• Primosiston®
    acetato de noretisterona
    etinilestradiol

    -Informação importante! Leia com atenção!

    Forma farmacêutica:
    Comprimido

    -Apresentação:

    Cartucho contendo 3 blísteres com 10 comprimidos
    Cartucho contendo frasco de vidro com 30 comprimidos

    -Uso Adulto

    Composição:Cada comprimido de Primosiston® contém 2 mg de acetato de noretisterona e 0,01 mg de etinilestradiol.Excipientes: lactose, amido, povidona, talco e estearato de magnésio

    -Informações à paciente:

    Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações contidas na bula, verificar o prazo de validade, bem como o conteúdo e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta que se faça necessária.
    Ação esperada do medicamento: Primosiston é indicado no tratamento de hemorragia uterina disfuncional.
    Converse com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.

    -Cuidados de armazenamento:

    O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.

    -Prazo de validade:

    Ao adquirir o medicamento confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto.
    Nunca use medicamento com prazo de validade vencido.

    -Gravidez e lactação:

    Informe ao seu médico se houver suspeita de gravidez durante ou após o tratamento. O produto é contra-indicado para mulheres grávidas.
    “Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término”.Informar ao médico se está amamentando, pois pequenas quantidades do medicamento podem ser transferidas para o leite e ingeridas pelo bebê durante a amamentação.

    -Cuidados de administração:

    “Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.”
    Os comprimidos devem ser ingeridos, sem mastigar, com pequena quantidade de líquido.

    -Interrupção do tratamento:

    “Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.”

    -Reações adversas:

    “Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.”
    Ocasionalmente podem ocorrer dores de cabeça, desconforto gástrico, náusea e sensação de tensão nas mamas.
    Se você tem angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema.

    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

    Ingestão concomitante com outras substâncias:

    “Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.”
    PrimosistonÒ pode interferir na ação de antidiabéticos orais ou insulina. Medicamentos como PrimosistonÒ também podem interferir na eficácia de outros medicamentos, por exemplo, medicamentos contendo ciclosporina, ou o antiepilético lamotrigina.

    -Contra-indicações:

    Primosiston? é contra-indicado durante a gravidez, em casos de história de herpes durante gravidez anterior e hipersensibilidade aos componentes do medicamento.

    -Precauções:

    Antes de iniciar o tratamento devem ser realizados exames clínico e ginecológico minuciosos (incluindo as mamas e citologia cervical).
    A paciente deve ser cuidadosamente monitorada nos casos de distúrbios graves da função hepática, pele amarelada (icterícia) ou coceira persistente durante gravidez anterior, síndrome de Dubin-Johnson e de Rotor, processos tromboembólicos anteriores ou existentes (por exemplo, derrame, infarto do miocárdio), diabetes grave com alteração vascular e anemia falciforme.  Se você tem angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os seus sintomas. Consulte seu médico imediatamente se você apresentar sintomas de angioedema, tais como: inchaço do rosto, língua e/ou garganta e/ou dificuldade para engolir ou urticária junto com dificuldade para respirar.
    Pacientes diabéticas devem ser mantidas sob cuidadosa supervisão médica. A medicação deve ser suspensa imediatamente se houver queixas de
    aparecimento pela primeira vez de dores de cabeça do tipo enxaqueca, ou dores de cabeça com freqüência e intensidade fora do habitual, perturbações repentinas dos sentidos (por exemplo, da visão, da audição), primeiros sinais e/ou sintomas de tromboflebite ou tromboembolismo (por exemplo, dores ou inchaço não-habituais nas pernas, dores do tipo pontada ao respirar ou tosse sem motivo aparente), sensação de dor e aperto no peito. Também em casos de cirurgias planejadas (6 semanas antes da data prevista) ou imobilização forçada decorrente, por exemplo, de acidentes, a medicação deve ser suspensa. Em caso de aparecimento de pele amarelada (icterícia), hepatite, coceira no corpo todo e aumento significativo da pressão sangüínea, também recomenda -se a interrupção do tratamento.

    NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

    Informações técnicas:

    -Características:

     Farmacodinâmica

    – Hemorragia uterina disfuncional

    A hemorragia uterina disfuncional, que é caracterizada primariamente pela ausência da ovulação, é devida a um distúrbio da função ovariana. Quando ocorre um distúrbio central, o folículo involui, não ocorrendo a formação do corpo lúteo e conseqüentemente a não-produção de progesterona. Sob a influência de estrogênios isolados ocorre a hiperproliferação do endométrio seguida de sangramento contínuo devido à proliferação anormal da mucosa. Esse fenômeno é visto principalmente no início e fim do período da maturidade sexual (sangramento na puberdade e pré-menopausa). Pode resultar em perda sangüínea substancial, ocasionando prejuízos (por exemplo, anemia ferropriva)
    para a saúde da mulher. Devido à sua intensa atividade progestogênica e atividade estrogênica paralela,Primosiston? alivia os distúrbios cíclicos dentro de poucos dias. O endométrio que estava alterado de forma anormal, é quase que completamente transformado e, quando cessa o efeito do medicamento, ocorre descamação e eliminação na forma de sangramento por privação semelhante à menstruação.

    – Antecipação da menstruação

    A administração prematura de Primosiston? suprime a ovulação. A descontinuação da terapia é seguida de sangramento por privação semelhante ao menstrual. O ciclo seguinte é novamente bifásico e sua duração é semelhante a dos ciclos anteriores ao tratamento.

    – Retardamento da menstruação

    Aproximadamente 14 dias após a ovulação ocorre a interrupção da produção de progestógeno e de estrogênio no corpo lúteo, promovendo o sangramento mensal. Primosiston? evita a descamação do endométrio resultante da ausência de estímulo ovariano, fazendo com que o próximo sangramento somente ocorra após a interrupção do tratamento.

    - Farmacocinética

    – acetato de noretisterona
    Após administração oral, o acetato de noretisterona (NETA) é rápida e completamente absorvido. Durante a absorção e no metabolismo de primeira passagem hepática, o acetato de noretisterona é hidrolizado à noretisterona, sua forma ativa, e ácido acético. Os níveis do pico plasmático da noretisterona são atingidos aproximadamente 2 horas após sua administração. A concentração diminui de maneira bifásica, com meias-vidas de 1 a 3 horas e aproximadamente 10 horas. Esses valores permanecem estáveis após repetidas ingestões, por vários meses. As concentrações plasmáticas individuais diferem de paciente para paciente. Este fato deve-se às diferenças na depuração hepática individual
    e na concentração de proteína de ligação específica – globulinas de ligação aos hormônios sexuais (SHBG). Aproximadamente 35% de noretisterona liga-se às SHBG e 61% à albumina. Correspondentemente, a fração livre de noretisterona no plasma é de 3 a 4 %.
    Após a ingestão de um comprimido de PrimosistonÒ, o pico da concentração plasmática de noretisterona atinge aproximadamente 10 ng/ml em 1,5 a 3,0 horas. A transformação da noretisterona em etinilestradiol “in vivo” tem sido descrita há muitos anos, mas não foi determinada quantitativamente. Estudos recentes demonstraram que o acetato de noretisterona é parcialmente metabolizado a etinilestradiol. A partir da administração oral de um miligrama de acetato de noretisterona a humanos é formado o etinilestradiol, em quantidade equivalente
    a uma dose oral de aproximadamente 6 mcg. Uma vez que a estrogenicidade da noretisterona já era conhecida e verificada na
    prática clínica, a recente descoberta das suas características metabólicas não modifica as recomendações de uso existentes.
    Devido aos processos metabólicos durante a primeira passagem hepática, a biodisponibilidade absoluta da noretisterona é de aproximadamente 60%. Entretanto, pode ocorrer variação significativa. Medicamentos indutores das enzimas hepáticas diminuem sua biodisponibilidade. A noretisterona atravessa as barreiras hematoencefálica e placentária.A noretisterona não é excretada na forma inalterada. É eliminada
    predominantemente na forma de metabólitos com anel-A reduzido e metabólitos hidroxilados, assim como seus conjugados (glicuronídeos e sulfatos), formados após sua biotransformação. Uma pequena fração de metabólitos bastante hidrossolúvel é eliminada lentamente do plasma (meia-vida de aproximadamente 42 a 82 horas). Essa fração é acumulada em 3 vezes após administração diária de noretisterona. A excreção dos metabólitos ocorre através da urina e fezes,em uma relação de 6:4, respectivamente. A meia-vida de eliminação renal é de 24 horas.

    – etinilestradiol

    O etinilestradiol é rápida e completamente absorvido, quando administrado por via oral. Após a ingestão de PrimosistonÒ o nível sérico máximo de etinilestradiol é de aproximadamente 20 a 25 pg/ml e pode ser alcançado em 1 a 2 horas. Em seguida, seu nível sérico diminui de maneira bifásica, com meias-vidas de 1 a 2 horas e de aproximadamente 20 horas. Por razões analíticas, esses parâmetros podem ser calculados apenas após a administração de altas doses. Foi determinado que o volume aparente de distribuição e a taxa de depuração sérica do etinilestradiol são de
    aproximadamente 5 l/kg e 5 ml/min/kg, respectivamente. O etinilestradiol apresenta alta ligação à albumina sérica, porém de forma não-específica. Aproximadamente 2% da substância não se apresenta ligada a proteína plasmática.Durante a absorção e metabolismo hepático de primeira passagem, o etinilestradiol é metabolizado, resultando em redução absoluta e variável da biodisponibilidade oral. O etinilestradiol não é excretado na forma inalterada,seus metabólitos são excretados por via urinária e biliar, em uma relação de 4:6,respectivamente. A meia-vida de eliminação é de aproximadamente 24 horas. De acordo com a meia-vida sérica da fase de disposição final e a ingestão diária do etinilestradiol, verificou-se que os níveis séricos alcançam o estado de equilíbrio após 3 a 4 dias da administração e são maiores (30 a 40%), quando
    comparados a uma única dose administrada. A biodisponibilidade absoluta do etinilestradiol está sujeita a considerável variação interindividual. Após administração oral, verificou-se que a biodisponibilidade média pode variar de 40 a 60 % da dose ingerida. A disponibilidade sistêmica do etinilestradiol pode ser influenciada quando o produto é administrado concomitantemente com outras drogas. No entanto, não foi verificada interação entre o etinilestradiol e doses elevadas de vitamina C. Durante o uso contínuo, o etinilestradiol induz a síntese hepática de globulinas
    de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) e globulina de ligação a corticosteróides (CBG). No entanto, a extensão da indução de SHBG depende
    da estrutura química e da dose do progestógeno administrado concomitantemente ao etinilestradiol.

    - Dados de segurança pré-clínicos

    PrimosistonÒ comprimidos contém acetato de noretisterona e etinilestradiol. Uma vez que o acetato de noretisterona é hidrolisado in vivo a noretisterona, dados obtidos de estudos com noretisterona ou outro éster hidrolisável, por exemplo,enantato de noretisterona, foram também utilizados para caracterização toxicológica. Em experimentos com animais sobre a tolerância sistêmica após repetida administração de etinilestradiol e noretisterona ou seus ésteres não foi observado nenhum achado que poderia indicar um risco particular do uso de
    PrimosistonÒ em humanos. A princípio, entretanto, deve-se levar em consideração que esteróides sexuais podem estimular o crescimento de tecidos e tumores dependentes de hormônios. Estudos de efeitos genotóxicos in vitro e in vivo não indicaram um potencial mutagênico dos princípios ativos. Estudos de toxicidade reprodutiva com acetato de noretisterona assim como com enantato de noretindrona levaram a sinais de masculinização em fetos femininos quando administrados em altas doses na fase de desenvolvimento dos órgãos genitais externos. Uma vez que os estudos epidemiológicos mostram que este efeito é relevante para humanos após utilização em altas doses, deve-se considerar que PrimosistonÒ pode promover sinais de virilização em fetos femininos quando administrado durante a fase somática de diferenciação sexual a qual é dependente de hormônio (aproximadamente a partir do dia 45 da gestação). Além deste fato, não houve indicação de efeitos teratogênicos nos estudos pré-clínicos realizados com ésteres de noretisterona ou etinilestradiol.

    -Indicações:

    Hemorragia uterina disfuncional, antecipação e retardamento da menstruação.

    -Contra-indicações:

    Gravidez, antecedentes de herpes gravídico e hipersensibilidade aos componentes do medicamento.

    -Precauções e advertências:

    Antes de iniciar o tratamento, devem ser realizados exames clínico e ginecológico minuciosos (incluindo as mamas e citologia cervical). A
    existência de gravidez deve ser excluída. Deve-se avaliar a relação risco-benefício, e a paciente deve ser monitorada cuidadosamente, nos seguintes casos: distúrbios graves da função hepática, icterícia ou prurido persistente durante uma gravidez anterior,síndrome de Dubin-Johnson e de Rotor, diagnóstico ou história de processos tromboembólicos (por exemplo, acidente vascular cerebral,infarto do miocárdio), diabetes grave com alteração vascular, anemia falciforme. Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema. Pacientes diabéticas devem ser mantidas sob cuidadosa supervisão médica. A medicação deve ser suspensa imediatamente se houver queixas de aparecimento pela primeira vez de cefaléia do tipo enxaqueca ou cefaléias com freqüência e intensidade fora do habitual, perturbações repentinas dos sentidos (por exemplo, distúrbios da visão ou audição); primeiros sinais e/ou sintomas de tromboflebites ou tromboembolismo (por exemplo,dores ou edema não-habituais nas pernas, dores do tipo pontada ao respirar ou tosse sem motivo aparente); sensação de dor e constrição do tórax. Também em casos de cirurgias planejadas (6 semanas antes da data prevista) ou imobilização forçada decorrente, por exemplo de acidentes, a medicação deve ser suspensa. Em caso de aparecimento de icterícia, hepatite, prurido generalizado e acentuada elevação da pressão arterial, também se recomenda a interrupção do tratamento.Deve-se considerar uma possível causa orgânica se o sangramento uterino persistir apesar do uso de PrimosistonÒ no tratamento de hemorragias disfuncionais.

    - Gravidez e lactação

    O uso de PrimosistonÒ está contra-indicado durante a gravidez. Pode ocorrer excreção com o leite materno de até 0,1% da dose diária materna
    de noretisterona e 0,02% de etinilestradiol.

    -Interações medicamentosas:

    A necessidade de hipoglicemiantes orais ou insulina pode ser alterada. Medicamentos hormonais combinados, como PrimosistonÒ, podem afetar o metabolismo de alguns outros fármacos. Conseqüentemente, as concentrações plasmática e tecidual podem aumentar(por exemplo,ciclosporina) ou diminuir (por exemplo, lamotrigina).

    -Reações adversas:

    Em raros casos podem ocorrer cefaléias, indisposição gástrica, náusea e sensação de tensão mamária. Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema.

    -Posologia:

     Hemorragia uterina disfuncional
    A administração de 1 comprimido, 3 vezes ao dia, durante 10 dias cessa a hemorragia uterina em 1 a 4 dias, quando esta não está associada à lesão
    orgânica. Em casos individuais, a hemorragia diminui logo nos primeiros dias do início do tratamento e pode estender-se por 5 a 7 dias até parar completamente. A administração de PrimosistonÒ deve ser mantida de forma regular, mesmo após a hemorragia ter cessado, até o final do período de tratamento (10 dias). Aproximadamente 1 a 4 dias após suspensão da medicação ocorrerá sangramento por privação que, em intensidade e duração, corresponde à menstruação normal.

    – Sangramento leve durante o período de ingestão de Primosiston

    Ocasionalmente pode ocorrer um sangramento leve após a cessação inicial do sangramento. Nesses casos, a ingestão de PrimosistonÒ não deve ser interrompida.

    – Persistência da hemorragia, sangramento intenso de escape

    Se a hemorragia não cessar, apesar da ingestão regular de PrimosistonÒ, deve-se considerar uma causa orgânica. A paciente deve ser orientada a procurar imediatamente seu médico, pois na maioria das vezes novas medidas são necessárias. Isso também é aplicado aos casos nos quais, após a parada inicial da hemorragia, voltam a ocorrer sangramentos intensos durante o período de ingestão de PrimosistonÒ.

    – Profilaxia das recidivas

    Para evitar as recidivas da hemorragia disfuncional, é recomendado administrar PrimosistonÒ profilaticamente durante os próximos 3 ciclos, isto é, 1 comprimido,2 vezes ao dia, do 19º ao 26º dia do ciclo, considerando o primeiro dia do último sangramento como o primeiro dia do ciclo. O sangramento por privação ocorrerá alguns dias após a ingestão do último comprimido de PrimosistonÒ. Para avaliar a necessidade dessa medida, deve-se considerar a variação da temperatura corporal basal, a qual deve ser medida diariamente.  Antecipação e retardamento da menstruação
    Quando requerido por circunstâncias especiais, a menstruação pode ser retardada ou antecipada com o uso de PrimosistonÒ. No entanto, a antecipação é sempre preferencial, considerando-se que a possibilidade de ocorrência de gravidez é virtualmente excluída pela inibição da ovulação. Por outro lado, para o retardamento da menstruação, pode ser problemática a necessária exclusão de possibilidade de gestação no período de ingestão do medicamento.

    – Antecipação da menstruação

    A ingestão de 1 comprimido, 3 vezes ao dia, durante, no mínimo, 8 dias, a partir do 5º dia do ciclo (considerando o primeiro dia da menstruação como primeiro dia do ciclo), antecipará a menstruação para 2 a 3 dias após a suspensão da medicação.

    – Retardamento da menstruação

    Uma vez que o retardamento da menstruação requer que o uso de PrimosistonÒ seja feito em um período no qual não se pode excluir a gestação utilizando-se os métodos diagnósticos atualmente disponíveis, esse procedimento deve ser restrito àqueles casos nos quais não existe qualquer possibilidade de ocorrência de gravidez no ciclo em questão. A ingestão de 1 comprimido, 3 vezes ao dia, durante no máximo 10 a 14 dias,
    iniciando-se 3 dias antes da menstruação esperada, retardará a menstruação para 2 a 3 dias após a suspensão da medicação.

    -Superdose:

    Estudos de toxicidade aguda realizados com os componentes individuais ou em combinação indicam que o produto apresenta baixa toxicidade, mesmo após ingestão acidental de um múltiplo da dose requerida para terapia. Nesse caso,podem ocorrer os seguintes sintomas: náusea, vômito e, em jovens do sexo feminino, sangramento vaginal leve. Não há antídotos e o tratamento deve ser sintomático.
    Venda sob prescrição médica
    Lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.
    VE0107-0306

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  • Ergotrate®
    maleato de ergometrina

    Identificação do Produto :

    • Forma farmacêutica e apresentações:
    Solução injetável 0,2 mg/ml. Caixa com 100 ampolas de 1 ml.• Uso adulto. • Uso restrito a hospitais

    Composição:

    Solução Injetável
    Cada ampola de 1 ml contém:
    maleato de ergometrina ………………………… 0,2 mg
    Veículo: fenol, lactato de etila, ácido lático, água para injeção.

    Informações ao Paciente :

    • Ergotrate® é um medicamento à base de maleato de ergometrina, que produz uma contração tetânica (espasmo muscular) firme do útero dentro de poucos minutos, agindo na prevenção e tratamento da hemorragia pós-parto e pós-aborto.
    • Mantenha Ergotrate® injetável sob refrigeração em geladeira (temperatura entre 2º e 8ºC) e protegido da luz. Entretanto, Ergotrate® pode ser guardado na sala de parto à temperatura ambiente, lembrando que não é recomendado manter o produto em temperatura ambiente por mais de 60 dias.
    • Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação. Não utilize medicamentos com a validade vencida.
    • Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento com Ergotrate® ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.
    Esse medicamento não pode ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
    • Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento com Ergotrate®.
    • O medicamento pode ser administrado por via intramuscular e, em emergências,por via endovenosa.
    • Não interrompa o tratamento com Ergotrate® sem o conhecimento do seu médico. A doença e/ou seus sintomas poderão retornar.
    • Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como: náuseas,vômito, alergia, elevação da pressão arterial. Se ocorrerem sintomas como sensação de intranqüilidade, agitação, vermelhidão na face, palpitações, coceira, pulsação no ouvido, tosse, espirro, dificuldade de respirar, entre 1 e 15 minutos da administração do medicamento, é necessário procurar auxílio médico com urgência.
    • Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
    • Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento com Ergotrate®.
    • Contra-indicações: o produto não deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Ergotrate® é contra-indicado para a indução do trabalho de parto e em casos de ameaça de aborto espontâneo.

    Precauções:

    Deve ser usado com cautela em caso de hipertensão arterial, doença cardíaca, shunt veno-arterial, estenose da válvula mitral, doença vascular obstrutiva,septicemia ou insuficiência hepática ou renal.
    • Não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a saúde.

    Informações Técnicas :

    • Características: A ergometrina é a didroxi-isopropilamida do ácido lisérgico. É razoavelmente solúvel em água, sendo os seus sais muito solúveis. É obtida do esporão de centeio, tendo sido demonstrado que possui toda a atividade ocitócica
    desejável do próprio esporão de centeio.
    Ergotrate® (maleato de ergometrina) produz, dentro de 6 a 15 minutos, uma contração tetânica firme no útero após o parto. Após a contração tetânica inicial,sobrevem uma sucessão de pequenos relaxamentos e contrações. A duração do relaxamento aumenta gradativamente por um período de cerca de uma hora a uma hora e meia; porém, as contrações rítmicas vigorosas continuam por um período de
    três horas ou mais após a injeção. A contração inicial prolongada é necessária para controlar a hemorragia uterina.

    • Indicações:

    Ergotrate® é indicado na prevenção e tratamento da hemorragia pós-parto e pós-aborto, devido a atonia uterina.

    • Contra-indicações:

    O maleato de ergometrina é contra-indicado para indução do trabalho de parto e em casos de ameaça de aborto espontâneo.
    Não deve ser administrado àquelas pacientes que já tenham demonstrado alergia ou idiossincrasia ao medicamento.

    Precauções e Advertências:

    Gerais – Todas as drogas ocitócicas são potencialmente perigosas. Mães e filhos foram afetados até letalmente devido ao
    uso inapropriado dessas drogas.
    A hiperestimulação do útero durante o trabalho de parto pode levar à tetania uterina com acentuado distúrbio do fluxo sangüíneo útero-placentário, ruptura uterina,lacerações cervical e perineal, embolia do líquido amniótico e trauma da criança (hipoxia, hemorragia intracraniana). Devido a esses riscos, resultantes de altas doses, as drogas ocitócicas devem ser administradas sob condições de meticulosa observação. Em virtude de produzir uma alta tonicidade uterina, o maleato de ergometrina não é recomendado para uso rotineiro antes da expulsão da placenta, a menos que o obstetra seja versado na técnica descrita por Davis e outros, e disponha de instalações adequadas e pessoal treinado.
    Deve-se evitar o uso prolongado do maleato de ergometrina, bem como de todos os preparados do esporão de centeio. Se aparecerem sintomas de ergotismo, deve-se descontinuar o uso de maleato de ergometrina.
    Ergotrate® deve ser usado cautelosamente em pacientes com hipertensão arterial,doença cardíaca, shunt veno-atrial, estenose da válvula mitral, doença vascular obstrutiva, septicemia ou insuficiência hepática ou renal.
    As características e a quantidade de sangramento vaginal devem ser observadas. A hipocalcemia pode prejudicar a resposta à droga. Se a paciente não estiver tomando digitálicos, a administração cautelosa de gluconato de cálcio, por via endovenosa,pode produzir a ação ocitócica desejada.

    Gravidez :

    A ergometrina é contra-indicada durante a gravidez. Contrações tetânicas podem resultar em diminuição do fluxo sanguíneo uterino e sofrimento fetal. Esse medicamento não pode ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

    Lactação :

    Não foram relatados problemas em humanos. Entretanto, alcalóides do esporão de centeio são excretados no leite materno. Embora a inibição da lactação não tenha sido relatada para a ergometrina, outros alcalóides do esporão de centeio inibem a lactação. Estudos também têm demonstrado que a ergometrina interfere na secreção de prolactina (em menor grau que a bromocriptina) imediatamente após o
    parto. O uso prolongado pode resultar em diminuição ou retardo da lactação.

    Pediatria :

    O produto é de uso exclusivo em adultos, não sendo recomendado o uso em pediatria. A eliminação de ergometrina pode ser prolongada em recém nascidos. O uso indevido do medicamento na mãe, em dose ou duração excessiva,pode resultar em reações adversas graves ao recém-nascido.

    Geriatria (idosos) :

    Não há informações disponíveis sobre os efeitos da ergometrina em pacientes idosos.

    Insuficiência renal/hepática :

    Deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência hepática ou renal.

    Interações Medicamentosas:

    Halotano – A vasoconstrição periférica pode ser potencializada pelo uso concomitante de anestésicos gerais. O uso concomitante de halotano em
    concentrações maiores que 1% pode interferir nas ações ocitócicas da ergometrina,diminuindo seu efeito e resultando em hemorragia uterina grave. Bromocriptina – A incidência de casos raros de hipertensão, AVC (acidente vascular cerebral), convulsão e infarto do miocárdio associada ao uso de bromocriptina no pós-parto pode ser aumentada com o uso concomitante de alcalóides do esporão de centeio.
    Nitratos ou outros agentes antianginosos – Os alcalóides do esporão de centeio podem induzir o vasoespasmo coronariano, diminuindo a eficácia dos nitratos e outros agentes antianginosos.

    Interferência em Exames Laboratoriais:

    A pressão arterial, pulso e a resposta uterina devem ser monitorados. Mudanças repentinas nos sinais vitais ou períodos freqüentes de relaxamento uterino devem ser anotados.

    Reações Adversas:

    Podem ocorrer náuseas e vômitos, porém são incomuns. Foram relatados fenômenos alérgicos, incluindo choque anafilático.
    Também foi relatado ergotismo (vasoconstrição severa levando a necrose).
    Elevações da pressão arterial, algumas vezes extremas, podem aparecer numa pequena percentagem de pacientes, mais freqüentemente em associação com anestesia regional (caudal ou raquidiana), com administração prévia de um vasoconstritor e com a utilização da via endovenosa para a administração do ocitócico. O mecanismo de tal hipertensão é obscuro, já que pode ocorrer na ausência de anestesia, vasoconstritores e ocitócicos. Essas elevações não são mais freqüentes com o maleato de ergometrina do que com outros ocitócicos.
    Geralmente desaparecem prontamente após injeção endovenosa de 15 mg de clorpromazina. O uso do maleato de ergometrina após o parto tem sido associado com raros casos de infarto do miocárdio.

    Posologia:

    Ergotrate® (maleato de ergometrina) é usado rotineiramente na prática obstétrica,pela via intramuscular. Por essa via, Ergotrate® produz uma firme contração no útero, dentro de alguns minutos. A administração endovenosa de Ergotrate® produz uma resposta mais rápida: todavia, devido à incidência mais alta de náuseas e outras reações adversas, recomenda-se que via endovenosa seja restrita à emergências, tal como hemorragia uterina excessiva.
    A dose usual intramuscular (ou endovenosa de emergência) é uma ampola de Ergotrate® 0,2 mg. No caso de hemorragia grave uterina, poderá ser necessária a repetição da dose; porém, raramente acima de uma ampola a cada duas ou quatro horas.
    Em algumas pacientes com deficiência de cálcio, o útero poderá deixar de responder ao maleato de ergometrina. Em tais casos, pode-se obter pronta resposta terapêutica pela cautelosa injeção de um sal de cálcio. O cálcio não deve ser administrado por via endovenosa a pacientes submetidas a tratamento digitálico.
    Ergotrate® também apresenta-se sob a forma de comprimidos para administração oral.

    Cuidados de armazenamento:

    Ergotrate® injetável deve ser mantido em geladeira (temperatura entre 2º e 8ºC) e protegido da luz, entretanto, pode ser guardado na
    sala de parto à temperatura ambiente, lembrando que não é recomendado manter o produto em temperatura ambiente por mais de 60 dias.

    Superdosagem:

    Sintomas: Os sintomas podem ter início minutos após a superdosagem com os derivados do esporão de centeio e podem incluir náusea, vômito, dor de cabeça,diarréia e cólica uterina em mulheres.
    Houve relato de um recém-nascido ter apresentado depressão respiratória, cianose e convulsões. A intensa vasoconstrição com ergotamina e outros derivados do esporão de centeio é muito menos freqüente com a ergometrina. Dor intensa no peito, isquemia cardíaca, infarto do miocárdio e morte podem ocorrer em pacientes com doença arterial coronariana.
    A toxicidade pode ocorrer com doses de 3 mg ou mais. Foi relatada morte de uma criança de 14 meses após uma dose de 12 mg. A dose de 25 mg administrada por vários dias foi fatal em um caso. A toxicidade e as concentrações séricas não se correlacionam bem. Não há informação disponível sobre a DL50.

    Tratamento:

    Para tratar a superdosagem, considerar a possibilidade de superdosagens de múltiplas drogas, interação entre drogas e cinética inusitada da
    droga no paciente.
    Pacientes com superdosagem de derivados do esporão de centeio devem ser monitorados cuidadosamente. Deve ser estabelecida uma passagem segura de ar ao pulmões, e o eletrocardiograma monitorado a fim de determinar isquemia e ritmo cardíaco. A isquemia cardíaca pode ser tratada com nitroglicerina. Convulsões podem responder ao diazepam ou fenitoína. Se a vasoconstrição periférica for um problema, nitroprusseto de sódio ou fentolamina podem ser úteis. Proteger a passagem de ar para o paciente e garantir ventilação e perfusão.
    Monitorar meticulosamente e manter dentro dos limites aceitáveis os sinais vitais do paciente, os gases sanguíneos, eletrólitos séricos, etc. Se a ergometrina foi ingerida recentemente e não houve vômito, a absorção gastrintestinal pode ser diminuída administrando carvão ativado, que em muitas vezes é mais eficaz que êmese ou lavagem gástrica; considerar o carvão ativado ao invés de ou em adição ao esvaziamento gástrico. Doses repetidas de carvão ativado podem acelerar a eliminação de algumas drogas que foram absorvidas. Proteger a passagem de ar ao
    paciente quando empregar o esvaziamento gástrico ou carvão ativado.
    Diurese forçada, diálise peritoneal, hemodiálise ou hemoperfusão com carvão ativado não foram estabelecidos como métodos benéficos para casos de superdosagem com ergometrina.

    Pacientes Idosos :

    Veja o item “geriatria” em “Precauções e Advertências”.
    Venda sob prescrição médica
    Registro MS – 1.0974.0169
    Farm. Resp.: Dr. Dante Alario Junior – CRF-SP nº 5143
    Número do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho/rótulo.
    BIOLAB SANUS Farmacêutica Ltda.
    Av. Paulo Ayres, 280 – Taboão da Serra – SP
    CEP 06767-220 SAC 0800 724 6522
    CNPJ 49.475.833/0001-06
    Indústria Brasileira

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