de 4 a 8 mg de Dexametasona fosfato injetável (fosfato dissódico de dexametasona).

    2º e 3º dias
    Dois comprimidos de Dexametasona (0,5 mg) duas vezes por dia.

    4º e 5º dias
    Um comprimido de Dexametasona (0,5 mg) duas vezes por dia.

    6º e 7º dias
    Um comprimido de Dexametasona (0,5 mg) por dia.

    8º dia
    Exame clínico de controle.

    Nas doenças crônicas, potencialmente fatais como o lupus eritematoso sistêmico, o pênfigo e a sarcoidose sintomática, a posologia inicial recomendada é de 2 a 4,5 mg por dia; em alguns pacientes podem ser necessárias doses mais altas.

    Quando se trata de doença aguda, envolvendo risco de vida (por exemplo, cardite reumática aguda, crise de lupus eritematoso sistêmico, reações alérgicas graves, pênfigo, neoplasias), a posologia inicial varia de 4 a 10 mg por dia, administrados em, pelo menos, quatro doses fracionadas.

    A epinefrina é o medicamento de imediata escolha nas reações alérgicas graves. Dexametasona é útil como terapêutica simultânea ou suplementar.

    No edema cerebral, quando é requerida terapia de manutenção para controle paliativo de pacientes com tumores cerebrais recidivantes ou inoperáveis, a posologia de 2 mg, 2 ou 3 vezes ao dia, pode ser eficaz. Deve ser utilizada a menor dose necessária para controlar o edema cerebral.

    Na síndrome adrenogenital, posologias diárias de 0,5 mg a 1,5 mg podem manter a criança em remissão e prevenir a recidiva da excreção anormal dos 17-cetosteróides.

    Como terapêutica maciça em certas afecções tais como a leucemia aguda, a síndrome nefrótica e o pênfigo, a posologia recomendada é de 10 a 15 mg por dia. Os pacientes que recebem tão alta posologia devem ser observados muito atentamente, dado o possível aparecimento de reações graves.

    Testes de supressão da dexametasona

    • Teste para síndrome de Cushing – dar 1,0 mg de Dexametasona por via oral, às 23 horas. Às 8 horas da manhã seguinte, coletar sangue para a determinação do cortisol plasmático. Para maior exatidão dar 0,5 mg de Dexametasona por via oral a cada 6 horas, durante 48 horas. A coleta de urina durante 24 horas é realizada para determinar-se a excreção dos 17-hidroxicorticosteróides;
    • Teste para distinguir a síndrome de Cushing causada por excesso de ACTH hipofisário da síndrome de Cushing por outras causas. Dar 2,0 mg de Dexametasona por via oral a cada 6 horas, durante 48 horas. A coleta de urina durante 24 horas é realizada para determinar a excreção dos 17-hidroxicorticosteróides.

    o paciente parar de tomar Dexametasona após terapia prolongada, ele poderá experimentar sintomas de dependência incluindo febre, dor muscular, dor nas articulações e desconforto geral.

    Exclusivo Elixir: Dexametasona elixir deve ser tomado por via oral.

    Exclusivo Comprimido: Os comprimidos devem ser tomados com meio copo de água, por via oral.

    Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Dexametasona?

    Elixir / Comprimido
    A literatura cita as seguintes reações adversas, sem frequencia conhecida:

    • Distúrbios líquidos e eletrolíticos: retenção de sódio, retenção de líquido, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, perda de potássio, alcalose hipocalêmica e hipertensão;
    • Músculo esqueléticas: fraqueza muscular, miopatia esteróide, perda de massa muscular, osteoporose, fraturas por compressão vertebral, necrose asséptica das cabeças femorais e umerais, fratura patológica dos ossos longos e ruptura de tendão;
    • Gastrintestinais: úlcera péptica com eventual perfuração e hemorragia subsequentes, perfuração de intestino grosso e delgado, particularmente em pacientes com doença intestinal inflamatória, pancreatite, distensão abdominal e esofagite ulcerativa.
    • Dermatológicos: retardo na cicatrização de feridas, adelgaçamento e fragilidade da pele, acne, petéquias e equimoses, eritema, hipersudorese, possível supressão das reações aos testes cutâneos, reações cutâneas outras, tais como: dermatite alérgica, urticária e edema angioneurótico. Neurológicos: convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral, geralmente após tratamento), vertigem e cefaléia;
    • Psiquiátricos: depressão, euforia e disturbios psicoticos;
    • Endócrinos: irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado cushingóide, supressão do crescimento da criança, ausência secundária da resposta adrenocortical e hipofisária, mormente por ocasião de “stress”, como nos traumas na cirurgia ou nas enfermidades, porfiria, hiperglicemia, diminuição da tolerância aos carboidratos, manifestação do diabete melito latente, aumento das necessidades de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais em diabéticos e hirsutismo;
    • Oftálmicos: catarata subcapsular posterior, aumento da pressão intra-ocular, glaucoma e exoftalmia;
    • Metabólicos: balanço nitrogenado negativo devido a catabolismo protéico;
    • Imunológicos: imunosupressão, reação anafilactóide e candidiase orofaringea;
    • Hematológico: diminuição da contagem de linfócitos e contagem anormal de monócitos;
    • Cardiovasculares: hipertensão, arritmias, cardiomiopatia e ruptura do miocárdio após infarto recente do miocárdio;
    • Outros: hipersensibilidade, tromboembolia, aumento de peso, aumento de apetite, náusea, mal-estar e soluços.

    Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – Notivisa, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    Exclusivo Comprimido
    Durante a experiência pós-comercialização com o Dexametasona comprimidos, foram observadas as seguintes reações adversas com incidência rara: agitação, alteração da visão, alucinação, bradicardia, boca seca, cãibra muscular, constipação, diarreia, dor abdominal, disgeusia, dispepsia, disúria, dor na perna, edema facial, edema periférico, erupção medicamentosa, fadiga, hipoglicemia, insônia, lactação diminuída, mialgia, palpitações, parestesia, palidez, prurido generalizado, refluxo gastroesofágico, saturação de oxigênio diminuída, sede, sonolência, tremor e vômitos.

    Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Dexametasona com outros remédios?

    Elixir
    Medicamento-medicamento

    Medicamento-exame laboratorial e não laboratorial
    A difenil-hidantoína (fenitoína), o fenobarbital, a efedrina e a rifampicina podem acentuar a depuração metabólica dos corticosteróides, suscitando redução dos níveis sanguíneos e diminuição de sua atividade fisiológica, o que exigirá ajuste na posologia do corticosteróide. Essas interações podem interferir nos testes de inibição da dexametasona, que deverão ser interpretados com cautela durante a administração destas drogas.

    Foram relatados resultados falso-negativos no teste de supressão da dexametasona em pacientes tratados com indometacina.

    O tempo de protrombina deve ser verificado frequentemente nos pacientes que estejam recebendo simultaneamente corticosteróides e anticoagulantes cumarínicos, dadas as referências de que os corticosteróides têm alterado a resposta a estes anticoagulantes. Estudos têm mostrado que o efeito usual da adição dos corticosteróides é inibir a resposta aos cumarínicos, embora tenha havido algumas referências conflitantes de potenciação, não-corroborada por estudos.

    Quando os corticosteróides são administrados simultaneamente com diuréticos espoliadores de potássio, os pacientes devem ser observados estritamente quanto ao seu desenvolvimento de hipocalemia.

    Além disso, os corticosteróides podem afetar os testes de nitroazultetrazol (NBT) para infecção bacteriana, produzindo falsos resultados negativos.

    Comprimido

    Essas interações podem interferir nos testes de inibição da dexametasona, que deverão ser interpretados com cautela durante a administração destas drogas. Foram relatados resultados falsonegativos no teste de supressão da dexametasona em pacientes tratados com indometacina.

    O tempo de protrombina deve ser verificado frequentemente nos pacientes que estejam recebendo simultaneamente corticosteroides e anticoagulantes cumarínicos, dadas as referências de que os corticosteroides têm alterado a resposta a estes anticoagulantes. Estudos têm mostrado que o efeito usual da adição dos corticosteroides é inibir a resposta aos cumarínicos, embora tenha havido algumas referências conflitantes de potenciação, não-corroborada por estudos.

    Medicamento-exame laboratorial e não laboratorial
    A difenil-hidantoína (fenitoína), o fenobarbital, a efedrina e a rifampicina podem acentuar a depuração metabólica dos corticosteroides, suscitando redução dos níveis sanguíneos e diminuição de sua atividade fisiológica, o que exigirá ajuste na posologia do corticosteroide. Essas interações podem interferir nos testes de inibição da dexametasona, que deverão ser interpretados com cautela durante a administração destas drogas.

    Foram relatados resultados falso-negativos no teste de supressão da dexametasona em pacientes tratados com indometacina.

    Além disso, os corticosteroides podem afetar os testes de nitroazultetrazol (NBT) para infecção bacteriana, produzindo falsos resultados negativos.

    O tempo de protrombina deve ser verificado frequentemente nos pacientes que estejam recebendo simultaneamente corticosteroides e anticoagulantes cumarínicos, dadas as referências de que os corticosteroides têm alterado a resposta a estes anticoagulantes. Estudos têm mostrado que o efeito usual da adição dos corticosteroides é inibir a resposta aos cumarínicos, embora tenha havido algumas referências conflitantes de potenciação, não-corroborada por estudos.

    Quando os corticosteroides são administrados simultaneamente com diuréticos espoliadores de potássio, os pacientes devem ser observados estritamente quanto ao seu desenvolvimento de hipocalemia.

    Além disso, os corticosteróoides podem afetar os testes de nitroazultetrazol (NBT) para infecção bacteriana, produzindo falsos resultados negativos.

    Quais cuidados devo ter ao usar o Dexametasona?

    Elixir / Comprimido
    Deve-se utilizar a menor dose possível de corticosteróides para controlar afecção em tratamento e, quando possível a redução posológica, esta deve ser gradual.

    Os corticosteróides podem exacerbar infecções fúngicas sistêmicas e portanto não devem ser usados na presença de tais infecções a menos que sejam necessários para controlar reações da anfotericina B. Além disso, existem casos relatados em que o uso concomitante de anfotericina B e hidrocortisona foi seguido de aumento do coração e insuficiência congestiva.

    Relatos da literatura sugerem uma aparente associação entre o uso de corticosteróides e ruptura da parede livre do ventrículo esquerdo após infarto recente do miocárdio; portanto, terapêutica com corticosteróides deve ser utilizada com muita cautela nestes pacientes.

    Doses médias e grandes de hidrocortisona ou cortisona podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água e maior excreção de potássio. Tais efeitos são menos prováveis de ocorrer com os derivados sintéticos, salvo quando se utilizam grandes doses. Pode ser necessária a restrição dietética de sal e suplementação de potássio. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio. A insuficiência adrenocortical secundária induzida por drogas pode resultar da retirada muito rápida de corticosteróide e pode ser minimizada pela redução posológica gradual. Este tipo de insuficiência relativa pode persistir por meses após a cessação do tratamento. Por isso, em qualquer situação de estresse que ocorra durante esse período, deve-se reinstituir a terapia corticosteróide ou pode haver a necessidade de aumentar a posologia em uso. Dada a possibilidade de prejuízo da secreção mineralocorticóide, deve-se administrar conjuntamente sal e/ou mineralocorticóide. Após terapia prolongada, a retirada dos corticosteróides pode resultar em síndrome da retirada de corticosteróides, compreendendo febre, mialgia, artralgia e mal-estar. Isso pode ocorrer mesmo em pacientes sem sinais de insuficiência das supra-renais.

    A administração das vacinas com vírus vivos é contraindicada em indivíduos recebendo doses imunossupressoras de corticosteróides. Se forem administradas vacinas com vírus ou bactérias inativadas em indivíduos recebendo doses imunossupressoras de corticosteróides, a resposta esperada de anticorpos séricos pode não ser obtida. Entretanto, podem ser realizados processos de imunização em pacientes que estejam recebendo corticosteróides como terapia de substituição como, por exemplo, na doença de Addison.

    O uso de Dexametasona comprimido na tuberculose ativa deve se restringir aos casos de doença fulminante ou disseminada, em que se usa o corticosteróide para o controle da doença, em conjunto com o adequado tratamento antituberculoso. Se houver indicação de corticosteróides em pacientes com tuberculose latente ou reação à tuberculina, torna-se necessária estreita observação, dada a possibilidade de ocorrer reativação da doença. Durante tratamento corticosteróide prolongado, esses pacientes devem receber quimioprofilaxia.

    Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

    Os esteróides devem ser utilizados com cautela em colite ulcerativa inespecífica, se houver probabilidade de iminente perfuração, abscessos ou outras infecções piogênicas, diverticulite, anastomose intestinal recente, úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal, hipertensão, osteoporose e miastenia gravis. Sinais de irritação do peritônio, após perfuração gastrintestinal, em pacientes recebendo grandes doses de corticosteróides, podem ser mínimos ou ausentes. Tem sido relatada embolia gordurosa como possível complicação do hipercortisonismo.

    Nos pacientes com hipotireoidismo e nos cirróticos há maior efeito dos corticosteróides. Em alguns pacientes os esteróides podem aumentar ou diminuir a motilidade e o número de espermatozóides.

    Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais de infecção e novas infecções podem aparecer durante o seu uso. Na malária cerebral, o uso de corticosteróides está associado ao prolongamento do coma e a uma maior incidência de pneumonia e sangramento gastrintestinal.

    Os corticosteróides podem ativar a amebíase latente. Portanto, é recomendado que a amebíase latente ou ativa sejam excluídas antes de ser iniciada a terapia corticosteróide em qualquer paciente que tenha diarréia não explicada.

    O uso prolongado dos corticosteróides pode produzir catarata subcapsular posterior, glaucoma com possível lesão dos nervos ópticos e estimular o estabelecimento de infecções oculares secundárias devidas a fungos ou vírus.

    Os corticosteróides devem ser usados com cuidado em pacientes com herpes simples oftálmica devido à possibilidade de perfuração corneana.

    Gravidez e lactação
    Não há estudos controlados suficientes com a dexamentasona em mulheres grávidas para assegurar a segurança do uso deste medicamento durante a gestação. Desta forma, o seu uso durante a gravidez ou na mulher em idade fértil requer que os benefícios previstos sejam confrontados com os possíveis riscos para a mãe e o embrião ou feto. Crianças nascidas de mães que durante a gravidez tenham recebido doses substanciais de corticosteróides devem ser cuidadosamente observadas quanto a sinais de hipoadrenalismo.

    Categoria de risco de gravidez C: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

    Os corticosteróides aparecem no leite materno e podem inibir o crescimento, interferir na produção endógena de corticosteróides ou causar outros efeitos indesejáveis. Mães que utilizam doses farmacológicas de corticosteróides devem ser advertidas no sentido de não amamentarem.

    Dexametasona não deve ser usado durante a amamentação, exceto sob orientação médica.

    Populações especiais
    As mesmas orientações dadas aos adultos devem ser seguidas para os pacientes idosos, crianças e outros grupos de risco observando-se as recomendações específicas para grupos de pacientes descritos no itens “Quais cuidados devo ter ao usar o Dexametasona?”.

    As crianças de qualquer idade, em tratamento prolongado de corticosteróides, devem ser cuidadosamente observadas quanto ao seu crescimento e desenvolvimento.

    Este medicamento pode causar doping.

    Exclusivo Elixir
    Alguns efeitos adversos relatados com o uso de Dexametasona podem afetar a capacidade de alguns pacientes de conduzir veículos ou operar máquinas.

    Este medicamento contém álcool etílico.

    Qual a ação da substância Dexametasona?
    Resultados de Eficácia

    Com o objetivo de avaliar a eficácia da dexametasona oral, crianças de 5 a 18 anos com faringite moderada a grave (odinofagia ou disfagia, eritema faringeal moderado a grave ou inchaço), foram randomizadas em um estudo clínico prospectivo, duplo-cego, placebo controlado, para determinar a eficácia de uma dose única oral de dexametasona na redução da dor associada à faringite.

    Concluiu-se que crianças com faringite moderada a grave tiveram início mais precoce do alívio da dor e menor tempo de dor de garganta quando administrada dexametasona oral.

    Em um estudo duplo-cego, randomizado, placebo controlado envolvendo 70 crianças com menos de 24 meses, cada paciente recebeu ou 1 dose de 1 mg/kg de dexametasona por via oral ou placebo e foi avaliado a cada hora por um período de 4 horas para analisar a eficácia da dexametasona oral na bronquiolite aguda.

    Os pacientes ambulatoriais com bronquiolite aguda moderada a grave em tratamento com dexametasona oral na fase inicial de 4 horas de terapia, obtiveram benefício em relação à significância clínica e a hospitalização.

    Em um estudo clínico prospectivo, randomizado, com crianças (2 a 18 anos) com asma aguda, foi investigado se dois dias de tratamento com dexametasona oral seria mais eficaz que cinco dias de prednisona/prednisolona na melhora dos sintomas e prevenção de recaída. Concluiu-se que 2 doses de dexametasona proporcionam eficácia semelhante a 5 doses de prednisona/prednisolona.

    Referências Bibliográficas

    Olympia RP, Khine H, Avner JR. Effectiveness of oral dexamethasone in the treatment of moderate to severe pharyngitis in children. Arch Pediatr Adolesc Med. 2005 Mar;159(3):278-82.
    Schuh S, Coates AL, Binnie R, Allin T, Goia C, Corey M, Dick PT. Efficacy of oral dexamethasone in outpatients with acute bronchiolitis. J Pediatr. 2002 Jan;140(1):27-32.
    Qureshi F, Zaritsky A, Poirier MP.Comparative efficacy of oral dexamethasone versus oral prednisone in acute pediatric asthma.J Pediatr. 2001 Jul;139(1):20-6.

    Características Farmacológicas

    Elixir / Comprimido
    Propriedades farmacodinâmicas
    Dexametasona é um glicocorticóide sintético usado principalmente por seus potentes efeitos antiinflamatórios. Embora sua atividade anti-inflamatória seja acentuada, mesmo com doses baixas, seu efeito no metabolismo eletrolítico é leve. Em doses antiinflamatórias equipotentes, a dexamentasona é quase completamente isenta da propriedade retentora de sódio, da hidrocortisona e dos derivados intimamente relacionados a ela. Os glicocorticóides provocam profundos e variados efeitos metabólicos. Eles também modificam a resposta imunológica do organismo a diversos estímulos.

    A dexametasona possui as mesmas ações e efeitos de outros glicocorticóides básicos, e encontra-se entre os mais ativos de sua classe. Os glicocorticóides são esteróides adrenocorticais, tanto de ocorrência natural como sintética, e são rapidamente absorvidos pelo trato gastrintestinal. Essas substâncias causam profundos e variados efeitos metabólicos e, além disso, alteram as respostas imunológicas do organismo a diversos estímulos.

    Os glicocorticóides naturais (hidrocortisona e cortisona), que também possuem propriedades de retenção de sal, são utilizados como terapia de reposição nos estados de deficiência adrenocortical. Seus análogos sintéticos, incluindo a dexametasona, são usados principalmente por seus efeitos anti-inflamatórios potentes em distúrbios de muitos órgãos.

    A dexametasona possui atividade glicocorticóide predominante com pouca propensão a promover retenção renal de sódio e água. Portanto, não proporciona terapia de reposição completa, e deve ser suplementada com sal e/ou desoxicorticosterona. A cortisona e a hidrocortisona também agem predominantemente como glicocorticóides, embora a ação mineralocorticóide seja maior do que a da dexametasona. Seu uso em pacientes com insuficiência adrenocortical total também pode requerer suplementação de sal, desoxicortisona, ou ambos. A fludrocortisona, por outro lado, possui tendência a reter mais sal; entretanto, em doses que proporcionam atividade glicocorticóide adequada, pode induzir ao edema.

    Propriedades farmacocinéticas
    O volume de distribuição da dexametasona é de 2 L/Kg.

    O metabolismo da dexametasona ocorre no fígado.

    A excreção ocorre em larga escala nos rins, mas também ocorre na bile em menor extensão.

    A meia-vida de eliminação da dexametasona é de 1,88 a 2,23 horas.

    Exclusivo Elixir
    O tempo para atingir o pico da concentração plasmática após administração de elixir de dexametasona por via oral é de 10 a 60 minutos.

    A biodisponibilidade da dexametasona oral na forma de elixir é 86,1%.

    Exclusivo Comprimido
    O tempo para atingir o pico da concentração plasmática após administração de comprimidos de dexametasona por via oral é de 1 a 2 horas.

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  • Zyxem, para o que é indicado e para o que serve?

    Este medicamento é indicado para tratamento dos sintomas associados às enfermidades alérgicas (alergias), como rinite alérgica sazonal (alergias causadas por pólen de algumas plantas que ocorrem em determinada época do ano, incluindo os sintomas oculares), rinite alérgica perene (alergias causadas por ácaro que podem ocorrer ao longo do ano) e urticária crônica idiopática (inflamação da camada superficial da pele).

    Como o Zyxem funciona?

    O medicamento atua como um agente antialérgico (combate alergias). Quando um paciente entra em contato com algo que lhe causa alergia, seu corpo libera um mediador chamado histamina. A histamina atua ao encaixar-se em receptores chamados H1, e após essa interação promove a resposta alérgica.

    Zyxem é um medicamento que impede esse encaixe, pois seu princípio ativo é um antagonista de receptores H1 (logo, toda histamina que é liberada não tem onde se encaixar, e sem esse encaixe não promove os sintomas clássicos da alergia).

    O tempo médio estimado do início da ação é de 1 hora após a ingestão do medicamento.

    Quais as contraindicações do Zyxem?

    Você não deverá utilizar Zyxem caso apresente hipersensibilidade (alergia) a levocetirizina ou a cetirizina, a qualquer outro componente da formulação, à hidroxizina ou a qualquer derivado piperazínico.

    Você não deverá utilizar Zyxem caso apresente insuficiência renal terminal (problema grave nos rins) com clearance de creatinina (volume filtrado pelos rins a cada minuto) inferior a 10 mL/min.

    Se você estiver sendo submetido à diálise (procedimento para filtração do sangue), o produto é contraindicado.

    Como usar o Zyxem?

    Comprimido
    Zyxem® Comprimido deve ser administrado por via oral, e pode ser ingerido antes ou após as refeições.

    O comprimido deve ser engolido de uma só vez, com a ajuda de líquidos. Não pode ser partido ou mastigado.

    Dosagem
    Uso em Adultos e Adolescentes a partir de 12 anos
    A dose diária recomendada é de 5 mg (1 comprimido), por via oral, a cada 24 horas (1 vez ao dia).

    Crianças de 6 a 12 anos
    A dose diária recomendada é de 5 mg (1 comprimido), por via oral, a cada 24 horas (1 vez ao dia).

    O limite máximo diário de administração recomendado é 5 mg.

    Uso em Idosos
    Recomenda-se que você fale com seu médico para ajustar a dose, caso você seja um idoso com insuficiência renal (problemas nos rins) de leve a moderada. Dados não sugerem necessidade de ajuste de dose em indivíduos idosos, desde que a função renal seja normal.

    Uso em Pacientes com Insuficiência Renal (problemas nos rins)
    Se você estiver com função renal comprometida (problemas nos rins) necessitará de menores doses diárias de levocetirizina e/ou intervalos de dose maiores quando comparados com os pacientes com função renal normal. Se você estiver sendo submetido à diálise (procedimento para filtração do sangue), o produto é contraindicado.

    Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática (problemas no fígado)
    Não é preciso ajustar a dose se você apresentar somente insuficiência hepática (problemas no fígado). Recomenda-se que você fale com seu médico para ajustar a dose caso você tenha insuficiência hepática e renal.

    Duração do Tratamento
    A duração do tratamento depende do tipo, duração e curso dos sintomas. Para a rinite alérgica sazonal aguda ou febre do feno (alergias causadas por pólen de algumas plantas), de 3 a 6 semanas, e no caso de exposições ao pólen durante certos períodos de tempo, uma semana pode ser suficiente. Atualmente, dispõe-se de experiência clínica com comprimidos revestidos de 5 mg de levocetirizina durante um período de tratamento de 6 meses. Para urticária crônica (reação alérgica manifestada na pele acompanhada de vermelhidão) e rinite alérgica crônica (inflamação na mucosa do nariz) existe experiência clínica de até um ano com o composto, e até 18 meses em pacientes com prurido (coceira) associado com dermatite atópica (inflamação da camada superficial da pele).

    Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

    Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

    Gotas

    Zyxem® deve ser administrado por via oral, e pode ser ingerido antes ou após as refeições.

    1. Retire a tampa do frasco.
    2. As gotas devem ser adicionadas em uma colher ou em um copo, se o paciente considerar necessário diluir em água. Se a diluição em água for usada, deve-se considerar, especialmente para a administração em crianças, que a quantidade de água deve ser suficiente para que o paciente consiga tomar todo o conteúdo. A solução diluída deve ser tomada imediatamente.
    3. Ao contar as gotas, o frasco deve estar na posição vertical, sem nenhuma inclinação.
    4. Caso as gotas não estejam saindo, vire o frasco para cima por um instante, e a seguir vire o frasco para baixo, na posição vertical, sem inclinar, e continue contando as gotas.

    Dosagem
    Uso em Adultos e Adolescentes a partir de 12 anos
    A dose diária recomendada é de 5 mg (20 gotas), por via oral, a cada 24 horas (1 vez ao dia).

    Crianças de 6 a 12 anos
    A dose diária recomendada é de 5 mg (20 gotas), por via oral, a cada 24 horas (1 vez ao dia).

    Crianças de 2 a 6 anos
    A dose diária recomendada é de 2,5 mg, por via oral. Esta dose deve ser dividida em duas tomadas de 1,25 mg, ou seja, 5 gotas, a cada 12 horas (duas vezes ao dia).

    O limite máximo diário de administração recomendado é 5 mg em adultos e crianças de 6 a 12 anos e 2,5 mg em crianças de 2 a 6 anos.

    Uso em Idosos
    Recomenda-se que você fale com seu médico para ajustar a dose, caso você seja um idoso com insuficiência renal (problemas nos rins) de leve a moderada. Dados não sugerem necessidade de ajuste de dose em indivíduos idosos, desde que a função renal seja normal.

    Uso em Pacientes com Insuficiência Renal (problemas nos rins)
    Se você estiver com função renal comprometida (problemas nos rins) necessitará de menores doses diárias de levocetirizina e/ou intervalos de dose maiores quando comparados com os pacientes com função renal normal. Se você estiver sendo submetido à diálise (procedimento para filtração do sangue), o produto é contraindicado.

    Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática (problemas no fígado)
    Não é preciso ajustar a dose se você apresentar somente insuficiência hepática (problemas no fígado).

    Recomenda-se que você fale com seu médico para ajustar a dose caso você tenha insuficiência hepática e renal.

    Duração do Tratamento
    A duração do tratamento depende do tipo, duração e curso dos sintomas. Para a rinite alérgica sazonal aguda ou febre do feno (alergias causadas por pólen de algumas plantas), de 3 a 6 semanas, e no caso de exposições ao pólen durante certos períodos de tempo, uma semana pode ser suficiente.

    Para urticária crônica (reação alérgica manifestada na pele acompanhada de vermelhidão) e rinite alérgica crônica (inflamação na mucosa do nariz) existe experiência clínica de até um ano com o composto, e até 18 meses em pacientes com prurido (coceira) associado com dermatite atópica (inflamação da camada superficial da pele).

    Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

    O que devo fazer quando me esquecer de usar o Zyxem?

    Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico, pois os efeitos terapêuticos podem não ocorrer conforme o esperado.

    Se você se esquecer de tomar uma dose do medicamento, tome-o tão logo quando se lembrar. Se estiver próximo da hora da próxima dose, pular a dose esquecida e esperar para tomar a próxima dose.

    Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

    Quais cuidados devo ter ao usar o Zyxem?

    Comprimido / Gotas
    Quando houver comprometimento da função renal (funcionamento dos rins) associada com comprometimento da função hepática (funcionamento do fígado) você deve falar com o seu médico para que seja realizado o ajuste na dose.

    Devem ser tomadas precauções em pacientes com fatores de predisposição de retenção urinária (por exemplo, lesão da medula espinhal, hiperplasia prostática) uma vez que a levocetirizina pode aumentar o risco de retenção urinária.

    Recomenda-se a tomada de precauções do uso de Zyxem® Gotas (solução oral) em pacientes com epilepsia e em risco de convulsão uma vez que a levocetirizina pode causar agravamento da convulsão.

    Efeitos sobre a Capacidade de Conduzir e Utilizar Máquinas

    Estudos clínicos não demonstraram evidências que a levocetirizina pode causar alteração da atenção, na capacidade de reação e na habilidade para conduzir veículos ou utilizar máquinas potencialmente perigosas e que exijam atenção. Entretanto, alguns pacientes podem sentir sonolência, fadiga (cansaço) e astenia (ausência ou perda da força muscular) após o uso de levocetirizina. Por isso, recomenda-se que os pacientes que venham a conduzir máquinas, realizar atividades potencialmente perigosas, ou utilizar máquinas, não devam superar as doses recomendadas, e devam levar em conta sua resposta ao fármaco.

    Uso Geriátrico

    Zyxem® pode ser utilizado por pacientes com idade acima de 65 anos desde que se observem as precauções comuns ao mesmo. Em pacientes idosos com insuficiência renal a dose deve ser ajustada de acordo com a necessidade do paciente.

    Uso na Gravidez e Lactação

    Os dados disponíveis em mulheres grávidas avaliadas indicam que a cetirizina não possui efeitos adversos sobre a gravidez ou sobre a saúde do feto ou recém-nascido. Até o momento, não se dispõe de dados epidemiológicos relevantes (estudos que comprovem ou não os riscos que o medicamento pode causar em pacientes grávidas).

    Dados limitados estão disponíveis (dados coletados prospectivamente em menos de 300 casos resultados de gravidez) e estes não revelaram clara relação causal do uso da levocetirizina com malformações nem toxicidade fetal / neonatal.

    Estudos realizados em animais não indicaram efeitos nocivos diretos ou indiretos sobre a gravidez, desenvolvimento embrionário ou fetal, parto ou desenvolvimento no pós-natal (após o nascimento).

    No entanto, devem-se tomar precauções ao prescrever o produto durante a gravidez.

    Não se recomenda o uso da levocetirizina durante o período de amamentação, pois a levocetirizina pode ser excretada pelo leite materno, a menos que o benefício para a mãe seja maior que qualquer risco teórico para a criança. As reações adversas associadas com a levocetirizina podem ser observadas em crianças em fase de amamentação.

    Fertilidade

    Não existem dados clínicos disponíveis sobre a fertilidade, nem há dados em animais a respeito do efeito da levocetirizina sobre a fertilidade.

    Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

    Exclusivo Comprimido

    Não se recomenda a utilização de Zyxem® comprimidos em crianças menores de seis (6) anos, já que os comprimidos disponíveis não permitem o ajuste da dose.

    Se você apresentar raros problemas hereditários de intolerância a galactose (açúcar do leite), deficiência de Lapp lactase ou má absorção de glicose-galactose não deverá fazer uso do medicamento Zyxem® comprimidos.

    Se você apresentar raros problemas hereditários de intolerância a galactose (açúcar do leite), deficiência de Lapp lactase ou má absorção de glicose-galactose não deverá fazer uso do medicamento Zyxem® comprimidos.

    Exclusivo Gotas

    A presença de alguns excipientes na formulação de Zyxem® pode causar reações alérgicas, possivelmente tardias, como dor de cabeça, desconforto estomacal e diarreia.

    Caso perceba alguma alteração, fale com seu médico.

    Recomenda-se precaução da ingestão concomitante com álcool.

    Devido aos dados limitados, a administração de levocetirizina em crianças com menos que 2 anos não é recomendada.

    Metilparabeno e propilparabeno, componentes da formulação de Zyxem® Gotas (solução oral) podem causar reações alérgicas possivelmente tardias.

    Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Zyxem?

    Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
    Secura da boca, dor de cabeça, fadiga (cansaço) e sonolência.

    Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
    Astenia (ausência ou perda da força muscular) ou dor abdominal.

    Reação com frequência desconhecida (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis)
    Palpitação cardíaca (alteração dos batimentos do coração), taquicardia (aumento dos batimentos do coração), alterações visuais (alteração da visão), visão embaçada, crise oculogírica (desvio involuntário dos olhos), hepatite (inflamação no fígado caracterizado por coloração amarelada da pele e olhos), hipersensibilidade (alergia aos componentes da fórmula), dispneia (sensação subjetiva de falta de ar), náusea (sensação de desconforto na região do estômago), vômitos, edema (inchaço causado por acúmulo de líquido), prurido (sensação de coceira), rash (vermelhidão na pele causada por alergias), urticária (reação alérgica manifestada por elevação da pele acompanhada de vermelhidão), erupções na pele, alterações no comportamento (agitação, depressão, agressão, alucinação, insônia, ideias suicidas, pesadelos), convulsões, parestesia (sensação de formigamento ou de ardência na pele não causadas por estímulo exterior ao corpo), tontura, síncope (desmaio), tremor, disgeusia (alteração do paladar), mialgia (dor nos músculos), artralgia (dor situada nas articulações), aumento do apetite, vertigem, disúria (dificuldade em urinar), retenção urinária.

    Em investigação
    Aumento de peso e teste da função hepática anormal (alterações de exames laboratoriais do fígado).

    Descrição de reações adversas selecionadas
    Após descontinuação do tratamento com levocetirizina, foi relatado o aparecimento de prurido (coceira) num número muito pequeno de pacientes.

    Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.
    Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

    Apresentações do Zyxem

    Comprimidos revestidos
    Embalagem com 10 comprimidos revestidos de 5 mg. Cada comprimido contém 5 mg de dicloridrato de levocetirizina.

    Uso oral.
    Uso adulto e pediátrico acima de 6 anos.

    Gotas (solução oral)
    Frasco de vidro âmbar, com conta-gotas, contendo 20 mL.

    Cada 1 mL (20 gotas) contém 5,0 mg de dicloridrato de levocetirizina.

    Uso oral.
    Uso adulto e pediátrico acima de 2 anos.

    Qual a composição do Zyxem?

    Cada comprimido revestido contém:

    Excipientes: celulose microcristalina, dióxido de silício coloidal, lactose monoidratada, estearato de magnésio, Opadry® e água purificada.

    Cada 1 mL (20 gotas) da solução oral (gotas) contém:

    Excipientes: acetato de sódio, ácido acético, propilenoglicol, glicerol, metilparabeno, propilparabeno, sacarina sódica e água purificada.

    Cada 1 mL equivale a 20 gotas.

    Cada gota contém 0,25 mg de dicloridrato de levocetirizina.

    Superdose: o que acontece se tomar uma dose do Zyxem maior do que a recomendada?

    Os sintomas de superdose podem incluir sonolência em adultos. Em crianças, agitação e inquietação podem ocorrer inicialmente, seguidas de sonolência. Não existe nenhum antídoto (substância que neutraliza o efeito do medicamento) específico conhecido contra a levocetirizina.

    Se você ingerir uma quantidade maior do que a prescrita, recomenda-se procurar um médico para seguir um tratamento sintomático e de apoio. Seu médico poderá solicitar uma lavagem gástrica logo após a ingestão do fármaco. A levocetirizina não é eliminada de forma efetiva por hemodiálise.

    Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

    Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Zyxem com outros remédios?

    Em pacientes sensíveis, o uso associado com álcool ou outras substâncias que agem deprimindo o sistema nervoso central pode produzir uma redução adicional do estado de alerta e do rendimento (pode diminuir a atenção).

    A disposição da levocetirizina é similar a da cetirizina. A levocetirizina, por sua vez, não possui forte efeito de metabolização no fígado. Deste modo, é pouco provável que a levocetirizina afete o metabolismo de outras drogas e vice-versa.

    Em relação à teofilina (medicamento utilizado no tratamento de asma), em um estudo realizado com cetirizina, observou-se uma ligeira diminuição na eliminação da cetirizina.

    Um estudo de doses múltiplas com ritonavir (medicamento antirretroviral, utilizado em tratamentos de HIV) e cetirizina, demonstrou um aumento da ação da cetirizina, o que indica uma interação medicamentosa.

    Interações alimentares
    Em estudos realizados com a levocetirizina verificou-se que a absorção de levocetirizina não se reduz com a ingestão de comida, apesar da velocidade de absorção diminuir; contudo, esses efeitos não são considerados clinicamente importantes.

    Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
    Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

    Interação alimentícia: posso usar o Zyxem com alimentos?

    Em estudos realizados com o Dicloridrato de Levocetirizina verificou-se que a absorção de Dicloridrato de Levocetirizina não se reduz com a ingestão de comida, apesar da velocidade de absorção diminuir; contudo, esses efeitos não são considerados clinicamente importantes.

    Qual a ação da substância do Zyxem (Dicloridrato de Levocetirizina)?
    Resultados de Eficácia

    Comprimido Revestido
    O Dicloridrato de Dicloridrato de Levocetirizina é o enantiômero ativo da cetirizina, uma potente droga com baixa metabolização hepática, amplamente utilizada para tratamento de rinite alérgica e urticária.

    Em um estudo foi comparada a potência, consistência, inicio de ação e duração da ação do Dicloridrato de Dicloridrato de Levocetirizina em relação a outros anti-histamínicos populares. Foram testadas as seguintes drogas: Dicloridrato de Dicloridrato de Levocetirizina 5 mg, ebastina 10 mg, fexofenadina 180 mg, loratadina 10 mg, mizolastina 10 mg e placebo, em doses únicas sobre 18 voluntários saudáveis em um estudo duplo cego, cruzado e randomizado. Para avaliar a eficácia, foram medidas as áreas de inibição das pápulas/urticária nos tempos 0, 0,5, 1, 2, 4, 6, 8, 10, 12 e 24 horas. Os resultados mostraram que o Dicloridrato de Levocetirizina, entre os medicamentos comparados, apresentou maior potência e eficácia na inibição da histamina, induzindo a diminuição das áreas afetadas pelas pápulas/urticária.1

    Em outro estudo randomizado, duplo cego, multicêntrico e controlado por placebo, foram analisados dados referentes a um total de 294 pacientes com rinite alérgica perene (PAR), causada por ácaros. Estes pacientes foram tratados, durante oito semanas, com Dicloridrato de Levocetirizina, uma vez ao dia ou placebo. A média total dos quatro sintomas principais (T4SS) (prurido nasal, prurido ocular, rinorreia e espirros) foi comparada entre os grupos de tratamento, nos tempos de 1, 4 e 6 semanas.

    Dicloridrato de Levocetirizina mostrou uma melhora de 86% nos quatro sintomas principais (T4SS) durante a primeira semana de tratamento e uma melhora de 47% sobre todo o período de tratamento em relação ao placebo. Adicionalmente, a congestão nasal foi inesperadamente melhorada. Todos os valores foram significativos em relação ao placebo (P<0,001). O estudo concluiu que Dicloridrato de Dicloridrato de Levocetirizina 5 mg/dia é um tratamento eficaz e bem tolerado para rinite alérgica perene (PAR). Além disso, Dicloridrato de Levocetirizina também se mostrou eficaz para o alívio da congestão nasal.2

    A Environmental Exposure Unit (Unidade de Exposição Ambiental), um sistema de teste em laboratório utilizando pólen para testar medicamentos antialérgicos, foi utilizada para comparar o início de ação, duração de ação e a eficácia do Dicloridrato de Levocetirizina e desloratadina, dois antagonistas do receptor H1. Este estudo tratou-se de um duplo-cego, controlado por placebo, com grupos paralelos, onde os indivíduos foram qualificados e randomizados para utilizarem, uma vez por dia, Dicloridrato de Levocetirizina 5 mg (n = 141), desloratadina 5 mg (n = 140) ou placebo (n = 92). Os voluntários foram expostos ao pólen de ragweed (erva de santiago, tasneira ou ambrosia) por dois dias consecutivos (7 horas e 6 horas). Os sintomas foram autoavaliados a cada 30 minutos. Em ambos os dias, o Dicloridrato de Levocetirizina produziu uma maior melhora na pontuação do complexo dos principais sintomas (eficácia primária variável) do que a desloratatina (p = 0,015) sendo ambos melhores do que o placebo (p <0,001). Dicloridrato de Levocetirizina obteve mais rápido início de ação (1h vs 3h) e produziu maior alívio dos sintomas em 24 h do que a desloratadina (p = 0,003). O Dicloridrato de Levocetirizina também aliviou a obstrução nasal melhor do que a desloratadina (p = 0,007) no primeiro dia, e melhor do que o placebo (p = 0,014) após a segunda dose no segundo dia, fato este que não foi observado com a desloratadina.3

    Referências Bibliográficas

    1. Grant J A et al. A double-blind, randomized, single-dose, crossover comparison of levocetirizine with ebastine, fexofenadine, loratadine, mizolastine, and placebo: supression of histamine-induced wheal-and-flare response during 24 hours in healthy male subjects. Ann Alergy Asthma Immunol. 2002 Feb; 88(2):190-7.
    2. Potter P C et al. Levocetirizine is effective for symptom relief including nasal congestion in adolescent and adult (PAR) sensitized to house dust mites. Allergy. 2003; 58:893-899.
    3. Day J H et al. Comparative clinical efficacy, onset and duration of action of levocetirizine and desloratadine for symptoms of seasonal allergic rhinitis in subjects evaluated in the Enviromental Exposure Unit (EEU). Int J Clin Pract. 2004 Feb; 58(2):109-18.

    Solução Oral
    Em um estudo randomizado, duplo-cego, de grupos paralelos, realizado em 510 crianças com idade entre 12 e 24 meses, foram avaliados os efeitos do tratamento a longo prazo com o Dicloridrato de Levocetirizina (anti-histamínico H1) na urticária em crianças de 12 a 24 meses. Foram administrados, em cada um dos grupos, Dicloridrato de Levocetirizina, 0,125 mg/kg, ou placebo duas vezes/dia por 18 meses. Em um cartão, foi registrada, diariamente, a quantidade de dias em que a criança apresentava urticária. Durante os 18 meses de tratamento, 27,5% das crianças tomando Dicloridrato de Levocetirizina e 41,6% das crianças tomando placebo apresentaram urticária (p<0,001). O número médio de episódios de urticária foi de 0,71 no grupo de crianças que recebeu Dicloridrato de Levocetirizina e 1,71 no grupo placebo, resultado esse significativo (p< 0,001). Em conclusão, o estudo relatou que o tratamento a longo prazo utilizando Dicloridrato de Levocetirizina é eficaz no tratamento e prevenção da urticária em crianças jovens.1

    Em outro estudo randomizado, duplo-cego, multicêntrico e controlado por placebo, foram analisados dados referentes a um total de 294 pacientes com rinite alérgica perene (PAR), causada por ácaros. Estes pacientes foram tratados, durante oito semanas, com Dicloridrato de Levocetirizina, uma vez ao dia ou placebo. A média total dos quatro sintomas principais (T4SS) (prurido nasal, prurido ocular, rinorreia e espirros) foi comparada entre os grupos de tratamento, nos tempos de 1, 4 e 6 semanas.

    Dicloridrato de Levocetirizina mostrou uma melhora de 86% nos quatro sintomas principais (T4SS) durante a primeira semana de tratamento e uma melhora de 47% sobre todo o período de tratamento em relação ao placebo. Adicionalmente, a congestão nasal foi inesperadamente melhorada. Todos os valores foram significativos em relação ao placebo (p<0,001). O estudo concluiu que Dicloridrato de Levocetirizina 5 mg/dia é um tratamento eficaz e bem tolerado para rinite alérgica perene (PAR). Além disso, Dicloridrato de Levocetirizina também se mostrou eficaz para o alívio da congestão nasal.2

    O objetivo deste terceiro estudo foi realizar um estudo a longo prazo sobre a segurança do Dicloridrato de Levocetirizina em crianças atópicas. No Estudo de Prevenção Precoce da Asma em Crianças Atópicas, randomizado e duplo-cego, 510 crianças atópicas, com 12 a 24 meses de idade no início do estudo, receberam Dicloridrato de Levocetirizina 0,125 mg/kg ou placebo, duas vezes ao dia, durante 18 meses.

    A segurança foi avaliada através do relato de eventos adversos, números de crianças nas quais o tratamento foi interrompido devido a eventos adversos, medidas da estatura e da massa corporal, avaliação de marcos do desenvolvimento e exames hematológicos e bioquímicos. A população avaliada quanto à segurança consistiu de 255 crianças tratadas com Dicloridrato de Levocetirizina e 255 crianças que receberam placebo. Os grupos de tratamento foram similares demograficamente e, em relação ao número de crianças com um ou mais eventos adversos (96,9% para o Dicloridrato de Levocetirizina e 95,7% para o placebo), eventos adversos graves (12,2% para o Dicloridrato de Levocetirizina e 14,5% para o placebo), eventos adversos atribuídos à medicação (5,1% para o Dicloridrato de Levocetirizina e 6,3% para o placebo) e eventos adversos que levaram à interrupção permanente do uso da medicação do estudo (2,0% para o Dicloridrato de Levocetirizina e 1,2% para o placebo). Os eventos adversos mais frequentes são relacionados a infecções do trato respiratório superior, sintomas transitórios de gastroenterite ou exacerbações das doenças alérgicas. Não houve diferenças significativas entre os grupos de tratamento quanto à estatura, massa corporal, marcos do desenvolvimento e exames hematológicos e bioquímicos. A segurança a longo prazo do Dicloridrato de Levocetirizina foi confirmada em crianças atópicas.3

    Referências Bibliográficas

    ¹ – Simons, R et al. H1-antihistamine treatment in young atopic children: effect on urticaria. Ann Allergy Asthma Immunol. 2007; 99:261-266.
    ² – Potter PC et al. Levocetirizine is effective for symptom relief including nasal congestion in adolescent and adult (PAR) sensitized to house dust mites. Allergy. 2003; 58:893-899.
    ³ – F. Estelle R. Simons, em nome do Grupo do Estudo de Prevenção Precoce da Asma em Crianças Atópicas (estudo EPAAC). Safety of levocetirizine treatment in young atopic children: An 18- month study. Pediatr Allergy Immunol. 2007: 18: 535–542.

    Características Farmacológicas

    Dicloridrato de Dicloridrato de Levocetirizina apresenta em sua formulação o dicloridrato de Dicloridrato de Levocetirizina, que é o R-enantiômero do racemato cloridrato de cetirizina, podendo ser utilizado no tratamento dos sintomas associados com as condições alérgicas tais como: rinite alérgica sazonal, incluindo sintomas oculares, rinite alérgica perene e urticária crônica.

    Propriedades Farmacodinâmicas
    O Dicloridrato de Levocetirizina é um antagonista dos receptores da histamina H1, ativo quando administrado por via oral, potente, seletivo e de longa duração. O Dicloridrato de Levocetirizina é similar à cetirizina, livre de efeitos anticolinérgicos e baixo potencial de efeito sedativo.

    Através de estudos realizados com cetoconazol, eritromicina, azitromicina, cimetidina e pseudoefedrina, demonstrou-se que estes fármacos não interagem com a cetirizina e vice-versa.

    Uma diminuição de 20% no clearance da cetirizina foi verificada quando administrada com a teofilina.

    Porém, esta alteração não foi considerada de relevância clínica. A disposição do Dicloridrato de Levocetirizina é similar quando administrada como o enantiômero único ou como o racemato. O Dicloridrato de Levocetirizina acompanha a mesma farmacodinâmica e atividade anti-H1 da cetirizina; o Dicloridrato de Levocetirizina é fracamente metabolizada e não possui nenhum efeito nas atividades do citocromo CYP do fígado.

    Deste modo, nenhum estudo de interação específica droga-droga foi conduzido com o Dicloridrato de Levocetirizina.

    Propriedade Farmacocinética
    O Dicloridrato de Levocetirizina é excretada tanto por filtração glomerular como secreção tubular. O potencial de drogas como a probenicida, em afetar a excreção renal, não foi estudado. Entretanto, o impacto máximo esperado deve ser de 50% da redução no clearance renal.

    Absorção
    O Dicloridrato de Levocetirizina é rápida e extensivamente absorvida após administração oral. Após uma dose oral de 5 mg radiomarcada, 85,4% e 12,9% da dose são recuperadas na urina e nas fezes, respectivamente.

    O balanço da excreção foi verificado como estando perto de 100%, um valor mais alto se comparado com aquele medido para a cetirizina previamente (79,7% da dose). O Tmax é alcançado aproximadamente uma hora após a administração. O Cmax do Dicloridrato de Levocetirizina foi equivalente quando administrado a uma dose equivalente como enantiômero simples ou como racemato. A rápida e extensiva absorção do Dicloridrato de Levocetirizina é consistente durante os estudos conduzidos tanto com o Dicloridrato de Levocetirizina quanto com a cetirizina.

    A influência de uma farta refeição na farmacocinética do Dicloridrato de Levocetirizina foi avaliada e foi verificado que o alimento prolonga a absorção por 1,25 h, reduzindo o Cmax em 35%, enquanto a AUC não foi afetada. Estes efeitos não foram considerados como clinicamente importantes e o Dicloridrato de Levocetirizina pode ser administrada com ou sem alimentos.

    A ligação às proteínas com o Dicloridrato de Levocetirizina radiomarcada, medida por ultrafiltração in vivo, foi de 96,1% em 1 hora, estando muito próximo da verificação in vitro das ligações às proteínas plasmáticas nas concentrações de 0,2 a 1 ?g/mL no mesmo estudo (94,8 a 95,0%).

    Eliminação/Excreção
    O Dicloridrato de Levocetirizina é eliminada por excreção renal em uma grande extensão.

    O metabolismo é uma menor rota de eliminação. Os metabólitos são primariamente excretados na urina. O total recuperado excretado nas fezes e urina após uma dose de 168 horas foi de 98,3% da dose.

    A meia-vida em voluntários adultos sadios é de aproximadamente 8 horas (aproximadamente 40% maior que o do enantiômero S).

    Tem sido demonstrado que a cetirizina é excretada no leite materno. É esperado que o Dicloridrato de Levocetirizina também seja excretada no leite materno.

    Deste modo, a administração do Dicloridrato de Levocetirizina a mulheres que estiverem amamentando é contraindicada.

    Populações Especiais
    Pacientes com insuficiência renal – dois estudos foram conduzidos em indivíduos com comprometimento renal. O primeiro foi um estudo de dose única com indivíduos com diferentes graus de insuficiência renal e o segundo, um estudo de dose única em indivíduos sendo submetidos à hemodiálise.

    Como esperado, o clearance corporal total e o clearance renal do Dicloridrato de Levocetirizina estiveram reduzidos em indivíduos com comprometimento da função renal em 40%, naqueles com um CLcr médio de 62 mL/min/1,73 m2 e em 70% naqueles com um CLcr de 26 mL/min/1,73 m2. O clearance do Dicloridrato de Levocetirizina está correlacionado com o CLcr.

    Em indivíduos anúricos (estágio final da doença renal), o clearance corporal total de Dicloridrato de Levocetirizina está diminuído em aproximadamente 80% quando comparado a indivíduos normais (CLcr > 90 mL/min/1,73 m2) e a meia-vida foi de 41 horas.

    A ligação do Dicloridrato de Levocetirizina às proteínas plasmáticas não foi alterada em indivíduos com função renal comprometida. Entretanto, em indivíduos anúricos a ligação às proteínas plasmáticas no Tmax foi de 86,6% quando comparado a 90% em indivíduos normais.

    Pacientes com função renal comprometida necessitam de doses diárias de Dicloridrato de Levocetirizina reduzidas e/ou intervalos de dose maiores quando comparados com os pacientes com função renal normal.

    Nenhuma dose suplementar em pacientes se submetendo a hemodiálise deve ser administrada.

    Pacientes com insuficiência hepática – o Dicloridrato de Levocetirizina é metabolizada no fígado em pequena extensão (<20%). Sua faixa terapêutica é ampla e aproximadamente 86% da dose é excretada não modificada. Deste modo, é improvável que reduções modestas no clearance levarão a uma toxicidade direta ou por aumento de sua interação com outras drogas. Entretanto, em pacientes com comprometimento hepático e concomitante redução na função renal, ajustes da dose são recomendados.

    Estudos clínicos publicados mostraram que o Dicloridrato de Levocetirizina foi eficaz no tratamento dos sintomas da rinite alérgica, aliviando todos os sintomas relatados (espirro, coriza, prurido, congestão nasal, assim como, lacrimejamento, prurido e vermelhidão dos olhos). A incidência de eventos adversos informados foi comparável entre o tratamento com Dicloridrato de Levocetirizina e grupo placebo.

    Como devo armazenar o Zyxem?

    Zyxem® Comprimido revestidos deve ser conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15° e 30°C).

    Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
    Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
    Guarde-o em sua embalagem original.

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    Zyxem® Comprimido revestidos é um comprimido branco, de formato ovalado e inodoro (sem cheiro). Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

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    Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
    Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

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    CRF-SP n° 23.642

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    Venda sob prescrição médica.

    Exclusivo Comprimido
    Fabricado por:
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    Bulle – Suíça

    Embalado por:
    Aesica Pharmaceuticals S.r.l.
    Pianezza – Itália

    Importado e registrado por:
    UCB Biopharma Ltda.
    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 4300 – 2º andar
    taim Bibi
    CEP: 04538-132
    São Paulo – SP
    CNPJ n° 64.711.500/0001-14

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  • Sem categoria 02.06.2020 No Comments

    O ajuste anual de preços de medicamentos e de planos e seguros privados de saúde pode ser suspenso durante a pandemia de coronavírus. O Senado aprovou nesta terça-feira (2), com 71 votos a favor e 2 contrários, o PL 1.542/2020, do senador Eduardo Braga (MDB-AM). A proposta segue para a Câmara dos Deputados.

    O autor destacou que, em 31 de março, o Poder Executivo enviou ao Congresso uma medida provisória (MP 933/2020) suspendendo por 60 dias o reajuste de preços dos medicamentos para 2020. Os novos valores começariam a valer em 1º de abril e ficariam suspensos, portanto, até 1º de junho. Segundo o senador, é imprescindível aumentar o período da suspensão dos reajustes e estendê-la aos planos e seguros privados de assistência à saúde. 

    Eduardo Braga afirma na justificativa que é importante evitar aumento de preços em um momento que os efeitos econômicos causados pela crise do coronavírus têm provocado uma perda significativa da renda das famílias pela necessidade de isolamento social, que faz com que os cidadãos percam seus empregos ou tenham seus salários reduzidos.

    Ajuste anual

    O ajuste anual de preços de medicamentos está previsto na Lei 10.742, de 2003, e o dos planos e seguros privados de saúde, na Lei 9.656, de 1998.

    O texto aprovado em Plenário foi o substitutivo do senador Confúcio Moura (MDB-RO), que altera a Lei 13.979, de 2020, norma com as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública pela pandemia do novo coronavírus. Ele analisou 46 sugestões de emendas de senadores.

    A proposta do relator suspende os reajustes dos planos privados de assistência à saúde de quaisquer modalidades e formas de contratação, inclusive por mudança de faixa etária, por 120 dias. Após o término do prazo, poderão ser adotadas medidas adicionais, voltadas para a preservação do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.

    Inflação

    Já o ajuste anual de preços de medicamentos para 2020 fica suspenso por 60 dias após o término da suspensão prevista na MP 933/2020, período que não será contabilizado para ajuste futuro. A lei entrará em vigor na data de sua publicação.

    Fonte: Agência Senado

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  • Sem categoria 20.05.2020 No Comments

    Entidade foi questionada sobre as novas orientações do Ministério da Saúde que sugere o uso do medicamento contra a doença, apesar de não haver evidências científicas de que eles funcionem. Substância é normalmente usada contra malária e doenças autoimunes, como lúpus.

    O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, disse nesta quarta-feira (20) que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem causar efeitos colaterais e que não têm eficácia comprovada no tratamento da Covid-19. Ele também afirmou que as substâncias só devem ser usadas contra a Covid-19 em ensaios clínicos.

    “Todas as nações, particularmente aquelas com autoridades reguladoras, estão em posição de aconselhar seus cidadãos sobre o uso de qualquer droga. Entretanto, sobre a hidroxicloroquina e a cloroquina, que já são licenciadas para muitas doenças, eu diria que, até esse estágio, nem a cloroquina nem a hidroxicloroquina têm sido efetivas no tratamento da Covid-19 ou nas profilaxias contra a infecção pela doença. Na verdade, é o oposto”, disse Ryan.

    “Muitos avisos foram emitidos por muitas autoridades sobre os efeitos colaterais potenciais das drogas. E muitos países limitaram o uso dela para ensaios clínicos, sob supervisão de médicos em hospitais — especificamente para a Covid-19, por causa de um número de efeitos colaterais potenciais que ocorreram e podem ocorrer. Dito isso, novamente, cabe a cada autoridade nacional avaliar as evidências a favor e contra essa droga”, completou.

    As declarações foram feitas depois de a entidade ser questionada sobre o documento divulgado pelo governo brasileiro. Com o título “Orientações do Ministério da Saúde para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19”, o governo recomenda no texto que os medicamentos sejam usados no tratamento contra a doença desde o primeiro dia de sinais e sintomas, apesar de não haver evidências científicas de que eles funcionem. As substâncias são normalmente usadas contra a malária e doenças autoimunes, como o lúpus.

    “Nós temos agora ensaios [clínicos] do Solidarity [iniciativa internacional em busca de tratamentos para a Covid-19] em vários países, nos quais a cloroquina e a hidroxicloroquina estão incluídas. Como OMS, nós recomendamos que, para a Covid-19, essas drogas sejam reservadas para uso dentro desses ensaios”, afirmou Ryan.

    Mais de 3 mil pacientes estão cadastrados em ensaios clínicos em 17 países, segundo a OMS.

    Ministério da Saúde divulga orientações

    O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (20) o documento com orientações para que a cloroquina e hidroxicloroquina seja receitada mesmo em casos leves de Covid-19. Até então, os remédios só tinham uso liberado em casos graves e com pacientes hospitalizados.

    A mudança era um desejo do presidente Jair Bolsonaro, defensor da cloroquina no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. Não há comprovação científica de que a cloroquina é capaz de curar a Covid-19. Estudos internacionais não encontraram eficácia no remédio e a Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda o uso.

    O texto mantém a necessidade de o paciente autorizar o uso da medicação e de o médico decidir sobre a aplicar ou não o remédio. A cloroquina não está disponível para a população em geral.

    O termo de consentimento, que deve ser assinado pelo paciente, ressalta que “não existe garantia de resultados positivos” que “não há estudos demonstrando benefícios clínicos”.

    O documento afirma ainda que o paciente deve saber que a cloroquina pode causar efeitos colaterais que podem levar à “disfunção grave de órgãos, ao prolongamento da internação, à incapacidade temporária ou permanente, e até ao óbito”.

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  • Sem categoria 30.04.2020 No Comments

    Por Bill Gates

    Uma das perguntas que mais me fazem nos dias de hoje é quando o mundo poderá voltar ao que era em dezembro, antes da pandemia de coronavírus. Minha resposta é sempre a mesma: quando temos um medicamento quase perfeito para tratar COVID-19, ou quando quase todas as pessoas no planeta foram vacinadas contra o coronavírus.

    É improvável que o primeiro aconteça tão cedo. Precisávamos de um tratamento milagroso que fosse pelo menos 95% eficaz para interromper o surto. A maioria dos candidatos a drogas no momento não é nem de longe tão poderosa. Eles poderiam salvar muitas vidas, mas não são suficientes para voltar ao normal.

    O que nos deixa com uma vacina.

    A humanidade nunca teve uma tarefa mais urgente do que criar ampla imunidade ao coronavírus. Realisticamente, se vamos voltar ao normal, precisamos desenvolver uma vacina segura e eficaz. Precisamos fazer bilhões de doses, precisamos distribuí-las para todas as partes do mundo e precisamos que tudo isso aconteça o mais rápido possível.

    Isso parece assustador, porque é. Nossa fundação é a maior financiadora de vacinas do mundo, e esse esforço supera tudo o que já trabalhamos antes. Isso exigirá um esforço cooperativo global como o mundo nunca viu. Mas eu sei que isso será feito. Simplesmente não há alternativa.

    Aqui está o que você precisa saber sobre a corrida para criar uma vacina COVID-19.

    O mundo está criando esta vacina em um cronograma historicamente rápido.

    Anthony Fauci disse que acha que levará cerca de dezoito meses para desenvolver uma vacina contra o coronavírus. Eu concordo com ele, embora possa demorar menos de 9 meses ou até dois anos.

    Embora dezoito meses possam parecer muito tempo, este seria o mais rápido que os cientistas criaram uma nova vacina. O desenvolvimento geralmente leva cerca de cinco anos. Depois de escolher uma doença para atingir, você deve criar a vacina e testá-la em animais. Então você começa a testar a segurança e a eficácia em humanos.

    Segurança e eficácia são os dois objetivos mais importantes para cada vacina. Segurança é exatamente o que parece: a vacina é segura para dar às pessoas? Alguns efeitos colaterais menores (como febre leve ou dor no local da injeção) podem ser aceitáveis, mas você não deseja inocular as pessoas com algo que as deixe doentes.

    A eficácia mede o quão bem a vacina o protege de ficar doente. Embora o ideal seja que você queira que uma vacina tenha 100% de eficácia, muitas não. Por exemplo, a vacina contra a gripe deste ano é cerca de 45% eficaz.

    Para testar a segurança e a eficácia, todas as vacinas passam por três fases de testes:

    • A primeira fase é o teste de segurança. Um pequeno grupo de voluntários saudáveis ??recebe a vacina candidata. Você tenta dosagens diferentes para criar a resposta imunológica mais forte com a menor dose eficaz sem efeitos colaterais sérios.
    • Depois de escolher uma fórmula, você passa para a fase dois , que mostra como a vacina funciona nas pessoas que a pretendem. Desta vez, centenas de pessoas tomam a vacina. Essa coorte deve incluir pessoas de diferentes idades e status de saúde.
    • Então, na fase três , você o oferece a milhares de pessoas. Essa é geralmente a fase mais longa, porque ocorre nas chamadas “condições naturais de doenças”. Você o apresenta a um grande grupo de pessoas que provavelmente já correm o risco de infecção pelo patógeno alvo e depois espera e verifica se a vacina reduz o número de pessoas que ficam doentes.

    Depois que a vacina passa nas três fases do teste, você começa a construir as fábricas para fabricá-la e ela é submetida à OMS e a várias agências governamentais para aprovação.

    Esse processo funciona bem para a maioria das vacinas, mas o cronograma normal de desenvolvimento não é bom o suficiente no momento. Todos os dias, podemos cortar esse processo fará uma enorme diferença para o mundo em termos de salvar vidas e reduzir trilhões de dólares em danos econômicos.

    Portanto, para acelerar o processo, os desenvolvedores de vacinas estão comprimindo a linha do tempo. 

    No processo tradicional, as etapas são seqüenciais para abordar questões-chave e incógnitas. Isso pode ajudar a mitigar o risco financeiro, pois a criação de uma nova vacina é cara. Muitos candidatos fracassam, e é por isso que as empresas esperam para investir na próxima etapa até saberem que a etapa anterior foi bem-sucedida.

    Para o COVID-19, o financiamento do desenvolvimento não é um problema. Governos e outras organizações (incluindo nossa fundação e uma aliança incrível chamada Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias ) deixaram claro que apoiarão o que for necessário para encontrar uma vacina. Portanto, os cientistas podem economizar tempo executando várias etapas de desenvolvimento ao mesmo tempo. Por exemplo, o setor privado, os governos e nossa fundação começarão a identificar instalações para fabricar diferentes vacinas em potencial. Se algumas dessas instalações acabarem sem uso, tudo bem. É um preço pequeno a pagar por avançar na produção.

    Felizmente, compactar a linha do tempo do teste não é a única maneira de executar um processo que normalmente leva cinco anos e o realiza em 18 meses. Outra maneira de fazer isso é testando várias abordagens diferentes ao mesmo tempo.

    Existem dezenas de candidatos

    Em 9 de abril, havia 115 candidatos a vacina COVID-19 diferentes no processo de desenvolvimento. Eu acho que oito a dez desses parecem particularmente promissores. (Nossa fundação vai ficar de olho em todos os outros para ver se perdemos algum que tenha algumas características positivas.)

    Os candidatos mais promissores adotam uma variedade de abordagens para proteger o organismo contra o COVID-19. Para entender o que exatamente isso significa, é útil lembrar como o sistema imunológico humano funciona.

    Quando um patógeno da doença entra em seu sistema, seu sistema imunológico responde produzindo anticorpos. Esses anticorpos se ligam a substâncias chamadas antígenos na superfície do micróbio, que envia um sinal para o seu corpo atacar. Seu sistema imunológico mantém um registro de todos os micróbios que já derrotou, para que possa reconhecer e destruir rapidamente os invasores antes que eles adoeçam.

    As vacinas contornam todo esse processo, ensinando seu corpo a derrotar um patógeno sem nunca ficar doente. Os dois tipos mais comuns – e com os quais você provavelmente está mais familiarizado – são inativados e vivem vacinas. As vacinas inativadas contêm patógenos que foram mortos. As vacinas vivas, por outro lado, são feitas de patógenos vivos que foram enfraquecidos (ou “atenuados”). Eles são altamente eficazes, mas mais propensos a efeitos colaterais do que seus equivalentes inativados.

    As vacinas inativadas e vivas são o que consideramos abordagens “tradicionais”. Existem vários candidatos à vacina COVID-19 de ambos os tipos e por boas razões: eles estão bem estabelecidos. Nós sabemos como testá-los e fabricá-los.

    A desvantagem é que eles consomem muito tempo. Há uma tonelada de material em cada dose de uma vacina. A maior parte desse material é biológica, o que significa que você precisa cultivá-lo. Isso leva tempo, infelizmente.

    É por isso que estou particularmente empolgado com duas novas abordagens adotadas por alguns dos candidatos: vacinas de RNA e DNA . Se uma dessas novas abordagens se concretizar, provavelmente seremos capazes de enviar vacinas para o mundo inteiro muito mais rapidamente. (Por uma questão de simplicidade, só vou explicar as vacinas de RNA. As vacinas de DNA são semelhantes, apenas com um tipo diferente de material genético e método de administração.)

    Nossa fundação – tanto por meio de nosso próprio financiamento quanto por meio do CEPI – apoia o desenvolvimento de uma plataforma de vacinas para RNA há quase uma década. Estávamos planejando usá-lo para fabricar vacinas para doenças que afetam os pobres, como a malária, mas agora parece uma das opções mais promissoras para o COVID. O primeiro candidato a iniciar testes em humanos foi uma vacina de RNA criada por uma empresa chamada Moderna.

    Eis como funciona uma vacina de RNA:

    Em vez de injetar o antígeno de um patógeno em seu corpo, você fornece ao corpo o código genético necessário para produzir o antígeno em si. Quando os antígenos aparecem do lado de fora das células, o sistema imunológico os ataca – e aprende a derrotar futuros invasores no processo. Você essencialmente transforma seu corpo em sua própria unidade de fabricação de vacinas.

    Como as vacinas de RNA permitem que seu corpo faça a maior parte do trabalho, elas não exigem muito material. Isso os torna muito mais rápidos de fabricar. Porém, existe um problema: ainda não sabemos ao certo se o RNA é uma plataforma viável para vacinas. Como o COVID seria a primeira vacina de RNA a sair, precisamos provar que a plataforma funciona e cria imunidade. É um pouco como construir seu sistema de computador e seu primeiro software ao mesmo tempo.

    Mesmo que uma vacina de RNA continue mostrando promessas, ainda devemos continuar buscando outras opções. Ainda não sabemos como será a vacina COVID-19. Até que o façamos, temos que ir a todo vapor em tantas abordagens quanto possível.

    Pode não ser uma vacina perfeita ainda – e tudo bem.

    A vacina contra a varíola é a única vacina que varreu uma doença inteira da face da terra, mas também é bastante brutal de receber. Deixou uma cicatriz no braço de quem a pegou. Uma em cada três pessoas teve efeitos colaterais ruins o suficiente para mantê-los em casa da escola ou do trabalho. Um número pequeno – mas não insignificante – desenvolveu reações mais sérias.

    A vacina contra a varíola estava longe de ser perfeita, mas conseguiu o trabalho. A vacina COVID-19 pode ser semelhante.

    Se projetássemos a vacina perfeita, gostaríamos que ela fosse completamente segura e 100% eficaz. Deve ser uma dose única que ofereça proteção ao longo da vida e deve ser fácil de armazenar e transportar. Espero que a vacina COVID-19 tenha todas essas qualidades, mas, dada a linha do tempo em que estamos, pode não ter.

    As duas prioridades, como mencionei anteriormente, são segurança e eficácia . Como talvez não tenhamos tempo para realizar estudos plurianuais, teremos de realizar testes de segurança de fase 1 robustos e garantir que tenhamos boas evidências no mundo real de que a vacina é completamente segura.

    Temos um pouco mais de espaço de manobra com eficácia. Suspeito que uma vacina que seja pelo menos 70% eficaz seja suficiente para interromper o surto. Uma vacina com 60% de eficácia é utilizável, mas ainda podemos ver alguns surtos localizados. É improvável que algo abaixo de 60% crie imunidade suficiente para interromper o vírus.

    O grande desafio será garantir que a vacina funcione bem em idosos. Quanto mais velho você é, menos eficazes são as vacinas. Seu sistema imunológico – como o resto do seu corpo – envelhece e é mais lento para reconhecer e atacar invasores. Esse é um grande problema para a vacina COVID-19, já que as pessoas mais velhas são as mais vulneráveis. Precisamos garantir que eles estejam protegidos.

    A vacina contra as telhas – que também é direcionada às pessoas mais velhas – combate isso aumentando a força da vacina. É possível que façamos algo semelhante para o COVID, embora possa ter mais efeitos colaterais. As autoridades de saúde também podem solicitar que pessoas acima de uma certa idade obtenham uma dose adicional.

    Além da segurança e eficácia, existem alguns outros fatores a serem considerados:

    • Quantas doses serão? Uma vacina que você recebe apenas uma vez é mais fácil e rápida de administrar. Mas podemos precisar de uma vacina com doses múltiplas para obter eficácia suficiente.
    • Quanto tempo isso dura? Idealmente, a vacina oferece proteção duradoura. Mas podemos acabar com uma que apenas o impede de ficar doente por alguns meses (como a vacina contra a gripe sazonal, que protege você por cerca de seis meses). Se isso acontecer, a vacina a curto prazo pode ser usada enquanto trabalhamos em uma mais durável.
    • Como você o armazena? Muitas vacinas comuns são mantidas a 4 graus Celsius. Isso é aproximadamente a temperatura do seu refrigerador comum, portanto é fácil armazenar e transportar. Mas as vacinas de RNA precisam ser armazenadas em temperaturas muito mais baixas – até -80 graus C -, o que tornará mais difícil alcançar certas partes do mundo.

    Minha esperança é que a vacina que tivermos daqui a 18 meses seja o mais “perfeita” possível. Mesmo que não seja, continuaremos trabalhando para melhorá-lo. Depois que isso acontecer, suspeito que a vacina COVID-19 se torne parte do cronograma de imunização de recém-nascidos.

    Uma vez que temos uma vacina, no entanto, ainda temos grandes problemas a resolver. Isso é porque…

    Precisamos fabricar e distribuir pelo menos 7 bilhões de doses da vacina.

    Para parar a pandemia, precisamos disponibilizar a vacina para quase todas as pessoas no planeta. Nunca entregamos algo para todos os cantos do mundo antes. E, como mencionei anteriormente, as vacinas são particularmente difíceis de fabricar e armazenar.

    Não podemos descobrir muito sobre a fabricação e distribuição da vacina até sabermos exatamente com o que estamos trabalhando. Por exemplo, seremos capazes de usar as fábricas de vacinas existentes para fabricar a vacina COVID-19?

    O que podemos fazer agora é construir diferentes tipos de fábricas de vacinas para preparar. Cada tipo de vacina requer um tipo diferente de fábrica. Precisamos estar prontos com instalações que possam produzir cada tipo, para que possamos começar a fabricar a vacina final (ou vacinas) o mais rápido possível. Isso custará bilhões de dólares. Os governos precisam encontrar rapidamente um mecanismo para disponibilizar o financiamento para isso. Atualmente, nossa fundação está trabalhando com o CEPI, a OMS e os governos para descobrir o financiamento.

    Parte dessas discussões se concentra em quem receberá a vacina quando. A realidade é que nem todos poderão receber a vacina ao mesmo tempo. Levará meses – ou até anos – para criar 7 bilhões de doses (ou possivelmente 14 bilhões, se for uma vacina com várias doses), e devemos começar a distribuí-las assim que o primeiro lote estiver pronto.

    A maioria das pessoas concorda que os profissionais de saúde devem receber a vacina primeiro. Mas quem será o próximo? Pessoas mais velhas? Professores? Trabalhadores em trabalhos essenciais?

    Penso que os países de baixa renda devem ser os primeiros a recebê-lo, porque as pessoas correm um risco muito maior de morrer nesses lugares. O COVID-19 se espalhará muito mais rapidamente nos países pobres porque medidas como o distanciamento físico são mais difíceis de serem adotadas. Mais pessoas têm problemas de saúde subjacentes, o que os torna mais vulneráveis ??a complicações, e sistemas de saúde fracos dificultam o recebimento dos cuidados de que precisam. A retirada da vacina em países de baixa renda poderia salvar milhões de vidas. A boa notícia é que já temos uma organização com experiência em como fazer isso na Gavi, a Vaccine Alliance .

    Com a maioria das vacinas, os fabricantes assinam um acordo com o país em que suas fábricas estão localizadas, para que o país obtenha o primeiro crack das vacinas. Não está claro se é o que acontecerá aqui. Espero que encontremos uma maneira de divulgá-lo de maneira equitativa para o mundo inteiro. A OMS e as autoridades nacionais de saúde precisarão desenvolver um plano de distribuição assim que entendermos melhor com o que estamos trabalhando.

    Eventualmente, no entanto, vamos ampliar essa coisa para que a vacina esteja disponível para todos. E então, poderemos voltar ao normal – e, com sorte, tomar decisões que nos impeçam de estar nessa situação novamente.

    Pode ser um pouco difícil de ver agora, mas há uma luz no fim do túnel. Estamos fazendo as coisas certas para obter uma vacina o mais rápido possível. Enquanto isso, peço que você continue seguindo as diretrizes definidas pelas autoridades locais. Nossa capacidade de superar esse surto dependerá de todos que fizerem sua parte para se manterem seguros.

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  • Sem categoria 27.04.2020 No Comments

    A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discutirá nesta terça-feira (28), em reunião ordinária pública, a possibilidade da realização de testes rápidos para covid-19 em farmácias e drogarias.

    Esta autorização seria em caráter temporário e excepcional devido à pandemia do novo coronavírus. O kit vendido vendido nos estabelecimentos será do método imunocromatográfico, mais indicado para exames a partir do sétimo dia do início dos sintomas.

    O exame é feito com amostras de sangue, soro ou plasma. Neste caso, ocorre uma geração de cor a partir de uma reação química entre antígeno (substância estranha ao organismo) e anticorpo (elemento de defesa do organismo).

    Para a medida, a autarquia suspenderia a resolução de diretoria colegiada (RDC) 44, de 17 de agosto de 2009, liberando outros exames clínicos. Atualmente, as farmácias e drogarias só têm autorização para fazer os testes de ponta de dedo para medir a glicose no sangue.

    Segundo a pauta da reunião do colegiado que começará às 9h em Brasília, esta medida dispensa a análise de impacto regulatório e de concorrência pública devido ao alto grau de urgência.

    Diante deste cenário, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) enviou na última sexta-feira ofícios à Anvisa e ao Ministério da Saúde demonstrando preocupação com a realização dos testes rápidos pelos estabelecimentos comerciais.

    Em nota ao Valor, a Abramed disse que “para evitar resultados errados, com possíveis ameaças à saúde dos pacientes […] é imprescindível assegurar a realização de exames com qualidade e segurança”.

    As entidades Associação Brasileira de Biomedicina (ABBM), a Confederacão Nacional de Saúde (CNSaúde), a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) também assinam o documento.

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  • Um número crescente de medicamentos falsos vinculados ao coronavírus está à venda nos países em desenvolvimento, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

     

    Uma investigação da BBC News descobriu remédios falsificados à venda na África, com falsificadores explorando crescentes lacunas no mercado.

    A OMS disse que tomar esses medicamentos pode ter “efeitos colaterais sérios”.

    Um especialista alertou para “uma pandemia paralela, de produtos abaixo do padrão e falsificados”.

    Em todo o mundo, as pessoas estão estocando medicamentos básicos. No entanto, com os dois maiores produtores mundiais de suprimentos médicos – China e Índia – presos, a demanda agora supera o suprimento e a circulação de medicamentos falsificados perigosos está aumentando.

    Na mesma semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o coronavírus uma pandemia no mês passado, a Operação Pangea, unidade global de combate à criminalidade farmacêutica da Interpol, realizou 121 prisões em 90 países em apenas sete dias, resultando na apreensão de produtos farmacêuticos perigosos no valor de mais de US $ 14 milhões (11 milhões de libras).

    Da Malásia a Moçambique, policiais confiscaram dezenas de milhares de máscaras falsificadas e remédios falsos, muitos dos quais alegaram ser capazes de curar o coronavírus.

     

    No mês passado, a Interpol apreendeu 34.000 máscaras cirúrgicas falsas e abaixo do padrão – GETTY IMAGES

    “O comércio ilícito de produtos médicos falsificados durante uma crise de saúde pública mostra total desconsideração pela vida das pessoas”, disse o secretário geral da Interpol, Jurgen Stock.

    Segundo a OMS, o comércio mais amplo de medicamentos falsificados, que inclui medicamentos que podem estar contaminados, contêm o ingrediente ativo errado ou inexistente ou pode estar desatualizado, vale mais de US $ 30 bilhões em países de baixa e média renda.

    “Na melhor das hipóteses, eles [medicamentos falsos] provavelmente não tratarão a doença para a qual foram destinados”, disse Pernette Bourdillion Esteve, da equipe da OMS que lida com produtos médicos falsificados.

    “Mas, na pior das hipóteses, eles causam danos ativamente, porque podem estar contaminados com algo tóxico“.

    A cadeia de suprimentos

    A indústria farmacêutica global vale mais de US $ 1 trilhão. As vastas cadeias de suprimentos abrangem desde fabricantes-chave em lugares como China e Índia, até armazéns de embalagens na Europa, América do Sul ou Ásia e distribuidores que enviam remédios para todos os países do mundo.

    “Provavelmente não há nada mais globalizado que a medicina”, disse Esteve. No entanto, à medida que o mundo entra em confinamento, a cadeia de suprimentos já começa a se desacoplar.

    Várias empresas farmacêuticas na Índia disseram à BBC que agora estão operando com 50-60% de sua capacidade normal. Como as empresas indianas fornecem 20% de todos os medicamentos básicos para a África, os países estão sendo desproporcionalmente afetados.

    Ephraim Phiri, farmacêutico na capital da Zâmbia, Lusaka, disse que já estava sentindo a tensão.

    “Os medicamentos já estão acabando e não os estamos reabastecendo. Não há nada que possamos fazer. Tem sido muito difícil conseguir suprimentos … especialmente medicamentos essenciais como antibióticos e antimaláricos“.

    Produtores e fornecedores também estão lutando, já que os ingredientes crus para fabricar comprimidos agora são tão caros que algumas empresas simplesmente não podem se dar ao luxo de continuar.

    Um produtor do Paquistão disse que costumava comprar os ingredientes crus para um medicamento antimalárico chamado hidrocloroquina por cerca de US $ 100 o quilo. Hoje, porém, o custo aumentou para 1.150 dólares o quilo.

    Com um número crescente de países entrando em bloqueio, não é apenas a redução da produção que é problemática, mas também o aumento da demanda, pois as pessoas ao redor do mundo estocam ansiosamente medicamentos básicos.

    É essa combinação instável de oferta reduzida e aumento da demanda que levou a OMS a alertar sobre um aumento perigoso na produção e venda de medicamentos falsificados.

    “Quando a oferta não atende à demanda”, disse Esteve, da OMS, “ele cria um ambiente em que medicamentos de baixa qualidade ou falsos tentam atender a essa demanda”.

    Medicina falsa

    Falando com farmacêuticos e empresas farmacêuticas em todo o mundo, o fornecimento global de antimaláricos está agora ameaçado.

    Desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, começou a se referir ao potencial da cloroquina e um derivado relacionado, a hidroxicloroquina, nos briefings da Casa Branca, houve um aumento global na demanda por esses medicamentos, que normalmente são usados ??para combater a malária.

    A OMS afirmou repetidamente que não há evidências definitivas de que a cloroquina ou a hidroxicloroquina possam ser usadas contra o vírus que causa o Covid-19. No entanto, em uma coletiva de imprensa recente, enquanto se referia a esses antimaláricos, o Presidente Trump disse: “O que você tem a perder? Aceite.”

    À medida que a demanda aumentou, a grandes quantidades de cloroquina falsa em circulação na República Democrática do Congo e Camarões. A OMS também encontrou medicamentos falsificados à venda no Níger.

    A cloroquina antimalárica é normalmente vendida por cerca de US $ 40 por um pote de 1.000 comprimidos. Mas os farmacêuticos da RDC os venderam por até US $ 250.

    O medicamento vendido foi supostamente fabricado na Bélgica pela “Brown and Burk Pharmaceutical limited”. No entanto, Brown e Burk, uma empresa farmacêutica registrada no Reino Unido, disseram que “não tinham nada a ver com este medicamento. Nós não fabricamos este medicamento, é falso”.

    Fármacos antimaláricos falsificados descobertos em circulação na RDC

    Enquanto a pandemia de coronavírus continua, o professor Paul Newton, especialista em medicamentos falsos da Universidade de Oxford, alertou que a circulação de medicamentos falsos e perigosos só aumentaria a menos que governos de todo o mundo apresentassem uma frente unida.

    “Arriscamos uma pandemia paralela, de produtos abaixo do padrão e falsificados, a menos que todos garantamos que exista um plano global coordenado para produção coordenada, distribuição equitativa e vigilância da qualidade dos testes, medicamentos e vacinas. Caso contrário, os benefícios da medicina moderna … será perdido “.

     

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  • Sem categoria 19.03.2020 No Comments

    Comprimido revestido 500 mg

    Azitromicina Di-Hidratada é indicado em infecções causadas por organismos suscetíveis, em infecções do trato respiratório inferior incluindo bronquite e pneumonia, em infecções da pele e tecidos moles, em otite média aguda e infecções do trato respiratório superior incluindo sinusite e faringite/tonsilite. (A penicilina é o fármaco de escolha usual no tratamento de faringite devido à Streptococcus pyogenes, incluindo a profilaxia da febre reumática. A Azitromicina Di-Hidratada geralmente é efetiva na erradicação do estreptococo da orofaringe; porém dados que estabelecem a eficácia da Azitromicina Di-Hidratada e a subsequente prevenção da febre reumática não estão disponíveis no momento).

    Nas doenças sexualmente transmissíveis no homem e na mulher, Azitromicina Di-Hidratada é indicado no tratamento de infecções genitais não complicadas devido à Chlamydia trachomatis. É também indicado no tratamento de cancro devido à Haemophilus ducreyi, e em infecções genitais não complicadas devido à Neisseria gonorrhoeae sem resistência múltipla. Infecções concomitantes com Treponema pallidum devem ser excluídas.

    Liofilizado para Solução injetável 500 mg
    Azitromicina Di-Hidratada IV (Azitromicina Di-Hidratada) é indicado para o tratamento de pneumonia adquirida na comunidade causada por organismos susceptíveis, incluindo Legionella pneumophila, em pacientes que requerem tratamento intravenoso inicial.

    Azitromicina Di-Hidratada IV também é indicado para o tratamento de doença inflamatória pélvica causada por organismos susceptíveis (Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Mycoplasma hominis), em pacientes que requerem tratamento intravenoso inicial.

    Quais as contraindicações do Azitromicina?

    Azitromicina Di-Hidratada é contraindicado a indivíduos com hipersensibilidade à Azitromicina Di-Hidratada, eritromicina, a qualquer antibiótico macrolídeo, cetolídeo ou a qualquer componente da fórmula.

    Como usar o Azitromicina?

    Comprimido revestido 500 mg
    O Azitromicina Di-Hidratada deve ser administrado em dose única diária. O período de doseamento em relação à infecção é dado abaixo.

    Os comprimidos de Azitromicina Di-Hidratada podem ser tomados com ou sem alimentos.

    Liofilizado para Solução injetável 500 mg
    Instruções para Reconstituição
    Preparar a solução inicial de Azitromicina Di-Hidratada IV, adicionando 4,8 mL de água para injetáveis ao frasco de 500 mg e agitar até completa dissolução. Uma vez que os frascos-ampola de Azitromicina Di-Hidratada IV, são embalados à vácuo, recomenda-se o uso de uma seringa convencional de 5 mL (não-automática) para assegurar a aplicação da quantidade exata de 4,8 mL de água para injeção. Cada mL da solução reconstituída contém 100 mg de Azitromicina Di-Hidratada.

    A estabilidade química e física “em uso” do produto reconstituído foi demonstrada durante 24 horas quando armazenado abaixo de 30°C. Quando diluída de acordo com as instruções, a solução diluída é química e fisicamente estável durante 24 horas quando armazenada abaixo de 30°C, ou durante 7 dias se armazenada sob refrigeração a 5°C.

    Do ponto de vista microbiológico, o produto deve ser utilizado imediatamente. Se não for utilizado imediatamente, o período e as condições de armazenamento “em uso” são de responsabilidade do usuário e normalmente não devem exceder 24 horas quando armazenado entre 2 e 8°C, a menos que a reconstituição e a diluição tenham ocorrido em condições assépticas controladas e validadas.

    Diluir essa solução imediatamente antes da administração de acordo com as “Instruções para Diluição”.

    Instruções para Diluição
    Para obter uma faixa de concentração de 1,0–2,0 mg/mL de Azitromicina Di-Hidratada, transferir 5 mL da solução de Azitromicina Di-Hidratada (100 mg/mL) para a quantidade apropriada de qualquer dos diluentes relacionados a seguir:

    A solução reconstituída pode ser diluída em:

    Solução Salina Normal (cloreto de sódio a 0,9%).
    Solução Salina Normal 1/2 (cloreto de sódio a 0,45%).
    Dextrose a 5% em Água.
    Solução de Ringer Lactato.
    Dextrose a 5% em Salina Normal 1/2 (cloreto de sódio a 0,45%) com 20 mEq de cloreto de potássio.
    Dextrose a 5% em Solução de Ringer Lactato.
    Dextrose a 5% em Salina Normal 1/3 (cloreto de sódio a 0,3%).
    Dextrose a 5% em Salina Normal 1/2 (cloreto de sódio a 0,45%).
    Normosol® – M em Dextrose 5%.
    Normosol® – R em Dextrose 5%.
    Os medicamentos para administração parenteral devem ser inspecionados visualmente quanto à presença de micropartículas antes da administração. Se houver evidência de micropartículas nos líquidos reconstituídos, a solução deve ser descartada.

    Incompatibilidades
    Outras substâncias, aditivos ou medicações para administração intravenosa não devem ser adicionados a Azitromicina Di-Hidratada iv, nem administrados simultaneamente por infusão na mesma linha intravenosa.

    Posologia do Azitromicina Di-Hidratada

    Uso em Pacientes Idosos
    A mesma dose utilizada em pacientes adultos pode ser utilizada em pacientes idosos. Pacientes idosos podem ser mais susceptíveis ao desenvolvimento de arritmias Torsades de Pointes do que pacientes mais jovens.

    Uso em Pacientes com Insuficiência Renal
    Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal leve a moderada (taxa de filtração glomerular 10 – 80 mL/min). No caso de insuficiência renal grave (taxa de filtração glomerular < 10 mL/min), Azitromicina Di-Hidratada IV deve ser administrado com cautela.

    Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática
    As mesmas doses que são administradas a pacientes com a função hepática normal podem ser utilizadas em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada

    Exclusivo Comprimido revestido 500 mg
    Uso em Adultos
    Para o tratamento de doenças sexualmente transmissíveis causadas por Chlamydia trachomatis, Haemophilus ducreyi ou Neisseria gonorrhoeae suscetível, a dose é de 1000 mg em dose oral única.

    Para todas as outras indicações nas quais é utilizada a formulação oral, uma dose total de 1500 mg deve ser administrada em doses diárias de 500 mg, durante 3 dias.

    Uso em Crianças
    A dose máxima total recomendada para qualquer tratamento em crianças é de 1500 mg.

    Azitromicina Di-Hidratada comprimidos revestidos deve ser administrado somente em crianças pesando mais que 45 kg.

    Em geral, a dose total em crianças é de 30 mg/kg. No tratamento para faringite estreptocócica pediátrica deveria ser administrada sob diferentes esquemas posológicos (vide a seguir).

    A dose total de 30 mg/kg deve ser administrada em dose única diária de 10 mg/kg, durante 3 dias.

    Uma alternativa para o tratamento de crianças com otite média aguda é dose única de 30 mg/kg.

    Para o tratamento da faringite estreptocócica em crianças: foi demonstrada a eficácia da Azitromicina Di-Hidratada administrada em dose única diária de 10 mg/kg ou 20 mg/kg por 3 dias; entretanto, não se deve exceder a dose diária de 500 mg. Em estudos clínicos comparativos, utilizando esses dois regimes de dose, foi observada uma eficácia clínica similar. Porém, a erradicação bacteriológica foi maior e mais evidente com a dose de 20 mg/kg/dia. Entretanto, a penicilina é geralmente o fármaco escolhido para o tratamento da faringite causada pelo Streptococcus pyogenes, incluindo a profilaxia da febre reumática.

    Posologia para pacientes que iniciaram tratamento com Azitromicina Di-Hidratada IV – Substituição do tratamento intravenoso pelo tratamento oral

    Pneumonia adquirida na comunidade

    A dose recomendada de Azitromicina Di-Hidratada IV, pó para solução para infusão, para o tratamento de pacientes adultos com pneumonia adquirida na comunidade causada por organismos sensíveis é de 500 mg, em dose única diária, por via intravenosa, durante no mínimo, 2 dias.

    O tratamento intravenoso deve ser seguido por Azitromicina Di-Hidratada, via oral, em dose única diária de 500 mg até completar um ciclo terapêutico de 7 a 10 dias. A substituição do tratamento
    intravenoso pelo tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a resposta clínica.

    Doença inflamatória pélvica
    A dose recomendada de Azitromicina Di-Hidratada IV é de 500 mg, em dose única diária, por via intravenosa, durante 1 ou 2 dias. A substituição do tratamento intravenoso para o tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a resposta clínica.

    Exclusivo Liofilizado para Solução injetável 500 mg

    Para o tratamento de pacientes adultos com pneumonia adquirida na comunidade causada por organismos sensíveis, a dose recomendada de Azitromicina Di-Hidratada IV é de 500 mg em dose única diária, por via intravenosa durante, no mínimo, 2 dias. O tratamento intravenoso deve ser seguido por Azitromicina Di-Hidratada, via oral, em dose única diária de 500 mg até completar um ciclo terapêutico de 7 a 10 dias. A substituição do tratamento intravenoso para o tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a resposta clínica.

    Para o tratamento de pacientes adultas com doença inflamatória pélvica causada por organismos sensíveis, a dose recomendada de Azitromicina Di-Hidratada IV é de 500 mg em dose única diária, por via intravenosa, durante 1 ou 2 dias. A substituição do tratamento intravenoso para o tratamento oral deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a resposta clínica.

    Caso haja suspeita da presença de microrganismos anaeróbios na infecção, um antimicrobiano anaerobicida pode ser administrado em associação à Azitromicina Di-Hidratada.

    Administração intravenosa: após reconstituição e diluição, a via de administração recomendada para Azitromicina Di-Hidratada IV é apenas infusão intravenosa. Não administrar como injeção intravenosa em “bolus” ou injeção intramuscular.

    A concentração da solução para infusão e a velocidade de infusão de Azitromicina Di-Hidratada IV devem ser equivalentes a 1 mg/mL durante 3 horas ou 2 mg/mL durante 1 hora. Uma dose intravenosa de 500 mg de Azitromicina Di-Hidratada deve ser infundida em no mínimo 1 hora.


    Comprimido revestido 500 mg

    Dose omitida

    Caso o paciente esqueça de administrar Azitromicina Di-Hidratada no horário estabelecido, deve fazê-lo assim que lembrar.

    Entretanto, se já estiver perto do horário de administrar a próxima dose, deve desconsiderar a dose esquecida e utilizar a próxima. Neste caso, o paciente não deve utilizar a dose duplicada para compensar doses esquecidas. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

    Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

    Liofilizado para Solução injetável 500 mg
    Dose omitida
    O plano de tratamento é definido pelo médico que acompanha o caso. Se o paciente não receber uma dose deste medicamento, o médico deve redefinir a programação do tratamento. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

    Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Azitromicina?

    Azitromicina Di-Hidratada é bem tolerado, apresentando baixa incidência de efeitos colaterais.

    Em estudos clínicos foram relatados os seguintes efeitos indesejáveis:
    Distúrbios do Sistema Sanguíneo e Linfático
    Episódios transitórios de uma leve redução na contagem de neutrófilos foram ocasionalmente observados nos estudos clínicos.

    Distúrbios do Ouvido e Labirinto
    Disfunções auditivas, incluindo perda de audição, surdez e/ou tinido, foram relatados por pacientes recebendo Azitromicina Di-Hidratada. Muitos desses eventos foram associados ao uso prolongado de altas doses em estudos clínicos. Nos casos em que informações de acompanhamento estavam disponíveis, foi observado que a maioria desses eventos foi reversível.

    Distúrbios Gastrintestinais
    Náusea, vômito, diarreia, fezes amolecidas, desconforto abdominal (dor/cólica) e flatulência.

    Distúrbio Hepatobiliar
    Disfunção hepática.

    Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo
    Reações alérgicas incluindo rash e angioedema.

    Em experiência pós-comercialização, foram relatados os seguintes efeitos indesejáveis:
    Infecções e Infestações
    Monilíase e vaginite.

    Distúrbios Sanguíneos e do Sistema Linfático
    Trombocitopenia.

    Distúrbio do Sistema Imunológico
    Anafilaxia (raramente fatal).

    Distúrbio do Metabolismo e Nutrição
    Anorexia.

    Distúrbios Psiquiátricos
    Reação agressiva, nervosismo, agitação e ansiedade.

    Distúrbios do Sistema Nervoso
    Tontura, convulsões, cefaleia, hiperatividade, hipoestesia, parestesia, sonolência e desmaio. Casos raros de distúrbio de paladar/olfato e/ou perda foram relatados.

    Distúrbios do Ouvido e Labirinto
    Surdez, zumbido, alterações na audição, vertigem.

    Distúrbios Cardíacos
    Palpitações e arritmias incluindo taquicardia ventricular foram relatadas. Há relatos raros de prolongamento QT e Torsades de Pointes.

    Distúrbio Vascular
    Hipotensão.

    Distúrbios Gastrintestinais
    Vômito/diarreia (raramente resultando em desidratação), dispepsia, constipação, colite pseudomembranosa, pancreatite e raros relatos de descoloração da língua.

    Distúrbios Hepatobiliares
    Hepatite e icterícia colestática foram relatadas, assim como casos raros de necrose hepática e insuficiência hepática, a qual resultou em morte.

    Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo
    Reações alérgicas incluindo prurido, rash, fotossensibilidade, edema, urticária e angioedema. Foram relatados raros casos de reações dermatológicas graves, incluindo eritema multiforme, Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA), síndrome de Stevens Johnson (SSJ), Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) e reações adversas a medicamentos com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS – Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms).

    Distúrbio Músculoesquelético e Tecido Conjuntivo
    Artralgia.

    Distúrbios Renais e Urinário
    Nefrite intersticial e disfunção renal aguda.

    Distúrbios Gerais e no Local da Aplicação Azitromicina Di-Hidratada Di-Hidratada
    Astenia, cansaço, mal-estar.

    Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Azitromicina com outros remédios?

    Antiácidos
    Um estudo de farmacocinética avaliou os efeitos da administração simultânea de antiácidos e Azitromicina Di-Hidratada, não sendo observado qualquer efeito na biodisponibilidade total; embora o pico de concentração plasmática fosse reduzido em aproximadamente 24%. Em pacientes que estejam recebendo Azitromicina Di-Hidratada e antiácidos, os mesmos não devem ser administrados simultaneamente.

    Cetirizina
    Em voluntários sadios, a coadministração de Azitromicina Di-Hidratada em um regime de 5 dias com 20 mg de cetirizina no estado de equilíbrio não resultou em interação farmacocinética nem em alterações significativas no intervalo QT.

    Didanosina (dideoxinosina)
    A coadministração de 1200 mg/dia de Azitromicina Di-Hidratada com 400 mg/dia de didanosina em 6 indivíduos HIV-positivos parece não ter afetado a farmacocinética do estado de equilíbrio da didanosina, quando esta foi comparada ao placebo.

    Digoxina e colchicina

    Tem sido relatado que a administração concomitante de antibióticos macrolídeos incluindo Azitromicina Di-Hidratada com substratos de P-glicoproteína, tais como digoxina e colchicina, resultam em um aumento dos níveis séricos do substrato P-glicoproteina. Portanto, se a Azitromicina Di-Hidratada e substratos P-gp, como digoxina, são administrados concomitantemente, deve ser considerada a possibilidade de elevadas concentrações de digoxina no soro. São necessárias a monitoração clínica dos níveis de digoxina no soro durante o tratamento com Azitromicina Di-Hidratada e após a sua descontinuação.

    Ergô
    Existe uma possibilidade teórica de interação entre Azitromicina Di-Hidratada e derivados do ergô.

    Zidovudina
    Doses únicas de 1000 mg e doses múltiplas de 1200 mg ou 600 mg de Azitromicina Di-Hidratada tiveram um pequeno efeito na farmacocinética plasmática ou na excreção urinária da zidovudina ou de seu metabólito glicuronídeo. Entretanto, a administração de Azitromicina Di-Hidratada aumentou as concentrações do metabólito clinicamente ativo, a zidovudina fosforilada, nas células mononucleares do sangue periférico. O significado clínico deste resultado ainda não foi elucidado, porém pode beneficiar os pacientes.

    A Azitromicina Di-Hidratada não interage significativamente com o sistema do citocromo P450 hepático. Acredita-se que não há participação da Azitromicina Di-Hidratada nas interações farmacocinéticas medicamentosas como observado com a eritromicina e outros macrolídeos. A indução ou inativação do citocromo P450 hepático via complexo citocromo-metabólito não ocorre com a Azitromicina Di-Hidratada.

    Foram conduzidos estudos farmacocinéticos entre a Azitromicina Di-Hidratada e os seguintes fármacos conhecidos por participarem significativamente no metabolismo mediado pelo citocromo P450:
    Atorvastatina

    A coadministração de atorvastatina (10 mg diários) e Azitromicina Di-Hidratada (500 mg diários) não alterou as concentrações plasmáticas da atorvastatina (baseado em testes de inibição de HMG-CoA redutase). No entanto, em experiência pós-comercialização tem sido relatados casos de rabdomiólise em pacientes recebendo Azitromicina Di-Hidratada com estatinas.

    Carbamazepina

    Em um estudo de interação farmacocinética em voluntários sadios, não foram observados efeitos significativos nos níveis plasmáticos da carbamazepina ou de seus metabólitos ativos em pacientes que receberam Azitromicina Di-Hidratada concomitantemente.

    Cimetidina
    Foi realizado um estudo de farmacocinética para avaliar os efeitos de dose única de cimetidina administrada duas horas antes da Azitromicina Di-Hidratada, neste estudo não foram observadas quaisquer alterações na farmacocinética da Azitromicina Di-Hidratada.

    Anticoagulantes orais do tipo cumarínicos
    Em um estudo de interação farmacocinética, a Azitromicina Di-Hidratada não alterou o efeito anticoagulante de uma dose única de 15 mg de varfarina, quando administrada a voluntários sadios. No período pós-comercialização foram recebidos relatos de potencialização da anticoagulação, subsequente à coadministração de Azitromicina Di-Hidratada e anticoagulantes orais do tipo cumarínicos. Embora uma relação causal não tenha sido estabelecida, deve-se levar em consideração a frequência com que é realizada a monitoração do tempo de protrombina quando a Azitromicina Di-Hidratada é utilizada em pacientes recebendo anticoagulantes orais do tipo cumarínicos.

    Ciclosporina
    Em um estudo de farmacocinética com voluntários sadios que receberam doses orais de 500 mg/dia de Azitromicina Di-Hidratada, por 3 dias e, então dose única oral de 10 mg/kg de ciclosporina, a Cmáx resultante de ciclosporina e a AUC0-5 foram considerados significativamente elevados. Consequentemente, deve-se ter cuidado antes de considerar o uso concomitante destes fármacos. Se for necessária a coadministração, os níveis de ciclosporina devem ser monitorados e a dose deve ser ajustada adequadamente.

    Efavirenz
    A coadministração de uma dose única de 600 mg de Azitromicina Di-Hidratada e 400 mg diários de efavirenz durante 7 dias não resultou em interações farmacocinéticas clinicamente significativas.

    Fluconazol
    A coadministração de uma dose única de 1200 mg de Azitromicina Di-Hidratada não alterou a farmacocinética de uma dose única de 800 mg de fluconazol. A exposição total e a meia-vida da Azitromicina Di-Hidratada não foram alteradas pela coadministração de fluconazol, porém foi observada uma diminuição clinicamente insignificante na Cmáx (18%) da Azitromicina Di-Hidratada.

    Indinavir
    A coadministração de uma dose única de 1200 mg de Azitromicina Di-Hidratada não produziu efeito clinicamente significativo na farmacocinética do indinavir quando administrado em doses de 800 mg, 3 vezes ao dia, durante 5 dias.metilprednisolona: em um estudo de interação farmacocinética em voluntários sadios, a Azitromicina Di-Hidratada não produziu efeito significativo na farmacocinética da metilprednisolona.

    Midazolam
    Em voluntários sadios, a coadministração de Azitromicina Di-Hidratada 500 mg/dia por 3 dias não causou alterações clinicamente significativas na farmacocinética e na farmacodinâmica de uma dose única de 15 mg de midazolam.

    Nelfinavir
    A coadministração de Azitromicina Di-Hidratada (1200 mg) e nelfinavir no estado de equilíbrio (750 mg, a cada 3 vezes ao dia) resultou num aumento da concentração de Azitromicina Di-Hidratada. Nenhum evento adverso clinicamente significativo foi observado e nenhum ajuste de dose foi necessário.

    Rifabutina
    A coadministração da Azitromicina Di-Hidratada com a rifabutina não afetou as concentrações séricas dos fármacos.

    Foi observada neutropenia em indivíduos tratados com Azitromicina Di-Hidratada e rifabutina concomitantemente. Embora a neutropenia tenha sido relacionada ao uso da rifabutina, uma relação causal não foi estabelecida para o uso da combinação da rifabutina com a Azitromicina Di-Hidratada.

    Sildenafila
    Em voluntários masculinos normais e sadios não houve evidência de efeito da Azitromicina Di-Hidratada (500 mg diários por 3 dias) na AUC e na Cmáx da sildenafila ou do seu principal metabólito circulante.

    Terfenadina
    Estudos farmacocinéticos não demonstraram evidência de interação entre a Azitromicina Di-Hidratada e a terfenadina. Foram relatados raros casos em que a possibilidade dessa interação não poderia ser totalmente excluída; contudo, não existem evidências consistentes de que tal interação tenha ocorrido.

    Teofilina
    Não há evidência de interação farmacocinética clinicamente significativa quando a Azitromicina Di-Hidratada e a teofilina são coadministradas em voluntários sadios.

    Triazolam
    Em 14 voluntários sadios, a coadministração de Azitromicina Di-Hidratada 500 mg no dia 1 e 250 mg no dia 2 com 0,125 mg de triazolam no dia 2, não produziu efeito significativo em qualquer variável farmacocinética do triazolam comparada ao triazolam e placebo.

    Trimetoprima/sulfametoxazol
    A coadministração de trimetoprima e sulfametoxazol (160 mg/800 mg) durante 7 dias com 1200 mg de Azitromicina Di-Hidratada administrada no 7º dia de tratamento não produziu efeito significante nos picos de concentrações, na exposição total ou excreção urinária tanto de trimetoprima quanto de sulfametoxazol no 7° dia de tratamento. As concentrações séricas de Azitromicina Di-Hidratada foram similares àquelas observadas em outros estudos.

    Quais cuidados devo ter ao usar o Azitromicina?

    Hipersensibilidade
    Assim como ocorre com a eritromicina e outros macrolídeos, foram relatadas reações alérgicas graves incluindo angioedema e anafilaxia (raramente fatal), e reações dermatológicas incluindo Pustulose Exantemática Generalizada Aguda (PEGA), Síndrome de Stevens Johnson (SSJ), Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) (raramente fatal) e reações adversas a medicamentos com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS – Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms). Algumas destas reações observadas com o uso da Azitromicina Di-Hidratada resultaram em sintomas recorrentes e necessitaram de um período maior de observação e tratamento.

    Se ocorrer alguma reação alérgica, o uso do medicamento deve ser descontinuado e deve ser administrado tratamento adequado. Os médicos devem estar cientes que os sintomas alérgicos podem reaparecer quando o tratamento sintomático é descontinuado.

    Hepatoxicidade
    Uma vez que a principal via de eliminação da Azitromicina Di-Hidratada é o fígado, a Azitromicina Di-Hidratada deve ser utilizado com cautela em pacientes com disfunção hepática significativa.

    Foram relatadas alteração da função hepática, hepatite, icterícia colestática, necrose hepática e insuficiência hepática, algumas das quais resultaram em morte. A Azitromicina Di-Hidratada deve ser descontinuada imediatamente se ocorrerem sinais e sintomas de hepatite.

    Estenose hipertrófica pilórica infantil
    Estenose pilórica hipertrófica infantil vem sendo relada após o uso de Azitromicina Di-Hidratada em neonatos (tratamento em até 42 dias de vida). Parentes e cuidadores devem ser informados para entrar em contato com o médico caso ocorra vômito ou irritabilidade decorrente da alimentação.

    Derivados de ergotamina
    Em pacientes recebendo derivados do ergot, o ergotismo tem sido acelerado pela coadministração de alguns antibióticos macrolídeos. Não há dados a respeito da possibilidade de interação entre ergô e Azitromicina Di-Hidratada.

    Entretanto, devido à possibilidade teórica de ergotismo, Azitromicina Di-Hidratada e derivados do ergô não devem ser coadministrados.

    Superinfecção
    Assim como com qualquer preparação de antibiótico, é recomendável a constante observação dos sinais de crescimento de organismos não suscetíveis, incluindo fungos.

    Diarreia associada a Clostridium difficile
    Foi relatada diarreia associada à Clostridium difficile com a maioria dos agentes antibacterianos, incluindo Azitromicina Di-Hidratada, que pode variar de diarreia leve a colite fatal. O tratamento com agentes antibacterianos altera a flora normal do cólon permitindo o crescimento de C difficile.

    A C. difficile produz toxinas A e B que contribuem para o desenvolvimento de diarreia associada. Hipertoxinas produzidas por cepas de C. difficile causaram aumento da morbidade e mortalidade, uma vez que estas infecções podem ser refratárias a tratamento antimicrobiano e podem necessitar de colectomia. A diarreia associada a C. difficile deve ser considerada em todos os pacientes que apresentam diarreia seguida do uso de antibióticos.

    Houve relatos de diarreia associada a C. difficile até 2 meses após a administração de agentes antibacterianos, assim é necessária uma história médica cuidadosa. Nestes casos é necessário cuidado médico.

    Insuficiência renal
    Em pacientes com insuficiência renal grave (taxa de filtração glomerular < 10 mL/min) foi observado um aumento de 33% na exposição sistêmica à Azitromicina Di-Hidratada.

    Prolongamento do Intervalo QT

    Repolarização cardíaca e intervalo QT prolongados, levando a risco de desenvolvimento de arritmia cardíaca e Torsades de Pointes foram observados nos tratamentos com macrolídeos incluindo Azitromicina Di-Hidratada.

    O médico deverá considerar o risco de prolongamento do intervalo QT, que pode ser fatal, ao pesar os riscos e benefícios de Azitromicina Di-Hidratada para grupos de risco, incluindo:

    Pacientes com prolongamento do intervalo QT documentado ou congênito;
    Pacientes atualmente recebendo tratamento com outros medicamentos que prolongam o intervalo QT, tais como antiarrítmicos das classes IA e III, agentes antipsicóticos, antidepressivos e fluoroquinolonas;
    Pacientes com distúrbios eletrolíticos, principalmente em casos de hipocalemia e hipomagnesemia;
    Pacientes com bradicardia, arritmia cardíaca ou insuficiência cardíaca clinicamente relevante;
    Pacientes idosos podem ser mais suscetíveis aos efeitos droga-associados no intervalo QT.

    Miastenia gravis

    Exacerbações dos sintomas de miastenia gravis foram relatadas em pacientes em tratamento com Azitromicina Di-Hidratada.

    Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas

    Não há evidências de que Azitromicina Di-Hidratada possa afetar a habilidade do paciente de dirigir ou operar máquinas.

    Uso Durante a Gravidez e Lactação

    Gravidez
    Estudos reprodutivos em animais foram realizados com doses até a concentração moderadamente tóxica para a mãe. Nestes estudos não foram encontradas evidências de danos ao feto devido à Azitromicina Di-Hidratada. No entanto, não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Como os estudos de reprodução em animais não podem sempre prever a resposta humana, Azitromicina Di-Hidratada só deve ser usado durante a gravidez se houver clara necessidade.

    Lactação

    A informação limitada disponível na literatura publicada indica que a Azitromicina Di-Hidratada está presente no leite humano com uma dose diária média estimada de 0,1 a 0,7 mg/kg/dia. Não foram observados efeitos adversos graves da Azitromicina Di-Hidratada nos lactentes amamentados.

    Deve ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapia com Azitromicina Di-Hidratada, levando em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

    Fertilidade

    Em estudos de fertilidade realizados em ratos, foram observados redução das taxas de gravidez após a administração de Azitromicina Di-Hidratada. A relevância desta descoberta para os seres humanos é desconhecida.

    Azitromicina Di-Hidratada é um medicamento classificado na categoria B de risco na gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.

    Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.

    Exclusivo Liofilizado para Solução injetável 500 mg

    Administração Intravenosa

    Azitromicina Di-Hidratada IV deve ser reconstituído e diluído conforme orientação e administrado por infusão intravenosa durante um período não inferior a 1 hora.

    Não administrar como injeção em “bolus” ou injeção intramuscula.

    Qual a ação da substância Azitromicina?
    Resultados de Eficácia

    Comprimido revestido 500 mg
    Uso Pediátrico

    A partir da perspectiva de avaliar ensaios clínicos pediátricos, dados dos Dias 11-14 são fornecidos para orientação clínica.
    Avaliações dos dias 24-32 foram consideradas o desfecho do teste primário de cura.

    Otite média aguda
    Eficácia utilizando Azitromicina Di-Hidratada por 5 dias (10mg/kg no Dia 1 seguido por 5 mg/kg nos Dias 2 – 5)1
    Protocolo 01

    Em um estudo controlado, duplo-cego, de otite média aguda realizado nos Estados Unidos, a Azitromicina Di-Hidratada (10 mg/kg no Dia 1, seguido por 5 mg/kg nos Dias 2-5) foi comparada a amoxicilina/clavulanato de potássio (4:1).

    Entre os 553 pacientes que foram avaliados quanto à eficácia clínica, a taxa de sucesso clínico no Dia 11 foi de 88% para Azitromicina Di-Hidratada e de 88% para o agente controle.

    Entre os 521 pacientes avaliados na visita do Dia 30, a taxa de sucesso foi de 73% para Azitromicina Di-Hidratada e de 71% para o agente controle.

    Protocolo 02

    Em um estudo clinico e microbiológico não comparativo realizado nos Estados Unidos, onde foram encontradas taxas significativas de produção de organismos beta-lactamase (35%), 131 pacientes foram avaliados para eficácia clínica. Na visita do dia 11, a taxa de sucesso clínico combinado (ou seja, cura e melhoria) foi de 84% para Azitromicina Di-Hidratada. Para os 122 pacientes que foram avaliados no dia 30 da visita, a taxa de sucesso clínico foi de 70% para Azitromicina Di-Hidratada.

    As determinações microbiológicas foram feitas na visita pré-tratamento. A microbiologia não foi reavaliada em visitas posteriores.

    As seguintes taxas de sucesso clínico foram obtidas a partir do grupo avaliado:

    Protocolo 03

    Em outro estudo clínico biológico, comparativo, controlado de otite média realizado nos Estados Unidos, de Azitromicina Di-Hidratada (10 mg/kg no dia 1, seguido por 5 mg/kg nos dias 2-5) comparado com amoxicilina/clavulanato de potássio (4:1). Este estudo utilizou dois dos mesmos investigadores do Protocolo 02 (acima), e esses dois investigadores inscreveram 90% dos pacientes no Protocolo 03.

    Assim, o Protocolo 3 não foi considerado um estudo independente. Foram encontrados resultados significativos de produção de organismos beta-lactamase (20%). Noventa e dois pacientes foram avaliados para eficácia clínica e microbiológica. A taxa de sucesso clínico combinado (ou seja, cura e melhora) dos pacientes com baseline patógena na visita do dia 11 foi de 88% para Azitromicina Di-Hidratada versus 100% para o controle.

    Na visita do dia 30, a taxa de sucesso clínico foi de 82% para Azitromicina Di-Hidratada versus 80% para o grupo de controle.

    As determinações microbiológicas foram feitas na visita de pré-tratamento. A microbiologia não foi reavaliada em visitas posteriores.

    Nos dias de visita 11 e 30, as seguintes taxas de sucesso clínico foram obtidas a partir do grupo avaliado:

     

    Eficácia utilizando Azitromicina Di-Hidratada por 3 dias (10 mg/kg/dia)2

    Protocolo 04

    Em um estudo duplo-cego, controlado e randomizado de otite média aguda em crianças de 6 meses a 12 anos, Azitromicina Di-Hidratada (10 mg/kg por dia, durante 3 dias) foi comparada a amoxicilina/clavulanato de potássio (7:1) a cada 12 horas, por 10 dias. Cada criança recebeu medicação e placebo para a comparação.

    Entre os 366 pacientes avaliados, a taxa de eficácia clínica (por exemplo, cura e melhora) após 12 dias do tratamento, foi de 83% para Azitromicina Di-Hidratada e 88% para o agente controle. Entre os 362 pacientes avaliados após 24-28 dias de tratamento, a taxa de sucesso clínico foi de 74% para Azitromicina Di-Hidratada e 69% para o agente de controle.

    Eficácia utilizando Azitromicina Di-Hidratada 30 mg/kg administrada em dose única3

    Protocolo 05

    Em um estudo duplo-cego, controlado e randomizado foi performado em nove centros clínicos. Pacientes pediátricos de 6 meses a 12 anos de idade receberam em tratamento 1:1 com Azitromicina Di-Hidratada (fixado em 30 mg/kg como dose única no Dia 1) ou amoxicilina/clavulanato de potássio (7:1) dividido a cada 12 horas, por 10 dias.

    Cada criança recebeu medicação e placebo para a comparação.

    A resposta clínica (cura, melhora, falha) foi avaliada ao final da terapia (Dia 12 – 16) e teste de cura (Dia 28-32).

    A segurança foi avaliada durante todo o andamento do estudo para todos os indivíduos. Para os 321 indivíduos que foram avaliados ao fim do tratamento, a taxa de sucesso clínico (cura e melhora) foi de 87% para Azitromicina Di-Hidratada e 88% para o controle. Para os 305 indivíduos que foram avaliados no teste de cura, a taxa de sucesso clínico foi de 75% para ambos, Azitromicina Di-Hidratada e controle.

    Protocolo 06

    Em um estudo clínico microbiológico não comparativo, 248 pacientes a partir dos 6 meses de idade até 12 meses com otite média aguda documentada, foram dosados com uma dose oral única de Azitromicina Di-Hidratada (30 mg/kg no dia 1).

    Para os 240 pacientes que foram avaliados para clínica modificada intenção de tratar (MITT), a taxa de sucesso clínico (ou seja, da cura e melhora) no dia 10 foi de 89% e para os 242 pacientes avaliados entre os dias 24 e 28, a taxa de sucesso clínico foi de 85%.

    Faringite/Tonsilite4

    Em três estudos controlados, duplo-cegos, conduzidos nos Estados Unidos, a Azitromicina Di-Hidratada (12 mg/kg, 1 vez ao dia, por 5 dias) foi comparada à penicilina V (250 mg, 3 vezes ao dia, por 10 dias) no tratamento de faringite associada ao Grupo A streptococci beta-hemolitico (GABHS – estreptococos beta-hemolíticos do grupo A – ou S. pyogenes). A Azitromicina Di-Hidratada foi estatisticamente superior clinicamente e micobiologicamente à penicilina nos parâmetros clínico e microbiológico no Dia 14 e Dia 30, com o seguinte sucesso clínico (por ex. Cura e melhora) e taxas de eficácia bacteriológica (para a combinação de pacientes avaliada documentada na GABHS).

    Três estudos americanos em faringite Azitromicina Di-Hidratada vs penicilina V

    Aproximadamente 1% de S. pyogenes Azitromicina Di-Hidratada-susceptíveis isolados foram resistentes à Azitromicina Di-Hidratada no tratamento seguinte.

    Uso Adulto

    Exacerbação bacterial aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

    Em um estudo controlado, randomizado, duplo-cego de exacerbação bacteriana aguda de bronquite crônica, Azitromicina Di-Hidratada (500 mg, 1 vez ao dia, por 3 dias) foi comparada à claritromicina (500 mg, 2 vezes ao dia, por 10 dias). O principal endpoint deste estudo foi a taxa de cura clínica do Dia 21-24. Entre os 304 pacientes analisados na Intenção de Tratar Modificada (In The Modified Intent To Treat Analysis) nas visitas do Dia 21-24, a taxa de cura clínica para 3 dias de Azitromicina Di-Hidratada foi 85% (125/147) comparado a 82% (129/157) para 10 dias de claritromicina.

    Os seguintes dados foram as taxas de cura clínica nas visitas dos Dias 21-24 dos pacientes avaliados bacteriologicamente por patógeno:

    Sinusite bacteriana aguda

    Em um estudo clínico duplo cego controlado randomizado de sinusite bacteriana aguda, a Azitromicina Di-Hidratada (500 mg uma vez ao dia por 3 dias) foi comparada com amoxicilina + clavulanato (500/ 125 mg três vezes ao dia por 10 dias). As avaliações das respostas clínicas foram realizadas nos dias 10 e 28. O primeiro endpoint deste estudo foi prospectivamente definido na taxa de cura clínica do dia 28. Para os 594 pacientes analisados na intenção modificada de tratamento na visita do dia 28, a taxa clínica de cura para os 3 dias de Azitromicina Di-Hidratada foi de 71,5% (213/298) comparada com 71,5% (206/288) com uma confiança de 97,5% do intervalo de – 8,4 a 8,3, para 10 dias de amoxicilina/clavulanato.

    Em um estudo clínico aberto não comparativo requerendo baseline punções de sinosite transantral, os seguintes resultados foram as taxas de sucesso clínico as visitas no dia 7 e no dia 28 para intenção de tratar pacientes administrando 500 mg de Azitromicina Di-Hidratada uma vez por dia durante três dias para os seguintes patógenos.

    Índice de sucesso clínico de Azitromicina Di-Hidratada (500 mg por dia durante 3 dias):

    Tratamento de Doença Inflamatória Pélvica

    Os resultados de um estudo aberto indicam que três esquemas terapêuticos Azitromicina Di-Hidratada/metronidazol versus doxiciclina, metronidazol, cefoxitina e probenecida) foram comparáveis em termos de eficácia e segurança para o tratamento de mulheres com doença inflamatória pélvica aguda. Os dados originados desse estudo mostram um índice de sucesso clínico global (cura + melhora) maior ou igual a 97% em todos os grupos terapêuticos ao final do tratamento, com 96% ou mais dos patógenos erradicados. No acompanhamento, um número equivalente ou maior que 90% dos patógenos foram erradicados.

    Referências

    1. Azithromycin in the treatment of acute otitis media in children. A multicenter open-label trial employing amoxycillin/clavulanate potassium (Augmentin) as a comparative agent;
    2. Dunne MW, Latiolais T, Lewis B, Pistorius B, Bottenfield G, Moore WH, Garret A, Stewart TD, Aoki J, Spiegel C, Boettger D, Shemer A. Randomized, double-blind study of the clinical efficacy of 3 days of azithromycin compared with co-amoxiclav for the treatment of acute otitis media. J.Antimicrob Chemother. 2003 Sep; 52(3):469-72. Epub 2003 Jul 29;
    3. A double-blind, double-dummy, multicenter, randomized trial of single-dose azithromycin versusamoxicillin/clavulanate in the treatment of acute otitis media in children ages 6 months to 12 years;
    4. Azithromycin in the Treatment of Streptococcal Pharyngitis in Children. a Multicenter Double-Blind Trial Employing Penicillin V (V-Cillin K) as a Comparative Agent
    5. Swanson RN, Lainez-Ventosilla A, De Salvo MC, Dunne MW, Amsden GW. Once-daily azithromycin for 3 days compared with clarithromycin for 10 days for acute exacerbation of chronic bronchitis:a multicenter, Double-blind, randomized study. Treat Respir Med. 2005;4(1):31-9.
    6. Bevan CD, Ridgway GL, Rothermel CD, Efficacy and Safety of Azithromycin as Monotherapy or Combined with Metronidazole Compared with Two Standard Multidrug Regimens for the Treatment of Acute Pelvic. J Int Med Res2003; 31: 45-54.

    Liofilizado para Solução injetável 500 mg

    Tratamento da Pneumonia Adquirida na Comunidade

    Em um estudo aberto, não comparativo, os pacientes receberam Azitromicina Di-Hidratada por infusão IV (durante 2 a 5 dias), seguida por Azitromicina Di-Hidratada por via oral (até completar um ciclo terapêutico de 7 a 10 dias) para o tratamento de pneumonia adquirida na comunidade. O índice de sucesso clínico (cura + melhora) em 10–14 dias após o tratamento foi de 88% (74/84) e em 4–6 semanas foi de 86% (73/85) entre os pacientes avaliados.

    Em um estudo aberto, comparativo, randomizado, envolvendo a Azitromicina Di-Hidratada (IV seguida por tratamento oral) versus cefuroxima (IV seguida por tratamento oral, associada à eritromicina, conforme a necessidade) para o tratamento de pneumonia adquirida na comunidade, não foram observadas diferenças estatísticas entre esses tratamentos.1

    Esses dois estudos indicaram uma frequência global de cura de 84% (16/19) para pacientes sorologicamente positivos para Legionella pneumophila. Além disso, em um estudo aberto, não comparativo, os pacientes diagnosticados como positivos para Legionella pneumophila (sorogrupo 1), por meio de um teste urinário específico para detecção de antígenos, foram tratados com Azitromicina Di-Hidratada por via IV, seguida por Azitromicina Di-Hidratada oral.

    Após 10–14 dias, 16 dos 17 pacientes avaliáveis estavam clinicamente curados e, após 4–6 semanas, 20 de 20 pacientes avaliáveis estavam clinicamente curados.2

    A Azitromicina Di-Hidratada mostrou-se tão efetiva quanto a associação entre ácido clavulânico/amoxicilina para o tratamento de infecções do trato respiratório inferior. A dose de Azitromicina Di-Hidratada foi de 500 mg no primeiro dia, seguida de 250 mg nos 4 dias seguintes; a dose de ácido clavulânico/amoxicilina de 125/500 mg a cada 8 horas. A taxa de resposta clínica foi de 92% e 87%, respectivamente. A diferença não foi estatisticamente significativa.3

    A Azitromicina Di-Hidratada (500 mg/dia no primeiro dia e 250 mg/dia nos 4 dias seguintes) mostrou-se tão efetiva quanto cefaclor (500 mg, 3 vezes ao dia, por 10 dias) para o tratamento de bronquite, pneumonia e exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crônica. Em um estudo realizado com 272 pacientes com pneumonia, que foram randomizados, observou-se cura clínica em 96% com Azitromicina Di-Hidratada e 94% com cefaclor. H. influenzae foi significativamente melhor tratado com Azitromicina Di-Hidratada (94,5% vs 61,1%).4

    Tratamento de Doença Inflamatória Pélvica

    Os resultados de um estudo aberto indicam que três esquemas terapêuticos Azitromicina Di-Hidratada/metronidazol versus doxiciclina, metronidazol, cefoxitina e probenecida) foram comparáveis em termos de eficácia e segurança para o tratamento de mulheres com doença inflamatória pélvica aguda Os dados originados desse estudo mostram um índice de sucesso clínico global (cura + melhora) maior ou igual a 97% em todos os grupos terapêuticos ao final do tratamento, com 96% ou mais dos patógenos erradicados. No acompanhamento, um número equivalente ou maior que 90% dos patógenos foram erradicados.5

    Referências

    1. Plouffe J., et al. Clinical efficacy of intravenous followed by oral azithromycin monotherapy in hospitalized patients with community-acquired pneumonia. Antimicrob Agents Chemother 2000; 44(7): 1796-1802.

    2. Plouffe J., et al. Azithromycin in the treatment of Legionella pneumonia requiring hospitalization. Clin Infect Dis, 2003; 37)11): 1475-1480.

    3. Blames P, et al. Comparative study of azithromycin and amoxicillin/clavulanic acid in the treatment of lower respiratory tract infections. Eur J Clin Microbiol Infect Dis 1991; 10(5): 437-439.

    4. Dark, D. Multicenter evaluation of azithromycin and cefaclor in acute lower respiratory tract infections. Am J Medicine 1991; 91(3):S31-S35.

    5. Bevan CD, Ridgway GL, Rothermel CD, Efficacy and Safety of Azithromycin as Monotherapy or Combined with Metronidazole Compared with Two Standard Multidrug Regimens for the Treatment of Acute Pelvic. J Int Med Res2003; 31: 45-54.

    Características Farmacológicas

    Propriedades Farmacodinâmicas

    Grupo farmacoterapêutico: macrolideos, código ATC J01FA.

    Modo de ação

    A Azitromicina Di-Hidratada é o primeiro antibiótico da subclasse dos macrolídeos, conhecida como azalídeos, e é quimicamente diferente da eritromicina. É obtida através da inserção de um tomo de nitrogênio no anel lactônico da eritromicina A. O nome químico da Azitromicina Di-Hidratada é 9-deoxi-9a-aza-9a-metil-9a-homoeritromicina A. O peso molecular é 749,0.

    A Azitromicina Di-Hidratada liga-se ao 23S rRNA da subunidade ribossômica 50S. Desta forma, bloqueia a síntese proteica pela inibição do passo de transpeptidação/translocação da síntese proteica e pela inibição da montagem da subunidade ribossômica 50S.

    Eletrofisiologia cardíaca

    O prolongamento do intervalo QTc foi estudado em um ensaio paralelo, controlado por placebo e randomizado em 116 indivíduos saudáveis, que receberam cloroquina (1000 mg) isoladamente ou em combinação com Azitromicina Di-Hidratada (500 mg, 1000 mg e 1500 mg uma vez ao dia). A coadministração da Azitromicina Di-Hidratada aumentou o intervalo QTc de maneira dependente da dose e da concentração.

    Em comparação à cloroquina isoladamente, as médias máximas (95% de limite superior de confiança) do aumento de QTcF foram 5 (10) ms, 7 (12) e 9 (14) ms com coadministração de Azitromicina Di-Hidratada 500 mg, 1000 mg e 1500 mg, respectivamente.

    Mecanismo de resistência

    Os dois mecanismos de resistência aos macrolídeos encontrados mais frequentemente, incluindo a Azitromicina Di-Hidratada, são modificação de alvo (na maioria das vezes por metilação do 23S rRNA) e de efluxo ativo. A ocorrência destes mecanismos de resistência varia de espécie para espécie e, dentro de uma espécie, a frequência de resistência varia conforme a localização geográfica.

    A modificação ribossômica mais importante que determina a ligação reduzida dos macrolídeos é póstranscricional (N6)-dimetilação de adenina no nucleotídeo A2058 (sistema de numeração Escherichia coli) do 23S rRNA pelas metilases codificadas pelos genes erm (eritromicina ribossomo metilase). Frequentemente, as modificações ribossômicas determinam a resistência cruzada (fenótipo MLSB) para outras classes de antibióticos, cujos locais de ligação ribossômica se sobrepõem à dos macrolídeos: as lincosamidas (incluindo a clindamicina), e as estreptograminas B (que incluem, por exemplo, o componente quinupristina de quinupristina /dalfopristina). Diversos genes erm estão presentes em diferentes espécies bacterianas, em particular, nos estreptococos e estafilococos. A susceptibilidade aos macrolídeos também pode ser afetada por alterações mutacionais encontradas menos frequentemente nos nucleotídeos A2058 e A2059, e em algumas outras posições de 23S rRNA, ou nas grandes subunidades ribossômicas das proteínas L4 e L22.

    As bombas de efluxo ocorrem em diversas espécies, incluindo as bactérias Gram-negativas, tais como Haemophilus influenzae (onde podem determinar a concentração inibitória mínima [CIMs] intrinsecamente mais elevada) e os estafilococos. Nos estreptococos e enterococos, uma bomba de efluxo que reconhece membros 14 – e 15- macrolídeos (que incluem, respectivamente, a eritromicina e Azitromicina Di-Hidratada) é codificada por genes mef(A).

    Metodologia para a determinação da susceptibilidade in vitro de bactérias à Azitromicina Di-Hidratada

    Os testes de susceptibilidade devem ser realizados utilizando métodos laboratoriais padronizados, tais como aqueles descritos pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI). Estes incluem os métodos de diluição (determinação CIM) e métodos de susceptibilidade de disco. Ambos, o CLSI e o Comitê Europeu para Testes de Susceptibilidade Antimicrobiana (EUCAST) fornecem critérios interpretativos para estes métodos.

    Com base numa série de estudos, recomenda-se que a atividade in vitro da Azitromicina Di-Hidratada seja testada no ar ambiente, para garantir um pH fisiológico do meio de crescimento. As tensões elevadas de CO2, muitas vezes usadas para estreptococos e anaeróbios, e, ocasionalmente, para outras espécies, resultam em uma redução do pH do meio. Isto tem um efeito adverso maior sobre a potência aparente da Azitromicina Di-Hidratada do que sobre a de outros macrolídeos.

    Os valores limite de suscetibilidade CLSI, com base na microdiluição em caldo ou testes de diluição em Agar, com incubação no ar ambiente, se encontram na tabela abaixo.

    Critérios interpretativos CLSI de suscetibilidade de diluição:

    a Inclui Streptococcus pneumoniae, estreptococos ?-hemolíticos e estreptococos viridans.
    b A ausência atual de dados sobre cepas resistentes impede a definição de qualquer categoria diferente dos suscetíveis. Se as cepas alcançam resultados CIM diferentes de susceptível, devem ser enviadas a um laboratório de referência para testes adicionais.
    Incubação no ar ambiente.
    CLSI = Clinical and Laboratory Standards Institute; CIM = Concentração inibitória mínima. Fonte: CLSI M45, 2015; CLSI M100, 2018.

    A susceptibilidade também pode ser determinada pelo método de difusão em disco, medindo os diâmetros da zona de inibição após incubação no ar ambiente. Os discos de suscetibilidade contêm 15 ?g de Azitromicina Di-Hidratada.

    Os critérios de interpretação para as zonas de inibição, estabelecidos pelo CLSI com base em sua correlação com as categorias de susceptibilidade MIC, estão listados na tabela abaixo:

    a Inclui Streptococcus pneumoniae, estreptococos ?-hemolítico e estreptococos viridans. Incubação no ar ambiente.
    CLSI = Clinical and Laboratory Standards Institute.
    mm = milímetros.
    Fonte: CLSI M45, 2015. CLSI M100, 2018.

    A validade de ambos os métodos de teste de diluição e difusão de disco deve ser verificada usando cepas de controle de qualidade (CQ), como indicado pelo CLSI.

    Os limites aceitáveis para o teste de Azitromicina Di-Hidratada contra esses organismos estão listados na tabela abaixo:

    Incubação no ar ambiente.
    CLSI = Clinical and Laboratory Standards Institute; CIM = Concentração inibitória mínima;
    mm = milímetros.
    Fonte: CLSI M100, 2018.
    O Comitê Europeu em Testes de Susceptibilidade Antimicrobiana (EUCAST) também tem valores limite de suscetibilidade estabelecidos para Azitromicina Di-Hidratada, com base na determinação do CIM.

    Os critérios de susceptibilidade EUCAST estão listados na tabela abaixo:
    Valores limite de susceptibilidade EUCAST para a Azitromicina Di-Hidratada

    a Inclui os Grupos A, B, C, G.
    EUCAST = Comitê Europeu para Testes de Susceptibilidade Antimicrobiana; CIM = Concentração inibitória mínima.
    Fonte: site EUCAST. EUCAST Clínica Breakpoint Tabela v 8.0, válido 2018-01-01.

    Espectro antibacteriano

    A prevalência da resistência adquirida pode variar geograficamente e com tempo para espécies selecionadas e informações locais sobre a resistência são desejáveis, particularmente no tratamento de infecções graves. Se necessário o especialista deve ser avisado quando a prevalência local de resistência é tão grande que a utilidade do agente em pelo menos alguns tipos de infecções é questionável.

    A Azitromicina Di-Hidratada demonstra resistência cruzada com isolados Gram-positivos resistentes à eritromicina. Como anteriormente discutido, algumas modificações ribossômicas determinam a resistência cruzada com outras classes de antibióticos cujos locais de ligação ribossômica se sobrepõem à dos macrolídeos: as lincosamidas (incluindo a clindamicina), e estreptograminas B (que incluem, por exemplo, o componente quinupristina de quinupristina / dalfopristina). Foi observada a diminuição da susceptibilidade do macrolídeo ao longo do tempo, em particular para Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus, e também foi observado em estreptococos viridans e em Streptococcus agalactiae.

    Os organismos que comumente são sensíveis à Azitromicina Di-Hidratada incluem:

    Bactérias aeróbicas e facultativas gram-positivas (isolados sensíveis à eritromicina)

    S. aureus, Streptococcus agalactiae*, S. pneumoniae* e Streptococcus pyogenes*, outros estreptococos ?-hemolíticos (Grupos C, F, G), e estreptococos viridans. Isolados resistentes aos macrolídeos são encontrados com relativa frequência entre as bactérias aeróbicas e facultativas gram-positivas, em particular entre S. aureus resistente à meticilina (MRSA) e S. pneumoniae resistente à penicilina (PRSP).

    Bactérias aeróbicas e facultativas gram-negativas

    Bordetella pertussis, Campylobacter jejuni, Haemophilus ducreyi*, Haemophilus influenzae*, Haemophilus parainfluenzae* Legionella pneumophila, Moraxella catarrhalis*, e Neisseria gonorrhoeae*. As Pseudomonas spp. e a maioria das Enterobacteriaceae são inerentemente resistentes à Azitromicina Di-Hidratada, embora a Azitromicina Di-Hidratada tenha sido utilizada para tratar infecções por Salmonella enterica.

    Anaeróbios

    Clostridium perfringens, Peptostreptococcus spp. e Prevotella bivia.

    Outras espécies bacterianas

    Borrelia burgdorferi, Chlamydia trachomatis, Chlamydophila pneumoniae*, Mycoplasma pneumoniae*, Treponema pallidum e Ureaplasma urealyticum.

    Patógenos oportunistas associados com infecção pelo HIV

    MAC*, e os microorganismos eucarióticos Pneumocystis jirovecii e Toxoplasma gondii.
    * A eficácia da Azitromicina Di-Hidratada contra as espécies indicadas tem sido demonstrada em estudos clínicos.

    Propriedades Farmacocinéticas
    Distribuição

    Em estudos animais, foram observadas altas concentrações de Azitromicina Di-Hidratada nos fagócitos. Em modelos experimentais, maiores concentrações de Azitromicina Di-Hidratada são liberadas durante a fagocitose ativa do que pelos fagócitos não estimulados. Em modelos animais, isto resulta em altas concentrações de Azitromicina Di-Hidratada sendo liberadas para os locais de infecção.

    Os estudos de farmacocinética em humanos demonstraram níveis acentuadamente maiores de Azitromicina Di-Hidratada nos tecidos do que no plasma (até 50 vezes a concentração máxima observada no plasma), indicando que o fármaco se liga fortemente aos tecidos. A concentração nos tecidos-alvo, assim como pulmões, amígdalas e próstata excede a CIM90 para a maioria dos patógenos após dose única de 500 mg.

    Eliminação

    A meia-vida plasmática de eliminação terminal reflete bem a meia-vida de depleção tecidual de 2 a 4 dias.

    Aproximadamente 12% da dose administrada intravenosamente é excretada na urina em até 3 dias como fármaco inalterado, sendo a maior parte nas primeiras 24 horas. A excreção biliar constitui a principal via de eliminação da Azitromicina Di-Hidratada como fármaco inalterado após a administração oral. Concentrações muito altas de Azitromicina Di-Hidratada inalterada foram encontradas na bile de seres humanos, juntamente com 10 metabólitos formados por N- e O-desmetilação, por hidroxilação dos anéis de desosamina e aglicona e pela clivagem do conjugado de cladinose. A comparação das análises cromatográficas (HPLC) e microbiológicas nos tecidos sugere que os metabólitos não participam da atividade microbiológica da Azitromicina Di-Hidratada.

    Farmacocinética em Pacientes do Grupo de Risco

    Idosos

    Em voluntários idosos (> 65 anos) foi observado um leve aumento nos valores da área sob a curva (AUC) após um regime de 5 dias quando comparado ao de voluntários jovens (< 40 anos), mas este aumento não foi considerado clinicamente significativo, sendo que neste caso o ajuste de dose não é recomendado.

    Insuficiência Renal
    A farmacocinética da Azitromicina Di-Hidratada em indivíduos com insuficiência renal leve a moderada (taxa de filtração glomerular 10 – 80 mL/min) não foi afetada quando administrada em dose única de 1 g de Azitromicina Di-Hidratada de liberação imediata. Diferenças estatisticamente significativas na AUC0-120 (8,8 ?g.h/mL vs 11,7 ?g.h/mL), Cmáx (1,0 ?g/mL vs 1,6 ?g/mL) e clearance renal (2,3 mL/min/kg vs 0,2 mL/min/kg) foram observadas entre o grupo com insuficiência renal grave (taxa de filtração glomerular < 10 mL/min) e o grupo com função renal normal.

    Insuficiência Hepática
    Em pacientes com insuficiência hepática de grau leve (classe A) a moderado (classe B), não há evidência de uma alteração acentuada na farmacocinética sérica da Azitromicina Di-Hidratada quando comparada a pacientes com a função hepática normal. Nestes pacientes o clearance de Azitromicina Di-Hidratada na urina parece estar aumentado, possivelmente para compensar o clearance hepático reduzido.

    Dados de Segurança Pré-Clínicos
    Foi observada fosfolipidose (acúmulo intracelular de fosfolípides) em vários tecidos (por ex. olhos, gânglios da raiz dorsal, fígado, bexiga, rins, baço e/ou pâncreas) de ratos, camundongos e cachorros após doses múltiplas de Azitromicina Di-Hidratada. A fosfolipidose foi observada em um grau similar nos tecidos de ratos e cachorros neonatos. Foi demonstrado que o efeito é reversível após descontinuação do tratamento com Azitromicina Di-Hidratada. A significância da descoberta para animais e para humanos não é conhecida.

    Exclusivo Comprimido revestido 500 mg
    Macrolideos, código ATC J01FA.

    Absorção
    Após a administração oral em humanos, a Azitromicina Di-Hidratada é amplamente distribuída pelo corpo; a biodisponibilidade é de aproximadamente 37%. A Azitromicina Di-Hidratada administrada sob a forma de cápsulas após uma refeição substanciosa tem a biodisponibilidade reduzida no mínimo em 50%. O tempo necessário para alcançar os picos de concentração plasmática é de 2 a 3 horas.

    Distribuição
    Após administração oral de doses diárias de 600 mg de Azitromicina Di-Hidratada a Cmáx foi de 0,33 ?g/mL e 0,55 ?g/mL nos dias 1 e 22, respectivamente. O pico médio de concentração observado em leucócitos, no maior local de disseminação da Mycobacterium avium-intracellulare, foi de 252 ?g/mL (± 49%) e acima de 146 ?g/mL (± 33%) em 24 horas no estado de equilíbrio.

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  • Ibuprofeno 

     

    Oral e Gotas 
    Febre e dores leves a moderadas, associadas a gripes e resfriados comuns, dor de garganta, cefaleia, dor de dente, dorsalgia, dismenorreias e mialgias.

    Comprimido Revestido / Cápsula
    Ibuprofeno está indicado em todos os processos reumáticos (artrite reumatoide (AR), osteoartrite (OA), reumatismo articular) e nos traumas do sistema musculoesquelético, quando estiverem presentes componentes inflamatórios e dolorosos.

    Ibuprofeno está indicado ainda no alívio da dor após procedimentos cirúrgicos em Odontologia, Ginecologia, Ortopedia, Traumatologia e Otorrinolaringologia.

    Exclusivo Comprimido Revestido: Ibuprofeno possui atividade antipirética.

    Quais as contraindicações do Ibuprofeno?

    Suspensão Oral e Gotas
    Ibuprofeno não deverá ser administrado a pacientes com antecedentes de hipersensibilidade prévia ao Ibuprofeno ou a qualquer componente da formulação. Não utilizar em indivíduos com úlcera péptica ativa, sangramento gastrintestinal ou em casos em que o ácido acetilsalicílico, iodeto e outros anti-inflamatórios não esteroides tenham induzido asma, rinite, urticária, pólipo nasal, angioedema, broncoespasmo e outros sintomas de reação alérgica ou anafilática.

    Não utilizar Ibuprofeno concomitante com bebidas alcoólicas.

    Ibuprofeno é contraindicado a pacientes com úlcera gastroduodenal ou sangramento gastrintestinal.

    Ibuprofeno é contraindicado para menores de 6 meses.

    Comprimido Revestido / Cápsula
    Ibuprofeno é contraindicado em:

    • Pacientes que apresentam hipersensibilidade ao Ibuprofeno, ou a qualquer de seus excipientes. Existe potencial de sensibilidade cruzada com ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Pacientes que apresentam a tríade do ácido acetilsalicílico (asma brônquica, rinite e intolerância ao ácido acetilsalicílico). Nesses pacientes foram registradas reações anafilactoides e reações asmáticas fatais.
    • No tratamento da dor perioperatória de cirurgia de revascularização do miocárdio (by pass).
    • Em pacientes com insuficiência renal grave.
    • Em pacientes com insuficiência hepática grave.
    • Em pacientes com insuficiência cardíaca grave.

    Como usar o Ibuprofeno?

    Suspensão Oral e Gotas
    Uso oral.

    Agite antes de usar.

    Não precisa diluir.

     

    Suspensão 30mg/mL
    A posologia recomendada para crianças a partir de 6 meses deve seguir o quadro 1, conforme o peso da criança, em intervalos de 6 a 8 horas, ou seja, de 3 a 4 vezes ao dia, não excedendo o máximo de 7mL por dose. Pacientes pediátricos com mais de 30Kg não devem exceder a dose máxima de 7mL.

    Em adultos, a posologia habitual do Ibuprofeno 30mg/mL como antipirético é de 7mL, podendo ser repetida por, no máximo, 4 vezes em um período de 24 horas.

    Ibuprofeno 30mg/mL vem acompanhado de uma seringa dosadora.

    Veja as instruções de uso da seringa e adaptador de frasco:

    1.Abrir o frasco do medicamento e desembalar a seringa dosadora e o adaptador de frasco. Colocar o adaptador no bocal do frasco com firmeza.

    2. Adaptar a seringa dosadora no adaptador de frasco.

    Virar o frasco e aspirar a medida desejada. Puxar cuidadosamente o êmbolo, medindo a quantidade exata em mL, conforme a posologia recomendada pelo seu médico.

    Retirar a seringa dosadora.

    Esvaziar a seringa lentamente na boca, com a cabeça inclinada para trás.

    Tampar o fiasco sem retirar o adaptador.

    Lavar bem a seringa dosadora com água corrente.

    Observações: O adaptador e a seringa dosadora são de uso exclusivo para administração de Ibuprofeno suspensão por via oral.

    O manuseio da seringa dosadora deve ser feito somente por adultos.

    Suspensão Gotas 50mg/mL

    A posologia recomendada para crianças a partir de 6 meses pode variar de 1 a 2 gotas/kg de peso, em intervalos de 6 a 8 horas, ou seja, de 3 a 4 vezes ao dia, não excedendo o máximo de 40 gotas por dose.

    Pacientes pediátricos, menores de 12 anos, não devem exceder a dose máxima de 40 gotas (200mg) por dose e 160 gotas (800mg) por um período de 24 horas (vide quadro 1).

    Em adultos, a posologia habitual do Ibuprofeno 50mg/mL como antipirético é de 40 gotas (200mg) a 160 gotas (800mg), podendo ser repetida por, no máximo, 4 vezes em um período de 24 horas.

    A dose máxima permitida por dia em adultos é de 640 gotas (3.200mg).

    Suspensão Gotas 100mg/mL

    A posologia recomendada para crianças a partir de 6 meses é de 1 gota/kg de peso, em intervalos de 6 a 8 horas, ou seja, de 3 a 4 vezes ao dia, não excedendo a dose máxima recomendada de 20 gotas por dose.

    Pacientes pediátricos com mais de 30Kg não devem exceder a dose máxima de 20 gotas (200mg) por dose e a dose máxima permitida por dia é de 80 gotas (800mg).

    Para adultos, a posologia recomendada pode variar de 20 gotas (200mg) a 80 gotas (800mg), podendo ser repetida por, no máximo, 4 vezes por dia.

    A dose máxima permitida por dia em adultos é de 320 gotas (3.200mg).

    Quadro 1. Posologia recomendada, para crianças a partir de 6 meses, de acordo com o peso (administração de, no máximo, 4 vezes ao dia):

    Comprimido Revestido / Cápsula

    Efeitos indesejáveis podem ser minimizados usando-se a menor dose eficaz de Ibuprofeno dentro do menor tempo necessário para controlar os sintomas.

    Não se deve exceder a dose diária total de 3.200mg. Na ocorrência de distúrbios gastrintestinais, administrar Ibuprofeno com as refeições ou leite. Em condições crônicas, os resultados terapêuticos de Ibuprofeno são observados no prazo de alguns dias a uma semana, porém na maioria dos casos esses efeitos são observados em duas semanas de administração.

    A dose recomendada é de 600mg 3 ou 4 vezes ao dia. A posologia de Ibuprofeno deve ser adequada a cada caso clínico, e pode ser diminuída ou aumentada a partir da dose inicial sugerida, dependendo da gravidade dos sintomas, seja no início da terapia ou de acordo com a resposta obtida.

    Ibuprofeno não deve ser partido, aberto ou mastigado.

    Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Ibuprofeno?

    Suspensão Oral e Gotas
    Ao classificar a frequência das reações, utilizamos os seguintes parâmetros:

    Reação muito comum (>1/10).
    Reação comum (>1/100 e <1/10).
    Reação incomum (>1/1.000 e <1/100).
    Reação rara (>1/10.000 e <1.000).
    Reação muito rara (<1/10.000).

    Reações comuns

    Sistema nervoso central:

    Tontura.

    Pele:
    Rash cutâneo.

    Sistema gastrintestinal:
    Epigastralgia; náuseas.

    Reações incomuns
    Pele:
    Prurido.

    Sistema gastrintestinal:
    Dispepsia; obstipação intestinal; anorexia; vômitos; diarreia; flatulência.

    Sistema geniturinário:
    Retenção de sódio e á gua.

    Sistema nervoso central:
    Cefaleia; irritabilidade; zumbido.

    Reações raras

    Pele:
    Alergia; eritema multiforme; necrólise epidérmica tóxica; síndrome de Stevens-Johnson; urticária; síndrome “lupus-like”; doença do soro; equimoses; fotosensibilidade.

    Sistema nervoso central:

    Depressão; ansiedade; meningite asséptica; confusão mental; alucinações; alterações de humor; insônia.

    Sistema nervoso periférico:
    Parestesia.

    Sistema gastrintestinal:
    Icterícia; úlcera esofágica; úlcera péptica gástrica; úlcera duodenal; hepatite medicamentosa; pancreatite aguda; sangramento digestivo.

    Sistema geniturinário:
    Insuficiência renal; necrose tubular aguda; necrose de papila renal; cistite; hematúria; poliúria.

    Sangue:
    Anemia hemolítica; pancitopenia; hipoplasia medular; anemia; trombocitopenia; leucopenia; agranulocitose; eosinofilia.

    Visão:
    Diplopia; redução de acuidade visual; hiperemia ocular; xeroftalmia.

    Ouvido, nariz e garganta:
    Diminuição da acuidade auditiva; inflamação da mucosa nasal; epistaxe; edema de glote; xerostomia.

    Sistema cardiovascular:
    Aumento de pressão arterial; infarto agudo do miocárdio; arritmia cardíaca; taquicardia; palpitações; insuficiência cardíaca congestiva; acidente vascular cerebral; vasculite.

    Sistema respiratório:
    Broncoespasmo; sibilância; dispneia; dor torácica.

    Em casos de eventos adversos, notifique ao sistema de Notificação em Vigilância Sanitária NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    Comprimido Revestido / Cápsula
    A probabilidade de relação causal com o Ibuprofeno existe para as seguintes reações adversas:
    Infecções e infestações:

    Cistite e rinite.

    Distúrbios do sangue e do sistema linfático:
    Agranulocitose, anemia aplástica, eosinofilia, anemia hemolítica (algumas vezes Coombs positivo), neutropenia, pancitopenia, trombocitopenia com ou sem púrpura.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Inibição da agregação plaquetária.

    Distúrbios do sistema imune:
    Reações anafilactoides e anafilaxia.

    Distúrbios metabólicos e nutricionais:
    Redução do apetite e retenção de líquidos (geralmente responde prontamente à descontinuação do medicamento).

    Distúrbios psiquiátricos:
    Confusão, depressão, labilidade emocional, insônia e nervosismo.

    Distúrbios do sistema nervoso:
    Meningite asséptica com febre e coma, convulsões, tontura, cefaleia, sonolência.

    Distúrbios visuais:
    Ambliopia, visão embaçada e/ou diminuída, escotoma e/ou alterações na visão de cores e olhos secos.

    Distúrbios do ouvido e labirinto:
    Perda da audição e zumbido.

    Distúrbios cardíacos:
    Insuficiência cardíaca congestiva em pacientes com função cardíaca limítrofe e palpitações.

    Distúrbios vasculares:
    Hipotensão.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Hipertensão.

    Distúrbios respiratórios, torácico e mediastinal:
    Broncoespasmo e dispneia.

    Distúrbios gastrintestinais:
    Cólicas ou dores abdominais, desconforto abdominal, constipação, diarreia, boca seca, duodenite, dispepsia, dor epigástrica, sensação de plenitude do trato gastrintestinal (eructação e flatulência), úlcera gástrica ou duodenal com sangramento e/ou perfuração, gastrite, hemorragia gastrintestinal, úlcera gengival, hematêmese, indigestão, melena, náuseas, esofagite, pancreatite, inflamação do intestino delgado ou grosso, vômito.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Úlcera no intestino delgado e grosso e perfuração do intestino delgado e grosso.

    Distúrbio hepatobiliar:
    Insuficiência hepática, necrose hepática, hepatite, síndrome hepatorrenal, icterícia.

    Distúrbios da pele e tecido subcutâneo:
    PEGA, alopecia, DRESS, eritema multiforme, dermatite esfoliativa, síndrome de Lyell (necrólise epidérmica tóxica), reações de fotossensibilidade, prurido, rash (inclusive do tipo maculopapular), síndrome de Stevens-Johnson, urticária e erupções vesículo-bolhosas.

    Distúrbios renais e urinários:
    Insuficiência renal aguda em pacientes com significativa disfunção renal preexistente, azotemia, glomerulite, hematúria, poliúria, necrose papilar renal, necrose tubular.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Nefrite túbulo-intersticial, síndrome nefrótica e glomerulonefrite de lesão mínima.

    Distúrbios gerais e no local de administração:
    Edema.

    Laboratorial:
    Pressão sanguínea elevada, diminuição da hemoglobina e hematócrito, diminuição do clearance de creatinina, teste de função hepática anormal.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Tempo de sangramento prolongado.

    Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    Riscos do Ibuprofeno

    Não use este medicamento em casos de úlcera, gastrite, doença dos rins ou se você já teve reação alérgica a anti-inflamatórios.

    Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Ibuprofeno com outros remédios?

    Suspensão Oral e Gotas
    Interações medicamento-medicamento
    O uso do Ibuprofeno e de outros analgésicos e antipiréticos concomitantemente com corticosteroides aumenta o risco de úlceras gástricas. O uso concomitante de medicamentos à base de furosemida e tiazídicos diminui o efeito diurético dessas drogas. O uso do produto concomitantemente com medicamentos à base de probenecida aumentará o efeito terapêutico do Ibuprofeno. Durante a terapia com o Ibuprofeno, deve-se evitar a administração de hormônios tireoidianos. O Ibuprofeno pode aumentar o efeito dos anticoagulantes orais (heparina), a concentração sanguínea de lítio e a atividade antiaglutinante plaquetária, desaconselhando-se, portanto, a administração simultânea de Ibuprofeno e tais substâncias.

    O uso concomitante de qualquer AINE com os seguintes fármacos deve ser evitado, especialmente nos casos de administração crônica:

    Ácido acetilsalicílico, paracetamol, colchicina, iodetos, medicamentos fotossensibilizantes, outros anti inflamatórios não esteroides, corticosteroides, corticotrofina, uroquinase, hipoglicemiantes orais ou insulina, anti-hipertensivos e diuréticos, ácido valpróico, plicamicina, sais de ouro, ciclosporina, lítio, probenecida, inibidores da ECA, agentes anticoagulantes ou trombolíticos, inibidores de agregação plaquetária, cardiotônicos digitálicos, digoxina e metotrexato.

    Interação medicamento-exame laboratorial
    Poderá ocorrer diminuição dos níveis de hemoglobina e do hematócrito. Se houver sangramento gastrintestinal devido ao uso do Ibuprofeno, haverá positividade na pesquisa de sangue oculto nas fezes.

    Poderá causar diminuição da glicemia. Não existe interferência conhecida com outros exames.

    Comprimido Revestido
    Anticoagulantes
    Diversos estudos controlados de curto prazo não conseguiram demonstrar que Ibuprofeno afeta significativamente o tempo de protrombina ou uma variedade de outros fatores de coagulação quando administrado a indivíduos sob tratamento com anticoagulantes do tipo cumarínicos.

    No entanto, foi relatado sangramento quando Ibuprofeno foi administrado a pacientes em uso de anticoagulantes do tipo cumarínicos. Deve-se ter cautela quando se administrar Ibuprofeno a pacientes em terapia com anticoagulantes.

    Anti-hipertensivos incluindo diuréticos, inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA), tais como captopril e enalapril, antagonistas da angiotensina II (AIIA) como losartana e valsartana
    Os AINEs podem reduzir a eficácia dos diuréticos e outros fármacos anti-hipertensivos incluindo inibidores da ECA, antagonistas da angiotensina II e betabloqueadores.

    Em pacientes com função renal prejudicada (por ex.: pacientes desidratados ou idosos com comprometimento da função renal), a coadministração de um inibidor da ECA ou um antagonista da angiotensina II e/ou diuréticos com um inibidor da cicloxigenase pode aumentar a deterioração da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, que geralmente é reversível. A ocorrência dessas interações deve ser considerada em pacientes usando Ibuprofeno com inibidores da ECA ou um antagonistas da angiotensina II e/ou diuréticos.

    Portanto, a administração concomitante desses fármacos deve ser feita com cautela, especialmente em pacientes idosos. Os pacientes devem ser hidratados adequadamente e a necessidade de monitorar a função renal deve ser avaliada no início do tratamento concomitante e periodicamente.

    Ácido acetilsalicílico
    O uso crônico e concomitante de Ibuprofeno e ácido acetilsalicílico não é recomendado.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    O Ibuprofeno interfere no efeito antiplaquetário do ácido acetilsalicílico em baixa dosagem e pode, assim, interferir no tratamento profilático de doença CV.

    Corticosteroides
    Aumento do risco de ulceração gastrintestinal ou sangramento.

    Ciclosporina
    Devido aos efeitos sobre as prostaglandinas renais, os AINEs como o Ibuprofeno podem aumentar o risco de nefrotoxicidade com ciclosporina.

    Diuréticos
    Estudos clínicos, bem como observações randômicas, mostraram que o Ibuprofeno pode reduzir o efeito natriurético da furosemida, tiazidas ou outros diuréticos em alguns pacientes. Essa atividade foi atribuída à inibição da síntese renal de prostaglandina por Ibuprofeno e outros AINEs. Portanto, quando Ibuprofeno for adicionado ao tratamento de pacientes recebendo furosemida, tiazida ou outros diuréticos, ou quando a furosemida, tiazida ou outros diuréticos forem adicionados ao tratamento de pacientes recebendo Ibuprofeno, os pacientes devem ser cuidadosamente observados para se determinar se foi obtido o efeito desejado do diurético.

    Lítio
    O Ibuprofeno produziu uma elevação clinicamente significativa dos níveis plasmáticos de lítio e uma redução no clearance renal do lítio, em um estudo com 11 voluntários normais. A concentração média mínima de lítio aumentou 15% e o clearance renal do lítio foi significativamente mais baixo durante o período de administração simultânea dos medicamentos. Esse efeito foi atribuído à inibição da síntese renal de prostaglandina. Portanto, quando Ibuprofeno e lítio são administrados simultaneamente, os pacientes devem ser cuidadosamente observados para detecção de sinais de toxicidade por lítio (Devese atentar para as informações para prescrição do lítio, antes do uso com terapia atual).

    Antagonistas H2
    Em estudos com voluntários humanos, a coadministração de cimetidina ou ranitidina não alterou significativamente a concentração sérica do Ibuprofeno.

    Metotrexato
    Deve-se ter cautela quando metotrexato é administrado concomitantemente com AINEs, incluindo Ibuprofeno, porque a administração de AINEs pode resultar em aumento dos níveis plasmáticos de metotrexato, especialmente em pacientes recebendo altas doses de metotrexato.

    Tacrolimo
    Possível aumento do risco de nefrotoxicidade quando AINEs são administrados com tacrolimo.

    Quais cuidados devo ter ao usar o Ibuprofeno?

    Suspensão Oral e Gotas
    O uso de Ibuprofeno em crianças com menos de 2 anos deve ser feito sob orientação médica.

    Deve-se ter cuidado na administração do Ibuprofeno ou de qualquer outro agente analgésico e antipirético em pacientes desidratados ou sob risco de desidratação (com diarreia, vômitos ou baixa ingestão de líquidos), em pacientes com história atual ou prévia de úlcera péptica, gastrites ou desconforto gástrico e em pacientes que apresentaram ou apresentam reações alérgicas, independente da gravidade, com agentes analgésicos e antitérmicos.

    Uso em idosos
    Utilizar com cautela em pacientes idosos, iniciando o tratamento com doses reduzidas. A idade avançada exerce mínima influência na farmacocinética do i buprofeno. Alterações relacionadas à idade, na fisiologia renal, hepática e do sistema nervoso central assim como com orbidades e medicações concomitantes, devem ser consideradas antes do início da terapia com Ibuprofeno. Em todas as indicações, a dose deve ser ajustada individualmente e a menor dose administrada. Monitoração cuidadosa e educação do paciente idoso são essenciais.

    Uso durante a gravidez e amamentação
    A administração de Ibuprofeno não é recomendada durante a gravidez ou a lactação.

    O uso de AINEs no terceiro trimestre está associado a malformações cardíacas como fechamento prematuro do ductus arteriosus e prolongamento do trabalho de parto e deverá ser evitado após a 30a semana de gestação.

    Categoria de risco no primeiro e segundo trimestres da gravidez – B:
    Os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas não há estudos controlados em mulheres grávidas. A prescrição de Ibuprofeno depende da avaliação do risco/benefício para a paciente.

    Categoria de risco no terceiro trimestre da gravidez – D:
    Ibuprofeno demonstrou evidências positivas de risco fetal humano. A prescrição de Ibuprofeno depende da avaliação do risco/benefício para a paciente.

    Ibuprofeno não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

    Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

    Durante o período de aleitamento materno ou doação de leite humano, só utilize medicamentos com o conhecimento do seu médico ou cirurgião-dentista, pois alguns medicamentos podem ser excretados no leite humano, causando reações indesejáveis no bebê.

    Comprimido Revestido / Cápsula
    Deve-se evitar o uso concomitante de Ibuprofeno com AINEs sistêmicos não ácido acetilsalicílico, incluindo inibidores da ciclooxigenase 2 (COX-2). O uso concomitante de um AINE sistêmico com outro AINE sistêmico pode aumentar a frequência de úlceras gastrintestinais e sangramento.

    Efeitos cardiovasculares (CV)
    Os AINEs podem causar um aumento no risco de eventos trombóticos CV graves, infarto do miocárdio e derrame, que podem ser fatais. O risco pode aumentar com a duração do uso. O aumento relativo deste risco parece ser semelhante naqueles com ou sem doença CV conhecida ou fatores de risco CV. Contudo, pacientes com doença CV conhecida ou fatores de risco CV podem estar sob um risco maior em termos de incidência absoluta, devido ao aumento da taxa basal. A fim de minimizar o risco potencial para um evento CVem pacientes tratados com Ibuprofeno, a menor dose eficaz deve ser usada pelo menor tempo possível. Médicos e pacientes devem estar alertas para o desenvolvimento de tais eventos, mesmo na ausência de sintomas CV prévios. Os pacientes devem ser informados sobre os sinais e/ou sintomas de toxicidade CV grave e as medidas a serem tomadas se isso ocorrer.

    Retenção de líquido e edema
    Assim como com outros fármacos conhecidos por inibir a síntese de prostaglandinas, foram observados retenção de líquidos e edema em alguns pacientes usando AINEs, incluindo o Ibuprofeno. Portanto, o Ibuprofeno deve ser usado com cautela em pacientes com função cardíaca comprometida e outras condições que a predisponham, ou piorem pela retenção de líquidos. Os pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC) preexistente ou hipertensão devem ser cuidadosamente monitorados.

    Efeitos gastrintestinais (GI)
    Os AINEs, incluindo o Ibuprofeno, podem causar eventos gastrintestinais (GI) graves incluindo inflamação, sangramento, ulceração e perfuração do estômago, intestino delgado ou grosso, que podem ser fatais. Quando sangramento ou ulceração gastrintestinal ocorre em pacientes recebendo o Ibuprofeno, o tratamento deve ser descontinuado. A maioria dos pacientes sob risco de desenvolver esses tipos de complicações gastrintestinais com AINEs são os idosos, pacientes com doença CV, pacientes usando concomitante corticosteroide , medicamento antiplaquetário (como ácido acetilsalicílico concomitante, corticosteroides, inibidores seletivos de recaptação de serotonina, pacientes que ingiram álcool ou pacientes com história prévia de, ou com doença gastrintestinal ativa, tais como ulceração, sangramento gastrintestinal ou condições inflamatórias. Portanto, o Ibuprofeno deve ser administrado com cautela nesses pacientes.

    Efeitos hepáticos
    Da mesma forma que com outros anti-inflamatórios não esteroidais, podem ocorrer elevações limítrofes em um ou mais testes laboratoriais hepáticos em até 15% dos pacientes. Essas anormalidades podem progredir, permanecer essencialmente inalteradas ou serem transitórias com a continuidade do tratamento.

    Pacientes com sinais e/ou sintomas sugerindo disfunção hepática ou com testes hepáticos anormais, devem ser avaliados quanto a evidências de desenvolvimento de reações hepáticas mais graves durante terapia com o Ibuprofeno. Foram relatadas reações hepáticas graves, inclusive icterícia e casos de hepatite fatal, com o uso de Ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroidais. Embora tais reações sejam raras, caso os testes hepáticos anormais persistam ou piorem, caso se desenvolvam sinais e sintomas clínicos consistentes com doença hepática, ou se ocorrerem manifestações sistêmicas (por ex.: eosinofilia, rash cutâneo), o tratamento com o Ibuprofeno deve ser suspenso.

    Efeitos oftalmológicos
    Foram relatados diminuição da acuidade visual e/ou visão turva, escotomas e/ou alterações na “visão em cores”. Se o paciente desenvolver quaisquer dessas reações durante o tratamento com o Ibuprofeno, o medicamento deve ser descontinuado e o paciente submetido a um exame oftalmológico que inclua testes de campo visual central e visão de cores.

    Reações cutâneas
    Reações cutâneas graves, algumas delas fatais, incluindo reação ao medicamento com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS), dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, foram relatadas muito raramente em associação com o uso de AINEs, incluindo o Ibuprofeno. Os pacientes parecem estar sob um risco maior de desenvolverem esses eventos no início do tratamento, com o início do evento ocorrendo, na maioria dos casos, dentro do primeiro mês de tratamento. O Ibuprofeno deve ser descontinuado ao primeiro sinal de rash cutâneo, lesões na mucosa ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.

    Efeitos renais
    Em raros casos, os AINEs, incluindo o Ibuprofeno, podem causar nefrite intersticial, glomerulite, necrose papilar e síndrome nefrótica. Os AINEs inibem a síntese de prostaglandinas renais que atuam como auxiliares na manutenção da perfusão renal em pacientes cujo fluxo sanguíneo renal e volume sanguíneo são reduzidos. Nesses pacientes, a administração de um AINE pode precipitar uma descompensação renal evidente, que é tipicamente seguido pela recuperação, retornando-se ao estado pré tratamento com a descontinuação do tratamento de AINEs.

    Os pacientes que correm maior risco são aqueles com insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática, síndrome nefrótica e doença renal evidente. Tais pacientes devem ser cuidadosamente monitorados durante o tratamento com AINEs.

    Como o Ibuprofeno é eliminado principalmente pelos rins, pacientes com função renal significativamente prejudicada devem ser cuidadosamente monitorados e uma redução na dose deve ser antecipada para evitar acúmulo do fármaco. Os pacientes com alto risco de desenvolverem disfunção renal com o uso crônico de Ibuprofeno devem ter a função renal avaliada periodicamente.

    Precauções gerais
    Hipersensibilidade:
    Cerca de 10% dos pacientes asmáticos podem ter asma sensível ao ácido acetilsalicílico. O uso de ácido acetilsalicílico em pacientes com asma sensível a esse medicamento foi associado ao broncoespasmo grave, que pode ser fatal. Uma vez que foi relatada reatividade cruzada, incluindo broncoespasmo, entre ácido acetilsalicílico e outros medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais em pacientes com sensibilidade ao ácido acetilsalicílico, o Ibuprofeno não deve ser administrado a pacientes com esse tipo de sensibilidade ao ácido acetilsalicílico e deve ser usado com cautela em todos os pacientes com asma preexistente.

    Podem ocorrer reações anafilactoides mesmo em pacientes sem exposição prévia ao Ibuprofeno.

    O Ibuprofeno,como outros agentes anti-inflamatórios não esteroidais, pode inibir a agregação plaquetária, embora esse efeito seja quantitativamente menor e tenha menor duração que o observado com o ácido acetilsalicílico. Foi demonstrado que o Ibuprofeno prolonga o tempo de sangramento (porém dentro dos limites normais) em indivíduos normais. Como esse efeito pode ser mais acentuado em pacientes com distúrbios hemostáticos subjacentes, o Ibuprofeno deve ser usado com cautela em indivíduos com defeitos intrínsecos da coagulação e naqueles utilizando anticoagulantes.

    A atividade antipirética e anti-inflamatória do Ibuprofeno pode reduzir a febre e a inflamação, diminuindo assim a utilidade desses sinais como meio de diagnóstico na detecção de complicações de presumíveis condições dolorosas não infecciosas e não-inflamatórias.

    Relatou-se, raramente, meningite asséptica com febre e coma em pacientes em terapia com o Ibuprofeno. Embora sua ocorrência seja mais provável em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico e doenças do tecido conjuntivo relacionadas, ela foi relatada em pacientes que não apresentavam doença crônica subjacente. Se forem observados sinais ou sintomas de meningite em um paciente em tratamento com o Ibuprofeno, deve-se considerar a possibilidade de relação com o tratamento.

    Anormalidades em testes laboratoriais
    Foi observada diminuição da hemoglobina em 1g ou mais em aproximadamente 20% dos pacientes recebendo até 2.400mg de Ibuprofeno por dia. Achados similares foram observados com outrosfármacos AINEs; o mecanismo é desconhecido.

    Precauções em populações especiais
    Uso em Idosos:
    A idade avançada exerce mínima influência na farmacocinética do Ibuprofeno. Pacientes idosos ou debilitados toleram menos a ulceração e sangramento do que outros indivíduos, e a maioria dos relatos espontâneos de eventos gastrintestinais fatais ocorreu na população geriátrica. Alterações, relacionadas à idade, na fisiologia hepática, renal e do SNC, assim como condições de comorbidades e medicações concomitantes devem ser consideradas antes do início da terapia com o Ibuprofeno.

    Monitoração cuidadosa e educação do paciente idoso são essenciais.

    Gravidez:
    Não se recomenda a administração de Ibuprofeno durante a gravidez. Estudos de reprodução em animais não mostraram evidências de anormalidades no desenvolvimento. Contudo, esses estudos não são sempre preditivos da resposta humana. Não existem estudos adequados e bem controlados em pacientes grávidas. Devido aos efeitos conhecidos dos AINEs sobre o sistema CV fetal (fechamento do canal arterial), devese evitar seu uso durante o período tardio da gravidez.

    Trabalho de Parto:
    Da mesma forma que ocorre com outros fármacos que inibem a síntese de prostaglandinas, ocorreu um aumento da incidência de distocia e parto retardado em ratas. Não se recomenda o uso de Ibuprofeno durante o trabalho de parto.

    Lactação:
    Em número limitado de estudos com um método de detecção de até 1mcg/mL não se mostrou a presença de Ibuprofeno no leite de nutrizes. Entretanto, devido à natureza limitada desses estudos e dos possíveis efeitos adversos dos fármacos inibidores de prostaglandinas em neonatos, o Ibuprofeno não é recomendado no período de amamentação.

    Exclusivo Comprimido:
    A inibição da síntese das prostaglandinas pode afetar negativamente a gravidez.

    Dados de estudos epidemiológicos sugerem um risco aumentado de aborto espontâneo após o uso de inibidores da síntese de prostaglandinas no início da gravidez. Em animais, a administração de inibidores da síntese de prostaglandinas tem mostrado o aumento da perda de pré e pós-implantação.

    Se usado durante o segundo ou terceiro trimestre da gravidez, os AINEs podem causar disfunção renal fetal que pode resultar na redução do volume de líquido amniótico ou oligoidrâmnio em casos graves.

    Tais efeitos podem ocorrer logo após o início do tratamento e são geralmente reversíveis. As mulheres grávidas utilizando Ibuprofeno devem ser cuidadosamente monitoradas quanto ao volume de líquido amniótico.

    Primeiro e segundo trimestre de gravidez:
    Ibuprofeno é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez. Portanto, Ibuprofeno não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

    Terceiro trimestre de gravidez:
    Ibuprofeno é um medicamento classificado na categoria D de risco de gravidez. Portanto, Ibuprofeno não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

    Exclusivo Comprimido Revestido:
    Fertilidade:
    Com base no mecanismo de ação, o uso de AINEs, pode retardar ou impedir a ruptura dos folículos ovarianos, o que tem sido associado com a infertilidade reversível em algumas mulheres. Em mulheres que têm dificuldade em engravidar ou que estão realizando estudos de infertilidade, a retirada de AINEs, incluindo o Ibuprofeno deve ser considerada.

    Exclusivo Cápsula:
    Uso em Crianças:
    Não foram realizados estudos clínicos controlados para avaliar a segurança e eficácia do Ibuprofeno em crianças.

    Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas
    O efeito de Ibuprofeno na habilidade de dirigir e operar máquinas não foi estudado.

    Exclusivo Comprimido Revestido
    Hipertensão
    Tal como acontece com todos os AINEs, o Ibuprofeno pode levar ao aparecimento de hipertensão nova ou agravamento da hipertensão preexistente, qualquer um desses pode contribuir para o aumento da incidência de eventos CV. Os AINEs, incluindo o Ibuprofeno, devem ser usados com precaução em pacientes com hipertensão.

    No sub-estudo do PRECISION-ABPM (avaliação randomizada prospectiva da segurança integrada de celecoxibe versus Ibuprofeno ou naproxeno – Monitoramento ambulatorial da pressão arterial), no mês 4, os resultados demonstraram que a prescrição do Ibuprofeno (600-800mg 3 vezes ao dia) aumentou significativamente a média da PAS (pressão arterial sistólica) de 24 horas em relação ao celecoxibe, mas não comparado ao naproxeno.A pressão arterial deve ser cuidadosamente monitorada durante o início do tratamento com Ibuprofeno e em todo o decorrer da terapia.

    Uso com Anticoagulantes Orais
    O uso concomitante de AINEs, incluindo Ibuprofeno, com anticoagulantes orais aumenta o risco de sangramento gastrintestinal (GI) e não gastrintestinal (não GI) e deve ser administrado com cautela.

    Anticoagulantes orais incluem varfarina/tipo cumarina e modernos anticoagulantes orais (p. ex., apixabana, dabigatrana e rivaroxabana). A anticoagulação/INR deve ser monitorada em pacientes utilizando anticoagulante varfarina/tipo cumarina.

    Qual a ação da substância Ibuprofeno?
    Resultados de Eficácia

    Suspensão Oral e Gotas
    O estudo PAIN (Paracetamol, Aspirin, lbuprofen new tolerability) foi um estudo randomizado e cego, delineado para comparar três analgésicos no tratamento da dor aguda. Um total de 8.677 adultos foram randomizados para tratamento com Ibuprofeno (1.200mg/d), paracetamol (3g/d) e aspirina (3g/d). As principais indicações foram dor musculoesquelética (31-33%), resfriado comum (19-20%), dorsalgia (15 17%) e cefaleia (10-11%). Observou-se maior incidência de eventos adversos com aspirina (10, 1%) em comparação com Ibuprofeno (7,0%, P < 0,001) ou paracetamol (7,8%). Eventos adversos gastrintestinais ocorreram em menor frequência nos pacientes tratados com i buprofeno (4,0%) em comparação com aspirina (7,1%, P < 0,001) ou paracetamol (5,3%, p = 0,025).1

    O Boston University Fever Study envolveu 84.192 crianças com idade entre seis meses e 12 anos, com doença febril. As crianças foram randomizadas para tratamento com paracetamol (12mg/kg por dose a cada 4-6 horas) ou Ibuprofeno (5 10mg/kg por dose a cada 4-6 horas). O desfecho primário foi a ocorrência de eventos adversos graves como sangramento gastrintestinal, insuficiência renal aguda ou anafilaxia. O desfecho secundário foi a ocorrência de internação hospitalar por outras complicações.

    Não se observou diferença estatisticamente significativa entre as duas medicações quanto à necessidade de internação hospitalar por evento adverso, ou qualquer alteração significativa da função renal nos pacientes tratados com Ibuprofeno. Por outro lado, as crianças que foram tratadas com Ibuprofeno apresentaram menor risco de consultas médicas por asma (3,0%; IC95% 2,1-4, 1%) do que aquelas tratadas com paracetamol (5,1%; IC95% 3,5-7,1%), P = 0,02.2.

    Magni e colaboradores realizaram um estudo multicêntrico, aberto e randomizado para avaliar a atividade antipirética e a tolerabilidade de doses orais únicas de Ibuprofeno versus dipirona em lactentes e crianças febris. Cento e vinte e dois pacientes de ambos os sexos, com idade entre 6 meses e 8 anos, com temperatura axilar ? 38,0°C foram randomizados (1:1) para Ibuprofeno (10mg/kg) ou dipirona (l5mg/kg), administrados em doses orais únicas. A temperatura axilar e os eventos adversos foram avaliados após 10, 20, 30 e 45 minutos e, a seguir, de 1 em 1 hora, durante 8 horas após a administração. As médias de temperatura foram significativamente menores nos pacientes que receberam Ibuprofeno, em relação aos que receberam dipirona, nos grupos de febre alta entre (>39,1°C) e baixa (38,0°C e 39,1°C) (p = 0,04). Após 1, 2 e 4 horas da administração das drogas, o valor absoluto da soma ponderada das diferenças de temperatura a partir dos valores basais foi significativamente menor no grupo de febre alta da dipirona, quando comparado ao grupo de febre alta do Ibuprofeno, o que significa maior efeito para este último. Houve diferenças estatisticamente significativas no tempo para normalização da temperatura (<37,2°C) entre o Ibuprofeno e a dipirona nos grupos de temperatura baixa (3,1 ± 2,04 vs. 4,5 ± 3,06 horas, p = 0,01) e alta (2.7 ± 1,68 vs. 5,4 ± 3,15 horas, p = 0,003). A diferença do tempo de persistência do efeito antipirético foi também estatisticamente significativa para o grupo de temperatura alta, a favor do Ibuprofeno (3,4 ± 2,03 vs. 1,8 ± 1,89 hora, p = 0,01). As duas drogas apresentaram perfis de tolerabilidade comparáveis. Os autores concluíram que uma dose oral única de Ibuprofeno demonstrou proporcionar antipirese mais rápida, potente e por um tempo mais longo do que uma dose oral única de dipirona, especialmente na presença de febre alta.3 Autret e colaboradores conduziram um estudo randomizado, aberto, multicêntrico e comparativo entre Ibuprofeno (7,5mg/kg), paracetamol (10mg/kg) e aspirina (10mg/kg), que envolveu 351 crianças com idade entre 6 e 24 meses com febre (temperatura retal > 39°C). A temperatura foi avaliada após 1, 4 e 6 horas da administração. Observou-se maior queda da temperatura nas crianças tratadas com Ibuprofeno em comparação com aquelas tratadas com aspirina ou paracetamol. A avaliação do conforto das crianças através de escala visual mostrou superioridade do Ibuprofeno frente aos outros tratamentos.4

    Bibliografia

    1. Moore N, van Ganse E, Le Pare JM. The PAIN study: paracetamol, aspirin and ibuprofen new tolerability study: a large-scale, randomized clinical trial comparing the tolerability of aspirin, ibuprofen and paracetamol for short-term analgesia. Clin Drug lnvest. 1999; 18:89-98.
    2. Lesko SM, Mitchell AA. An assessment of the safety of pediatric ibuprofen: a practitionerbased randomized clinical trial. JAMA. 1995;273(12):929-33.
    3. Magni AM, Rosário N, Murahovschi J, et al. Efeito antipirético e tolerabilidade do Ibuprofeno versus a dipirona, em dose oral única, em pacientes pediátricos – estudo aberto, randomizado, multicêntrico brasileiro. Ped Mod. 2007;43(1):32-40.
    4. Autret E, Reboui-Marty J, Henry-Launois B, et al. Evaluation of ibuprofen versus aspirin and paracetamol on efficacy and comfort in children with fever. Eur J Clin Pharmacol. 1997;51(5):367-71.

    Comprimido Revestido
    Estudos

    Eficácia antipirética e analgésica de 600mg de Ibuprofeno mostraram-se comparáveis à dose de 600mg de ácido acetilsalicílico.1,2

    Em outro estudo, 600mg de Ibuprofeno se mostraram superiores a 750mg de ácido mefenâmico e comparáveis a 800mg de fenilbutazona.2

    Referências

    1-David F. Salo, MD, PhD, Robert Lavery, MA, MICP, Vikram Varma, MD, Jennifer Goldberg, MS, PA-C, Tara Shapiro, DO, Alan Kenwood, MDA Randomized, Clinical Trial Comparing Oral Celecoxib 200 mg, Celecoxib 400mg, and Ibuprofen 600mg for Acute Pain. ACAD EMERG MED • January 2003, Vol. 10, Nº. 1.
    2- John R Lewis, Evaluation of Ibuprofen (Motrin) A NEW RHEUMATIC AGENT, JAMA, July 1975 365-367.

    Cápsula
    Um estudo com 26 voluntários foi realizado comparando a biodisponibilidade do Ibuprofeno 600mg na forma farmacêutica de cápsulas gelatinosas moles com o comprimido revestido de mesma concentração. Os medicamentos foram administrados com água a temperatura ambiente, em jejum. Não houve eventos adversos graves durante o estudo, sendo as medicações bem toleradas. Ambas as formulações foram equivalentes, contudo a cápsula gelatinosa mole demonstrou uma absorção mais rápida que o comprimido revestido.

    Referências:

    Estudo cruzado, randomizado, de dois tratamentos, dois períodos, duas sequências e dose única para comparar a biodisponibilidade de duas formulações de 600mg de Ibuprofeno: cápsulas de gelatina mole e comprimidos revestidos, em voluntários sadios de ambos os sexos em condições de jejum. Centro: Biocrom. 2008.

    Características Farmacológicas

    Suspensão Oral e Gotas
    Farmacodinâmica

    Ibuprofeno contém Ibuprofeno, um derivado do ácido fenilpropânico, inibidor da síntese das prostaglandinas, tendo propriedades analgésicas e antipiréticas. Os antipiréticos e analgésicos inibem a ação da cicloxigenase, diminuindo a formação de precursores das prostaglandinas e dos tromboxanos a partir do ácido araquidônico, diminuindo a ação destes mediadores no termostato hipotalâmico e nos receptores de dor (nociceptores).

    Farmacocinética
    O Ibuprofeno apresenta boa absorção oral, com aproximadamente 80% da dose absorvida no trato gastrintestinal, havendo diferença quando da administração em jejum ou após refeição, pois a presença de alimentos diminui a absorção. O início de ação ocorre em aproximadamente 15 a 30 minutos. A taxa de ligação proteica é alta (99%) e a concentração plasmática máxima é atingida em 1,2 a 2,1 horas, tendo duração de 4 a 6 horas, com meia-vida de eliminação de 1,8 a 2 horas. A biotransformação é hepática e a excreção praticamente se completa em 24 horas após a última dose, sendo menos de 1% excretado na forma inalterada.

    Comprimido Revestido
    Propriedades Farmacodinâmicas
    O Ibuprofeno tem ação farmacológica de um agente anti-inflamatório não esteroidal.

    Estudos clínicos:
    Avaliação randomizada prospectiva da segurança integrada de celecoxibe versus Ibuprofeno ou naproxeno.

    PRECISION foi um estudo duplo-cego de segurança cardiovascular em 24.081 pacientes com OA ou AR com doença cardiovascular (DCV) ou com alto risco de DCV comparando celecoxibe (200-400mg por dia) com naproxeno (750-1000mg por dia) e Ibuprofeno (1800 -2400mg por dia) durante o tratamento de 42 meses mais 1 mês de acompanhamento após a descontinuação do tratamento. O desfecho primário, a colaboração antiplaquetária de participantes (APTC), foi um composto de morte cardiovascular (incluindo morte hemorrágica), julgado independentemente, infarto do miocárdio não fatal ou acidente vascular cerebral não fatal. Além disso, houve um sub-estudo de 4 meses em 444 pacientes com foco nos efeitos das três drogas na pressão arterial, conforme medido pelo monitoramento ambulatorial.

    No que diz respeito ao parâmetro final do CV primário, o tempo para o primeiro evento APTC, demonstrou que o celecoxibe era estatisticamente significantemente não inferior ao Ibuprofeno e não inferior ao naproxeno, e o Ibuprofeno demonstrou ser estatisticamente significantemente não inferior ao naproxeno. A taxa de evento APTC foi de 2,7% no grupo Ibuprofeno, versus 2,3% no grupo celecoxibe e 2,5% no grupo naproxeno na análise ITT, e foi de 1,9% versus 1,7% e 1,8%, respectivamente, na análise MITT. Verificou-se a partir do estudo que, entre os indivíduos com OA ou AR com DCV ou com alto risco de DCV, o tratamento com celecoxibe apresentava um risco de CV semelhante ou menor quando comparado ao Ibuprofeno ou ao naproxeno, o Ibuprofeno apresentava risco de CV semelhante ao naproxeno.

    Durante o tratamento, o MACE (eventos cardiovasculares adversos principais, definidos como eventos APTC, revascularização coronária ou hospitalização por angina instável ou ataque isquêmico transitório) ocorreu mais frequentemente no grupo Ibuprofeno (3,6%) em relação ao grupo celecoxibe (3,1%) e naproxeno (3,2%). O aumento do risco de Ibuprofeno comparado ao celecoxibe definido como tempo para MACE foi estatisticamente significante. Os eventos gastrintestinais clinicamente significativos (0,7%, 0,3% e 0,7% para Ibuprofeno, celecoxibe e naproxeno, respectivamente) e anemia ferropriva de origem gastrintestinal clinicamente significativa (0,7%, 0,3% e 0,8% para Ibuprofeno, celecoxibe e naproxeno, respectivamente) ocorreram de forma semelhante nos grupos de Ibuprofeno e naproxeno, mas com menor frequência no grupo celecoxibe; os aumentos de risco em relação ao celecoxibe foram estatisticamente significativos. O composto de eventos renais clinicamente significativos ou internação por ICC ou hipertensão no grupo Ibuprofeno foi semelhante ao grupo naproxeno (1,7% vs. 1,5%), mas foi mais frequente em relação ao grupo celecoxibe (1,7% vs. 1,1%). O aumento do risco foi conduzido principalmente por eventos renais adjudicados (0,9% vs.0,5%).

    O sub-estudo ABPM mostrou, no mês 4, que os indivíduos tratados com Ibuprofeno apresentaram aumento de 3,7mmHg na pressão arterial sistólica (PAS) ambulatorial de 24 horas, enquanto que os indivíduos tratados com celecoxibe apresentaram diminuição de 0,3mmHg e os indivíduos tratados com naproxeno apresentaram aumento de 1,6mmHg. A diferença de 3,9mmHg entre Ibuprofeno e celecoxibe foi estatisticamente significativa e clinicamente significativa. O Ibuprofeno não foi estatisticamente diferente do naproxeno na magnitude da alteração na PAS de 24 horas no mês 4.

    Propriedades Farmacocinéticas
    O Ibuprofeno é absorvido do trato gastrintestinal e o pico de concentração plasmática ocorre cerca de 1 a 2 horas após a ingestão. O Ibuprofeno é amplamente ligado às proteínas plasmáticas e tem uma meia-vida de aproximadamente 2 horas. Ele é rapidamente excretado na urina principalmente como metabólito e seus conjugados. Aproximadamente 1% é excretado na urina como Ibuprofeno inalterado e cerca de 14% como Ibuprofeno conjugado.

    Dados de Segurança Pré-Clínicos
    Estudos de reprodução conduzidos em ratos e coelhos em doses um pouco menores do que a dose máxima clínica não demonstraram qualquer evidência de desenvolvimento anormal. Como não houve estudos bem controlados em mulheres grávidas, este fármaco deve ser usado durante a gravidez somente se claramente necessário. Devido aos efeitos conhecidos dos fármacos anti-inflamatórios não esteroidais sobre o sistema cardiovascular (CV) fetal (fechamento do canal arterial), deve-se evitar seu uso durante a gravidez avançada. Assim como com outros fármacos conhecidos por inibir a síntese de prostaglandinas, um aumento na incidência de distocia e atraso no parto ocorreram em ratas.

    Cápsula
    Propriedades Farmacodinâmicas
    O Ibuprofeno tem ação farmacológica de um agente anti-inflamatório não-esteroide e possui atividades antiinflamatória, analgésica e antipirética. Age, provavelmente, inibindo a síntese de prostaglandinas.

    Propriedades Farmacocinéticas
    O Ibuprofeno é absorvido do trato gastrintestinal e o pico de concentração plasmática ocorre cerca de 1-2 horas após a ingestão. O Ibuprofeno é amplamente ligado às proteínas plasmáticas e tem uma meia-vida de aproximadamente 2 horas. Ele é rapidamente excretado na urina principalmente como metabólito e seus conjugados. Aproximadamente 1% é excretado na urina como Ibuprofeno inalterado e cerca de 14% como Ibuprofeno conjugado. O Ibuprofeno é rapidamente metabolizado e eliminado pela urina; a excreção é praticamente completa 24 horas após a última dose.

    Dados de Segurança Pré-Clínicos
    Estudos de reprodução conduzidos em ratos e coelhos em doses um pouco menores do que a dose máxima clínica não demonstraram qualquer evidência de desenvolvimento anormal. Como não houve estudos bem controlados em mulheres grávidas, este fármaco deve ser usado durante a gravidez somente se estritamente necessário. Devido aos efeitos conhecidos dos fármacos anti-inflamatórios não esteroides sobre o sistema cardiovascular fetal (fechamento do canal arterial), deve se evitar seu uso durante a gravidez avançada. Assim como com outros fármacos conhecidos por inibir a síntese de prostaglandinas, um aumento na incidência de distocia e atraso no parto ocorreram em ratas.

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