• Sem categoria 20.02.2014

    Informação pouco conhecida da maioria das pessoas: o remédio mais consumido no Brasil é um anticoncepcional atrelado à distribuição pelo governo via SUS. A grande surpresa é o segundo lugar: um ansiolítico com uso controlado.

    Quando olhamos o executivo à frente de uma reunião apresentando os resultados da empresa, ou em palestras buscando atrair novos investidores, é comum admirá-lo não apenas pela segurança que transmite, mas também pelo controle da emoção sob tamanha pressão.

    O que pouca gente sabe é que cada vez mais profissionais de todas as áreas e todos os níveis hierárquicos utilizam substâncias químicas para conseguir suportar a pressão e administrar a ansiedade.

    Sob pressão, algumas áreas do cérebro passam a trabalhar mais, gerando enorme ansiedade. O ansiolítico atua exatamente nos mecanismos que conseguem equilibrar este estado de tensão, diminuindo seu funcionamento.

    Para quem ainda não sabe, tudo na vida tem seu preço. Utilizar regularmente substâncias que agem tão fortemente no sistema nervoso sem acompanhamento médico pode causar dependência química e psicológica.

    Na química, acontece algo parecido com o efeito gerado por drogas como álcool e cocaína e seu uso prolongado torna o cérebro dependente das substância para funcionar corretamente. Na psicologia, a pessoa para de tomar o remédio, mas mantém uma caixa sempre no bolso como precaução.

    Diante de tudo isso, vale a pena uma reflexão: qual é o preço do sucesso profissional? Até aonde devemos ir para dizer que chegamos lá? E, afinal, o que é chegar lá?

    A ansiedade é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo (reais ou imaginários). Vivemos constantemente em estado de ansiedade na expectativa de alcançar o sucesso ou o fracasso.

    É claro que escrever e pensar sobre tudo isso é fácil; difícil é conseguir administrar o dia a dia. A ansiedade nasce com as crianças e seu desejo incontrolável de ter um brinquedo e termina com os idosos com a escolha do local onde será enterrado.

    Não se consegue eliminar a ansiedade de uma vez, nem vendendo tudo e comprando uma pousada no Nordeste. Ela mostrará sua cará quando você estiver trabalhando e todos se divertindo.

    A sugestão é equilibrá-la com doses periódicas de ócio, o ato de fazer nada pelo nada! E não precisa nem voar para Miami para fazer isso. Pode ser dentro de casa mesmo. Ficar sem fazer nada com aquela mulher em quem você não presta atenção faz tempo ou até mesmo brincar no chão da casa com os filhos que estão crescendo e que a cada dia se torna mais raro vê-los.

    Períodos de prazer com quem se ama e cria, a médio prazo, é um ansiolítico natural que irá deixá-lo tranquilo na hora de apresentar o resultado da empresa ou de enfrentar aquela reunião terrível com o chefe.

    Posted by Lucio Sergio @ 20:45

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