• Sem categoria 27.01.2012 No Comments

    Yasmin
    drospirenona
    etinilestradiol

    Forma farmacêutica:
    Comprimido revestido

    Apresentação:
    Cartucho com 1 ou 3 blísteres-calendário de 21 comprimidos revestidos
    Cartucho com 1 ou 3 envelopes contendo blíster-calendário de 21 comprimidos revestidos

    Yasmin® deve ser administrado oralmente
    Uso Adulto

    Composição:
    Cada comprimido revestido contém 3 mg de drospirenona e 0,03 mg de etinilestradiol. Excipientes: lactose, amido, povidona, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, talco, dióxido de titânio, pigmento de óxido de ferro amarelo

    Informações à paciente:
    Como este medicamento funciona?
    Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante que você leia as informações contidas na bula, verifique o prazo de validade, o conteúdo e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta necessária.

    Leia com atenção as informações presentes na bula antes de usar o produto, pois a bula contém informações sobre os benefícios e os riscos associados ao uso de contraceptivos orais (pílulas que previnem a gravidez). Você também encontrará informações sobre o uso adequado do contraceptivo e sobre a necessidade de consultar seu médico regularmente. Converse com seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação e a utilização deste produto. Quando usados corretamente, o índice de falha dos contraceptivos orais combinados é de aproximadamente 1% ao ano (uma gestação a cada 100 mulheres por ano de uso). O índice de falha pode aumentar quando há esquecimento de tomada dos comprimidos ou quando estes são tomados incorretamente, ou ainda em casos de vômitos dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido ou diarréia intensa, bem como interações medicamentosas.

    O que é Yasmin®?

    Yasmin® é um contraceptivo oral combinado. Cada comprimido revestido contém uma combinação de dois hormônios femininos: a drospirenona (progestógeno) e
    o etinilestradiol (estrogênio). Devido às pequenas concentrações destes hormônios, considera-se Yasmin® um contraceptivo combinado de baixa dose.

    Como Yasmin® funciona?

    Os hormônios contidos em Yasmin® previnem a gravidez por meio de diversos mecanismos, sendo que os mais importantes são inibição da ovulação e alterações na secreção cervical (no colo uterino).

    Outras características não-relacionadas com a prevenção da gravidez

    Os contraceptivos combinados reduzem a duração e a intensidade do sangramento menstrual, diminuindo o risco de anemia por deficiência de ferro. A cólica menstrual também pode se tornar menos intensa ou desaparecer completamente.

    Além disso, há evidências de que alguns distúrbios ocorrem com menos freqüência em usuárias de contraceptivos contendo 0,05 mg de etinilestradiol (“pílula de alta dose”), tais como: doença benigna da mama, cistos ovarianos, infecções pélvicas (doença inflamatória pélvica ou DIP), gravidez ectópica (quando o feto se fixa fora do útero) e câncer do endométrio (tecido de revestimento interno do útero) e dos ovários. Para os contraceptivos de baixa dose confirmou-se até o momento que há uma redução da ocorrência de casos de câncer ovariano e de endométrio.

    Um dos hormônios de Yasmin?, a drospirenona, possui propriedades especiais que produzem efeitos benéficos, além da contracepção: prevenção do ganho de peso e de outros sintomas, como distensão abdominal e inchaço, relacionados à retenção de líquido causada por hormônios presentes tanto em contraceptivos orais quanto em certos momentos do ciclo menstrual normal. A drospirenona também possui atividade antiandrogênica, que auxilia na redução da acne (espinhas) e do excesso de oleosidade da pele e dos cabelos. Estas propriedades especiais fazem da drospirenona um hormônio similar a progesterona (hormônio feminino que o corpo produz).

    Por que este medicamento foi indicado?

    Yasmin® serve para prevenir a gravidez. Este medicamento proporciona também benefícios adicionais: melhora dos sintomas associados à retenção de líquido,
    como distensão abdominal (aumento do volume do abdome), inchaço ou ganho de peso; melhora da acne e redução do excesso de oleosidade da pele e dos cabelos.

    Quando não devo usar este medicamento?

    Não use contraceptivo oral combinado se você tem qualquer uma das condições descritas a seguir.
    Caso apresente qualquer uma destas condições, informe seu médico antes de iniciar o uso de Yasmin®. Ele pode lhe recomendar o uso de outro contraceptivo
    oral ou de outro método contraceptivo (não-hormonal).

    - história atual ou anterior de problemas circulatórios, especialmente os relacionados com a trombose. A trombose é a formação de um coágulo (de sangue) que pode ocorrer nos vasos sangüíneos das pernas (trombose venosa profunda), nos pulmões (embolia pulmonar), no coração (ataque cardíaco) ou em outras partes do corpo (veja o item “Contraceptivos e a trombose”);
    - história atual ou anterior de derrame cerebral, que é causado por um coágulo (de sangue) ou por um rompimento de um vaso sangüíneo no cérebro;
    - história atual ou anterior de sinais indicativos de ataque cardíaco (como angina ou dor no peito) ou de um derrame (como um episódio isquêmico transitório ou um pequeno derrame reversível);
    - história de enxaqueca acompanhada, por exemplo, de sintomas visuais, dificuldade para falar, fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do corpo;
    - diabetes melitus com lesão de vasos sangüíneos;
    - história atual ou anterior de pancreatite (inflamação do pâncreas), associada com níveis altos de triglicérides (um tipo de gordura) no sangue;
    - icterícia (pele amarelada) ou doença grave do fígado;
    - história atual ou anterior de câncer que pode se desenvolver sob a influência de hormônios sexuais (por exemplo, câncer de mama ou dos órgãos
    genitais);
    - mau funcionamento dos rins (insuficiência renal grave ou insuficiência renal aguda);
    - presença ou antecedente de tumor no fígado (benigno ou maligno);
    - presença de sangramento vaginal sem explicação;
    - ocorrência ou suspeita de gravidez;
    - hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes de Yasmin?.

    Se qualquer um destes casos ocorrer pela primeira vez enquanto estiver tomando contraceptivo oral, descontinue o uso imediatamente e consulte seu médico. Neste período, outras medidas contraceptivas não-hormonais devem ser empregadas (veja também o item: “O que devo saber antes de usar Yasmin??”).

    “Este medicamento é contra-indicado na faixa etária pediátrica.”

    “Você não deve usar este medicamento durante o período da gravidez e da amamentação. Por isso, se você estiver grávida ou amamentando, informe seu médico. Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.”

    O que devo saber antes de usar Yasmin®?

    “Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde”.

    Nesta bula estão descritas várias situações em que o uso do contraceptivo oral deve ser descontinuado ou em que pode haver diminuição da sua eficácia. Nestas situações, deve-se evitar relação sexual ou, então, utilizar adicionalmente métodos contraceptivos não-hormonais como, por exemplo, preservativo ou outro método de barreira. Não use os métodos da tabelinha (do ritmo ou Ogino-Knaus) ou da temperatura. Esses métodos podem falhar, pois os contraceptivos hormonais modificam as variações de temperatura e do muco cervical que ocorrem durante o ciclo menstrual normal.

    Yasmin®, como todos os demais contraceptivos orais, não protege contra as infecções causadas pelo HIV (AIDS), nem contra qualquer outra doença sexualmente transmissível.

    Que precauções você deve adotar?

    Antes de iniciar o tratamento, converse com o seu médico sobre os riscos e os benefícios de Yasmin®.

    O uso de contraceptivo combinado requer cuidadosa supervisão médica nas condições descritas abaixo. Essas condições devem ser comunicadas ao médico antes do início do uso de Yasmin?.
    - fumo ;
    - diabetes;
    - excesso de peso;
    - pressão alta;
    - alteração na válvula cardíaca ou alteração do batimento cardíaco;
    - inflamação das veias (flebite superficial);
    - veias varicosas;
    - qualquer familiar direto que já teve trombose, ataque cardíaco ou derrame;
    - enxaqueca;
    - epilepsia;
    - aumento do nível sangüíneo de potássio (por exemplo, devido a problemas no rim) e adicionalmente, utilização de medicamentos diuréticos que podem aumentar o nível sangüíneo de potássio (pergunte ao seu médico);
    - você ou algum familiar direto tem ou já apresentou níveis altos de colesterol ou triglicérides (um tipo de gordura) no sangue;
    - algum familiar direto que já teve câncer de mama;
    - doença do fígado ou da vesícula biliar;
    - doença de Crohn ou colite ulcerativa (doença inflamatória crônica do intestino);
    - lupus eritematoso sistêmico (doença que afeta a pele do corpo inteiro);
    - síndrome hemolítico-urêmica (alteração da coagulação sangüínea que causa insuficiência renal);
    - anemia falciforme;
    - condição que tenha ocorrido pela primeira vez, ou piorado, durante a gravidez ou uso prévio de hormônios sexuais como, por exemplo, perda de audição, porfiria (doença metabólica), herpes gestacional (doença de pele) e coréia de Sydenham (doença neurológica);
    - tem ou já apresentou cloasma (pigmentação marrom-amarelada da pele, especialmente a do rosto). Nesse caso, evite a exposição excessiva ao sol ou à radiação ultravioleta;
    - angioedema hereditário (estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os seus sintomas). Consulte seu médico imediatamente se você apresentar sintomas de angioedema, tais como: inchaço do rosto, língua e/ou garganta, dificuldade para engolir ou urticária junto com dificuldade para respirar. Se algum destes casos ocorrer pela primeira vez, reaparecer ou agravar-se enquanto você estiver tomando contraceptivo, fale com seu médico.

    Contraceptivos e a trombose

    A trombose é a formação de um coágulo sangüíneo que pode interromper a passagem do sangue nos vasos. Algumas vezes, a trombose ocorre nas veias profundas das pernas (trombose venosa profunda). O coágulo pode se soltar das veias onde foi formado e deslocar-se para as artérias pulmonares, causando a embolia pulmonar. A
    ocorrência de trombose venosa profunda é rara. O risco de tromboembolismo venoso é mais elevado durante o primeiro ano de uso em usuárias de primeira vez de contraceptivo. Pode ocorrer tanto entre usuárias como entre não-usuárias de contraceptivos orais. Também pode ocorrer durante a gravidez. O risco de ocorrência é maior entre as gestantes, seguido pelas usuárias e, posteriormente, pelas não-usuárias de contraceptivos orais. Os coágulos (sangüíneos) também podem ocorrer, ainda que muito raramente, nos vasos do coração (causando ataque cardíaco) ou do cérebro (causando derrame). Em casos extremamente raros, os coágulos (sangüíneos) também podem ocorrer no fígado, no intestino, nos rins ou nos olhos. Muito ocasionalmente, a trombose pode causar incapacidade grave permanente, podendo inclusive ser fatal. O risco de ocorrência de um ataque cardíaco ou derrame aumenta com a idade. Este risco também está aumentado entre usuárias fumantes. Durante o uso de
    contraceptivos orais, você deve parar de fumar, especialmente se tem mais de 35 anos de idade.

    Caso ocorra aumento da pressão arterial enquanto estiver utilizando contraceptivo, é provável que o médico peça para que você pare de usá-lo. O risco de ocorrência de trombose venosa profunda fica aumentado temporariamente no caso de cirurgia ou durante imobilização prolongada (por exemplo, quando a perna é imobilizada por gesso ou tala). Em usuárias de contraceptivo, esse risco pode ser ainda maior. Em caso de internação ou cirurgia programada, informe seu médico sobre o uso do contraceptivo. Pode ser que o médico recomende que você pare de usar este medicamento por várias semanas antes da cirurgia ou durante o período da imobilização. Somente reinicie o uso do contraceptivo após o consentimento do seu médico. Se forem verificados possíveis sinais de trombose, você deve parar de tomar o
    contraceptivo e consultar seu médico imediatamente (veja também o item ”Quando devo consultar o médico?”).

    Contraceptivos e o câncer

    O câncer de mama é diagnosticado com uma freqüência um pouco maior entre as usuárias dos contraceptivos orais do que entre as mulheres de mesma idade que não usam este método contraceptivo. Este pequeno aumento no número de diagnósticos de câncer de mama desaparece gradualmente durante os dez anos seguintes à descontinuação do uso do contraceptivo oral. No entanto, não se sabe se esta diferença é causada pelo contraceptivo. Pode ser que esta diferença esteja associada à maior freqüência com que as usuárias de contraceptivos orais consultam seus médicos. Desta forma, é possível detectar a doença mais cedo.

    Em casos raros, foram observados tumores benignos de fígado e, mais raramente, tumores malignos de fígado nas usuárias de contraceptivos orais. Esses tumores podem causar hemorragias internas. Consulte imediatamente o seu médico, caso você sinta dor abdominal intensa. O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente por HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos indicaram que o uso prolongado de contraceptivos orais pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de exame cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira.

    Yasmin®, a gravidez e a amamentação
    Você não deve usar Yasmin® quando há suspeita de gravidez ou durante a gestação. Se você suspeitar da possibilidade de estar grávida durante o uso de Yasmin?, consulte seu médico o mais rápido possível.

    O uso de Yasmin® durante a amamentação não é recomendado. Se desejartomar contraceptivo oral durante a amamentação, converse primeiramente com seu médico.
    
    Quando devo consultar o médico?

    Consulte regularmente seu médico para que ele possa realizar os exames clínico geral e ginecológico de rotina e confirmar se você pode continuar a usar Yasmin?.

    Consulte seu médico assim que possível quando:
    - perceber qualquer alteração na própria saúde, especialmente quando envolver qualquer um dos itens mencionados nesta bula (veja também “Quando não devo usar este medicamento?” – não se esqueça dos dados relacionados aos seus familiares diretos);
    - sentir caroço na mama;
    - usar outros medicamentos concomitantemente (veja também ”O que devo fazer se estiver usando qualquer outro medicamento?”);
    - for ficar imobilizada ou submeter-se a uma cirurgia (consulte seu médico com antecedência de, pelo menos, quatro semanas);
    - tiver sangramento vaginal intenso e fora do habitual;
    - esquecer de tomar alguns comprimidos na primeira semana da cartela e tiver tido relação sexual no período de 7 dias antes do esquecimento;
    - ocorrer diarréia intensa;
    - não tiver sangramento por dois meses consecutivos ou suspeitar de gravidez (não inicie nova cartela antes de consultar seu médico).

    Pare de usar Yasmin® e procure seu médico imediatamente se apresentar possíveis sintomas indicativos de trombose, infarto do miocárdio ou derrame cerebral, como os relacionados abaixo:

    - tosse de origem desconhecida;
    - dor intensa no peito que se irradia para o braço esquerdo;
    - falta de ar;
    - dor de cabeça mais forte, prolongada e fora do habitual ou enxaqueca;
    - perda parcial ou completa da visão ou visão dupla;
    - dificuldade ou impossibilidade de falar;
    - mudança repentina dos sentidos: audição, olfato ou paladar;
    - tontura ou desmaio;
    - fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do corpo;
    - dor intensa no abdome;
    - inchaço ou dor intensa nas pernas.

    As situações e os sintomas acima são descritos e explicados em mais detalhes nos tópicos anteriores desta bula.

    O que devo fazer se estiver usando qualquer outro medicamento?

    O uso de alguns medicamentos pode afetar a ação dos contraceptivos orais, reduzindo a eficácia destes produtos. Verificou-se esta possibilidade com medicamentos utilizados no tratamento da epilepsia (por exemplo, primidona, fenitoína, barbitúricos e carbamazepina), da tuberculose (por exemplo, rifampicina e rifabutina) e com alguns antibióticos (por exemplo, penicilinas e tetraciclinas), usados no tratamento de outras doenças infecciosas. É possível que ocorra interação também com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, medicamentos para tratamento da AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (por exemplo: ritonavir, nevirapina), o antibiótico griseofulvina e com medicamentos que contenham Erva de São João (usada principalmente para o tratamento de estados depressivos). Alguns medicamentos (por exemplo, cetoconazol, eritromicina, ciclosporina) podem inibir o metabolismo de Yasmin?. Os contraceptivos orais também podem interferir na eficácia de outros medicamentos, por exemplo, medicamentos contendo ciclosporina, ou o antiepilético lamotrigina.

    Existe a possibilidade teórica de ocorrer um aumento de potássio no sangue em usuárias de Yasmin? que tomem, ao mesmo tempo, outros medicamentos que podem aumentar os níveis de potássio no sangue. Tais medicamentos incluem antagonistas dos receptores de angiotensina II, diuréticos (medicamentos que estimulam a eliminação de urina) que podem aumentar o nível de potássio no sangue e antagonistas da aldosterona. Entretanto, em estudos realizados com mulheres que tomam drospirenona (combinada com estradiol) junto com um inibidor da enzima conversora de angiotensina ou indometacina, observou-se que não houve diferença significativa nos níveis sangüíneos de potássio.

    - inchaço ou dor intensa nas pernas.
    As situações e os sintomas acima são descritos e explicados em mais detalhes nos tópicos anteriores desta bula.

    O que devo fazer se estiver usando qualquer outro medicamento?

    O uso de alguns medicamentos pode afetar a ação dos contraceptivos orais, reduzindo a eficácia destes produtos. Verificou-se esta possibilidade com medicamentos utilizados no tratamento da epilepsia (por exemplo, primidona, fenitoína, barbitúricos e carbamazepina), da tuberculose (por exemplo, rifampicina e rifabutina) e com alguns antibióticos (por exemplo, penicilinas e tetraciclinas), usados no tratamento de outras doenças infecciosas. É possível que ocorra interação também com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, medicamentos para tratamento da AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (por exemplo: ritonavir, nevirapina), o antibiótico griseofulvina e com medicamentos que contenham Erva de São João (usada principalmente para o tratamento de estados depressivos). Alguns medicamentos (por exemplo, cetoconazol, eritromicina, ciclosporina) podem inibir o metabolismo de Yasmin?.

    Os contraceptivos orais também podem interferir na eficácia de outros medicamentos, por exemplo, medicamentos contendo ciclosporina, ou o antiepilético lamotrigina.

    Existe a possibilidade teórica de ocorrer um aumento de potássio no sangue em usuárias de Yasmin? que tomem, ao mesmo tempo, outros medicamentos que podem aumentar os níveis de potássio no sangue. Tais medicamentos incluem antagonistas dos receptores de angiotensina II, diuréticos (medicamentos que estimulam a eliminação de urina) que podem aumentar o nível de potássio no sangue e antagonistas da aldosterona. Entretanto, em estudos realizados com mulheres que tomam drospirenona (combinada com estradiol) junto com um inibidor da enzima conversora de angiotensina ou indometacina, observou-se que não houve diferença significativa nos níveis sangüíneos de potássio.

    “Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.”

    Também informe a qualquer outro médico ou dentista, que venha a lhe prescrever outro medicamento, que você está tomando Yasmin®. Pode ser necessário o uso adicional de um método contraceptivo e, neste caso, seu médico lhe dirá por quanto tempo deverá usá-lo.

    Como devo usar este medicamento?

    Aspecto Físico
    Comprimidos revestidos de cor amarelo claro

    Características Organolépticas
    Sem cheiro (odor) ou gosto característico

    Dosagem
    Vide texto presente no item “Instruções de uso”.

    Instruções de uso
    “Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.”

    “Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.”

    “Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.”

    Quando e como devo tomar os comprimidos?

    A cartela de Yasmin® contém 21 comprimidos revestidos. No verso da cartela encontra-se indicado o dia da semana em que você deve tomar cada comprimido. Tome um comprimido por dia, aproximadamente à mesma hora, com auxílio de um pouco de líquido, se necessário.

    “Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.”

    Siga a direção das flechas, acompanhando a ordem dos dias da semana, até que você tenha tomado todos os 21 comprimidos. Quando você terminar os comprimidos da cartela, faça uma pausa de 7 dias. Nesse período, cerca de 2 a 3 dias após a ingestão do último comprimido de Yasmin?, deve ocorrer sangramento semelhante ao menstrual (sangramento por privação hormonal). Inicie nova cartela no oitavo dia, independentemente de ter parado ou não o sangramento. Isto significa que, em cada mês, você estará sempre iniciando uma nova cartela no mesmo dia da semana e que ocorrerá o sangramento por privação mais ou menos nos mesmos dias da semana.

    Início do uso de Yasmin®
    - Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês anterior

    Inicie o uso de Yasmin® no primeiro dia de menstruação, ou seja, tome o comprimido indicado com o dia da semana que corresponde ao primeiro dia de sangramento. Por exemplo, se a sua menstruação começar na sexta-feira, tome o comprimido indicado para “sexta-feira” no verso da cartela, seguindo a ordem dos dias. A ação contraceptiva de Yasmin? inicia-se imediatamente. Não é necessário utilizar adicionalmente outro método contraceptivo.

    - Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico (contraceptivo) para Yasmin®

    Comece a tomar Yasmin® após o término da cartela do outro contraceptivo que você estava usando. Isso significa que não haverá pausa entre as cartelas. Se o contraceptivo que estava tomando apresenta comprimidos inativos, ou seja, sem princípio ativo, inicie a tomada de Yasmin® após a ingestão do último comprimido
    ativo do contraceptivo. Caso não saiba diferenciar os comprimidos ativos dos inativos, pergunte ao seu médico.

    Você pode iniciar também o uso de Yasmin® mais tarde, no máximo até 7 dias da ingestão do último comprimido ativo (intervalo de pausa), ou no dia seguinte
    após ter tomado o último comprimido inativo do contraceptivo anterior. Se a paciente estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação. Se você seguir essas instruções, não será necessário utilizar adicionalmente um outro método contraceptivo.

    - Mudando da minipílula para Yasmin ®
    Nesse caso, você deve parar de usar a minipílula e começar a tomar Yasmin® no dia seguinte, no mesmo horário. Junto com Yasmin®, utilize um método
    contraceptivo de barreira (por exemplo, preservativo) caso você tenha relação sexual nos 7 primeiros dias de uso de Yasmin®.

    - Mudando de contraceptivo injetável, do implante ou do Sistema IntraUterino (SIU) com liberação de progestógeno para Yasmin®
    Inicie o uso de Yasmin® na data prevista para a próxima injeção ou no dia de extração (retirada) do implante ou do SIU. Adicionalmente, utilize um método
    contraceptivo de barreira (por exemplo, preservativo) caso tenha relação sexual nos 7 primeiros dias de uso de Yasmin®.

    - Yasmin® e o pós-parto
    No pós-parto, seu médico poderá aconselhá-la a esperar por um ciclo menstrual normal antes de iniciar o uso de Yasmin®. Às vezes, você pode antecipar o uso de Yasmin® com o consentimento do médico. Se você estiver amamentando, fale primeiramente com seu médico.

    - Yasmin® e o aborto
    Consulte seu médico.

    O que devo fazer caso esqueça de tomar 1 comprimido?
    Se houver um atraso de menos de 12 horas do horário habitual, a proteção contraceptiva de Yasmin? é mantida. Tome o comprimido que você esqueceu assim que lembrar e tome o próximo comprimido no horário habitual.

    Se houver um atraso de mais de 12 horas do horário habitual, a proteção contraceptiva de Yasmin? pode ficar reduzida, especialmente se o esquecimento da tomada ocorrer no começo ou no final da cartela. Veja abaixo como proceder em cada caso específico.

    - Se você esquecer de tomar 1 comprimido na primeira semana de uso
    Tome o comprimido que você esqueceu, assim que lembrar (inclui-se a possibilidade de tomar dois comprimidos de uma só vez) e continue a tomar os próximos comprimidos no horário habitual. Utilize método contraceptivo adicional (método de barreira – por exemplo, preservativo) durante os próximos 7 dias. Se você teve relação sexual na semana anterior ao esquecimento da tomada do comprimido, há possibilidade de engravidar. Comunique o fato imediatamente ao seu médico.

    - Se você esquecer de tomar 1 comprimido na segunda semana de uso Tome o comprimido que você esqueceu assim que lembrar (inclui-se a possibilidade de tomar dois comprimidos de uma só vez) e continue a tomar os próximos comprimidos no horário habitual. A proteção contraceptiva de Yasmin? está mantida. Não é necessário utilizar método contraceptivo adicional.

    - Se você esquecer de tomar 1 comprimido na terceira semana de uso
    Escolha uma das duas opções abaixo, sem a necessidade de utilizar método contraceptivo adicional:
    1) Tome o comprimido que você esqueceu assim que lembrar (inclui-se a possibilidade de tomar dois comprimidos de uma só vez) e continue a tomar os próximos comprimidos no horário habitual. Inicie a nova cartela assim que terminar a atual, sem que haja pausa entre uma cartela e outra. É possível que o sangramento ocorra somente após o término da segunda cartela. No entanto, pode ocorrer sangramento do tipo gotejamento ou de escape enquanto estiver tomando os comprimidos.

    2) Deixe de tomar os comprimidos da cartela atual, faça uma pausa de até 7 dias, contando inclusive o dia no qual esqueceu de tomar o comprimido e inicie uma nova cartela. Caso deseje manter o mesmo dia da semana para início de tomada, a pausa pode ser menor do que 7 dias. Por exemplo: se você iniciou a cartela na quarta-feira e esqueceu-se de tomar o comprimido na sexta-feira da última semana, você pode começar a nova cartela na quarta-feira da semana seguinte ao esquecimento, desta forma, você fará uma pausa de apenas 5 dias.

    Veja esquema ilustrativo abaixo:
    Exemplo em caso de esquecimento:

    Mais de 1 comprimido esquecido

    Se você esquecer de tomar mais de um comprimido de uma mesma cartela, consulte seu médico. Quanto mais comprimidos seqüenciais forem esquecidos, menor será o efeito contraceptivo.

    Se não ocorrer sangramento por privação hormonal (semelhante à menstruação) no intervalo de pausa de 7 dias, pode ser que esteja grávida.
    Consulte seu médico antes de iniciar uma nova cartela.

    O que devo fazer em caso de distúrbios gastrintestinais (no estômago e nos intestinos), como vômitos ou diarréia intensa?

    Se ocorrerem vômitos ou diarréia intensa, as substâncias ativas do comprimido podem não ter sido absorvidas completamente. Se ocorrerem vômitos no período de 3 a 4 horas após a ingestão do comprimido, é como se tivesse esquecido de tomá-lo. Portanto, siga o mesmo procedimento indicado no item “O que devo fazer caso esqueça de tomar 1 comprimido”. Consulte seu médico em quadros de diarréia intensa.

    O que devo fazer em caso de sangramento inesperado?

    Como ocorre com todos contraceptivos orais, pode surgir, durante os primeiros meses de uso, sangramento intermenstrual (gotejamento ou sangramento de escape), isto é, sangramento fora da época esperada. Neste caso, você pode usar absorventes higiênicos. Continue a tomar os comprimidos, pois, em geral, o sangramento intermenstrual cessa espontaneamente, uma vez que seu corpo tenha se adaptado ao contraceptivo oral (geralmente, após 3 meses de tomada dos comprimidos). Caso o sangramento não cesse continue mais intenso ou reinicie, consulte o seu médico.

    O que devo fazer se não ocorrer o sangramento?

    Se você tomar todos os comprimidos sempre no mesmo horário e não houve vômito, diarréia intensa ou uso concomitante de outros medicamentos é pouco provável que esteja grávida. Continue tomando Yasmin? normalmente.

    Caso não ocorra sangramento por dois meses seguidos, você pode estar grávida. Consulte imediatamente seu médico. Não inicie nova cartela de Yasmin® até que a suspeita de gravidez seja afastada pelo seu médico.

    Quando posso interromper o uso de Yasmin®?

    Você pode parar o uso de Yasmin® a qualquer momento. Porém, não pare de tomá-lo sem o conhecimento do seu médico.

    Se você não quer engravidar após parar de usar Yasmin?, consulte o seu médico para que ele possa indicar outro método contraceptivo.

    Se desejar engravidar, recomenda-se que você espere por um ciclo menstrual natural. Converse com o seu médico.

    Quais os males que este medicamento pode causar?

    “Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.” Como ocorre com todo medicamento, você pode ter reações desagradáveis com o uso de Yasmin?. Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis, especialmente se forem graves ou persistentes, ou se houver uma mudança no seu estado de saúde que possa estar relacionada com o uso do contraceptivo oral.

    Reações graves

    As reações graves associadas ao uso do contraceptivo, assim como os sintomas relacionados, estão descritos nos itens “Contraceptivos e a trombose” e Contraceptivos e o câncer”. Leia estes itens com atenção e não deixe de conversar com o seu médico em caso de dúvidas, ou imediatamente quando achar apropriado.

    Outras possíveis reações

    Observaram-se as seguintes reações em usuárias de contraceptivos orais combinados. Porém é possível que as reações, listadas abaixo, não sejam causadas pelo produto. Estas reações podem surgir nos primeiros meses e normalmente diminuem com o tempo de uso:

    Se você tem angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema (veja item “O que você deve saber antes de usar Yasmin??”).

    Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

    O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?

    Não existem experiências clínicas de superdose com Yasmin?. Em estudos pré-clínicos (estudos em animais), observou-se que não há efeitos nocivos graves,
    após a ingestão de vários comprimidos de Yasmin® de uma única vez. Caso você tome vários comprimidos de Yasmin® podem ocorrer enjôos, vômitos ou sangramento vaginal. Se a ingestão acidental ocorrer com uma criança, consulte o médico.

    Onde e como devo guardar este medicamento?

    Você deve manter este medicamento em temperatura ambiente (entre 15 °C e 30 °C). Proteger da umidade.

    “Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.”

    Informações técnicas aos profissionais de saúde:

    Características farmacológicas:

    Farmacodinâmica

    O efeito contraceptivo de Yasmin® baseia-se na interação de diversos fatores, sendo que os mais importantes são inibição da ovulação e alterações na secreção cervical. Além da ação contraceptiva, as combinações estrogênio/progestógeno apresentam diversas propriedades positivas. O ciclo menstrual torna-se mais regular, a menstruação apresenta-se freqüentemente menos dolorosa e o sangramento menos intenso, o que, neste último caso, pode reduzir a possibilidade de ocorrência de deficiência de ferro. Além da ação contraceptiva, a drospirenona apresenta outras propriedades: atividade antimineralocorticóide, que pode prevenir o ganho de peso e outros sintomas causados pela retenção de líquido; neutraliza a retenção de sódio relacionada ao estrogênio, proporcionando tolerabilidade muito boa e efeitos
    positivos na síndrome pré-menstrual. Em combinação com o etinilestradiol, a drospirenona exibe um perfil lipídico favorável caracterizado pelo aumento do HDL. Sua atividade antiandrogênica produz efeito positivo sobre a pele, reduzindo as lesões acnéicas e a produção sebácea. Além disso, a drospirenona não se contrapõe ao aumento das globulinas de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) induzido pelo etinilestradiol, o que auxilia a ligação e a inativação dos andrógenos endógenos.

    A drospirenona é desprovida de qualquer atividade androgênica, estrogênica, glicocorticóide e antiglicocorticóide. Isto, em conjunto com suas propriedades
    antimineralocorticóide e antiandrogênica, lhe confere um perfil bioquímico e farmacológico muito similar ao do hormônio natural progesterona. Além disso, há
    evidência da redução do risco de ocorrência de câncer de endométrio e de ovário. Os COCs de dose mais elevada (0,05 mg de etinilestradiol) também diminuem a incidência de tumores fibrocísticos de mama, cistos ovarianos, doença inflamatória pélvica e gravidez ectópica. Ainda não existe confirmação de que isto também se aplique aos contraceptivos orais de dose mais baixa.

    Farmacocinética
    - Drospirenona
    Absorção:
    A drospirenona é rápida e quase que totalmente absorvida quando administrada por via oral. Os níveis séricos máximos do fármaco, de aproximadamente 37 ng/ml, são alcançados 1 a 2 horas após a ingestão de uma dose única. Sua biodisponibilidade está compreendida entre 76 e 85% e não sofre influência da ingestão concomitante de alimentos.

    Distribuição:

    A drospirenona liga-se à albumina sérica e não à globulina de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) ou à globulina transportadora de corticosteróides(CBG). Somente 3 a 5% das concentrações séricas totais do fármaco estão presentes na forma de esteróides livres, sendo que 95 a 97% encontram-se ligadas à albumina de forma inespecífica. O aumento da SHBG induzido pelo etinilestradiol não afeta a ligação da drospirenona às proteínas séricas. O volume aparente de distribuição da drospirenona é de 3,7 a 4,2 l/kg.

    Metabolismo:

    A drospirenona é totalmente metabolizada. No plasma, seus principais metabólitos são a forma ácida da drospirenona, formada pela abertura do anel de lactona e o 4,5-diidro-drospirenona-3-sulfato, ambos formados sem a intervenção do sistema P450. Com base em dados in vitro, constatou-se que uma pequena parte da drospirenona é metabolizada pelo citocromo P450 3A4. A taxa de depuração sérica da drospirenona é de 1,2 a 1,5 ml/min/kg. Quando a drospirenona foi administrada em conjunto com etinilestradiol em dose única, não se observou interação direta.

    Eliminação:

    Os níveis séricos da drospirenona diminuem em duas fases. A fase de disposição terminal é caracterizada por uma meia-vida de aproximadamente 31 horas. A drospirenona não é eliminada na forma inalterada. Seus metabólitos são eliminados pelas vias biliar e urinária em uma proporção de aproximadamente 1,2 a 1,4. A meia-vida de eliminação dos metabólitos pela urina e fezes é de cerca de 1,7 dias.

    Condições no estado de equilíbrio:
    A farmacocinética da drospirenona não é influenciada pelos níveis de SHBG.
    Durante a ingestão diária, os níveis séricos do fármaco aumentam cerca de 2 a 3 vezes, atingindo o estado de equilíbrio durante a segunda metade de um ciclo
    de utilização.

    Populações especiais:

    Efeito na alteração renal: os níveis séricos da drospirenona no estado de equilíbrio, em mulheres com alteração renal leve (depuração de creatinina CLcr, 50 a 80 ml/min), foram comparáveis àquelas mulheres com função renal normal (CLcr, > 80 ml/min). Os níveis séricos da drospirenona foram em média 37% mais elevados em mulheres com alteração renal moderada (CLcr, 30 a 50 ml/min) comparado àquelas mulheres com função renal normal. O tratamento com drospirenona foi bem tolerado em todos os grupos e não mostrou qualquer efeito clinicamente significativo na concentração sérica de potássio.

    Efeito na alteração hepática: em mulheres com alteração hepática moderada, (Child-Pugh B) os perfis de tempo da concentração sérica média da drospirenona foram comparáveis àquelas mulheres com função hepática normal, durante as fases de absorção/distribuição, com valores similares de Cmax. O tempo para diminuição das concentrações séricas da drospirenona, durante a fase de disposição terminal, foi aproximadamente 1,8 vezes maior nas voluntárias com alteração hepática moderada do que nas voluntárias com função hepática normal. Uma diminuição de aproximadamente 50% na depuração oral aparente (CL/f) foi verificada nas voluntárias com alteração hepática moderada quando comparada àquelas com função hepática normal. A diminuição observada na depuração da drospirenona em voluntárias com alteração hepática moderada, comparada às voluntárias normais, não foi traduzido em qualquer diferença aparente nas concentrações séricas de potássio entre os dois grupos de voluntárias. Mesmo na presença de diabetes e tratamento concomitante com espironolactona (dois fatores que podem predispor a uma usuária a hipercalemia), não foi observado aumento nas concentrações séricas de potássio, acima do limite permitido da variação normal. Pode-se concluir que a drospirenona é bem tolerada em pacientes com alteração hepática leve ou moderada (Child-Pugh B).

    Grupos étnicos: o impacto de fatores étnicos na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol foi avaliado após administração de doses orais únicas e repetidas a mulheres jovens e saudáveis, caucasianas e japonesas. Os resultados mostraram que as diferenças étnicas entre mulheres japonesas e caucasianas não tiveram influência clinicamente relevante na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol.

    - Etinilestradiol

    Absorção:

    O etinilestradiol administrado por via oral é rápida e completamente absorvido. Os níveis séricos máximos de 54 a 100 pg/ml são alcançados em 1 a 2 horas.
    Durante a absorção e metabolismo de primeira passagem, o etinilestradiol é metabolizado extensivamente, resultando em biodisponibilidade oral média de
    aproximadamente 45%, com ampla variação interindividual de cerca de 20 a 65%. A ingestão concomitante de alimentos reduziu a biodisponibilidade do etinilestradiol em cerca de 25% dos indivíduos estudados, enquanto nenhuma alteração foi observada nos outros indivíduos.

    Distribuição:

    O etinilestradiol liga-se alta e inespecificamente à albumina sérica (aproximadamente 98%) e induz aumento das concentrações séricas de SHBG. Foi determinado o volume aparente de distribuição de cerca de 2,8 a 8,6 l/kg.

    Metabolismo:
    O etinilestradiol está sujeito à conjugação pré-sistêmica tanto na mucosa do intestino delgado como no fígado. É metabolizado primariamente por hidroxilação aromática, mas com formação de diversos metabólitos hidroxilados e metilados que estão presentes nas formas livre e conjugada com glicuronídios e sulfato. A taxa de depuração do etinilestradiol é de cerca de 2,3 a 7 ml/min/kg.

    Eliminação:
    Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases de disposição, caracterizadas por meias-vidas de cerca de 1 hora e 10 a 20 horas, respectivamente. O etinilestradiol não é eliminado na forma inalterada; seus metabólitos são eliminados com meia-vida de aproximadamente um dia. A proporção de excreção é de 40 (urina): 60 (bile).

    Condições no estado de equilíbrio:
    As condições no estado de equilíbrio são alcançadas durante a segunda metade de um ciclo de utilização, quando os níveis séricos de etinilestradiol elevam-se
    em 40 a 110%, quando comparados com dose única.

    Dados de segurança pré-clínica
    Os dados pré-clínicos obtidos através de estudos convencionais de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogênico e toxicidade para a
    reprodução mostraram que não há risco especialmente relevante para humanos. No entanto, deve-se ter em mente que esteróides sexuais podem estimular o crescimento de tecidos e tumores dependentes de hormônio.

    Resultados de Eficácia:
    Os COCs são utilizados para prevenir a gravidez. Quando usados corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano. O índice de falha pode aumentar quando há esquecimento de tomada dos comprimidos ou quando estes são tomados incorretamente, ou ainda em casos de vômitos dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido ou diarréia intensa, bem como interações medicamentosas.

    Indicação:
    Contraceptivo oral, com efeitos antimineralocorticóide e antiandrogênico que beneficiam tanto as mulheres que apresentam retenção de líquido de origem hormonal e seus sintomas, como as que apresentam acne e seborréia.

    Contra-indicações:
    Contraceptivos orais combinados (COCs) não devem ser utilizados na presença das seguintes condições:
    - presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos como, por exemplo, trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto do miocárdio; ou de acidente vascular cerebral;
    - presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose (por exemplo: episódio isquêmico transitório, angina pectoris);
    - história de enxaqueca com sintomas neurológicos focais;
    - diabetes melitus com alterações vasculares;
    - a presença de um fator de risco grave ou múltiplos fatores de risco para a trombose arterial ou venosa também pode representar uma contraindicação (veja item “Advertências”);
    - presença ou história de pancreatite associada à hipertrigliceridemia grave;
    - presença ou história de doença hepática grave, enquanto os valores da função hepática não retornarem ao normal;
    - insuficiência renal grave ou insuficiência renal aguda;
    - presença ou história de tumores hepáticos (benignos ou malignos);
    - diagnóstico ou suspeita de neoplasias dependentes de esteróides sexuais (por exemplo, dos órgãos genitais ou das mamas);
    - sangramento vaginal não-diagnosticado;
    - suspeita ou diagnóstico de gravidez;
    - hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos componentes do produto.

    Se qualquer uma das condições citadas anteriormente ocorrer pela primeira vez durante o uso de COCs, a sua utilização deve ser descontinuada imediatamente.

    Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto:
    Vide item “Posologia”.

    Posologia:
    Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos na ordem indicada na cartela, por 21 dias consecutivos, mantendo-se aproximadamente o mesmo horário e, se necessário, com pequena quantidade de líquido. Cada nova cartela é iniciada após um intervalo de pausa de 7 dias sem a ingestão de comprimidos, durante o qual deve ocorrer sangramento por privação hormonal (em 2-3 dias após a ingestão do último comprimido). Este sangramento pode não haver cessado antes do início de uma nova cartela.

    Início do uso de Yasmin

    - Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês anterior

    No caso da usuária não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a ingestão deve ser iniciada no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento menstrual).

    - Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico (contraceptivo) para Yasmin

    A usuária deve começar preferencialmente no dia posterior a ingestão do último comprimido ativo (último comprimido contendo substância ativa) do contraceptivo usado anteriormente ou, no máximo, no dia seguinte ao último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos. Se estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.

    - Mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula, injeção, implante) ou Sistema Intra-Uterino (SIU) com liberação de progestógeno para Yasmin
    A usuária poderá iniciar o COC em qualquer dia no caso da minipílula, ou no dia da retirada do implante ou do SIU, ou no dia previsto para a próxima injeção.
    Nestes três casos (uso anterior de minipílula, injeção, implante ou Sistema IntraUterino com liberação de progestógeno), recomenda-se usar adicionalmente um
    método de barreira nos 7 primeiros dias de ingestão de Yasmin®.

    - Após abortamento de primeiro trimestre
    Pode-se iniciar o uso de Yasmin® imediatamente, sem necessidade de adotar medidas contraceptivas adicionais.

    - Após parto ou abortamento no segundo trimestre
    Após parto ou abortamento de segundo trimestre, é recomendável iniciar o COC no período entre o 21º e o 28º dia após o procedimento. Se começar em período
    posterior, deve-se aconselhar o uso adicional de um método de barreira nos 7 dias iniciais de ingestão. Se já tiver ocorrido relação sexual, deve certificar-se de
    que a mulher não esteja grávida antes de iniciar o uso do COC ou, então, aguardar a primeira menstruação. Para amamentação, veja “Gravidez e Lactação” no item “Advertências”.

    Comprimidos esquecidos

    Se houver transcorrido menos de 12 horas do horário habitual de ingestão, a proteção contraceptiva não será reduzida. A usuária deve tomar imediatamente o comprimido esquecido e continuar o restante da cartela no horário habitual. Se houver transcorrido mais de 12 horas, a proteção contraceptiva pode estar reduzida neste ciclo. Nesse caso, deve-se ter em mente duas regras básicas: 1) a ingestão dos comprimidos nunca deve ser interrompida por mais de 7 dias; 2) são necessários 7 dias de ingestão contínua dos comprimidos para conseguir supressão adequada do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Conseqüentemente, na prática diária, pode-se usar a seguinte orientação:

    - Esquecimento na 1ª semana
    A usuária deve ingerir imediatamente o último comprimido esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de 2 comprimidos. Os comprimidos restantes devem ser tomados no horário habitual. Além disso, deve-se adotar um método de barreira (por exemplo, preservativo) durante os 7 dias subseqüentes. Se tiver ocorrido relação sexual nos 7 dias anteriores, deve-se considerar a possibilidade de gravidez. Quanto mais comprimidos forem esquecidos e mais perto estiverem do intervalo normal sem tomada de comprimidos (pausa), maior será o risco de gravidez.

    - Esquecimento na 2ª semana
    A usuária deve tomar imediatamente o último comprimido esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos e deve continuar tomando o restante da cartela no horário habitual. Se, nos 7 dias precedentes ao primeiro comprimido esquecido, todos os comprimidos tiverem sido tomados conforme as instruções, não é necessária qualquer medida contraceptiva adicional. Porém, se isto não tiver ocorrido, ou se mais do que um comprimido tiver sido esquecido, deve-se aconselhar a adoção de precauções adicionais por 7 dias.

    - Esquecimento na 3ª semana
    O risco de redução da eficácia é iminente pela proximidade do intervalo sem ingestão de comprimidos (pausa). No entanto, ainda se pode minimizar a redução da proteção contraceptiva ajustando o esquema de ingestão dos comprimidos. Se nos 7 dias anteriores ao primeiro comprimido esquecido a ingestão foi feita corretamente, a usuária poderá seguir qualquer uma das duas opções abaixo, sem precisar usar métodos contraceptivos adicionais. Se não for este o caso, ela deve seguir a primeira opção e usar medidas contraceptivas adicionais durante os 7 dias seguintes.

    1) Tomar o último comprimido esquecido imediatamente, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos e continuar tomando os comprimidos seguintes no horário habitual. A nova cartela deve ser iniciada assim que acabar a cartela atual, isto é, sem o intervalo de pausa habitual entre elas. É pouco provável que ocorra sangramento por privação até o final da segunda cartela, mas pode ocorrer gotejamento ou sangramento de escape durante os dias de ingestão dos comprimidos.

    2) Suspender a ingestão dos comprimidos da cartela atual, fazer um intervalo de pausa de até 7 dias sem ingestão de comprimidos (incluindo os dias em que esqueceu de tomá-los) e, a seguir, iniciar uma nova cartela. Se não ocorrer sangramento por privação no primeiro intervalo normal sem ingestão de comprimido (pausa), deve-se considerar a possibilidade de gravidez.

    Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais

    No caso de distúrbios gastrintestinais graves, a absorção pode não ser completa e medidas contraceptivas adicionais devem ser tomadas. Se ocorrerem vômitos dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido, deve-se seguir o mesmo procedimento usado no item “Comprimidos esquecidos”. Se a usuária não quiser alterar seu esquema habitual de ingestão, deve retirar o(s) comprimido(s) adicional (is) de outra cartela.

    Advertências:
    Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco mencionados a seguir, os benefícios da utilização de COCs devem ser avaliados frente aos possíveis riscos para cada paciente individualmente e discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a paciente deve entrar em contato com seu médico. Nesses casos, a continuação do uso do produto deve ficar a critério médico.

    Distúrbios circulatórios

    Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. A ocorrência destes eventos é rara. Durante o emprego de quaisquer COCs, pode ocorrer tromboembolismo venoso (TEV) que se manifesta como trombose venosa profunda e/ou embolia pulmonar. O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso é mais elevado durante o primeiro ano de uso em usuárias de primeira vez de COC. A incidência aproximada de TEV em usuárias de contraceptivos orais contendo estrogênio em baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol) é de até 4 por 10.000 usuárias ao ano. Em não-usuárias de COCs, esta incidência é de 0,5 a 3 por 10.000 mulheres ao ano. A incidência de TEV associada à gestação é de 6 por 10.000 gestantes ao ano. Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de trombose em outros vasos sangüíneos como, por exemplo, em veias e artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas em usuárias de COCs. Não há consenso sobre a associação da ocorrência destes eventos e o uso de COCs.

    Sintomas de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral, podem incluir: dor e/ou inchaço unilateral em membro inferior; dor torácica aguda e intensa, com ou sem irradiação para o braço esquerdo; dispnéia aguda; tosse de início abrupto; cefaléia não-habitual, intensa e prolongada; perda repentina da visão, parcial ou total; diplopia; distorções na fala ou afasia; vertigem; colapso, com ou sem convulsão focal; fraqueza, diminuição da sensibilidade ou da força motora afetando, de forma repentina, um lado ou uma parte do corpo; distúrbios motores; abdome agudo. O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral, aumenta com os seguintes fatores: idade; tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco torna-se ainda maior, especialmente em mulheres com idade superior a 35 anos); história familiar positiva (isto é, tromboembolismo arterial ou venoso detectado em um (a) irmão(ã) ou em um dos progenitores em idade relativamente jovem) – se há suspeita de predisposição hereditária, a paciente deve ser encaminhada a um especialista antes de decidir pelo uso de qualquer COC; obesidade (índice de massa corpórea superior a 30 kg/m²); dislipoproteinemia; hipertensão; enxaqueca; valvopatia; fibrilação atrial; imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer intervenção cirúrgica em membros inferiores ou trauma extenso. Nestes casos, é aconselhável descontinuar o uso do COC (em caso de cirurgia programada, é aconselhável descontinuar o uso do
    COC com, pelo menos, quatro semanas de antecedência) e não reiniciá-lo até, pelo menos, duas semanas após o restabelecimento. Não há consenso quanto à possível influência de veias varicosas e de tromboflebite superficial na gênese do tromboembolismo venoso. Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo no puerpério

    (veja também item “Gravidez e Lactação”).
    Outras condições clínicas que também têm sido associadas aos eventos adversos circulatórios são: diabetes melitus, lupus eritematoso sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, patologia intestinal inflamatória crônica (doença de Crohn ou colite ulcerativa) e anemia falciforme. O aumento da freqüência ou da intensidade de enxaquecas durante o uso de COCs pode ser motivo para a suspensão imediata do mesmo, dada a possibilidade deste quadro representar o início de um evento vascular cerebral.

    Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou adquirida para trombose arterial ou venosa incluem: resistência à proteína C ativada (PCA), hiper-homocisteinemia, deficiências de antitrombina III, de proteína C e de proteína S, anticorpos antifosfolipídios (anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico). Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o tratamento adequado de uma condição clínica pode reduzir o risco associado de trombose e que o risco associado à gestação é mais elevado do que aquele associado ao uso de COCs de baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol).

    Tumores

    O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente por HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de citologia cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de
    barreira.

    Uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24) para câncer de mama diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Este aumento desaparece gradualmente nos 10 anos subseqüentes à suspensão do uso do COC. Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer de mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao risco total de câncer de mama. Estes estudos não fornecem evidências de causalidade. O padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico precoce de câncer de mama em usuárias de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de mama diagnosticados em usuárias de primeira vez de COCs tendem a ser clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs. Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, estes tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco de vida para
    a paciente. A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial de usuárias de COCs que apresentarem dor intensa em abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra-abdominal.

    Outras condições

    A capacidade de excretar potássio pode estar limitada em pacientes com insuficiência renal. Em estudo clínico, a ingestão de drospirenona não apresentou efeito sobre a concentração sérica de potássio em pacientes com insuficiência renal leve ou moderada. Pode existir risco teórico de hipercalemia apenas em pacientes com insuficiência renal, cujo nível de potássio sérico, antes do início do uso do COC, encontre-se no limite superior da normalidade e naquelas pacientes que estejam utilizando medicamentos poupadores de potássio. Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar da mesma, podem apresentar risco aumentado de desenvolver pancreatite durante o uso de COC. Embora tenham sido relatados discretos aumentos da pressão arterial em muitas usuárias de COCs, os casos de relevância clínica são raros. O efeito antimineralocorticóide da drospirenona pode neutralizar o aumento da pressão arterial induzido pelo etinilestradiol,
    observado em mulheres normotensas que utilizam outros COCs. Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de hipertensão clinicamente significativa, é prudente que o médico descontinue o uso do produto e trate a hipertensão. Se for considerado apropriado, o uso do COC pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos se normalizem com o uso de terapia anti-hipertensiva. Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto durante a gestação quanto durante o uso de COC, no entanto, a evidência de uma associação com o uso de COC é inconclusiva: icterícia e/ou prurido relacionados à colestase; formação de cálculos biliares; porfiria; lupus eritematoso sistêmico; síndrome hemolítico-urêmica; coréia de Sydenham; herpes gestacional; perda da audição relacionada com a
    otosclerose. Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema. Os distúrbios agudos ou crônicos da função hepática podem requerer a descontinuação do uso de COC, até que os marcadores da função hepática retornem aos valores normais. A recorrência de icterícia colestática que tenha ocorrido pela primeira vez durante a gestação, ou durante o uso anterior de esteróides sexuais, requer a descontinuação do uso de COCs. Embora os COCs possam exercer efeito sobre a resistência periférica à insulina e sobre a tolerância à glicose, não há qualquer evidência da necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de COCs de baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol) que sejam diabéticas. Entretanto, deve-se manter cuidadosa vigilância enquanto estas pacientes estiverem utilizando COCs. O uso de COCs tem sido associado à doença de Crohn e a colite ulcerativa. Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma, sobretudo em usuárias com história de cloasma gravídico. Mulheres predispostas ao desenvolvimento de cloasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta enquanto estiverem usando COCs.

    Consultas/exames médicos

    Antes de iniciar ou retomar o uso do COC, é necessário obter história clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “Contra-indicações” e “Advertências”; estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante o uso de COCs. A avaliação médica periódica é igualmente importante porque as contra-indicações (por exemplo, episódio isquêmico transitório, etc.) ou fatores de risco (por exemplo, história familiar de trombose arterial ou venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a utilização do COC. A freqüência e a natureza destas avaliações devem ser baseadas nas condutas médicas estabelecidas e adaptadas a cada usuária, mas, devem, em geral, devem incluir atenção especial à pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical. As usuárias devem ser informadas de que os contraceptivos orais não protegem contra infecções causadas pelo HIV (AIDS) e outras doenças sexualmente transmissíveis.

    Redução da eficácia

    A eficácia dos COCs pode ser reduzida nos casos de esquecimento de tomada dos comprimidos, distúrbios gastrintestinais ou tratamento concomitante com outros medicamentos (veja itens “Posologia” e “Interações medicamentosas”).

    Redução do controle do ciclo

    Como ocorre com todos os COCs, podem surgir sangramentos irregulares (gotejamento ou sangramento de escape), especialmente durante os primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após um intervalo de adaptação de cerca de três ciclos. Se os sangramentos irregulares persistirem ou ocorrerem após ciclos anteriormente regulares, devem ser consideradas causas não-hormonais e, nestes casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para exclusão de neoplasia ou gestação. Estas medidas podem incluir a realização de curetagem.

    É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento por privação durante o intervalo de pausa. Se a usuária ingeriu os comprimidos segundo as instruções descritas no item “Posologia”, é pouco provável que esteja grávida. Porém, se o COC não tiver sido ingerido corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento por privação ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos consecutivos, deve-se excluir a possibilidade de gestação antes de continuar a utilização do COC.

    Gravidez e lactação
    Yasmin é contra-indicado durante a gravidez. Caso a paciente engravide durante o uso de Yasmin, deve-se descontinuar o seu uso. Entretanto, estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram risco aumentado de malformações congênitas em crianças nascidas de mulheres que tenham utilizado COC antes da gestação. Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de COCs no início da gestação.
    Os dados disponíveis sobre o uso de Yasmin durante a gravidez são muito limitados para extrair conclusões sobre efeitos negativos do produto na gravidez, saúde do feto ou do neonato. Ainda não existem dados epidemiológicos relevantes. Os COCs podem afetar a lactação, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite materno. Portanto, em geral, não é recomendável o uso de COCs até que a lactante tenha suspendido completamente a amamentação do seu filho. Pequenas quantidades dos esteróides contraceptivos e/ou de seus metabólitos podem ser excretadas com leite.

    O medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação.

    Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco:
    Não há recomendações específicas para idosos.

    Interações medicamentosas:

    As interações medicamentosas entre contraceptivos orais e outros fármacos podem produzir sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral. As seguintes interações encontram-se relatadas na literatura. Metabolismo hepático: podem ocorrer interações com fármacos que induzem as enzimas microssomais, o que pode resultar em aumento da depuração dos hormônios sexuais (exemplo: com fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e também possivelmente com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo Erva de São João). Além disso, foi relatado que inibidores de protease (por exemplo: ritonavir) e inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa (por exemplo: nevirapina), assim como combinações dos mesmos, utilizados para tratamento de infecção por HIV, interferem potencialmente no metabolismo hepático.

    Interferência com a circulação êntero-hepática: alguns relatos clínicos sugerem que a circulação êntero-hepática de estrogênios pode diminuir quando certos antibióticos, como as penicilinas e tetraciclinas, são administrados concomitantemente, podendo reduzir as concentrações do etinilestradiol. Usuárias sob tratamento com qualquer uma das substâncias acima citadas devem utilizar temporária e adicionalmente um método contraceptivo de barreira ou escolher um outro método contraceptivo. Durante o período em que estiver fazendo uso de algum medicamento indutor das enzimas microssomais, o método de barreira deve ser usado concomitantemente, assim como nos 28 dias posteriores à sua descontinuação. As usuárias tratadas com antibióticos devem utilizar o método de barreira durante o
    tratamento com os mesmos e ainda por 7 dias após a descontinuação da antibioticoterapia, exceto com rifampicina e griseofulvina, que são indutores de enzimas microssomais, para os quais se deve manter o uso de método de barreira por 28 dias após descontinuação dos mesmos. Se a necessidade de utilização do método de barreira estender-se além do final da cartela do COC, a paciente deverá iniciar a cartela seguinte imediatamente após o término da cartela em uso, sem proceder ao
    intervalo de pausa habitual de 7 dias. Os principais metabólitos da drospirenona no plasma humano são gerados sem a participação do sistema citocromo P450. Portanto, é pouco provável que os inibidores do sistema enzimático influenciem o metabolismo da drospirenona. Contraceptivos orais podem afetar o metabolismo de alguns outros fármacos. Conseqüentemente, as concentrações plasmática e tecidual podem aumentar (por exemplo, ciclosporina) ou diminuir (por exemplo, lamotrigina).
    Observou-se em estudos de inibição in vitro e em estudo de interações in vivo, em voluntárias que utilizavam omeprazol, sinvastatina e midazolam como substratos marcadores, que é pouco provável a drospirenona, em doses de 3 mg interagir com o metabolismo de outros fármacos.

    Existe um potencial teórico para aumento no potássio sérico em usuárias de Yasmin que estejam tomando outros medicamentos que podem aumentar os níveis séricos de potássio. Tais medicamentos incluem antagonistas do receptor de angiotensina II, diuréticos poupadores de potássio e antagonistas da aldosterona. Entretanto, em estudos avaliando a interação da drospirenona (combinada com estradiol) com um inibidor da enzima conversora de angiotensina ou indometacina, nenhuma diferença
    clínica ou estatística significativa nas concentrações séricas de potássio foi observada. Deve-se avaliar também as informações contidas na bula do medicamento
    utilizado concomitantemente a fim de identificar interações em potencial.

    Alterações em exames laboratoriais

    O uso de esteróides presentes nos contraceptivos pode influenciar os resultados de certos exames laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das funções hepática, tireoidiana, adrenal e renal; níveis plasmáticos de proteínas (transportadoras), por exemplo, globulina de ligação a corticosteróides e frações lipídicas/lipoprotéicas; parâmetros do metabolismo de carboidratos e parâmetros da coagulação e fibrinólise. As alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial considerado normal. A drospirenona provoca aumento na aldosterona plasmática e na atividade da renina plasmática, induzidos pela sua leve
    atividade antimineralocorticóide.

    Reações adversas:

    Para informações mais detalhadas sobre reações adversas graves, consultar o item “Advertências”. Foram observadas as seguintes reações adversas em usuárias de COCs, sem que a exata relação de causalidade tenha sido estabelecida*:

    *Foi utilizado o termo MedDRA (versão 7.0) mais apropriado para descrever uma determinada reação. Sinônimos ou condições relacionadas não foram listados, mas também devem ser considerados.

    Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema.

    Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

    Superdose:
    Não existe ainda experiência clínica de superdose com Yasmin. Não há relatos de efeitos deletérios graves decorrentes da superdose em estudos pré-clínicos.
    Baseando-se na experiência geral com contraceptivos orais combinados, os sintomas que podem ocorrer nestes casos são: náuseas, vômitos e, em usuárias jovens, sangramentos vaginais discretos. Não existe antídoto e o tratamento deve ser sintomático.

    Armazenagem:

    O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 °C e 30 °C). Proteger da umidade.

    Venda sob prescrição médica

    Lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.

    VE0108-0306

  • Sem categoria 04.01.2012 No Comments

    No Dia Nacional do Hemofílico, lembrado nesta quarta-feira (4), o coordenador-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, garantiu que o estoque de remédios para tratar pacientes com a doença está garantido para 2012. “Não vai faltar medicação, com certeza”, disse.

    Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou, para este ano, 650 milhões de doses foram adquiridas, contra 300 milhões em 2011 e 270 milhões no ano anterior. Segundo Genovez, o estoque atual representa três doses para cada brasileiro. A pasta já fez licitação para a compra de mais 1,2 bilhão de unidades.

    “O maior avanço que a gente conseguiu este ano foi regularizar a compra e a distribuição de medicamentos. É um medicamento caro, a dependência externa é total, já que nós dependemos de companhias internacionais para o fornecimento; e a matéria-prima usada é finita, feita a partir de plasma humano”, disse.

    O coordenador lembrou também que, com as compras do medicamento regularizadas, o ministério conseguiu iniciar o tratamento de profilaxia primária – indicado como prevenção aos sangramentos, mas apenas para pacientes que nunca tiveram hemorragias graves e, portanto, não têm sequelas da doença.

    “Não existe exclusão. Mas, para um indivíduo que já está com a articulação perdida, não adianta fazer profilaxia. Vamos tratá-lo sob demanda. É isso que mandam os guias internacionais”, explicou. Pacientes com sangramento de repetição nas articulações, por exemplo, também podem ter acesso à profilaxia primária, desde que tenham indicação médica.

    É o caso do estudante de oceanografia Iury Simões, de 19 anos, morador de Fortaleza. Ele recebeu o diagnóstico de que tem hemofilia tipo A grave e, por causa da doença, produz menos de 1% do fator 8 – necessário para a coagulação do sangue.

    “Meu corpo fica suscetível a hemorragias constantes. Tomo o remédio toda semana, mesmo sem hemorragia”, contou. O estudante defende que a prevenção esteja disponível para todos os pacientes. “Somos pessoas normais, temos que estudar, trabalhar e nos divertir. Não podemos ficar só em hospitais.”

    O auxiliar administrativo Maximiliano Anarelli de Souza, de 34 anos, luta para conseguir a medicação indicada para a doença. Diagnosticado com hemofilia tipo A leve, ele só tem direito ao remédio quando sofre alguma hemorragia e precisa percorrer 180 quilômetros para buscar uma única dose.

    “Tenho que ir a Belo Horizonte de mês em mês, ou a cada dois meses. O ideal seria ir, no mínimo, a cada seis meses. Daria para ter uma vida normal. A gente acaba perdendo aula, trabalho.”

    O pequeno José Aparecido Vieira, de 11 anos, sonha em ser arquiteto e garante que a doença não vai atrapalhar seus planos. “Gosto de desenhar e de fazer cálculo”, disse.

    “Só tenho que tomar o remédio quando me machuco. Não é difícil e nunca me empatou [atrapalhou] em nada”, completou. Com hemofilia tipo A leve, o aluno do 7º ano toma a medicação apenas quando sofre algum corte ou precisa arrancar um dente.

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  • AIDS, Doenças 21.11.2011 No Comments

    O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (17) que assinou acordo para começar a produzir no Brasil um kit que faz o diagnóstico rápido do HIV, vírus da Aids.

    A PDP (Parceria de Desenvolvimento Produtivo) foi feita com o objetivo de produzir o equipamento para o SUS (Sistema Único de Saúde). Mas, os kits só estarão disponíveis a partir de 2014.

    A transferência da tecnologia para o desenvolvimento dos kits no país foi acertada com o ICC (Instituto Carlos Chagas) Fiocruz-Paraná e a Lifemed Industrial de Equipamentos e Artigos Médicos Hospitalares.

    Além de rápido, o resultado fica pronto em minutos, o kit também é portátil e pode ser usado nos próprios consultórios médicos.

    O protótipo, desenvolvido pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), utiliza uma gota de sangue para identificar além do HIV outras doenças como rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite B.

    O equipamento deve facilitar a execução dos testes em locais remotos. Ele será indicado para o diagnóstico de doenças infecciosas durante o período pré-natal.

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  • DERMATITE ATÓPICA

    Sinônimo: eczema atópico.

    O QUE É?

    Dermatite atópica é uma doença crônica que causa inflamação da pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. Cerca de 30% dos indivíduos com dermatite atópica têm asma ou rinite alérgica e 15% têm surtos de urticária. Há estudos que apontam 70% dos pacientes com antecedentes familiares de atopia (asma, rinite alérgica ou dermatite atópica).

    COMO SE DESENVOLVE OU SE ADQUIRE?

    O indivíduo com dermatite atópica tem um aumento da reatividade cutânea frente a inúmeros estímulos. Os mecanismos responsáveis por esta reatividade alterada não são completamente conhecidos. Sabe-se que fatores genéticos, imunológicos e não-imunológicos, contribuem para o aparecimento.

    Principais desencadeantes:

    -Alimentos: leite, ovo, trigo, soja, amendoim, peixes e frutos do mar.
    -Fatores ambientais: ácaros, fungos, animais e pólens.
    -Irritantes cutâneos: lã, sabão, detergentes, amaciantes de tecido, solventes e suor.
    -Infecções: vírus e bactérias.
    -Fatores emocionais.

    O QUE SE SENTE?

    É comum o indivíduo sentir uma intensa coceira. As lesões mais freqüentes são: eritema (vermelhidão); edema (inchaço); exsudação (secreção na pele); crostas e descamação; pele ressecada e manchas brancas (pitiríase alba). São mais freqüentes lesões flexurais como punhos, parte anterior dos braços e posterior das pernas.

    COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?

    A diagnose é clínica através de manifestações que representam critérios considerados absolutos e os chamados critérios menores.

    Critérios absolutos:

    -Prurido (coceira): é manifestação constante na dermatite atópica, em todas as suas fases.
    -Morfotopografia: localizações típicas da dermatite atópica. Na criança, acometimento facial com lesões agudas. Na fase pré-puberal (2 a 12 anos), as lesões são subagudas, preferencialmente nas dobras do cotovelo, atrás do joelho, pescoço, mãos e pés. Na fase adulta (após 12 anos de idade), as lesões são crônicas com surtos agudos em localizações variadas.
    -Tendência à cronicidade e/ou recidivas freqüentes.

    Critérios menores:

    -História pessoal ou familiar de manifestações atópicas
    -Positividade aos testes cutâneos imediatos
    -Dermografismo branco ou vasoconstrição prolongada
    -dor na região lombar baixa (costas)
    -Outros

    COMO SE TRATA?

    Por não existir nenhum recurso para a cura definitiva, o objetivo do tratamento deve ser o controle da afecção, enquanto se aguarda por uma possível involução espontânea da dermatose. Assim, o tratamento deve ser orientado para diminuir a sintomatologia e a reação inflamatória, reconhecendo, afastando ou excluindo fatores que agravam o quadro.

    A hidratação cutânea é ponto fundamental no tratamento. Podem ser utilizados os antiinflamatórios tópicos (creme ou pomadas de corticosteróide), anti-histamínicos por via oral, para controlar a coceira e diminuir as erupções na pele. Os imunomoduladores e imunossupressores também são indicados para auxiliar no tratamento.

    COMO SE PREVINE?

    Não há mecanismo de prevenção, mas a dermatite atópica pode ser controlada através de cuidados com a exposição a fatores que possam desencadear a afecção.

    Bula do Remédio:

    Advantan®
    aceponato de metilprednisolona

    Informação importante! Leia com atenção!

    Formas farmacêuticas: Creme

    Apresentações:

    Cartucho contendo bisnaga com 15 g (20g, 30g e 50g) de creme.

    Uso Adulto e Pediátrico

    Composição:

    Cada g de creme contém 1 mg (0,1%) de aceponato de metilprednisolona. Excipientes: oleato de decila, monoestearato de glicerila, álcool cetoestearílico, cera dura, triglicerídeos esteárico-mirístico-cáprico-caprílico, estearato de polioxila, glicerol, edetato dissódico, álcool benzílico, hidroxitolueno butilado, água purificada.

    Informações ao paciente:

    Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações contidas na bula, verificar o prazo de validade e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta que se faça necessária.
    Leia com atenção as informações presentes na bula antes de usar o produto, pois ela contém informações sobre os benefícios e os riscos associados ao uso do produto. Você também encontrará informações sobre o uso adequado do medicamento.

    Ação esperada do medicamento:

    Advantan® (aceponato de metilprednisolona) contém um corticosteróide para utilização tópica no tratamento de doenças dermatológicas. Converse com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre o produto e sua utilização.

    Cuidados de armazenamento:

    O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).

    Prazo de validade:

    Ao adquirir o medicamento confira sempre o prazo de validade indicado na embalagem externa.

    Nunca use medicamento com prazo de validade vencido.

    Gravidez e lactação:

    A utilização do produto deve ser cuidadosamente avaliada pelo médico durante a gravidez ou amamentação. Deve-se evitar, principalmente, aplicações sobre áreas extensas e tratamentos prolongados. Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou
    após seu término. Informe ao médico se está amamentando.

    Cuidados de administração:

    Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

    Salvo recomendação médica em contrário, aplique uma camada fina da formulação de Advantan® (aceponato de metilprednisolona), uma vez ao dia nas regiões afetadas.
    De modo geral, a duração do tratamento com Advantan® (aceponato de metilprednisolona) não deve exceder um período de 12 semanas em adultos ou de 4 semanas em crianças. Advantan® (aceponato de metilprednisolona) destina-se apenas ao uso externo. Evite o contato com os olhos quando o produto for aplicado no rosto.

    Interrupção do tratamento:

    Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

    Reações adversas:

    Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis com o uso do produto. Em casos isolados, podem ocorrer sintomas locais concomitantes como coceira, ardor, vermelhidão ou formação de vesículas no local da aplicação. Quando produtos contendo corticosteróides são utilizados em áreas extensas do corpo (aproximadamente 10% ou mais) ou por períodos prolongados (mais que 4 semanas) podem ocorrer sintomas locais, tais como atrofia da pele, dilatação dos capilares ou dos pequenos vasos previamente existentes em uma determinada parte do corpo, estrias, alterações da pele que lembram acne e efeitos relacionados ao organismo como um todo devido à absorção do medicamento. Durante os ensaios clínicos, nenhuma destas reações adversas ocorreu sob tratamento com Advantan? (aceponato de metilprednisolona) por
    até 12 semanas (adultos) e 4 semanas (crianças). De modo semelhante ao que ocorre com outros corticosteróides de uso tópico, podem ocorrer, em casos raros: inflamação dos folículos pilosos, aumento da quantidade de pêlos, dermatite perioral (inflamação da pele ao redor da boca), descoloração da pele, reações cutâneas alérgicas a quaisquer componentes da formulação.

    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

    Ingestão concomitante com outras substâncias:

    Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

    Contra-indicações:

    A aplicação do produto é contra-indicada na presença de processos tuberculosos ou sifilíticos na região a ser tratada, doenças causadas por vírus (por exemplo, varicela, herpes zoster), rosácea, dermatite perioral, reações cutâneas pós-vacinação na região a ser tratada, hipersensibilidade a qualquer um dos componentes do produto.

    Precauções:

    O uso de terapia específica adicional é necessário no caso de doenças cutâneas infeccionadas por bactérias e/ou por fungos. Em caso de ressecamento excessivo da pele durante o uso do produto, consulte seu médico. Se o produto for utilizado na face, deve-se ter cuidado para que não entre em contato com os olhos. A duração do tratamento deve ser a mais breve possível quando a aplicação for feita em áreas extensas. A aplicação tópica de corticosteróides em grandes superfícies do corpo ou durante períodos prolongados, em particular sob oclusão, aumenta significativamente o risco de reações adversas.

    Pode ocorrer glaucoma em usuários de corticosteróides tópicos, por exemplo, após administração de doses elevadas ou em áreas extensas por período prolongado, uso de bandagem oclusiva ou aplicação sobre a pele ao redor dos olhos.

    NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

    Informações técnicas:

    Características:

    -Farmacodinâmica

    Após aplicação tópica, Advantan® (aceponato de metilprednisolona) reduz reações cutâneas alérgicas e inflamatórias, bem como reações associadas à hiperproliferação, proporcionando regressão dos sintomas objetivos (eritema, edema, infiltração e liquenificação) e subjetivos (prurido, ardor e dor). O efeito sistêmico é mínimo, tanto em animais como em humanos, após aplicação tópica de aceponato de metilprednisolona em doses terapêuticas. Após tratamento de áreas extensas em pacientes com afecções cutâneas, os níveis plasmáticos de cortisol permaneceram dentro da faixa normal, o ritmo circadiano de cortisol não variou e não se observou redução de cortisol na urina após 24 horas. Assim como para todos os outros glicocorticóides, o mecanismo de ação do aceponato de metilprednisolona, até o momento, não está completamente esclarecido. Sabe-se que o aceponato de metilprednisolona liga-se ao receptor intracelular de glicocorticóide do mesmo modo que seu principal metabólito, 17-propionato de 6?-metilprednisolona, o qual é formado após clivagem na pele.
    O complexo receptor-esteróide liga-se a determinadas regiões do DNA, promovendo, assim, uma série de efeitos biológicos.O mecanismo da ação antiinflamatória é melhor entendido: a ligação do complexo receptor-esteróide induz a síntese de macrocortina, a qual inibe a liberação do ácido araquidônico e, conseqüentemente, a formação de mediadores da inflamação, tais como prostaglandinas e leucotrienos. A ação imunossupressora dos glicocorticóides pode ser explicada pela inibição da síntese de citocina e pelo efeito antimitótico que, por enquanto, não está completamente esclarecido. A inibição da síntese de prostaglandinas vasodilatadoras ou a potencialização do efeito vasoconstritor da adrenalina resulta, finalmente, na atividade vasoconstritora dos glicocorticóides.

    Advantan® (aceponato de metilprednisolona) por apresentar alto conteúdo de água e pouca oleosidade é adequado especialmente para as fases agudas e exsudativas do eczema, para pele muito oleosa e para uso em partes do corpo expostas ou com pêlos.

    Farmacocinética

    Após aplicação de Advantan® creme o aceponato de metilprednisolona torna-se disponível na pele. A concentração da substância no estrato córneo e nas demais camadas cutâneas diminui de acordo com a profundidade da pele. O aceponato de metilprednisolona é hidrolisado na epiderme e derme, produzindo seu principal metabólito, 17-propionato de 6?-metilprednisolona, o qual se liga mais firmemente ao receptor de corticosteróide, indicando a ocorrência de uma bioativação na pele. O grau da absorção percutânea depende da condição da pele, da formulação utilizada e das condições de aplicação (aberta ou oclusiva). Estudos em pacientes adolescentes e adultos com neurodermatite e psoríase, demonstraram que a absorção percutânea em aplicações abertas foi apenas discretamente (?2,5%) maior do que a absorção percutânea em voluntários sadios com pele normal (0,5 – 1,5%). Com a remoção do estrato córneo antes da aplicação, os níveis de corticosteróide na pele tornam-se aproximadamente 3 vezes mais elevados do que após a aplicação em pele intacta. Após atingir a circulação sistêmica, o principal produto da hidrólise de aceponato de metilprednisolona, 17-propionato de 6?-metilprednisolona, é rapidamente conjugado com ácido glicurônico e, assim, inativado. Os metabólitos do aceponato de metilprednisolona (o principal metabólito é 21-glicuronídeo-17-propionato de 6?-metilprednisolona) são eliminados primariamente por via renal, com tempo de meia-vida de aproximadamente 16 horas. Após administração intravenosa, a excreção de substâncias marcadas com 14 C pela urina e fezes foi completada em 7 dias. Não há acúmulo da
    substância ou de seus metabólitos no corpo.

    Indicações:

    Dermatite atópica (eczema endógeno, neurodermatite), eczema de contato, eczema vulgar, eczema degenerativo, eczema disidrótico, eczema em crianças.

    Contra-indicações:

    Presença de processos tuberculosos ou sifilíticos na região a ser tratada, doenças virais (por exemplo, varicela, herpes zoster), rosácea, dermatite perioral e reações cutâneas pós-vacinação na região a ser tratada. Hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos componentes do produto.

    Precauções e advertências:

    Em patologias cutâneas infectadas por bactérias e/ou fungos é necessário tratamento específico adicional. Quando Advantan® (aceponato de metilprednisolona) for aplicado no rosto, deve-se evitar que o produto entre em contato com os olhos. Durante o uso de Advantan® (aceponato de metilprednisolona) em superfícies cutâneas extensas (40 – 60% da superfície corporal) ou mesmo em tratamentos oclusivos, não foi observada diminuição na função adrenocortical em adultos ou crianças. Mesmo assim, a duração do tratamento deve ser a mais breve possível quando a aplicação for feita em áreas extensas.

    A aplicação tópica de corticosteróides em grandes superfícies do corpo ou durante períodos prolongados, em particular sob oclusão, aumenta significativamente o risco de reações adversas. A exemplo do que ocorre com os corticosteróides sistêmicos, também se pode verificar a ocorrência de glaucoma em usuários de corticosteróides tópicos (por exemplo, após administração de doses elevadas ou em áreas extensas por período prolongado, uso de técnica oclusiva ou aplicação sobre a pele ao redor dos olhos).

    Gravidez e lactação

    Estudos clínicos com glicocorticóides, realizados em animais, demonstraram toxicidade reprodutiva. Estudos epidemiológicos sugerem que poderia haver aumento do risco de fissuras labiais em recém-nascidos de mulheres que foram tratadas com glicocorticóides sistêmicos durante o primeiro trimestre de gravidez. Fissuras labiais são alterações raras e, se for considerado que os glicocorticóides sistêmicos são teratogênicos, eles podem ser responsáveis pelo aumento de um ou dois casos/1.000 mulheres tratadas durante a gravidez. Os dados sobre o uso tópico de glicocorticóides durante a gravidez são insuficientes, no entanto, pode-se esperar baixo risco uma vez que a disponibilidade sistêmica do glicocorticóide aplicado topicamente é muito baixa.
    Como regra geral, as preparações tópicas contendo corticóides não devem ser aplicadas durante o primeiro trimestre de gravidez. A indicação clínica para o tratamento com Advantan (aceponato de metilprednisolona) deve ser cuidadosamente avaliada considerando-se os riscos/benefícios para a gestante ou a lactante. Particularmente, deve-se evitar o uso por período prolongado ou em área extensa.

    Não se deve aplicar o produto sobre as mamas em mulheres lactantes.

    Interações medicamentosas:

    Não são conhecidas até o momento.

    Reações adversas:

    Em casos isolados podem ocorrer sintomas locais concomitantes como prurido, ardor, eritema ou formação de vesículas durante o tratamento com Advantan(aceponato de metilprednisolona).
    Quando preparações tópicas contendo corticóide são aplicadas em áreas extensas do corpo (aproximadamente 10% ou mais) ou por períodos prolongados (mais que 4 semanas), podem ocorrer sintomas locais, tais como atrofia da pele, telangiectasia, estrias, alterações cutâneas acneiformes e efeitos sistêmicos do corticóide devido à absorção. Durante as investigações clínicas nenhuma destas reações adversas ocorreu com o uso de Advantan(aceponato de metilprednisolona) em tratamento de até 12 semanas (adultos) e 4 semanas (crianças). Como ocorre com outros corticóides para aplicação tópica, em casos raros, podem ocorrer as seguintes reações adversas: foliculite, hipertricose, dermatite perioral, descoloração da pele e reações alérgicas cutâneas a qualquer um dos componentes do produto.

    Posologia:

    Salvo recomendação médica em contrário, aplicar uma camada fina da formulação de Advantan® (aceponato de metilprednisolona) uma vez ao dia nas regiões afetadas. De modo geral, a duração do tratamento não deve exceder 12 semanas em adultos e 4 semanas em crianças.

    Superdosagem:

    Os resultados de estudos de toxicidade aguda com aceponato de metilprednisolona não indicaram qualquer risco de intoxicação aguda após uma única aplicação tópica de uma superdose (aplicação sobre uma área extensa sob condições favoráveis de absorção) ou ingestão oral inadvertida.

    Pacientes idosos:

    Não há recomendação especial para pacientes idosos.

    Venda sob prescrição médica

    MS-1.6204.0002

    Farm. Resp.: Gisélle Bunn
    CRF-SP nº 30864

    Lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.
    Fabricado por: Newprod S.A.I.C.
    Buenos Aires – Buenos Aires – Argentina

    Importado e distribuído por: Intendis do Brasil Farmacêutica Ltda.
    Av. Portugal, 400 – G 02A – Itaqui
    06690 -110 – Itapevi – SP
    C.N.P.J. nº 07.116.997/0001-99

    Atendimento ao Consumidor 0800 7244444

    Subsidiária da Intendis GmbH – Alemanha

    IVE0105-0403

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  • BRONDILAT
    acebrofilina

    FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
    Xarope adulto em frasco contendo 120 ml + copo-medida de 10 ml
    Xarope pediátrico em frasco contendo 120 ml + copo-medida de 10 ml

    USO ADULTO E PEDIÁTRICO

    USO ORAL

    Composição completa:
    Cada 5 ml do xarope adulto contém:
    acebrofilina ……………………………………………………………………………………………………… 50 mg
    Excipientes: ciclamato de sódio, glicetanila, propilparabeno, sorbitol, aroma de framboesa, metilparabeno e água.

    Cada 5 ml do xarope pediátrico contém:
    acebrofilina ……………………………………………………………………………………………………… 25 mg
    Excipientes: ciclamato de sódio, glicetanila, propilparabeno, sorbitol, aroma de framboesa, corante vermelho ponceau 4R, metilparabeno e água.

    INFORMAÇÃO AO PACIENTE:

    BRONDILAT é um produto na forma de xarope, cujas principais ações são a dilatação dos brônquios, o controle e a regulação do muco (catarro) das vias respiratórias e a sua expectoração.
    BRONDILAT, quando conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30ºC) e ao abrigo da luz e umidade, apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação. NUNCA USE MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ALÉM DE NÃO OBTER O EFEITO DESEJADO, PODE PREJUDICAR A SUA SAÚDE.
    Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.
    Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
    Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

    Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: náuseas, vômitos, taquicardia, tremores e dor abdominal.

    Este medicamento não deve ser utilizado em crianças menores de 2 anos de idade.

    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

    A alimentação pode interferir na quantidade de BRONDILAT no organismo. Dietas ricas em proteínas (carnes, ovos, leite e derivados) aumentam a perda da teofilina do organismo, diminuindo a duração de BRONDILAT no mesmo, enquanto dietas ricas em carboidratos (açúcares, cereais, pão, massas, etc.) reduzem esta perda. Nenhuma interação parece ocorrer com uma dieta a base de fibras (vegetais e frutas). BRONDILAT não deve ser administrado em casos de doenças hepáticas e renais graves. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

    NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

    INFORMAÇÃO TÉCNICA:

    BRONDILAT tem como princípio ativo a acebrofilina, uma entidade molecular resultante da fusão das moléculas do ambroxol (mucorregulador, mucocinético e indutor do surfactante) com o ácido 7-teofilinacético, por uma reação de salificação, resultando em teofilinato de ambroxol (acebrofilina). A ação broncodilatadora parece advir do acúmulo de nucleotídeos cíclicos, particularmente do AMP cíclico na musculatura traqueo-brônquica devido à inibição da fosfodiesterase, determinando a elevação do AMPc e produzindo relaxamento da musculatura lisa por meio da fosforilação dos precursores responsáveis pelo relaxamento muscular. Outros mecanismos responsáveis poderiam ser o antagonismo competitivo da droga pelos receptores de adenosina além de importante ação sobre fluxo do cálcio intracelular. Ao favorecer a broncodilatação, a acebrofilina reduz o consumo de energia por parte da musculatura diafragmática e auxilia a atividade ciliar traqueobrônquica. A ação mucorreguladora parece decorrer do estímulo à produção de surfactante que reduz a mucoviscosidade da secreção brônquica, impede a aglutinação das partículas de muco e reduz a adesividade do muco patológico. A administração de uma dose oral de BRONDILAT possibilita concentrações séricas do composto ativo durante várias horas, com meia-vida plasmática entre 3 – 5 horas. Estudos de toxicidade aguda com dose única ou doses repetidas, bem como os estudos de toxicidade fetal em animais mostraram que a acebrofilina não provoca alterações
    mesmo em doses muito acima das doses terapêuticas. Não foi demonstrada ação mutagênica.

    Indicações:

    BRONDILAT é indicado como broncodilatador, mucolítico e expectorante.
    Tratamento sintomático e preventivo das patologias agudas e crônicas do aparelho respiratório caracterizadas por fenômenos de hipersecreção e broncoespasmo, tais como: bronquite obstrutiva ou asmatiforme, asma brônquica, traqueobronquite, broncopneumonias, bronquiectasias, pneumoconioses, rinofaringites, laringotraqueítes, enfisema pulmonar.

    Contra-indicações:

    BRONDILAT É CONTRA-INDICADO NOS CASOS DE HIPERSENSIBILIDADE COMPROVADA AO COMPONENTE ATIVO DA FÓRMULA OU A OUTRAS XANTINAS, COMO AMINOFILINA E TEOFILINA, ASSIM COMO AO AMBROXOL.
    BRONDILAT NÃO DEVE SER UTILIZADO EM PACIENTES PORTADORES DE DOENÇAS HEPÁTICAS, RENAIS OU CARDIOVASCULARES GRAVES, ÚLCERA PÉPTICA ATIVA E HISTÓRIA PREGRESSA DE CONVULSÕES.

    Precauções:

    É ACONSELHÁVEL EVITAR O SEU USO DURANTE O PRIMEIRO TRIMESTRE DE GRAVIDEZ. DEVE-SE TER CAUTELA AO EMPREGAR ACEBROFILINA EM PACIENTES HIPERTENSOS, CARDIOPATAS, COM HIPOXEMIA SEVERA.
    BRONDILAT APRESENTA EM SUA FORMULAÇÃO SORBITOL, PORTANTO, NÃO DEVE SER UTILIZADO EM DIABÉTICOS QUE FAÇAM USO DE INSULINA OU HIPOGLICEMIANTES ORAIS.

    ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO EM CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS DE IDADE.

    Interações medicamentosas:

    A carbamazepina, assim como o fenobarbital, a fenitoína e os sais de lítio podem levar a uma redução da efetividade da teofilina por aumentarem a sua metabolização hepática.

    A administração concomitante de antibióticos macrolídeos (eritromicina), algumas quinolonas como norfloxacino e ciprofloxacino, antihistamínicos H2 (cimetidina, ranitidina, famotidina), alopurinol, diltiazem e ipriflavona podem retardar a eliminação da teofilina, aumentando o risco de intoxicação pela mesma.

    A intoxicação pode se desenvolver naqueles pacientes cujos níveis séricos já são altos, a menos que a dosagem seja reduzida. O uso concomitante da teofilina e broncodilatadores beta-agonistas é comum e considerado vantajoso, mas algumas reações adversas podem ocorrer, sendo as mais sérias a hipocalemia (com salbutamol e terbutalina) e a frequência cardíaca aumentada particularmente com altas dosagens de teofilina. Alguns pacientes podem mostrar um declínio significativo nos níveis séricos da teofilina se salbutamol ou isoprenalina (isoproterenol) forem administrados oralmente.
    Os níveis séricos da teofilina podem apresentar algum aumento em mulheres tomando contraceptivos orais, embora nenhuma toxicidade tenha sido relatada. O emprego concomitante de teofilina com betabloqueadores seletivos não é totalmente contra-indicado, porém recomenda-se cautela quando desta associação. O uso concomitante da teofilina com alfa-adrenérgicos como a efedrina, pode levar a um aumento das reações adversas, principalmente relacionadas com o sistema nervoso central e gastrintestinais.

    Produtos a base de Hypericum perforatum podem levar a uma redução da eficácia da teofilina.

    Reações adversas:
    PODEM OCORRER CASOS RAROS DE QUEIXAS DIGESTIVAS QUE DESAPARECEM COM A SUSPENSÃO DA MEDICAÇÃO OU REDUÇÃO DA DOSE DO MEDICAMENTO. EM ESTUDO MULTICÊNTRICO REALIZADO COM 4313 PACIENTES, A INCIDÊNCIA
    DE REAÇÕES ADVERSAS FOI CONSIDERADA BAIXA, SENDO AS MAIS IMPORTANTES NÁUSEAS (1,4%), VÔMITOS (2,1%), TAQUICARDIA E TREMORES (0,9%), DIARRÉIA (0,5%) E DOR ABDOMINAL E EPIGÁSTRICA (0,4%).
    OUTRAS REAÇÕES COMO BOCA SECA, AGITAÇÃO, SONOLÊNCIA, INSÔNIA, TRANSPIRAÇÃO, PALIDEZ, EXTREMIDADES FRIAS, ERUPÇÕES DE PELE E OUTRAS REAÇÕES ALÉRGICAS FORAM RELATADAS EM UMA INCIDÊNCIA INFERIOR A 0,4 %.

    Posologia:

    Adultos:


    Crianças:

    Não há uma posologia especial, nem um tempo determinado de tratamento para uma patologia específica. A duração do tratamento deve ser estabelecida a critério médico, de acordo com a gravidade da doença.

    Conduta na superdosagem:

    Não foram relatados casos de superdosagem com o princípio ativo de BRONDILAT, entretanto, nesta eventualidade, procurar um serviço médico imediatamente, seguindo os mesmos procedimentos de urgência para os casos de intoxicação por xantinas (teofilina). Se o paciente estiver alerta e transcorreram poucas horas após a ingestão, a indução do vômito pode ser de valia. No caso de o paciente apresentar convulsões, manter as vias aéreas permeáveis, administrar oxigênio e diazepínicos por via endovenosa. Manter hidratação adequada e monitorizar sinais vitais.

    Pacientes idosos:

    As mesmas orientações dadas aos adultos devem ser seguidas para os pacientes idosos, observando-se as recomendações específicas para grupos de pacientes descritos nos itens “Precauções” e “Contra-indicações”.

    MS – 1.0573.0127
    Farmacêutico Responsável: Dr. Wilson R. Farias CRF-SP nº. 9555

    Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
    Via Dutra, km 222,2
    Guarulhos – SP
    CNPJ 60.659.463/0001-91
    Indústria Brasileira

    Logo CAC
    Número de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem externa
    VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

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  • Considerada epidemia mundial, a obesidade já afeta um bilhão e meio de pessoas no mundo.

    Ainda em fase experimental, um novo remédio parece ser a grande promessa para banir o excesso de peso.

    Em estudos realizados por pesquisadores do Centro de Câncer MD Anderson, da Universidade do Texas, o medicamento Adipotide reduziu 11% do peso de macacos em apenas um mês.

    Obesidade aumenta o risco de diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.

    O Adipotide ataca o suprimento de sangue das células de gordura, conhecidas como tecido adiposo branco, que tendem a se acumular sob a pele e em torno da barriga.

    Medicamento age no corpo e não no cérebro

    De acordo com declarações dos pesquisadores para a revista científica Science Translational Medicine, após injeções diárias de Adipotide, os macacos com excesso de peso apresentaram redução de 39% da gordura corporal total, o que representou queda de 11% no peso corporal. Os especialistas também relataram, após 4 semanas, o tamanho da barriga reduziu 27%.

    A grande diferença do Adipotide para as outras drogas que promovem a perda de peso parece ser o fato de não agir diretamente no cérebro. Em forma de injeção, o medicamento tem ação no corpo e, por esse motivo, os pesquisadores acreditam que o novo remédio seja mais seguro do que aqueles comercializados até hoje.

    Adipotide diminui resistência à insulina e controla o apetite

    Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de três inibidores de apetite no Brasil e ainda apertou o cerco em torno da prescrição da Sibutramina. O problema dos medicamentos vetados pelo órgão é que sua ação sobre o cérebro apresenta reações adversas graves.

    Segundo Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, “os efeitos colaterais dos inibidores de apetite suspensos pela Anvisa não matam, mas podem causar dependência, depressão, complicações cardíacas e quadros psiquiátricos graves”. O Adipotide apresentou efeitos nocivos sobre os rins, mas os pesquisadores acreditam que a redução das doses possa resolver o problema.

    Sibutramina: conheça o medicamento para emagrecer mais receitado pelos médicos

    Os especialistas verificaram que o novo remédio diminuiu a resistência dos animais à insulina, sugerindo uma relação positiva para o tratamento do diabetes tipo 2. De acordo com a endocrinologista Rosane Kupfer, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, “o diabetes tipo 2 está associado ao ganho de peso. Estima-se que 90% dos portadores da doença sejam obesos”. A Adipotide também controlou o apetite dos macacos pesquisados.

    Fonte: GNT

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  • Sem categoria 27.10.2011 No Comments

    Mulheres que tomam a pílula por 10 anos quase metade seu risco de câncer de ovário, segundo um estudo.

    Mas especialistas dizem que isso deve ser balanceada com o risco de câncer de mama, que é maior na mulher que toma pílula.

    Para cada 100.000 mulheres sobre a pílula por 10 anos há 50 cânceres de mama adicionais e 12 cânceres menos de ovário, mostra dados.

    O estudo foi publicado no British Journal of Cancer.

    Ele acrescenta peso à pesquisa anterior, sugerindo fatores como a pílula ea gravidez pode ter impacto no risco de câncer, alterando o nível de hormônios no corpo.

    Dr. Richard Edmondson, do Instituto para Pesquisa do Câncer do Norte da Universidade de Newcastle, afirmou: “As mulheres podem ter a certeza de saber que o contraceptivo oral não é apenas um método contraceptivo eficaz, mas pode ter o benefício adicional de reduzir o risco de câncer de ovário.

    “Este é, no entanto equilibrado contra um risco ligeiramente maior de desenvolver câncer de mama.

    “Para colocar isso em contexto, estima-se que 100.000 mulheres se usar a pílula por 10 anos ou mais, haverá 50 tipos de câncer de mama do que mais teria ocorrido de outra forma, mas 12 tipos de câncer de ovário menos.

    “Isso pode ser particularmente importante para as mulheres com um risco aumentado de câncer de ovário em sua família.”

    Grande estudo

    O estudo acompanhou mais de 300.000 mulheres matriculadas em um grande estudo europeu conhecido como EPIC (European Prospective Investigation of Cancer).

    As mulheres estavam a tomar a pílula anticoncepcional, que contém dois hormônios, um estrogênio e um progestogênio.

    Pesquisadores dizem ter encontrado evidências de que tomar a pílula por 10 anos reduziu o risco de câncer de ovário quase pela metade, em comparação com mulheres que usaram o anticoncepcional por um ano ou menos.

    A equipe também dizem que encontraram evidências de que ter um bebê reduziu o risco de câncer de ovário; as crianças mais uma mulher tinha, maior a proteção.

    No entanto, eles acrescentam que sua pesquisa não encontrou evidências de uma relação entre amamentação e proteção contra o câncer de ovário, que foi encontrado em alguns outros estudos.

    Câncer de ovário é o quinto câncer mais comum em mulheres no Reino Unido, com mais de 6.500 casos diagnosticados a cada ano. Vários fatores são conhecidos por desempenhar um papel, incluindo idade, falhas em determinados genes, obesidade e tabagismo.

    Sinais de perigo
    Naomi Allen é um epidemiologista para Cancer Research UK, na Universidade de Oxford, que trabalha no estudo EPIC.

    Ela disse: “O câncer de ovário é difícil de detectar e assim que a prevenção é a chave para salvar as mulheres que sofrem desta doença.

    “Estes resultados são importantes porque a maioria das mulheres não sabem que tomar a pílula ou ficar grávida pode ajudar a reduzir o risco de câncer de ovário mais tarde na vida.”

    Sara Hiom, director de informação da saúde no Cancer Research UK, acrescentou: “O tratamento para câncer de ovário é melhor se a doença for diagnosticada o mais cedo possível.

    “Então todas as mulheres devem estar cientes dos sinais de câncer de ovário como dor na barriga menor, inchaço, aumento do tamanho da barriga, dificuldade para comer ou sensação de plenitude.

    “Se esses sintomas forem novos e acontecem na maioria dos dias, então vale a pena ficar marcada por seu médico sem demora.”

    Enquanto isso, um estudo separado, publicado no British Medical Journal, parece confirmar pesquisas anteriores que sugeriam que alguns tipos mais recentes de pílula anticoncepcional são mais propensos a causar coágulos sanguíneos.

    Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, disse que as mulheres em pílulas contendo drospirenona, desogestrel ou gestodeno tinha o dobro do risco de coágulos em comparação com uma velha droga, levonorgestrel.

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  • Sem categoria 20.10.2011 No Comments



    COARTEM®
    arteméter + lumefantrina

    APRESENTAÇÕES
    Comprimidos – Embalagens com 16, 24, 180, 360, 400, 540 ou 720 comprimidos.

    VIA ORAL
    USO ADULTO E PEDIÁTRICO CRIANÇAS ACIMA DE 5 KG

    COMPOSIÇÃO
    Cada comprimido de COARTEM contém 20 mg de arteméter e 120 mg de lumefantrina.
    Excipientes: polissorbato 80, hipromelose, celulose microcristalina, dióxido de silício, croscarmelose sódica e estearato
    de magnésio.

    INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

    1. INDICAÇÕES
    Tratamento, inclusive tratamento de emergência, de adultos, crianças e recém-nascidos com infecções agudas e sem complicações devido ao Plasmodium falciparum ou infecções mistas que incluem esse patógeno. Como COARTEM é eficaz contra cepas de P. falciparum sensíveis e resistentes a outros medicamentos, também se recomenda contra malária adquirida em regiões onde os parasitas são resistentes a outros antimaláricos.

    Tratamento de emergência

    A maioria dos turistas e viajantes, considerados não-imunes, provavelmente terá acesso a atendimento médico imediato se houver suspeita de malária. No entanto, é possível que algumas pessoas com risco de infecção não consigam receber esse atendimento no prazo de 24 horas após o início dos sintomas, principalmente se estiverem em regiões isoladas, distantes de serviços médicos. Nesses casos, os médicos são aconselhados a prescrever COARTEM para os viajantes levarem consigo para auto-administração (“Tratamento de emergência”).

    2. RESULTADOS DE EFICÁCIA

    Em um estudo comparativo duplo-cego em adultos na China (n = 157), a taxa de cura em 28 dias do COARTEM quando administrado em um regime de 4 doses foi 94%, comparado a 90% da lumefantrina e 46% do arteméter, baseado na análise por intenção de tratamento (ITT), quando administrados como monoterapia. Para a população estudada, a taxa de cura em 28 dias do COARTEM foi 100% comparada com 92% para a lumefantrina e 55% para o
    arteméter quando administrados como monoterapia.

    Em áreas onde cepas de Plasmodium falciparum resistentes a medicamentos são comuns e nas populações residentes, as taxas de cura em 28 dias com um regime de 6 doses (administrados em 60 ou 96 h) foram 81% e 90% para o COARTEM versus 94% e 96% para mefloquina/artesunato, baseado na análise por intenção de tratamento (ITT). Para a população estudada, a taxa de cura em 28 dias foi 97% e 95% para o COARTEM e 100% para mefloquina/artesunato.
    Em 319 pacientes nos quais gametócitos estavam presentes, o tempo médio para depuração do gametócito com o COARTEM foi 96 h. COARTEM foi associado com a depuração mais rápida dos gametócitos do que outros comparadores que não a mefloquina/artesunato. COARTEM é ativo contra os estágios sanguíneos do Plasmodium vivax, mas não é ativo contra os hipnozoítas (veja “Advertências e Precauções”).

    Em pacientes adultos não imunes, que moram em regiões livres de malária mas com malária adquirida ao viajar para regiões endêmicas, foi demonstrado um perfil de segurança e eficácia similar. Em um estudo aberto em adultos (n=165), a taxa de cura em 28 dias do COARTEM administrado em um regime de 6 doses foi 96% (119/124) para a população estudada e 74,1% (120/162) pela análise por intenção de tratamento (ITT). A diferença entre as taxas de cura da
    população estudada e a análise por intenção de tratamento (ITT) foi devida a 38 pacientes que foram excluídos da população estudada pelos seguintes  motivos: 33 pacientes não foram encontrados para o acompanhamento, 19 dos quais não tinham nenhuma avaliação, 14 dos quais tinha depuração parasitária do Dia 7, mas seu status de eficácia no Dia 28 era desconhecido e 5 pacientes que tomaram medicações concomitantes não permitidas pelo protocolo. Todos esses pacientes foram considerados como falhas do tratamento na análise por intenção de tratamento.

    Em um estudo clínico aberto, multicêntrico conduzido na África em 310 crianças pesando ? 5 kg a ? 25 kg e recebendo o regime de 6 doses de COARTEM de acordo com as faixas de peso corpóreo, a taxa de cura parasitológica média em 28 dias foi 93,9% para a análise por intenção de tratamento (ITT) e 96,7% para a população estudada. Em um estudo randomizado, com investigador cego, comparando a eficácia do regime de 6 doses de COARTEM
    Comprimidos dispersíveis vs COARTEM (comprimidos esmagados) de acordo com as faixas de peso corpóreo, administrados a crianças entre 5 kg e 35 kg de peso corpóreo com idade de 12 anos ou menos, a taxa de cura parasitológica em 28 dias para a população da análise primária foi 97,8% e 98,5%, respectivamente e para a análise por intenção de tratamento (ITT) foi 95% e 96,2%, respectivamente.

    Crianças de países não endêmicos não foram incluídas nos estudos clínicos.

    Prolongamento do intervalo QT/QTc: em um estudo de grupos paralelos com voluntários adultos sadios incluindo um grupo controle com placebo e moxifloxacina (n=42 por grupo), a administração do regime de seis doses de COARTEM foi associada ao prolongamento do intervalo QTcF. As alterações médias em relação ao baseline em 68, 72, 96 e 108 h após a primeira dose foram 7,45, 7,29, 6,12 e 6,84 ms, respectivamente. Em 156 e 168 h após a primeira dose, as alterações em relação ao basal para o intervalo QTcF não foram diferente de zero. Nenhum indivíduo teve um aumento > 30 ms em relação ao basal nem um aumento absoluto para > 500 ms. Comparado ao placebo, o controle com moxifloxacino esteve associado a um aumento do QTcF por 12 horas, após a administração única, sendo que o aumento máximo de 14,1 ms foi registrado uma hora após a administração.

    Nos estudos clínicos conduzidos em crianças, o prolongamento do intervalo QTcB de > 500 ms foi relatado em um paciente (0,1%). Nenhum paciente teve QTcF > 500 ms. Nos estudos clínicos conduzidos em adultos, o prolongamento do intervalo QTcB de > 500 ms foi relatado em 0,9% dos pacientes, enquanto que o prolongamento do intervalo QTcF de > 500 ms foi relatado em 0,3% dos pacientes.

    Nenhum evento adverso atribuível ao prolongamento do intervalo QTc (por exemplo, síncope, morte súbita) foi relatado.

     

    3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

    Classe farmacológica: antimaláricos, artemisininas e derivados. Códigos ATC: P01BE52

    Farmacodinâmica

    COARTEM contém uma proporção fixa de 1:6 partes de arteméter e lumefantrina, respectivamente. O arteméter é um derivado acetal quiral semi-sintético da substância encontrada na natureza como artemisinina. A lumefantrina é uma mistura racêmica de um derivado sintético do fluoreno. Como outros antimaláricos (quinina, mefloquina, halofantrina), a lumefantrina pertence à família dos aril-amino-álcoois. O sítio de ação antiparasitária dos dois componentes é o vacúolo digestivo do parasita da malária, onde se acredita que eles interfiram na conversão do grupo heme, um intermediário tóxico produzido durante a degradação da hemoglobina, ao pigmento malárico não tóxico, a hemozoína. Considera-se que a lumefantrina interfira no processo de polimerização e que o arteméter dê origem a metabólitos reativos a partir da reação de seu grupo peróxido com o ferro do grupo heme. Tanto o arteméter como a lumefantrina têm uma ação secundária envolvendo a inibição da síntese protéica e de ácido nucléico do parasita. Os dados dos estudos in vitro e in vivo mostram que COARTEM não induz resistência. Ocorre aumento das atividades antimaláricas independentes da lumefantrina e do arteméter com a associação dos dois fármacos em COARTEM.

    Farmacocinética

    A caracterização farmacocinética de COARTEM é limitada pela inexistência de uma apresentação intravenosa e pela variabilidade intra e interindividual muito elevada das concentrações plasmáticas e dos parâmetros derivados (AUC, Cmáx) dos dois fármacos.

    Absorção

    O arteméter é absorvido rapidamente com concentrações plasmáticas de pico sendo atingidas cerca de 2 horas após a  administração. A absorção da lumefantrina, composto altamente lipofílico, começa após um período de até 2 horas, com concentração plasmática de pico entre 6 e 8 horas após a administração. O consumo de alimentos aumenta a absorção do arteméter e da lumefantrina: em voluntários sadios, a biodisponibilidade relativa do arteméter aumentou mais que duas vezes e a da lumefantrina, 16 vezes, em comparação com os valores em jejum, quando COARTEM foi tomado
    após refeição com alto teor de gordura. Também se demonstrou que o consumo de alimentos aumenta a absorção da lumefantrina em pacientes com malária, embora em menor grau (aproximadamente 2 vezes), muito provavelmente por causa do menor teor de gordura dos alimentos consumidos por pacientes com doença aguda. Os dados de interação com alimentos indicam que a absorção da lumefantrina em jejum é muito baixa (assumindo uma absorção igual a 100% após refeição rica em gordura, a quantidade absorvida em jejum seria < 10% da dose). Os pacientes devem, portanto, ser orientados a tomar o medicamento com alimentação normal, assim que consigam tolerar os alimentos.

    Distribuição

    In vitro, o arteméter e a lumefantrina apresentam alta taxa de ligação com proteínas plasmáticas humanas (95,4% e 99,7%, respectivamente). A diidroartemisinina também se liga às proteínas plasmáticas (47%-76%). A ligação às proteínas plasmáticas é linear.

    Biotransformação

    O arteméter é rápida e amplamente metabolizado (é considerável o metabolismo de primeira passagem). Os microssomas hepáticos humanos metabolizam o arteméter ao principal metabólito biologicamente ativo, a diidroartemisinina (desmetilação), principalmente pela enzima CYP3A4/5. A farmacocinética desse metabólito também foi descrita in vivo em humanos. A taxa de AUC do arteméter/diidroartemisinina é 1,2 após uma dose única e 0,3 após a administração de 6 doses durante 3 dias. Foi relatado que o arteméter e a DHA têm um leve efeito indutor sobre a atividade da CYP3A4, que não é esperado que apresente um problema na população geral de pacientes (veja “Advertências e Precauções” e “Interações medicamentosas”). Durante a administração repetida de COARTEM, os níveis plasmáticos de arteméter diminuíram significativamente, enquanto que os níveis do metabólito ativo (diidroartemisina) aumentaram, embora este aumento não tenha sido de grau estatisticamente significativo. Isto confirma que houve indução da enzima responsável pelo metabolismo do arteméter. A evidência clínica de indução é consistente com os dados in vitro descritos em “Interações medicamentosas”. A lumefantrina é N-desbutilada, principalmente pela CYP3A4, em microssomas hepáticos humanos. In vivo, a glicuronidação da lumefantrina em animais (cães e ratos) ocorre diretamente e após biotransformação oxidativa. Em humanos, a exposição sistêmica ao metabólito desbutil-lumefantrina, cujo efeito antiparasitário in vitro é 5 e 8 vezes mais alto do que o da lumefantrina, foi menos que 1% da exposição ao composto original. In vitro, a lumefantrina inibe significativamente a atividade da CYP2D6 em concentrações plasmáticas terapêuticas (veja “Contraindicações” e “Interações medicamentosas”).

    Eliminação

    O arteméter e a diidroartemisinina são rapidamente depurados do plasma com uma meia-vida de eliminação de cerca de 2 horas. A lumefantrina é eliminada muito lentamente com uma meia-vida terminal de 2 a 3 dias em voluntários sadios e de 4 a 6 dias em pacientes com malária falcípara. Aparentemente, as características demográficas, como sexo e peso, não apresentam efeitos clinicamente importantes sobre a farmacocinética de COARTEM. Em voluntários sadios, nem a lumefantrina nem o arteméter foram encontrados na urina após a administração de COARTEM e a excreção urinária de DHA foi menos de 0,01% da dose de arteméter. Em animais (cães e ratos), nenhum arteméter inalterado foi detectado nas fezes ou na urina devido ao seu rápido e extenso metabolismo de primeira passagem. A lumefantrina foi excretada inalterada nas fezes e apenas em traços na urina. Metabólitos de ambas as drogas foram elimidados na bile / fezes e urina.

    Farmacocinética em populações de pacientes especiais

    Não foi realizado nenhum estudo de farmacocinética nem em pacientes com insuficiência hepática nem com insuficiência renal, ou em crianças ou em pacientes idoso. Baseado nos dados farmacocinéticos de voluntários sadios, que mostraram pouca ou nenhuma excreção renal de lumefantrina, arteméter e DHA, nenhum ajuste de dose é aconselhável para o uso de COARTEM em pacientes com insuficiência renal. A exposição sistêmica ao arteméter, à DHA e à lumefantrina quando administrados em mg/kg de peso corpóreo nos pacientes pediátricos com malária (> 5 a < 35 kg de peso corpóreo) é comparável a do regime recomendado em pacientes adultos com malária.

    Dados de segurança pré-clínicos
    Toxicidade geral

    As principais alterações observadas nos estudos de toxicidade de dose repetida foram associadas à ação farmacológica observada nos eritrócitos, acompanhada pela hematopoiese de resposta secundária.

    Mutagenicidade

    COARTEM não apresentou evidências de mutagenicidade em testes in vitro nem in vivo realizados com uma combinação arteméter:lumefantrina (constituído por 1:6 partes, respectivamente). No teste de micronúcleo, observou-se mielotoxicidade em todos os níveis de dose (500, 1.000 e 2.000 mg/kg); porém, a recuperação foi quase completa 48 horas após a administração.

    Carcinogenicidade

    Devido ao curto período de tratamento, não foram conduzidos estudos de carcinogenicidade com COARTEM.

    Estudos de toxicidade reprodutiva

    Em ratos, os estudos de toxicidade reprodutiva com a combinação arteméter:lumefantrina por via oral apresentaram toxicidade materna e aumento de perda pós-implantação nas doses ? 50 mg/kg (correspondente a aproximadamente 7 mg/kg de arteméter). A combinação arteméter:lumefantrina não foi embriotóxica em ratos nas doses de 25 mg/kg (correspondente a 3,6 mg/kg de arteméter). Em coelhos, cuja combinação de arteméter:lumefantrina foi administrada oralmente, observou-se toxicidade materna e aumento de perda pós-implantação com 175 mg/kg (correspondente a 25 mg/kg de arteméter), enquanto o nível de dose mais baixo seguinte, de 105 mg/kg (correspondente a 15 mg/kg de arteméter) não apresentou nenhum efeito induzido pelo tratamento. Em coelhos e ratos, doses altas de 1.000 mg/kg de lumefantrina não apresentaram evidências que indicassem toxicidade materna, embriotoxicidade, fetotoxicidade ou teratogenicidade. As artemisininas são conhecidas por serem embriotóxicas em animais. Em ratos, estudos de toxicidade reprodutiva com derivados de artemisinina demonstraram aumento nas perdas pós-implantação e teratogenicidade (uma pequena incidência de malformações cardiovasculares e esqueléticas) nas doses de 6 mg/kg de artesunato e 19,4 mg/kg de arteméter. Em ratos, foi estabelecido 3 mg/kg de arteméter como dose não-tóxica. Em coelhos, o arteméter produziu toxicidade materna e aumento das perdas pós-implantação nas doses de 30 mg/kg, mas nenhuma materno/embrio/fetotoxicidade em doses até 25 mg/kg. Em coelhos, o derivado da artemisinina artesunato produziu uma pequena incidência de malformações cardiovascular e esquelética em doses de 5 mg/kg, a menor dose utilizada. Em ratos, a dose embriotóxica do arteméter, 20 mg/kg/dia, produz exposições do arteméter e diidroartemisinina similares àquelas conseguidas em humanos.

    Farmacologia cardiovascular

    Em estudos toxicológicos em cães, apenas as doses mais altas do que as destinadas para uso em humanos (? 600 mg/kg/dia), mostraram evidências do prolongamento do intervalo QTc. Em um ensaio in vitro da expressão estável dos canais HERG nas células HEK293, a lumefantrina e o principal metabólito desbutil-lumefantrina mostraram algum potencial inibitório de um dos responsáveis pela repolarização cardíaca. Essa potência foi menor do que a das outras drogas antimaláricas testadas. Da estimativa dos valores da IC50, a ordem das potências do bloqueio do HERG foi: halofantrina (IC50 = 0,04 micro molar) > cloroquina (2,5 micro molar) > mefloquina (2,6 micro molar) > desbutillumefantrina (5,5 micro molar) > lumefantrina (8,1 micro molar). Um estudo em voluntários adultos sadios indica que o prolongamento do intervalo QTcF pode ocorrer com a dosagem padrão de COARTEM (veja “Contraindicações”, “Advertências e Precauções” e “Farmacodinâmica”).

    4. CONTRAINDICAÇÕES

    O COARTEM é contraindicado nos casos de:
    • Hipersensibilidade ao arteméter, a lumefantrina ou a qualquer excipiente do COARTEM.
    • Pacientes com malária grave conforme a definição da Organização Mundial da Saúde.
    • Primeiro trimestre de gestação em situações onde outros antimaláricos adequados ou eficazes estejam disponíveis (veja “Gravidez e lactação”).
    • Pacientes com histórico familiar de prolongamento congênito do intervalo QTc, ou morte súbita, ou com qualquer outra condição clínica conhecida por prolongar o intervalo QTc como: pacientes com histórico de arritmias cardíacas sintomáticas, com bradicardia clinicamente relevante ou com doença cardíaca grave.
    • Pacientes tomando drogas conhecidas por prolongar o intervalo QTc, como os antiarritmicos da classe IA e III, neurolépticos, agentes antidepressivos, alguns antibióticos, incluindo alguns agentes das seguintes classes: macrolídeos, fluoroquinolonas, imidazois, e agentes antifúngicos triazois, alguns antihistamínicos não sedativos (terfenadina, astemizol), cisaprida.
    • Pacientes com conhecido distúrbio do balanço eletrolítico, p.ex. hipocalemia ou hipomagnesemia.
    • Pacientes tomando qualquer droga metabolizada pela enzima do citocromo CYP2D6 (p.ex. flecainida, metoprolol, imipramina, amitriptilina, clomipramina).

    Este medicamento é contraindicado para uso por gestantes durante os três primeiros meses.

    5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

    COARTEM não foi avaliado na profilaxia e, desta forma, não é indicado.
    COARTEM não foi avaliado para o tratamento de malária cerebral ou outras manifestações graves da malária grave, entre elas edema pulmonar ou insuficiência renal.
    COARTEM não é indicado para, e não foi avaliado no, tratamento de malária devido ao P. vivax, P. malariae ou P. ovale, embora alguns pacientes em estudos clínicos tinham co-infecção com P. falciparum e P. vivax no início. COARTEM é ativo contra o estágio sanguíneo do Plasmodium vivax, mas não é ativo contra hipnozoítas.

    Como outros antimaláricos (por ex.: halofantrina, quinina, quinidina), COARTEM tem o potencial de causar prolongamento do intervalo QTc embora nenhum evento adverso atribuível ao prolongamento do intervalo QTc (p. ex. síncope, morte súbita) tenha sido relatado (veja “Farmacodinâmica”).
    COARTEM não foi estudado para a eficácia e segurança em pacientes com insuficiência hepática ou renal graves e, por isso, não podem ser feitas recomendações para esse grupo de pacientes (veja “Farmacodinâmica”). Os pacientes que permanecem com aversão a alimentos durante o tratamento devem ser cuidadosamente monitorados, pois o risco de recorrência (recrudescência) pode ser maior. Se um paciente piorar enquanto faz uso do COARTEM, deve-se iniciar um tratamento alternativo para a malária sem demora. Nesses casos, recomenda-se monitorar o ECG e medidas devem ser tomadas para corrigir qualquer distúrbio eletrolítico. A longa meia-vida de eliminação da lumefantrina deve ser levada em consideração quando da administração de quinina em pacientes previamente tratados com COARTEM.

    Cuidado no caso de administração concomitante de medicamentos

    Com outros antimaláricos: Dados de segurança e eficácia são limitados, e COARTEM não deve, então, ser administrado com outro antimalárico a menos que não haja outra opção de tratamento. A longa meia-vida de eliminação da lumefantrina deve ser levada em consideração quando da administração de quinina em pacientes previamente tratados com COARTEM.

    Pacientes previamente tratados com outros antimaláricos: Se COARTEM é dado seguindo a administração da mefloquina ou quinina, é recomendado um monitoramento da ingestão de comida (para a mefloquina) e do ECG (para o quinina). Em pacientes tratados previamente com halofantrina, COARTEM não deve ser administrado antes de um mês após a última dose de halofantrina.

    Com outros medicamentos: COARTEM não deve ser usado com medicamentos metabolizados pela CYP2D6 (veja “Contraindicações”) e recomenda-se cautela quando combinar COARTEM com substratos, inibidores ou indutores do CYP3A4 pois os efeitos terapêuticos de alguns medicamentos podem ser alterados (veja “Interações medicamentosas” e “Farmacocinética”).

    Gravidez

    Baseado em dados com animais, suspeita-se que COARTEM cause defeitos congênitos graves quando administrado durante o primeiro trimestre de gravidez (veja “Contraindicações” e “Dados de segurança pré-clínicos”). Estudos de toxicidade reprodutiva com arteméter evidenciaram perdas pós-implantação e teratogenicidade em ratos. Outros derivados da artemisinina demonstraram potencial teratogênico com um aumento de risco durante os primeiros
    períodos da gestação (veja “Dados de segurança pré-clínicos”). O tratamento com COARTEM é contraindicado durante o primeiro trimestre de gravidez em situações em que outros antimaláricos efetivos estejam disponíveis. Entretanto, não se deve interromper o tratamento em situações de risco de
    morte em que nenhum outro antimalárico efetivo esteja disponível (veja “Contraindicações”). Durante o segundo e terceiro trimestre, o tratamento com COARTEM deve ser cogitado apenas se o benefício esperado à mãe for superior ao risco para o feto.

    Este medicamento pertence à categoria de risco na gravidez C, portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

    Mulheres com potencial de engravidar

    Como o COARTEM é contraindicado durante o primeiro trimestre de gravidez, as mulheres não devem conceber enquanto estiverem tratando a malária com COARTEM. Isso inclui mulheres que receberam prescrição para o tratamento de emergência da malária durante suas viagens, caso elas precisem do tratamento para malária. Mulheres com potencial de engravidar devem ser aconselhadas a utilizar contracepção durante viagens com tratamento
    de emergência, durante o tratamento com COARTEM e até o início do próximo ciclo menstrual após o final de tratamento.

    Lactação

    Dados com animais sugerem excreção no leite materno, mas não existem dados em humanos. Mulheres que  amamentam não devem receber COARTEM. Devido a longa meia-vida de eliminação da lumefantrina (4 a 6 dias), é recomendável que não haja amamentação antes do 28° dia a menos que os benefícios do tratamento com COARTEM para mãe superem os riscos para a criança.

    Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas

    Os pacientes em tratamento com COARTEM devem ser advertidos sobre a possível ocorrência de tontura ou fadiga/astenia, quando não deverão dirigir veículos ou operar máquinas.

    6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

    Embora a probabilidade de interações entre o COARTEM e outras drogas seja mínima em decorrência do curto período de administração e do amplo índice terapêutico, três estudos específicos de farmacocinética e farmacodinâmica de interação droga-droga foram conduzidos em voluntários sadios com cetoconazol (um potente inibidor de CYP3A4), mefloquina e quinina.

    Interação com outros antimaláricos (veja também “Advertências e Precauções”)

    Como pacientes que serão tratados com COARTEM podem, recentemente, ter recebido tratamento com outros antimaláricos, as interações com mefloquina e quinina foram estudadas em voluntários sadios. A administração oral sequencial de mefloquina antes do COARTEM não tem efeito sobre a concentração plasmática do arteméter ou da taxa arteméter/diidroartemisinina, mas houve uma redução significativa (por volta de 30-40%) nos níveis plasmáticos (Cmáx e AUC) da lumefantrina, possivelmente devido a baixa absorção secundária a diminuição da produção de bile induzida pela mefloquina. Os pacientes devem ser encorajados a comer nos momentos das doses para compensar essa diminuição na biodisponibilidade. A administração concomitante intravenosa de quinina (10 mg/kg) com COARTEM não tem efeito na concentração plasmática da lumefantrina ou da quinina. As concentrações plasmáticas do arteméter e da diidroartemisinina (DHA) parecem estar diminuídas. Nesse estudo, a administração de COARTEM a 14 voluntários não causou efeito no intervalo
    QTc. A infusão da quinina isolada em outros 14 voluntários causou um prolongamento transitório do intervalo QTc, que foi consistente com o efeito cardiotóxico da quinina. Esse efeito foi levemente maior, mas significativo, quando a infusão da quinina foi feita após o COARTEM em 14 voluntários adicionais. Aparentemente o risco inerente do prolongamento do intervalo QTc associado a administração intravenosa da quinina foi realçado pela administração de COARTEM antes da quinina.

    Em um estudo clínico na Tailândia alguns pacientes receberam COARTEM seguido de tratamentos sem sucesso com mefloquina e quinina. Receberam COARTEM, 121 pacientes sem nenhum tratamento prévio com antimaláricos, enquanto 34 e 9 pacientes tinham quinina e mefloquina mensuráveis, respectivamente, no estudo. Esses pacientes mostraram perfis similares de segurança e farmacocinética do COARTEM quando comparados com aqueles que não tinham níveis detectáveis de outros antimaláricos.

    Interação com um inibidor de CYP450 3A4 (cetoconazol)

    O arteméter e a lumefantrina são metabolizados predominantemente pela enzima do citocromo CYP3A4 e não inibem esta enzima em concentrações terapêuticas. A administração de cetoconazol concomitante ao COARTEM levou a um modesto aumento (? 2 vezes) no arteméter, DHA, e na exposição de lumefantrina em voluntários sadios. Esse aumento da exposição a combinação de antimaláricos não foi associado a aumento das reações adversas ou a alterações nos parâmetros eletrocardiográficos. Baseado nesse estudo, o ajuste de dose de COARTEM não é considerado necessário nos pacientes com malária falcípara quando administrado em associação com cetoconazol ou outros inibidores potentes de CYP3A4.

    Interação com medicamentos anti-retrovirais

    Nenhum estudo formal de interação droga-droga entre o COARTEM e medicamentos anti-retrovirais foi realizado. Devido aos padrões variáveis de inibição, indução ou competição pela CYP3A4 com medicamentos anti-retrovirais inibidores de protease, o uso de tais medicamentos, especialmente suas combinações, concomitantes com COARTEM requer cautela (veja “Advertências e Precauções”).

    Interação com as enzimas do CYP450

    Embora os estudos in vitro com o arteméter em concentrações terapêuticas não revelaram inibição significativa das enzimas do citocromo CYP450, foi relatado que o arteméter e DHA têm leve efeito indutor sobre a atividade da CYP3A4. Embora a magnitude das alterações tenha sido geralmente baixa e não seja esperado que se apresente um problema na população geral de pacientes, é possível que a indução da CYP3A4 possa alterar os efeitos terapêuticos de
    drogas que são predominantemente metabolizadas por essa enzima. Observou-se que a lumefantrina in vitro inibe a CYP2D6. Essa inibição pode ter importância clínica para os fármacos com baixo índice terapêutico. A co-administração de COARTEM com essas drogas metabolizadas por essa isoenzima
    (p. ex., neurolépticos e antidepressivos tricíclicos) é contraindicada (veja “Contraindicações” – veja também “Advertências e Precauções” e “Farmacocinética”).

    7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

    Os comprimidos de COARTEM devem ser armazenados em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação.

    Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
    Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

    Características físicas

    Comprimido amarelo, redondo, achatado e sulcado de um dos lados.

    Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

    TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

    8. POSOLOGIA E MODO DE USAR

    Comprimidos para administração oral.
    O medicamento pode ser tomado com alimentos ou bebidas ricos gordura tais como leite. Pacientes com malária aguda frequentemente têm aversão a alimento. Os pacientes devem ser incentivados a voltar a se alimentar normalmente assim que consigam tolerar os alimentos, pois a presença de alimentos aumenta a absorção do arteméter e da lumefantrina. Se ocorrerem vômitos durante a primeira hora após administração, deverá ser administrada um dose repetida.

    Tratamento e tratamento de emergência
    O tratamento deve ser administrado no momento do diagnóstico inicial ou no início dos sintomas.

    Adultos e crianças pesando 35 kg ou mais ou com mais de 12 anos de idade
    É recomendado um tratamento padrão de 3 dias com um total de 6 doses conforme segue.

    Quatro comprimidos, em dose única, no momento do diagnóstico inicial, mais 4 comprimidos depois de 8 horas e, então, 4 comprimidos duas vezes ao dia (manhã e noite) em cada um dos 2 dias subsequentes (total de 24 comprimidos).

    Crianças e recém-nascidos pesando entre 5 kg e menos de 35 kg e com 12 anos de idade ou menos
    É recomendado um regime de 6 doses com 1 a 3 comprimidos por dose, dependendo do peso corpóreo. De 5 a < 15 kg de peso corpóreo: um comprimido no momento do diagnóstico inicial, mais 1 comprimido após 8 horas e, então, 1 comprimido duas vezes ao dia (manhã e noite) em cada um dos 2 dias subsequentes (total de 6 comprimidos).De 15 a < 25 kg de peso corpóreo: dois comprimidos, em dose única, no momento do diagnóstico inicial, mais 2 comprimidos após 8 horas e, então, 2 comprimidos duas vezes ao dia (manhã e noite) em cada um dos 2 dias subsequentes (total de 12 comprimidos).

    De 25 a < 35 kg de peso corpóreo: três comprimidos, em dose única, no momento do diagnóstico inicial, mais 3 comprimidos após 8 horas e, então, 3 comprimidos duas vezes ao dia (manhã e noite) em cada um dos 2 dias subsequentes (total de 18 comprimidos). Os comprimidos podem ser esmagados para administração em recém-nascidos e crianças. Comprimidos dispersíveis serão disponibilizados em alguns países endêmicos para administração em pacientes pediátricos.

    Pacientes idosos
    Embora nenhum estudo tenha sido conduzido com idosos, não são considerados necessários ajustes de dose nem precauções especiais nesses pacientes.

    Pacientes com insuficiência renal ou hepática de leve a moderada
    Nenhum estudo específico foi conduzido nesses grupos de pacientes. Porém, não há excreção renal significativa de lumefantrina, arteméter e DHA em estudos em humanos, portanto, nenhum ajuste de dose é aconselhável para o uso de COARTEM em pacientes com insuficiência renal. Também nenhuma recomendação específica de ajuste de dose pode ser feita para pacientes com insuficiência hepática (para pacientes com insuficiência renal e/ou hepática grave, veja “Advertências e Precauções”). A maioria dos pacientes com malária aguda apresenta certo grau de comprometimento hepático. O perfil de eventos adversos não difere entre pacientes com e sem comprometimento hepático. Além disso, os testes iniciais de anormalidades da função hepática melhoraram em quase todos os pacientes após tratamento com COARTEM.

    Infecções novas e recorrentes (recrudescentes)

    Os dados de um número restrito de pacientes com COARTEM mostram que infecções novas e recorrentes podem ser tratadas com um segundo tratamento com o medicamento.

    Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

    9. REAÇÕES ADVERSAS

    A frequência das reações adversas relatadas nos estudos clínicos de COARTEM foram semelhantes ou menores que as de outros antimaláricos utilizados nos estudos clínicos. O COARTEM pareceu ser bem tolerado por recém-nascidos, crianças e adultos. A maioria dos eventos relatados foram de gravidade e duração de leve a moderada, e provavelmente relacionados à malária subjacente e/ou a uma resposta insatisfatória ao tratamento, e não ao COARTEM, embora uma relação causal com o uso de COARTEM não pudesse ser excluída em alguns relatos. Para outros relatos, fatores alternativos foram identificados como os mais prováveis de causar os eventos (p.ex. drogas usadas concomitantemente, infecções concomitantes) ou as informações providas foram
    insuficientes para chegar a qualquer conclusão.

    As reações adversas estão dispostas por ordem de frequência, as mais comuns primeiro, utilizando a seguinte convenção: muito comum (? 1/10); comum (? 1/100, < 1/10); incomum (? 1/1000, < 1/100); rara (? 1/10.000; < 1/1.000); muito rara (< 1/10.000), incluindo reportes isolados. A tabela 1 representa uma análise de segurança referente as reações adversas dos estudos clínicos em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade ou com 35 kg ou mais de peso corpóreo usando o regime de 6 doses recomendado.

    Tabela 1
    Distúrbios do metabolismo e da nutrição
    Muito comum Anorexia

    Distúrbios psiquiátricos
    Muito comum Distúrbios do sono

    Distúrbios do sistema nervoso
    Muito comum Cefaleia, tontura
    Incomum Sonolência, hipoestesia, ataxia

    Distúrbios cardíacos
    Muito comum Palpitação

    Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
    Comum Tosse

    Distúrbios gastrintestinais
    Muito comum Vômito, dor abdominal, náusea
    Comum Diarreia

    Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
    Comum Prurido, erupções

    Distúrbios dos tecidos músculoesquelético e conjuntivo
    Muito comum Artralgia, mialgia

    Distúrbios gerais e condições no local de administração
    Muito comum Astenia, fadiga
    Incomum Andar anormal

    Investigações
    Comum Testes da função hepática aumentados
    Incomum Eletrocardiograma com prolongamento do intervalo QT corrigido

    A tabela 2 está compilada com a análise de segurança referente aos 4 estudos em recém-nascidos e crianças com 12
    anos ou menos de idade e com 5 kg ou mais à menos de 35 kg de peso corpóreo recebendo o regime de 6 doses de
    COARTEM ou COARTEM Dispersível

    Tabela 2
    Distúrbios do sistema imunológico
    Rara Hipersensibilidade

    Distúrbios psiquiátricos
    Muito comum Distúrbios do sono

    Distúrbios do sistema nervoso
    Comum Cefaleia, tontura
    Incomum Sonolência

    Distúrbios cardíacos
    Incomum Palpitação

    Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
    Muito comum Tosse

    Distúrbios gastrintestinais
    Muito comum Vômito
    Comum Dor abdominal, diarreia, náusea

    Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
    Comum Erupções
    Incomum Prurido

    Distúrbios dos tecidos músculo-esquelético e conjuntivo
    Comum Artralgia, mialgia

    Distúrbios gerais e condições no local de administração
    Comum Astenia, fadiga

    Investigações
    Comum Testes da função hepática aumentados
    Rara Eletrocardiograma com prolongamento do intervalo QT corrigido

    Nesta análise de segurança, alterações de humor foram reportadas em menos do que 1,2% de pacientes pediátricos tratados com COARTEM, mas eles não foram considerados como relacionados à droga pelos investigadores. As reações adversas encontradas em regimes de dose não recomendados não foram incluídas nesta análise de segurança: parestesia (1,2% de adolescentes e adultos, nenhum caso em crianças); contrações musculares involuntárias (1,3% de
    crianças).

    Listagem das reações adversas ao medicamento de relatos espontâneos de pós-comercialização
    As seguintes reações adversas ao medicamento adicionais foram identificadas baseadas em relatos espontâneos de póscomercialização. Uma vez que estas reações adversas foram relatadas voluntariamente de uma população de tamanho incerto, não é sempre possível estimar confiavelmente suas frequências.

    Reações de hipersensibilidade, incluindo urticária e angioedema foram raramente reportadas.

    Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

    10. SUPERDOSE

    Em casos de suspeita de superdose, deve-se instituir terapia sintomática e de suporte conforme necessário. Deve-se monitorar ECG e os eletrólitos (por ex.: potássio) no sangue.

    Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

    MS – 1.0068.0103

    Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873

    Importado por:
    Novartis Biociênias S.A.
    Av. Prof. Vicente Rao, 90
    São Paulo – SP
    CNPJ: 56.994.502/0001-30

    Fabricado por: Beijing Novartis Pharma Ltd., Changping, China ou
    Novartis Pharmaceuticals Corporation, Suffern, Nova Iorque, EUA Indústria Brasileira
    ® = Marca registrada de Novartis AG, Basileia, Suíça.
    VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
    BPI 28.05.09
    2009-PSB/GLC-0191-s
    VPS1

  • O Conselho Federal de Medicina (CFM) entrou com ação na Justiça Federal do Distrito Federal nesta quinta-feira (13) contra a proibição pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da venda de remédios que atuam na redução do apetite, feitos à base de anfetamina: a anfepramona, o femproporex e o mazindol.

    A entidade pede a suspensão imediata da determinação até o julgamento da ação. A Anvisa informou que só vai se pronunciar sobre o caso depois de notificada da ação pela Justiça.

    Na mesma reunião em que proibiu as anfetaminas, no último dia 4, a Anvisa decidiu manter a comercialização e o registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos para tratar obesidade, mas aumentou o controle sobre a venda e a prescrição desse tipo de medicamento.

    Na ação, a entidade que representa os médicos alerta para o risco de deixar pacientes obesos sem alternativas de tratamento e pede mais rigidez no controle dessas substâncias para garantir que sejam usadas sob supervisão médica.

    “Não é possível deixar parte da população desassistida e limitar a autonomia do paciente. Somos favoráveis ao fortalecimento de mecanismos de controle de comercialização e da adoção de ações educativas em larga escala para disciplinar seu uso”, afirmou o primeiro-secretário do CFM, Desiré Callegari.

    O conselho contestou o relatório de 700 páginas produzido pela Anvisa. Segundo o documento, os benefícios da perda de peso causados pela utilização da anfepramona, do femproporex e do mazindol não superariam os riscos, como problemas cardíacos.

    “A Anvisa quer tutelar uma matéria sem qualquer fundamento técnico, cerceando direitos dos pacientes e autonomia dos médicos de utilização de medicamentos eficazes, conforme histórico de 30 anos. (…) A autonomia do médico, na prescrição de medicamentos, e do paciente, no livre acesso aos mesmos, estará fulminada já que a prescrição médica é prova suficiente para comprovar a necessidade/utilidade do tratamento que se pleiteia”, afirmou a entidade na ação.

    A Anvisa estabeleceu prazo de 60 dias para que os produtos proibidos sejam retirados do mercado. Os estabelecimentos que mantiverem a comercialização poderão ser interditados ou multados em valores que vão desde R$ 2 mil a um R$ 1,5 milhão.

    Fonte: G1

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  • A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta terça-feira (4) manter a comercialização e o registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos que atuam na redução do apetite, mas ampliou o controle sobre a prescrição e sobre a utilização do medicamento.

    A Anvisa proibiu ainda a comercialização de três outros inibidores de apetite feitos a base de anfetamina: a anfepramona, o femproporex e o mazindol.

    No Brasil, a venda e o uso da sibutramina já eram restritos desde 2010, quando o remédio foi incluído na lista de medicamentos “B2“, que necessitam de receitas especiais para serem solicitados pelos médicos. Agora, a partir da decisão desta terça, médicos e pacientes terão também que assinar um termo de compromisso ao prescrever ou utilizar a substância.

    Além disso, de acordo com a Anvisa, os laboratórios que fabricam ou comercializam sibutramina terão que fazer acompanhamento de eventuais efeitos colaterais e comunicar a Anvisa no caso de ocorrências.

    A agência informou que as medidas serão acompanhadas por 12 meses e que, após esse período, a comercialização do produto voltará a ser discutida.

    No âmbito da Anvisa, não cabe recurso à decisão, mas as empresas que fabricam e comercializam os inibidores de apetite podem recorrer à Justiça.

    De acordo com a Anvisa, as farmácias terão prazo de 60 dias para retirar os produtos proibidos do mercado. Conforme a Anvisa, os estabelecimentos que mantiverem a comercialização poderão ser interditados ou multados em valores que vão desde R$ 2 mil a um R$ 1,5 milhão.

    De acordo com o representante do Conselho Federal de Medicina, Dimitri Gabriel Omar, a decisão da Anvisa de proibir os três inibidores vai estimular a ilegalidade e prejudicar o tratamento de obesos. Sobre ampliar a restrição à sibutramina, ele afirmou que se trata de “interferência indevida” no trabalho dos médicos e que vai recorrer à Justiça.

    Relatório

    O relatório de 700 páginas produzido pela Anvisa aponta que os benefícios da perda de peso causados pela utilização da anfepramona, do femproporex e do mazindol não superariam os riscos, tais como problemas cardíacos. O relatório diz ainda que não há dados técnicos e científicos que comprovem a eficácia e segurança destas substâncias no controle da obesidade.

    Os inibidores de apetite atuam em uma região do cérebro conhecida como hipotálamo, que regula a sensação de fome e de saciedade.

    Quanto à sibutramina, o relatório diz que o registro da substância cumpriu os requisitos de eficácia, “gerando desfecho clínico da perda de peso” e com “relação benefício-risco favorável”. Sendo assim, a Anvisa permitirá que a substância possa ser comercializada com algumas restrições, tais como controle na prescrição médica para minimizar riscos.

    O relatório aponta que a sibutramina pode ser utilizada em pacientes obesos sem história de doença cardiovascular e que não conseguem aderir a programas de emagrecimento; com diabetes ou intolerância à glicose; dislipedêmicos; hiperuricêmicos; mulheres com ovários policísticos e pacientes com hepatite não alcoólica.

    De acordo com o relatório, a Anvisa recomenda que a utilização da sibutramina seja suspensa caso o paciente não responda ao tratamento no período de quatro semanas.

    Exterior

    A venda de remédios para emagrecer com sibutramina foi proibida pela agência reguladora de remédios na Europa no início de 2010. A entidade alegou, na época, que trabalhos científicos apontavam o aumento do risco de problemas cardiovasculares em pacientes que usaram a sibutramina.

    Conhecido como Scout, o estudo que levou a agência reguladora europeia a banir o medicamento contou com 9 mil pacientes obesos, monitorados durante 5 anos – parte deles recebeu sibutramina e outra parte tomou uma medicação sem efeito (placebo). Todos os integrantes da pesquisa passaram por dieta e praticavam exercícios físicos.

    No caso dos Estados Unidos, a agência reguladora de alimentos (FDA, na sigla em inglês) também recomendou o fim do uso do medicamento. Com isso, a Abbott, empresa responsável pela venda da sibutramina, retirou o produto do mercado. Canadá e Austrália também são países onde o comércio da droga é vetado.

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