• Sem categoria 26.12.2017 No Comments

    Um medicamento que impede a propagação do vírus HIV na corrente sanguínea, já indicado como terapia antiretroviral nos Estados Unidos e em países da Europa, estará disponível ainda este mês para pacientes do SUS 12 Estados.

    O comprimido, fabricado por um grupo americano, já era indicado para o tratamento de soropositivos como parte do coquetel de aids.

    A novidade é que o fármaco poderá ser utilizado agora por quem nunca entrou em contato com o vírus, mas pode estar exposto a ele durante a relação sexual. É o caso, por exemplo, de profissionais do sexo. Mas é bom lembrar que o remédio não protege o usuário contra outras infecções transmitidas sexualmente.

    Segundo o médico Juan Carlos Raxach, coordenador da área de Promoção da Saúde e Prevenção da Associação Brasileira Interdiscilpinar de Aids, embora o Truvada, nome comercial do medicamento, tenha demonstrado 99% de eficácia nos testes clínicos para impedir a replicação do vírus HIV, não veio para substituir a camisinha. “Está se falando muito que a profilaxia pré-exposição vem para acabar com o uso da camisinha. Chegou para ampliar as possibilidades de se prevenir da infecção do HIV. Então, ele não vai substituir a camisinha mas, com certeza, ampliará a possibilidade de prevenção e dará oportunidade àquelas pessoas que não gostam de usar a camisinha, de ter outro método para não se infectar com o vírus.”

    A distribuição do remédio pelo SUS vai priorizar 7 mil pessoas com mais de 18 anos, consideradas grupos de risco de contaminação, incluindo profissionais de saúde, homens que se relacionam com homens, transexuais e casais sorodiscordantes – quando um dos parceiros é portador do HIV e o outro não. Antes do início da terapia, no entanto, é necessário fazer exames, uma vez que o remédio é contraindicado para pessoas com doenças renais e desgaste nos ossos. Ente as primeiras capitais a receber o medicamento estão Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Manaus e São Paulo.

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  • Sem categoria 13.10.2017 No Comments

    Em 2003, um experimento com 100 homens demonstrou como o cérebro nos engana. Todos eles sofriam de uma doença coronária, e todos eram tratados com o betabloqueador Atenolol. Um terço deles não sabia o que estava tomando. Outro terço foi informado sobre o nome do medicamento e para que servia. O terceiro grupo foi advertido sobre o risco de sofrer disfunção erétil. No primeiro grupo, só um dos pacientes efetivamente sofreu problemas de ereção; no segundo grupo, foram cinco. Já entre os que conheciam o efeito secundário, um terço (11 indivíduos) acabaram realmente enfrentando esse transtorno. Os cientistas chamaram isso de efeito nocebo, o contrário do placebo.

    “Nocebo se refere a qualquer efeito negativo resultante de um tratamento simulado. Pode ser a piora de um sintoma ou a aparição de efeitos secundários”, diz a pesquisadora Alexandra Tinnermann, da Clínica Universitária de Hamburgo-Eppendorf (Alemanha). A cada pesquisa sobre esse fenômeno, 1.000 outras são feitas a respeito do efeito placebo. Além de agravar o estado de muitos doentes, o efeito nocebo está atrapalhando boa parte da pesquisa e gera dilemas na prática médica.

    Junto a um grupo de colegas, Tinnermann comprovou que um dos fatores capazes de favorecer a aparição do efeito nocebo é o preço do tratamento. “Nos estudos sobre o placebo, observou-se que quanto mais cara é uma medicação, maior o efeito placebo, o que sugere que, na mente das pessoas, o medicamento caro é visto como sendo mais potente que o barato. O mesmo parece acontecer com o efeito nocebo. Achamos que as pessoas acreditam que um fármaco potente também seja mais forte na hora de causar efeitos secundários”, explica a cientista alemã.

    Nocebo se refere a qualquer efeito negativo resultante de um tratamento simulado”

    Para comprovar isso, desenharam duas caixas para uma pomada contra a dermatite atópica. Uma das caixas (de cor laranja) passava uma imagem mais humilde do remédio que a azul, com um desenho mais cuidado. Essa impressão sobre o preço e aparência dos remédios foi confirmada num teste com 100 pessoas alheias à experiência – a maioria deduziu que a pomada da caixa azul era mais cara.

    Para testar o novo medicamento, 50 pessoas foram divididas em dois grupos. Metade recebeu aplicações da pomada de embalagem laranja; a outra metade, da embalagem azul. Também foi aplicada uma terceira pomada como controle a experiência. O primeiro grupo foi informado de que estava sendo testada uma versão barata do fármaco, e o segundo ouviu que se tratava do teste de uma versão mais sofisticada. Assim, os responsáveis pela experiência queriam reforçar a impressão causada pelas caixas. Em ambos os casos, eles também informaram aos pacientes que o produto provocaria um ardor que talvez fosse doloroso. O creme era aplicado num emplastro.

    Na verdade, era o próprio emplastro que fazia arder, pois as três pomadas eram feitas da mesma substância, sem nenhum princípio ativo. Entretanto, como mostram os resultados do estudo, publicados na Science, os voluntários que receberam a pomada da caixa azul disseram sentir muito mais dor. E isso que a temperatura foi a mesma para todos.

    “Os estudos sobre o nocebo demonstram que um sintoma pode ser amplificado ou piorado pelas expectativas negativas”, comenta Luana Colloca, professora da Universidade de Maryland (EUA) e pesquisadora dos fenômenos placebo e nocebo, mas que não participou do estudo em questão. “Por exemplo, os participantes de um estudo podem sentir uma dor insuportável quando experimentam um estímulo que foram condicionados a crer que será extremamente doloroso, mesmo que o estímulo tenha sido programado para provocar um nível médio de dor. Pode parecer um truque da mente, mas agora sabemos que um sistema psiconeurobiológico de modulação da dor intervém, conectando as expectativas de alívio ou piora da dor com a liberação ou bloqueio de opioides endógenos”, acrescenta.

    As expectativas sobre um tratamento ativam a liberação de substâncias endógenas que aliviam ou aumentam a dor

    A pesquisa de Tinnermann mostra como esse processo se dá em nível neurológico. Ao mesmo tempo em que o ensaio transcorria, os cientistas registraram a atividade cerebral dos participantes. “O córtex pré-frontal, onde se acredita que geramos as expectativas negativas, afetou regiões cerebrais mais profundas, como o tronco cerebral e inclusive a medula espinhal”, escreveram os autores. Todo o sistema principal da dor se viu ativado pelo valor que os indivíduos atribuíam aos cremes. “Mais ainda, a comunicação entre essas regiões foi modulada pelo preço da medicação”, acrescenta o estudo.

    “As reações placebo e nocebo são muito comuns no contexto dos testes clínicos”, recorda Colloca. O problema é que eles estão afetando a própria pesquisa médica. “Nos últimos cinco anos, mais de 1.000 ensaios clínicos sobre medicina da dor não conseguiram encontrar novos tratamentos porque o princípio ativo não melhorava os resultados do placebo de controle”, revela. Isso representa um grande gasto financeiro. E ela se pergunta se não seria melhor aprender a aproveitar o poder desses efeitos. “Compreender o efeito placebo poderia nos ajudar a reduzir o crescente gasto sanitário e a combater problemas sistêmicos como o abuso na prescrição de opioides e a dependência”, conclui a pesquisadora italiana.

    Mas o efeito nocebo gera outro dilema: informar ou não o paciente sobre os possíveis efeitos do tratamento. Em maio, a revista médica The Lancet publicou o maior estudo já feito sobre o efeito nocebo. Mais de 10.000 pessoas usaram durante três anos o medicamento Atorvastatin, que serve para reduzir o colesterol em pessoas com risco coronário, sem saber o que estavam tomando. Ao final desse período, os dois grupos tiveram a mesma percentagem de debilidade e dor muscular, um dos possíveis efeitos secundários. Numa segunda fase de dois anos, os pacientes ficaram sabendo o nome do remédio: os casos de dores musculares aumentaram 41%. O problema é que o paciente tem o direito de saber o que está tomando, mesmo que isso reduza a eficácia do tratamento ou agrave seus efeitos secundários.

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  • foto-paracetamol-pilula-imagem

    Um dos medicamentos mais populares do mundo, o analgésico paracetamol levou 1.500 pessoas à morte nos Estados Unidos na última década, segundo levantamento da ONG de jornalistas “Pro Publica”, premiada com dois Pullitzer por suas investigações. O problema não é a substância em si, mas a superdosagem, cujo limite não é muito difícil de se atingir e, se ultrapassado, pode afetar gravemente o fígado. Também é arriscada a combinação com álcool. Nos EUA, assim como no Brasil, é vendido sem prescrição médica, e o consumo cresce a cada ano.

    Só nos últimos cinco anos, a venda de unidades (caixas ou cartelas) do remédio – mais conhecido como tylenol, mas também em versões genéricas – aumentou 80% no Brasil (de 20,6 para 37,2 milhões), e o faturamento chegou R$ 507 milhões no ano passado, de acordo com pesquisa do instituto IMS Health, feita a pedido do GLOBO. De fato, é bem mais usado nos EUA, onde as vendas atingiram R$ 3,8 bilhões em 2012, segundo o Information Resources Inc, e as doses passaram de 27 bilhões em 2009.

    Por isso lá a FDA, agência reguladora de medicamentos, vem ao longo do tempo e das pressões sociais adotando uma série de medidas. A partir de 2014, por exemplo, a dose máxima permitida de um comprimido será de 325 miligramas (mg). No “extra forte”, de 500 mg, a dose máxima diária foi de 4g para 3g, ou seja, seis comprimidos.

    Não é a primeira vez que esta dosagem varia. Na década de 90, acreditava-se que a intoxicação ocorreria entre 10g e 15g. O Brasil segue a atual recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que continua sendo de 4g. Aqui, a maior concentração vendida é de 750 mg.

    – A Finlândia já diminuiu para 3g – afirma Anthony Wong, chefe do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). – Há 20 anos eu falo dos riscos do paracetamol. Mas ou não querem ou não conseguem colocar restrições. No Reino Unido, eles colocaram e conseguiram reduzir mortes. Pelo menos a informação sobre os riscos deve estar mais clara, a impressão assim é que ele é totalmente seguro.

    No Reino Unido, hoje só é possível comprar até 32 comprimidos por pessoa. A medida, segundo estudo recente da revista “British Medical Journal”, salvou 600 vidas desde 1998.

    Maior causa de transplante hepático nos EUA

    No Brasil não há restrição. Na embalagem de tylenol vem a orientação de não se exceder os cinco comprimidos. Não vem, no entanto, o motivo da recomendação. Isto está só na bula. A causa principal é a insuficiência hepática fulminante, ou seja, o fígado para de funcionar. Neste caso, há a necessidade de transplante. A intoxicação por paracetamol nos EUA é, por sinal, a maior indicação desta cirurgia, com quase 800 casos nos últimos 15 anos.

    Aqui faltam dados. Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul apontou 440 casos de intoxicação pelo remédio em 2008 naquele estado. Já a Sociedade Brasileira de Hepatologia fez um levantamento em 2010, quando consultou centros de transplante no país, e descobriu quatro transplantes.

    – Nos últimos dez anos, houve dois casos de intoxicação na Bahia, nenhum morreu – acrescenta Raymundo Paraná, chefe do Serviço de Hepatologia do Hospital da Universidade Federal da Bahia e ex-presidente da sociedade. – Todo e qualquer medicamento tem um princípio ativo com alguma capacidade de gerar toxicidade. Uns mais, outros menos. Geralmente este efeito é imprevisível e raro, a vantagem de paracetamol é que é previsível. Em doses terapêuticas, o risco é praticamente zero.

    O professor explica ainda que o risco de intoxicação em dose acima de 8g é de quase 100%. Entre 3g e 8g, depende de outros aspectos, como o consumo de álcool ou de outros medicamentos, como anticoagulantes e alguns tipos de anticonvulsivantes.

    O álcool compromete o fígado, da mesma forma que pode fazer o paracetamol. Por isso, quem bebe com muita frequência deve ter cuidado. Anthony Wong diz que deveria ser evitado até para curar ressaca. Ele também alerta sobre o uso de paracetamol contra a dengue, mesmo que a OMS e o Ministério da Saúde recomendem o remédio nestes casos.

    – A dengue provoca problemas hepáticos. Como o paracetamol é menos eficaz para baixar a temperatura do que outros analgésicos, acaba-se tomando doses maiores e com mais frequência, o que é arriscado – defende.

    Embora o paracetamol seja considerado seguro pelas organizações de saúde, o especialista e alguns estudos sugerem que até em doses recomendadas ele pode ser perigoso. A própria FDA afirmou recentemente que o seu uso está associado a raras, mas sérias, reações de pele, conhecidas por síndrome de Stevens-Johnson. Além disso, a revista “Pediatrics” publicou que a substância pode provocar asma em crianças. E o “British Journal of Clinical Pharmacology” sugere que o abuso ao longo do tempo “pode ser fatal”.

    Os especialistas em doenças hepáticas dizem que nem todos os médicos estão acostumados a diagnosticar casos de intoxicação por paracetamol nas emergências. Wong conta que há dois meses um amigo morreu, provavelmente por este motivo: teve febre alta na Bahia e tomou o remédio. Dias depois, estava internado em São Paulo, tanto com o rim quanto o fígado sem funcionar:

    – Quando os dois param ao mesmo tempo, a suspeita é a intoxicação.

    Os sintomas, em geral, surgem quatro horas depois da superdosagem, com vômito, náusea, dor de cabeça e suor. Depois de 24 horas, há convulsões e a piora do quadro. Em 72 horas, com a destruição do fígado, o organismo não metaboliza mais a amônia, que se acumula no corpo, o que pode provocar morte cerebral. O prazo para reverter a intoxicação é de 24 horas, e o antídoto é a substância N-acetilcisteína.

     

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  • Sem categoria 02.10.2013 No Comments

    Um medicamento normalmente usado contra pressão alta pode ajudar a combater o câncer ao abrir os vasos sanguíneos em tumores sólidos, segundo um novo estudo.

    Segundo os responsáveis pela pesquisa, usada em conjunto com drogas convencionais de combate ao câncer, o medicamento Losartan poderia elevar a expectativa de vida dos pacientes.
    Após testar a técnica com sucesso em camundongos, os pesquisadores pretendem agora dar Losartan a pacientes com câncer no pâncreas para ver se conseguem o mesmo resultado no combate a tumores de tratamento difícil.

    Atualmente, só 5% dos pacientes com câncer no pâncreas sobrevivem mais de cinco anos após o diagnóstico. Isso ocorre porque somente um em cada dez pacientes com a doença tem um tumor capaz de ser operado.

    Voluntários

    Os pesquisadores do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, estão atualmente recrutando pacientes voluntários com tumores no pâncreas que não podem ser operados para testar a nova combinação de quimioterapia com Losartan.

    O tratamento não deve ser capaz de curá-los, mas os pesquisadores acreditam que a técnica poderia dar a eles mais meses ou anos a mais de vida.

    O Losartan vem sendo usado há mais de uma década como um medicamento seguro para tratar pressão alta.

    Ele age relaxando ou dilatando os vasos sanguíneos para que possam suportar um fluxo maior de sangue, baixando a pressão.

    A equipe de pesquisadores de Massachusetts descobriu que o medicamento era benéfico em camundongos com câncer de mama ou no pâncreas.

    Ele melhora o fluxo sanguíneo dentro e no entorno dos tumores, permitindo que uma quantidade maior das drogas de quimioterapia atinjam seu alvo.

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  • Sem categoria 26.09.2013 No Comments

    farmaceutico-prescrevendo-remedio-clientesA partir desta semana, Dia Internacional do Farmacêutico, os profissionais da categoria poderão receitar medicamentos que não exigem prescrição médica. A resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) foi publicada no Diário Oficial da União. Com a nova regulamentação, os farmacêuticos de todo o país vão poder receitar, por exemplo, analgésicos, medicamentos tópicos e fitoterápicos.

    Para o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Pedro Menegasso, a medida vai formalizar o que já era um hábito. “As farmácias são obrigadas a ter um farmacêutico e esse auxílio já é dado informalmente”, diz.

    A regulamentação foi aprovada pelo CFF nove dias depois de o Congresso Nacional aprovar os vetos feitos por Dilma Rousseff à Lei do Ato Médico. A lei prevê que o ato de prescrever tratamentos não é exclusivo dos formados em Medicina.

    Para o presidente do CRF-SP, no entanto, a aprovação das mudanças poucos dias depois da aprovação dos vetos ao Ato Médico foi coincidência. “A decisão de prescrever medicamentos que não exigem receita médica não entra na área dos médicos. Todo medicamento oferece riscos. O farmacêutico é o profissional que melhor pode orientar os pacientes, já que é nosso campo de estudo.”

    Para o primeiro-secretário do Conselho Federal de Medicina (CFM), Desiré Callegari, “a lei que regulamenta a profissão do farmacêutico não prevê o diagnóstico de doenças e a prescrição de tratamentos.” O CFM deve se pronunciar oficialmente ainda nesta semana. Com informações do Estadão e da Revista Veja.

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  • remendio-bosentana-indicacao-problemas-pulmonares-imagemMedicamento deveria ser distribuído gratuitamente pela Secretaria Estadual de Saúde.

    Os pacientes do Hospital dos Servidores do Rio que sofrem de hipertensão arterial pulmonar e dependem da rede estadual de saúde para adquirir um remédio que custa R$ 17 mil estão há mais de três meses sem o medicamento. A caixa do Bosentana 125mg, que contém 60 comprimidos, dá para um mês de tratamento. O genérico custa quase R$ 2 mil. Os pacientes conseguem receber o medicamento da rede estadual por meio de um mandado judicial, que determina que a Secretaria forneça o remédio todo mês.

    Os principais sintomas da doença são falta de ar e cansaço. O paciente Leonardo de Lima Alves está sem o remédio desde o início do ano. Ele conta que já retornou três vezes à Secretaria estadual de Saúde para buscar a caixa, mas a resposta que dão a ele é a de que não há o remédio e que não há previsão de quando o estoque será reposto.

    – Eu ligo para a secretaria (eles disponibilizaram um telefone) e sempre a resposta é que não tem. Aí, a gente liga na semana seguinte e, de novo, é a mesma resposta. E eles [a Secretaria] não dão uma posição em relação a isso [à falta do medicamento]. Na falta deste medicamento [Bosentana], a gente se sente cansado. Eu costumo brincar que a gente sonha que está morrendo afogado, é uma sensação horrível.

    A pneumologista do Hospital dos Servidores Silvana Elena, que é médica do Leonardo há três anos e atende 30 pacientes com o mesmo problema, diz que ele corre risco de vida.

    – Ele [o paciente] não consegue trabalhar, está com problema no INSS, porque eles [peritos do INSS] não acreditam que ele está doente, é uma implicação grande nisso. Se você olhar para ele quando está tomando o remédio, você acha que ele não tem nada. Mas coloca ele para andar, para subir uma escada… ele corre risco de vida.

    A Secretaria estadual de Saúde informou que foi aberto processo licitatório para a aquisição do medicamento Bosentana, de 125 miligramas, para recompor o estoque. Segundo a secretaria, houve um aumento acima do previsto da demanda para o remédio e eles não estavam preparados para isso. Ainda de acordo com a secretaria, no momento, o processo encontra-se em fase de análise de recurso interposto por uma das empresas participantes. Assim que a licitação for concluída, o fornecimento do medicamento será normalizado.

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  • tylenol-gotas-200mg-15ml-recallO laboratório responsável pela produção do Tylenol, um medicamento para dor de cabeça, anunciou que mais de 3 milhões de embalagens do remédio em gotas terão que ser recolhidas.
    Exatamente 3.384.432 embalagens do Tylenol Gotas 200 mg/ml serão recolhidas a partir de segunda-feira (27) devido a um problema no gotejador que regula as doses. Ele pode se desprender do frasco, o que causaria uma dose maior que a ideal.

    Os remédios que serão recolhidos foram produzidos entre dezembro de 2011 e novembro de 2012 e têm numeração de lote – não sequencial – compreendida entre os intervalos PPL055 a RJL123.

    A Janssen-Cilag Farmacêutica, que produz o medicamento, disse em nota que o recall “abrange somente farmácias e distribuidores”, mas afirmou que consumidores que já tiverem adquirido o remédio “não devem administrá-lo diretamente na boca” — o mais indicado é gotejá-lo antes em um copo ou uma colher.

    Segundo o Ministério da Justiça, a Janssen-Cilag Farmacêutica, que produz o medicamento, protocolou a campanha de recall na Secretaria Nacional do Consumidor e disse que a superdosagem do Tylenol pode causar “danos graves ao fígado, náusea, outros sintomas gastrointestinais e elevação das enzimas hepáticas”.

    O princípio ativo do Tylenol é o paracetamol, um analgésico indicado para dores de leves a moderadas. Também tem propriedades anti-inflamatórias e pode ser tomado em caso de febres baixas.

    Pelo Código de Defesa do Consumidor, o produto deve ser reparado ou trocado a qualquer momento e de forma gratuita. Em caso de dificuldade, recomenda-se procurar um órgão de defesa do consumidor.

    Ainda na nota, o laboratório responsável pelo medicamento ressaltou que os demais produtos da linha não foram afetados e a venda continua normalmente. A Janssen-Cilag se colocou à disposição dos consumidores para informações pelo telefone 0800-728-6767 ou pelo site do Tylenol.

    Lotes afetados pelo Recall (o número do lote pode ser localizado na parte traseira do frasco do produto e na parte superior da caixa externa do produto) :

    – 15ml, PPL055 validade: dezembro de 2014
    – 15ml, PPL056 validade: dezembro de 2014
    – 15ml PPL057 validade: dezembro de 2014
    – 15ml RAL030 validade: dezembro de 2014
    – 15ml RCL088 validade: fevereiro de 2015
    – 15ml RFL095 validade: abril de 2015
    – 15ml RFL096 validade: abril de 2015
    – 15ml RGL052 validade: maio de 2015
    – 15ml RHL047 validade: junho de 2015
    – 15ml RKL037 validade: agosto de 2015
    – 15ml RLL015 validade: agosto de 2015
    – 15ml RLL087 validade: setembro de 2015
    – 15ml RML007 validade: outubro de 2015
    – 15ml RML125 validade: outubro de 2015
    – 15ml RML135 validade: outubro de 2015
    – 15ml RML175 validade: outubro de 2015
    – 15ml RNL049 validade: novembro de 2015
    – 7,5ml REL036 validade: fevereiro de 2015
    – 7,5ml RJL123 validade: julho de 2015

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  • foto-remediosA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que, a partir desta segunda-feira, 15, os pedidos de registro de medicamentos novos serão feitos por meio de processo “exclusivamente” eletrônico.

    Segundo resolução da agência publicada no Diário Oficial da União (DOU), medicamento novo é aquele que tenha pelo menos um princípio ativo como molécula não registrada no País ou novos sais, isômeros ou mistura de isômeros, ésteres, complexos ou derivados de molécula correspondente registrada.

    A Anvisa informa que os processos protocolados até esta segunda-feira, 15, data de publicação da resolução, serão regularmente analisados em meio físico e segundo a ordem cronológica de protocolo.

    Os interessados em migrar para o processo eletrônico que tenham casos cuja avaliação ainda não tenha sido iniciada poderão fazê-lo no prazo de até 60 dias, o que “não trará qualquer prejuízo na ordem cronológica de análise”, destaca a agência.

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  • diane-35-suspensa-a-venda-da-pilula-anticoncepcional

    A Agência de Segurança Nacional de Medicamento e Produtos de Saúde francesa (ANSM) anunciou, nesta quarta-feira, a suspensão na França da autorização para comercializar a pílula Diane 35 e seus genéricos.

    O remédio para o tratamento contra a acne do laboratório Bayer é utilizado geralmente como anticoncepcional e foi responsável pela morte de quatro pessoas nos últimos 25 anos.

    O “procedimento de suspensão da autorização de comercialização” será efetivo no prazo de três meses, informou Dominique Maraninchi, diretor-geral da agência de medicamento francesa, recomendando aos pacientes a não interromper bruscamente seu tratamento neste intervalo de tempo.

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  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou nesta quarta-feira (19) a apreensão de um lote de comprimidos falsificados de Cialis, um medicamento usado contra a disfunção erétil. A medida foi publicada pelo Diário Oficial da União.

    Todas as unidades do Cialis 20 mg, lote 2605, blister com dois comprimidos, com a inscrição “validade 03-08-2015” serão apreendidos e inutilizados.

    Uma análise química da Polícia Federal comprovou que os comprimidos tinham uma alteração em relação ao principal componente do remédios contra disfunção erétil – em vez de tadalafila, as pílulas continham sidenafila.

    O Cialis é produzido pelo laboratório Eli Lilly do Brasil, que disse que o lote de medicamentos falsificados não consta nos registros da empresa e não foi comercializado no Brasil pela mesma.

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