• A medicação “mata” tanto os microrganismos ruins quanto os bons, levando a uma desorganização da flora intestinal, exemplifica o pediatra Moisés Chencinski

    O pediatra e homeopata Moisés Chencinski alerta para o uso indiscriminado de antibióticos. Isso porque a medicação “mata” tanto os microrganismos ruins quanto os bons, levando a uma desorganização da flora intestinal. “Não raro, durante o tratamento, a criança apresenta diarreia por essa razão”, afirma. Para piorar, nesse momento também podem surgir outros germes oportunistas, segundo o pediatra – como o Candida albicans, que causa o popular sapinho e corrimento. Outro risco associado ao uso precoce e em excesso desse tipo de medicação é o desenvolvimento de alergias, doenças autoimunes e, principalmente, o aumento das temidas superbactérias – microrganismos resistentes aos antibióticos disponíveis hoje.

    Como evitar colocar a imunidade do seu filho em risco à toa, então? Não é uma questão de banir os antibióticos para sempre. Mas os especialistas ouvidos pela CRESCER são unânimes em afirmar que o acompanhamento pediátrico de rotina – em vez de só recorrer ao pronto-socorro – é essencial. Além de evitar a prescrição exagerada desse tipo de medicação por já conhecer o histórico do paciente, o médico também irá orientar os pais sobre essas medidas que falamos aqui, das vacinas à alimentação, e sempre de acordo com o contexto da sua família.

    Tags: , , ,

  • Com novo tipo de vacina, a imunidade já começa nos pulmões.
    Técnica funcionou em camundongos e ainda não está pronta para humanos.

    Vacinas aplicadas pelo nariz podem ser mais eficientes no combate por doenças que são contraídas também por via nasal, como a gripe, a pneumonia e até mesmo eventuais ameaças de bioterrorismo. E elas podem se tornar realidade em breve, segundo uma pesquisa apresentada na Conferência de Primavera da Sociedade Geral de Microbiologia dos EUA por Dennis Metzger, professor da Faculdade de Medicina de Albany.

    Em experiências com camundongos, os cientistas introduziram por via nasal uma mistura entre a vacina normal e uma substância chamada interleucina-12, um agente imunizador natural. Eles obtiveram alto nível de proteção nos animais contra o vírus da gripe, a bactéria da pneumonia e a Yersinia pestis, uma potencial ameaça biológica. Obter essa proteção era um desafio, já que as superfícies com mucosa normalmente apresentam baixa resposta imunológica.

    Metzger afirma que as vacinas normais não são tão eficazes, uma vez que não conseguem proteger o ponto por onde os agentes da doença entram no corpo. “A vacinação intranasal contorna esse problema, criando imunidade no pulmão. Isso previne contra a infecção inicial, assim como contra outras complicações sistêmicas”, defende.

    Segundo o pesquisador, a capacidade de prevenir contra infecções pode ser especialmente útil no caso de uma ameaça bioterrorista ou de uma pandemia de alguma variação do vírus da gripe.

    Depois dos bons resultados em camundongos, o próximo passo dos testes com a vacina intranasal deve ser em seres humanos.

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,