• Sem categoria 20.08.2012

    Médicos em breve poderão receitar aplicativos de smartphones aos pacientes como complemento de tratamentos, monitorando frequência cardíaca, controlando diabetes, entre outras coisas.

    A GNYHA (Greater New York Hospital Association) já trabalha nesse sentido, por meio de seu braço de negócios, a Happtique. “Estamos basicamente dizendo que os comprimidos também podem ser informações, que comprimidos também podem ser conectividade”, disse ao New York Times o diretor de gerenciamento da empresa, Lee H. Perlman.

    A ideia é reproduzir na indústria médica o trabalho que fazem apps que acompanham o desempenho de atletas. Bastaria direcionar os esforços para lidar com doenças crônicas, o que ajudaria o sistema de saúde a se desafogar – o último levantamento do centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos diz que, em 2007, o país gastou US$ 174 bilhões com tratamento de diabetes.

    O NYT ressalta, porém, que não se pode lidar com esses aplicativos como se eles fossem jogos de 99 centavos. Para tratar de saúde, os softwares precisam estar disponíveis sem nenhum tipo de bug, nem aqueles pequenos que geralmente são corrigidos mais tarde.

    Há o caso do DiabetesManager, criado pela WellDoc, que funciona em dispositivos móveis ou desktops. O app coleta informações sobre a dieta do paciente, seu nível de açúcar no sangue e o tipo de medicação que está sendo usada. Os dados ou são inseridos manualmente, ou são jogados no dispositivo por monitores de glicose com conexão sem fio.

    O DiabetesManager, então, aconselha o usuário, sugerindo o que ele pode comer ou beber, de acordo com o status de seu organismo. Um algoritmo ainda busca recomendações médicas adequadas a cada situação e as repassa ao paciente.

    Depois de ver como funciona, o órgão que administra assuntos ligados a alimentação e saúde nos EUA deu ao app permissão para atuar como serviço médico. E, segundo Anand K. Iyer, presidente da WellDoc, duas companhias de seguros concordaram que os segurados incluam o DiabetesManager como custo de tratamento.

    Lee H. Perlman, da Happtique, acredita que outros aplicativos mais modestos também terão espaço nesse mercado. Serviriam, por exemplo, para lembrar às pessoas de que precisam tomar seus remédios.

    Posted by Lucio Sergio @ 18:37

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