• Sem categoria 26.12.2017 No Comments

    Um medicamento que impede a propagação do vírus HIV na corrente sanguínea, já indicado como terapia antiretroviral nos Estados Unidos e em países da Europa, estará disponível ainda este mês para pacientes do SUS 12 Estados.

    O comprimido, fabricado por um grupo americano, já era indicado para o tratamento de soropositivos como parte do coquetel de aids.

    A novidade é que o fármaco poderá ser utilizado agora por quem nunca entrou em contato com o vírus, mas pode estar exposto a ele durante a relação sexual. É o caso, por exemplo, de profissionais do sexo. Mas é bom lembrar que o remédio não protege o usuário contra outras infecções transmitidas sexualmente.

    Segundo o médico Juan Carlos Raxach, coordenador da área de Promoção da Saúde e Prevenção da Associação Brasileira Interdiscilpinar de Aids, embora o Truvada, nome comercial do medicamento, tenha demonstrado 99% de eficácia nos testes clínicos para impedir a replicação do vírus HIV, não veio para substituir a camisinha. “Está se falando muito que a profilaxia pré-exposição vem para acabar com o uso da camisinha. Chegou para ampliar as possibilidades de se prevenir da infecção do HIV. Então, ele não vai substituir a camisinha mas, com certeza, ampliará a possibilidade de prevenção e dará oportunidade àquelas pessoas que não gostam de usar a camisinha, de ter outro método para não se infectar com o vírus.”

    A distribuição do remédio pelo SUS vai priorizar 7 mil pessoas com mais de 18 anos, consideradas grupos de risco de contaminação, incluindo profissionais de saúde, homens que se relacionam com homens, transexuais e casais sorodiscordantes – quando um dos parceiros é portador do HIV e o outro não. Antes do início da terapia, no entanto, é necessário fazer exames, uma vez que o remédio é contraindicado para pessoas com doenças renais e desgaste nos ossos. Ente as primeiras capitais a receber o medicamento estão Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Manaus e São Paulo.

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  • Sem categoria 28.03.2017 No Comments

    Portaria do Ministério da Saúde, publicada nesta terça-feira (28) no Diário Oficial da União, incluiu 14 novas terapias alternativas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Em janeiro, o ministério havia anunciado que esses procedimentos seriam oferecidos pelo Sistema Único de Saúde(SUS).

    Fram incluídas na PNPIC, segundo a portaria nº 849 desta terça-feira, a arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e ioga.

    A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde foi criada em 2006 e instituiu no SUS abordagens da medicina alternativa, como fitoterapia, acupuntura, homeopatia, entre outras.

    Cada município é responsável por oferecer os serviços à população nas Unidades de Atenção Básica. No entanto nem todas as cidades oferecem a totalidade das terapias que constam no PNPIC, pois cada município pode optar por práticas em que há demanda.

    De acordo com o Ministério da Saúde, desde a criação em 2006 da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, mais de 5 mil estabelecimentos passaram a oferecer terapias alternativas.

    Entenda as novas práticas incluídas no SUS:

    Arteterapia: uso da arte como parte do processo terapêutico.

    Ayurveda: busca a cura para os males do corpo e da mente na natureza.

    Biodança: é uma prática de abordagem sistêmica inspirada nas origens mais primitivas da dança, que busca restabelecer as conexões do indivíduo consigo, com o outro e com o meio ambiente.

    Dança circular: é uma prática de dança em roda, tradicional e contemporânea.

    Ioga: é uma prática que combina posturas físicas, técnicas de respiração, meditação e relaxamento.

    Meditação: prática de concentração mental com o objetivo de harmonizar o estado de saúde.

    Musicoterapia: uso dos elementos da música – som, ritmo, melodia e harmonia – com propósito terapêutico.

    Naturopatia: uso de recursos naturais para recuperação da saúde. (SUS).

    Osteopatia: terapia manual para problemas articulares e de tecidos.

    Quiropraxia: prática de diagnóstico e terapia manipulativa contra problemas do sistema neuro-músculo-esquelético.

    Reflexoterapia: é uma prática que utiliza estímulos em uma parte do corpo afastada da lesão.

    Reiki: prática de imposição das mãos por meio de toque ou aproximação para estimular mecanismos naturais de recuperação da saúde.

    Shantala: massagem usada para aliviar dores e acalmar os bebês e crianças.

    Terapia comunitária integrativa: é desenvolvida em formato de roda, visando trabalhar a horizontalidade e a circularidade.

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  • Sem categoria 20.02.2014 No Comments

    Informação pouco conhecida da maioria das pessoas: o remédio mais consumido no Brasil é um anticoncepcional atrelado à distribuição pelo governo via SUS. A grande surpresa é o segundo lugar: um ansiolítico com uso controlado.

    Quando olhamos o executivo à frente de uma reunião apresentando os resultados da empresa, ou em palestras buscando atrair novos investidores, é comum admirá-lo não apenas pela segurança que transmite, mas também pelo controle da emoção sob tamanha pressão.

    O que pouca gente sabe é que cada vez mais profissionais de todas as áreas e todos os níveis hierárquicos utilizam substâncias químicas para conseguir suportar a pressão e administrar a ansiedade.

    Sob pressão, algumas áreas do cérebro passam a trabalhar mais, gerando enorme ansiedade. O ansiolítico atua exatamente nos mecanismos que conseguem equilibrar este estado de tensão, diminuindo seu funcionamento.

    Para quem ainda não sabe, tudo na vida tem seu preço. Utilizar regularmente substâncias que agem tão fortemente no sistema nervoso sem acompanhamento médico pode causar dependência química e psicológica.

    Na química, acontece algo parecido com o efeito gerado por drogas como álcool e cocaína e seu uso prolongado torna o cérebro dependente das substância para funcionar corretamente. Na psicologia, a pessoa para de tomar o remédio, mas mantém uma caixa sempre no bolso como precaução.

    Diante de tudo isso, vale a pena uma reflexão: qual é o preço do sucesso profissional? Até aonde devemos ir para dizer que chegamos lá? E, afinal, o que é chegar lá?

    A ansiedade é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo (reais ou imaginários). Vivemos constantemente em estado de ansiedade na expectativa de alcançar o sucesso ou o fracasso.

    É claro que escrever e pensar sobre tudo isso é fácil; difícil é conseguir administrar o dia a dia. A ansiedade nasce com as crianças e seu desejo incontrolável de ter um brinquedo e termina com os idosos com a escolha do local onde será enterrado.

    Não se consegue eliminar a ansiedade de uma vez, nem vendendo tudo e comprando uma pousada no Nordeste. Ela mostrará sua cará quando você estiver trabalhando e todos se divertindo.

    A sugestão é equilibrá-la com doses periódicas de ócio, o ato de fazer nada pelo nada! E não precisa nem voar para Miami para fazer isso. Pode ser dentro de casa mesmo. Ficar sem fazer nada com aquela mulher em quem você não presta atenção faz tempo ou até mesmo brincar no chão da casa com os filhos que estão crescendo e que a cada dia se torna mais raro vê-los.

    Períodos de prazer com quem se ama e cria, a médio prazo, é um ansiolítico natural que irá deixá-lo tranquilo na hora de apresentar o resultado da empresa ou de enfrentar aquela reunião terrível com o chefe.

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  • O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira que destinará R$ 505 milhões à rede de unidades para tratamento de câncer do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o ministro Alexandre Padilha, nos próximos cinco anos devem ser adquiridos 80 aceleradores lineares, equipamentos usados para radioterapia, o que demandará R$ 180 milhões. Outros R$ 325 milhões serão destinados à infraestrutura.

    As obras e os novos equipamentos devem ampliar tecnologicamente 48 unidades oncológicas que já oferecem radioterapia, além de criar mais 32 serviços. O objetivo, de acordo com o ministro, é reduzir a desigualdade no acesso aos serviços de radioterapia, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste e no interior do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste, de acordo com informações da Agência Brasil.

    Atualmente, 135 dos 269 hospitais habilitados em alta complexidade em oncologia no SUS oferecem serviços de radioterapia. Há ainda 13 serviços fora de hospitais. Ao todo, a rede pública responde por 75% de todos os serviços no país voltados para essa área.

    Ainda segundo a Agência Brasil, apenas este ano, foram identificados 260 mil casos de câncer em mulheres, dos quais 27% são de mama e de colo do útero. O combate a esses dois tipos de câncer é considerado prioridade pela pasta.

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  • Babosa, hortelã e salgueiro são os novos fitoterápicos a entrar na lista oficial de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), publicada hoje (29) pelo Ministério da Saúde. Atualizada a cada dois anos, a lista tem agora 810 itens, como medicamentos, vacinas e insumos.

    A babosa é indicada para o tratamento de queimaduras e psoríase (doença inflamatória da pele); a hortelã, síndrome do cólon irritado; e o salgueiro, para dor lombar. Desde 2007, o SUS usa remédios fitoterápicos, que agora chegam a 11. Para entrar no rol, o fitoterápico precisa ser industrializado, ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e eficácia comprovada.

    A nova relação traz também os remédios finasterida e doxasozina (convencionais) usados contra o crescimento anormal da próstata.

    A lista praticamente dobrou, passando de 470 itens, em 2010, para 810, por causa da inclusão dos medicamentos para doenças raras, vacinas e insumos. Antes, eram listados somente os remédios considerados essenciais, utilizados no tratamento das doenças mais recorrentes. Estão de fora da lista os remédios para câncer, oftalmológicos e aqueles usados no atendimento de urgência e emergência, pois constam em outra relação nacional.

    O rol é formulado por uma comissão técnica formada por representantes do ministério, da Anvisa, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de associações médicas.

    Para ter acesso a um medicamento da lista do SUS, o paciente deve apresentar receita médica na rede pública. Com base na lista nacional, cada município tem autonomia para fazer sua própria relação de remédios.

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  • Dilma afirmou que Haddad foi responsável pelos genéricos e pelo SUS.
    Marina diz que autoria é de Eduardo Jorge; Serra diz ter sido criador.

    Os três presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República travam um confronto de versões sobre a paternidade dos medicamentos genéricos.

    O tucano José Serra apresenta a regulamentação da lei como uma de suas realizações, enquanto Dilma Rousseff (PT) disse na segunda-feira que a autoria é de Jamil Haddad, ministro da Saúde no governo Itamar Franco e ex-presidente de honra do PSB.

    Nesta quarta-feira (21), a presidenciável Marina Silva (PV) entrou na discussão, via Twitter. “Não gosto de fulanizar leis, mas com @joseserra_ e @dilmabr brigando pelo DNA dos genéricos, precisamos esclarecer”, disse. “Eduardo Jorge, então deputado federal, foi o autor da Lei dos Genéricos.”

    Em seu blog, Marina Silva apresentou Eduardo Jorge, atual secretário do Verde e do Meio Ambiente do município de São Paulo, como colaborador do seu programa de governo. Segundo ela, a discussão começou em 1991, quando Eduardo Jorge, então deputado federal, propôs um projeto de lei sobre o assunto que teve o também deputado Fábio Feldmann (candidato ao governo paulista pelo PV) como relator. Marina diz que a “forte oposição ao projeto” impediu que o projeto fosse votado.

    A campanha do PV afirma que, em 1993, o então ministro da Saúde Jamil Haddad “baixou um decreto que abriria caminho para a criação dos genéricos, mas a iniciativa não teve sucesso”.

    Eduardo Jorge voltou à carga em 1999, quando Serra era ministro da Saúde. “Negociamos um substitutivo mais moderado do que meu projeto original e tivemos a aprovação da Lei 9787/99. Assim muitos ajudaram, porém o autor da lei sou eu mesmo”, disse Eduardo Jorge em nota divulgada pela campanha do PV.

    Versão petista

    Na segunda-feira (19), Dilma Rousseff criticou Serra ao dizer que ele não foi o responsável pela criação dos genéricos. “Jamil Haddad [ex-presidente de honra do PSB que morreu em 2009] foi o responsável pela criação do SUS e dos medicamentos genéricos. É importante atribuir a autoria a quem é de direito.”

    Em seu material de campanha, Dilma defende as iniciativas do PT no setor. “Em 2009, os genéricos já eram responsáveis por 19,2% do mercado de medicamentos no Brasil. Em 2002, esse índice erade apenas 5,8%”, afirma nota no site da candidata. “Os preços dos produtos genéricos são até 65% menores do que os praticados no mercado. Em 2007, pela primeira vez, o Brasil decretou o licenciamento compulsório do medicamento Efavirenz, utilizado para o tratamento de HIV/Aids.”

    Regulamentada por Serra

    Em seu site de campanha, o tucano José Serra destaca que a lei foi regulamentada em sua gestão no ministério e critica a atenção dada ao tema pelo PT. “A Lei dos Genéricos foi regulamentada há onze anos, na gestão de José Serra no Ministério da Saúde, para ampliar o acesso da população a medicamentos, principalmente os de tratamento contínuo. (…) Mas poderia avançar muito mais.O governo do PT boicotou os medicamentos genéricos.”

    Em seu discurso de lançamento como candidato, o tucano ressaltou que, quando era o ministro da Saúde do governo Fernando Henrique, tomou “a iniciativa de enviar ou refazer e impulsionar seis projetos de lei e uma emenda constitucional”. Entre os seis itens listados nessas ações consta a implantação dos genéricos.

    A campanha de Serra também destaca que a primeira indústria pública de medicamentos genéricos do Brasil foi instalada na cidade de Américo Brasiliense, na região de Araraquara, em 2009, quando Serra governava o estado.

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