• Sem categoria 04.01.2012 No Comments

    No Dia Nacional do Hemofílico, lembrado nesta quarta-feira (4), o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, garantiu que o estoque de remédios para tratar pacientes com a doença está garantido para 2012. “Não vai faltar medicação, com certeza”, disse.

    Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou, para este ano, 650 milhões de doses foram adquiridas, contra 300 milhões em 2011 e 270 milhões no ano anterior. Segundo Genovez, o estoque atual representa três doses para cada brasileiro. A pasta já fez licitação para a compra de mais 1,2 bilhão de unidades.

    “O maior avanço que a gente conseguiu este ano foi regularizar a compra e a distribuição de medicamentos. É um medicamento caro, a dependência externa é total, já que nós dependemos de companhias internacionais para o fornecimento; e a matéria-prima usada é finita, feita a partir de plasma humano”, disse.

    O coordenador lembrou também que, com as compras do medicamento regularizadas, o ministério conseguiu iniciar o tratamento de profilaxia primária – indicado como prevenção aos sangramentos, mas apenas para pacientes que nunca tiveram hemorragias graves e, portanto, não têm sequelas da doença.

    “Não existe exclusão. Mas, para um indivíduo que já está com a articulação perdida, não adianta fazer profilaxia. Vamos tratá-lo sob demanda. É isso que mandam os guias internacionais”, explicou. Pacientes com sangramento de repetição nas articulações, por exemplo, também podem ter acesso à profilaxia primária, desde que tenham indicação médica.

    É o caso do estudante de oceanografia Iury Simões, de 19 anos, morador de Fortaleza. Ele recebeu o diagnóstico de que tem hemofilia tipo A grave e, por causa da doença, produz menos de 1% do fator 8 – necessário para a coagulação do sangue.

    “Meu corpo fica suscetível a hemorragias constantes. Tomo o remédio toda semana, mesmo sem hemorragia”, contou. O estudante defende que a prevenção esteja disponível para todos os pacientes. “Somos pessoas normais, temos que estudar, trabalhar e nos divertir. Não podemos ficar só em hospitais.”

    O auxiliar administrativo Maximiliano Anarelli de Souza, de 34 anos, luta para conseguir a medicação indicada para a doença. Diagnosticado com hemofilia tipo A leve, ele só tem direito ao remédio quando sofre alguma hemorragia e precisa percorrer 180 quilômetros para buscar uma única dose.

    “Tenho que ir a Belo Horizonte de mês em mês, ou a cada dois meses. O ideal seria ir, no mínimo, a cada seis meses. Daria para ter uma vida normal. A gente acaba perdendo aula, trabalho.”

    O pequeno José Aparecido Vieira, de 11 anos, sonha em ser arquiteto e garante que a doença não vai atrapalhar seus planos. “Gosto de desenhar e de fazer cálculo”, disse.

    “Só tenho que tomar o remédio quando me machuco. Não é difícil e nunca me empatou [atrapalhou] em nada”, completou. Com hemofilia tipo A leve, o aluno do 7º ano toma a medicação apenas quando sofre algum corte ou precisa arrancar um dente.

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  • Considerada epidemia mundial, a obesidade já afeta um bilhão e meio de pessoas no mundo.

    Ainda em fase experimental, um novo remédio parece ser a grande promessa para banir o excesso de peso.

    Em estudos realizados por pesquisadores do Centro de Câncer MD Anderson, da Universidade do Texas, o medicamento Adipotide reduziu 11% do peso de macacos em apenas um mês.

    Obesidade aumenta o risco de diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.

    O Adipotide ataca o suprimento de sangue das células de gordura, conhecidas como tecido adiposo branco, que tendem a se acumular sob a pele e em torno da barriga.

    Medicamento age no corpo e não no cérebro

    De acordo com declarações dos pesquisadores para a revista científica Science Translational Medicine, após injeções diárias de Adipotide, os macacos com excesso de peso apresentaram redução de 39% da gordura corporal total, o que representou queda de 11% no peso corporal. Os especialistas também relataram, após 4 semanas, o tamanho da barriga reduziu 27%.

    A grande diferença do Adipotide para as outras drogas que promovem a perda de peso parece ser o fato de não agir diretamente no cérebro. Em forma de injeção, o medicamento tem ação no corpo e, por esse motivo, os pesquisadores acreditam que o novo remédio seja mais seguro do que aqueles comercializados até hoje.

    Adipotide diminui resistência à insulina e controla o apetite

    Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de três inibidores de apetite no Brasil e ainda apertou o cerco em torno da prescrição da Sibutramina. O problema dos medicamentos vetados pelo órgão é que sua ação sobre o cérebro apresenta reações adversas graves.

    Segundo Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, “os efeitos colaterais dos inibidores de apetite suspensos pela Anvisa não matam, mas podem causar dependência, depressão, complicações cardíacas e quadros psiquiátricos graves”. O Adipotide apresentou efeitos nocivos sobre os rins, mas os pesquisadores acreditam que a redução das doses possa resolver o problema.

    Sibutramina: conheça o medicamento para emagrecer mais receitado pelos médicos

    Os especialistas verificaram que o novo remédio diminuiu a resistência dos animais à insulina, sugerindo uma relação positiva para o tratamento do diabetes tipo 2. De acordo com a endocrinologista Rosane Kupfer, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, “o diabetes tipo 2 está associado ao ganho de peso. Estima-se que 90% dos portadores da doença sejam obesos”. A Adipotide também controlou o apetite dos macacos pesquisados.

    Fonte: GNT

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  • O Conselho Federal de Medicina (CFM) entrou com ação na Justiça Federal do Distrito Federal nesta quinta-feira (13) contra a proibição pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da venda de remédios que atuam na redução do apetite, feitos à base de anfetamina: a anfepramona, o femproporex e o mazindol.

    A entidade pede a suspensão imediata da determinação até o julgamento da ação. A Anvisa informou que só vai se pronunciar sobre o caso depois de notificada da ação pela Justiça.

    Na mesma reunião em que proibiu as anfetaminas, no último dia 4, a Anvisa decidiu manter a comercialização e o registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos para tratar obesidade, mas aumentou o controle sobre a venda e a prescrição desse tipo de medicamento.

    Na ação, a entidade que representa os médicos alerta para o risco de deixar pacientes obesos sem alternativas de tratamento e pede mais rigidez no controle dessas substâncias para garantir que sejam usadas sob supervisão médica.

    “Não é possível deixar parte da população desassistida e limitar a autonomia do paciente. Somos favoráveis ao fortalecimento de mecanismos de controle de comercialização e da adoção de ações educativas em larga escala para disciplinar seu uso”, afirmou o primeiro-secretário do CFM, Desiré Callegari.

    O conselho contestou o relatório de 700 páginas produzido pela Anvisa. Segundo o documento, os benefícios da perda de peso causados pela utilização da anfepramona, do femproporex e do mazindol não superariam os riscos, como problemas cardíacos.

    “A Anvisa quer tutelar uma matéria sem qualquer fundamento técnico, cerceando direitos dos pacientes e autonomia dos médicos de utilização de medicamentos eficazes, conforme histórico de 30 anos. (…) A autonomia do médico, na prescrição de medicamentos, e do paciente, no livre acesso aos mesmos, estará fulminada já que a prescrição médica é prova suficiente para comprovar a necessidade/utilidade do tratamento que se pleiteia”, afirmou a entidade na ação.

    A Anvisa estabeleceu prazo de 60 dias para que os produtos proibidos sejam retirados do mercado. Os estabelecimentos que mantiverem a comercialização poderão ser interditados ou multados em valores que vão desde R$ 2 mil a um R$ 1,5 milhão.

    Fonte: G1

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  • remédio 06.06.2011 No Comments

    Quatro grandes empresas farmacêuticas anunciaram, nesta segunda-feira, que farão cortes significativos no preço de venda de suas vacinas para países em desenvolvimento.

    GSK, Merck, Johnson & Johson e Sanofi-Aventis concordaram em vender as vacinas a preço de custo após negociações com a Aliança Global por Vacinas e Imunização (Gavi, na sigla em inglês).

    O órgão, criado durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, em 2000, reúne empresas e representantes do setor público de diversos países para patrocinar programas de vacinação em massa em países em desenvolvimento.

    O laboratório britânico GSK (GlaxoSmithKline) se comprometeu a reduzir o preço de sua vacina contra rotavírus em 67%. Ela passará a ser vendida por US$ 2,50 (cerca de R$ 4) para países pobres.

    A diarreia provocada pelo rotavírus mata mais de 500 mil crianças por ano em todo o mundo.

    As vacinas serão subsidiadas pela cobrança de preços mais altos a países mais ricos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a mesma vacina custará US$ 50 (R$ 78).

    “O que precisamos é de um retorno para investir na nova geração de vacinas e drogas, e isso tem que vir do lucro que obtemos com remédios e vacinas“, disse Andrew Witty, o diretor executivo da GSK, à BBC.


    “Mas é óbvio que, as pessoas que estão no Quênia ou em uma favela de Malawi ou em algum lugar assim, não têm capacidade de contribuir, então elas tem que ser ajudadas pela contribuição de países médios e ricos.”

    A Gavi se comprometeu a financiar a introdução de vacinas contra o rotavírus em 40% dos países mais pobres do mundo até 2015, mas ainda precisava angariar US$ 3,7 bilhões (R$ 5,8 bilhões) além da quantia já obtida para atingir o objetivo.

    Por isso, a organização pediu cortes nos preços e doações para empresas farmacêuticas e governos.

    Fonte BBC

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  • Proteção a parceiros não infectados foi testada em 11 antirretrovirais.
    Pesquisa foi conduzida pelos Institutos de Saúde dos Estados Unidos.

    Um grande estudo clínico conduzido pelos Institutos de Saúde (NIH, na sigla em inglês), o principal órgão do governo norte-americano no setor, mostrou que o uso de remédios antirretrovirais por portadores de HIV, o vírus responsável pela Aids, reduziu o risco de contaminação dos parceiros não infectados. O dado é válido para pessoas que receberam os medicamentos enquanto mantinham um sistema imunológico saudável.

    A pesquisa começou em 2005 e teve resultados parciais divulgados nesta quinta-feira (12). Conhecida como HPTN 052, contou com 1.763 casais, todos com, no mínimo, 18 anos de idade. A grande maioria das duplas (97%) era heterossexual e morava em 13 países da África, da Ásia e das Américas, entre eles o Brasil.

    A conclusão dos pesquisadores é que o uso precoce de antirretrovirais impede a transmissão entre parceiros para 96% dos casos.

    Como foi feita pesquisa

    Para participar do estudo, os portadores – 890 homens e 873 mulheres – deveriam ter de 350 a 550 células de defesa por milímetro cúbico. Esse número indica a saúde do sistema imunológico dos soropositivos. Já os parceiros, todos inicialmente não afetados pelo HIV, fizeram testes para verificar se estavam livres do vírus 14 após aceitarem participar da pesquisa.

    Os investigadores separaram os casais em dois grupos. No primeiro, os portadores do vírus começaram a tomar remédios 60 dias depois do início do estudo. Já no segundo, os soropositivos começaram a terapia tardiamente, somente depois da contagem de células de defesa ficar abaixo de 250 por milímetro cúbico no sangue ou quando uma doença os afetava, como no caso da pneumonia pneumocística – doença causada pelo micro-organismo Pneumocystis carinii.

    Ao todo, foram usados 11 medicamentos (veja lista ao lado), em diversas combinações. Do total de casais, apenas 39 parceiros foram infectados. A transmissão entre os membros do casal ficou provada em 28 casos. Sete pessoas adquiriram o vírus de outra forma e 4 casos ainda aguardam análise.

    No caso das 28 transmissões do portador para o parceiro inicialmente não infectado, 27 ocorreram no grupo que começou a receber antirretrovirais tardiamente. Houve apenas um caso de contaminação do parceiro por um soropositivo que recebeu remédios desde o início do estudo.
    Durante todo o estudo, os participantes receberam orientações sobre como se proteger contra doenças venéreas, aconselhamentos e camisinhas grátis. Houve 23 mortes durante a pesquisa.

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  • Reajustes nos preços dos remédios - Medicamentos ficarão até 6% mais caros em abril

    Medicamentos com preços controlados pelo governo terão reajuste mínimo de 3,54%

    Medicamentos com preços controlados pelo governo deverão sofrer um reajuste que varia de 3,54% a 6,01%, dependendo da categoria a que pertencem, a partir do dia 31 deste mês. Este será o maior porcentual desde 2006. Os valores foram calculados a partir de resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) no Diário Oficial, com normas para o aumento.

    Os novos preços terão de ser mantidos até março de 2012. As regras valem para cerca de 20 mil itens do mercado farmacêutico, como antibióticos e remédios de uso contínuo. Medicamentos de alta concorrência no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores determinados pela CMED. Seus preços podem variar de acordo com a determinação do fabricante.

    A resolução publicada não define os porcentuais do reajuste. Assinada dia 28 de fevereiro, ela apresenta o fator de produtividade que é levado em consideração para fazer o cálculo, ao lado do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Como o IPCA de fevereiro foi divulgado dia 4, é possível saber a variação dos porcentuais. Os valores oficiais deverão ser publicados numa nova resolução.

    O cálculo de reajuste de remédios leva em conta uma série de fatores. O primeiro deles é o IPCA acumulado entre março de 2010 e fevereiro de 2011. Além disso, é observada a competitividade de determinado remédio no mercado, avaliada pelo nível de participação de genéricos nas vendas. Quanto maior a participação de genéricos nas vendas de cada segmento, maior o porcentual de reajuste permitido. A composição do índice de reajuste observa também o ganho de produtividade. São fixadas três faixas de reajuste, que obedecem a esse critério. Este ano, o aumento máximo ficará em 6,01%. O menor aumento será de 3,54%.

    O reajuste, no entanto, não é imediato. Para poder aplicar o aumento, empresas produtoras de medicamentos deverão apresentar à CMED um relatório informando os reajustes que irão aplicar. O valor fixado pela CMED é o teto. Empresas podem, por isso, fixar preços menores.

    Procurada, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa não se manifestou sobre os valores de reajuste de medicamentos. As regras para aumento de remédios foram fixadas em 2003.

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  • Um novo coquetel que mistura medicamentos anti-Aids com detergente e veneno de rato está ameaçando a saúde de portadores do vírus HIV na comunidade sul-africana de Umlazi, na província de KwaZulu-Natal.

    Pacientes cujas vidas dependem do antirretroviral Stocrin para conter o avanço do vírus se tornaram vítimas frequentes de gangues de ladrões que procuram matérias-primas para a fabricação da chamada “whoonga“, uma droga recreacional.

    A mistura de substâncias químicas, altamente tóxica e viciante, tem como um dos ingredientes as pílulas antirretrovirais, que são misturados a outras substâncias e adicionadas a cigarros de maconha.

    Os traficantes crêem que a droga anti-HIV potencializa os efeitos alucinógenos da marijuana – embora não haja provas científicas de tal efeito.

    “Por um lado, estamos em uma batalha para permanecer vivos. Agora, temos de nos cuidar contra vândalos que querem roubar a nossa única chance de vida – porque é isso que eles estão levando quando roubam o nosso medicamento”, resume Phumzile Sibiya, que toma o antirretroviral há seis meses.

    Por causa do risco de roubos, em vez de levar os medicamentos para casa, ela agora visita a clínica em grupo para tomar a pílula.

    “Simplesmente não me sinto segura para coletar as pílulas. Nunca se sabe o que pode acontecer. É muito doloroso”, diz Sibiya, enquanto espera na fila de uma clínica ao sul da cidade de Durban.

    O chefe de polícia da África do Sul, Bheki Cele, descreveu o coquetel como “um grande problema nacional” e disse que a sua contribuição para os números do crime está sendo investigada pela força de elite sul-africana, os Hawks.

    Crise de abstinência


    A clínica de Ithembalabantu é o maior ponto de distribuição de drogas anti-Aids nesta parte de KwaZulu-Natal, a província com o maior número de infecções por HIV no país.

    O diretor da clínica, o médico Bright Mhlongo, diz que o uso de Stocrin na whoonga “limita os nossos já restritos recursos em termos de tratamento com antirretroviais na África”.

    “A pílula é a espinha dorsal do tratamento, é o que usamos para a maioria dos nossos pacientes”, disse. “Se deixarmos de utilizá-la como a base do tratamento, podemos ser obrigados a usar medicamentos que são muito mais caros e não estão facilmente disponíveis.”

    Comparada a outras drogas, a whoonga é barata: um tablete custa apenas 20 rands (cerca de R$ 5).

    Mas os viciados na mistura precisam de várias doses por dia, segundo Vukani Mahlase, que conseguiu abandonar o vício, e que passou o último ano preso por roubo.

    “Quando bate a necessidade e está sem dinheiro (para comprar outra dose), você topa qualquer coisa. Eu e meus amigos podíamos usar armas de fogo e facas, qualquer coisa ao alcance, para conseguir algum dinheiro para comprar um pouco mais”, afirma.

    Mahlase, que também é portador do HIV, diz que quer largar o vício.

    “Os médicos me disseram que se eu continuar a fumar a whoonga, pode afetar a maneira como meu corpo responde ao tratamento”, conta.

    Entre outros riscos da whoonga apontados pelos médicos estão hemorragias internas, úlceras de estômago e, em alguns casos, até a morte.

    ‘Gosto amargo’

    Outro dependente de whoonga, que não quis ser identificado, afirmou que, como é comumente o caso, a experiência com o novo coquetel começa como “um barato” e termina com gosto amargo.

    “(A whoonga) é altamente viciante. Você precisa fumar só para se sentir normal”, contou o jovem, usuário da droga há três anos.

    “Quando a vontade chega tenho dores nas juntas e dores fortes no estômago. É como se os órgãos internos estivessem em chamas. Preciso fumar só para aliviar a dor.”

    Jovens participantes do projeto Whoonga Free, na comunidade de KwaDabeka, nos arredores de Durban, responsabilizam a pressão dos amigos pelo vício.

    Thabane Chamane, 21, diz que “não há emprego suficiente aqui e você acaba se envolvendo com as coisas erradas”.

    “Whoonga era o que havia no meu tempo e foi por isso que comecei a fumar. Eu queria ser igual a todo mundo”, disse Chamane.

    Siphesihle Pakisi, 19, concorda: “Eu tinha muitas dificuldades de lidar com o divórcio dos meus pais e meus amigos me contaram que a droga fazia esquecer tudo isso. Eles diziam que tirava todo o estresse – e funcionou, mas por pouco tempo”.

    Pakisi e seus amigos gastavam até 200 rands por dia (R$ 50) em whoonga. Quando um deles morreu de overdose, ele conta, veio a decisão de abandonar o vício.

    “Meu amigo morreu bem debaixo do meu nariz. Ele vomitou até as tripas. Foi assustador e eu não queria que o mesmo acontecesse comigo”, diz Pakisi, olhando para o horizonte.

    Vida nova

    Até 2008, o tratamento de HIV/Aids na África do Sul com antirretrovirais enfrentava limitações por causa do alto custo das drogas.

    Estima-se que em 2007 as mortes por Aids na África do Sul alcançaram 350 mil. O país tem 1,4 milhão de órfãos da Aids.

    O presidente sul-africano, Jacob Zuma, eleito há dois anos, prometeu aumentar a distribuição dos medicamentos. Mas o governo precisa garantir que os medicamentos acabem nas mãos certas.

    Além disso, Thokozani Sokhulu, que fundou o Whoonga Free em 2008, diz que é preciso também oferecer possibilidades de uma vida melhor para os jovens que acabam se viciando na droga pela falta de perspectiva.

    “Não basta prender os traficantes; é preciso oferecer alternativas para os usuários”, diz Sokhulu. “Nossos jovens estão pedindo ajuda.”

     

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  • Anvisa realiza nesta quarta audiência pública sobre veto a emagrecedores

    Ainda que alguns remédios emagrecedores venham a ser proibidos no Brasil, como quer a Anvisa (Agência Nacional Vigilância Sanitária), os chamados remédios naturais, como fitoterápicos e fórmulas manipuladas, não deverão se tornar uma alternativa no tratamento da obesidade.

    A agência de vigilância realiza nesta quarta-feira (23) uma audiência pública para discutir se proíbe ou não os remédios usados para emagrecer que atuam no sistema nervoso central: a sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, anfepranoma e mazindol).

    Para algumas entidades, como a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e a Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais), que devem comparecer à audiência de hoje, a medida vai dificultar o acesso ao tratamento da obesidade no Brasil.

    O único remédio para o tratamento da obesidade que continuará liberado será o orlistate (Xenical e Lipiblock), que atua diretamente no intestino e reduz a absorção de gordura. Apesar dessa limitação, os médicos descartam usar os fitoterápicos no tratamento e preferem usar remédios não específicos contra a obesidade, mas que podem ajudar no tratamento.

    De acordo com o médico Ricardo Meirelles, presidente da SBEM, os remédios naturais não têm efeito para ajudar a controlar o apetite.

    - Os fitoterápicos não têm comprovação científica para ajudar a emagrecer.

    Essa é a mesma opinião do endocrinologista Mário Kehdi Carra, membro da Abeso.

    - Com relação aos fitoterápicos e suplementos alimentares, não tem trabalho nenhum no mundo de longa duração que comprove a eficácia.

    Carra afirma que uma possível proibição da Anvisa vai levar os médicos a buscar medicamentos que não são testados especificamente para tratar a obesidade, mas que causam emagrecimento, como alguns antidepressivos.

    - Se proíbe, você vai começar a procurar medicamentos de indicação de fora de bula.

    De acordo com o endocrinologista Pedro Saddi, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), não se pode ter preconceito somente porque o remédio é fitoterápico, mas esses medicamentos “têm que ser submetidos ao rigor da ciência”.

    - Nenhum deles foi ainda aprovado, tanto do ponto de vista de segurança quanto da eficácia.

    É consenso entre os especialistas ouvidos pelo R7 que a medida da Anvisa vai prejudicar o tratamento da obesidade no Brasil. Para eles, uma mlehor fiscalização sobre o consumo dos medicamentos traria mais benefícios do que a proibição.

    Saddi espera, no entanto, que a agência possa postergar a decisão e discutir melhor o tema.

    Alternativas

    O médico Fábio César dos Santos, especialista em clinica médica e cardiologia e presidente da Associação Médica Brasileira de Ortomolecular, também é contra a medida da Anvisa de proibir os emagrecedores no país.

    A medicina ortomolecular, diz Santos, é uma prática integrativa que agrega a medicina convencional a métodos de medicina complementar.

    Apesar do veto, Santos afirma que existem opções para o tratamento da obesidade, como o extrato de chá verde associado com rhodiola rosea (conhecida como raiz-dourada.).

    - O chá verde atua como antioxidante e aumenta o metabolismo. A rhodiola também e antioxidante e inibe a proliferação de células gordurosas.

    Ele cita também a faseolamina, um fitoterápico que inibe a absorção de carboidratos. Além deles, Santos indica dois aminoácidos: a fenialanina, que pode levar à sensação de saciedade, e o 5-HTP (5-hidroxitriptofano), que dá sensação de bem-estar.

    Para Santos, a possível proibição dos emagrecedores pode abrir espaço para esses outros medicamentos.

    - O que não pode ocorrer são associações malucas. Eles podem ser usados desde que estejam regulamentados pela Anvisa.

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  • Argumento é de que eles oferecem riscos ao coração.
    Proposta gera debate entre os médicos.

    O reinado dos remédios emagrecedores está por um fio. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer banir de vez a comercialização de todas as drogas usadas para emagrecer que atuam no sistema nervoso central: a sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, dietilpropiona e mazindol). A única droga para o tratamento da obesidade que continuará liberada será o orlistate (Xenical), que atua diretamente no intestino, reduzindo em cerca de 30% a absorção de gordura.

    Diante de estudos que apontam que o consumo de sibutramina aumenta o risco de problemas cardíacos, desde o ano passado a Anvisa impôs novas regras e endureceu os critérios de venda dessa droga. Ela deixou de ser vendida como medicamento comum e passou a integrar a categoria dos anorexígenos, drogas que exigem receita especial.

    A proposta de proibir os emagrecedores foi anunciada a especialistas e entidades médicas da área na semana passada e será publicada hoje no site da agência, junto com um parecer explicando os motivos. Para médicos endocrinologistas que atuam no combate à obesidade, a medida é radical demais e vai deixar os pacientes sem opção de tratamento, já que o controle da fome e da saciedade ocorre no cérebro. “Quase metade da população brasileira tem sobrepeso. Muitos pacientes não conseguem perder peso com o tratamento clínico convencional, que inclui dieta e exercícios físicos. Como vamos controlar a obesidade desses pacientes sem mexer no cérebro?”, diz o endocrinologista Márcio Mancini, chefe do departamento de obesidade do Hospital das Clínicas (HC).

    Estudo

    Os benefícios não superam os riscos. Esse é o principal argumento que a Anvisa pretende usar na próxima semana, durante audiência pública, para convencer a classe médica de que é melhor proibir de vez o uso de medicamentos usados para emagrecer. Segundo Dirceu Barbano, diretor da agência, o assunto vem sendo discutido desde o ano passado, quando a União Europeia baniu a sibutramina. “Quase nenhum outro país tem sibutramina. As anfetaminas também estão diminuindo. E não há notícia de que isso piorou ou atrapalhou o tratamento da obesidade”. Em 2009, foram vendidas no País 67,5 toneladas de sibutramina.
    Segundo Barbano, a Anvisa fez um levantamento interno e concluiu que, por mais que o medicamento seja controlado e indicado apenas para pacientes com determinados perfis, não há evidências suficientes que demonstrem que a perda de peso supera os riscos cardíacos. “A nossa proposta, sustentada por uma extensa pesquisa, é de retirada imediata desses produtos do mercado. A não ser que consigam nos demonstrar com dados consistentes que estamos errados e esses remédios são bons e seguros”, diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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  • Cerca de 15.000 drogarias de todo o país estão conveniadas ao programa

    Medicamentos para hipertensão e diabetes passam a ser distribuídos gratuitamente em todo o Brasil a partir desta segunda-feira pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular. Cerca de 15.000 drogarias em todo o país estão conveniadas. O anúncio da entrega dos remédios havia sido feito pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha no início de fevereiro.

    O governo federal já pagava 90% do valor dos medicamentos para hipertensão e diabetes, e o usuário arcava com os encargos restantes. Os remédios poderão ser adquiridos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em drogarias privadas conveniadas e em farmácias populares. Para ter acesso, é preciso apresentar um documento com foto, CPF e a receita médica.

    O medicamento cloridrato de metformina (comprimido de ação prolongada), indicado para o tratamento de diabetes, foi incluído na lista dos remédios distribuídos gratuitamente pelo programa. Com a inclusão, aumenta para 11 o número de drogas entregues sem custo ao paciente. A portaria foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.

    Alcance – De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 960.000 hipertensos e diabéticos devem ser beneficiados com a medida. As duas doenças foram responsáveis por 34% das mortes no Brasil em 2009. Ao todo, o Ministério da Saúde disponibiliza 24 tipos de remédios para hipertensão, diabetes, asma, rinite, Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de fraldas geriátricas.

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