• anvisa-suspende-fabricação-e-venda-de marca-de-enzimas-lactase

    O produto é uma alternativa para a ingestão de leite e de seus derivados para as pessoas que têm intolerância à lactose.A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a partir desta segunda-feira, 10, a fabricação, distribuição e comercialização de todos os lotes da enzima digestiva lactase da marca Digelac, fabricada pela Vida Forte Nutrientes Indústria e Comercio de Produtos Naturais Ltda. O produto é uma alternativa para a ingestão de leite e de seus derivados para as pessoas que têm intolerância à lactose. Segundo resolução da Anvisa da última sexta-feira, 7, publicada nesta segunda no Diário Oficial da União, o produto teve a autorização para ser produzido e comercializado como “aditivo alimentar”, mas estava sendo vendido como “coadjuvante de tecnologia de fabricação.”Conforme resolução da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde que regulamenta a classificação e os empregos dos aditivos alimentares, os aditivos alimentares são ingredientes adicionados intencionalmente aos alimentos, sem propósito de nutrir, com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais, durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação de um alimento. Ao ser agregado, eles podem se converter como componente do próprio alimento. O coadjuvante de tecnologia de fabricação é toda substância, excluindo os equipamentos e os utensílios utilizados na elaboração ou conservação de um produto, que não se consome por si só como ingrediente alimentar e que se emprega intencionalmente na elaboração de matérias-primas, alimentos ou seus ingredientes, para obter uma finalidade tecnológica durante o tratamento ou fabricação. A substancia, contundo, deverá ser eliminada do alimento ou inativada, sendo admitida no produto final a presença de traços de substância, ou seus derivados. A Agência Brasil entrou em contato com a Vida Forte Nutrientes Indústria e Comércio de Produtos Naturais Ltda, fabricante do produto, que ainda não se pronunciou sobre a determinação da Anvisa.

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  • Sem categoria 20.11.2013 No Comments
    atorvastatin-calcium-estatinas-colesterol

    O número de pessoas que será tratada com estatinas deve crescer significativamente nos EUA

    As associações de cardiologia mais importantes dos Estados Unidos surpreenderam a comunidade médica esta semana ao publicar novas orientações sobre como tratar o colesterol.

    As novas recomendações mudaram completamente as regras do jogo. Os pacientes agora não terão mais metas – como um nível específico de colesterol no sangue que devem atingir – mas serão classificados em quatro grupos para os diferentes tratamentos recomendados com drogas conhecidas como estatinas.

    Isso significa que um terço dos adultos que vive nos Estados Unidos deve considerar a possibilidade de tomar esses medicamentos.

    Tais substâncias diminuem os níveis do colesterol, em comparação com os 15% da população que já usam esse tipo de tratamento.

    A outra novidade trazida pela orientação publicada pelo American College of Cardiology (ACC) e pela American Heart Association (AHA) é que, pela primeira vez, não se leva apenas em consideração os infartos, mas também os acidentes vasculares cerebrais.

    O anúncio gerou polêmica entre os médicos e especialistas dentro e fora dos Estados Unidos. Alguns apoiaram a recomendação, enquanto outros reforçaram os riscos de efeitos secundários, e o impacto que o uso dessa droga pode ter sobre o desenvolvimento de medicamentos e métodos alternativos.

    A BBC Mundo investigou alguns desses argumentos com representantes da comunidade médica.

    Não há números

    Para Luis Rodriguez Padial, vice-presidente eleito da Sociedade Espanhola de Cardiologia, a perda dos objetivos “pode envolver o relaxamento no interesse em alcançar uma meta, que existe quando você tem um nível a atingir”.

    “Mudar essa atitude pode ser algo negativo, porque muitos pacientes terão uma queda nos níveis que poderiam ser alcançados”, explica ele à BBC.

    No passado, as pessoas com níveis extremamente elevados, 190mg/dl ou mais, de colesterol ruim, conhecido como LDL, além de receberem tratamento com estatina, precisavam também reduzir o nível para 70mg/dl. Este último não é mais necessário, pelo menos nos Estados Unidos.

    Para o cardiologista José Antonio Carbonell, do Hospital Marina Baixa, em Alicante, Espanha, as mudanças não são negativas.

    pacientes-descartam-mudar-estilo-de-vida-para-combater-colesterol-alto

    Críticos temem que pacientes descartem mudar estilo de vida para combater colesterol alto

    “A partir da nova classificação em grupos de risco, o paciente recebe uma sobrecarga menor de medicamentos e, portanto, menos efeitos colaterais, menos interações medicamentosas, uma melhor adesão aos tipos de tratamentos e custos monetários provavelmente menores”, Carbonell disse à BBC.

    O novo guia divide os pacientes em quatro grupos: os que já sofrem de doenças cardiovasculares, aqueles com níveis de LDL de 190mg/dl ou mais, adultos acima de 40 anos com diabetes tipo 2, e adultos acima de 40 anos com 7, 5% de risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em 10 anos.

    Tratamento desnecessário?

    No entanto, Carbonell acrescentou que a nova maneira de calcular o risco de eventos cardiovasculares “não provou ser muito precisa com determinados grupos da população, o que poderia significar que algumas pessoas receberiam tratamentos mais fortes do que elas possivelmente precisam.”

    Martin Nieves, diretor da unidade de Medicina Interna do Instituto Médico La Floresta em Caracas, na Venezuela, concorda com Carbonell. Para ele, o temor é de que “mais pacientes recebam estatina”.

    Mas, por outro lado, diz ele, “é improvável que os pacientes sejam afetados”.

    “Em vez disso, estas orientações são muito mais abrangentes”, disse ele à BBC.

    Até hoje, as evidências científicas colocam a estatina como único tratamento farmacológico que provou ter um impacto na redução do colesterol, e, talvez por essa razão, estas novas recomendações deem tanta ênfase à este medicamento.

    “No entanto, a primeira intervenção causada pelo uso do medicamento é sobre o estilo de vida, como uma dieta saudável para o coração, atividade física regular, peso saudável, e não utilizar produtos de tabaco”, diz Nieves.

    “A dieta mediterrânea ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue de uma forma muito natural”, diz Carbonell.

    No entanto, tais medidas naturais não podem ser as únicas quando há altos níveis de colesterol e risco de doenças cardiovasculares. Em tais casos, as mudanças no estilo de vida tem de ser acompanhadas por tratamentos com remédios.

    Em breve

    “Nas orientações de países europeus, que contam com um conjunto de objetivos, um paciente diabético que teve um acidente vascular cerebral, ou insuficiência renal, são pacientes de muito alto risco, e baixar os níveis de 190 para 80 não é suficiente. O ideal é chegar a 70mg/dl, desde que tolere as drogas”, diz Rodriguez Padial.

    Agora, as orientações nos Estados Unidos recomendam fornecer doses altas de estatina. “Claro que baixa o colesterol, mas apenas em teoria terá benefícios”, acrescenta Rodriguez.

    Os especialistas consultados pela BBC concordaram que é cedo para tirar conclusões sobre qual é o melhor tratamento para o colesterol alto.

    “(A nova orientação) apresenta uma interessante forma de simplificar os grupos que podem se beneficiar das estatinas, e constitui uma ferramenta atualizada para tratar os pacientes”, diz Carbonell, que disse que agora quer ver, a médio prazo, como estas recomendações serão adotadas, e quais são os resultados que os Estados Unidos terão. Só então os outros países irão considerar a adoção.

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  • Uma nova pílula única diária para combater a Aids — que combina duas drogas já autorizadas — foi aprovada para adultos portadores do vírus HIV, informou nesta segunda-feira (27) a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA).

    Chamado de Stribild, este comprimido único diário proporciona um tratamento completo contra a Aids e faz parte de opções cada vez mais simples contra o HIV, destacou a Administração de Drogas e Alimentos (FDA, sigla em inglês).

    “Através da pesquisa continuada e do desenvolvimento de medicamentos, o tratamento para os infectados com o HIV tem evoluído de múltiplas pílulas para apenas um comprimido” diário, destacou Edward Cox, diretor do Bureau de Produtos Antimicrobiais da FDA para avaliação de medicamentos.

    “Novas combinações de medicamentos para o HIV, como o Stribild, ajudarão a simplificar os tratamentos”.

    O novo remédio, fabricado pela Gilead Sciences na Califórnia (oeste), foi testado em mais de 1.400 pacientes em dois testes clínicos e os resultados mostraram que o Stribild é tão eficaz ou mais que outras duas combinações de tratamentos, reduzindo o HIV a níveis indetectáveis em nove entre dez pacientes após 48 semanas de ingestão.

    Stribild combina Truvada – emtricitabina e tenofovir contra uma enzima que o HIV usa para se reproduzir – ao Elvitegravir, outra substância que combate uma enzima, associado ao Cobicistat, que potencializa os efeitos do Elvitegravir.

    O medicamento foi testado em pacientes adultos não previamente tratados de Aids. A FDA afirma que serão necessários mais estudos para determinar a segurança entre crianças e mulheres e se há interação com outras substâncias.

    Stribil tem alguns efeitos colaterais, que incluem problemas no fígado e nos rins, acúmulo de ácido láctico no sangue e enfraquecimento dos ossos, mas a Gilead afirma que durante os testes “a maioria dos efeitos adversos foi leve ou moderada”.

    O medicamento provoca enjôos e diarreia entre os pacientes.

    “As terapias que atendem às necessidades individuais dos pacientes são fundamentais para melhorar a manutenção do tratamento e seu potencial de sucesso”, afirmou o presidente da Gilead, John Martin.

    Para que o medicamento chegue aos pacientes com HIV nos países com menos recursos, onde milhões de pessoas não têm opções efetivas de tratamento, estão sendo desenvolvidos genéricos com a autorização e a ajuda da Gilead, em parceria com várias empresas indianas e com a Medicines Patent Pool, organização sem fins lucrativos que promove a fabricação de medicamentos genéricos.

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  • AIDS, Doenças 05.07.2012 No Comments

    Um novo comprimido que combina quatro drogas anti-HIV em um único tratamento diário é seguro e eficaz, de acordo com um estudo publicado nos EUA.

    Espera-se que a “pílula quatro em um” torne mais fácil para os pacientes manter a medicação e melhorar os efeitos de seu tratamento.

    Um estudo publicado na revista especializada Lancet afirma que esta poderia ser uma “nova opção de tratamento“.

    Um especialista britânico disse que a pílula era “uma grande notícia” e fazia parte de um movimento em direção a doses diárias únicas para portadores do HIV.

    O HIV é incurável, e o tratamento da infecção requer terapia que combina múltiplas drogas usadas para controlar o vírus.

    Isso pode significar tomar vários comprimidos em diferentes horários do dia. E esquecer de um significa que o corpo pode perder a luta contra o HIV.

    Pesquisadores e empresas farmacêuticas têm combinado alguns medicamentos em comprimidos individuais, para facilitar a administração das doses.

    A “pílula quatro em um” é a primeira a incluir um tipo de droga anti-HIV conhecido como um inibidor da integrase, que interrompe a replicação do vírus.
    ‘Segura, simples, eficaz’

    Paul Sax, diretor clínico do Brigham and Women’s Hospital, em Boston, Massachusetts, e professor associado da Harvard Medical School, disse: “A adesão dos pacientes à medicação é vital, especialmente para pacientes com HIV, onde a perda de doses pode levar o vírus a tornar-se resistente.”

    Ele liderou a pesquisa comparando o efeito da pílula quatro em um com o do melhor tratamento disponível até então em 700 pacientes. Ele disse que a pílula quatro em um era tão segura e eficaz quanto as opções anteriores, embora houvesse um nível maior de problemas renais, entre aqueles que a tomam.

    “Passamos um longo tempo com pessoas tomando até 40 comprimidos três vezes ao dia”

    “Nossos resultados fornecem uma opção adicional altamente potente e bem tolerada, e reforça a simplicidade do tratamento através da combinação de vários anti-retrovirais em um único comprimido.

    Dr. Steve Taylor, especialista em HIV no Birmingham Heartland Hospital, disse: “Sem dúvida, o desenvolvimento de uma pílula única é um grande avanço no combate ao HIV.

    “Passamos um longo tempo com pessoas tomando até 40 comprimidos três vezes ao dia”, diz.

    Ele disse que o novo comprimido foi “uma grande notícia” para as pessoas com HIV e que a pílula quatro em um aumentaria as opções de tratamento.

    No entanto, ele alertou que muitas pessoas ainda tinham o HIV não diagnosticado. Um quarto das pessoas com HIV no Reino Unido não sabem que estão infectadas.

    A pesquisa foi financiada pela empresa de biotecnologia Gilead Sciences.

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  • A descoberta de um gene abriu as portas para o desenvolvimento de um novo anticoncepcional voltado para os homens. Esse contraceptivo teria vantagens sobre os métodos disponíveis, pois não causaria os efeitos colaterais do tratamento com hormônios – como acne e alterações de humor – e seria facilmente revertido, ao contrário da vasectomia. A pesquisa foi divulgada pela revista científica “PLoS Genetics” nesta quinta-feira (24)

    O que o estudo traz de novo é a descrição da função do geneKatnal1” — essencial para o desenvolvimento final dos espermatozoides. Se a ação dele puder ser evitada, a ejaculação terá espermatozoides que ainda não estão prontos e, portanto, não podem fecundar um óvulo.

    Como o gene influi somente sobre a última fase do desenvolvimento, a produção dos espermatozoides não seria afetada. Por isso, bastaria deixar de tomar a pílula – ou injeção, ou qualquer outro formato do medicamento – para retomar a fertilidade.

    “Embora outras pesquisas estejam sendo conduzidas no campo de anticoncepcionais masculinos sem hormônios, a identificação de um gene que controla a produção de esperma da forma que o Katnal1 controla é um passo único e significativo na direção de entender a biologia dos testículos”, afirmou Lee Smith, autor do estudo, em material de divulgação da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

    Ao mesmo tempo em que pode levar ao desenvolvimento de anticoncepcionais, a descoberta pode servir para tratamentos de fertilidade. Se um homem tiver dificuldade espermatozoides incapazes de fecundar um óvulo, o defeito pode estar no gene.

    De toda forma, novas pesquisas serão necessárias para as duas aplicações do avanço.

    Estudo com comunidade religiosa

    Outra pesquisa, publicada também nesta quinta, pela revista “American Journal of Human Genetics”, traz uma lista com mais de 40 regiões genéticas que têm influência sobre a fertilidade masculina. Segundo os autores, mutações nesses genes poderiam explicar alguns casos ainda não explicados de infertilidade.

    O estudo da Universidade de Chicago foi feito entre os huteritas, uma comunidade religiosa que vive nos Estados Unidos e, há gerações, incentiva casamentos entre si. Isso faz com que os mesmos genes apareçam várias vezes, o que facilita a pesquisa. Além disso, eles não usam métodos contraceptivos e preferem grandes famílias, o que também foi um ponto positivo para a procura dos genes.

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  • Dados compilados por pesquisadores dos Estados Unidos sugerem que um terço dos medicamentos usados no mundo para o tratamento da malária são falsificados.

    Após examinar 1.500 amostras de sete medicamentos de sete países no sudeste da Ásia, os cientistas constataram que comprimidos de baixa qualidade ou falsos estão gerando resistência aos medicamentos e também o fracasso dos tratamentos.

    Eles também examinaram dados coletados em 21 países da África sub-saariana, incluindo mais de 2.500 amostras de medicamentos, mostraram resultados parecidos.

    Mas, os pesquisadores do Centro Internacional Fogarty, no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, acreditam que o problema pode ser ainda maior do que o que os dados sugerem.

    “A maioria dos casos, provavelmente, é relatada para agências erradas ou mantida em segredo pelas companhias farmacêuticas“, afirmaram os pesquisadores, que alertam que nenhum grande estudo sobre a qualidade dos medicamentos chegou a ser realizado em países como a China e a Índia, países que sediam um terço da população mundial e são a fonte “provável” de muitos dos medicamentos falsificados e também dos medicamentos verdadeiros, segundo os pesquisadores.

    O artigo foi publicado na revista especializada The Lancet Infectious Diseases.

    Riscos de malária

    O pesquisador que liderou o estudo, Gaurvika Nayyar, destacou que 3,3 bilhões de pessoas correm o risco de contrair malária, a doença que já foi classificada como endêmica em 106 países.

    “Entre 655 mil e 1,2 milhão de pessoas morrem todos os anos devido à contaminação pelo Plasmodium falciparum (parasita causador da malária)”, disse.

    “Grande parte desta mortalidade pode ser evitada se todos os remédios disponíveis para os pacientes fossem eficazes, de alta qualidade e usados corretamente.”

    Os pesquisadores afirmaram que, em partes do mundo com predominância de malária, os medicamentos contra a doença são distribuídos em larga escala e receitados tanto de forma correta como incorreta.

    O estudo também mostrou que as instalações para monitorar a qualidade dos medicamentos para malária são insuficientes e os consumidores e profissionais de saúde sabem pouco a respeito das terapias disponíveis.

    Além disso, há poucas regras para fiscalizar a fabricação dos remédios e punição leve para os falsificadores.

    Apesar de tudo isto, as taxas de mortalidade pela malária registraram uma queda de mais de 25% no mundo todo desde o ano 2000.

    Mas, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que manter as atuais taxas de progresso não será o bastante para alcançar as metas globais de controle da doença e pede por mais investimentos para o diagnóstico, tratamento e vigilância.

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  • FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

    PROPECIA ® é apresentado em caixas contendo 30 comprimidos.

    USO ADULTO

    COMPOSIÇÃO

    Cada comprimido contém 1 mg de finasterida, MSD, como composto ativo.

    Os ingredientes inativos são: lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido pré-gelatinizado, glicolato de amido sódico, docusato sódico, estearato de magnésio, hidroxipropilmetilcelulose 2910, hidroxipropilcelulose, dióxido de titânio, talco, óxido de ferro amarelo e óxido de ferro vermelho.

    INFORMAÇÕES AO PACIENTE

    PROPECIA : é um medicamento utilizado no tratamento da calvície de padrão masculino (alopecia androgenética). Manter em temperatura entre 15-30C. Proteger da umidade. Ao adquirir o medicamento
    confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem do produto. Nunca use medicamento com prazo de validade vencido. Além de não obter o efeito desejado, pode prejudicar sua saúde. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
    PROPECIA é geralmente bem tolerado. Os efeitos adversos são leves e não resultam na descontinuação da terapia. Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

    PROPECIA é contra-indicado em mulheres, crianças e nos casos de hipersensibilidade a qualquer componente do produto. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

    NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

    INFORMAÇÕES TÉCNICAS

    Propriedades Farmacodinâmicas

    A finasterida é um inibidor competitivo e específico da 5-?-redutase do tipo II. Não tem afinidade pelo receptor andrógeno e não possui efeitos androgenéticos, antiandrogenéticos, estrogênicos, antiestrogênicos ou progestacionais. A inibição dessa enzima impede a conversão periférica da testosterona ao andrógeno DHT, resultando na significativa diminuição das concentrações de DHT no soro e nos tecidos. A finasterida produz rápida redução dos níveis de DHT no soro, alcançando supressão significativa após 24 horas de administração.

    Os folículos capilares contêm 5-?-redutase do tipo II. Em homens com alopecia androgenética, a área calva possui folículos capilares menores e quantidades aumentadas de DHT. A administração de finasterida a esses homens diminui a concentração de DHT sérica e no couro cabeludo. Homens com deficiência genética de 5-?-redutase do tipo II não apresentam alopecia androgenética. Esses dados e os resultados dos estudos clínicos comprovam que a finasterida inibe o processo responsável pela redução do tamanho dos folículos capilares do couro cabeludo, levando à reversão do processo de calvície.

    A eficácia de PROPECIA foi demonstrada em 3 estudos duplo-cegos, com 12 meses de duração, em homens de 18 a 41 anos de idade com queda de cabelo leve a moderada, mas não completa. Em 2 desses estudos, em homens com calvície no alto da cabeça, a mudança na quantidade de cabelo foi medida numa área representativa (5,1 cm 2 ) de queda ativa de cabelo, com média no período basal de 876 fios.

    Aos 6 e 12 meses, foi demonstrado aumento de cabelo significativo em homens tratados com PROPECIA, enquanto perda significativa de cabelo foi observada naqueles que receberam placebo.
    Depois de 12 meses, havia diferença de 107 fios de cabelo entre os dois grupos (p<0,001). O efeito preventivo de PROPECIA foi demonstrado pelo fato de que somente 14% dos homens tratados com PROPECIA
    tiveram queda de cabelo (baseada em qualquer diminuição do número de fios a partir do período basal), comparado aos 58% dos homens do grupo placebo, em 12 meses. A importância clínica do efeito na quantidade de cabelo foi demonstrada pela auto-avaliação do paciente, avaliação do investigador e por um painel de dermatologistas.

    A auto-avaliação do paciente, usando um questionário validado, demonstrou aumento significativo do crescimento, diminuição da queda e melhora na aparência do cabelo de homens tratados com PROPECIA
    . Os investigadores consideraram que 65% dos homens tratados com PROPECIA obtiveram aumento do crescimento de cabelo comparados a 37% do grupo placebo, ao final de 12 meses. Feitas com base na avaliação de fotografias padronizadas da cabeça, pelo painel de dermatologistas, o aumento do crescimento de cabelo foi demonstrado em 48% dos homens tratados com PROPECIA, em comparação com 7% dos homens que receberam placebo, ao final de 12 meses.

    Um terceiro estudo, com 12 meses de duração, envolvendo homens com calvície na área frontal/mediana da cabeça, também demonstrou aumento significativo na quantidade de cabelo e melhora significativa na auto-avaliação dos pacientes, na avaliação dos investigadores e na avaliação de fotografias da cabeça pelo painel de dermatologistas.

    Em cada um desses estudos, a melhora clínica foi observada em 3 meses e a eficácia continuou a aumentar depois desse período.

    A manutenção da eficácia clínica foi demonstrada em estudos de extensão abertos de até 3 anos. Em resumo, os 3 estudos demonstraram que o tratamento com PROPECIA aumenta o crescimento de cabelo e previne queda adicional em homens com alopecia androgenética.

    Propriedades Farmacocinéticas

    Absorção

    Em relação a uma dose intravenosa de referência, a biodisponibilidade oral da finasterida é de aproximadamente 80%. A biodisponibilidade não é prejudicada pelos alimentos. As concentrações plasmáticas máximas da finasterida são alcançadas aproximadamente 2 horas após a ingestão, e a absorção é completa depois de 6 a 8 horas.

    Distribuição

    A ligação às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 93%. O volume de distribuição da finasterida é de aproximadamente 76 litros. Em estado de equilíbrio, após uma dose de 1 mg/dia, a concentração plasmática máxima de finasterida atingiu em média 9,2 ng/mL e foi alcançada 1 a 2 horas após a dose; a AUC(0-24 h)foi de 53 ng•h/mL.

    A finasterida foi recuperada do líquor (líquido céfalo-raquidiano LCR), mas a droga parece não se concentrar preferencialmente no LCR. Uma quantidade muito pequena de finasterida também foi detectada no líquido seminal de indivíduos sob uso de finasterida.

    Metabolismo

    A finasterida é metabolizada principalmente pela subfamília 3A4 do sistema enzimático do citocromo P450. Após uma dose oral de finasterida marcada com C14 em homens, foram identificados dois metabólitos da finasterida que possuem apenas uma pequena fração da atividade inibitória da 5-?-redutase da finasterida.

    Eliminação

    Após uma dose oral de finasterida marcada com C 14 em homens, 39% da dose foram excretados na  urina na forma de metabólitos (para todos os efeitos, nenhuma droga inalterada foi excretada na urina), e  57% da dose total foram excretados nas fezes. A depuração plasmática é de aproximadamente 165  mL/min. A taxa de eliminação da finasterida diminui um pouco com a idade. A meia-vida terminal média  é de aproximadamente 5 a 6 horas em homens de 18-60 anos de idade e de 8 horas em homens com  mais de 70 anos de idade. Esses achados não possuem importância clínica e, portanto, não servem  como base para a redução da dose em pacientes idosos.

    INDICAÇÕES

    PROPECIA é indicado para o tratamento de homens com calvície de padrão masculino (alopecia  androgenética), para aumentar o crescimento capilar no couro cabeludo e prevenir a queda adicional de cabelo.

    PROPECIA não é indicado para mulheres ou crianças.

    CONTRA-INDICAÇÕES

    PROPECIA é contra-indicado nos seguintes casos:
    – mulheres grávidas ou que possam engravidar (veja Gravidez).
    – hipersensibilidade a qualquer componente do produto.

    PROPECIA não é indicado para mulheres ou crianças.

    PRECAUÇÕES

    Geral

    Em estudos clínicos com PROPECIA em homens de 18 a 41 anos de idade, a concentração sérica  média de antígeno prostático específico (PSA) diminuiu de 0,7 ng/mL no período basal para 0,5 ng/mL  no 12 o mês. Quando PROPECIA  for administrado em homens mais velhos que também sejam  portadores de hiperplasia prostática benigna (HPB), deve-se levar em consideração que, nesses casos,  os níveis de PSA diminuem aproximadamente 50%.

    Gravidez

    PROPECIA é contra-indicado para mulheres grávidas ou que possam engravidar.  Devido à capacidade dos inibidores da 5-?-redutase do tipo II, como a finasterida, de inibir a  conversão de testosterona em  iidrotestosterona, essas drogas podem causar anormalidades na  genitália externa de fetos do sexo masculino, quando administradas a uma mulher grávida.

    Comprimidos esfarelados ou quebrados de PROPECIA não devem ser manuseados por  mulheres grávidas ou que possam engravidar, devido à possibilidade de absorção da finasterida  e do risco potencial subseqüente para o feto do sexo masculino. Os comprimidos são revestidos  para prevenir o contato com o ingrediente ativo durante o manuseio normal.

    Nutrizes

    PROPECIA  é contra-indicado para mulheres.
    Não se sabe se a finasterida é excretada no leite materno.

    Uso Pediátrico

    PROPECIA não é indicado para crianças.

    Uso em Idosos

    Estudos clínicos com PROPECIA não foram realizados em idosos com calvície de padrão masculino.

    INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

    Não foram identificadas interações medicamentosas de importância clínica. A finasterida parece não afetar o sistema enzimático metabolizador de drogas ligadas ao citocromo P450. Os compostos que foram testados no homem incluíram propranolol, digoxina, gliburida, varfarina, teofilina e antipirina. Embora não tenham sido realizados estudos específicos de interação, doses de finasterida de 1 mg ou mais foram utilizadas em estudos clínicos concomitantemente com inibidores da ECA, acetaminofen, alfabloqueadores, benzodiazepínicos, betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, nitratos, diuréticos, antagonistas H2, inibidores da HMG-CoA redutase, inibidores da prostaglandina sintetase (NSAIDS) e quinolonas, sem evidência de interações adversas clinicamente significativas.

    REAÇÕES ADVERSAS

    PROPECIA é geralmente bem tolerado. Os efeitos adversos, normalmente leves, geralmente não  resultam na descontinuação da terapia. A finasterida para alopecia androgenética, foi avaliada quanto à  segurança em estudos clínicos envolvendo mais de 3.200 homens. Em três desses estudos, com 12  meses de duração, controlados com placebo, duplo-cegos, multicêntricos, com protocolos comparáveis,  o perfil de segurança global de PROPECIA
    e do placebo foram similares. A descontinuação da terapia em função de efeito adverso clínico ocorreu em 1.7% dos 945 homens tratados com PROPECIA e 2.1% dos 934 homens que receberam placebo. Nesses estudos, os seguintes efeitos adversos  relacionados à droga foram relatados em > 1% dos homens tratados com PROPECIA : diminuição da libido (PROPECIA, 1.8% vs. placebo, 1.3%) e disfunção erétil (1.3%, 0.7%). Além disso, foi relatada  diminuição do volume do ejaculado em 0.8% dos homens tratados com PROPECIA e 0.4% dos homens que receberam placebo. Esses efeitos desapareceram nos homens que descontinuaram a terapia e em muitos que mantiveram a terapia. Em outro estudo, o efeito de PROPECIA no volume do ejaculado foi avaliado e não foi diferente daquele observado com placebo.

    A finasterida é utilizada também no tratamento de homens mais idosos com hiperplasia prostática benigna em doses 5 vezes superiores à recomendada para alopecia androgenética. Outros efeitos adversos relatados após a comercialização da concentração de 5 mg em homens com HPB são aumento do volume e da sensibilidade da mama; e reações de hipersensibilidade, incluindo edema labial e erupções cutâneas. Em estudos clínicos com PROPECIA, a incidência desses eventos não foi diferente da observada no grupo placebo.

    POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO

    A posologia recomendada é de um comprimido de 1 mg diariamente, com ou sem alimentos.  Geralmente, o uso diário por 3 meses ou mais é necessário antes que se observe aumento no crescimento capilar e/ou prevenção da queda de cabelo. O uso contínuo é recomendado para obtenção do máximo benefício.

    SUPERDOSAGEM

    Em estudos clínicos, doses únicas de finasterida de até 400 mg e doses múltiplas de até 80 mg/dia durante três meses não causaram efeitos adversos. Não há recomendação de nenhuma terapia específica para a superdosagem com PROPECIA

    “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”
    Número de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
    Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP nº 16.243

    Registro MS – 1.0029.0019
    Produzido por:
    Merck Sharp & Dohme
    Shotton Lane, Cramlington – Northumberland NE23 3JU, United Kingdom

    Embalado por:
    Merck Sharp & Dohme de México, S.A. de C.V.
    Av. División del Norte 3377,
    Colonia Xotepingo, México, D.F.

    Importado por:
    Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
    Rua 13 de Maio, 815 – Sousas, Campinas/SP
    CNPJ: 45.987.013/0001-34 – Brasil

    Marca registrada de Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA.

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  • DERMATITE ATÓPICA

    Sinônimo: eczema atópico.

    O QUE É?

    Dermatite atópica é uma doença crônica que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Cerca de 30% dos indivíduos com dermatite atópica têm asma ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. Há estudos que apontam 70% dos pacientes com antecedentes familiares de atopia (asma, rinite alérgica ou dermatite atópica).

    COMO SE DESENVOLVE OU SE ADQUIRE?

    O indivíduo com dermatite atópica tem um aumento da reatividade cutânea frente a inúmeros estímulos. Os mecanismos responsáveis por esta reatividade alterada não são completamente conhecidos. Sabe-se que fatores genéticos, imunológicos e não-imunológicos, contribuem para o aparecimento.

    Principais desencadeantes:

    -Alimentos: leite, ovo, trigo, soja, amendoim, peixes e frutos do mar.
    -Fatores ambientais: ácaros, fungos, animais e pólens.
    -Irritantes cutâneos: lã, sabão, detergentes, amaciantes de tecido, solventes e suor.
    -Infecções: vírus e bactérias.
    -Fatores emocionais.

    O QUE SE SENTE?

    É comum o indivíduo sentir uma intensa coceira. As lesões mais freqüentes são: eritema (vermelhidão); edema (inchaço); exsudação (secreção na pele); crostas e descamação; pele ressecada e manchas brancas (pitiríase alba). São mais freqüentes lesões flexurais como punhos, parte anterior dos braços e posterior das pernas.

    COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?

    A diagnose é clínica através de manifestações que representam critérios considerados absolutos e os chamados critérios menores.

    Critérios absolutos:

    -Prurido (coceira): é manifestação constante na dermatite atópica, em todas as suas fases.
    -Morfotopografia: localizações típicas da dermatite atópica. Na criança, acometimento facial com lesões agudas. Na fase pré-puberal (2 a 12 anos), as lesões são subagudas, preferencialmente nas dobras do cotovelo, atrás do joelho, pescoço, mãos e pés. Na fase adulta (após 12 anos de idade), as lesões são crônicas com surtos agudos em localizações variadas.
    -Tendência à cronicidade e/ou recidivas freqüentes.

    Critérios menores:

    -História pessoal ou familiar de manifestações atópicas
    -Positividade aos testes cutâneos imediatos
    -Dermografismo branco ou vasoconstrição prolongada
    -dor na região lombar baixa (costas)
    -Outros

    COMO SE TRATA?

    Por não existir nenhum recurso para a cura definitiva, o objetivo do tratamento deve ser o controle da afecção, enquanto se aguarda por uma possível involução espontânea da dermatose. Assim, o tratamento deve ser orientado para diminuir a sintomatologia e a reação inflamatória, reconhecendo, afastando ou excluindo fatores que agravam o quadro.

    A hidratação cutânea é ponto fundamental no tratamento. Podem ser utilizados os antiinflamatórios tópicos (creme ou pomadas de corticosteróide), anti-histamínicos por via oral, para controlar a coceira e diminuir as erupções na pele. Os imunomoduladores e imunossupressores também são indicados para auxiliar no tratamento.

    COMO SE PREVINE?

    Não há mecanismo de prevenção, mas a dermatite atópica pode ser controlada através de cuidados com a exposição a fatores que possam desencadear a afecção.

    Bula do Remédio:

    Advantan®
    aceponato de metilprednisolona

    Informação importante! Leia com atenção!

    Formas farmacêuticas: Creme

    Apresentações:

    Cartucho contendo bisnaga com 15 g (20g, 30g e 50g) de creme.

    Uso Adulto e Pediátrico

    Composição:

    Cada g de creme contém 1 mg (0,1%) de aceponato de metilprednisolona. Excipientes: oleato de decila, monoestearato de glicerila, álcool cetoestearílico, cera dura, triglicerídeos esteárico-mirístico-cáprico-caprílico, estearato de polioxila, glicerol, edetato dissódico, álcool benzílico, hidroxitolueno butilado, água purificada.

    Informações ao paciente:

    Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações contidas na bula, verificar o prazo de validade e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta que se faça necessária.
    Leia com atenção as informações presentes na bula antes de usar o produto, pois ela contém informações sobre os benefícios e os riscos associados ao uso do produto. Você também encontrará informações sobre o uso adequado do medicamento.

    Ação esperada do medicamento:

    Advantan® (aceponato de metilprednisolona) contém um corticosteróide para utilização tópica no tratamento de doenças dermatológicas. Converse com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre o produto e sua utilização.

    Cuidados de armazenamento:

    O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).

    Prazo de validade:

    Ao adquirir o medicamento confira sempre o prazo de validade indicado na embalagem externa.

    Nunca use medicamento com prazo de validade vencido.

    Gravidez e lactação:

    A utilização do produto deve ser cuidadosamente avaliada pelo médico durante a gravidez ou amamentação. Deve-se evitar, principalmente, aplicações sobre áreas extensas e tratamentos prolongados. Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou
    após seu término. Informe ao médico se está amamentando.

    Cuidados de administração:

    Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

    Salvo recomendação médica em contrário, aplique uma camada fina da formulação de Advantan® (aceponato de metilprednisolona), uma vez ao dia nas regiões afetadas.
    De modo geral, a duração do tratamento com Advantan® (aceponato de metilprednisolona) não deve exceder um período de 12 semanas em adultos ou de 4 semanas em crianças. Advantan® (aceponato de metilprednisolona) destina-se apenas ao uso externo. Evite o contato com os olhos quando o produto for aplicado no rosto.

    Interrupção do tratamento:

    Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

    Reações adversas:

    Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis com o uso do produto. Em casos isolados, podem ocorrer sintomas locais concomitantes como coceira, ardor, vermelhidão ou formação de vesículas no local da aplicação. Quando produtos contendo corticosteróides são utilizados em áreas extensas do corpo (aproximadamente 10% ou mais) ou por períodos prolongados (mais que 4 semanas) podem ocorrer sintomas locais, tais como atrofia da pele, dilatação dos capilares ou dos pequenos vasos previamente existentes em uma determinada parte do corpo, estrias, alterações da pele que lembram acne e efeitos relacionados ao organismo como um todo devido à absorção do medicamento. Durante os ensaios clínicos, nenhuma destas reações adversas ocorreu sob tratamento com Advantan? (aceponato de metilprednisolona) por
    até 12 semanas (adultos) e 4 semanas (crianças). De modo semelhante ao que ocorre com outros corticosteróides de uso tópico, podem ocorrer, em casos raros: inflamação dos folículos pilosos, aumento da quantidade de pêlos, dermatite perioral (inflamação da pele ao redor da boca), descoloração da pele, reações cutâneas alérgicas a quaisquer componentes da formulação.

    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

    Ingestão concomitante com outras substâncias:

    Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

    Contra-indicações:

    A aplicação do produto é contra-indicada na presença de processos tuberculosos ou sifilíticos na região a ser tratada, doenças causadas por vírus (por exemplo, varicela, herpes zoster), rosácea, dermatite perioral, reações cutâneas pós-vacinação na região a ser tratada, hipersensibilidade a qualquer um dos componentes do produto.

    Precauções:

    O uso de terapia específica adicional é necessário no caso de doenças cutâneas infeccionadas por bactérias e/ou por fungos. Em caso de ressecamento excessivo da pele durante o uso do produto, consulte seu médico. Se o produto for utilizado na face, deve-se ter cuidado para que não entre em contato com os olhos. A duração do tratamento deve ser a mais breve possível quando a aplicação for feita em áreas extensas. A aplicação tópica de corticosteróides em grandes superfícies do corpo ou durante períodos prolongados, em particular sob oclusão, aumenta significativamente o risco de reações adversas.

    Pode ocorrer glaucoma em usuários de corticosteróides tópicos, por exemplo, após administração de doses elevadas ou em áreas extensas por período prolongado, uso de bandagem oclusiva ou aplicação sobre a pele ao redor dos olhos.

    NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

    Informações técnicas:

    Características:

    -Farmacodinâmica

    Após aplicação tópica, Advantan® (aceponato de metilprednisolona) reduz reações cutâneas alérgicas e inflamatórias, bem como reações associadas à hiperproliferação, proporcionando regressão dos sintomas objetivos (eritema, edema, infiltração e liquenificação) e subjetivos (prurido, ardor e dor). O efeito sistêmico é mínimo, tanto em animais como em humanos, após aplicação tópica de aceponato de metilprednisolona em doses terapêuticas. Após tratamento de áreas extensas em pacientes com afecções cutâneas, os níveis plasmáticos de cortisol permaneceram dentro da faixa normal, o ritmo circadiano de cortisol não variou e não se observou redução de cortisol na urina após 24 horas. Assim como para todos os outros glicocorticóides, o mecanismo de ação do aceponato de metilprednisolona, até o momento, não está completamente esclarecido. Sabe-se que o aceponato de metilprednisolona liga-se ao receptor intracelular de glicocorticóide do mesmo modo que seu principal metabólito, 17-propionato de 6?-metilprednisolona, o qual é formado após clivagem na pele.
    O complexo receptor-esteróide liga-se a determinadas regiões do DNA, promovendo, assim, uma série de efeitos biológicos.O mecanismo da ação antiinflamatória é melhor entendido: a ligação do complexo receptor-esteróide induz a síntese de macrocortina, a qual inibe a liberação do ácido araquidônico e, conseqüentemente, a formação de mediadores da inflamação, tais como prostaglandinas e leucotrienos. A ação imunossupressora dos glicocorticóides pode ser explicada pela inibição da síntese de citocina e pelo efeito antimitótico que, por enquanto, não está completamente esclarecido. A inibição da síntese de prostaglandinas vasodilatadoras ou a potencialização do efeito vasoconstritor da adrenalina resulta, finalmente, na atividade vasoconstritora dos glicocorticóides.

    Advantan® (aceponato de metilprednisolona) por apresentar alto conteúdo de água e pouca oleosidade é adequado especialmente para as fases agudas e exsudativas do eczema, para pele muito oleosa e para uso em partes do corpo expostas ou com pêlos.

    Farmacocinética

    Após aplicação de Advantan® creme o aceponato de metilprednisolona torna-se disponível na pele. A concentração da substância no estrato córneo e nas demais camadas cutâneas diminui de acordo com a profundidade da pele. O aceponato de metilprednisolona é hidrolisado na epiderme e derme, produzindo seu principal metabólito, 17-propionato de 6?-metilprednisolona, o qual se liga mais firmemente ao receptor de corticosteróide, indicando a ocorrência de uma bioativação na pele. O grau da absorção percutânea depende da condição da pele, da formulação utilizada e das condições de aplicação (aberta ou oclusiva). Estudos em pacientes adolescentes e adultos com neurodermatite e psoríase, demonstraram que a absorção percutânea em aplicações abertas foi apenas discretamente (?2,5%) maior do que a absorção percutânea em voluntários sadios com pele normal (0,5 – 1,5%). Com a remoção do estrato córneo antes da aplicação, os níveis de corticosteróide na pele tornam-se aproximadamente 3 vezes mais elevados do que após a aplicação em pele intacta. Após atingir a circulação sistêmica, o principal produto da hidrólise de aceponato de metilprednisolona, 17-propionato de 6?-metilprednisolona, é rapidamente conjugado com ácido glicurônico e, assim, inativado. Os metabólitos do aceponato de metilprednisolona (o principal metabólito é 21-glicuronídeo-17-propionato de 6?-metilprednisolona) são eliminados primariamente por via renal, com tempo de meia-vida de aproximadamente 16 horas. Após administração intravenosa, a excreção de substâncias marcadas com 14 C pela urina e fezes foi completada em 7 dias. Não há acúmulo da
    substância ou de seus metabólitos no corpo.

    Indicações:

    Dermatite atópica (eczema endógeno, neurodermatite), eczema de contato, eczema vulgar, eczema degenerativo, eczema disidrótico, eczema em crianças.

    Contra-indicações:

    Presença de processos tuberculosos ou sifilíticos na região a ser tratada, doenças virais (por exemplo, varicela, herpes zoster), rosácea, dermatite perioral e reações cutâneas pós-vacinação na região a ser tratada. Hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos componentes do produto.

    Precauções e advertências:

    Em patologias cutâneas infectadas por bactérias e/ou fungos é necessário tratamento específico adicional. Quando Advantan® (aceponato de metilprednisolona) for aplicado no rosto, deve-se evitar que o produto entre em contato com os olhos. Durante o uso de Advantan® (aceponato de metilprednisolona) em superfícies cutâneas extensas (40 – 60% da superfície corporal) ou mesmo em tratamentos oclusivos, não foi observada diminuição na função adrenocortical em adultos ou crianças. Mesmo assim, a duração do tratamento deve ser a mais breve possível quando a aplicação for feita em áreas extensas.

    A aplicação tópica de corticosteróides em grandes superfícies do corpo ou durante períodos prolongados, em particular sob oclusão, aumenta significativamente o risco de reações adversas. A exemplo do que ocorre com os corticosteróides sistêmicos, também se pode verificar a ocorrência de glaucoma em usuários de corticosteróides tópicos (por exemplo, após administração de doses elevadas ou em áreas extensas por período prolongado, uso de técnica oclusiva ou aplicação sobre a pele ao redor dos olhos).

    Gravidez e lactação

    Estudos clínicos com glicocorticóides, realizados em animais, demonstraram toxicidade reprodutiva. Estudos epidemiológicos sugerem que poderia haver aumento do risco de fissuras labiais em recém-nascidos de mulheres que foram tratadas com glicocorticóides sistêmicos durante o primeiro trimestre de gravidez. Fissuras labiais são alterações raras e, se for considerado que os glicocorticóides sistêmicos são teratogênicos, eles podem ser responsáveis pelo aumento de um ou dois casos/1.000 mulheres tratadas durante a gravidez. Os dados sobre o uso tópico de glicocorticóides durante a gravidez são insuficientes, no entanto, pode-se esperar baixo risco uma vez que a disponibilidade sistêmica do glicocorticóide aplicado topicamente é muito baixa.
    Como regra geral, as preparações tópicas contendo corticóides não devem ser aplicadas durante o primeiro trimestre de gravidez. A indicação clínica para o tratamento com Advantan (aceponato de metilprednisolona) deve ser cuidadosamente avaliada considerando-se os riscos/benefícios para a gestante ou a lactante. Particularmente, deve-se evitar o uso por período prolongado ou em área extensa.

    Não se deve aplicar o produto sobre as mamas em mulheres lactantes.

    Interações medicamentosas:

    Não são conhecidas até o momento.

    Reações adversas:

    Em casos isolados podem ocorrer sintomas locais concomitantes como prurido, ardor, eritema ou formação de vesículas durante o tratamento com Advantan(aceponato de metilprednisolona).
    Quando preparações tópicas contendo corticóide são aplicadas em áreas extensas do corpo (aproximadamente 10% ou mais) ou por períodos prolongados (mais que 4 semanas), podem ocorrer sintomas locais, tais como atrofia da pele, telangiectasia, estrias, alterações cutâneas acneiformes e efeitos sistêmicos do corticóide devido à absorção. Durante as investigações clínicas nenhuma destas reações adversas ocorreu com o uso de Advantan(aceponato de metilprednisolona) em tratamento de até 12 semanas (adultos) e 4 semanas (crianças). Como ocorre com outros corticóides para aplicação tópica, em casos raros, podem ocorrer as seguintes reações adversas: foliculite, hipertricose, dermatite perioral, descoloração da pele e reações alérgicas cutâneas a qualquer um dos componentes do produto.

    Posologia:

    Salvo recomendação médica em contrário, aplicar uma camada fina da formulação de Advantan® (aceponato de metilprednisolona) uma vez ao dia nas regiões afetadas. De modo geral, a duração do tratamento não deve exceder 12 semanas em adultos e 4 semanas em crianças.

    Superdosagem:

    Os resultados de estudos de toxicidade aguda com aceponato de metilprednisolona não indicaram qualquer risco de intoxicação aguda após uma única aplicação tópica de uma superdose (aplicação sobre uma área extensa sob condições favoráveis de absorção) ou ingestão oral inadvertida.

    Pacientes idosos:

    Não há recomendação especial para pacientes idosos.

    Venda sob prescrição médica

    MS-1.6204.0002

    Farm. Resp.: Gisélle Bunn
    CRF-SP nº 30864

    Lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.
    Fabricado por: Newprod S.A.I.C.
    Buenos Aires – Buenos Aires – Argentina

    Importado e distribuído por: Intendis do Brasil Farmacêutica Ltda.
    Av. Portugal, 400 – G 02A – Itaqui
    06690 -110 – Itapevi – SP
    C.N.P.J. nº 07.116.997/0001-99

    Atendimento ao Consumidor 0800 7244444

    Subsidiária da Intendis GmbH – Alemanha

    IVE0105-0403

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  • O número de casos de câncer de pele, inclusive na sua forma mais letal, o melanoma, tem aumentado no Brasil. A boa notícia é que novos meios de diagnóstico e o lançamento de fármacos mais modernos estão ajudando a melhorar o tratamento desses tumores. Estes serão os principais temas tratados na 9ª Conferência Brasileira sobre Melanoma, que vai acontecer de 18 a 20 de agosto, no Rio.

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 2000, 7,7% dos pacientes atendidos na Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele tiveram diagnósticos positivo. No ano passado, este número aumentou para 11,1%, representando um crescimento de 44% na incidência. Este tipo de tumor é o mais frequente no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, e corresponde a 25% de todos os cânceres. A melhor maneira de se proteger é aplicar filtro solar diariamente, evitar a exposição prolongada ao sol em horários de maior incidência de radiação ultravioleta e o uso de câmaras de bronzeamento artificial.

    Acontece que apenas 31,44% dos brasileiros que se expõem ao sol se protegem.

    – Quanto maior o número de episódios de pele queimada, vermelha ou com bolhas, maior a probabilidade de ter câncer – alerta o médico Carlos Barcaui, presidente da Conferência e diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

    Além da prevenção, o diagnóstico precoce é essencial para se livrar do câncer de pele. A doença caracteriza-se pelo crescimento anormal e descontrolado das células que constituem a pele. Há três tipos: basocelular (70% dos casos), espinocelular e o melanoma; o menos frequente, porém letal. E, apesar de não causar metástase, o basocelular pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos. Já o espinocelular, o segundo mais comum, pode se espalhar por meio de gânglios e causar metástase.

    Portanto, é preciso consultar o dermatologista quando se percebe crescimento na pele de mancha ou pinta de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida; pinta preta ou castanha que muda de cor, textura; torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; ou mancha ou ferida que não cicatriza, e continua a crescer causando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

    No caso de melanoma, a novidade em diagnóstico é a microscopia confocal, um aparelho que permite ao médico enxergar em tempo real o que antes só seria visto com a biópsia; cujo resultado leva de sete a dez dias para ser entregue ao dermatologista. No Brasil existem apenas três aparelhos, todos em São Paulo; um deles disponível para usuários do SUS, na Santa Casa de Misericórdia.

    – A vantagem da microscopia é o fato de não ser invasiva, dispensando assim a biópsia da pele. Do ponto de vista prático, seria como colocar o microscópio diretamente em contato com a pele. Temos o diagnóstico em tempo real – explica Barcaui.

    Com relação a medicamentos para tratar melanoma também há novidades, que serão discutidas na Conferência. Uma delas, a ipilimumabe – já aprovada nos Estados Unidos e ainda não disponível do Brasil – é de aplicação intravenosa e, conjugada a remédios tradicionais. Ela atua estimulando o grupo de células de defesa, os linfócitos T, a combater a doença, e pode levar a uma possível cura de pequena parcela dos pacientes, segundo oncologistas.
    Outro fármaco, ainda em fase pesquisa, é a pílula vemurafenibe. Ela age numa mutação genética, a V600E, no gene BRAF, presente em 50% a 60% das pessoas que apresentam melanoma grave. Em vez de envenenar o tumor, como acontece na quimioterapia de rotina, o novo fármaco bloqueia as vias de comunicação entre as células para evitar a proliferação do processo maligno. Ou seja, ela impede que o câncer continue crescendo.

    – Hoje o tratamento do melanoma depende do estágio em que se encontra a doença. Quando restrito à pele, nos estados iniciais, o melanoma é operado. Quando a doença encontra-se em fase avançada ou é inoperável por alguma outra razão, drogas quimioterápicas são indicadas, mas com pouco sucesso, como dacarbazina, interferon e interleucina. As drogas ipilimumabe e vemurafenibe poderão ser usadas isoladamente e substituem os fármacos atuais. Nos grupos estudados, elas aumentaram a sobrevida em 6 meses, em média.

     

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  • Pesquisador desenvolve vacina para tratamento mais eficiente e menos agressivo de alergia.

    O tratamento de alergias a gato e ao pólen de tasneira pode se tornar mais eficiente e seguro em pouco tempo, se as pesquisas realizadas pelo imunologista Mark Larché funcionarem. Ele está testando um método de vacinação que acredita causar menos danos aos pacientes que a imunoterapia, comumente usada para tratar esses casos.

    A imunoterapia é considerada uma abordagem eficiente, mas um tanto quanto arriscada, que envolve dar a uma pessoa doses crescentes da mesma coisa a que ela é alérgica, na esperança de torná-la imune. Este tratamento envolve aplicação de injeções três vezes por semana por cerca de sete meses, sendo repetida por cinco anos ou mais. E porque essa opção envolve a exposição ao alérgeno atual, sempre há um risco de reações alérgica, que vão desde inchaços a choques anafiláticos.

    – A imunoterapia funciona – diz Andrew Saxon, imunologista da Universidade da Califórnia. – O problema global é que há riscos, isso sem mencionar que é cara e demorada.

    Em vez de usar o alérgeno inteiro, Larché coloca apenas partes dele em sua vacina. Na teoria, isso é suficiente para fazer o organismo perceber a presença da substância, mas não basta para causar uma reação alérgica. Em vez de meses de imunoterapia, ele planeja a aplicação uma vez por mês, por quatro meses. Já que o tratamento é muito novo, não se sabe se uma reaplicação uma vez ao ano seria necessária para manter os benefícios.

    A vacina representa um avanço animador para um problema médico comum e crescente, de acordo com Alessandro Sette, imunologista do Instituto de La Jolla para Alergia e Imunologia.

    – Se funcionar, nos levará a algo mais seguro e menos agressivo.

    Larché acredita que sua primeira vacina pode chegar ao mercado em 2014. Ele já testou a versão para gatos em 350 pessoas e planeja testá-la em outras centenas de voluntários ainda este ano. Mais 300 pacientes alérgicos receberam a versão para tasneira. Até agora, os beneficiários relataram que, após a vacinação, os sintomas – quando dentro de um local onde há circulação de alérgenos – caem quase pela metade.

    A ideia por trás das vacinas é mudar a resposta imunológica das pessoas a um alérgeno, como a proteína Fel d 1 que os gatos espalham a sua volta quando estão se lambendo. A resposta certa é tolerância – células do sistema imunológico reconhecem o alérgeno, mas decidem que isso não é uma ameaça. Mas no caso de uma alergia, essas células detectam a presença da substância e a atacam com anticorpos. Isto leva a uma resposta intolerante: espirros, coriza e inflamações na pele.

    Os anticorpos atacam apenas se eles veem o alérgeno inteiro. Larché cria artificialmente pequenos pedaços do alérgeno fabricando filamentos de proteínas, chamados de peptídeos. Eles são reconhecidos por tolerantes células do sistema imunológico, mas ignoradas pelas que desencadeiam a alergia. Ao ativar as células corretas, os peptídeos parecem voltar a treinar o corpo para ter uma resposta mais amena.


    Os cientistas ainda não sabem como isso acontece. Larché examina amostras de sangue de seus pacientes antes e depois da vacinação num esforço contínuo para entender o processo.

    Larché primeiro trabalhou com alergias a gato, porque elas são um problema relativamente simples. A maioria das pessoas que espirra quando está perto desses animais é alérgica a uma proteína específica, Fel d 1. O que desencadeia a alergia a pólen da tasneira também é uma proteína, chamada de Amb a 1, que faz os açúcares caírem. Os ácaros da poeira, pelo contrário, têm mais de dez proteínas que podem causar problemas. O desafio será conceber a mistura certa de peptídeos para cada situação, observa Saxon.

    O imunologista também trabalha no desenvolvimento de vacinas para outros tipos de alergia e espera que a mesma estratégia funcione em doenças em que o sistema imunológico ataque outras partes do corpo, como o diabetes tipo 1 e a artrite reumatoide.

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