• Bula do medicamento Quadriderm. Classe terapêutica dos Antibióticos Tópicos. Princípios ativos Clioquinol, Sulfato de Gentamicina, Tolnaftato e Valerato de Betametasona. Uso adulto e pediátrico.

    FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES

    QUADRIDERM é indicado para uso dermatológico.
    QUADRIDERM Creme apresenta-se em bisnagas de 20g.
    QUADRIDERM Pomada apresenta-se em bisnagas de 20g.

    USO ADULTO E PEDIÁTRICO

    Cada grama de QUADRIDERM Creme contém 0,5 mg de betametasona (sob a forma de valerato), 1 mg de gentamicina (sob a forma de sulfato), 10 mg de tolnaftato e 10 mg de clioquinol. Componentes inativos: clorocresol, éter cetílico de polioxietileno, álcool cetoestearílico, petrolato branco, petrolato líquido, fosfato de sódio monobásico e água.

    Cada grama de QUADRIDERM Pomada contém 0,5 mg de betametasona (sob a forma de valerato), 1 mg de gentamicina(sob a forma de sulfato), 10 mg de tolnaftato e 10 mg de clioquinol. Componentes inativos: éter cetílico de polioxietileno, petrolato branco, petrolato líquido e lanolina

    INFORMAÇÕES AO PACIENTE

    COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

    QUADRIDERM possui quatro agentes com funções diferentes, proporcionando ação antiinflamatória, bactericida (mata as bactérias) e fungicida (mata os fungos).

    POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

    QUADRIDERM é indicado para o alívio das manifestações inflamatórias das dermatoses (doenças da pele) responsivas aos corticosteróides, quando complicadas por infecção secundária causada por microorganismos sensíveis aos componentes de sua formulação ou quando há suspeita da possibilidade de tal infecção.

    Essas dermatoses incluem: dermatose inguinal (doença da pele na região próxima a virilha), dermatite crônica das extremidades (doenças de pele crônicas das extremidades), eritrasma (doença da pele que aparece principalmente na face interna das coxas, virilhas e axilas), balanopostite (inflamação do prepúcio), herpes zoster (infecção da pele causada pelo vírus da catapora), dermatite eczematóide, dermatite de contato (alergia com produtos com os quais a pele tem contato), dermatite folicular (alergia no local onde nascem os pêlos), disidrose (pequenas bolhas nas palmas das mãos e plantas dos pés), paroníquia (infecção ao redor das unhas causadas por um tipo de fungo Candida), prurido anal (coceira na região do ânus), eczema seborréico, intertrigo (irritação com ou sem infecção em áreas de atrito), dermatite seborréica (inflamação da pele em regiões com muitas glândulas sebáceas), acne pustulosa, impetigo (doença infecciosa), neurodermatite (doença de pele derivada de causas emocionais), estomatite
    angular (inflamação nos cantos da boca), dermatite por fotossensibilidade (alergia por sensibilidade à luz do sol), dermatofitose inguinal liquenificada e infecções fúngicas por tinea, como Tinea pedis (micose do pé), Tinea cruris (micose na região da virilha) e Tinea corporis (micose em outras áreas do corpo).


    QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

    Contra-indicações

    Não utilize QUADRIDERM se você já teve qualquer alergia ou alguma reação incomum a qualquer um dos componentes da fórmula do produto.

    Advertências

    Qualquer um dos efeitos adversos decorrentes do uso sistêmico de corticosteróides, incluindo supressão adrenal, pode também ocorrer com o uso de corticosteróides tópicos, principalmente em crianças e recém-nascidos.
    Manchas leves nas roupas podem ocorrer devido ao clioquinol.
    QUADRIDERM não é apropriado para uso oftálmico (nos olhos).
    A absorção sistêmica da gentamicina aplicada topicamente pode ser aumentada se áreas corporais extensas estiverem sendo tratadas, especialmente durante períodos de tempo prolongados ou na resença de ruptura cutânea. Nestes casos, poderão ocorrer efeitos indesejáveis característicos do uso sistêmico de gentamicina. Portanto, recomendam-se cuidados especiais quando o produto for usado nessas condições, principalmente em lactentes e crianças.

    Uso Durante a Gravidez e Amamentação

    Uma vez que a segurança do uso de corticosteróides tópicos em mulheres grávidas ainda não foi estabelecida, QUADRIDERM poderá ser usado durante a gravidez apenas se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto. QUADRIDERM não deve ser usado em pacientes grávidas em grandes quantidades ou por períodos prolongados. Considerando que é desconhecido se a administração tópica (na pele) de corticosteróides pode resultar em absorção sistêmica (no sangue) suficiente para produzir quantidades detectáveis no leite materno, seu médico deverá decidir
    entre a interrupção da amamentação ou a descontinuação de QUADRIDERM, levando-se em conta a importância do medicamento para a mãe.

    Uso em crianças

    Crianças e adolescentes que estiverem usando Quadriderm devem receber rigoroso acompanhamento médico, uma vez que este medicamento é absorvido pela pele e poderá afetar o crescimento destes pacientes.
    Os seguintes eventos foram relatados em crianças recebendo corticosteróides tópicos (aplicados na pele): supressão do eixo hipotálamohipófise-supra-renal (com maior facilidade que os adultos); quadros clínicos resultantes do excesso de corticosteróides (síndrome de Cushing); retardo do crescimento; demora no ganho de peso e hipertensão intracraniana (aumento da pressão dentro do crânio). As manifestações de hipertensão intracraniana incluem fontanela (moleira) tensa, cefaléia (dor de cabeça) e papiledema bilateral (inchaço observado no exame de fundo de olho).

    Precauções

    A absorção sistêmica de QUADRIDERM será maior se uma grande área do corpo for tratada ou se for feito um curativo sobre a aplicação do produto (técnica oclusiva). Nessas condições ou quando se fizer uso prolongado do medicamento, principalmente em crianças e lactentes, deverão ser tomadas precauções adequadas.
    O uso de antibióticos tópicos (na pele) por muito tempo pode, ocasionalmente, resultar em crescimento de organismos resistentes. Se isto ocorrer ou se aparecer irritação, sensibilização ou superinfecção, o tratamento com QUADRIDERM deverá ser interrompido e você deverá procurar o seu médico para que ele possa indicar uma terapia apropriada.

    Interações medicamentosas
    Não foram relatadas interações medicamentosas clinicamente relevantes. Converse com seu médico sobre outros medicamentos que esteja tomando ou pretende tomar, pois poderá interferir na ação de QUADRIDERM.

    Alterações em exames laboratoriais
    A absorção sistêmica do clioquinol pode interferir nos testes de função tireoidiana. O teste de cloreto férrico para a fenilcetonúria poderá revelar resultado falsamente positivo se o clioquinol estiver presente na urina.

    Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
    Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
    Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
    Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
    Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

    COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

    Aspecto físico

    Verifique se o medicamento que você adquiriu possui as seguintes características:
    QUADRIDERM Creme possui coloração quase branca, é uniforme e macio.
    QUADRIDERM Pomada possui coloração branca, é opaca e macia.
    Características organolépticas

    QUADRIDERM não apresenta característica organoléptica específica.

    Dosagem

    Você deve aplicar uma fina camada de QUADRIDERM de modo a cobrir toda a área afetada, 2 a 3 vezes por dia, de acordo com a orientação do seu médico.

    A quantidade de aplicações e a duração do tratamento são baseadas na gravidade da doença e devem ser estabelecidas pelo seu médico.
    Em casos micose nos pés (Tinea pedis) poderá ser necessário um tratamento mais prolongado (2 a 4 semanas).

    Como usar

    Antes do uso, bata levemente a bisnaga em superfície plana com a tampa virada para cima, para que o conteúdo do produto esteja na parte inferior da bisnaga e não ocorra desperdício ao se retirar a tampa.
    Deve-se aplicar uma fina camada de QUADRIDERM de modo a cobrir toda a área afetada, de acordo com as instruções do item DOSAGEM.
    Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
    Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
    Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

    QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

    Junto com os efeitos necessários para seu tratamento, os medicamentos podem causar efeitos não desejados. Apesar de nem todos estes efeitos colaterais ocorrerem, você deve procurar atendimento médico caso algum deles ocorra.
    Podem ocorrer algumas reações no local da aplicação, principalmente quando forem feitos curativos sobre ela. Algumas dessas reações são: queimação, coceira, irritação, ressecamento, foliculite (inflamação nos locais onde nascem os pêlos), hipertricose (aumento dos pêlos), erupções acneiformes (lesões tipo espinhas), hipopigmentação (manchas mais claras que a pele), dermatite perioral (inflamação da pele ao redor da boca), dermatite de contato alérgica (alergia a produtos com os quais a pele tem contato), maceração da pele, infecção secundária, atrofia da pele (pele mais fina e frágil), estrias e miliária (brotoejas).
    Outras reações que podem ocorrer são : erupções, irritação e aumento da sensibilidade da pele.

    O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

    O uso excessivo ou prolongado de corticosteróides tópicos (na pele) poderá suprimir a função das glândulas hipófise-adrenal, resultando em insuficiência adrenal secundária (falta de hormônios corticosteróides produzidos pela glândula supra renal devido ao bloqueio da função da glândula hipófise), e produzir manisfestações de hipercorticismo, incluindo síndrome de Cushing. Os principais sintomas da insuficiência adrenal secundária são desânimo, pressão baixa e diminuição da glicose no sangue.

    Além disso, o uso excessivo e prolongado de antibióticos tópicos (na pele) poderá resultar em proliferação de microorganismos resistentes nas lesões. Caso isto ocorra, interrompa o uso de QUADRIDERM e procure seu médico para que ele possa indicar uma terapia apropriada.

    Tratamento

    Se ocorrer superdose, procure seu médico para o tratamento apropriado dos sintomas.
    Em caso de toxicidade crônica, aconselha-se a retirada gradual do corticosteróide.

    ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

    QUADRIDERM deve ser guardado em sua embalagem original em local com temperatura entre 2ºC e 30ºC, protegido da luz.
    O prazo de validade de QUADRIDERM encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto.

    Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

    INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

    CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

    QUADRIDERM combina o fármaco antiinflamatório, antipruriginoso e vasoconstritor (valerato de betametasona), o antibiótico de largo espectro (gentamicina), o fungicida (tolnaftato) e o agente antifúngico e antibacteriano (clioquinol). Valerato de betametasona (0,05%) é um corticóide de ação antiinflamatória tópica, mais eficaz do que betametasona na forma de fosfato. Esse corticóide tem um poder de penetração cutânea bem maior que os demais corticóides. Sulfato de gentamicina (0,1%) é um antibiótico de longo espectro, que é usado em dermatologia por não produzir sensibilização. Esse antibiótico tem um espectro de ação contra a maioria dos germes Gram positivos e Gram negativos que afetam a superfície cutânea. Tolnaftato (1,0%) é um antimicótico fungicida de amplo espectro, não sendo
    derivado de nenhum dos antimicóticos conhecidos até então. Iodoclorohidroxiquina (1,0%) é ativa contra as candidíases não incluídas no espectro do tolnaftato.

    RESULTADOS DE EFICÁCIA

    Estudos clínicos têm demonstrado a eficácia do valerato de betametasona no tratamento das dermatoses responsivas a corticosteróides. Estudos clínicos têm mostrado um excelente efeito fungicida do tolnaftato em um grande número de pacientes com infecções fúngicas superficiais. Testes de sensibilidade da pele não mostraram nenhum sinal de irritação local nos períodos de 24 e 48 h após aplicação do medicamento. Clioquinol é efetivo na terapia tópica para infecções por bactérias e/ou fungos. Foi efetuado um ensaio terapêutico em 100 pacientes com dermatoses inflamatórias, nos quais existia uma associação de agentes bacterianos e/ou micóticos. Em 92% dos pacientes, os resultados foram excelentes ou bons; não se evidenciou ação irritante primária nem sensibilização em geral, e o produto revelou uma grande aceitabilidade cosmética.

    INDICAÇÕES

    QUADRIDERM é indicado para o alívio das manifestações inflamatórias das dermatoses responsivas aos corticosteróides, quando complicadas por infecção secundária causada por microorganismos sensíveis aos componentes de sua formulação ou quando há suspeita da possibilidade de tal infecção.
    Essas dermatoses incluem: dermatose inguinal, dermatite crônica das extremidades, eritrasma, balanopostite, herpes zoster, dermatite eczematóide, dermatite de contato, dermatite folicular, disidrose, paroníquia (por Candida), prurido anal, eczema seborréico, intertrigo, dermatite seborréica, acne pustulosa, impetigo, neurodermatite, estomatite angular, dermatite por fotossensibilidade, dermatofitose inguinal liquenificada e infecções fúngicas por tinea, como tinea pedis, tinea cruris e tinea corporis.

    CONTRA-INDICAÇÕES

    QUADRIDERM é contra-indicado para pacientes com histórico de reações de hipersensibilidade a qualquer um de seus componentes.

    MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
    Seguir as instruções do item POSOLOGIA.

    POSOLOGIA

    Antes do uso, bata levemente a bisnaga em superfície plana com a tampa virada para cima, para que o conteúdo do produto esteja na parte inferior da bisnaga e não ocorra desperdício ao se retirar a tampa.
    Uma fina camada de QUADRIDERM deverá ser aplicada de modo a cobrir toda a área afetada, 2 a 3 vezes por dia. A freqüência da aplicação deverá ser baseada na gravidade da afecção.
    A duração do tratamento será determinada pela resposta do paciente.
    Em casos de Tinea pedis, pode ser necessário um tratamento mais prolongado (2 a 4 semanas).
    No caso de esquecimento de alguma dose, oriente seu paciente a aplicar a medicação assim que possível e a manter o mesmo horário da aplicação até o término do tratamento.

    ADVERTÊNCIAS

    Qualquer um dos efeitos adversos relatados após o uso sistêmico de corticosteróides, incluindo supressão adrenal, pode também ocorrer com o uso de corticosteróides tópicos, principalmente em crianças e recém-nascidos.
    A absorção de corticosteróides tópicos será maior se superfícies extensas do corpo forem tratadas ou se a técnica oclusiva for empregada. Nessas condições ou quando se fizer uso prolongado do medicamento, principalmente em crianças e lactentes, deverão ser tomadas precauções adequadas.
    A absorção sistêmica da gentamicina aplicada topicamente pode ser aumentada se áreas corporais extensas estiverem sendo tratadas, especialmente durante períodos de tempo prolongados ou na presença de ruptura cutânea. Nestes casos, poderão ocorrer efeitos indesejáveis característicos do uso sistêmico de gentamicina. Portanto, recomendam-se cuidados especiais quando o produto for usado nessas condições, principalmente em lactentes e crianças. O uso prolongado de antibióticos tópicos pode, ocasionalmente, resultar em crescimento de organismos não-suscetíveis. Se isso ocorrer ou se irritação,
    sensibilização ou superinfecção se fizerem presentes, o tratamento com QUADRIDERM deverá ser descontinuado e instituída terapia apropriada. Manchas leves nas roupas podem ocorrer devido ao clioquinol.
    QUADRIDERM Creme ou Pomada não é apropriado para uso oftálmico.

    USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

    Uso Durante a Gravidez e Lactação

    Uma vez que a segurança do uso de corticosteróides tópicos em mulheres grávidas ainda não foi estabelecida, medicamentos dessa classe poderão ser usados durante a gravidez apenas se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto. Esses medicamentos não devem ser usados em pacientes grávidas em grandes quantidades ou por períodos prolongados.

    Considerando que é desconhecido se a administração tópica de corticosteróides pode resultar em absorção sistêmica suficiente para produzir quantidades detectáveis no leite materno, deve-se decidir entre a interrupção da amamentação ou a descontinuação de QUADRIDERM, levando-se em conta a importância do medicamento para a mãe.

    Categoria C para gravidez segundo FDA.
    Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

    Uso Pediátrico
    Os pacientes pediátricos podem apresentar maior suscetibilidade que os adultos à supressão da função hipófise-supra-renal, induzida pelos corticosteróides tópicos e aos efeitos de corticosteróides exógenos, em função da maior absorção devida à grande proporção da área de superfície da pele/peso corporal. Foram relatados em crianças recebendo corticosteróides tópicos: supressão do
    eixo hipotálamo-hipófise-supra-renal, síndrome de Cushing, retardo do crescimento, demora no ganho de peso e hipertensão intracraniana. As manifestações da supressão adrenal em crianças incluem baixos níveis de cortisol plasmático e ausência de resposta à estimulação com ACTH. As manifestações de hipertensão intracraniana incluem fontanela tensa, cefaléia e papiledema bilateral.

    INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

    Não foram relatadas interações medicamentosas clinicamente relevantes.
    Interação fármaco/teste laboratorial
    A absorção sistêmica do clioquinol pode interferir nos testes de função tireoidiana.
    O teste de cloreto férrico para a fenilcetonúria poderá revelar resultado falsamente positivo se o clioquinol estiver presente na urina.

    REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

    Reações adversas locais relatadas com o uso de corticosteróides tópicos, especialmente sob curativos oclusivos, incluem: ardor, prurido, irritação, ressecamento, foliculite, hipertricose, erupções acneiformes, hipopigmentação, dermatite perioral, dermatite de contato alérgica, maceração da pele, infecção secundária, atrofia da pele, estrias e miliária.
    Erupções da pele, irritação e hipersensibilidade foram relatadas com o uso tópico do sulfato de gentamicina, clioquinol e, raramente, do tolnaftato.

    SUPERDOSE

    O uso excessivo ou prolongado de corticosteróides tópicos poderá suprimir a função hipófiseadrenal, resultando em insuficiência adrenal secundária e produzir manifestações de hipercorticismo, incluindo síndrome de Cushing.
    Não se espera que uma única superdose de gentamicina produza sintomas.
    O uso excessivo ou prolongado de antibióticos tópicos poderá resultar em aumento de lesões por microorganismos não-suscetíveis.
    Por via sistêmica, o tolnaftato é farmacologicamente inativo.
    O clioquinol raramente produz iodismo.
    O uso excessivo e prolongado de antibióticos tópicos poderá resultar em proliferação de
    microorganismos não-suscetíveis nas lesões.

    Tratamento

    É indicado o tratamento sintomático apropriado. Os sintomas de hipercortisolismo agudo são normalmente reversíveis. Se necessário, tratar o desequilíbrio eletrolítico. Em casos de toxicidade
    crônica, aconselha-se a retirada gradual do esteróide.
    Se ocorrer superinfecção por organismos não-sensíveis, interromper o tratamento com QUADRIDERM e instituir terapia apropriada.

    ARMAZENAGEM

    QUADRIDERM deve ser conservado em temperatura entre 2ºC e 30ºC, protegido da luz.

    DIZERES LEGAIS

    MS 1.0093.0091
    Farm. Resp.: Lucia Lago Hammes – CRF-RJ 2.804
    MANTECORP INDÚSTRIA QUÍMICA E FARMACÊUTICA LTDA
    Estrada dos Bandeirantes, 3.091 – Rio de Janeiro – RJ
    CNPJ: 33.060.740/0001-72 – Indústria Brasileira
    Marca Registrada

    VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

    Central de Atendimento 08000117788 – Cx. Postal 18388 – CEP 04626-970

    O número do lote, a data de fabricação e o término do prazo de validade estão gravados na embalagem externa deste produto.

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  • Zovirax® 200 comprimidos

    Zovirax®

    Aciclovir

    I ) Identificação do medicamento
    Formas farmacêuticas, vias de administração e apresentações comercializadas
    Os comprimidos de Zovirax® 200 mg são apresentados em embalagens de 25 unidades.

    Composição

    Cada comprimido de Zovirax® 200 mg contém:
    aciclovir …………………………………………………………………………………………….. 200 mg
    excipientes* ……………………………………..q.s.p……………………………………………1 comprimido
    *excipientes: lactose, celulose microcristalina, glicolato de amido sódico, povidona e estearato de magnésio.
    Uso adulto e pediátrico

    II) Informações ao paciente

    1. Como este medicamento funciona?

    Zovirax® contém como princípio ativo o fármaco aciclovir, agente antiviral muito ativo contra o vírus do Herpes simplex
    (HSV), tipos I e II, e o vírus da Varicela zoster.
    Esta droga atua bloqueando os mecanismos de replicação do vírus.

    2. Por que este medicamento foi indicado?

    Zovirax® é indicado no tratamento do Herpes zoster, no tratamento e recorrência das infecções de pele e mucosas pelo Herpes simplex, na prevenção de infecções recorrentes por Herpes simplex (supressão). Zovirax® também é indicado para pacientes seriamente imunocomprometidos.

    3. Riscos do medicamento

    Contra-indicações
    Este medicamento é adequado para a maioria das pessoas, mas existem algumas pessoas que não devem utilizá-lo. Responda as questões abaixo. Se você responder “SIM” a alguma dessas questões (ou se não tem certeza se elas se aplicam a você), converse a respeito com seu médico antes de usar este medicamento.

    Modelo de texto de bula
    Zovirax® 200 comprimidos

    - Você está grávida, pretendendo ficar grávida ou amamentando?
    - Você já teve uma reação alérgica ao aciclovir ou ao valaciclovir?
    - Você tem problemas nos rins ou no fígado?

    Advertências

    Pacientes idosos em tratamento com Zovirax® devem tomar bastante líquido (converse com seu médico sobre isto).

    Precauções

    Gravidez e lactação
    Zovirax® comprimidos normalmente não é recomendado para mulheres grávidas. Portanto, o seu médico deve ser sempre informado sobre a ocorrência de gravidez antes ou durante o tratamento.

    Interações medicamentosas
    Você está usando algum dos seguintes medicamentos: probenecida (usado para tratar gota), cimetidina (usado para tratar úlcera péptica), ou medicamentos como mofetil micofenolato de mofetila (usado para prevenir rejeições após um transplante de órgão) ou drogas que afetem outros aspectos da fisiologia renal, como, por exemplo, ciclosporina e tacrolimo. Caso esteja, converse com seu médico a respeito antes de usar este medicamento.

    Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
    Este medicamento é contra-indicado para crianças com menos de 3 meses.
    Informe ao seu médico o aparecimento de reações indesejáveis .
    Informe ao seu médico se você está fazendo uso de outro medicamento.
    Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para sua
    saúde.

    4. Como devo usar este medicamento?
    Aspecto Físico

    Os comprimidos de Zovirax® 200mg são brancos, lisos, em forma de escudo.

    Posologia
    Tratamento de herpes simples em adultos: um comprimido de Zovirax® 200 mg, cinco vezes ao dia, com intervalos de aproximadamente 4 horas, omitindo-se a dose noturna. O tratamento deve continuar por cinco dias, mas deve ser estendido em infecções iniciais graves.

    Em pacientes gravemente imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou em pacientes com distúrbios de absorção intestinal, a dose pode ser duplicada (400 mg) ou, alternativamente, pode-se considerar a administração de doses intravenosas.

    Zovirax® 200 comprimidos

    A administração das doses deve ser iniciada tão cedo quanto possível, após o início da infecção; para os episódios recorrentes, isto deve ser feito, de preferência, durante o período prodrômico ou imediatamente após aparecerem os primeiros sinais ou sintomas.

    Supressão de herpes simples em adultos imunocompetentes: um comprimido de 200 mg, quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente seis horas. Muitos pacientes podem ser convenientemente controlados com um regime de dose de 400 mg, duas vezes ao dia, com intervalos de aproximadamente 12 horas.

    Uma redução da dose para 200 mg, três vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 8 horas, ou até duas vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 12 horas, pode mostrar-se eficaz. Em alguns pacientes, podem ocorrer reinfecções em regime de doses totais diárias de 800 mg de Zovirax® comprimidos. O tratamento deve ser interrompido periodicamente, a intervalos de seis a doze meses, a fim de que se possam avaliar os progressos obtidos na história natural da doença.

    Profilaxia de herpes simples em adultos: Em pacientes imunocomprometidos, recomenda-se um comprimido de 200 mg, quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 6 horas. Para pacientes seriamente imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou para pacientes com problemas de absorção intestinal, a dose pode ser dobrada (400 mg) ou, alternativamente, pode-se considerar a administração de doses intravenosas. A duração da administração profilática é determinada pela duração do período de risco.

    Tratamento de Herpes zoster em adultos: 800 mg cinco vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente quatro horas, omitindo-se as doses noturnas. O tratamento deve ter a duração de sete dias. Em pacientes gravemente
    imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou em pacientes com problemas de absorção intestinal, deve-se considerar a administração de doses intravenosas. A administração das doses deve ser instituída tão cedo quanto possível, após o início da infecção; o tratamento proporciona melhores resultados se for iniciado assim que apareçam as erupções cutâneas.

    Tratamento em pacientes seriamente imunocomprometidos: Para tratamento em pacientes seriamente imunocomprometidos, 800 mg de Zovirax® devem ser administrados, quatro vezes ao dia, em intervalos de
    aproximadamente 6 horas.

    No tratamento de pacientes receptores de medula óssea, esta dose deve ser precedida por uma terapia de um mês com Zovirax® intravenoso.

    A duração do tratamento estudada em pacientes após transplante de medula óssea foi de 6 meses (de 1 a 7 meses após o transplante). Em pacientes com infecção avançada pelo HIV, o tratamento estudado foi de 12 meses, mas é desejável que estes pacientes continuem o tratamento por um período maior.

    Crianças: para tratamento, assim como para a profilaxia de infecções por Herpes simplex em crianças imunocomprometidas com mais de dois anos de idade, as doses indicadas são as mesmas que para adultos. Em crianças menores de dois anos de idade, deve-se administrar 200 mg de Zovirax®, quatro vezes ao dia (ou 200 mg/kg – não excedendo 800 mg/dia – quatro vezes ao dia). Manter por cinco dias.

    Não há dados específicos disponíveis relativos à supressão de infecções por Herpes simplex ou tratamento de infecção por Herpes zoster em crianças imunocompetentes. Alguns dados limitados sugerem que para crianças imunocomprometidas com mais de dois anos a dose do adulto possa ser utilizada.

    Insuficiência renal: Para o tratamento e profilaxia de infecções por Herpes simplex em pacientes com insuficiência renal, as doses orais recomendadas não conduzirão a um acúmulo de aciclovir acima dos níveis que foram estabelecidos como sendo seguros por infusão intravenosa. Entretanto, para pacientes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina inferior a 10 mL/minuto), recomenda-se um ajuste de dose para 200 mg, duas vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 12 horas. Para o tratamento das infecções por Herpes zoster e na administração em pacientes seriamente imunocomprometidos, recomenda-se ajustar a dose para 800 mg, duas vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 12 horas, nos pacientes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina inferior a 10 mL/minuto), e para 800 mg, três ou quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 8 horas, para pacientes com insuficiência renal moderada (clearance da creatinina na faixa de 10-25 mL/minuto).

    Modo de uso
    Para que o tratamento tenha o efeito desejado, é importante que você tome os comprimidos de acordo com as instruções de seu médico, respeitando sempre os horários e a duração do tratamento.

    Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

    Modelo de texto de bula
    Zovirax® 200 comprimidos

    Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
    Este medicamento não deve ser partido ou mastigado

    5. Quais os males que este medicamento pode causar?
    Avise seu médico ou farmacêutico se você sentir algum dos sintomas abaixo enquanto faz tratamento com Zovirax®:
    - inconvenientes no estômago como mal-estar e vômitos
    - tontura, tremores, perda de consciência, convulsões ou ataques epilépticos;
    - sentindo-se deprimido, agitado, muito cansado, confuso ou imaginando coisas (alucinações);
    - febre;
    - contagem de células sangüíneas baixa, ocasionando um aumento no risco de infecção, cansaço ou hematomas
    inesperados e sangramento (p. ex., sangramento no nariz);
    - queda de cabelo;
    - reações na pele após exposição ao sol;
    - dor nos rins (pode estar associada à insuficiência renal)

    Consulte seu médico imediatamente caso você sinta algum dos raros sintomas alérgicos abaixo:
    - inchaço repentino, palpitações ou aperto no peito, colapso, inchaço das pálpebras, face, lábios ou qualquer outro lugar.
    Esses sintomas podem significar que você é alérgico a Zovirax®.
    Efeitos colaterais muito raros de Zovirax® são hepatite e icterícia (amarelamento da pele ou dos olhos).

    Zovirax® pode afetar alguns exames de sangue e de urina, informe seu médico que você está usando este medicamento se for fazer um exame de urina ou de sangue.

    6. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma vez só?
    É improvável que ocorram efeitos tóxicos graves se uma dose de até 20 g for tomada em uma única ocasião. Acidentalmente, superdoses repetidas por vários dias de aciclovir oral foram relacionadas a efeitos gastrintestinais (como náusea e vômitos) e a efeitos neurológicos (dor de cabeça e confusão). Procure imediatamente seu médico ou a emergência hospitalar mais próxima, leve esta bula.

    7. Onde e como devo guardar este medicamento?
    Mantenha os comprimidos em sua embalagem original. Conservar abaixo de 30°C.
    Todo medicamento deve ser mantido f ora do alcance das crianças.

    III) Informações técnicas aos profissionais de saúde

    1. Características farmacológicas

    Propriedades farmacodinâmicas:
    Mecanismo de ação

    O aciclovir é um nucleosídeo sintético análogo da purina com atividade inibitória in vitro e in vivo contra o vírus do herpes humano, incluindo Herpes simplex vírus (VHS) tipos 1 e 2, vírus Varicela zoster (VVZ), vírus Epstein Barr (VEB) e Citomegalovirus (CMV). Em culturas celulares, o aciclovir tem maior atividade antiviral contra VHS-1, seguido (em ordem decrescente de potência) por VHS-2, VVZ, VEB e CMV.

    A atividade inibitória do aciclovir sobre VHS-1, VHS-2, VVZ, VEB e CMV é altamente seletiva. Uma vez que a enzima timidina quinase (TQ) de células normais não-infectadas não utiliza o aciclovir como substrato, a toxicidade do aciclovir para células do hospedeiro mamífero é baixa.

    No entanto, a TQ codificada pelo VHS, VVZ e VEB converte o aciclovir em monofosfato de aciclovir, um análogo nucleosídeo que é então convertido em difosfato e, finalmente, em trifosfato por enzimas celulares. O trifosfato de aciclovir interfere com o DNA polimerase viral inibindo a replicação do vírus: sua incorporação ao DNA viral resulta no término da cadeia.

    Efeitos farmacodinâmicos
    A administração prolongada ou repetida de aciclovir a pacientes seriamente imunocomprometidos pode resultar na seleção de cepas de vírus com sensibilidade reduzida, que podem não responder ao tratamento contínuo com aciclovir.
    A maioria das cepas isoladas clinicamente com sensibilidade reduzida mostrou-se relativamente deficiente em TQ viral. No entanto, também foram relatadas cepas com TQ viral ou DNA polimerase alteradas. A exposição do VHS isolado clinicamente ao aciclovir, in vitro, também pode levar ao aparecimento de cepas menos sensíveis. A relação entre a sensibilidade do VHS isolado clinicamente determinada in vitro e a resposta clínica ao tratamento com aciclovir não está bem definida.

    Todos os pacientes devem ser orientados para assegurar que evitem a potencial transmissão do vírus, particularmente quando lesões ativas estiverem presentes.

    Propriedades farmacocinéticas:
    Absorção
    O aciclovir é apenas parcialmente absorvido no intestino. As médias das concentrações plasmáticas máximas em estado estável de equilíbrio (Css máx), após doses de 200 mg administradas a cada 4 horas, foram de 3,1 ?M (0,7 ?g/mL), e os níveis plasmáticos mínimos equivalentes (Css mín) foram de 1,8 ?M (0,4 ?g/mL). Os níveis de Css máx correspondentes após doses de 400 mg e 800 mg administradas a cada 4 horas foram de 5,3 ?M (1,2 ?g/mL) e 8 ?M (1,8 ?g/mL) respectivamente, e os níveis equivalentes de Css mín foram de 2,7 ?M (0,6 ?g/mL) e 4?M (0,9 ?g/mL).

    Em adultos, as concentrações médias plasmáticas máximas (Css máx.) após infusão por 1 hora de 2,5 mg/kg; 5 mg/kg; 10 mg/kg ou 15 mg/kg foram 22,7 ?M (5,1 ?g/mL); 43,6 ?M (9,8?g/mL); 92 ?M (20,7 ?g/mL); 105 ?M (23,6 ?g/mL), respectivamente. Os níveis de depressão equivalentes (Css mín.), 7 horas mais tarde, foram de 2,2 ?M (0,5 ?g/mL); 3,1 ?M (0,7?g/mL); 10,2 ?M (2,3 ?g/mL); 8,8 ?M (2,0?g/mL), respectivamente.
    Em crianças com mais de 1 ano de idade, foram observados níveis médios de pico (Css máx.) e de depressão (Css mín.) semelhantes quando uma dose de 250 mg/m2 foi substituída por 5mg/kg, e uma dose de 500 mg/m2 foi substituída por 10 mg/kg. Em recém-nascidos (0-3 meses de vida) tratados com doses de 10 mg/kg, administradas por um período de infusão de 1 hora a cada 8 horas, a Css máx. verificada foi de 61,2 ?M (13,8 ?g/mL e a Css mín. de 10,1 ?M (2,3 ?g/mL).

    Distribuição
    Os níveis do fluido cerebroespinhal são de aproximadamente 50% dos níveis plasmáticos correspondentes. A ligação às proteínas plasmáticas é relativamente baixa (9 a 33%), e não estão previstas interações medicamentosas que envolvam deslocamento do sítio de ligação.

    Eliminação
    Em adultos, a meia-vida plasmática final do aciclovir, após administração de Zovirax® por infusão, é de aproximadamente 2,9 horas. A maior parte da droga é excretada inalterada pelos rins. O clearance renal do aciclovir é substancialmente superior ao da creatinina, indicando que a secreção tubular, além de filtragem glomerular, contribui para a eliminação renal da droga. A 9-carboximetoximetilguanina é o único metabólito significativo do aciclovir, responsável por 10-15% da dose excretada na urina. Quando o aciclovir é administrado uma hora após 1 g de probenecida, a meia-vida final e a área sob a curva de tempo da concentração plasmática estendem-se para 18% e 40%, respectivamente. Em neonatos (0 a 3 meses de idade) tratados com 10 mg/kg administrados por infusão durante um período de 1 hora a cada 8 horas o tempo de meia vida terminal foi de 3,8 horas.

    Populações de pacientes especiais
    Em pacientes com insuficiência renal crônica, verificou-se que a meia-vida final é de 19,5 horas. A meia-vida média do aciclovir durante a hemodiálise foi de 5,7 horas. Os níveis plasmáticos de aciclovir caíram aproximadamente 60% durante a diálise.

    Em idosos, o clearance corporal total cai com o aumento de idade, associado a diminuições no clearance da creatinina, apesar de haver pouca alteração na meia-vida plasmática final.

    Os estudos não demonstraram haver alterações no comportamento farmacocinético do aciclovir ou da zidovudina quando
    ambos são administrados simultaneamente a pacientes infectados por HIV.

    2. Resultados de eficácia
    Zovirax® reduziu significativamente a replicação viral, formação de novas lesões e a duração dos sintomas nos casos de herpes recorrente (81,5% dos casos).i
    1 AM, ROMPALO; et al : v. , p. .. Oral acyclovir for treatment of first-episode herpes simplex virus proctitis. [s.l.], , : , v. 259, n.
    19, p. 2879-2881, 1988. . ISSN .

    3. Indicações

    Zovirax® é usado no tratamento de infecções pelo vírus Herpes simplex na pele e mucosas, inclusive herpes genital inicial e recorrente.

    É usado também na supressão (prevenção de recidivas) de infecções recorrentes por Herpes simplex em pacientes imunocompetentes e na profilaxia de infecções por Herpes simplex em pacientes imunocomprometidos. Zovirax® também é usado no tratamento de infecções por Herpes zoster. Estudos têm demonstrado que o tratamento precoce de Herpes zoster com Zovirax® produz efeito benéfico na dor e pode reduzir a incidência de neuralgia pós-herpética (dor associada ao Herpes zoster). Zovirax® também é usado no tratamento de pacientes seriamente imunocomprometidos.

    4. Contra indicações

    Zovirax® é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao aciclovir ou ao valaciclovir.

    5. Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

    Mantenha os comprimidos em sua embalagem original. Conservar abaixo de 30°C.

    6. Posologia
    Tratamento de herpes simples em adultos: um comprimido de Zovirax® 200 mg, cinco vezes ao dia, com intervalos de aproximadamente 4 horas, omitindo-se a dose noturna. O tratamento deve continuar por cinco dias, mas deve ser estendido em infecções iniciais graves. Em pacientes gravemente imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou em pacientes com distúrbios da absorção intestinal, a dose pode ser duplicada (400 mg) ou, alternativamente, pode-se considerar a administração de doses intravenosas.

    A administração das doses deve ser iniciada tão cedo quanto possível, após o início da infecção; para os episódios recorrentes, isto deve ser feito, de preferência, durante o período prodrômico ou imediatamente após aparecerem os primeiros sinais ou sintomas.

    Supressão de herpes simples em adultos imunocompetentes: um comprimido de 200 mg, quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente seis horas.

    Muitos pacientes podem ser convenientemente controlados com um regime de dose de 400 mg, duas vezes ao dia, com intervalos de aproximadamente 12 horas.

    Uma redução da dose para 200 mg, três vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 8 horas, ou até duas vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 12 horas, pode mostrar-se eficaz.

    Em alguns pacientes, podem ocorrer reinfecções em regime de doses totais diárias de 800 mg de Zovirax® comprimidos. O tratamento deve ser interrompido periodicamente, a intervalos de seis a doze meses, a fim de que se possam avaliar os progressos obtidos na história natural da doença.

    Profilaxia de herpes simples em adultos: em pacientes imunocomprometidos, recomenda-se um comprimido de 200 mg, quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 6 horas.

    Para pacientes gravemente imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou para pacientes com problemas de absorção intestinal, a dose pode ser dobrada (400 mg) ou, alternativamente, pode-se considerar a administração de doses intravenosas.

    A duração da administração profilática é determinada pela duração do período de risco.

    Tratamento de Herpes zoster em adultos: 800 mg cinco vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente quatro horas, omitindo-se as doses noturnas. O tratamento deve ter a duração de sete dias. Em pacientes gravemente
    imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou em pacientes com problemas de absorção intestinal, deve-se considerar a administração de doses intravenosas. A administração das doses deve ser instituída tão cedo quanto possível, após o início da infecção; o tratamento proporciona melhores resultados se for iniciado assim que apareçam as erupções cutâneas.

    Tratamento em pacientes gravemente imunocomprometidos: para tratamento em pacientes seriamente imunocomprometidos, 800 mg de Zovirax® devem ser administrados, quatro vezes ao dia, em intervalos de
    aproximadamente 6 horas.

    No tratamento de pacientes receptores de medula óssea, esta dose deve ser precedida por uma terapia de um mês com Zovirax® intravenoso.

    A duração do tratamento estudada em pacientes após transplante de medula óssea foi de 6 meses (de 1 a 7 meses após o transplante). Em pacientes avançados de HIV, o tratamento estudado foi de 12 meses, mas é desejável que estes pacientes continuem o tratamento por um período maior.

    Crianças: Para tratamento, assim como para a profilaxia de infecções por herpes simples em crianças imunocomprometidas com mais de dois anos de idade, as doses indicadas são as mesmas que para adultos. Em crianças
    menores de dois anos de idade, deve-se administrar metade da dose.

    Em crianças menores de dois anos de idade deve-se administrar 200 mg de Zovirax®, quatro vezes ao dia (ou 20 mg/kg - não excedendo 800 mg/dia – quatro vezes ao dia). Manter por cinco dias.

    Não há dados específicos disponíveis relativos à supressão de infecções por herpes simples ou tratamento de infecção por Herpes zoster em crianças imunocompetentes.
    Alguns dados limitados sugerem que para crianças imunocomprometidas com mais de dois anos a dose do adulto possa ser utilizada.

    Insuficiência renal: Zovirax® deve ser administrado com cautela em pacientes com insuficiência renal. Hidratação adequada deve ser mantida. Para o tratamento e profilaxia de infecções por Herpes simplex em pacientes com insuficiência renal, as doses orais recomendadas não conduzirão a um acúmulo de aciclovir acima dos níveis que foram estabelecidos como sendo seguros por infusão intravenosa. Entretanto, para pacientes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina inferior a 10 mL/minuto), recomenda-se um ajuste de dose para 200 mg, duas vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 12 horas. Para o tratamento das infecções por Herpes zoster e na administração em pacientes seriamente imunocomprometidos, recomenda-se ajustar a dose para 800 mg, duas vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 12 horas, nos pacientes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina inferior a 10 mL/minuto), e para 800 mg, três ou quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 8 horas, para pacientes com insuficiência renal moderada (clearance da creatinina na faixa de 10-25 mL/minuto).

    7. Advertências

    O aciclovir é eliminado por clearance renal, desta forma, a dose deve ser reduzida em pacientes com insuficiência renal (veja Posologia). Pacientes idosos normalmente têm a função renal reduzida, desta forma deve ser considerado uma redução na dosagem para estes pacientes.

    Tanto os pacientes com insuficiência renal quanto pacientes idosos, têm o risco aumentado de desenvolver efeitos adversos neurológicos devem ser monitorados cuidadosamente.

    Deve ser tomado cuidado a fim de manter a hidratação adequada em pacientes que estejam recebendo altas doses de aciclovir.

    Gravidez e Lactação: a experiência em seres humanos é limitada; portanto, o uso de Zovirax® deve ser considerado apenas quando os benefícios em potencial excederem a possibilidade de riscos desconhecidos. Os registros não mostraram um aumento no número de defeitos congênitos em pacientes expostos ao Zovirax® quando comparado à população geral e nenhum desses defeitos mostrou um padrão único e consistente que possa sugerir uma causa comum.

    Após administração oral de 200 mg de Zovirax® cinco vezes ao dia, foi detectado aciclovir no leite materno em concentrações variando entre 0,6 a 4,1 vezes os níveis plasmáticos correspondentes. Estes níveis poderiam,
    potencialmente, expor os lactentes a doses de aciclovir de até 0,3 mg/kg/dia. Deve-se tomar cuidado caso Zovirax® seja administrado a mulheres que estejam amamentando.

    Categoria “B” de risco na gravidez.

    Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando sem orientação médica.

    8. Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

    Pessoas com idade avançada (acima de 65 anos)

    Em pacientes idosos, o clearance corporal total do aciclovir declina paralelamente ao clearance da creatinina. Deve-se manter uma adequada hidratação dos pacientes que estejam tomando altas doses de Zovirax®. Deve-se dispensar atenção especial à redução das doses para pacientes com insuficiência renal.

    9. Interações medicamentosas

    Nenhuma interação clinicamente significativa foi identificada. O aciclovir é eliminado primariamente inalterado na urina via secreção tubular renal ativa. Qualquer droga administrada concomitantemente, que afete este mecanismo, pode aumentar a concentração plasmática do aciclovir. Probenecida e cimetidina aumentam a ASC do aciclovir por este mecanismo e reduzem o clearance renal do aciclovir. De modo similar, aumentos nas ASCs plasmáticas do aciclovir e do metabólito inativo de micofenolato de mofetil, um agente imunossupressor usado em pacientes transplantados, foram demonstrados quando as drogas foram co-administradas.

    Entretanto, nenhum ajuste de dose é necessário por causa do amplo índice terapêutico do aciclovir.

    Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas

    Deve-se levar em conta os resultados dos estudos clínicos disponíveis e o perfil dos eventos adversos já descritos, quando considerar a habilidade do paciente em dirigir e operar máquinas. Não existem estudos para investigar os efeitos do aciclovir na habilidade de dirigir ou operar máquinas. Além disso, um efeito prejudicial nestas atividades não pode ser previsto a partir da farmacologia da droga.

    10. Reações adversas a medicamentos

    As categorias de freqüência associadas com os eventos adversos abaixo são estimadas. Para a maioria dos eventos, não eram disponíveis dados adequados para estimar a incidência. Além disso, eventos adversos podem variar sua incidência dependendo da indicação.

    Muito comum ? 1/10;
    Comum ? 1/100 e <1/10;
    Incomum ? 1/1000 e <1/100;
    Raro ? 1/10000 e <1/1.000;
    Muito raro <1/10.000.

    Distúrbios do sistema linfático e sangüíneo:
    Muito raro: anemia, leucopenia e trombocitopenia.

    Distúrbios do sistema imune
    Raro: anafilaxia.

    Distúrbios psiquiátricos e do sistema nervoso
    Comum: dor de cabeça , tonteira.
    Muito raro: agitação, confusão, tremor, ataxia , disartria, alucinações, sintomas psicóticos, convulsões, sonolência,
    encefalopatia e coma.
    As reações acima são reversíveis e geralmente relatadas em pacientes com distúrbios renais cujas doses estavam acima
    da recomendada ou com outros fatores pré-disponíveis.

    Distúrbios do sistema respiratório, torácico e do mediastino
    Raro: dispnéia.

    Distúrbios do sistema gastrointestinal
    Comum: náusea, vômito, diarréia, dores abdominais.

    Distúrbios hepatobiliares
    Raro: aumentos reversíveis na bilirrubina e enzimas hepáticas.
    Muito raro: hepatite, icterícia.

    Distúrbios na pele e tecido subcutâneo
    Comum: prurido, erupções (incluindo fotossensibilidade).
    Incomum: Urticária. Perda difusa acelerada do cabelo.
    A perda difusa acelerada do cabelo está associada com o uma grande variedade de doenças e medicamentos. A relação do
    evento com a terapia com aciclovir é incerta.
    Raro: angiodema.

    Distúrbios urinários e renais
    Raro: aumento nos níveis de uréia e creatinina sangüínea.
    Muito raro: insuficiência renal aguda, dor renal.

    Dor renal pode estar associada com insuficiência renal.
    Distúrbios Gerais e condições do local da administração
    Comum: fadiga, febre.

    11. Superdose
    Sintomas e sinais: O aciclovir é apenas parcialmente absorvido no trato gastrintestinal. É improvável que ocorram efeitos tóxicos graves se uma dose de até 20 g for tomada em uma única ocasião. Acidentalmente, superdoses repetidas por vários dias de aciclovir oral foram relacionadas a efeitos gastrintestinais (como náusea e vômitos) e a efeitos neurológicos (dor de cabeça e confusão).

    Superdosagem de aciclovir intravenoso resulta em elevações de uréia e creatinina séricas e, subseqüentemente, em insuficiência renal. Efeitos neurológicos, incluindo confusão, alucinações, agitação, convulsões e coma foram descritos em associação à superdosagem intravenosa.

    Tratamento: Os pacientes devem ser observados cuidadosamente para sinais de toxicidade. A hemodiálise aumenta significativamente a remoção de aciclovir do sangue e pode ser considerada uma opção de tratamento em eventos de superdosagem sintomática.

    12. Armazenagem
    Mantenha os comprimidos em sua embalagem original. Conservar abaixo de 30°C.

    IV) Dizeres legais
    VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
    No do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
    Fabricado por: GlaxoSmithKline México S.A de C.V. – Xochimilco – México
    Importado por: GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
    Estrada dos Bandeirantes, 8.464 – Rio de Janeiro – RJ
    CNPJ: 33.247.743/0001-10
    MS: 1.0107.0253
    Indústria Brasileira
    Farm. Resp.: Milton de Oliveira
    CRF-RJ Nº 5522

    Versão: GDS 25 IPI03
    Data: 31/08/2007

    BL_zovir_com_GDS 25 IPI03_v5

    Serviço de Atendimento ao Consumidor
    0800 701 22 33
    Discagem Direta Gratuita

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  • Nizoral®
    cetoconazol

    IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
    FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

    Comprimidos de 200 mg em embalagens com 10 ou 30 comprimidos.
    USO ORAL
    USO ADULTO E PEDIÁTRICO
    COMPOSIÇÃO
    Cada comprimido contém 200 mg de cetoconazol. Excipientes: amido de milho, celulose microcristalina, dióxido de silício, estearato de magnésio, lactose e polivinilpirrolidona.

    INFORMAÇÕES AO PACIENTE
    COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
    Nizoral® Comprimidos é um medicamento a base de cetoconazol que você deve usar para o tratamento de infecções causadas por fungos ou leveduras.


    POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
    Nizoral® Comprimidos é indicado para o tratamento de infecções na pele, cabelo e membrana mucosa, que não podem ser tratadas com a aplicação direta do medicamento na área infectada, infecção persistente na vagina, infecções na boca, garganta e estômago, intestino, outros órgãos internos ou vários órgãos ao mesmo tempo.

    QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
    Contra-indicações
    Você não deve tomar Nizoral® Comprimidos se você apresentar maior sensibilidade (alergia) ao cetoconazol ou aos excipientes da formulação.
    Não tome Nizoral® Comprimidos caso você tenha doença do fígado. Se você tiver dúvidas, consulte o seu médico.
    Você não deve tomar nenhum dos medicamentos abaixo enquanto estiver tomando
    Nizoral®:
    -certos medicamentos para alergia, como terfenadina, astemizol e mizolastina;
    - halofantrina, medicamento usado no tratamento da malária;

    CONFIDENCIAL
    - levacetilmetadol (levometadil), medicamento para dor severa ou para controlar adicção;
    - cisaprida, medicamento usado para certos problemas digestivos; – domperidona, medicamento utilizado para náuseas, vômito e desconforto relacionado tanto a diminuição do esvaziamento do estômago como ao refluxo do ácido do estômago para o esôfago.
    - certos medicamentos que reduzem o colesterol, por exemplo, sinvastatina e lovastatina;
    - certos comprimidos para dormir à base de midazolam e triazolam;
    - pimozida ou sertindol, medicamentos para distúrbios psicóticos;
    -certos medicamentos usados para tratar irregularidades do batimento cardíaco, como quinidina, disopiramida e dofetilida;
    - certos medicamentos para tratamento de angina (dor no peito em aperto) e pressão sangüínea elevada, como bepridil, eplerenona e nisoldipino;
    - medicamentos conhecidos como alcalóides de ergot, como ergotamina, diidroergotamina, ergometrina (ergonovina), metilergometrina (metilergonovina): usados no controle de sangramento e manutenção da contração uterina após o parto;
    - irinotecano, um medicamento anti-cancerígeno;
    - everolimo, geralmente utilizado após transplante de órgão.

    Advertências
    Informe o seu médico se você estiver tomando outros medicamentos, pois a ingestão ao mesmo tempo de Nizoral® com outros medicamentos pode ser prejudicial. Certifique-se de ter relatado sobre qualquer medicamento que esteja tomando, prescrito ou não por um médico, incluindo suplementos e produtos naturais. Durante o tratamento com Nizoral® Comprimidos podem, algumas vezes, ocorrer distúrbios no fígado, até mesmo em tratamentos curtos. Entretanto, as chances disto acontecer são maiores se você usar Nizoral® Comprimidos por longos períodos, se você sabe que tem problemas no fígado ou de hipersensibilidade a medicamentos. Você pode reconhecer os distúrbios hepáticos através dos seguintes sintomas: urina escura, fezes esbranquiçadas, pele amarelada, dor abdominal, cansaço não usual e/ou febre. Nestes casos o tratamento com Nizoral® Comprimidos deve ser suspenso e seu médico imediatamente comunicado.

    Antes de você iniciar o tratamento com Nizoral® Comprimidos, seu médico irá solicitar alguns exames laboratoriais para assegurar-se de que seu fígado está funcionando normalmente. Se o tratamento com Nizoral® Comprimidos se estender, seu médico solicitará exames de sangue regularmente para detectar distúrbios hepáticos precocemente no sangue.

    Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos ou utilizar máquinas.

    CONFIDENCIAL
    Apesar de não ter sido observado o efeito do Nizoral® Comprimidos sobre a habilidade de dirigir ou operar máquinas, você não deve exercer estas atividades se estiver com tontura ou tiver tomado bebidas alcóolicas.

    Gravidez
    Em caso de gravidez ou suspeita de gravidez, informe seu médico, pois ele irá decidir se você tomará Nizoral® Comprimidos.

    Amamentação
    Você não deve amamentar se estiver tomando Nizoral® Comprimidos, pois pequenas quantidades de Nizoral® podem estar presentes no leite materno. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do seu cirurgião-dentista. Atenção: Este medicamento contém Açúcar (amido), portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.

    Interações Medicamentosas
    Algumas pessoas sentem-se indispostas ao tomar bebidas alcóolicas durante o tratamento com Nizoral® Comprimidos. Portanto, você não deve tomar bebidas alcoólicas durante o tratamento com Nizoral® Comprimidos.
    Deve haver quantidade suficiente de ácido no estômago para que Nizoral® Comprimidos seja absorvido de forma apropriada. Assim, você não deve tomar medicamentos que neutralizam o ácido do estômago antes de duas horas após tomar Nizoral® Comprimidos. Pela mesma razão, se você usa medicamentos que inibem a produção de ácido do estômago, você deve tomar Nizoral® Comprimidos com refrigerante tipo cola. Saliente ao seu médico quais medicamentos você está tomando atualmente. Em particular, alguns medicamentos você não deve tomar no mesmo período e para outros algumas adaptações são necessárias. Exemplos de medicamentos que você não deve tomar durante o tratamento com Nizoral® Comprimidos:
    - certos medicamentos para alergia, como terfenadina, astemizol e mizolastina;
    - halofantrina, medicamento utilizado no tratamento da malária;
    - levacetilmetadol (levometadil), medicamento para dor severa ou para controlar adicção;
    - cisaprida, um medicamento usado para certos problemas digestivos;

    CONFIDENCIAL
    - domperidona, medicamento utilizado para náuseas, vômito e desconforto relacionado tanto a diminuição do esvaziamento do estômago como ao refluxo do ácido do estômago para o esôfago.
    - certos medicamentos que diminuem o colesterol (ex.: sinvastatina e lovastatina);
    - certas pílulas para dormir: midazolam e triazolam;
    - pimozida ou sertindol, medicamentos usados para distúrbios psicóticos;
    - certos medicamentos usados para tratar irregularidades do batimento cardíaco, como quinidina, disopiramida e dofetilida;
    - certos medicamentos usados para o tratamento de angina (dor no peito em aperto) ou pressão sangüínea elevada como bepridil, eplerenona e nisoldipino;
    - medicamentos conhecidos como alcalóides de ergot, como ergotamina, diidroergotamina, ergometrina (ergonovina), metilergometrina (metilergonovina):
    usados no controle de sangramento e manutenção da contração uterina após o parto;
    - irinotecano, um medicamento anti-cancerígeno;
    - everolimo, geralmente utilizado após transplante de órgão.

    A combinação com alguns medicamentos pode exigir uma adaptação da dose ou do Nizoral® ou do(s) outro(s) medicamento(s). Como exemplo, temos:
    - certos medicamentos para enxaqueca (ergotamina e diidroergotamina);
    - medicamentos para tuberculose (ex.: rifampicina, rifabutina e isoniazida) e epilepsia (ex.: carbamazepina e fenitoína);
    - alguns medicamentos que agem no coração e vasos sangüíneos (digoxina e verapamil bloqueador do canal de cálcio);
    - medicamentos que diminuem a coagulação sangüínea;
    - metilprednisolona, budesonida, fluticasona e dexametasona, medicamentos contra inflamação no corpo, asma e alergias, administrados por via oral, injetável ou inalatória ;
    - ciclosporina, tacrolimo e rapamicina (sirolimo) que são administrados, em geral, após um transplante de órgão;
    - certos inibidores da protease do HIV;
    - nevirapina, um inibidor não nucleosídeo da transcriptase reversa do HIV;
    - certos medicamentos usados para o tratamento do câncer, incluindo bussulfano, docetaxel, erlotinibe e imatinibe;
    - certos medicamentos para ansiedade ou para dormir (tranquilizantes), como buspirona, alprazolam e brotizolam;
    - sildenafil, para disfunção erétil;
    - trimetrexato, usado para tratar um certo tipo de pneumonia;

    CONFIDENCIAL
    - ebastina, para alergia;
    - atorvastatina, medicamento utilizado para diminuir o colesterol;
    - reboxetina, usado no tratamento da depressão;
    - alguns medicamentos para dor como fentanila e alfentanila;
    - cilostazol, usado para auxiliar a circulação;
    - eletriptano, usado para enxaquecas;
    - repaglinida, usada para diabetes;
    - tolterodina e solifenacina, usada para auxiliar no controle da necessidade de urinar muito freqüentemente,
    - quetiapina, utilizado para distúrbios psicóticos.

    Não há contra-indicação relativa a faixas etárias, embora o uso documentado de Nizoral® Comprimidos em crianças com peso inferior a 15 kg seja limitado.
    Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
    Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
    Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

    COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO ?
    Aspecto Físico
    Comprimidos circulares de cor branca.
    Características Organolépticas
    Não se aplica.
    Dosagem
    A dose e o tempo de tratamento com Nizoral® Comprimidos dependem do tipo de fungo e do local da infecção. Seu médico o informará exatamente o que você deve fazer. O período de tratamento pode variar de 5 dias a 12 meses. Adultos e crianças que pesam mais que 30 kg geralmente necessitam de 1 comprimido ao dia. Algumas vezes, essa dose pode ser aumentada para 2 comprimidos, de uma só vez, diariamente.
    Crianças com peso entre 15 e 30 kg necessitam da metade de um comprimido (= 100 mg) por dia durante uma refeição. Nizoral® Comprimidos não é recomendado para crianças com peso inferior a 15 Kg.

    CONFIDENCIAL
    Como Usar

    Você deve tomar Nizoral® Comprimidos por via oral, durante uma das refeições diárias, com um pouco de líquido. Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
    Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico. Não use o medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

    QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
    Em geral, Nizoral® Comprimidos é bem tolerado. Os seguintes efeitos desagradáveis ocorrem algumas vezes:
    - Enjôo, náusea, dor abdominal e diarréia podem ocorrer, mas geralmente não são sérios. Dor de cabeça, tontura, sonolência, sensibilidade à luz forte, sensibilidade à luz solar, sensação de formigamento diminuição no número de plaquetas, inchaço das mamas, impotência masculina ou distúrbios menstruais também podem ocorrer.
    - O aumento de sensibilidade (alergia) ao Nizoral® Comprimidos é raro. Pode ser identificado se você apresentar vermelhidão da pele ou urticária, coceira, sensação de falta de ar ou inchaço no rosto. Neste caso, pare de tomar o medicamento e procure seu médico. Se você tiver algum problema respiratório, procure auxílio médico imediatamente.
    - A ocorrência de problemas no fígado é rara. Pode ocorrer se você toma Nizoral® Comprimidos por período prolongado. Os sintomas são: urina escura, fezes claras, pele amarelada, dor abdominal, cansaço anormal e/ou febre. Neste caso pare de tomar o medicamento e procure o seu médico imediatamente (Veja o item ”Advertências”).
    - Muito raramente, ocorre insuficiência da glândula adrenal (uma pequena glândula próxima dos rins).
    Não hesite em relatar qualquer outro efeito indesejável a seu médico ou farmacêutico.

    O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
    Se você ingeriu acidentalmente uma quantidade maior de Nizoral® Comprimidos, entre em contato com o seu médico imediatamente. Ele decidirá quais são as medidas mais apropriadas no seu caso.

    CONFIDENCIAL
    Informação ao médico em caso de superdosagem
    Nos casos de superdosagem acidental, o tratamento consiste em medidas de suporte.
    Durante a primeira hora de ingestão, lavagem gástrica pode ser feita. Se considerado apropriado carvão ativado pode ser administrado.

    ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
    Você deve conservar Nizoral® Comprimidos em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC), protegido da luz e da umidade.
    Não use Nizoral® Comprimidos após a data de validade, mesmo que tenha sido conservado adequadamente.

    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
    INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

    Propriedades Farmacodinâmicas
    Nizoral® (cetoconazol) é um derivado sintético do imidazol dioxolano, com atividade fungicida ou fungistática contra dermatófitos, leveduras (Candida, Pityrosporum, Torulopsis, Cryptococcus), fungos dimórficos e eumicetos. Menos sensíveis são Aspergillus spp, Sporothrix schenkii, alguns Dematiaceae, Mucor spp e outros ficomicetos, exceto Entomophthorales. Nizoral® inibe a biossíntese do ergosterol no fungo e altera a
    composição de outros componentes lipídicos na membrana. Dados obtidos em alguns estudos clínicos da farmacocinética e farmacodinâmica e de interação medicamentosa sugerem que 200 mg de cetoconazol via oral duas vezes ao dia durante 3-7 dias pode resultar em um pequeno aumento do intervalo QTc: um aumento máximo de aproximadamente 6 a 12 mseg foi observado nos níveis do pico plasmático cerca de 1-4 horas após a administração de cetoconazol. Este pequeno prolongamento do intervalo QTc, entretanto, não é considerado clinicamente relevante.

    Na dose terapêutica diária de 200 mg pode ser observado um decréscimo transitório na concentração plasmática de testosterona. A concentração de testosterona retorna a concentração antes da dose inicial em 24 horas após a administração de cetoconazol. Durante a terapia prolongada desta dose, a concentração de testosterona não é usualmente significativamente diferente dos controles.

    CONFIDENCIAL
    Em voluntários que receberam doses diárias de 400 mg ou mais, cetoconazol mostrou reduzir a resposta do cortisol à estimulação do ACTH ( Veja o item “Advertências”).
    Propriedades Farmacocinéticas

    Absorção
    O cetoconazol é um agente dibásico fraco e, portanto, requer acidez para dissolução e absorção. Após a ingestão de uma dose de 200 mg, juntamente com uma refeição, os picos das concentrações plasmáticas média são obtidos dentro de 1 a 2 horas, correspondendo a aproximadamente 3,5 mcg/mL.

    Distribuição
    In vitro, a ligação às proteínas plasmáticas, principalmente à fração albumina, é de aproximadamente 99%. O cetoconazol é amplamente distribuído em todos os tecidos, entretanto, apenas uma proporção insignificante atinge o fluido cerebroespinhal.

    Metabolismo
    Após a absorção no trato gastrintestinal, o cetoconazol é convertido em diversos metabólitos inativos. As principais vias metabólicas identificadas são oxidação e degradação dos anéis imidazólico e piperazínico, por enzimas microssomais hepáticas. Adicionalmente, ocorre odealquilação oxidativa e hidroxilação aromática. O cetoconazol não demonstrou induzir seu próprio metabolismo.

    Eliminação
    A eliminação do plasma é bifásica com meia vida de 2 horas durante as 10 primeiras horas e 8 horas após. Aproximadamente 13% da dose é excretada na urina, das quais 2 a 4% é o fármaco inalterado. A principal via de excreção é através da bile no intestino. População sob condições especiais. Em pacientes com insuficiência hepática ou renal a farmacocinética como um todo não foi significativamente diferente quando comparada com indivíduos saudáveis. (Veja os itens Contra- indicações e Advertências).

    RESULTADOS DE EFICÁCIA
    A eficácia do cetoconazol foi avaliada em 45 pacientes com dermatofitoses, 12 com candidíase, 2 com esporotricose cutânea, 1 com criptococose cutânea primária e 1 com aspergilose pulmonar. Os pacientes receberam 200 mg de cetoconazol diariamente até a cura completa, exceto aqueles com vulvovaginites os quais receberam 400 mg/dia durante 5 dias. Todos os pacientes com dermatofitoses obtiveram a cura entre 20 e 40 dias. Não foram observadas recidivas no acompanhamento pós-terapia. Todos os pacientes com candidíase foram curados, com apenas uma recidiva. Os pacientes com micoses profundas recuperaram-se, exceto um com esporotricose cutânea, o qual demonstrou ligeira melhora.1 Um estudo multicêntrico duplo-cego foi conduzido utilizando o cetoconazol e um comparativo para o tratamento de dermatomicoses. Dos 130 casos (127 pacientes) avaliados, 66 foram tratados com uma dose única diária de 200 mg de cetoconazol e 64 com uma dose única diária do comparativo durante 2 a 16 semanas. A remissão observada com o uso do cetoconazol (61%) foi significativamente maior (p=0,02) do que a observada com o comparativo (39%) e a proporção de recidivas dentro de dois meses foi significativamente menor (p<0,01) no grupo cetoconazol (9%) do que no grupo comparativo (43%).2 Em um estudo multicêntrico randomizado, prospectivo, a eficácia e a toxicidade de uma dose baixa (400 mg/dia) e uma dose alta (800 mg/dia) de cetoconazol oral foram comparadas em 80 pacientes com blastomicoses e 54 pacientes com histoplasmose. Entre os 65 pacientes com blastomicose tratados por 6 meses ou mais, o tratamento com a dose alta foi mais eficaz (100% de sucesso versus 79%; p=0,001) que a dose baixa. O sucesso alcançado para todos os pacientes com histoplasmose tratados foi de 85%.3 Em um estudo duplo-cego, controlado com placebo, 57 pacientes com três ou mais fatores clínicos de risco para infecções por cândida, foram randomizados para receber 200 mg diários de cetoconazol (27 pacientes) ou placebo (30 pacientes), durante 21 dias ou 1 semana após alta da UTI. A incidência de colonização por cândida foi significativamente menor no grupo do cetoconazol do que no grupo placebo.4 Em um estudo prospectivo, controlado com placebo, 74 mulheres com candidíase vaginal recorrente foram tratadas com cetoconazol oral (400 mg/dia/14 dias) e foram randomicamente escolhidas para receber placebo, cetoconazol profilático (400 mg/dia/5 dias) ou dose baixa de cetoconazol (100 mg/dia/6 meses). No final de 12 meses de acompanhamento, 42,9% das pacientes tratadas com cetoconazol para profilaxia (p<0,05) e 52,4% daquelas tratadas com a dose baixa (p<0,05) permaneceram assintomáticas, em comparação com 23,8% daquelas do grupo placebo.5 Referências
    1. Difonzo EM., et al. Therapeutic Experience with Ketoconazole. Drugs Exp Clin Res. 12 (5): 397-403, 1986.
    2. Jolly HW., et al. A Multicentre Double-blind Evaluation of Ketoconazole in the Treatment of Dermatomycoses. Cutis. 31(2): 208-10, 212-3 passim.Feb, 1983.
    3. Dismukes WE., et al. Treatment of Blastomycosis and Histoplasmosis with Ketoconazole. Results of a Prospective Randomized Clinical Trial. National Institute of Allergy and Infectious Diseases Mycoses Study Group. Ann Intern Med. 103(6(Pt 1)): 861-72, Dec. 1985.
    4. Slotman GJ, Burchard KW. Ketoconazole Prevents Candida Sepsis in Critically Ill Surgical Patients. Arch Surg. 1987; 122(2): 147-51.
    5. Sobel JD. Recurrent Vulvovaginal Candidiasis. A Prospective Study of the Efficacy of Maintenance Ketoconazole Therapy. N Engl J Med. 1986; 315(23): 1455-8.

    INDICAÇÕES
    Devido ao risco de toxicidade hepática grave Nizoral® Comprimidos deve ser utilizado apenas se os benefícios potenciais forem considerados superiores aos potenciais riscos, considerando outras terapias antifúngicas eficazes.
    Indicações são:
    Infecções da pele, cabelo e mucosa, causadas por dermatófitos e/ou leveduras que não podem ser tratadas topicamente devido ao local ou extensão da lesão ou infecção profunda da pele.
    - Dermatofitoses
    - Pitiríase versicolor
    - Foliculite por Pityrosporum
    - Candidíase cutânea
    - Candidíase mucocutânea crônica
    - Candidíase orofaríngea e esofágica
    - Candidíase vaginal crônica recidivante

    Infecções fúngicas sistêmicas:Nizoral® não penetra bem no SNC. Assim, meningites fúngicas não devem ser tratadas com cetoconazol oral.
    - Paracoccidioidomicose
    - Histoplasmose
    - Coccidioidomicose
    - Blastomicose

    CONTRA INDICAÇÕES
    Nizoral® é contra-indicado nas seguintes situações:
    - Em pacientes com hipersensibilidade ao cetoconazol ou aos excipientes da formulação.
    - Em pacientes com patologia hepática aguda ou crônica.
    - Co-administração de cetoconazol e dos substratos do CYP3A4 astemizol, bepridil, cisaprida, disopiramida, dofetilida, halofantrina, levacetilmetadol (levometadil), mizolastina, pimozida, quinidina, sertindol ou terfenadina é contra-indicada uma vez que o aumento das concentrações plasmáticas destes medicamentos pode levar ao prolongamento do intervalo QT e a ocorrências raras de “Torsades de Pointes”.
    - Co-administração com a domperidona é contra-indicada dado que esta combinação pode levar ao prolongamento do QT.
    - Co-administração com triazolam e midazolam oral.
    - Co-administração com inibidores da HMG-CoA redutase metabolizados pelo CYP3A4 tais como sinvastatina e lovastatina.
    - Co-administração de alcalóides de ergot como diidroergotamina, ergometrina (ergonovina), ergotamina e metilergometrina (metilergonovina)
    - Co-administração de nisoldipino
    - Co-administração de eplerenona
    - Co-administração de irinotecano
    - Co-administração de everolimo Veja também o item “Interações Medicamentosas”.

    MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
    Nizoral® deve ser administrado por via oral durante uma das refeições diárias, para absorção máxima. A absorção é prejudicada quando a acidez gástrica está diminuída. Em pacientes recebendo, também, antiácidos (ex: hidróxido de alumínio), estes devem ser administrados pelo menos duas horas após a tomada de Nizoral®. Em pacientes com acloridria, tais como certos pacientes com AIDS e pacientes recebendo supressores da secreção ácida (ex: antagonistas H2, inibidores da bomba de próton), recomenda-se administrar Nizoral® Comprimidos com refrigerante tipo cola.

    POSOLOGIA
    Adultos
    Adultos com Candidíase vaginal: dois comprimidos (400 mg) em uma só tomada diária, junto com refeição.

    Adultos (todas as demais indicações): um comprimido (200 mg) ao dia, junto com uma refeição. Em infecções muito graves, ou quando a resposta clínica for insuficiente, dentro do prazo previsto, a dose de Nizoral® pode ser aumentada para 2 comprimidos (400 mg), sempre uma vez ao dia. De acordo com os resultados obtidos nos estudos clínicos realizados, a duração do tratamento, em média, tem-se revelado a seguinte:
    - candidíase vaginal: 5 dias consecutivos;
    - micose de pele induzida por dermatofitófito; aproximadamente 4 semanas;
    - micoses do couro cabeludo: 4 a 8 semanas;
    - pitiríase versicolor: 10 dias;
    - paracoccidioidomicose, histoplasmose e coccidioidomicose: a duração usual da terapia é de 6 meses.;
    - candidíase oral ou cutânea: 2 a 3 semanas; Crianças Crianças que pesam mais que 30 kg geralmente necessitam de 1 comprimido ao dia. Algumas vezes, essa dose pode ser aumentada para 2 comprimidos, de uma só vez, diariamente. Crianças com peso entre 15 e 30 kg necessitam da metade de um comprimido (= 100 mg) por dia durante uma refeição. Nizoral® não é recomendado para crianças com peso inferior a 15 Kg. Para todas as indicações, o tratamento deve continuar sem interrupção até que parâmetros clínicos ou testes laboratoriais indiquem que a infecção micótica tenha sido resolvida. O período inadequado de tratamento pode propiciar a recorrência da infecção ativa. Entretanto, o tratamento deve ser interrompido imediatamente e a função hepática avaliada quando sinais e sintomas sugestivos de hepatite, tais como: anorexia, náusea, vômito, fadiga, icterícia, dor abdominal ou urina escura ocorrerem. População especial: prejuízo hepático veja Contra-Indicação.

    CONFIDENCIAL ADVERTÊNCIAS
    Devido ao risco de hepatotoxicidade séria, Nizoral® Comprimidos deve ser usado somente quando os potenciais benefícios forem considerados maiores que os potenciais riscos, levando em consideração a disponibilidade de outras terapias antimicóticas. Avaliar a função hepática antes do tratamento para excluir casos de doença hepática aguda ou crônica, e monitorar com freqüência e regularidade durante o tratamento e aos primeiros sinais e sintomas de uma possível hepatotoxicidade. Hepatotoxicidade Casos muito raros de hepatotoxicidade grave, incluindo casos fatais ou que necessitaram de transplante hepático, ocorreram com o uso de cetoconazol oral (Veja o item “Reações Adversas”). Alguns pacientes não apresentavam fator de risco para distúrbio hepático. Há relatos de ocorrência nos primeiros meses de tratamento, incluindo alguns na primeira semana. O acúmulo de doses do tratamento é considerado um fator de risco para hepatotoxicidade grave. Monitorar a função hepática em todos os pacientes em tratamento com Nizoral® Comprimidos. Os pacientes devem ser instruídos a relatar imediatamente sinais e sintomas indicativos de hepatite como anorexia, náusea, vômito, fadiga, icterícia, dor abdominal ou urina escura. Nestes pacientes o tratamento deve ser interrompido imediatamente e um teste de função hepática deve ser realizado. Monitoramento da função hepática Monitorar a função hepática em todos os pacientes em tratamento com Nizoral® Comprimidos. Monitorar a função hepática antes do tratamento para excluir casos de doença hepática aguda ou crônica, e em intervalos freqüentes e regulares durante o tratamento, e aos primeiros sinais e sintomas de possível hepatotoxicidade. Quando teste de função hepática indicar dano, o tratamento deve ser interrompido imediatamente. Em pacientes com enzimas hepáticas elevadas ou que desenvolveram toxicidade hepática com outros fármacos, o tratamento não deve ser iniciado a menos que os benefícios esperados superem o risco de lesão hepática. Nestes casos, é necessário monitorar as enzimas hepáticas. Monitoramento da função supra-renal

    Em voluntários tratados com doses diárias iguais ou superiores a 400 mg, o cetoconazol foi capaz de reduzir a resposta de cortisol à estimulação por ACTH. Sendo assim, a função supra-renal deve ser monitorada em pacientes com insuficiência supra-renal ou no limite da normalidade, além dos pacientes em períodos prolongados de estresse (grande cirurgia, tratamento intensivo) e em pacientes sob terapia prolongada que apresentem sinais e sintomas sugerindo insuficiência supra-renal Acidez gástrica diminuída: A absorção é prejudicada quando a acidez gástrica está reduzida. Em pacientes recebendo, também, antiácidos (ex: hidróxido de alumínio), estes devem ser administrados pelo menos duas horas após a tomada de Nizoral®. Em pacientes com acloridria, tais como certos pacientes com AIDS e pacientes recebendo supressores da secreção ácida (ex: antagonistas H2, inibidores da bomba de próton), recomenda-se administrar Nizoral® Comprimidos com refrigerante tipo cola. Potencial para interações medicamentosas Nizoral® tem potencial para interações medicamentosas clinicamente importantes (Veja o item “Interações Medicamentosas”). Efeito sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas Nenhum efeito tem sido observado. Gravidez (Categoria C) Há limitadas informações sobre o uso de Nizoral® Comprimidos durante a gravidez. Estudos em animais tem mostrado toxicidade reprodutiva. O risco potencial em humanos é desconhecido. Portanto, Nizoral® Comprimidos não deve ser usado durante a gravidez, a menos que os benefícios para a mãe superem a possibilidade de risco para o feto. Lactação Como o cetoconazol é excretado no leite, mulheres que estão sob tratamento não devem amamentar.

    USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
    Uso pediátrico O uso documentado de Nizoral® Comprimidos em crianças com peso inferior a 15 kg é muito limitado. Portanto, o uso de Nizoral® Comprimidos em crianças pequenas não é recomendado. (Veja o item “Advertências”).

    INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
    1. Fármacos que afetam a absorção de cetoconazol  Fármacos que reduzem a acidez gástrica dificultam a absorção de cetoconazol.
    2. Fármacos que afetam o metabolismo do cetoconazol O cetoconazol é principalmente metabolizado através do citocromo CYP3A4. Fármacos indutores de enzimas como a rifampicina, rifabutina, carbamazepina, isoniazida, nevirapina e fenitoína reduzem de forma significante a biodisponibilidade do cetoconazol. A combinação do cetoconazol com potentes indutores enzimáticos não é recomendada. O ritonavir aumenta a biodisponibilidade do cetoconazol. Portanto, quando ele for administrado concomitantemente, deve-se considerar a redução da dose do cetoconazol.
    3. Efeito do cetoconazol sobre o metabolismo de outros fármacos O cetoconazol pode inibir o metabolismo de fármacos metabolizados por certas enzimas do citocromo P450, especialmente da família CYP3A. Isto pode resultar em aumento/prolongamento de seus efeitos, incluindo efeitos adversos. Exemplos incluem: Fármacos contra-indicados durante o tratamento com Nizoral® Comprimidos: – Co-administração de substratos do CYP3A4, astemizol, bepridil, cisaprida, disopiramida, dofetilida, halofantrina, levacetilmetadol (levometadil), mizolastina, pimozida, quinidina, sertindol ou terfenadina com Nizoral® Comprimidos é contra-indicada uma vez que o aumento das concentrações plasmáticas destes medicamentos pode levar ao prolongamento do QT e a ocorrências raras de “Torsades de Pointes”. – Co-administração com a domperidona é contra-indicada dado que esta combinação pode levar ao prolongamento do QT. – Co-administração com triazolam e midazolam oral -Co-administração com inibidores da HMG-CoA redutase metabolizados pelo CYP3A4 tais como sinvastatina e lovastatina. -Co-administração de alcalóides de ergot, como diidroergotamina, ergometrina (ergonovina), ergotamina e metilergometrina (metilergonovina); -Co-administração de nisoldipino -Co-administração de eplerenona – Co-administração de irinotecano – Co-administração de everolimo Quando co-administrado com cetoconazol oral, os seguintes fármacos devem ser usados com cautela, e suas concentrações plasmáticas, efeitos ou efeitos adversos devem ser monitorados, e suas doses devem ser reduzidas, se necessário, quando co-administradas  com cetoconazol. Isto deve ser considerado quando prescritos concomitantemente com as seguintes medicações: – Anticoagulantes orais; – Inibidores da protease do HIV, tais como indinavir e saquinavir; – Certos agentes antineoplásicos como alcalóides da vinca, busulfano, docetaxel, erlotinibe e imatinibe; – Bloqueadores de canal de cálcio metabolizados pelo CYP3A4, tais como dihidropiridinas e provavelmente verapamil; -Certos agentes imunossupressores: ciclosporina, tacrolimo, rapamicina (sirolimo); – Certos inibidores da HMG-CoA redutase metabolizados pelo CYP3A4 como atorvastatina – Certos glicocorticóides como budesonida, fluticasona, dexametasona e metilprednisolona – digoxina (via inibição da glicoproteína P) – Outros:, alfentanila, alprazolam, brotizolam, buspirona, carbamazepina, cilostazol, ebastina, eletriptano, fentanila, midazolam IV, quetiapina, reboxetina, repaglinida, rifabutina, sildenafil, solifenacina, tolterodina e trimexato. Reações tipo dissulfiram, caracterizadas por rubor, “rash”, edema periférico, náusea e cefaléia foram descritas após uso de bebidas alcóolicas, de forma excepcional. Todos os sintomas se resolveram completamente dentro de poucas horas.

    REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
    Estudos Clínicos Em estudo multinacional, multicêntrico, aberto em pacientes com diversas micoses superficiais e profundas, os eventos adversos durante o tratamento com cetoconazol foram avaliados em 1361 casos, sendo relatados 149 (11%) de eventos adversos. Os eventos adversos foram resumidos com abordagem independente da avaliação da causalidade do investigador. Os eventos adversos relatados mais freqüentes foram de origem gastrintestinal, por exemplo, náusea e vômito. Os eventos adversos relatados com incidência > 0,5% estão representados na tabela 1.

    Reações adversas a fármacos provenientes de relatos espontâneos durante a experiência de pós-comercialização mundial com Nizoral® Comprimidos segundo critérios préestabelecidos estão indicados na tabela 2. As reações adversas dos fármacos foram classificadas pela freqüência através da seguinte convenção:
    Muito comum ?1/10
    Comum ?1/100 e < 1/10
    Incomum ?1/1000 e <1/100
    Raro ?1/10000 e <1/1000
    Muito raro <1/10000, incluindo relatos isolados.
    As freqüências abaixo refletem as taxas de eventos adversos relatados, provenientes de
    relatos espontâneos, e não representam uma estimativa mais precisa do que a obtida em
    estudos clínicos ou epidemiológicos.

    Tabela 2. Relatos pós- comercialização de reações adversas

    Distúrbios do Sistema Sanguíneo e Linfático
    Muito raro Trombocitopenia

    Distúrbios do Sistema Imunológico
    Muito raro Condições alérgicas, incluindo choque anafilático, reação anafilactóide e anafilática e edema angioneurótico.

    Distúrbio do Sistema Endócrino
    Muito raro Insuficiência adrenocortical

    Distúrbios do Sistema Nervoso
    Muito raro Aumento reversível da pressão intracraniana (ex papiledema, fontanela protuberante em lactente), tontura, dor de cabeça, parestesia.
    Distúrbio Óptico
    Muito raro Fotofobia
    Distúrbio Gastrintestinal
    Muito raro Vômito, dor abdominal, diarréia, dispepsia, náusea.
    Distúrbios Hepatobiliares

    Muito raro Hepatotoxicidade grave incluindo icterícia, hepatite, necrose hepática confirmada por biópsia, cirrose, falência hepática incluindo casos resultando em trasplante ou morte.(Veja o item Advertências). Teste de função hepática anormal

    Distúrbios Pele e Tecido Subcutâneo
    Muito raro Urticária, prurido, “rash”, alopécia
    Distúrbios do Sistema Reprodutivo e Mamas
    Muito raro Disfunção erétil, ginecomastia, distúrbio menstrual, azoospermia com doses maiores que a dose terapêutica recomendada de 200 mg ou 400mg diária.

    SUPERDOSE
    Não há antídoto conhecido para cetoconazol. No caso de ingestão acidental excessiva, devem ser adotados os procedimentos de rotina. Lavagem gástrica pode ser feita dentro da primeira hora após a ingestão. Se considerado apropriado pode ser ministrado carvão ativado.

    ARMAZENAGEM
    Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz e umidade.

    DIZERES LEGAIS
    MS- 1.1236.0016
    Farmacêutico responsável: Marcos R. Pereira CRF-SP n° 12.304.
    JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
    Rodovia Presidente Dutra, km 154 São José dos Campos – SP
    CNPJ – 51.780.468/0002-68
    Indústria Brasileira
    ® Marca Registrada
    SAC 0800 7011851
    www.janssen-cilag.com.br

    VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

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  • COMPOSIÇÃO: – AMOXICILINA

    Cada cápsula gelatinosa dura de AMOXICILINA 500 mg contém:
    Amoxicilina (na forma triidratada compactada) 500 mg
    Excipientes q.s.p. 1 cápsula
    (celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, laurilsulfato de sódio)

    INFORMAÇÕES AO PACIENTE: – AMOXICILINA
    Ação esperada do medicamento: AMOXICILINA é um antibiótico usado no tratamento de infecções não complicadas.
    Cuidados de armazenamento: Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), ao abrigo da umidade.
    Prazo de validade: Não utilize o medicamento se o prazo de validade estiver vencido, o que pode ser verificado na embalagem externa do produto.

    Gravidez1 e lactação2: Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 durante o tratamento ou após o seu término e se estiver amamentando.Caso ocorra gravidez1 durante ou logo após o tratamento com AMOXICILINA, suspenda a medicação e comunique imediatamente ao seu médico.

    Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Siga à risca o número de dias determinado pelo seu médico, mesmo que para isso seja necessário adquirir mais de uma embalagem do produto. Esta precaução irá prevenir uma reinfecção ou uma recaída.

    Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico, mesmo que você (ou a criança) esteja sentindo- se melhor após os primeiros dias de tratamento.
    Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: dor gástrica, náusea3, vômito4, diarréia5 e flatulência.

    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

    Ingestão com outras substâncias: A alimentação não interfere com a ação de AMOXICILINA, podendo a mesma ser ingerida juntamente com alimentos.
    Contra- indicações e Precauções: O uso de AMOXICILINA é contra-indicado a pacientes com história de reações alérgicas e hipersensibilidade às penicilinas.
    Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.
    Este produto foi prescrito somente para você. Portanto, nunca ofereça um medicamento para outra pessoa, pois pode não ser o mais adequado para ela, mesmo que os sintomas6 sejam parecidos com os seus.
    NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE
    SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.


    INFORMAÇÕES TÉCNICAS – AMOXICILINA

    Características: – AMOXICILINA
    O produto contém como princípio ativo a AMOXICILINA, quimicamente a D- (-)-alfa-amino p. hidroxibenzil penicilina, uma penicilina semi-sintética de amplo espectro de ação, derivada do núcleo básico da penicilina, o ácido 6-amino-penicilânico. Seu nível máximo ocorre uma hora após a administração oral, tem baixa ligação protéica e pode ser administrado com as refeições, por ser estável em presença do ácido clorídrico do suco gástrico.
    A AMOXICILINA é bem absorvida tanto pela via entérica como pela parenteral.
    A meia- vida da AMOXICILINA após a administração do produto é de 1,3 horas.
    A AMOXICILINA não tem ligações proteicas em grande número, aproximadamente 20%. Espalha- se rapidamente nos tecidos e fluidos do corpo, com exceção do cérebro e seus fluidos.
    A AMOXICILINA é um antibiótico semi- sintético com um largo espectro de atividade bactericida contra muitos microorganismos Gram-positivos e Gram-negativos. A AMOXICILINA é, todavia, suscetível à degradação por beta-lactamases, e portanto, o espectro de atividade não inclui organismos que produzem estas enzimas.
    A AMOXICILINA é bactericida para uma larga faixa de bactérias, incluindo: Streptococcus, espécies de Staphylococcus não produtoras de beta- lactamase, Pneumococcus, Enterococcus, Listeria, Corynebacteria, Clostridia, Bacillus anthracis, Erysipelothrix, Rhusiopathial e bactérias Gram-negativas, como Meningococcus, Gonococcus, Bordetella pertussis, Haemophilus influenzae e parainfluenzae, Escherichia coli, Proteus mirabilis, Salmonella e Shigellae.

    INDICAÇÕES: – AMOXICILINA

    O produto é indicado no tratamento das infecções causadas por germes sensíveis à ação da AMOXICILINA.

    CONTRA-INDICAÇÕES: – AMOXICILINA
    AMOXICILINA é contra- indicada a pacientes com história de reações alérgicas e hipersensibilidade às penicilinas, nos casos de infecções por Staphylococcus penicilino-resistentes e nas produzidas por bacilo piociânico, ricketsias e vírus7.

    PRECAUÇÕES – AMOXICILINA

    O uso de AMOXICILINA durante a gravidez1 pode ser considerado apropriado quando o benefício potencial se sobrepõe ao risco potencial associado ao tratamento.
    Rashes eritematosos (morbiliformes) têm sido associados a febre8 glandular em pacientes recebendo AMOXICILINA.
    Embora a AMOXICILINA possa ser administrada durante a lactação2, a ampicilina, da mesma forma que outros antibióticos desta classe, é excretada pelo leite materno; portanto, deve- se ter cuidado quando a AMOXICILINA é administrada a mulheres que estão amamentando, pois pode provocar no lactente9 diarréia5, candidíase10 e rash11 cutâneo.
    Reações de hipersensibilidade (anafilactóides) sérias e ocasionalmente fatais têm sido relatadas em pacientes recebendo tratamento com derivados penicilânicos. Estas reações requerem tratamento de emergência com epinefrina. Oxigênio, esteróides intravenosos e assistência respiratória, inclusive intubação, podem ser administrados, conforme a indicação.
    A ocorrência de diarréia5 pode interferir com a absorção de outros medicamentos e, desta forma, reduzir sua eficácia.
    Embora a anafilaxia12 seja mais freqüente após o tratamento parenteral, pode também ocorrer em pacientes recebendo tratamento oral. Estas reações são mais passíveis de ocorrerem em indivíduos com história de hipersensibilidade à penicilina e/ou reações de hipersensibilidade a múltiplos alérgenos. Têm sido relatados casos de pacientes com história de hipersensibilidade à penicilina e que tiveram graves reações quando tratados com cefalosporinas.
    Antes de iniciar um tratamento com um derivado penicilânico, deve ser realizada uma criteriosa e minuciosa pesquisa do passado alérgico do paciente quanto a reações às penicilinas, cefalosporinas ou a outros alérgenos. Caso ocorra uma reação alérgica13, AMOXICILINA deve ser imediatamente descontinuada e terapêutica adequada deve ser instituída.
    Da mesma forma que com outras drogas potentes, o acompanhamento das funções renal14, hepática e hematopoiética deve ser feito durante a terapia prolongada.
    A posologia deve ser ajustada em pacientes com insuficiência renal15.
    Um grande número de pacientes com mononucleose16 que recebem ampicilina desenvolve rash11 cutâneo. Assim, os antibióticos desta classe não devem ser administrados a pacientes com mononucleose16.
    A possibilidade de superinfecções17 por fungos ou bactérias deve ser considerada durante o tratamento. Se a superinfecção18 ocorrer, usualmente envolvendo Enterobacter, Pseudomonas ou Candida, a droga deve ser descontinuada e/ou a terapia apropriada instituída.

    INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: – AMOXICILINA

    A probenecida inibe a excreção renal14 da AMOXICILINA. O seu uso concomitante com AMOXICILINA pode resultar em um aumento do nível da amoxicilina no sangue19; portanto, não é recomendado.A AMOXICILINA não deve ser administrada junto com antibacterianos bacteriostáticos (tetraciclinas, eritromicina, sulfonamidas, cloranfenicol), já que pode ocorrer um efeito antagônico.
    A administração concomitante de alopurinol durante o tratamento com AMOXICILINA pode aumentar a probabilidade de ocorrência de reações alérgicas da pele.
    A absorção da digoxina, quando usada concomitantemente, pode ser aumentada durante o tratamento com AMOXICILINA.
    Da mesma forma que outros antibióticos de amplo espectro, AMOXICILINA pode reduzir a eficácia dos contraceptivos orais. As pacientes devem ser avisadas quanto a este fato.

    REAÇÕES ADVERSAS – AMOXICILINA

    Como ocorre com outras drogas da mesma classe, espera- se que as reações desagradáveis estejam essencialmente limitadas a fenômenos de hipersensibilidade. Elas são mais prováveis de ocorrer em indivíduos que já tenham demonstrado hipersensibilidade às penicilinas e naqueles que tenham histórico de alergia20, asma21, febre do feno22 ou urticária23. As seguintes reações adversas foram associadas ao uso de penicilinas:
    Gastrointestinais: náusea3, vômito4 e diarréia5, candidíase10 intestinal e colite24 associada ao antibiótico (incluindo colite24 pseudomembranosa e colite24 hemorrágica) têm sido raramente relatadas.
    Reações de hipersensibilidade: rash11 eritematoso e urticária23, que podem ser controlados com anti- histamínicos e, se necessário, corticosteróides sistêmicos. Raramente reações cutâneas como eritema multiforme25 e síndrome de Stevens-Johnson26, necrólise epidérmica tóxica27 e dermatite28 exfoliativa e bolhosa têm sido relatadas. Sempre que tais reações ocorreram, a AMOXICILINA deve ser descontinuada.
    De maneira semelhante a outros antibióticos, reações alérgicas graves incluindo edema angioneurótico29, anafilaxia12, doença do soro30 e vasculite31 de hipersensibilidade têm sido relatadas raramente. Nefrite32 intersticial pode ocorrer raramente.
    Hepáticas: um aumento moderado do SGOT foi relatado, mas a significância deste achado é desconhecida.
    Como ocorre com outros antibióticos beta- lactâmicos, hepatite33 e icterícia34 colestática têm sido relatadas raramente.
    Hematológicas: da mesma forma que com outros beta- lactâmicos, leucopenia35 reversível (incluindo neutropenia36 grave ou agranulocitose37), trombocitopenia38 reversível e anemia hemolítica39 têm sido raramente relatados. Prolongamento do tempo de sangramento e do tempo de protrombina também têm sido relatados raramente.
    Sistema Nervoso40 Central: hiperatividade reversível, agitação, ansiedade, insônia, confusão mental, mudanças no comportamento e/ou vertigem41 foram raramente relatados. Convulsões podem ocorrer em pacientes com função renal14 comprometida ou naqueles recebendo altas doses.

    ALTERAÇÕES EM EXAMES LABORATORIAIS: – AMOXICILINA
    Com resultados de testes diagnósticos:
    Glicose42, urina43:
    Altas concentrações de penicilinas, como a amoxicilina, podem produzir resultados falso- positivos ou resultados falsamente elevados com testes de sulfato de cobre (Teste de Benedict, Clinitest ou Fehling); testes enzimáticos para determinação da glicose42 (Clinistix ou Testape) não são afetados.
    Teste de antiglobulina direto (Coombs):
    Resultados falso- positivos podem ocorrer durante a terapia com qualquer penicilina.

    Com valores de testes fisiológicos/laboratoriais:
    Alanina aminotransferase (ALT[SGPT]); fosfatase alcalina; aspartato aminotransferase (AST[SGPT]) e lactato desidrogenase sérica (LDH):
    Os valores podem estar aumentados.
    Contagem de células sangüíneas brancas:
    Leucopenia35 ou neutropenia36 estão associadas com o uso de todas as penicilinas; o efeito é mais provável de ocorrer com terapia prolongada e na presença de insuficiência44 da função hepática severa.

    POSOLOGIA – AMOXICILINA

    Cápsula:

    Adultos:
    1 cápsula de AMOXICILINA 500 mg de 8 em 8 horas.

    A posologia deve ser aumentada, a critério médico, nos casos de infecções graves.
    A absorção de AMOXICILINA não é afetada pela alimentação; portanto, a AMOXICILINA pode ser administrada às refeições.

    SUPERDOSAGEM: – AMOXICILINA
    É improvável que ocorram problemas de superdosagem com AMOXICILINA. Se aparecerem, sintomas6 gastrointestinais tais como náusea3, vômito4 e diarréia5 poderão ser evidentes. Nestes casos, o tratamento deve ser sintomático com atenção ao balanço hidroeletrolítico.
    A AMOXICILINA pode ser removida da circulação45 por hemodiálise46.

    PACIENTES IDOSOS: – AMOXICILINA

    As penicilinas têm sido empregadas em pacientes idosos e nenhum problema específico à geriatria foi documentado até o presente. Entretanto, pacientes idosos são mais susceptíveis a apresentarem insuficiência renal15 relacionada a idade, fato que pode requerer um ajuste na dose para estes pacientes que recebem penicilinas, como a AMOXICILINA.

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  • O QUE É

    A Cefalexina é um antibacteriano [cefalosporina de 1ª geração; betalactâmico].

    PARA QUE SERVE

    Amigdalite; faringite; infecção articular; infecção da pele e dos tecidos moles; infecção orofacial por anaeróbicos; infecção orofacial por cocos Gram-positivos; infecção óssea; infecção urinária; otite média; pneumonia.

    COMO AGE

    A Cefalexina inibe a síntese da membrana celular da bactéria; é bactericida. Absorção: boa e rápida; alimento praticamente não interfere. Biotransformação: não sofre. Eliminação: principalmente urina, como droga inalterada.

    COMO SE USA

    Uso Oral
    Com ou sem alimento.

    Adultos e Adolescentes
    • Cistite não complicada(1); amigdalite; faringite; infecção da pele e dos tecidos moles: 500 mg cada 12 horas.
    (1) por 7 a 14 dias, para adultos e adolescentes a partir dos 15 anos de idade.

    • Prevenção da endocardite: 2 g, 1 hora antes do início da cirurgia.
    • Outras infecções (leve a moderada): 250 mg cada 6 horas; grave: até 1 g cada 6 horas.

    1. LIMITE DE DOSE PARA ADULTOS: 4 g por dia.

    Idosos
    Mesmas doses de adultos.

    Crianças a Partir de 1 Ano de Idade até Crianças com 40 kg de Peso
    • Amigdalite; faringite; infecção da pele e dos tecidos moles: 12,5 a 25 mg por kg de peso cada 12 horas.
    • Otite média: 18,75 a 25 mg por kg de peso cada 6 horas.
    • Prevenção da endocardite: 50 mg por kg de peso, 1 hora antes do início da cirurgia. Impetigo: 15 mg por kg de peso, 3 vezes por dia, durante 10 dias.
    • Outras infecções (leve a moderada): 25 a 50 mg por kg de peso por dia, divididos em doses a cada 6 ou 12 horas; grave: 50 a 100 mg por kg de peso por dia, divididos em doses a cada 6 ou 12 horas.

    1. LIMITE DE DOSES PARA AS CRIANÇAS DESTA FAIXA: 2 g por dia

    Crianças entre 1 Mês a 1 Ano de Idade
    25 a 50 mg por kg de peso por dia, divididos em doses a cada 6 ou 12 horas.

    Crianças Acima de 40 kg
    Mesmas doses de adultos e adolescentes.

    CUIDADOS ESPECIAIS

    Risco na Gravidez
    Risco B: Não há estudos adequados em mulheres (em experimentos animais não foram demonstrados riscos).

    Amamentação
    A Cefalexina é excretada no leite em pequenas quantidades; problemas não documentados.

    Não Usar o Produto
    Reação alérgica prévia a penicilinas, derivados da penicilina, penicilamina ou cefalosporinas.

    Avaliar Riscos X Benefícios
    História de doença gastrintestinal, particularmente colite ulcerativa, enterite regional ou colite associada a antibióticos (pode ocorrer colite pseudomembranosa); história de doença com sangramento (pode ocorrer sangramento por hipoprotrombinemia); diminuição da função renal (pode ser necessário reduzir a dose).

    Reações Mais Comuns (ocorrem em pelo menos 10% dos pacientes)
    GASTRINTESTINAL: falta de apetite; diarreia; náusea.

    Atenção ao Utilizar Outros Produtos
    A Cefalexina:

    · pode aumentar os riscos de hemorragias com: inibidores da agregação plaquetária.
    · pode ter a sua ação e os efeitos tóxicos aumentados com: probenecida.
    · pode ter o risco de nefrotoxicidade aumentado por: aminoglicosídeos

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  • Só este ano, a Anvisa  - Agência Nacional de Vigilância Sanitária apreendeu em todo o país quase 63 mil comprimidos falsos e 86 toneladas de remédios contrabandeados, sem nenhum registro. Conheça dicas para se proteger.

    Outro perigo comum no Brasil aparece na hora de comprar um remédio. O medicamento contrabandeado e as falsificações são duas ameaças graves à saúde.

    A cestinha está cheia de remédios. O aposentado Francisco de Assis Inácio já se deu mal. Na pressa, comprou o que não devia. “Quando abri, o comprimido parecia aqueles pequenininhos que põe embaixo da língua, tomei e minha pressão foi pra 13 por 9, 14 por 10”.

    Na correria do dia a dia, muitas vezes a passada na farmácia é rápida. É chegar no balcão, entregar a receita, pegar o remédio, pagar e pronto. Mas não deve ser assim, não. Este é um lugar que a gente tem que desacelerar e prestar atenção sempre.

    Tudo pra não levar para casa um remédio falsificado. Só este ano, a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – apreendeu em todo o país quase 63 mil comprimidos falsos e 86 toneladas de remédios contrabandeados, sem nenhum registro.

    A primeira dica pra se proteger é: nunca compre remédios em camelôs, só na farmácia conhecida e que tenha um farmacêutico responsável.

    “Farmácia fundo de quintal, não. Saúde não tem preço”, ensina o empresário
    Richard Plewa.

    Confira os itens de segurança da caixinha, o lacre para garantir que o produto não foi aberto. “Acho importantíssimo, porque podem abrir e colocar uma coisa que não tem nada a ver”, acredita a aposentada Fernanda Barros.

    A data de validade junto com o número do lote e principalmente uma faixa branca. É uma raspadinha que mostra a marca ou o nome do laboratório.

    “Não pode borrar. Se tiver borrado é indício de que o medicamento é falso”, explicou o gerente farmacêutico Renner Lima.

    E se a compra for pela internet, o perigo é maior ainda. “Se não for farmácia legalmente habilitada, aberta ao público, que ofereça serviço adicional de venda pela internet, não compre. Porque pode ter qualquer coisa. Dificilmente vai ser coisa legalizada e o risco é muito grande”, alerta Pedro Menegasso, diretor do Conselho Regional de Farmácia/SP.

    Fonte JN

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  • Pesquisa diz que remédios genéricos custam, em média, 52,27% menos.
    Medicamentos de referência variam até 135,81%, aponta Fundação Procon.

    Pesquisa da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) divulgada nesta segunda-feira (31) mostra que os medicamentos genéricos custam, em média, 52,27% menos que os remédios de referência. De uma farmácia para outra, no entanto, o preço de um mesmo genérico pode variar até 523,81% e de um mesmo medicamento de referência, 135,81%.

    O levantamento foi feito em 15 farmácias de médio e grande porte da capital paulista entre os dias 3 e 5 deste mês e considerou o preço de 52 medicamentos.

    Entre os genéricos, o que apresentou a maior diferença de preço de uma loja para outra (523,81%) foi o diclofenaco sódico 50 mg, com 20 comprimidos. O mais barato custa R$ 1,89. O mais caro, R$ 11,79. Entre os de referência, a maior diferença (135,81%) foi observada no Gardenal 100 mg, do laboratório Sanofi-Aventis, com 20 comprimidos. O preço mais baixo encontrado foi de R$ 2,29 e o mais alto, de R$ 5,40.

    Uma drogaria da zona leste da cidade foi o estabelecimento que apresentou a maior quantidade de produtos com o menor preço, 23 dos 45 encontrados. Para economizar, o Procon recomenda que o consumidor pesquise preços e consulte a lista de Preço Máximo ao Consumidor (PMC) disponível no site da Agência Nacional de Vigilância sanitária (Anvisa).

    Fonte G1

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  • Ministro da Saúde afirma que dimensão comercial não pode se sobrepor à saúde pública

    O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu nesta segunda-feira (17), durante a Assembléia Mundial de Saúde, que acontece em Genebra, na Suíça, que a discussão sobre medicamentos falsos não inviabilize o trânsito de medicamentos genéricos no mundo.

    Com apoio dos países da América do Sul, da África e do sudeste asiático, Temporão, afirmou, na plenária do encontro, que garantir o acesso aos genéricos é fundamental para a estruturação dos serviços de saúde. Em 2009, cerca de 30 carregamentos genéricos foram bloqueados na Europa, quando estavam em transito de países como China e Índia para outros em desenvolvimento – entre eles, o Brasil.

    - O combate à falsificação de medicamentos, nossa responsabilidade comum, não pode servir de pretexto para que a dimensão comercial sobreponha-se à saúde pública. Propriedade intelectual não se confunde com medicamentos falsificados. Vítimas de violações aos direitos de propriedade intelectual são empresas; vítimas de medicamentos falsificados são pacientes – e são estes que requerem a proteção da OMS.

    No encontro, organizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil e o conjunto com os países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) apresentaram uma resolução que coloca a entidade internacional à frente da discussão da falsificação de medicamentos com a preocupação de proteção à saúde pública acima de qualquer o outro interesse. O tema, portanto, não deve envolver questões comerciais e da discussão sobre violação de direito de patentes.

    Os países, assim, querem reverter o processo iniciado na OMS de misturar discussões de medicamentos “contrafeitos” (onde se questiona marca e patente) e de medicamentos falsos (produzidos sem obediência às regras sanitárias).

    Se a discussão evoluir nos moldes atuais, os genéricos podem ter a sua circulação inibida, obrigando que sigam rotas alternativas, encarecendo o produto. A proposta é que o debate passe a ser conduzido diretamente pelos estados-membros. Atualmente, há representantes da indústria e de organizações de comércio e propriedade intelectual no grupo que presta informações à OMS para suas resoluções sobre esse tema.

    Na última semana, o Brasil e a Índia entraram com um questionamento na OMC (Organização Mundial do Comércio) para discutir a legalidade de apreensão de medicamentos genéricos em portos da Europa. A alegação dos europeus é de que os produtos podem ser falsos por fraude a propriedade intelectual, mas as autoridades brasileiras entendem que há uma pressão comercial sobre a ação.

    Os genéricos são medicamentos que tem patente vencida ou nunca tiveram uma patente reconhecida, mas possuem a mesma dose e forma farmacêutica do que medicamento de referência sendo exatamente em sua ação terapêutica. No Brasil, a sua segurança e eficácia é acompanhada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    Fonte R7

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  • Uma liminar voltou a permitir reduções de até 60% nos preços de medicamentos. A decisão judicial tem gerado polêmica entre os donos de farmácias. Os pequenos empresários alegam que apenas as grandes redes lucram com os descontos.

    As grandes redes, por outro lado, defendem-se com o argumento da livre concorrência. O Procon avalia que não há ilegalidade na oferta de descontos, mas reconhece que muitas vezes as reduções não passam de estratégia de marketing.

    De acordo com o promotor João Gualberto, em 2009 foram fechadas dez farmácias. Este ano, até o momento foram três. Todas por irregularidades junto ao Conselho Regional, mas nenhuma por burlar as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em relação aos preços máximos estabelecidos. Por enquanto, a única reclamação em relação aos descontos oferecidos pelas maiores redes vem dos proprietários da pequenas farmácias.

    Novela entre as grandes

    No Ceará, três redes de farmácias travam uma disputa acirrada no setor. A briga começou há alguns anos, quando uma rede cearense entrou no mercado de São Paulo, a rede paulista deu o troco em Fortaleza, e outra rede que veio do pará entrou na jogada. Resultado: os descontos viraram caso de Justiça que teve que analisar uma aão que limitava esses descontos. A liminar caiu e a festa dos preços voltou. Resta saber se o consumidor está sendo informado sobre essas tais vantagens.

    Fonte Verdes Mares

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  • Bactrim®

    Sulfametoxazol + trimetoprima

    Quimioterápico bactericida com duplo mecanismo de ação

    Uso adulto e pediátrico

    BACTRIM – Formas farmacêuticas e apresentações

    Bactrim Comprimido:Sulfametoxazol 400 mg
    Trimetoprima 80 mg

    Bactrim F Comprimido:
    Sulfametoxazol 800 mg
    Trimetoprima 160 mg

    Bactrim Suspensão Pediátrica
    (200+40)mg/5ml

    Bactrim F Suspensão Pediátrica
    (400+80)mg/5ml

    Informações técnicas

    BACTRIM – Propriedades e efeitos


    .
    BACTRIM® contém dois componentes ativos que, agindo sinergicamente, bloqueiam duas enzimas que catalisam estágios sucessivos na biossíntese do ácido folínico no microrganismo. Este mecanismo usualmente produz urna atividade bactericida in vitro em concentrações que são apenas becteriostáticas para cada um dos componentes se usados isoladamente.

    Além disso, BACTRIM é freqüentemente eficaz contra germes que são resistentes a um de seus componentes. Por causa de seu mecanismo de ação, o risco de resistência bacteriana é minimizado. O efeito antibacteriano do BACTRIM in vitro atinge um amplo espectro de germes patogênicos Gram- positivos e Gram-negativos. Germes geralmente sensíveis (CIM = concentração inibitória mínima <= 80 mg/l): Cocos: Staphylococcus aureus (meticilina-sensíveis e meticilina-resistente, Staphylococcus spp. (coagulase negativa), Streptococcus b- hemolíticos (grupos A e B), Enterococcus faecalis, Streptococcus não-hemolíticos, Streptococcus pneumoniae (penicilina-sensíveis, penicilina-resistentes), branhamella catarrahalis. Bastonetes Gram-negativos: Haemophilus influenzae (b- lactamase positivos, b- lactamase negativos), haemophilus parainfluenzae, haemophilus ducreyi, E. coli, Citrobacter spp., Citrobacter freundii, Klebsiella pneumoniae, Klebsiella oxytoca, outras Klebsiella spp., Enterobacter cloacae, Enterobacter aera genes, Hafnia alvei, Serratia marcescens, Serratia liquefaciens, outras Serratia spp., Proteus mira bilis, Proteus vulgaris, Morganella morganii, Providencia rettgeri, outras Providencia spp., Salmonella typhi, Salmonella enteritidis, Shigella spp,, Yersinia enterocolitica, outras Yersinia spp., Vibrio cholerae. Diversos bastonetes Gram-negativos Neisseria gonorrhoeae, Neisseria menigitidis, Cedecea spp., Edwardsiella tarda, Kluyvera spp., Acinetobacter Iwoffi, Acinetobacter anitratus (principalmente A. baumanii), Aeromonas hydrophila, Alcaligenes faecalis, Pseudomonas cepacia. Baseado em experiência clínica, os seguintes germes devem também ser considerados como sensíveis: Brucella, Chlamydia trachomatis, Nocardia asteroides, Pneumocystis carinii. Germes parcialmente sensíveis (CIM = 80-160 mg/l): Xanthomonas maltophilia (anteriormente denominado Pseudomonas maltophilia). Germes resistentes (CIM >160 mg/l): Mycoplasma spp., Mycobacterium tuberculosis, Treponema pallidum. No caso de infecções causadas por germes parcialmente sensíveis, recomenda-se um teste de sensibilidade para que se exclua qualquer resistência. A sensibilidade ao BACTRIM pode ser determinada por métodos padronizados, tais como os testes de difusão com disco ou testes de diluição recomendados pelo National Comittee for Clinical Labaratory Standards (NCCLS). Os seguintes parâmetros para suscetibilidade são recomendados pelo NCCLS:

    Teste do disco* Teste da diluição**
    diâmetro da zona CIM (mg/ml)
    de inibição (mm)
    TM SMZ
    Sensível >=16 <=2 <=35

    Parcialmente 11- 15 4 76
    sensíveis
    Resistente <=10 >=8 >=152

    *Disco: 1,25 mg TM (trimetoprima e 23,75 mg SMZ (sulfametoxazol).
    ** TM (trimetoprima) e SMZ (sulfametoxazol) em uma proporção de 1 a 20.

    BACTRIM – Farmacocinética

    As propriedades farmacocinéticas da trimetoprima (TM) e do sulfametoxazol (SMZ) são muito semelhantes.

    BACTRIM – Absorção

    Após administração oral, TM e SMZ são rápida e quase completamente absorvidas na porção superior do trato gastrintestinal. Após dose única de 160 mg de TM + 800 mg de SMZ, picos de concentração plasmática de 1,5- 3 mg/ml para TM e 40-80 mg/ml para SMZ são obtidas dentro de 1 a 4 horas. Se a administração for repetida a cada 12 horas, a concentração estabiliza-se neste nível.

    BACTRIM – Distribuição

    O volume de distribuição da TM é cerca de 130 litros e do SMZ é cerca de 20 litros. Nas concentrações acima mencionadas, 42- 46% de TM e 66% de SMZ ligam-se às proteínas plasmáticas. Estudos em animais e no homem têm demonstrado que a difusão do BACTRIM nos tecidos é boa. Grandes quantidades de TM e pequenas quantidades de SMZ passam da corrente sangüínea para os líquidos intersticiais e outros líquidos orgânicos extravasculares. Entretanto, em associação, as concentrações de TM e SMZ são superiores às concentrações inibitórias mínimas (CIM) para a maioria dos germes patogênicos. Em seres humanos, TM e SMZ foram detectados na placenta fetal, no sangue4 do cordão umbilical, no líquido amniótico e nos tecidos fetais (fígado, pulmão), o que indica que ambas as substâncias atravessam a barreira placentária. Em geral, concentrações fetais de TM são similares e as da SMZ são menores do que as concentrações detectadas na mãe. Ambas as substâncias são excretadas pelo leite materno. Concentrações no leite materno são similares (TM) ou mais baixas (SMZ) do que as concentrações no plasma5 materno.

    BACTRIM – Metabolismo

    Aproximadamente 50- 70% da dose de TM e 10-30% da dose de SMZ são excretadas inalterados. Os principais metabólitos de TM são os derivados óxidos 1 e 3 e hidroxi 3′ e 4′; alguns metabólitos são ativos. O SMZ é metabolizado no fígado, predominantemente por acetilação N4 e, em uma menor extensão, por conjugação de glicuronídios; os metabólitos são inativos. As meia-vidas dos dois componentes são muito semelhantes (em média, de 10 horas para TM e 11 horas para SMZ). Ambas as substâncias, assim como seus metabólitos, são eliminadas quase exclusivamente por via renal6, através de filtração glomerular e secreção tubular, o que determina concentrações urinárias as substâncias ativas consideravelmente mais altas do que a concentração no sangue4. Apenas uma pequena parte das substâncias é eliminada por via fecal.

    BACTRIM – Farmacocinética em condições clínicas especiais

    A eliminação pode ser prolongada no idoso e nos pacientes com comprometimento renal6 grave, o que requer ajuste da posologia nesses casos.

    BACTRIM – Indicações

    Tratamento das infecções causadas por germes sensíveis à associação trimetoprimasulfametoxazol, tais como infecções do trato respiratório altas e baixas: bronquite aguda e crônica, bronquiectasia pneumonia (inclusive por Pneumocystis carinii); faringite, amigdalite (em infecções por estreptococo b- hemolítico do grupo A, a taxa de erradicação não é completamente satisfatória), sinusite, otite média; infecções do trato urinário e renais: cistites agudas e crônicas, pielonefrites, uretrites, prostatites; infecções genitais em ambos os sexos, inclusive uretrite gonocócica; infecções gastrintestinais, incluindo febres tifóide e paratifóide, e tratamento dos portadoras; cólera (como medida conjunta à reposição de líquidos e eletrólitos); infecções da pele e tecidos moles: piodermite, furúnculos, abscessos e feridas infectadas; Outras infecções bacterianas: osteomielites aguda e crônica, brucelose aguda. Nocardiose, blastomicosa sul-americana.

    BACTRIM – Posologia

    Posologia padrão: As doses devem ser administradas pela manhã e à noite, de preferência após uma refeição e com quantidade suficiente de líquido. Adultos e crianças acima de 12 anos: Dose habitual: 2 comprimidos de BACTRIM ou 1 comprimido de BACTRIM F ou 20 ml da suspensão, a cada 12 horas, ou 10 ml da suspensão F, a cada 12 horas. Dose mínima e dose para tratamento prolongado. (mais de 14 dias): 1 comprimido de BACTRIM ou ½ comprimido de BACTRIM F ou 10 ml da suspensão, a cada 12 horas, ou 5 ml da suspensão F, a cada 12 horas. Dose máxima (casos especialmente graves): 3 comprimidos de BACTRIM ou 1 e ½ comprimido de BACTRIM F ou 30 ml da suspensão, a cada 12 horas, ou 15 ml da suspensão F, a cada 12 horas. Crianças com menos de 12 anos:6 semanas a 5 meses: ¼ de medida da suspensão pediátrica (2,5 ml), a cada 12 horas. 6 meses a 5 anos: ½ medida da suspensão pediátrica (5 ml), a cada 12 horas, ou ¼ de medida da suspensão F (2,5 ml), a cada 12 horas. 6 a 12 anos: 1 medida da suspensão pediátrica (10 ml), a cada 12 horas, ou ½ medida da suspensão F (5 ml), a cada 12 horas. A posologia acima indicada corresponde aproximadamente à dose diária média de 6 mg de trimetoprima e 30 mg de sulfametoxazol por kg de peso. Nas infecções graves a dosagem recomendada pode ser aumentada em 50%. Posologias especiais: Gonorréia: Adultos: 5 comprimidos de BACTRIM ou 2 e ½ comprimidos de BACTRIM F, duas vezes ao dia, pela manhã e à noite, em um único dia de tratamento. Infecções urinárias agudas não- complicadas: Para mulheres com infecções urinárias não-complicadas, recomenda-se dose única de 3 comprimidos de BACTRIM F. Os comprimidos devem ser tomados, se possível à noite, após a refeição ou antes de deitar. Pneumonia por Pneumocystis carinii: Recomenda-se até 20 mg/kg de trimetoprima e 100 mg/kg de sulfametoxazol nas 24 horas (doses iguais fracionadas a cada 6 horas), durante 14 dias.

    Pacientes com insuficiência renal

    Clearance da creatinina Esquema posológico recomendado

    Acima de 30 ml/min Posologia padrão

    15- 30 ml/min Metade da posologia padrão

    Menos de 15 ml/min Não é recomendável o uso de BACTRIM

    Bactrim-F-foto-comprimido-tratamento-infeccoes-por-bacteriasBACTRIM – Restrições de uso

    BACTRIM – Contra-indicações

    BACTRIM está contra- indicado nos casos de lesões graves do parênquima hepático e em pacientas com insuficiência renal grave quando não se pode determinar regularmente a concentração plasmática. Da mesma forma, BACTRIM está contra-indicado aos pacientes com história de hipersensibilidade à sulfonamida ou à trimetoprima. Não deve ser administrado a prematuros e recém-nascidos durante as primeiras 6 semanas de vida.

    BACTRIM – Precauções

    Existe maior risco de reações adversas graves em pacientes idosos ou em pacientes que apresentem as seguintes condições: insuficiência hepática, insuficiência renal ou uso concomitante de outras drogas (em cada caso, o risco pode ser relacionado à dosagem ou duração do tratamento). Êxito letal, embora raro, tem sido descrito relacionado com reações graves, tais como: discrasias sangüíneas, eritema exsudativo multiforme (síndrome de Stevens- Johnson), necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Lyell) e necrose hepática fulminante. Para diminuir o risco de reações indesejáveis, a duração do tratamento com BACTRIM deve ser a menor possível, especialmente em pacientes idosos. Em caso de comprometimento renal, a posologia deve ser ajustada conforme descrito no item Posologias especiais. Pacientes em uso prolongado de BACTRIM devem fazer controle regular de hemograma. Caso surja redução significativa de qualquer elemento figurado do sangue, o tratamento com BACTRIM deve ser suspenso. A não ser em casos excepcionais, BACTRIM não deve ser administrado a pacientes com sérias alterações hematológicas. BACTRIM tem sido ocasionalmente administrado a pacientes sob uso da agentes citotóxicos para o tratamento de leucemia, sem que apresente qualquer evidência de efeitos adversos sobre a medula óssea ou sangue periférico. Devido à possibilidade da hemólise, BACTRIM não deve ser administrado a pacientes portadores de deficiência de G6PD (desidrogenase de glicose19-6-fosfato), a não ser em casos de absoluta necessidade e em doses mínimas. O tratamento deve ser descontinuado imediatamente, ao primeiro sinal de rash cutâneo ou qualquer outra reação adversa séria. Nos pacientes idosos ou em pacientes com história de deficiência de ácido fólico ou insuficiência renal, podem ocorrer alterações Hematológicas indicativas de deficiência de ácido fólico. Estas alterações são reversíveis administrando-se ácido folínico. Pacientes em uso prolongado de BACTRIM (em particular, pacientes com insuficiência renal) devem fazer exame de urina e avaliação da função renal6 regularmente. Adequada administração de líquidos e eliminação urinária devem ser asseguradas durante o tratamento, para prevenir cristalúria.
    BACTRIM – Gravidez e lactação

    Experimentos em animais com doses bastante elevadas de TM a SMZ apresentaram malformações fetais típicas de antagonismo de ácido fólico. Com base em relatórios efetuados em mulheres grávidas, revisão de literatura e relatórios espontâneos de malformações, o uso de BACTRIM parece não apresentar risco de teratogenicidade em seres humanos. Uma vez que tanto TM como SMZ atravessam a barreira placentária e podem, portanto, interferir com o metabolismo1 do ácido fólico, BACTRIM somente deverá ser utilizado durante a gravidez2 se os possíveis riscos para o feto justificarem os benefícios terapêuticos esperados. Recomenda- se que toda mulher grávida, ao ser tratada com BACTRIM, receba concomitantemente 5 a 10 mg de ácido fólico diariamente. Deve-se evitar o uso de BACTRIM durante o último estágio da gravidez tanto quanto possível, devido ao risco de kernicterus no neonato.

    BACTRIM – Lactação

    Tanto TM como SMZ passam para o leite materno. Embora a quantidade ingerida pelo lactente seja pequena, recomenda- se que os possíveis riscos para o lactente (Kernicterus, hipersensibilidade) sejam cuidadosamente avaliados frente aos benefícios terapêuticos esperados para a lactante.

    BACTRIM – Efeitos indesejáveis

    Os seguintes efeitos adversos têm sido descritos (em ordem de freqüência): Efeitos colaterais gastrintestinais: náusea (com ou sem vômito), estomatite, diarréia, raros casos de hepatite e casos isolados de enterocolite pseudomembranosa. Casos agudos de pancreatite aguda têm sido relatados em pacientes tratados com BACTRIM, sendo que vários destes pacientes estavam com doenças muito graves, incluindo pacientes portadores de Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida). Rashes cutâneos induzidos por BACTRIM são geralmente leves e rapidamente reversíveis após suspensão da medicação. Como ocorre com muitas outras drogas, o uso de BACTRIM tem sido, em alguns casos, relacionado ao surgimento de eritema multiforme30, fotossensibilidade, síndrome de Stevens- Johnson e necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Lyell). Casos raros de comprometimento renal e insuficiência renal (p. ex.: nefrite intersticial) e cristalúria foram reportados. Sulfonamidas, incluindo o BACTRIM, podem levar a diurese aumentada, particularmente em pacientes com edema de origem cardíaca. A maioria das alterações hematológicas observadas são leves e assintomáticas, sendo reversíveis com a suspensão da medicação. As alterações mais comumente observadas foram leucopenia, neutropenia e trombocitopenia. Muito raramente podem ocorrer agranulocitose, anemias megaloblástica, hemolítica ou aplástica, pancitopenia ou púrpura. Como ocorre com qualquer outra droga, podem aparecer reações alérgicas em pacientes hipersensíveis aos componentes do BACTRIM. Raramente observaram-se febre e edema angioneurótico. Infiltrados pulmonares, tais como ocorrem na alveolite alérgica ou eosinofílica, raramente foram reportados. Estes podem manifestar-se através de sintomas como tosse ou respiração ofegante. Se tais sintomas forem observados ou inesperadamente apresentarem uma piora, o paciente deve ser reavaliado e a suspensão do tratamento com BACTRIM considerada. Raros casos de meningite asséptica ou sintomas semelhantes à meningite têm sido descritos e, muito raramente, alucinações têm sido relacionadas ao uso de BACTRIM. Existe uma incidência bastante elevada de efeitos adversos, particularmente rash, febre, leucopenia e valores elevados de transaminase em pacientes portadores de Aids sob uso de BACTRIM para o tratamento de pneumonia por Pneumocystis carinii, quando comparada com a incidência normalmente associada com o uso de BACTRIM em pacientes não-aidéticos.

    BACTRIM – Interações medicamentosas

    Aumento da incidência de trombocitopenia com púrpura tem sido observado em pacientes idosos que estão sendo tratados concomitantemente com diuréticos, principalmente tiazídicos. Tem sido descrito que BACTRIM pode aumentar o tempo de protrombina de pacientes em uso de anticoagulantes tipo warfarina. Esta interação deve ser lembrada quando da administração de BACTRIM a pacientes sob terapêutica anticoagulante. Em tais casos, o tempo de coagulação deve ser novamente determinado. BACTRIM pode inibir o metabolismo hepático da fenitoína. Após administração de BACTRIM em doses habituais tem sido observado 39% de aumento da meia- vida e 27% de diminuição no clearance da fenitoína. Se os dois fármacos são administrados simultaneamente, é importante estar atento para um possível efeito excessivo da fenitoína. As sulfonamidas, incluindo sulfametoxazol, podem deslocar o metotrexato dos pontos de ligação nas proteínas plasmáticas, aumentando assim a concentração de metotrexato livre. BACTRIM pode afetar a dose necessária de hipoglicemiantes. Relatos ocasionais sugerem que pacientes em uso de pirimetamina para profilaxia da malária, em doses superiores a 25 mg/semana, podem desenvolver anemia megaloblástica se BACTRIM é usado concomitantemente. Distúrbio reversível da função renal6, manifestado por creatinina sérica aumentada, tem sido observado em pacientes tratados com TM-SMZ a ciclosporina após transplante renal. Este efeito combinado é provavelmente devido ao componente trimetoprima. Níveis aumentados de SMZ no sangue podem ocorrer em pacientes que estiverem recebendo concomitantemente indometacina.

    BACTRIM – Sintomas3 e tratamento de superdosagem

    Sintomas de superdosagem aguda podem incluir náusea, vômito, diarréia, cefaléia, vertigens, tontura a distúrbios mentais e visuais; cristalúria, hematúria e anemia podem ocorrer em casos severos. Sintomas de superdosagem crônica podem incluir depressão da medula óssea, manifestada como trombocitopenia ou leucopenia e outras discrasias sangüíneas devidas á deficiência de ácido foi mico. Dependendo dos sintomas, recomendam- se as seguintes medidas terapêuticas: lavagem gástrica, êmese, excreção renal através de diurese forçada (alcalinização da urina aumenta a eliminação de SMZ), hemodiálise (atenção: diálise peritoneal não é eficaz), controle do hemograma e eletrólitos. Se ocorrer significativa discrasia sangüínea ou icterícia, deve-se instituir tratamento especifico para estas condições. A administração de folinato de cálcio, por via intramuscular, de 3 a 6 mg, durante cinco a sete dias, pode contrabalançar os efeitos da TM sobre a hematopoese.

    BACTRIM – Interferência em exames de laboratório

    BACTRIM, especificamente o componente trimetoprima, pode alterar a dosagem do metotrexato sérico quando se usa a técnica de ligação protéica competitiva, utilizando como ligante protéico a diidrofolato redutase bacteriana. Entretanto, se a dosagem é feita por radioimunoensaio, não se observa qualquer interferência. A presença de TM e SMZ pode também interferir com os resultados de dosagem de creatinina realizada com a reação de picrato alcalino de Jaffé, ocasionando um aumento de cerca de 10% nos valores da faixa de normalidade.

    Venda Sob Prescrição Médica.

    BACTRIM – Laboratório

    ROCHE

    Fonte Bula

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