• tratamento 11.06.2019 No Comments

    Propostas de cultivo da planta de Cannabis sativa para fins medicinais e científicos e de produção de medicamentos com base na substância ainda precisam passar por consulta pública antes de poderem entrar em vigor; plantio doméstico segue proibido.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na tarde desta terça-feira (11), duas propostas preliminares que podem liberar o cultivo da planta de Cannabis sativa no Brasil para fins medicinais e científicos, além da produção de medicamentos nacionais com base em derivados da substância. Agora, as propostas devem ser publicadas no Diário Oficial da União e submetidas a uma consulta pública.

    O plantio doméstico de maconha por pessoas físicas e para o consumo recreativo continuará proibido no país. Os documentos preveem que apenas empresas possam cultivar a planta em ambientes controlados sob supervisão da Anvisa e de autoridades policiais, e que a venda seja feita diretamente para a indústria farmacêutica ou entidades de pesquisa. (veja abaixo os detalhes das duas propostas).

    Votação foi unânime

    Todos os quatro diretores aprovaram os textos que foram elaborados pela área técnica da agência, enfatizando a necessidade de que a consulta pública garanta à população transparência e divulgação dos dados e evidências a respeito do tema.

    Os quatro diretores da Diretoria Colegiada iniciaram a 14ª reunião pública de 2019 por volta das 10h desta terça. Às 13h15, três dos quatro diretores já haviam aprovado a proposta. O último voto a favor das propostas foi proferido às 13h30.

    Veja qual foi a ordem de votação:

    • Willian Dib (diretor-presidente da Anvisa): votou a favor das propostas sem alteração nos textos
    • Alessandra Soares (diretora): acompanhou o relator
    • Fernando Mendes (diretor): acompanhou o relator
    • Renato Porto (diretor): acompanhou o relator

    A primeira proposta é para uma resolução que regulamente os requisitos técnicos e administrativos para o cultivo de Cannabis sativa para fins medicinais e científicos. Já a segunda é uma proposta de resolução para definir procedimentos específicos para registro e monitoramento de medicamentos feitos com base em Cannabis sativa ou seus derivados e análogos sintéticos.

    Ambos os documentos ainda deverão passar por uma consulta pública, incluindo uma audiência pública para debater o tema, ainda sem data marcada.

    O que propõem as duas resoluções

    • Cultivo

    Uma das resoluções a serem avaliadas tem como objetivo a regulamentação dos requisitos técnicos e administrativos para o cultivo da planta com fins medicinais e científicos – desde o plantio até a fase de secagem e distribuição.

    A resolução prevê o cultivo somente em sistemas de ambiente fechado e por pessoas jurídicas. O cidadão comum (pessoa física) não poderia ter pés de maconha em casa. Para cultivar, seria preciso ter uma autorização especial da Anvisa e supervisão da Polícia Federal.

    Essa inspeção da agência reguladora exigiria, entre outras coisas, um rígido sistema de segurança com controle de acesso por biometria, alarmes e proteção de janelas duplas. Além disso, o local não pode ter identificação externa.

    A venda e a entrega da planta produzida seriam somente para instituições de pesquisa, fabricantes de insumos farmacêuticos e fabricantes de medicamentos. O transporte teria de ser feito em veículos especiais.

    A autorização para cultivo valeria por 2 anos, podendo ser renovada, e haveria uma cota de cultivo e controle de estoques e de liberação do produto.

    • Medicamentos

    A segunda resolução tem como objetivo definir procedimentos específicos para registro e monitoramento de medicamentos à base de cannabis, seus derivados e análogos sintéticos. Isso inclui os fitoterápicos.

    A regulamentação se aplica aos medicamentos nas formas de cápsula, comprimido, pó, líquido, solução ou suspensão (misturas) com administração por via oral.

    As próprias empresas deveriam pedir à Anvisa o registro para produção desses medicamentos. Atualmente, há somente um medicamento com cannabis registrado no Brasil, o Mevatyl.

    Não haveria uma lista prévia de doenças: a agência analisará registro por registro, conforme os pedidos. Medicamentos já registrados em outros países deverão apresentar relatório técnico de avaliação do remédio emitido pelas respectivas autoridades reguladoras.

    O registro inicial teria validade de 3 anos e as renovações seguintes, de 5 anos. Geralmente, para os outros medicamentos, o primeiro registro já vale por 5 anos.

    Depois de aprovado o registro, a empresa teria 30 dias para definição do preço máximo e 365 dias para colocar o remédio no mercado. A resolução já prevê a venda em farmácias. A maioria deve ser com retenção de receita médica, mas cada caso seria analisado individualmente.

    Neste momento, a Anvisa não tem nenhum pedido de registro pendente.

    Haveria, pela proposta, um monitoramento do mercado com fiscalização constante e canais de atendimento para dúvidas de consumidores.

    Regras atuais

    Atualmente, é proibido cultivar a planta de cannabis em território brasileiro. A lei determina que quem produz a cannabis para consumo pessoal está sujeito à prestação de serviços à comunidade e ao comparecimento a programa educativo, sem fazer ressalva ao uso médico.

    Mas, nos últimos anos, a Anvisa e o Poder Judiciário já deram alguns passos no sentido de liberar o cultivo da planta para fins medicinais e científicos. Veja alguns deles abaixo:

    • Janeiro de 2015: Retirada do canabidiol da lista de substâncias de uso proscrito, abrindo caminho para facilitar a comercialização de medicamentos com a substância no país;
    • Março de 2016: Autorização da prescrição de remédios à base de canabidiol e THC no Brasil;
    • Janeiro de 2017: Registro do primeiro remédio à base de maconha no Brasil, o Mevatyl, droga já aprovada em outros 28 países;
    • Abril de 2017: A Justiça Federal na Paraíba autorizou uma associação de João Pessoa a cultivar maconha para fins exclusivamente medicinais;
    • Maio de 2017: Inclusão da Cannabis sativa na Lista Completa das Denominações Comuns Brasileiras (DCB) sob a categoria de “planta medicinal”.

    A ideia é que, ao regulamentar o cultivo da planta, caia o custo da produção de medicamentos com base na Cannabis sativa, e que se reduza também o número de ações judiciais para compra de remédios não registrados no Brasil.

    Pacientes que sofrem de diversas doenças podem ser beneficiados com a mudança na regras, entre eles os que têm esclerose múltipla, autismo e dores crônicas oncológicas.

    As propostas avaliadas nesta terça não preveem a liberação do cultivo nem do consumo de maconha para fins recreativos.

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  • anvisa-proibe-venda-de-amoxilina-e-rifamicina-da-marca-Ems

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda e o uso dos antibióticos amoxicilina e rifamicina fabricados pela empresa EMS S/A. As determinações foram causadas por descumprimento de requisitos das normas sanitárias.  Foram proibidas a distribuição, comercialização e uso de todos os lotes da amoxicilina + clavulanato de Potássio 50 Mg/ML + 12,5 Mg/ML Pó Para Suspensão Oral, fabricados a partir de fevereiro de 2013. Além disso, a empresa terá que interromper a fabricação do remédio usado no tratamento contra infecções diversas e recolher os estoques existentes no mercado.  A decisão foi tomada após a constatação de que o medicamento estava sendo fabricado com excipiente — substância presente nos medicamentos para dar características como volume, forma e consistência ao produto — diferente do que foi aprovado pela agência reguladora. Além disso, os testes mostraram o uso de um insumo farmacêutico que estava sendo sintetizado de forma diferente do que consta no registro do remédio.  Segundo a Anvisa, essas mudanças, que não foram autorizadas, podem alterar o resultado final do produto. As medidas foram tomadas depois de uma inspeção realizada pela Anvisa e pelas vigilâncias sanitárias do Estado de São Paulo e do município de Hortolândia.  Já a rifamicina 10 mg/ml teve a fabricação suspensa depois que o laboratório aumentou o tamanho do lote em 10 vezes sem aprovação da Anvisa. O antibiótico é utilizado em diversos casos, como em curativos e no tratamento de ferimentos e queimaduras.

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  • Sem categoria 27.03.2014 No Comments

    A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão do governo formado por representantes de vários ministérios, autorizou na quarta-feira (26) o reajuste de até 5,68% nos preços de mais de 9 mil medicamentos. O aumento poderá ser feito a partir de 31 de março e terá como referências os preços dos fabricantes praticados em 31 de março de 2013.

    As elevações de preços são autorizadas em três níveis, conforme o perfil de concorrência dos produtos. Veja abaixo os medicamentos de cada classe de reajuste, segundo dados são da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    lista-de-remedios-reajustes-2014Clique aqui para ver a lista de medicamentos com reajuste autorizado de 5,68%.

    Clique aqui para conferir a lista de medicamentos com aumento de 3,35%.

    Clique aqui para conferir a lista de medicamentos que podem subir 1,02%.

    Os produtos de nível 1 tiveram aumento autorizado de 5,68%. Para os de nível 2, o novo valor pode ser 3,35% superior. Já para os de nível 3, o Ministério da Saúde informou, na quarta-feira, que o reajuste será de 1,02%. Segundo o ministério, mais de 40% dos medicamentos regulados estão na categoria nível 3.

    A autorização para reajuste leva em consideração três faixas de medicamentos, com mais ou menos participações de genéricos. A decisão segue a lógica de que, nas categorias com um maior número de genéricos, a concorrência é maior e, portanto, o aumento autorizado também pode ser maior.

    O ajuste de preços leva em conta a inflação acumulada nos 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), que ficou em 5,68% em 2013.

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  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou nesta quarta-feira (19) a apreensão de um lote de comprimidos falsificados de Cialis, um medicamento usado contra a disfunção erétil. A medida foi publicada pelo Diário Oficial da União.

    Todas as unidades do Cialis 20 mg, lote 2605, blister com dois comprimidos, com a inscrição “validade 03-08-2015” serão apreendidos e inutilizados.

    Uma análise química da Polícia Federal comprovou que os comprimidos tinham uma alteração em relação ao principal componente do remédios contra disfunção erétil – em vez de tadalafila, as pílulas continham sidenafila.

    O Cialis é produzido pelo laboratório Eli Lilly do Brasil, que disse que o lote de medicamentos falsificados não consta nos registros da empresa e não foi comercializado no Brasil pela mesma.

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  • Sem categoria 24.10.2012 No Comments

    De cada 10 mil substâncias pesquisadas, apenas uma chega ao consumidor. Veja o caminho que o medicamento percorre para sair da bancada do laboratório e chegar à farmácia mais perto da sua casa

    1. Berço da Ciência

    Tudo começa quando os experts das empresas farmacêuticas, universidades ou centros de pesquisa se debruçam sobre determinada doença e tentam desvendar seu mecanismo. Ao mesmo tempo, eles investigam alguns compostos que podem ser promissores no combate ao problema.

    2. Preliminares

    Aqueles elementos que mostram potencial avançam à fase pré-clínica. Nela, os cientistas procuram saber se um princípio ativo é seguro e não causa muita interferência no corpo. São utilizadas cobaias, animais com a fisiologia parecida à do organismo humano.

    3. Cobaias humanas

    Na fase clínica, homens e mulheres se voluntariam para garantir a segurança e a eficácia das promessas da medicina

    Fase I Convoca-se um número pequeno de pessoas saudáveis – até 100 – para confirmar que aquele possível remédio não causa mesmo chabus.
    Fase II –  Indivíduos com a enfermidade que a droga promete enfrentar experimentam seus efeitos. É essencial checar a eficiência do produto.
    Fase IIIComparam-se os resultados do candidato a fármaco com uma substância inócua ou com medicações que atuam contra aquele problema e já são comercializadas.

    4. Libera, governo!

    Os órgãos regulatórios são responsáveis por aprovar as pesquisas e autorizar a venda das drogas. No Brasil, quem fiscaliza esse processo é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa

    Documentação As empresas enviam um dossiê com as informações dos experimentos feitos sobre a substância. Se os dados forem convincentes, ganham o ok da agência.

    Averiguação A Anvisa é responsável por verificar todas as etapas de produção, desde a compra de materiais até a higiene do local. Fiscais visitam as fábricas e os laboratórios.

    5. Sempre alerta

    Quando o medicamento foi estudado e liberado – o que leva cerca de 12 anos -, as indústrias farmacêuticas iniciam a fase IV, que é ainda mais abrangente e duradoura. As etapas anteriores são refeitas com mais calma e precisão. Essa atenção extra possibilita descobrir efeitos colaterais raros e até mesmo empregos inusitados para pílulas e comprimidos.

    6. A alma do negócio

    Os publicitários criam nomes criativos, fáceis de serem relacionados à doença ou ao poder da droga. A coisa é bem complexa: a nomenclatura precisa servir para todas as línguas. Assim, fazem um levantamento para ver se determinada palavra não é ofensiva em algum idioma.

    Quanto menos, melhor

    De acordo com os laboratórios, existe uma tendência de reduzir, o máximo possível, o uso de cobaias. Essa é uma iniciativa conjunta de órgãos do governo, instituições que lutam pela proibição do uso dos bichos e as próprias empresas.

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  • Hidroclorotiazida, indicado para pressão alta, teve fabricação alterada.
    Mel com ervas e Pró-ervas não apresentavam autorização da agência.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu o uso e a venda de 30 lotes do medicamento diurético Hidroclorotiazida, usado contra hipertensão arterial. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (24).

    A Anvisa fez uma inspeção no Instituto de Tecnologia em Fármacos, fabricante do remédio, entre 23 e 26 de julho, e constatou uma alteração no processo de fabricação de comprimidos de 25 mg. Os produtos haviam passado por uma etapa de moagem do princípio ativo sem autorização prévia da agência.

    Segundo a Anvisa, não há dados que comprovem a segurança e eficácia do diurético fabricado de forma diferente da avaliada e registrada. Além disso, por causa da moagem, o tamanho das partículas do comprimido pode afetar o desempenho do produto e interferir na estabilidade, na dissolução e em outros requisitos dele.

    Os 30 lotes suspensos são: 12030260, 12030261, 12030262, 12030263, 12040407, 12040408, 12040413, 12040414, 12040415, 12040446, 12040447, 12040448, 12040461, 12040462, 12040463, 12040464, 12040465, 12040466, 12060585, 12060586, 12060587, 12060588, 12060589, 12060590, 12060591, 12060592, 12060593, 12060594, 12060595 e 12060596.

    Doze deles foram interditados pelo Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Os demais devem ser recolhidos do mercado, informou a Anvisa.

    Produtos com ervas

    A agência também determinou a apreensão e inutilização, em todo o país, do produto Mel com ervas, com indicação terapêutica para asma. O motivo é que a empresa Facon – Fabricação e comércio de cosméticos e produtos naturais Ltda, com sede em Iguatu (CE), não tinha autorização de funcionamento sanitário.

    Outro produto suspenso pela Anvisa é o Pró-ervas, fabricado em Ipatinga (MG), pelo fato de a empresa responsável também não ter autorização para estar em atividade.

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  • Sem categoria 08.09.2012 No Comments

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu nesta sexta-feira (7) uma consulta pública com novas regras para cosméticos e produtos de higiene destinados às crianças. Entre os 33 itens previstos, cujas indicações e proibições podem ser avaliadas pela população em geral nos próximos 60 dias, estão desodorantes, esmaltes e maquiagens.

    Na opinião da dermatologista Márcia Purceli, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, crianças não são adultos em miniatura e, por isso, devem usar produtos específicos, que causem menos reação alérgica e levem em conta o peso e a área corporal delas.

    “Essa consulta serve para as pessoas entenderem o que está proposto, antes de isso chegar ao mercado. Existe uma demanda das empresas, que querem mais uma fatia de consumidores; das crianças, que se espelham na mãe, nas irmãs e amigas; e dos pais, que incentivam esse comportamento precoce“, avalia a médica.

    O foco da indústria de cosméticos, que até então eram os adolescentes, com várias linhas “teen” nas prateleiras de farmácias e supermercados, agora parece estar se voltando para os pequenos.

    Prova disso é que, segundo a proposta da Anvisa, uma sombra para os olhos poderá ser usada por crianças a partir de 3 anos, desde que aplicadas por um responsável, e desodorantes para axilas e pés serão destinados ao público a partir dos 8 anos – desde que não sejam em aerossol, para não atingir os olhos, não tenham ação antitranspirante e apresentem sabor amargo, para evitar que os menores ingiram os produtos.

    “O desodorante só tira o odor, não bloqueia o suor. Mas em geral, até os 12 anos, a criança não tem cheiro embaixo do braço ou chulé. Se tem, é preciso pensar em puberdade precoce, que é uma doença. Os fungos gostam de outro tipo de suor, que é produzido por glândulas ativadas na adolescência”, explica a dermatologista.

    Em caso de uma puberdade antes do tempo, também pode aparecer acne e descer a menstruação das meninas. Para ter certeza do diagnóstico, é feito um exame no punho, que estabelece a idade óssea do paciente.

    Outras regras

    A Anvisa também prevê que os produtos próprios para crianças não contenham apelo que incentive a compra, como desenhos, imagens de artistas, nomes e cores. Além disso, a remoção deles precisa ser fácil, com uma simples lavagem com água, sabonete ou xampu.

    De acordo com a pediatra Ana Escobar, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo, os produtos precisam sair rápido, sem a necessidade de usar outro cosmético para retirar o primeiro. “E não se deve friccionar a pele da criança, pois isso pode tirar as defesas do corpo”, destaca.

    Já o gosto amargo dos produtos não adianta muito, na opinião da médica, pois até senti-lo os pequenos já engoliram o conteúdo. O que pode acontecer, segundo Márcia Purceli, é essa ação de levar o cosmético à boca não se repetir depois disso.

    Esmalte, protetor solar e itens sem álcool

    A dermatologista diz que, cada vez mais cedo, as meninas têm passado esmalte, mas usam os de adulto porque têm maior duração – não saem na água – e são mais baratos.

    “As crianças reclamam que o esmalte infantil é removido no banho e as mães também não querem ficar passando todo dia, desejam algo que dure uma semana. Mas o produto para adultos é uma exposição muito precoce a substâncias tóxicas, que podem causar coceira e alergias no futuro, pois essa é uma fase em que o sistema imunológico, das defesas, ainda está se formando”, explica.

    No caso de protetores solares, Márcia esclarece que a linha infantil cria uma barreira maior contra o sol e sai menos na água. Já os repelentes de insetos contêm menos elementos químicos.

    “Além disso, nada que seja ingerido por crianças deve ter álcool, para não incentivar o alcoolismo nem prejudicar o fígado”, cita Márcia. Foi por essa razão que a fórmula do fortificante Biotônico Fontoura foi proibida pela Anvisa em 2001, já que continha 9,5% de álcool etílico.

    Reparador de pontas é ‘forçação’

    Na opinião da dermatologista, a ideia da Anvisa de regulamentar um reparador de pontas específico para os cabelos das crianças já é “forçar a barra”, pois os fios são iguais na infância e na vida adulta.

    “O cabelo é uma proteína morta, só a raiz é viva. Por isso que, quando a gente corta, não sente dor. Então pessoas de qualquer idade podem usar um óleo de silicone, de argan”, comenta Márcia.

    Segundo a médica, muitas mulheres estão expondo as filhas ainda muito jovens a esmaltes, maquiagens e alisantes de cabelo, porque o medo do bullying é na verdade da mãe, que se preocupa e se incomoda demais com o que os outros vão pensar.

    A pediatra Ana Escobar complementa: “Acho que não tem nada a ver incentivar uma criança a usar sombra aos 3 anos. Ela tem que brincar com coisas que estimulem a imaginação e a criatividade, não a vaidade”.

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  • Sem categoria 11.04.2012 No Comments

    Diferentemente de alguns anos atrás, hoje em dia, é comum se deparar com uma farmácia de manipulação ao caminhar pelas ruas de Fortaleza. É que, impulsionado por tratamentos médicos cada vez mais individuais e que exigem dosagens específicas, o mercado atravessa um período de ascensão não só na capital cearense, mas em todo o Estado. No ano passado, alguns estabelecimentos obtiveram um crescimento de até 15% no número de clientes.

    De acordo com a gerente administrativa do Conselho Regional de Farmácia (CRF), Nirvana Monteiro, atualmente existem cerca de 50 farmácias de manipulação cadastradas no Ceará, sendo mais de 75% delas localizadas em Fortaleza. Segundo ela, a tendência é que a cada ano cheguem mais estabelecimentos deste tipo. “O mercado de manipulação realmente tem crescido bastante nos últimos anos, mas em outros estados os números são muito mais significativos”, comenta.

    Exigências

    Para abrir as portas, uma farmácia de manipulação precisa cumprir pelo menos 200 exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do órgão de fiscalização do município onde está instalado. Tais exigências, segundo Nirvana Monteiro, dificultam a operação de estabelecimentos ilegais.

    “A fiscalização é rígida, pois se houver manipulação incorreta de alguns tipos de medicamentos os resultados podem ser letais. Pode até ser possível que algumas farmácias cadastradas no CRF fiquem irregulares por um período, já que às vezes ficam com um número de farmacêuticos abaixo do permitido, mas acho difícil a existência de farmácias de manipulação ilegais”, afirma.

    Demanda crescente

    Desde 2003 no Ceará, A Fórmula – farmácia de manipulação comercializa medicamentos, cosméticos e conta com um loja em quatro cidades do Estado: Fortaleza, Juazeiro do Norte, Tauá e Crateús. Segundo a auxiliar administrativa da empresa, Jeovanira do Nascimento, o número de clientes cresceu 15% em 2011 e a rede já avalia a possibilidade de abrir novas lojas. “O problema é que a concorrência também cresceu”, afirma.

    Segundo Jeovanira, todos os produtos manipulados precisam de prescrição médica para serem comercializados.

    “Mais em conta”

    “Muita gente não sabe, mas as farmácias de manipulação podem oferecer produtos mais baratos do que as drogarias convencionais“. A afirmação é de Carlos Andrade, farmacêutico responsável e proprietário de uma das farmácias de manipulação mais antigas do Ceará, a Farmaverde, inaugurada em janeiro de 1990, e que até hoje possui apenas uma sede em Fortaleza.

    Segundo uma pesquisa desenvolvida pela Farmaverde, uma substância encontrada em uma drogaria por R$ 30,00 pode sair por até metade do preço em algumas farmácias de manipulação. “Se as pessoas não se prendessem à essa cultura de comprar em estabelecimentos convencionais e passassem a pesquisar um pouco melhor, poderiam evitar muitos gastos”, comenta Carlos Andrade.

    De acordo com o proprietário da Farmaverde, o que pode encarecer um medicamento ou cosmético manipulado é a substância utilizada, que pode ser mais rara, ou a dosagem, que pode ser aumentada e até reduzida a pedido do médico para se adequar às necessidades específicas de cada paciente.

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  • Sem categoria 07.03.2012 No Comments

    Falsificação foi identificada na data de fabricação de um determinado lote do Mabthera, utilizado no tratamento de linfoma

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira, no Diário Oficial da União (DOU), uma resolução que proíbe a distribuição, comércio e uso do lote B6038 do medicamento Mabthera 500mg/500ml (Rituximabe). Esse remédio é utilizado para tratamento de linfomas.

    Segundo o órgão, o motivo da decisão foi falsificação no rótulo. O produto original foi fabricado em 2008, mas na embalagem consta fabricação em 2010. Como informou a Anvisa, a própria empresa fabricante do medicamento, a Roche Produtos Químicos Farmacêuticos, foi quem comunicou a suspeita de falsificação à Agência.

    De acordo com Wilson Bachega, cirurgião oncologista do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, o medicamento é comumente utilizado no tratamento de linfoma. O uso de um remédio falsificado evidentemente prejudica o tratamento de um paciente com câncer, já que a regularidade é essencial nesse processo e qualquer falha nela pode interferir no resultado final.

    A Anvisa recomenda que o paciente exija checar o lote na embalagem do produto quando for fazer uso do medicamento em clínicas e hospitais. Se for B6038 e constar a data de 2008, elas devem acionar a polícia para que os estabelecimentos que comercializaram o remédio sejam procurados.

    Saiba Mais:

    LINFOMA

    É o termo usado para designar os tumores cancerígenos no sistema linfático, formado por vasos finos e gânglios (linfonodos) que atuam na defesa do organismo levando nutrientes e água às células e retirando resíduos e bactérias. Há dois tipos principais de linfoma: a doença de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), esperam-se, neste ano, 5.190 novos casos de linfoma não Hodgkin em homens e 4.450 em mulheres no Brasil. Essa doença matou, em 2009, 3.735 brasileiros, sendo 2.054 homens e 1.681 mulheres. A doença de Hodgkin, por outro lado, foi responsável por 431 mortes no ano de 2006, sendo 233 homens e 198 mulheres

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  • O Conselho Federal de Medicina (CFM) entrou com ação na Justiça Federal do Distrito Federal nesta quinta-feira (13) contra a proibição pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da venda de remédios que atuam na redução do apetite, feitos à base de anfetamina: a anfepramona, o femproporex e o mazindol.

    A entidade pede a suspensão imediata da determinação até o julgamento da ação. A Anvisa informou que só vai se pronunciar sobre o caso depois de notificada da ação pela Justiça.

    Na mesma reunião em que proibiu as anfetaminas, no último dia 4, a Anvisa decidiu manter a comercialização e o registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos para tratar obesidade, mas aumentou o controle sobre a venda e a prescrição desse tipo de medicamento.

    Na ação, a entidade que representa os médicos alerta para o risco de deixar pacientes obesos sem alternativas de tratamento e pede mais rigidez no controle dessas substâncias para garantir que sejam usadas sob supervisão médica.

    “Não é possível deixar parte da população desassistida e limitar a autonomia do paciente. Somos favoráveis ao fortalecimento de mecanismos de controle de comercialização e da adoção de ações educativas em larga escala para disciplinar seu uso”, afirmou o primeiro-secretário do CFM, Desiré Callegari.

    O conselho contestou o relatório de 700 páginas produzido pela Anvisa. Segundo o documento, os benefícios da perda de peso causados pela utilização da anfepramona, do femproporex e do mazindol não superariam os riscos, como problemas cardíacos.

    “A Anvisa quer tutelar uma matéria sem qualquer fundamento técnico, cerceando direitos dos pacientes e autonomia dos médicos de utilização de medicamentos eficazes, conforme histórico de 30 anos. (…) A autonomia do médico, na prescrição de medicamentos, e do paciente, no livre acesso aos mesmos, estará fulminada já que a prescrição médica é prova suficiente para comprovar a necessidade/utilidade do tratamento que se pleiteia”, afirmou a entidade na ação.

    A Anvisa estabeleceu prazo de 60 dias para que os produtos proibidos sejam retirados do mercado. Os estabelecimentos que mantiverem a comercialização poderão ser interditados ou multados em valores que vão desde R$ 2 mil a um R$ 1,5 milhão.

    Fonte: G1

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