• O Conselho Federal de Medicina (CFM) entrou com ação na Justiça Federal do Distrito Federal nesta quinta-feira (13) contra a proibição pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da venda de remédios que atuam na redução do apetite, feitos à base de anfetamina: a anfepramona, o femproporex e o mazindol.

    A entidade pede a suspensão imediata da determinação até o julgamento da ação. A Anvisa informou que só vai se pronunciar sobre o caso depois de notificada da ação pela Justiça.

    Na mesma reunião em que proibiu as anfetaminas, no último dia 4, a Anvisa decidiu manter a comercialização e o registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos para tratar obesidade, mas aumentou o controle sobre a venda e a prescrição desse tipo de medicamento.

    Na ação, a entidade que representa os médicos alerta para o risco de deixar pacientes obesos sem alternativas de tratamento e pede mais rigidez no controle dessas substâncias para garantir que sejam usadas sob supervisão médica.

    “Não é possível deixar parte da população desassistida e limitar a autonomia do paciente. Somos favoráveis ao fortalecimento de mecanismos de controle de comercialização e da adoção de ações educativas em larga escala para disciplinar seu uso”, afirmou o primeiro-secretário do CFM, Desiré Callegari.

    O conselho contestou o relatório de 700 páginas produzido pela Anvisa. Segundo o documento, os benefícios da perda de peso causados pela utilização da anfepramona, do femproporex e do mazindol não superariam os riscos, como problemas cardíacos.

    “A Anvisa quer tutelar uma matéria sem qualquer fundamento técnico, cerceando direitos dos pacientes e autonomia dos médicos de utilização de medicamentos eficazes, conforme histórico de 30 anos. (…) A autonomia do médico, na prescrição de medicamentos, e do paciente, no livre acesso aos mesmos, estará fulminada já que a prescrição médica é prova suficiente para comprovar a necessidade/utilidade do tratamento que se pleiteia”, afirmou a entidade na ação.

    A Anvisa estabeleceu prazo de 60 dias para que os produtos proibidos sejam retirados do mercado. Os estabelecimentos que mantiverem a comercialização poderão ser interditados ou multados em valores que vão desde R$ 2 mil a um R$ 1,5 milhão.

    Fonte: G1

    Posted by Lucio Sergio @ 23:48

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  • 3 Responses

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    • Marcelo Ferreira de Castro Says:

      A Anvisa não poderia julgar sozinha, matéria tão técnica, pelo menos
      o auxílio dos Conselhos C.F.M , e C.F.F. , ela não possui a razão, a experiência ou o instinto destes Conselhos nem de seus membros. E aí deu no que deu, uma aberração da natureza, de difícil solução.
      Creio numa paz honrosa e moderada entre as partes, que infelizmente só poderá ser tomada pelo próprio Sr. Dirceu ou por alguém hierarquicamente superior a ele, a entrada em vigor sine die para a resolução, publicada no DO.

    • Marcelo Ferreira de Castro Says:

      correção – de pelo menos o auxílio

    • Edvaldo Varela Says:

      Tomei anfetamina, em duas doses diárias, uma hora antes das refeições principais, durante cerca de 11 anos ininterruptos, para perder e controlar meu peso e nunca tive problemas colaterais com isso. Trabalhei, pratiquei esportes, lazer, família, filhos, etc. Interrompi o tratamento em janeiro, devido a ação invasiva da ANVISA no direito que tenho de escolher o melhor tratamento para meu problema de saúde (compulsão alimentar devido a má educação na infância), e engordei nada mais, nada menos, que 20 kg em apenas seis meses.
      Estou muito preocupado, pois isso, naturalmente, me causou problemas de auto-aceitação, problemas com roupas, não posso mais fazer academia devido a dores nas articulações em razão do peso e me sinto muito mal por tudo isso. Não senti nenhum efeito neurológico no tocante à suspensão do medicamento, mas recebi de presente minha sulrreal vontade de comer doces e essas porcarias que a ANVISA não faz nada para proibir a venda até mesmo em farmácias.
      Agora eu pergunto… Será que o interesse da ANVISA é a saúde do cidadão ou há interesses particulares e/ou corporativos por traz disso, como por exemplo, favorecer a venda de outros produtos, como a sibultramina, que tem sérias acusações de causar aumento da pressão arterial e problemas cardíacos?
      Cada dia que passa, acredito menos nesse país… Que pena, tinha tudo pra dar certo…

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