• Só este ano, a Anvisa  - Agência Nacional de Vigilância Sanitária apreendeu em todo o país quase 63 mil comprimidos falsos e 86 toneladas de remédios contrabandeados, sem nenhum registro. Conheça dicas para se proteger.

    Outro perigo comum no Brasil aparece na hora de comprar um remédio. O medicamento contrabandeado e as falsificações são duas ameaças graves à saúde.

    A cestinha está cheia de remédios. O aposentado Francisco de Assis Inácio já se deu mal. Na pressa, comprou o que não devia. “Quando abri, o comprimido parecia aqueles pequenininhos que põe embaixo da língua, tomei e minha pressão foi pra 13 por 9, 14 por 10”.

    Na correria do dia a dia, muitas vezes a passada na farmácia é rápida. É chegar no balcão, entregar a receita, pegar o remédio, pagar e pronto. Mas não deve ser assim, não. Este é um lugar que a gente tem que desacelerar e prestar atenção sempre.

    Tudo pra não levar para casa um remédio falsificado. Só este ano, a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – apreendeu em todo o país quase 63 mil comprimidos falsos e 86 toneladas de remédios contrabandeados, sem nenhum registro.

    A primeira dica pra se proteger é: nunca compre remédios em camelôs, só na farmácia conhecida e que tenha um farmacêutico responsável.

    “Farmácia fundo de quintal, não. Saúde não tem preço”, ensina o empresário
    Richard Plewa.

    Confira os itens de segurança da caixinha, o lacre para garantir que o produto não foi aberto. “Acho importantíssimo, porque podem abrir e colocar uma coisa que não tem nada a ver”, acredita a aposentada Fernanda Barros.

    A data de validade junto com o número do lote e principalmente uma faixa branca. É uma raspadinha que mostra a marca ou o nome do laboratório.

    “Não pode borrar. Se tiver borrado é indício de que o medicamento é falso”, explicou o gerente farmacêutico Renner Lima.

    E se a compra for pela internet, o perigo é maior ainda. “Se não for farmácia legalmente habilitada, aberta ao público, que ofereça serviço adicional de venda pela internet, não compre. Porque pode ter qualquer coisa. Dificilmente vai ser coisa legalizada e o risco é muito grande”, alerta Pedro Menegasso, diretor do Conselho Regional de Farmácia/SP.

    Fonte JN

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  • Pesquisa diz que remédios genéricos custam, em média, 52,27% menos.
    Medicamentos de referência variam até 135,81%, aponta Fundação Procon.

    Pesquisa da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) divulgada nesta segunda-feira (31) mostra que os medicamentos genéricos custam, em média, 52,27% menos que os remédios de referência. De uma farmácia para outra, no entanto, o preço de um mesmo genérico pode variar até 523,81% e de um mesmo medicamento de referência, 135,81%.

    O levantamento foi feito em 15 farmácias de médio e grande porte da capital paulista entre os dias 3 e 5 deste mês e considerou o preço de 52 medicamentos.

    Entre os genéricos, o que apresentou a maior diferença de preço de uma loja para outra (523,81%) foi o diclofenaco sódico 50 mg, com 20 comprimidos. O mais barato custa R$ 1,89. O mais caro, R$ 11,79. Entre os de referência, a maior diferença (135,81%) foi observada no Gardenal 100 mg, do laboratório Sanofi-Aventis, com 20 comprimidos. O preço mais baixo encontrado foi de R$ 2,29 e o mais alto, de R$ 5,40.

    Uma drogaria da zona leste da cidade foi o estabelecimento que apresentou a maior quantidade de produtos com o menor preço, 23 dos 45 encontrados. Para economizar, o Procon recomenda que o consumidor pesquise preços e consulte a lista de Preço Máximo ao Consumidor (PMC) disponível no site da Agência Nacional de Vigilância sanitária (Anvisa).

    Fonte G1

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