• Patente vence no próximo dia 20 e empresas poderão produzir genéricos.
    Remédio também vai ganhar embalagem com apenas um comprimido.

    A pouco mais de dez dias de perder a patente no Brasil, o Viagra vai ficar até 50% mais barato no país, informou nesta terça-feira (8) a Pfizer, dona da marca.
    Segundo a empresa, as farmácias que receberem o produto a partir desta terça já terão o Viagra com o valor reduzido.

    Com o preço mais baixo, o medicamento deve ficar mais barato até que as versões genéricas, que serão lançadas no próximo dia 20 e devem custar até 35% menos que o preço anterior da medicação, conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos).

    Até agora, cada comprimido do Viagra custava algo em torno de R$ 30, dependendo do estado brasileiro. Agora ele passa a sair por cerca de R$ 15. A Pfizer também anunciou o lançamento da embalagem com apenas um comprimido. Anteriormente, o Viagra era vendido em caixas com a partir de duas unidades.

    O Brasil é o primeiro dos 120 países em que o Viagra é comercializado a dar a patente como vencida. Em 28 de abril, o Supremo Tribunal de Justiça decidiu que a patente do medicamento vencerá em junho deste ano, como previsto pela legislação brasileira — que prevê a proteção da propriedade industrial de remédios por 20 anos após o primeiro registro. O Viagra, segundo o STJ, foi registrado em junho de 1990 na Inglaterra.

    A Pfizer afirma que o pedido feito na Inglaterra não foi concluído e que o registro só foi formalizado em 1991, na União Europeia. Por isso, a fabricante pedia uma extensão de um ano nesse prazo, até 2011. Nos Estados Unidos e na Europa a patente deve vencer nessa data.

    A farmacêutica ainda pode recorrer da decisão, segundo o diretor de negócios da empresa, Adilson Montaneira, mas isso ainda está sob estudo. “Ainda estamos esperando. Temos que avaliar o teor da decisão para poder depois tomar uma nova decisão [sobre recorrer]. Você precisa ter um embasamento legal. Mas independente disso a decisão de abaixar o preço está tomada”, afirmou ele ao G1.

    Segundo Montaneira, a Pfizer espera perder 30% do mercado de medicamentos para disfunção erétil no próximo ano, devido à concorrência dos genéricos — o que é abaixo dos 70% previstos quando um remédio perde a patente, segundo ele.

    A companhia, segundo ele, pretende manter o mesmo nível de investimentos no produto que tinha anteriormente. “Temos estudos que nos ajudaram a tomar essa decisão que nos levam a acreditar que esse mercado deve de duplicar a triplicar nos próximos anos. E a decisão nossa visa capturar uma parte importante desse crescimento do mercado”, afirma Montaneira.

    Apesar das facilidades no preço e na apresentação, a Pfizer ressalta que o Viagra deve ser tomado com recomendação médica. “A recomendação da Pfizer e a minha e a de todos os médicos é que o Viagra é um remédio e deve ter prescrição médica”, afirma o diretor médico da empresa, João Fittipaldi.

    Fonte G1

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  • Sem categoria 26.04.2010 No Comments

    O Brasil é um dos maiores consumidores de remédios do mundo, mas muitos deles vão parar no lixo porque acabam não sendo usados. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estima que os brasileiros joguem fora cerca de R$ 20 bilhões em remédios por ano.

    Uma das soluções para evitar o desperdício e proteger o bolso do consumidor seria a venda fracionada, aquela na quantidade definida pelos médicos. Há cinco anos, foi aprovada uma lei para a venda de medicamentos fracionados, mas ela não é respeitada.

    Reportagem do Jornal da Record mostra que é muito difícil encontrar o remédio fracionado no comércio. De um lado, os farmacêuticos reclamam que a resolução da Anvisa exige espaço para a manipulação dos remédios e dinheiro. De outro, a indústria diz que teria de comprar máquinas para embalar o remédio já picotado.

    A maior parte da população ainda desconhece esse direito e continua sem conseguir comprar remédios na quantidade exata para o ttratamento prescrito. Até agora, 15 laboratórios obtiveram o registro da Anvisa para produzir 175 tipos de medicamentos fracionados, segundo lista disponível no site do órgão.

    Entre eles há antibióticos, anti-inflamatórios e remédios de uso contínuo, como anti-hipertensivos. Mas, das sete empresas visitadas pela reportagem nenhuma está produzindo fracionados. Elas fabricam a maior parte dos 175 tipos autorizados.

    O objetivo do fracionamento é permitir que a população possa comprar a quantidade exata de medicamento, necessária para o tratamento. Em tese, isso diminuiria os gastos e evitaria que o consumidor armazene remédios em casa, reduzindo a possibilidade de efeitos adversos e intoxicações decorrentes da automedicação.

    O diretor da Anvisa Pedro Ivo Ramalho reconhece que a adesão ao programa está bem abaixo do esperado.

    - A principal questão é comercial. Farmácias e drogarias acreditam que vão perder lucro e por isso não há interesse.

    Em oito drogarias visitadas pela reportagem em São Paulo na semana passada não havia fracionados.

    Defesa

    - A adequação da indústria exige investimentos pesados. Enquanto o projeto de lei que torna o fracionamento obrigatório não for aprovado, as empresas não vão investir?, diz o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini.

    - Só posso vender se tiver produto e tem muito pouco, rebate Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias).

    Pedro Zidói, presidente da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico, diz que “até hoje o comércio farmacêutico não recebeu nenhuma receita médica para a venda de fracionado.

    Já o secretário do CFM (Conselho Federal de Medicina), Desiré Callegari, diz que os médicos não prescrevem porque sabem que o mercado é restrito. “É pequena a disponibilidade no mercado. A população não tem a cultura de comprar fracionados. A lei vai tornar tudo mais fácil”, afirma.

    Promessa

    O projeto de lei que todos esperam que mude o cenário dos fracionados tramita no Congresso desde 2006. De autoria do Executivo, o PL 7.029 torna compulsória a produção e a venda de medicamentos fracionados. Ele foi aprovado na Comissão de Seguridade Social da Câmara e agora é analisado pela Comissão de Constituição e Justiça.

    O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), relator do projeto diz que “em seguida vai ao Senado e, se aprovado, para sanção presidencial. Acredito que neste ano saia a aprovação”.

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  • O que garante que você está tomando a medicação correta?

    Este domingo o Fantástico apresenta uma denúncia grave que diz respeito à sua saúde. Nossos repórteres comprovam que farmácias em vários estados brasileiros pagam comissões altas aos médicos que encaminham seus pacientes para comprar remédios. O que garante que você está tomando a medicação correta?

    Fonte Fantástico

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  • Uma liminar voltou a permitir reduções de até 60% nos preços de medicamentos. A decisão judicial tem gerado polêmica entre os donos de farmácias. Os pequenos empresários alegam que apenas as grandes redes lucram com os descontos.

    As grandes redes, por outro lado, defendem-se com o argumento da livre concorrência. O Procon avalia que não há ilegalidade na oferta de descontos, mas reconhece que muitas vezes as reduções não passam de estratégia de marketing.

    De acordo com o promotor João Gualberto, em 2009 foram fechadas dez farmácias. Este ano, até o momento foram três. Todas por irregularidades junto ao Conselho Regional, mas nenhuma por burlar as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em relação aos preços máximos estabelecidos. Por enquanto, a única reclamação em relação aos descontos oferecidos pelas maiores redes vem dos proprietários da pequenas farmácias.

    Novela entre as grandes

    No Ceará, três redes de farmácias travam uma disputa acirrada no setor. A briga começou há alguns anos, quando uma rede cearense entrou no mercado de São Paulo, a rede paulista deu o troco em Fortaleza, e outra rede que veio do pará entrou na jogada. Resultado: os descontos viraram caso de Justiça que teve que analisar uma aão que limitava esses descontos. A liminar caiu e a festa dos preços voltou. Resta saber se o consumidor está sendo informado sobre essas tais vantagens.

    Fonte Verdes Mares

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